FHC e os misteriosos pedidos de Michel Temer, Sarney, Jader Barbalho, Moreira Franco

Isso explica a caça ao Lula

ladrão corrupto impunidade justiça

por Gilmar Crestani


Isso diz tudo sobre a perseguição constante ao Lula. FHC foi protegido internamente, principalmente pela Rede Globo que o havia capturado via Miriam Dutra, mas também externamente, pela entrega do nosso patrimônio aos EUA. A Petrobrás era o próximo alvo, e havia começado com a mudança de nome para Petrobrax.

Durante os dois governos de FHC não havia necessidade de espionagem dos EUA por aqui. Tudo era entregue de bandeja. O William Waack sabe muito bem disso. Os vazamentos dos Wikileaks mostraram. Foi com Lula e Dilma que a NSA, conforme denunciou Edward Snowden, se viu obrigada a espionar o Governo Federal e também a Petrobrás. As informações fornecidas à Lava Jato tem dedo do FBI, CIA e NSA. Os objetivos de criminalizar Lula e proteger FHC também se conjugam com os interesses dos EUA. Nem mesmo FHC admitindo que nomeou ladrões o MPF e PF se dignam a ir atrás. Aliás, há um extensa bibliografia narrando com fartura de documentos a dilapidação do patrimônio nacional destes que agora estão buscando derrubar Dilma e caçar Lula.

Quando a agência Reuters entrevista FHC, os assuntos que podem comprometê-lo ela se dispõe a tirar da entrevista. Quando alguém do PSDB é mencionado nas delações da Lava Jato, “não vem ao caso”. E nem mesmo com a confissão de FHC há indignação. Aliás, tudo como acontece em relação ao Eduardo CUnha.

Todos sabemos que a corrupção no governo FHC é responsável por pelo menos uma morte: Paulo Francis! Por que FHC cruzou os braços?

Ou o Brasil varre os golpistas, ou golpe paraguaio ainda vai nos jogar no lixo da história.

FHC confessa ter nomeado ‘ladrões’

indignados ladrão de galinha

247 – No livro “Diários da Presidência”, sobre seus primeiros anos no poder, o tucano Fernando Henrique Cardoso diz que foi pressionado por parlamentares para nomear “ladrões” em troca de apoio em votações no Congresso.

Em 31 de maio de 1995, ele relata uma das reuniões com ministros para discutir as nomeações: “No fim da tarde estive (…) naquelas infindáveis discussões sobre nomeações, alguns são ladrões e nós temos algumas provas. (…) É vergonhoso, mas é assim”. Entre os políticos que pediram cargos, ele cita José Sarney, Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, Wellington Moreira Franco e Michel Temer.

O episódio sobre o atual vice-presidente é revelado em gravação de 3 de outubro de 1995. Temer teria pedido a indicação de um protegido seu para o fundo de pensão dos portuários. “É para ser mais solidário com o governo, ele quer também alguma achega pessoal nessa questão de nomeações. É sempre assim. Temer é dos mais discretos, mas eles não escapam. Todos têm, naturalmente, os seus interesses.”

Leia aqui na reportagem de Renato Onofre sobre o assunto.

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Os taradinhos do impeachment preservam o presidente da Câmara

Presidente da Telerj Cunha pagou propina a tucanos

 Paulo Baraky
Paulo Baraky

por Janio de Freitas

A situação pessoal embaraçosa, com o presumido risco de perder milhões de dólares resguardados no exterior para não os perder, deve ter mexido com a frieza de Eduardo Cunha. Mas Eduardo Cunha exagera, supondo-se “execrado”. Muito ao contrário. Eduardo Cunha não está sozinho, não foi abandonado por causa de acusações. E tanto conta com fraternidades espontâneas, como dispõe de armas para produzir interessados em não o incomodar. Ou só fazê-lo em último desespero de causa.

A verdadeira atitude do PSDB, até ontem (10), de benevolência quando as provas contra Eduardo Cunha já levam a pedidos de sua cassação, provém de duas vertentes. Os taradinhos do impeachment preservam o presidente da Câmara porque esperam dele que instale a ação para a derrubada de Dilma e não têm pudor de dizê-lo. Aécio Neves não foi sugerir a Eduardo Cunha que se licenciasse coisa nenhuma, se nem disfarçou o desejo de que seja poupado para encaminhar o processo. O “aquilo” em que esses taradinhos só pensam não é aquilo, é o impeachment.

