As ligações perigosas da Odebrecht com o governador Eduardo Campos. Auditoria do TCE condena a Arena Pernambuco

copa 2014 fifa_world_cup_brasil__payam_boromand

Estudo não divulgado do Núcleo de Engenharia do Tribunal de Contas aponta “regras danosas” ao erário, “agressão” ao princípio da economicidade e sugere como solução a extinção do contrato com o Consórcio Odebrecht.

“Regras danosas” e “agressão” ao princípio da economicidade são palavrinhas safadas e encobertas para corrupção, superfaturamento, propina, desvio de dinheiro e outros bichos… Inclusive vários juízes assinaram despejos judiciários para expulsar o povo do lugar e dos caminhos do estádio, de desconhecido preço, construído na Mata de São Lourenço.

Auditoria de engenheiros do TCE conclui que Arena é um empreendimento "danoso" ao erário público de Pernambuco. Jornal do Comércio, Recife
Auditoria de engenheiros do TCE conclui que Arena é um empreendimento “danoso” ao erário público de Pernambuco. Jornal do Comércio, Recife

pão circo indignados copa show

Publica o jornal de todos os comércios, texto de Ayrton Maciel: Com as parcelas referentes ao pagamento de contraprestações por receita frustrada interrompidas pelo governo do Estado desde outubro de 2014, está concluída, na mesa no Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma auditoria do Núcleo de Engenharia do órgão fiscalizador sobre o empreendimento Arena Multiuso da Copa que condena o contrato e o aditivo firmados entre o Estado e a concessionária Arena Pernambuco Negócios e Investimentos S.A. (Construtora Odebrecht). O parecer acusa a existência de regras contratuais “danosas ao erário”, com agressão ao “princípio da economicidade” e de “alto potencial lesivo” ao Tesouro estadual.

A auditoria sobre a Parceria Público-Privada (PPP) da Arena é concluída com um pedido de “medida cautelar urgente” para sustar de imediato “quaisquer pagamentos” ao contratado e ainda sugere como solução final “a extinção” do contrato, o indicativo apresentado como o mais provável em razão do interesse público. O parecer do Núcleo de Engenharia do TCE faz, ainda, a projeção econômica da exploração da concessão pelo consórcio, para o período de 30 anos, a título de compensação por frustração da receita – em relação à previsão do estudo de viabilidade – e chega à conclusão: “uma despesa indesejável para o Estado” da ordem de R$ 1,89 bilhão.

A auditoria está nas mãos do conselheiro-relator do processo da Arena Pernambuco, Dirceu Rodolfo de Melo Júnior – desde 23 de julho de 2014 –, que não atendeu à solicitação de medida cautelar suspensiva dos pagamentos. Procurado, Dirceu confirmou não ter atendido ao pedido, explicando ter preferido fazer um “alerta”, por ofício, ao governo do Estado, advertindo para o parecer e cobrando medidas para sustar os pagamentos. O governo não recebeu a auditoria. “O ofício relatou os problemas e deu um prazo de 90 dias para sustar os pagamentos”, ressalva.

Um ano depois da conclusão da auditoria, que se completa no próximo dia 23, o conselheiro antecipa que pode, “a qualquer momento”, levar a julgamento do mérito – na Câmara do TCE – a viabilidade do empreendimento.

Coincidentemente, as contraprestações adicionais para cobrir as frustrações de receitas na operação foram sustadas há nove meses – na gestão de João Lyra Neto (PSB), por dificuldade de caixa, numa decisão política (leia matéria abaixo) –, mas o Estado continua a pagar as contrapartidas referentes ao ressarcimento dos investimentos na construção da Arena (a parte física da obra) pelo Consórcio Odebrecht.

A auditoria do Núcleo de Engenharia da TCE é assinada pelos engenheiros inspetores de obras públicas Adolfo Luiz Souza de Sá e Carlos Frederico do Rego Maciel Filho que, além da sustação dos pagamentos e sugestão da extinção contratual como saída, indicaram a necessidade de abertura de uma “auditoria especial específica” para analisar a Arena Multiuso de São Lourenço da Mata.

“Optei pelo alerta (ao governo) e disse que levaria a auditoria à votação na Câmara (do TCE). Nesse tempo, o governo parou de pagar (a compensação por frustração de receita). Decidi (então) esperar o estudo da Fundação Getúlio Vargas (contratada pelo governo Paulo Câmara para levantar os custos e apontar saídas para o Estado e o empreendimento). Posso levar a julgamento do mérito a qualquer momento”, adianta.

Anúncios

Paulo Câmara anuncia secretariado e investe no mito de Campos

Paulo Câmara anuncia os novos secretários estaduais com herdeiros políticos e representantes dos governos Marco Maciel, José Muniz Ramos, Roberto Magalhães, Carlos Wilson Campos, Joaquim Francisco Cavalcanti, Jarbas Vasconcelos,  José Mendonça, Eduardo Campos e João Lyra Neto.

