Ministro do STF nega segredo de Justiça em inquérito sobre Cunha que trama ser presidente do Brasil. Que a mesma campanha e os votos vinculados da vitória de Dilma elegeram Temer

Pater
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Não há porque esconder a vida de Eduardo Cunha, que conspira para presidir o Brasil, o pais do segredo. Da justiça secreta do foro especial. Do sigilo fiscal. Do sigilo bancário. Do escondido livro número 2 de ocorrências policiais, para registro dos crimes e contravenções das elites (BO), que o livro número 1 da justiça pppv (dos pobres pretos, putas e veados) constitui a fonte de notícias da imprensa escrita e on line e dos programas de rádio e tv que consagram as audiências dos Datena.

O povo em geral têm ainda seus sigilos quebrados por qualquer prestamista, através dos serviços para decisões de crédito e apoio a negócios – a TFP dos empresários, dos banqueiros, dos lá de cima.

O foro especial foi criado pelo presidente Fernando Henrique, no último mês terminal do oitavo ano do seu governo de privatarias e escândalos mil. Corresponde à Lei de Anistia da ditadura militar (abril de 64 – março de 85).

Eduardo Cunha, que pode pular da presidência da Câmara para a presidência do Brasil, pela cassação, via Gilmar Mendes, no Tribunal Superior Eleitoral, das eleições da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, pelo voto vinculado.

O partidário Gilmar pede a investigação da campanha de Dilma e Temer por indícios. Pretende assim que a Polícia Federal arranje provas ora inexistentes.

Este Brasil secreto proteges as castas, as elites, que o povão tem os sigilos quebrados pelos mil serviços de espionagem e cadastramento de empresas privadas como as estrangeiras Experian, Serasa, SPC.

No Brasil, para a compra de eletrodomésticos, o cidadão comum tem que apresentar vários documentos: carteira de identidade, CPF etc. Os machos apresentam o atestado da goma; as fêmeas, o atestado de virgindade  (assim acontece com as professoras das escolas públicas do Governo do Estado de São Paulo).

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Ministro do STF nega segredo de Justiça em inquérito sobre Cunha

por Carolina Gonçalves e Juliana Andrade

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Pataxó
Pataxó


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje (22) pedido feito pelos advogados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que o inquérito contra ele tramitasse em segredo de Justiça em função da “indevida exposição” de investigados e de documentos. Na decisão, Zavascki explicou que a publicidade dos atos processuais é um pressuposto constitucional e que a situação de Cunha não se enquadra nas exceções previstas por lei, entre elas, a defesa da intimidade ou o interesse social.

“A hipótese dos autos não se enquadra em qualquer das situações em que se imponha reserva à cláusula de publicidade. A documentação que acompanha o pedido de abertura de inquérito não decorreu de medida cautelar processada no Brasil, tendo sido colhida e encaminhada pelas autoridades da Confederação Suíça sem regime de sigilo”, destacou o ministro.

Na semana passada, Zavascki abriu inquérito para investigar contas atribuídas a Cunha na Suíça. O pedido de abertura do inquérito, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi baseado em informações prestadas pelo Ministério Público suíço, que identificou quatro contas atribuídas ao presidente da Câmara naquele país. Para a PGR, além de Cunha, a mulher dele, Claudia Cruz, era uma das beneficiárias.

cunha comercio esposa

O Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas a Cunha. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, o dinheiro pode ser fruto do recebimento de propina em contrato da Petrobras.

Na Câmara, Cunha disse nesta quinta-feira que não tinha conhecimento da petição protocalada por seus advogados no STF e afirmou que essa é uma tarefa de sua defesa que, segundo ele, não o consulta a cada passo. “Eu não fiz pedido. Quem faz são meus advogados. Eu nem tomo conhecimento das petições. Não ache que meus advogados pedem autorização antes de fazer uma petição”, afirmou Cunha, ao acrescentar que a defesa tem procuração para adotar todas as medidas judiciais necessárias para sua defesa. (Transcrevi trechos)

info_cunha ladrão todo

O impeachment de Collor e a vingança dos corruptos

Fernando Collor proibiu o cheque ao portador, e por isso foi cassado pelo Congresso Corrupto. Foi apenas um ato de vingança. Não estou assinando nenhum atestado de honestidade. Isso fez a Justiça quando considerou que Collor tinha ficha limpa para se candidatar a senador. E ele ameaça votar o impeachment de Dilma.