A outra vertente de proteção peessedebista a Eduardo Cunha veio dos mais velhos que ainda influem no partido. São remanescentes do governo Fernando Henrique. Ou seja, do escândalo das privatizações causado por grampos telefônicos que levaram à saída forçada de ministros e de outros do governo, comprometidos com fraudulências surpreendidas pelas gravações.

Confrontado de repente com uma pergunta sobre a origem das fitas, o general Alberto Cardoso, da Casa Militar, disse que foram encontradas sob um viaduto em Brasília. A verdade era outra. A maior parte dos procedimentos para as privatizações transcorreu no Rio, sede das empresas e do BNDES, além das extensões de ministérios também envolvidos, como Indústria e Fazenda. Tudo se passava, portanto, nos domínios territoriais e operacionais de Eduardo Cunha, presidente da Telerj, a telefônica estatal do Rio, no governo Collor e até a posse de Itamar Franco.

Logo, nada de extraordinário que, pelas investigações ou por dedução, o circuito fechado do governo Fernando Henrique desse as gravações como obra de Eduardo Cunha, que em anos recentes já fora dado como responsável por grampos em série. No seu “diário” de presidente, Fernando Henrique refere-se a Eduardo Cunha deste modo, transcrito da revista “piauí” pela Folha: “O Eduardo Cunha foi presidente da Telerj, nós o tiramos de lá no tempo do Itamar porque ele tinha trapalhadas, ele veio da época do Collor”. Esse “nós” é invenção da vaidade. Fernando Henrique estava indo para Relações Exteriores e nada teve com a exoneração rápida de Eduardo Cunha, decidida e feita por Itamar. Sem sequer considerar trapalhadas, mas, como muitas outras demissões, por ser ligado a PC Farias.

Gravações clandestinas não começam no exato momento comprometedor da conversa. Quem as instalou pode fazer coleções de conversas, personagens e assuntos. E quem sabe que gravações podem trazer-lhe complicações, diretas ou indiretas, não ousa contra o possível colecionador. A não ser quando o veja batido, esvaído, inerte. Como muitos têm esperado ver Eduardo Cunha, para lembrar-se de que são grandes defensores da moralidade. Privada e pública.

Mas não só de grampeamentos se fazem coleções biográficas. Como ex-presidente da Telerj, Eduardo Cunha sabe –e ninguém duvide de que também comprove– que a estatal dava dinheiro a políticos. Quantias fixas. Mês a mês. Por nada.

E Eduardo Cunha não só investigou. Também pagou. Se vai cobrar, ainda não se sabe.

telefone

Levy joga pesado para derrubar Dilma

Da escola de Chigago, Joaquim Vieira Ferreira Levy trabalhou para a Troika, e foi agente do Banco Central Europeu, e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é de admirar que queira para o Brasil a mesma política aplicada contra a Grécia.

Na Universidade de Chicago e nos bancos do imperialismo e do colonialismo fez seu aprendizado, que lhe credenciou a exercer os cargos do governo de Fernando Henrique Cardoso de  secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, em 2000; e economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em 2001.

Em janeiro de 2003, pelos bons serviços prestados, foi designado, por FHC, secretário do Tesouro Nacional, onde ficou até 2006.

Não sei se Levy era um petista infiltrado no ninho tucano, mas executa no governo de Dilma a mesma política econômica dos oito anos do governo corrupto e anti-povo de Fernando Henrique.

Para completar, a biografia suspeita do ministro da Fazenda de Dilma possui dois lances que mereciam ser investigados.

  1. Saiu do governo do PSDB para ser secretário da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, no primeiro mandato de Sérgio Cabral Filho. Isto é, pagava as contas de um governo marcado por escândalos e crimes.
  2. Depois da passagem em dois governos corruptos, virou chefe da divisão de gestão de ativos do Banco Bradesco (Bradesco Asset Management), ocupando o cargo de diretor-superintendente. Não esquecer que o Bradesco, o Itaú, o Santader e o Citbank criaram a Contax, uma empresa de terceirização de serviços, que reintroduziu no Brasil o trabalho escravo.