Estranhamente não existe ninguém do governo de Miguel Arraes. Têm políticos que divergiram dele. Arraes foi governador em 1963-64, 87-90, 95-99. Talvez seja uma represália à Marília Arraes, que não aceitou a troca do mito Arraes por Eduardo Campos.

Marília Arraes se fortaleceu com a vitória de Dilma Rousseff em Pernambuco
Marília Arraes se fortaleceu com a vitória de Dilma Rousseff em Pernambuco

Paulo Câmara contemplou os partidos da Frente Popular e abriu espaço para parlamentares não reeleitos neste ano ao convocar deputados federais e estaduais para seu governo.
Paulo Câmara mudou a estrutura do governo, criando novas secretarias, como a de Justiça e Direitos Humanos, e fazendo a fusão de outras, como a de Turismo com Esportes e Lazer. O governador eleito também atendeu às demandas da sociedade civil organizada, mantendo a Secretaria da Mulher.

Confira a lista abaixo:

.
+ Chefe da assessoria especial
José Cavalcanti Neto

.
Chefe de gabinete de projetos estratégicos
Renato Thièbaut

.
+ Chefe de gabinete de projetos do governador
Rui Bezerra Filho

.
+ Chefe da Casa Militar
Coronel Pedro Mário Cavalcanti
+ Procuradoria geral do estado
Antônio César Reis

.
+ Secretaria da Casa Civil
Antônio Figueira
Comandou a pasta da Saúde durante a gestão Eduardo Campos. Neste ano, deixou o governo para fazer parte da coordenação da campanha de Paulo Câmara ao governo do estado.

.
+ Secretaria de Planejamento
Danilo Cabral
Eleito deputado federal, ele volta ao governo do estado. Durante as gestões de Eduardo Campos atuou nas pastas de Cidades e Educação. Com a ida de Danilo para o governo, Paulo Câmara abre espaço para que Augusto Coutinho (SD) assuma uma cadeira na Câmara dos Deputados.

.
+ Secretaria da Fazenda
Marcio Stefani
Atual secretário de Desenvolvimento Econômico, ele também fez parte do governo Eduardo Campos. Antes da atual pasta, ele foi presidente da AD-Diper.

.
Secretaria da Administração
Milton Coelho
Foi secretário de Governo da segunda gestão de Eduardo Campos e um dos aliados mais próximos do ex-governador.

.
+ Secretaria de Educação
Fred Amâncio
Também fez parte das gestões de Eduardo Campos e de João Lyra Neto no comando de várias pastas. Fazendário de carreira, foi secretário da Saúde, deDesenvolvimento Econômico e, atualmente, é de Planejamento e Gestão.

.
+ Secretaria da Saúde
Iran Costa
Médico e interventor do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) desde março de 2013.

.
+ Secretaria das Cidades
André de Paula
Eleito deputado federal, ele vai comandar uma pasta responsável por algumas das principais obras do governo estadual. Com a escolha de André de Paula, ele contempla o partido aliado PSD e abre espaço que Cadoca (PCdoB), não reeleito, permaneça na Câmara dos Deputados.

.
+ Desenvolvimento Social, Criança e Juventude
Isaltino Nascimento
Ele foi secretário de Transportes na gestão de Eduardo Campos. Deixou o governo para concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa, mas não foi eleito.

.
+ Secretaria de Agricultura
Nilton Mota
É outro que volta à gestão estadual. Foi secretário da Educação de Pernambuco, presidente da Companhia Estadual de Habitação entre 2011 e 2012. Quando Geraldo Julio foi eleito prefeito do Recife, ele deixou o governo estadual e assumiu a pasta de Infraestrutura e Serviços Urbanos da capital. Nestas eleições, conquistou uma das 49 cadeiras da Assembleia Legislativa.

.
+ Desenvolvimento Econômico
Thiago Norões
Procurador de carreira, ele foi procurador-adjunto na primeira gestão de Eduardo Campos (2007-2010). No governo seguinte, foi o titular da pasta. Deixou o governo neste ano após desentendimentos com o governador João Lyra Neto, quando se integrou à equipe de transição.

.
+ Secretaria do Trabalho e Micro Empresa
Evandro Avelar
Atual secretário das Cidades, Avelar deixa a pasta após quase oito meses – ele foi nomeado quando João Lyra Neto assumiu o governo, em abril. É engenheiro civil e já foi secretário de Desenvolvimento Urbano e de Projetos Especiais. Já esteve à frente também da secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Humana de Jaboatão dos Guararapes e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU).

.
+ Secretaria de Relações Institucionais
André Campos
Não reeleito deputado estadual, ele fará parte do primeiro escalão do governo.

.
+ Secretaria de Meio Ambiente
Sérgio Xavier
Ele volta ao governo para a mesma pasta que ocupou durante a gestão de Eduardo Campos. A escolha dele abre espaço para o Partido Verde e para um aliado da ex-ministra Marina Silva, que foi candidata do PSB à Presidência da República.