O cheque pode ser nominal ou ao portador. O cheque nominal é aquele que só pode ser descontado pela pessoa que foi nominalmente declarada no corpo do cheque. O cheque ao portador é o que não recebeu nominalmente a destinação, podendo ser descontado por qualquer portador.

Collor também acabou com o cheque fantasma. Que nos bancos os corruptos e corruptores abriam contas com nomes (e documentos) falsos.

Com o fim do cheque ao portador, a propina dos financiadores das campanhas eleitorais, das empreiteiras de obras inacabadas, dos prestadores de serviços fantasmas, dos super faturamentos, das notas frias, dos assinantes e pagadores de precatórios & outras sacanagens mil passou a ser com dinheiro vivo, transportado em malas, cuecas, calcinhas e meias.

Para acabar com a corrupção no Brasil é preciso ir além, muito além… Haja coragem política! Para considerar a corrupção crime hediondo. Que a corrupção mata.

Mata milhões quando são desviadas verbas da Saúde e do Saneamento. E rouba o futuro de milhões de crianças e adolescentes quando são desviadas verbas da Educação e da Cultura.

O fim do cheque ao portador, do sigilo fiscal, do sigilo bancário são apenas meios de fiscalização, como acontece com a CPMF tão odiada pelos corruptos, tanto que, também por vingança, a Câmara dos Deputados, comandada por Eduardo Cunha, conspira o impeachment de Dilma.

corrupção lei

O Brasil precisa acabar com a sonegação, os doleiros, o tráfico de moedas, os vôos fantasmas para os paraísos fiscais.

Não esquecer que a ditadura militar anistiou os crimes das chacinas por motivos ideológicos e políticos – a execução e tortura de presos, considerados desaparecidos e enterrados em cemitérios clandestinos. Que FHC anistiou os crimes de corrupção do seu governo entreguista com a criação do foro especial, da justiça secreta.

O Brasil precisa acabar com a lavagem de dinheiro, e criar os impostos dos ricos, das grandes fortunas e das milionárias heranças.

CPMF temida

Empresas sonegadoras e financiadoras de campanhas eleitorais
Empresas sonegadoras e financiadoras de campanhas eleitorais

É preciso vigiar as contas de políticos e magistrados

Comissão Europeia obriga vigilância apertada a negócios com “pessoas politicamente expostas”. Bom que a União dos Países da América do Sul adote a mesma vigilância. 

europa vigia
A Comissão Europeia quer que os bancos de todos os Estados membros, incluindo Portugal, apertem a vigilância às operações financeiras que envolvam “pessoas politicamente expostas” e que determinem ainda a origem do património dessas mesmas pessoas.

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Na prática significa que quando esteja em causa uma transferência de dinheiro ou uma operação que envolva um presidente da República, primeiro ministro, ministros, secretários de Estado, deputados ou membros da direção de um partido – mesmo que já não ocupem os cargos – as instituições de crédito devem “não só ser capazes de determinar a sua qualidade, como obter autorização da hierarquia imediata antes de estabelecer relações de negócios com tais pessoas”, explica a advogada Filipa Marques Júnior.

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A Comissão enumera ainda que estas pessoas politicamente expostas podem ser membros do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas e órgãos de administração dos bancos centrais.

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O artigo 20º prevê que os Estados membros exijam que as entidades financeiras “obtenham autorização da direção de topo para estabelecer ou manter relações de negócio com tais pessoas, tomem medidas para determinar a origem do património e dos fundos envolvidos para assegurar uma vigilância contínua reforçada dessas relações de negócio”.

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Até aqui, e desde 2008, Portugal já atualizara a lei de combate à lavagem de dinheiro e aos financiamento do terrorismo e já previa que aos políticos ou ex-políticos o cerco apertasse mas apenas em relação aos “residentes fora do território nacional”.

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Agora, vai ser obrigado a reforçar essa vigilância e alterar a lei já que as novas regras implicam também com os que residem em território nacional.

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Dos vazamentos seletivos da Operação Lava Jato e blindagem dos tucanos

A imprensa colonialista da América do Sul combate a união, que fortalece e liberta os países da América Latina.