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O juiz Moro e o caso Banestado, aquele das contas CC5. Diz que os inquéritos “se desdobraram em cerca de 3.600 procedimentos criminais”

Joen Yunus
Joen Yunus
Choque de propósitos

por Janio de Freitas

As posições contrárias do Supremo e da Lava Jato quanto à jurisdição apropriada para os processos não ligados aos desvios na Petrobras azedou com inconveniência para os dois lados.

Desagradados com a decisão do Supremo de encaminhar para outro juízo um inquérito que não inclui Petrobras, mas está na Lava Jato, o juiz Sergio Moro e procuradores fazem afirmações agudas. É da regra judicial brasileira, porém, que os inquéritos e processos corram onde teria havido o fato em questão, deslocando-se os julgamentos em casos de extrema excepcionalidade. O Supremo transferiu, de Curitiba para o judiciário federal em São Paulo, o processo sobre pagamentos da empresa Consist que a Lava Jato supõe retribuírem um contrato de gerenciamento do crédito consignado.

Os comentários mais simbólicos da argumentação e da carga forte da Lava Jato contra o decidido pelo Supremo foram postos por Moro em sua sentença condenatória de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Escreveu ele que a “dispersão das ações penais não serve à causa da Justiça, tendo por propósito pulverizar o conjunto probatório e dificultar o julgamento”.

Sendo quem são, no caso, os imaginados portadores de tal propósito, não há como ver sensatez na afirmação do juiz Sergio Moro, descreditada ainda por valer-se do que deveria ser só uma sentença.

Mas, já que se trata da distribuição de inquéritos, pode-se dispor de um outro trecho de texto. É do balanço feito pelo Ministério Público Federal sobre a ação da sua força-tarefa que se ocupou do grande caso Banestado, aquele das contas CC5. Diz que os inquéritos “se desdobraram em cerca de 3.600 procedimentos criminais, que foram distribuídos para as subseções judiciárias do domicílio dos representados, permanecendo cerca de 600 procedimentos criminais na capital paranaense”.

Foi distribuição como a atacada na sentença, e em outras situações, por Sergio Moro, e em diversas ocasiões por procuradores da Lava Jato. Mas os procuradores da Lava Jato estavam na força-tarefa do Banestado. Tanto que o autor do balanço foi Januário Paludo, procurador nas duas forças-tarefas. E quem procedeu à distribuição dos inquéritos para as jurisdições “do domicílio dos representados”, em qualquer parte do Brasil, foi o juiz Sergio Moro.

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Câmara faz em um dia a faxina de 30 anos. Aprovou as contas de Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula. E abriu caminho para o impeachment de Dilma

Carlos David Fuentes
Carlos David Fuentes

Com 25 anos de atraso, e o silêncio cúmplice do PT, em votação simbólica, a Câmara dos Deputados aprovou, no começo da tarde desta quinta-feira, as contas de quatro ex-presidentes.

Foram aprovadas as contas referentes ao exercício de 199O a 1992 da gestão Fernando Collor, de 1992 a 1995, governo de Itamar Franco, e os oito anos, 1995 a 2003, da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O PT, talvez na onda do “pacto suprapartidário” proposto por
Aloizio Mercadante, aprovou sem discussão, as contas das privatizações e leilões de FHC, inclusive a entrega da Vale do Rio Doce, e o fatiamento da Petrobras.

Também foram aprovadas as contas dos oito anos do governo Lula da Silva, de 2003 a 2011.

Essa correria toda, para aprovar em um dia que antecipa a primavera, duas décadas e meia de governos e desgovernos, faz parte de uma trama que visa colocar em votação as contas do primeiro governo de Dilma Rousseff, os anos de 2011, 2012, 2013 e, especial e justiceiramente, 2014.

Que seja lembrado para todo sempre: Nem o PT votou contra as contas de Fernando Henrique Cardoso, e nem o PSDB encaminhou voto contra as contas de Lula.