.
+ Secretaria de Imprensa
Ênnio Benning
Jornalista, Benning foi repórter e editor dos cadernos de política e economia do Diario. Já foi titular da secretaria de imprensa durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), para quem trabalhou até este ano, quando foi cedido (a princípio, temporariamente) para a campanha de Paulo Câmara (PSB) ao governo do estado, estando à frente do núcleo de comunicação.

.
+ Secretaria de Turismo
Filipe Carreras
Formado em Ciências Contábeis, Carreras iniciou sua atuação na vida pública em 2013, quando ocupou a secretaria de turismo e lazer da prefeitura do Recife. Até então, trabalhava na indústria de entretenimento. Neste ano, candidatou-se a deputado federal, sendo o candidato mais votado na capital pernambucana e um dos mais votados em todo o estado. A cadeira de Carreras na Câmara Federal será ocupada por Fernando Monteiro (PP), sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro.

.
+ Secretaria de Transportes
Sebastião Oliveira
Formado em Medicina, Sebastião Oliveira é deputado estadual, sendo integrante, inclusive, da mesa diretora da Assembleia Legislativa (Alepe). Neste ano, conseguiu se eleger deputado federal, com mais de 115 mil votos. Natural de Serra Talhada, no Sertão, Oliveira é filho do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sebastião Ignácio de Oliveira Neto. A vaga de Sebastião na Câmara Federal será ocupada por Raul Jungmann (PPS), que atualmente é vereador do Recife.

.
+ Secretaria de Defesa Social
Alessandro Carvalho
O secretário permanecerá como titular da pasta, cargo que ocupa desde 2013. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, é delegado de Polícia Federal desde 1999. Já atuou nos estados do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Paraná. Ele é especialista em Gestão de Políticas de Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia e exerceu o cargo de secretário executivo de defesa social entre julho de 2010 e dezembro de 2013.

.
+ Secretaria de Infraestrutura
Fernando Dueire
Já ocupou a titularidade da secretaria durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcellos (PMDB). A indicação de Dueire, inclusive, teria sido do próprio Jarbas.

.
+ Controladoria-Geral do Estado
Rodrigo Amaro
É presidente da empresa Pernambuco Participações (Perpart), vinculada à Secretaria de Administração.

.
+ Secretaria de Justiça e Direitos Humanos
Pedro Eurico
É o atual secretário de Criança e Juventude do governo do estado. Faz parte do PSDB, mas trata-se de uma escolha pessoal de Paulo Câmara.

.
+ Secretaria da Mulher
Silvia Cordeiro
É a atual secretária da Mulher da Prefeitura do Recife. É médica sanitarista e feminista.

.
+ Secretaria de Cultura
Marcelino Granja
Foi titular da secretaria de Ciência e Tecnologia durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos. Deixou o governo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado, mas não foi eleito. A escolha de Marcelino contempla o PCdoB, partido aliado do PSB durante a campanha de Paulo Câmara ao governo do estado.

.
+ Secretária da Ciência, Tecnologia e Inovação
Lúcia Melo

Petrobras requer que Justiça interrogue ex-diretor sobre Mensalão Pernambucano do PSDB e PSB

Esquema de corrupção comandado por PSDB e PSB desviou recursos da obra de Abreu e Lima

 

Hora da verdade.  Petrobras quer que Paulo Roberto Costa conte como PSDB e PSB atuavam na refinaria Abreu e Lima
Hora da verdade. Petrobras quer que Paulo Roberto Costa conte como PSDB e PSB atuavam na refinaria Abreu e Lima

 

 

A pedido da Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, irá prestar novo depoimento sobre desvios em Pernambuco, onde a estatal constrói a refinaria Abreu e Lima.
A Agência PT de Notícias, em reportagem publicada duas semanas atrás, revelou um esquema de desvio de recursos públicos relatados em investigações conduzidas pela Polícia Federal, a partir de 2007, no empreendimento. Na época, o governador do estado era Eduardo Campos, do PSB, falecido em um acidente de avião, em agosto.
Só na terraplanagem da refinaria e na escavação do leito oceânico a ser utilizado pelo estaleiro Atlântico Sul, foram desviados cerca de R$ 6 milhões, segundo a PF. As obras integram o complexo do porto de Suape, em Pernambuco.
Dessa vez, o depoimento de Costa foi solicitado pela estatal à Justiça Federal, para apurar desvios nas obras de construção da Refinaria Abreu e Lima, próxima a Recife, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O pedido tornou-se necessário devido à condição de prisioneiro do ex-diretor. A Justiça precisa liberá-lo para o depoimento.