Há uma conspiração para desestabilizar os governos nacionalistas e patrióticos do Brasil, da Argentina, da Bolívia, da Venezuela, do Equador, do Chile e do Uruguai.

Assim entendemos os vazamentos seletivos de nomes envolvidos com a corrupção no Brasil, pela blindagem de Fernando Henrique e tucanos. Que está a acontecer na Operação Lava Jato, propriedade inquisitorial de togados e policiais escandalosamente ligados ao PSDB.

Idem no noticiário de escândalos internacionais como o tráfico de moedas pelo HSBC, que comprou os bancos da família Safra.

Fui o primeiro a denunciar a parcialidade do jornalismo investigativo de Fernando Rodrigues. Que selecionou apenas onze, quando mais de 5,5 mil clientes brasileiros mantiveram contas na filial suíça do banco britânico HSBC nos anos de 2006 e/ou 2007.

O próprio Fernando Rodrigues não tem nenhum pejo em dizer que denotou onze pessoas porque “ligadas de alguma forma no escândalo da Operação Lava Jato”.

Hoje o BR29 propaga:

PROCURA-SE HOMENS QUE SAIBAM ANDAR EM PÉ. DE QUATRO, TÁ SOBRANDO!

caso HBC

Pra dizer o mínimo, esse Fernando Rodrigues é um espertalhão.

Ele alega que repassou os dados à Receita Federal, e que divulgará em seu blog só os dados que despertem “interesse público” – lógico que ele é quem julga o que é interesse público ou não.

Daí ele divulgou só os nomes de envolvidos na Lava-Jato até agora. Achou que isso é do interesse público. E calou-se.

Alega que cabe à Receita fazer o trabalho e depois divulgar. Ele sabe que a Receita não pode divulgar nada que esteja apurando ou venha a apurar, por causa do sigilo fiscal…

 

BanEstado. Pelos aviões Franco CC-5 foram desviados para o exterior cerca de 250 bilhões de dólares

A imprensa ensina
como engavetar uma CPI

 

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Faltam três dias para a divulgação da CPI do Banestado. E tá todo mundo calado. Decidiram que o maior roubo da história universal (dos bancos) não é notícia.

Essa zoeira sobre a acusação feita pelo presidente Lula que houve corrupção no BNDES durante as privatizações no governo FHC parece despiste, MALANdrice, tiro com bala de festim.

O Estadão foi logo avisando: “FHC emitirá nota para se defender das acusações de Lula“.

Vai ser o maior bate-boca. As notas estão sobrando.

O atual presidente da Fosfertil, Francisco Gros, declarou: “O BNDES é uma instituição com mais de 50 anos de existência e, ao longo dessa história, nunca tive notícias de corrupção, nem quando fui presidente, nem como diretor e nem como cliente do banco”.
Não sabia que Gros era cliente do BNDES.

O PSDB, inclusive, quer processar o presidente por “crime de responsabilidade”.
E José Dirceu, chefe da Casa Civil, rezinga: O PSDB “tem de ver se há a base legal para tal pedido, e se o feitiço não vai virar contra o feiticeiro”.

Acho que tudo não passa de GROSseira, que logo passa, e dura no máximo uns três dias, prazo para José Mentor apresentar o relatório da CPI do Banestado que, conforme o esperado, apontará o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco como um dos principais responsáveis pela evasão de bilhões e bilhões de dólares.

Mentor está convencido que o ex-presidente do BC, além de ter tomado a decisão de permitir que cinco bancos pudessem operar as contas CC 5 em Foz do Iguaçu, não fiscalizou as operações feitas pelo antigo Banco do Estado do Paraná (BanEstado), o privatizado Banco do Estado de Minas Gerais, o Banco Araucária, o Itaú e o Banco do Brasil.

Pelos aviões Franco CC-5 foram desviados para o exterior cerca de 250 bilhões de dólares.

A CPI do Banestado foi aberta a mando da Cia, preocupada com a saída de tantos aviões para o exterior. Foz, conforme denúncia da revista Veja, possuía na época “campos de treinamento de terroristas”, e teve o privilégio da “visita de Bin Laden”.

A imprensa não toca mais no assunto. Engavetou a CPI, em nome do sigilo bancário.