Dizem que, a confirmar, também foram aprovadas, na surdina, as contas do presidente José Sarney, 1985 a 1990. Mas o curioso é que depois de cassar por corrupção, a Câmara dos Deputados assina o atestado de honradez, de dignidade de Fernando Collor. É o nada consta contra Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula da Silva, que todos governaram com honestidade, integridade, probidade, seriedade, imparcialidade, equidade, consciência, lealdade, correção, lisura, sinceridade e retidão, para o bem do Brasil e do povo em geral.

ARMAÇÃO DO IMPEACHMENT

golpe brando

Com esse primeiro pacote de contas passadas votado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), abre caminho para a apreciação das contas do primeiro governo de Dilma Rousseff, preferencialmente do ano de 2014, o grande alvo da oposição numa das frentes que tentarão o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Fica assim explicado. Em um dia, em um único dia histórico e salvador, a Câmara faz o trabalho de 25 a 30 anos. É um record que (a)prova quase três décadas de contas engavetadas, e bem escondidas deste Brasil do segredo.

Eduardo Cunha e outras raposas preparam a guilhotina para Dilma. “A ideia foi limpar e chegar em 20014”, admite o veice-líder do PSDB, Nilson Leitão (MT).

Não existe corrupção no Brasil. Sarney está limpo. Collor está limpo. Itamar está limpo. FHC está limpo. Lula está limpo. Dilma, para os golpistas, está suja. Que se passe o governo para Michel Temer (PMDB), que está limpo. E que seja vice-presidente do Brasil Eduardo Cunha, que está limpo.

Aroeira
Aroeira

Dois apartamentos de FHC: um em São Paulo, outro em Paris

Pelo menos, o presidente Fernando Henrique possui dos milionários apartamentos, além de uma casa grande em uma fazenda com campo de pouso para avião.

No jornal GGN, postou Meire:

Durante anos e anos fh afirmou que o apê era emprestado!

Fartamente divulgado, mas sempre é bom lembrar. A piada de humor negro está no final do texto

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FHC é o único professor aposentado em todo mundo que possui um apê de 11 milhões de euros na Avenue Foch, em Paris!

Algum problema com as pessoas que moram na Avenue Foch em Paris? Nenhum problema, exceto se a pessoa não tiver renda para isso ou se essa renda for obtida de forma ilegal.

Quem conhece esse local de Paris, muito bonito e disputadíssimo, apesar de o metro quadrado por lá ser caríssimo, diz que a Avenue já teve como moradores alguns dos carniceiros africanos, ditadores e gente rica, mas de muito má fama.

De certo que moram lá também e, provavelmente são maioria, moradores honrados e honestos, gente que tem dinheiro declarado e ganho de forma limpa e, portanto, que não deve satisfação a ninguém.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um apartamento na Avenue Foch, só agora, porém, admitiu isso. Parece que comprou o apartamento de um milionário brasileiro que dizem ter participado de operações durante a ditadura.

Tudo isso, quanto custou o apartamento, quando e de quem foi comprado, é teoricamente da conta de FHC e eu não estou insinuando que ele comprou esse apartamento sem poder ou com dinheiro ilegal.

Só não entendo é o motivo de ele esconder por tanto tempo que tem o apartamento, de durante anos e anos afirmar que era “emprestado” e nossa imprensa (sic) sempre ter embarcado nessa história e jamais explorado o fato, como, com certeza, exploraria se o apartamento fosse do Lula, que tivesse mentido sobre ser proprietário.

***

E se o apartamento fosse de Lula, o que a mídia diria?

Folha de S.Paulo, 17/12/2002

Fernando Henrique Cardoso vai passar três meses na Europa, baseado em Paris. Ele ficará hospedado em um apartamento de Jovelino Mineiro, seu ex-sócio na fazenda Córrego da Ponte, em Buritis (MG). A parte de FHC hoje está em nome dos filhos do presidente.

Entretanto…

Folha de S.Paulo, 17/12/2002

O presidente Fernando Henrique Cardoso espera ver concluída no início de 2003 a reforma pela qual passa seu novo apartamento no Edifício Chopin, na rua Rio de Janeiro, bairro de Higienópolis, em São Paulo.

O apartamento tem uma área de cerca de 400 metros quadrados e fica de frente para a rua Pernambuco. No mesmo prédio, um apartamento com 200 metros quadrados – metade da área do imóvel de FHC – está sendo vendido por R$530 mil.