.
Investigação interna – A Petrobras alega, no pedido à Justiça, que esse novo depoimento integra os procedimentos internos de investigação sobre o escândalo conduzidos pela estatal. A empresa conta agora, inclusive, com a ajuda de duas empresas independentes, contratadas para apurar e auditar os procedimentos investigativos.
O objetivo da contratação das empresas, segundo nota divulgada pela Petrobras, é o de “apurar a natureza, extensão e impacto das ações que porventura tenham sido cometidas no contexto das alegações feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, bem como apurar fatos e circunstâncias correlatos que tenham impacto material sobre os negócios da companhia”.
São elas a brasileira Trench, Rossi e Watanabe Advogados, e a americana Gibson, Dunn & Crutcher LLP. O procedimento é uma exigência das regras americanas para casos de corrupção como o relatado por Costa, na delação premiada firmada com a Justiça Federal, em empresas que comercializam papéis nas bolsas de valores dos Estados Unidos.

.
Denunciados – O caso do esquema PSB-PSDB virou processo do Ministério Público de Pernambuco contra dezenas de denunciados. Entre eles, vereadores e ex-vereadores, a filha de um prefeito, funcionários da prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, servidores do governo estadual e coordenadores das campanhas presidenciais e locais do tucano Aécio Neves e do ex-governador Eduardo Campos.
No processo pernambucano, a Polícia Federal apresentou o resultado de investigações sobre o esquema de corrupção que identificaram 29 núcleos criminosos coordenados por políticos. Eles se utilizavam dos serviços de um empresário e doleiro local para lavagem do dinheiro obtido com a cobrança de 5% a 35% de comissão sobre os contratos intermediados pela quadrilha.
Tais núcleos atuavam em várias áreas de interesse do governo local, inclusive no “negócio do petróleo” – como os investigados nas interceptações telefônicas da PF se referem às obras da refinaria Abreu e Lima. Os grampos das conversas das autoridades locais foram autorizados pela Justiça.
A quadrilha, segundo a PF, era comandada por um dos coordenadores da campanha de Aécio Neves em Pernambuco, Geraldo Cisneiros, e pelo o ex-deputado federal pelo PSDB Bruno Rodrigues, agora no PSB, com ramificações por diversos órgãos estaduais.

.
Depoimento – Um questionário a ser submetido a Costa foi apresentado ao Judiciário pela Petrobras. Nele, a empresa solicita do ex-diretor esclarecimentos sobre o teor das reuniões internas, realizadas entre 2005 e 2006, sobre a Abreu e Lima.
Costa também será indagado pela Petrobras sobre a atuação do ex-diretor Internacional Nestor Cerveró. Ele foi o responsável pela assinatura de um acordo com a estatal de petróleo venezuelana PDVSA relativo às obras da refinaria.
Por Márcio Morais, da Agência PT de Notícias. Leia mais AQUI. Marina Silva sabia do contrato de R$ 120 milhões da empresa de seu coordenador de campanha com a Petrobras para as obras de Abreu e Lima e das doações de areia de Bezerra Coelho pra empreiteiras? Transcrito do Blog de Noelia Brito, excelente jornalista. Não esqueça: esse e outros crimes são escondidos pela imprensa pernambucana: Jornal do Comércio, Folha de Pernambuco e Diário de Pernambuco. A pedra fundamental da refinaria foi lançada pelos presidentes Lula da Silva e Hugo Chávez da Venezuela, um empreendimento internacional, na época avaliado em 2 bilhões de dólares, que foi, misteriosamente, rompido.

TERRORISMO EM PERNAMBUCO e BRASÍLIA

Marina-escolhe-o-PSB

A quem interessa pichar os muros de Pernambuco com a frase gritada em todos os municípios de que “o PT matou Eduardo Campos”?

Toda chacina, toda morte encomendada tem patrocinadores e executores, que são movidos, quanto mais alto o cargo da vítima, pelos mais altos interesses políticos e econômicos internacionais.

No caso de uma candidatura presidencial, pela importância econômica do Brasil, uma conspiração não se faz sem o apoio e a consequente denúncia de serviços de espionagem nacionais e estrangeiros.

Um atentado político contra Eduardo Campos, ou contra Aécio Neves, Marina Silva, Dilma Rousseff, Luciana Genro seria debatido na imprensa mundial, pelos governos do Primeiro Mundo e de países emergentes, por banqueiros, pelo FMI, pelo BRICS,  pelas multinacionais e partidos políticos.

Só Pernambuco embarca em uma campanha do voto justiceiro, para vingar a morte de Eduardo Campos.

Marina e as circunstâncias

maria-et-caeterva

Escreve Gilmar Crestani: Mas nem tudo foi ruim. A divina providência evitou que ela pegasse o mesmo avião do Eduardo Campos, mas não teve força suficiente para evitar que se espatifasse contra o muro de suas limitações. Outro ponto positivo foi trazer da ribalda Beto Albuquerque. Assim ficamos sabendo um pouco mais deste gaúcho defensor dos transgênicos. Neste caso, também serve de lição ao PT que serviu de escada a este alpinista. Quem cria cuervos

Com distúrbios mentais e candidato do PP. Tá explicado!

Son
Son

Ele tinha armas de destruição da massa encefálica. Prova disso é que já havia sido candidato pelo PP e agora estava apoiando Aécio Neves.