 

Publiquei no Aqui e Agora em 25.02.2005

 

Que mais sujo, mais imundo, mais corrupto, mais podre, mais putrefato, mais sórdido: a origem ou o destino de 250 (duzentos e cinquenta  bilhões de dólares) roubados do pobre povo pobre brasileiro?

E tais ladrões, impunes e blindados, consideram o salário mínimo do mínimo muito alto.

 

 

 

 

Supremo Tribunal da Islândia confirma condenações de banqueiros

Quatro executivos do banco Kaupthing condenados a penas de 4 a 5anos e meio de prisão, o veredicto mais pesado por fraude financeira na história da Islândia.

 

Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial
Um polícia de uma pequena aldeia piscatória foi o único a aceitar o cargo de procurador especial

 

O Supremo Tribunal da Islândia manteve as condenações por manipulação de mercado a quatro ex-executivos do falido banco Kaupthing, numa decisão histórica que demonstra, segundo o procurador especial nomeado para o caso, que é possível punir os banqueiros fraudulentos.

Hreidar Mar Sigurdsson, ex-executivo-chefe do Kaupthing, Sigurdur Einarsson, ex-presidente, Magnus Gudmundsson, ex-CEO do Kaupthing Luxembourg e Olafur Olafsson, o segundo maior acionista do banco na época, foram condenados a penas de 4 a 5 anos e meio de prisão.

Trata-se do veredicto mais pesado por fraude financeira da história da Islândia.

A sentença considerou provado que o Kaupthing Bank financiou a maior parte da compra de 5% das suas próprias ações, no valor de mais de 170 milhões de euros, através de uma sociedade ligada a um xeque do Qatar, pouco antes do colapso da instituição.

O Supremo Tribunal manteve a sentença de um tribunal de primeira instância, proferida em dezembro de 2013, e nalguns casos aumentou mesmo as penas.

Nenhum dos condenados estava presente à leitura da sentença, dado que vivem no exterior.

O procurador especial Olafur Hauksson disse à agência Reuter que este processo “mostra que estes casos financeiros podem ser difíceis, mas podem também produzir resultados”, e que representa um sinal para outros países que nenhum indivíduo é poderoso demais para não ser processado.

Polícia de uma pequena aldeia piscatória
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A nomeação de um procurador especial para este processo não foi fácil. Na primeira tentativa, não apareceram candidatos. Até que Hauksson, 50 anos, um polícia de uma pequena aldeia piscatória, acabou por avançar.

A tarefa teve alguns tropeções. Dois ex- executivos do banco foram ilibados, e as sentenças condenando outros foram consideradas demasiado leves. Ainda assim, os tribunais condenaram os executivos-chefe dos três maiores bancos pela responsabilidade de uma crise que revelou a existência de um clube de ricos financeiros, num país de 320 mil habitantes.

Uma decisão fundamental, tomada pelo Parlamento, foi a de levantar o segredo bancário

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para ajudar os procuradores a investigar documentos bancários sem precisar de ordem judicial. “É perigoso o facto de existir alguém demasiado grande para ser investigado”, observou Hauksson, “Dá a sensação de que há sempre um refúgio seguro”.
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Até agora, sete processos envolvendo banqueiros chegaram ao Supremo, que manteve as condenações de seis. Há outros cinco que ainda aguardam o veredicto do Supremo Tribunal. E há 14 processos que ainda devem avançar.

Artigo relacionado:
A Islândia põe os seus banqueiros na prisão

O que vem por aí é um plebiscito

por Elio Gaspari

A teoria da pancadaria é curta para explicar o que parecem ser as oscilações do eleitorado

 

marina fruto proibido

 

Quando Marina Silva não conseguiu chegar ao segundo turno, atribuiu-se seu declínio à pancadaria que sofreu. Talvez nunca se saiba por que o balão esvaziou, mas, mesmo olhando-se para os golpes que levou, essa teoria é curta. Foi de sua equipe que partiu a plataforma da independência do Banco Central. Admita-se que a ideia pode ser boa. Ainda assim, ela foi exposta pela educadora Neca Setubal, herdeira da família que controla o banco Itaú. Precisava? Se isso fosse pouco, dias depois, Roberto, irmão de Neca e presidente da casa bancária, disse que via “com naturalidade” uma possível eleição de Marina. Precisava? Marina falou em “atualizar” a legislação trabalhista, mas não detalhou seu projeto. Juntando-se gim e vermute, tem-se um Martini. Juntando-se banqueiro com atualização das leis trabalhistas, produz-se agrotóxico. Precisava?