Incrível, né?

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Folha de S. Paulo, 12 de janeiro de 2003, página A7, Coluna de Janio de Freitas

O endereço

por Janio de Freitas

Data imprecisada, ou imprecisável, e não recente. Fernando Henrique Cardoso, no uso de toda a simpatia possível, discorre para os comensais suas apreciações sobre fatos diversos e pessoas várias. De repente, intervém a mulher de um brasileiro renomado, há muito tempo é figura internacional de justo prestígio, ministro mais de uma vez, com importantes livros e ensaios. Moradores íntimos de Paris por longos períodos, mas não só por vontade própria, constam que nela nada restringe a franqueza. Se alguém na conversa desconhecia a peculiaridade, ali testemunhou um motivo para não esquecê-la:

“Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sérgio Motta e você compraram na Avenue Foch.”

Congelamento total dos convivas. Fernando Henrique é quem o quebra, afinal. Apenas para se levantar e afastar-se. Cara fechada, lívido, nenhuma resposta verbal. A bela Avenue Foch, seus imensos apartamentos entre os preços mais altos do mundo, luxo predileto dos embaixadores de países subdesenvolvidos, refúgio certo dos Idi Amim Dada, dos Bokassa, dos Farouk e, ainda, de velhos aristocratas europeus.

Avenue Foch, onde a família Fernando Henrique Cardoso está instalada. No apartamento emprestado, é a informação posta no noticiário, pelo amigo que passou a figurar na sociedade da fazenda também comprada por Sérgio Motta e Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Avenue Foch é ela que traz de volta comentários sobre a historieta, indagações de sua autenticidade ou não, curiosidade em torno do que digam outros possíveis comensais.

Armínio Fraga sempre defendeu arrocho para o povo, e o dinheiro dele correndo solto no paraíso

O banqueiro Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, ex-empregado de George Soros maior acionista particular da Petrobras, e nomeado por Aécio Neves, antes da contagem dos votos nas urnas, ministro da Fazenda, quer um arrocho daqueles do povo botar a língua pra fora.

No lugar de Fraga, o ministro hoje é Joaquim. Os dois trabalharam juntos com FHC… Armínio tem que explicar, para Joaquim, como mandou um ônibus de dinheiro, pelo HSBC, para o paraíso… Coisa de anjo. O diabo seria se fosse explicar a origem do dinheiro…

Fraga deixou de ser brasileiro?  Como prova de que possui dupla nacionalidade – não sei qual está valendo – ele está sendo investigado pelo FBI.

Se o Brasil quer acabar com a corrupção, que fique proibido que um dupla nacionalidade exerça cargo do primeiro escalão do Executivo. Estou falando de quem renunciou a nacionalidade brasileira, para jurar fidelidade a uma outra Constituição.

O Brasil precisa de gente que ame o Brasil, mesmo que tenha nascido noutro país. O Brasil deve sua independência à imperatriz Maria Leopoldina de Áustria; e a Cidade do Rio de Janeiro, a preservação do verde, do que resta da Floresta Atlântica.

Em verdade, uma pessoa não possui dupla nacionalidade. E sim uma. Renuncia uma nacionalidade para assumir outra. Nos Estados Unidos participa de uma solenidade de juramento à Constituição e à Bandeira.

 

Tucano Armínio Fraga diz que medidas são “insuficientes para arrochar”

 

Manchete dos arrochados tempos de Fernando Henrique presidente e Armínio Fraga no Banco Central
Manchete dos arrochados tempos de Fernando Henrique presidente e Armínio Fraga no Banco Central

Enquanto a oposição tucana por meio da mídia golpista afirma que o governo comete “estelionato eleitoral” por conta das medidas econômicas, o guru econômico dos tucanos, Armínio Fraga, disse que a meta de superavit primário de 1,2%, estabelecida pelo governo, é “insuficiente para o arrocho” que considera necessário para para interromper o aumento da dívida bruta.

Fraga foi ex-presidente do Banco Central no governo FHC e deixou o governo com inflação em 12,5%, quase quatro vezes a meta determinada pelo próprio PSDB e juros na marca de 45%, beneficiando somente aqueles que especulavam, enquanto o desemprego e o arrocho de salários sacrificavam a vida dos trabalhadores.