Um dia depois que este jihadista das hostes do PSDB/PP saiu do armário para aterrorizar funcionário de hotel, Eliane Cantanhêde faz verdadeira ode à violência na Folha. A porta-voz do PSDB, instrui Aécio Neves na melhor forma de bater. Bater, como toalha molhada, para não deixar sinal. Quem é mesmo que incita à violência. Isso aí por acaso é linguagem jornalística? A que nível ainda pode baixar os funcionários da D. Judith Brito para tentaram ajudar seus correligionários? Por a ANJ e o Instituto Millenium não se pronunciam contra esta incitação à violência praticada por seus membros? E não me venham com linguagem figurada? Há mais metáfora no energúmeno do Fidelix do que nesta toupeira. Não é a primeira nem será a última desta colonista de mau agouro!

eliane-cantanhede

Não é metáfora. Quando Fidelix pratica discurso de violência explícita está apenas se legitimando de uma linguagem que se tornou popular nos colonistas pertencentes aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Da Veja, Zero Hora, Folha, Globo, a linguagem que legitima a violência é cotidiana.

Tanto a violência contra homossexuais como o racismo praticado em alguns estádios são resultado dessa linguagem chula, de incitação contra quem eles não gostam.

Certos colunistas da Veja e da Folha não estão preparados para viverem numa sociedade civilizada.

 

 

Boopo
Boopo
Aroeira
Aroeira

Doleiro lava mais branco campanha presidencial do PSB

Capa de hoje
Capa de hoje

 

Até onde parte deste dinheiro financia a campanha de Marina Silva?  Paulo Câmara a governador de Pernambuco ou na campanha de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e candidatos apadrinhados por Roseana Sarney no Maranhão? De Roseana sócia do marido de Marina?

A refinaria de Abreu e LIma previa um investimento de 2 bilhões de dólares, divididos entre o Brasil e a Venezuela, conforme acertado no Recife entre os presidentes Lula da Silva e Hugo Chávez.

O nome da refinaria foi escolhido por Hugo Chaves. Abreu e Lima é herói da independência da Venezuela e outros países da América do Sul. Foi diretor do jornal da campanha da Independência, secretário particular e general de Símón Bolívar

 

Por várias vezes, Hugo Chaves cutucava que o dinheiro da Venezuela estava depositado, mas pressões dos Estados Unidos impediam a parceria. Inclusive Abreu Lima violava uma vergonhosa proibição colonial.

Denunciei essa dependência humilhante várias vezes. Escrevi em novembro de 2011:

PETROBRAS PROIBIDA DE CONSTRUIR REFINARIA

Makhmud Eshonkulov
Makhmud Eshonkulov

Desde 198o (governo de João Figueiredo),  a Petrobras não construía nenhuma refinaria no Brasil. Com o dinheiro do povo brasileiro ergueu refinarias nos Estados Unidos, Japão, Irão, Bolívia, Equador, Argentina, Iraque, países da África e outros da América do Sul e locais ignorados. Que tudo é segredo na Petrobras. Em 2008, atuava em 27 países. E todos os presidente da Petrobras foram corruptos, talvez escapem uns dois ou três.

O Brasil importava gasolina. Não tinha como refinar nosso petróleo que dava na canela.

Um crime que indicava a falta de nacionalismo, de patriotismo de vários governos.

Repito o absurdo: O Brasil exportava petróleo bruto e importava gasolina com o custo nas alturas, o preço da guerra do petróleo no deserto árabe.

A proibição de construir refinaria durou os cinco anos do governo Sarney, cinco dos governos Collor e Itamar, oito do governo Fernando Henrique.

A Abreu e Lima é a primeira planta de refino construída no Brasil, depois da inauguração da Refinaria Henrique Lage (SP), em 1980. Nas piadas internas da Petrobras, foi batizada de “fábrica de diesel”, porque 70% de sua produção será dedicada ao combustível (para frear as importações do produto no Nordeste).

Ninguém sabe quanto foi gasto. Do custo inicial de 2 bilhões passou, oficialmente, para 17 bilhões de dólares. Também continua desconhecida a gastança com o estádio da Copa do Mundo, a Arena construída na Mata de São Lourenço, interior de Pernambuco. Vide links

EDUARDO CAMPOS FOI CONVOCADO A DEPOR NO PROCESSO DA “LAVA- JATO” DA ABREU E LIMA

BRA^PE_JDC refinaria suape abreu lima petrobras

Valor Econômico (por André Guilherme Oliveira) – A Justiça federal aceitou no dia 23 de julho pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e autorizou que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e o ex-ministro da Integração Nacional na gestão Dilma Rousseff, Fernando Bezerra – que concorre ao Senado pelo PSB pernambucano – , prestem depoimento na condição de testemunhas, com objetivo de esclarecer os motivos que levaram ao aumento do valor da obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Eles deverão ser ouvidos no âmbito do processo criminal decorrente da operação Lava-Jato, ação deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março deste ano, que identificou e estancou esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas com vista à obtenção de contratos milionários em órgãos do governo federal, segundo o inquérito. Mais de R$ 10 bilhões foram movimentados, aponta a investigação.