Uma campanha eleitoral em que se discutiram mais as pesquisas do que as plataformas esteve mais para videogame do que para escolha de um presidente da República, mas foi esse o curso que ela tomou. A comparação do resultado do primeiro turno com as estimativas das pesquisas ensinou o seguinte: os votos de Aécio Neves ficaram acima da expectativa máxima e os de Dilma, abaixo da expectativa mínima. Disso resulta que não só é temerário dizer quem está na frente, mas é arriscado afirmar que o vencedor será eleito por pequena margem.

Os eleitores prestam atenção em pesquisas, mas votam com o coração, a cabeça e o bolso. Se a noção demofóbica segundo a qual Dilma tem o voto dos pobres tivesse alguma base, a doutora estaria eleita. Contudo, olhando-se pelo retrovisor, nunca houve ricos suficientes nos Estados Unidos e na Inglaterra para eleger os conservadores Ronald Reagan e Margaret Thatcher. Como muita gente achava que o povo brasileiro não sabia votar, o país foi governado por cinco generais escolhidos sem qualquer participação popular. O último foi-se embora deixando uma inflação de 226% e uma dívida externa (espetada) de US$ 180,2 bilhões.

Os candidatos conseguem votos pelo que dizem e pelo que fazem. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso percebeu que ganhara a eleição quando uma mulher ergueu uma nota de um real durante um comício. Quatro anos depois, mesmo diante da ruína da fantasia do real que valia um dólar, ele foi reeleito porque os brasileiros preferiram continuar numa Mercedes que rateava a embarcar na motocicleta de Lula.

Nesta campanha, com exceção do debate da Record, os outros foram rasos. Em todos, os candidatos pareciam drones guiados pelo controle remoto dos marqueteiros, buscando clipes para os programas do horário gratuito. Sexta-feira, o debate da Globo terá tudo para ser educativo, pois nele o jogo do clipe será inútil.

A pancadaria que envolveu Dilma Rousseff e Aécio Neves roncou dos dois lados. Ambos sabiam que esqueletos tinham nos armários. As baixarias não serão suficientes para explicar o resultado que sairá das urnas. Muito menos as teorias destinadas a desqualificar os votos de quem vier a prevalecer. O que vem por aí é um plebiscito para decidir se o PT deve continuar no governo ou ir-se embora.

 

Ares
Ares

[Baixaria é não debater a História do Brasil, as lutas libertárias pela Independência, a Lei Áurea, o bem estar do povo, o ideário dos partidos, as diferenças ideológicas entre o PSDB e o PT, os governos dos presidentes Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma Rousseff, o governo de Aécio Neves em Minas Gerais, a vida pública e a credibilidade dos candidatos como pagadores de promessa.

Baixaria é o segredo eterno, esconder o passado, a justiça secreta do foro especial, o segredo de justiça para corruptos e corruptores, os sigilos fiscal e bancário dos ricos e poderosos, no país da espionagem dos mil serviços de proteção ao crédito para as classes baixa e média.

Baixaria é a censura dos tribunais eleitorais, que lava mais branco a vida suja dos candidatos.  

segredo acabou

 

O brasileiro vota em nomes. O pleito de domingo seria um plebiscito se imperasse o dualismo, se o leitor estivesse votando:

A volta do paraíso perdido de Fernando Henrique ou o sem medo de ser feliz de Lula.

Ou ainda: o retrocesso dos tucanos ou o cotinuísmo dos petistas.

FMI ou BRICS.

Mercosul ou replubliquetas de banana.

Direitos do trabalhador contra a criminalização das greves, o fim da terceirização, o pejotismo, o rasga da CLT, por Malan e Armínio Fraga, e a restauração da estabilidade no emprego, cassada por Castelo Branco.

Se estivessem em debate temas como reformas de base, nacionalismo, patriotismo e brasilidade. 

E não a estadualização e municipalizacão da eleição presidencial nas promessas de mais hospitais, mais escolas, mais presídios, mais estradas como se os governadores e os prefeitos não existissem, como se estivesse errado o nome do maior país da América do Sul: República Federativa do Brasil. T.A.]

 

segredo sigilo