Em entrevista ao Valor Econômico, ele afirmou que é necessário um “esforço superior a 3%”. “A continuar nesse passo, a dívida chegará a 100% do PIB em quatro anos ou cinco anos”, defendeu ele, dizendo que o governo deve cuidar do lado qualitativo do ajuste.

Salários subiram muito

Armínio Fraga

Durante a campanha no ano passado, Fraga chegou a afirmar que salários no Brasil subiram “muito” e saiu em defesa da política tucana, afirmando que as reformas feitas por FHC promoveram “ganhos sociais”, sem citar quais.

Fraga disse também que, como ministro da Fazenda dos tucanos, iria continuar com os programas sociais, mas “pretendemos também eliminar ao longo do tempo a parte injustificada das medidas de proteção, subsídio e desoneração voltadas às empresas”. Na época ele chamou as medidas de desoneração do governo Dilma, que mantiveram os empregos e reduziram os impactos da crise internacional, de “bolsa empresário”.

Fonte: Portal Vermelho

 

Fundo de Investimento do tucano Armínio Fraga na mira do FBI

 

HSBC aécio cpi

Armínio Fraga tem um fundo intitulado Armínio Fraga Neto Fundação Gávea. Pois este fundo é investigado nos Estados Unidos por ter feito a transferência de US$ 4,4 milhões de uma conta nas Ilhas Cayman para outra do HSBC na Suíça. Quem passou a informação ao R7 foi uma fonte do FBI, a polícia federal norte-americana.

Os documentos mostram, ainda, que para tentar evitar a tributação de impostos, Armínio Fraga teria declarado que o fundo era filantrópico, isto é, isento de tributos.

Armínio Fraga disse, ao R7, que a investigação nos EUA é “100% ficção”, mas admitiu que o fundo existiu. Declarou ele ao portal que investiu nesse fundo “há sete ou oito anos, mas tudo dentro da legalidade”. Segundo ele, todas as suas contas, de sua família e da Gávea Investimentos são “declaradas perante as autoridades competentes, brasileiras e americanas”. Ainda sobre a acusação, Fraga diz que “não houve esta transferência mencionada, houve sim um investimento regular e documentado”. E finalizou afirmando não ter notícia de qualquer investigação “sobre o tema”.

Fraga tem dupla cidadania, é brasileiro e norte-americano.

As autoridades americanas chegaram ao fundo nas investigações do Swissleaks, passando pente fino em contas do HSBC da Suíça. A lista foi vazada por um ex-funcionário do banco.

No caso da apuração do FBI, Armínio teria uma conta de compensação, conhecida como ‘conta-ônibus’, que só serve para transportar dinheiro, já que por ela não é possível fazer investimentos.

Os documentos de posse das autoridades norte-americanas mostram que antes de ser depositado no HSBC, o dinheiro passou por outra conta no Credit Bank da Suíça, supostamente para fugir do rastreamento. Depois de enviado à Suíça, mostram as investigações que o dinheiro teria volta para uma conta no America Bank de Nova York.

Os investigadores pediram quebra de sigilo do fundo.

Swissleaks

O vazamento do HSBC, conhecido por Swissleaks, tem mais de 8 mil brasileiros citados. Os detalhes de contas de mas de 100 mil clientes do banco HSBC na Suíça foram disponibilizados em fevereiro e contemplam cerca de 60 mil documentos mostrando movimentações nas contas entre 1988 e 2007, totalizando mais de US$ 100 bilhões. Na lista constam 8.667 brasileiros que depositaram US$ 7 bilhões apenas entre 2006 e 2007.

As informações foram cedidas ao jornal francês Le Monde pelo ex-funcionário do HSBC em Genebra, Herve Falciani. O jornal francês compartilhou os dados com mais de 140 jornalistas de 54 países do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) que comanda desde então a análise e divulgação do Swissleaks.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, determinou que a Polícia Federal apure possíveis crimes relacionados às movimentações nas contas dos brasileiros. A Receita Federal já conduz uma investigação em busca de indícios de evasão de divisas, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

Apurar ou investigar?

Por que não avança a CPI do HSBC?

 

Fonte: Jornal GGN com informações do R7 e Portal Vermelho