A decisão é do juiz Sergio Moro, da 13ª vara criminal da Justiça Federal do Paraná. “Será muito dif ícil a oitiva de referidas testemunhas em período de campanha eleitoral”, assinalou. “Os motivos que implicaram no aumento substancial do valor da obra (Refinaria Abreu e Lima), poderiam ser obtidos de outra forma, com testemunha de mais fácil inquirição ou com requisição de informações e documentos à Petrobras”, considerou, antes de acatar o pedido: “De todo modo, a bem da ampla defesa, defiro a prova para a oitiva de tais testemunhas”.

Eduardo Campos faleceu logo depois da convocação, no dia 13 de agosto.

DINHEIRO SUJO NA CAMPANHA DA DUPLA CAMPOS E MARINA

doleiro

Publica 247 – A revelação mais surpreendente de Paulo Roberto Costa, em sua delação premiada, é o envolvimento de Eduardo Campos como um dos três governadores beneficiados pelo esquema de corrupção que seria operado pelo doleiro Alberto Yousseff – os outros dois são Sergio Cabral, que já deixou o cargo, no Rio de Janeiro, e Roseana Sarney, do Maranhão.

Essa ligação entre Paulo Roberto Costa, Eduardo Campos e Alberto Youssef lança luzes sobre a polêmica compra do jato Cessna, que desabou em Santos (SP), no dia 13 de agosto, matando o próprio ex-governador e outras seis pessoas. Já se sabe que o avião foi comprado com recursos de caixa dois. Especialmente porque parte da aquisição foi bancada com dinheiro procedente do doleiro.

De acordo com a apuração da Polícia Federal, a empresa Câmara e Vasconcelos pagou R$ 159,9 mil aos donos da AF Andrade, antigos proprietários da aeronave. Esta empresa, por sua vez, recebia recursos da MO Consultoria, empresa criada por Alberto Youssef para receber dinheiro das empreiteiras (leia aqui a reportagem original da Folha de S. Paulo sobre o caso).

Ao que tudo indica, Paulo Roberto Costa tinha noção exata da proximidade entre Eduardo Campos e o doleiro Alberto Youssef. Tanto que vinha pressionando o ex-governador de Pernambuco para que ele, já na condição de candidato à presidência da República pelo PSB, fosse sua testemunha de defesa. Costa só desistiu de levar Campos aos tribunais depois de um acordo judicial, conforme foi noticiado pela coluna Radar, na nota abaixo:

DOLEIRO YOUSSEF SURGE NO JATO DO PSB

 

BRA_OE notas frias eleições doleiro doações política

Dias antes de morrer, Eduardo Campos conseguiu que Paulo Roberto Costa abrisse mão de tê-lo como sua testemunha de defesa nas acusações a que o ex-diretor da Petrobras responde pela suspeita de superfaturamento da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A negociação foi feita pelos advogados de ambos.

Antes do acordo, Campos estava intimado a depor no caso na sexta-feira, dia 15.

Essa ligação entre Eduardo Campos e o esquema operado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef torna mais delicada a situação da nova candidata do PSB, Marina Silva, que poderia explorar o escândalo em sua pregação por uma nova política. Especialmente porque ela realizou diversos voos no avião comprado com recursos de caixa dois, quando ainda era vice de Campos. A estratégia do PSB para desvencilhar Marina do caso foi levada adiante na semana passada, quando o partido trocou o CNPJ do comitê financeiro da campanha.

DINHEIRO DO MORTO CARREGANDO O VIVO

EDuardo marina dinheiro

BRA_FDSP deputado doleiro corrupção

Uma das parcelas do jato em que voaram Eduardo Campos e Marina Silva no início da campanha eleitoral foi paga com recursos de uma empresa ligada ao doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato; Polícia Federal investiga se aeronave foi comprada com recursos de caixa dois do PSB; recentemente, o deputado socialista Júlio Delgado (PSB-MG) pediu a cassação de André Vargas (sem partido-PR) alegando que ele pegou carona num avião do doleiro; como será encarado, agora, o caso em que os dois presidenciáveis do PSB usaram um jato pago com recursos de Youssef? Partido trocou o CNPJ do comitê financeiro da campanha para tentar desvincular Marina da polêmica.

Do caixa 1, em dinheiro vivo, pelo menos, bote menos neste jogo sujo, 2.5 milhões saíram do velho para o novo CNPJ.

INVESTIGADO O CAIXA 2 DA CAMPANHA 

Paraná
Paraná

br_diario_comercio. doleiro tráfico

Yoosef tem uma velha historia como doleito de vários partidos e governos. A justiça brasileira jamais conseguiu trancar ele por muito tempo. Jamais
Alberto Youssef tem uma velha historia como doleito de vários partidos e governos. A justiça brasileira jamais conseguiu trancar ele por muito tempo. Jamais. Quando chega um bando de oficiais – oficial da justiça, oficial da polícia, oficial de defunto = para prender ele, o doleiro sempre diz: – Calma, gente, tem dinheiro de sobra…

O “avião fantasma” usado na campanha dos presidenciáveis do PSB, Eduardo Campos e Marina Silva, é agora vinculado a um conhecido nome da Justiça: o doleiro Alberto Youssef. Preso na Operação Lava-Jato, ele é acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro e suborno de servidores públicos que pode ter movimentado R$ 10 bilhões nos últimos anos.

A Polícia Federal investiga se a aeronave foi comprada com recursos de caixa dois do PSB. O uso do avião não constava na declaração de gastos do partido à Justiça Eleitoral.

Entre os 16 depósitos bancários recebidos pela AF Andrade, de Ribeirão Preto (SP), na venda do Cessna, que caiu com a comitiva de Campos em Santos, consta uma empresa que também fez negócios com uma consultoria de Youssef, considerada de fachada pela PF. A reportagem de Adréia Sadi aponta que a Câmara & Vasconcelos pagou R$ 159,9 mil à AF Andrade.

O PSB afirma que nem o partido nem Campos sabiam da relação de Youssef com uma das empresas que depositou para a AF Andrade.

Recentemente, o deputado socialista Júlio Delgado (PSB-MG) pediu a cassação de André Vargas (sem partido-PR) alegando que ele pegou carona num avião do doleiro.

Como será encarado, agora, o caso em que os dois presidenciáveis do PSB usaram um jato pago com recursos de Youssef?

O PSB tenta desvincular Marina Silva da polêmica. Trocou inclusive o CNPJ do comitê financeiro da campanha para jogar a responsabilidade do caso para o falecido Eduardo Campos. A mudança não é obrigatória por lei.

Marina Silva lava as mãos. Sempre deu uma de evangélica, que o marido peca por ela. Nunca vi um técnico agrícola ter tanta influência. Por ser príncipe consorte vem ocupando importantes cargos, que a santa dele é forte, por ter sido 16 anos senadora.

Fabio Vaz de Lima casou e descasou no Incra, na Sudan, no governo do Acre.

MAIS UMA NEGOCIATA DO MARIDO DE MARINA

Casal 20. Fábio 51 anos, Marina 56
Casal 20. Fábio 51 anos, Marina 56

AC 24 Horas – A candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB) desponta no cenário político nacional, com a proposta de implantar uma nova forma de fazer política, mas as ligações de seu marido Fábio Vaz de Lima, com alguns escândalos de improbidade e suspeita de corrupção, podem respingar em suas pretensões e provar que ela está ligada diretamente com a “velha política” que diz combater.

Fabio Vaz de Lima é acusado de irregularidades na extinta Sudam. Segundo os autos do processo que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) e posteriormente foi encaminhado ao Juízo da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, o marido de Marina Silva, teria beneficiado ilegalmente a Usimar em São Luis, com recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia.

O caso do desvio de R$ 44,2 milhões envolve 40 pessoas. Os nomes de Fabio Vaz e Roseana Sarney se destacam no processo. Os recursos liberados à época, para construção de uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel. Os recursos liberados na reunião de conselheiros da Sudam sumiram sem explicação. O valor aprovado durante a reunião que Fábio Vaz participou seria de R$ 600 milhões.

Em entrevista concedida ao jornalista Altino Machado, do portal terra, Fábio Vaz se defende e diz que seu nome foi colocado no processo “de maneira indevida”. Vaz destaca ainda que teria participado da reunião da Sudam, apenas como ouvinte. Ele afirma que Jorge Viana e Gilberto Siqueira seriam os membros do conselho deliberativo da Sudam, mas não puderam participar da reunião.

O marido de Marina Silva destaca que não votou para liberação de recursos para o governo de Roseana Sarney, pois não era titular e nem suplente do conselho deliberativo. Fábio Vaz afirma que assinou apenas a lista de presença no evento, mas acabou envolvido no processo por desvio de dinheiro público e improbidade administrativa. Vaz acredita que sua inocência ainda será provada.

O assunto ressurgiu após a participação de Marina Silva em debates com os demais candidatos. A ex-ministra que participou ativamente do governo do ex-presidente Lula, acusou os ex-companheiros de envolvimento em escândalos de corrupção. Dilma não deixou por menos e disse que o ministério conduzido por Marina também foi denunciado por corrupção e venda ilegal de madeira.

O número do processo que cita o nome do marido de Marina Silva, como um dos envolvidos no suposto esquema de desvio de dinheiro público e improbidade administrativa é 200137000080856. São 11 volumes com 3.097 folhas, 19 apensos. O requerente é o Ministério Público Federal. São 40 envolvidos, entre eles, Roseana Sarney, Fábio Vaz e Jorge Francisco Murad Junior.

Apesar de o processo tramitar há mais de 10 anos, até o momento, nenhum dos envolvidos foi indiciado pela Justiça. Mas este não é o único caso suspeito de corrupção que envolve o marido da ex-ministra Marina Silva. Fábio Vaz também é apontado em um caso de doação de seis mil toras de mogno apreendidos para a ONG Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (FASE).

À época, Marina Silva era ministra do Meio Ambiente. Fábio Vaz de Lima era secretario do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), um conglomerado de 200 ONGs que atua na Amazônia. Houveram denúncias de que a política de doação do Ibama, seria uma forma de esquentar madeira ilegal extraída da Amazônia. O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou a doação.

O TCU alegou que a doação que teria contado com a participação de Fábio Vaz, teria sido promovida sem observar os princípios da isonomia, impessoalidade e publicidade. Nos autos, não teria ficado claros os motivos que levaram à escolha da ONG que Vaz era secretário, como donatária no processo que teria resultado na doação de seis mil toras de mogno.

Outra reportagem que chamou atenção, à época, foi publicada na revista Isto É – que denunciou superfaturamento num plano de manejo na Amazônia, em reservas extrativistas feito pelo Conselho Nacional de Seringueiros, ONG – que de acordo com a publicação de circulação nacional – teria ligações estreitas com Fábio Vaz de Lima, que também ocupou diversos cargos em governos do PT.

Processo-Fábio-Vaz

Aécio cobra de Marina explicações sobre avião fantasma

Fausto
Fausto

 

 

 

247 – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a cúpula tucana já decidiram. Não assistirão impassíveis ao crescimento da ex-senadora Marina Silva nas pesquisas eleitorais. A primeira reação ocorreu ontem, no Ceará, onde tanto Aécio como o ex-governador Tasso Jereissati, que concorre ao Senado, cobraram Marina Silva pelo uso do avião fantasma – sem um dono que assuma sua propriedade – que caiu em Santos (SP), matando Eduardo Campos e outras seis pessoas.

“Todos os homens e mulheres públicos têm que estar preparados para responder sobre tudo, a qualquer tipo de indagação. Esse é um problema sobre o qual o PSB vai ter que responder”, disse Aécio, em sua primeira crítica direta à ex-senadora Marina Silva; “Se o caso do avião pegar em Eduardo, pega em Marina também”, acrescentou o candidato Tasso Jereissati.

União já repassou R$ 200 milhões para Barragem de Serro Azul, em Pernambuco, mas Eduardo Campos não explica atraso das obras. Povo teme desastre

por Noelia Brito

azul

A população de Palmares e demais municípios da Mata Sul está temerosa de que a tragédia ocorrida em 2010, quando as cheias castigaram a região, venha a se repetir e ainda com mais força, mesmo após a União Federal já ter liberado um total de R$ 200 milhões para a construção de uma barragem na Região.

A Barragem de Serro Azul é considerada a maior de todas as barragens do Sistema de Contenção de Enchentes da Mata Sul e está sendo construída na bacia do Rio Una, em Palmares. Mesmo prevista para ser concluída em dezembro de 2014, a Barragem de Serro Azul, cuja gestão da obra foi transferida pelo então Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, ao comando do governador Eduardo Campos, não está nem perto de ser finalizada.

Para realizar o controle de tecnológico e o monitoramento do Plano de Controle Ambiental (PCA) do empreendimento, a Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos do Goberno de Pernambuco assinou um contrato de Gestão com uma Organização Social, o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP), que também foi responsável pela elaboração do projeto Básico de Engenharia da obra. Entretanto, no final de março deste ano, vários representantes da sociedade civil protocolaram, segundo o JORNAL “O Olho”, uma denúncia ao Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça da Cidadania e Meio Ambiente d Comarca de Palmares, Dr. Eduardo Leal dos Santos, solicitando uma vistoria do MP às obras, tendo em vista a constatação de que em vez da construção de “um quilômetro de paredão de concreto por 68 (sessenta e oito) metros de altura”, os denunciantes estariam presenciando uma “construção de 300 (trezentos metros) de paredão de concreto e o restante 700 (setecentos) metros estão sendo construídos em barro.

A denúncia foi assinada por representantes do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Pernambuco (SINCOMATA); Associação Comercial e Empresarial dos Palmares (ACP); Rotary Clube dos Palmares, Lions Clube dos Palmares, Loja Maçônica Fraternidade Palmarense, Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Palmares, da Igreja Católica e da Igreja Evangélica.

azul 2

Consulta ao site do Portal da Transparência da Controladoria Geral da União comproca que desde o dia 28 de março de 2013, o Governo Federal já havia pago toda sua parte no convênio, ou seja, nada menos que R$ 200 milhões em recursos federais já haviam sido transferidos para a conta da Secretaria de de Infra-Estrutura Hídrica de Pernambuco. As denúncias são gravíssimas e são corroboradas pelo vídeo ao final postado e tamanho aporte de recursos federais já enviados para essa obra exigem que a CGU, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal também entrem no caso, para garantir não apenas a boa aplicação desses recursos, mas, principalmente, a vida das pessoas.

Clique para ampliar
Clique para ampliar