Le Monde: Congresso brasileiro virou “selva onde reina a lei do cada um por si”

Impeachment uma peça de vaudeville

O jornal francês Le Monde publicou nesta quarta-feira (11) uma reportagem intitulada “O impeachment virou uma peça de vaudeville”, em referência ao gênero de teatro cômico tipicamente francês.

A reportagem se refere à decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, de anular a votação do impeachment.

A reviravolta, destaca o Le Monde, demonstra a que ponto chegou a Câmara dos Deputados “uma selva, onde reina a lei do cada um por si”, em um cenário político que se mostra, cada vez mais, “devastado”.

O texto lembra que Maranhão tinha avisado que “haveria surpresas” com ele no cargo, e surpresa é o mínimo que se pode dizer da decisão de cancelar a votação dos deputados, ocorrida em 17 de abril.

O texto do jornal francês indica que Maranhão até poderia ter sido o herói dos apoiadores da presidente Dilma Rousseff e dos defensores da tese do golpe de Estado em curso no país e acrescenta que Maranhão, dono de “uma obscura reputação”, fracassou na sua tentativa, e, com isso, conseguiu denegrir ainda mais a imagem da política brasileira.

O impasse levou o país para mais algumas horas de caos político, com direito à reação negativa e imediata dos mercados financeiros, finaliza o Le Monde.

Transcrito do Jornal do Brasil. Para ler matéria original, clique aqui: Le Monde

Com a votação do golpe no Congresso, o terceiro turno de Aécio Neves (PSDB) está de volta, para a entrega de todo poder ao PMDB.

Com Michel Temer presidente, um tira da bancada da bala que, para se eleger deputado, precisou ser nomeado três vezes secretário de Segurança de São de Paulo, comandando as polícias civil e militar. E que conseguiu ser presidente da Câmara dos Deputados, por indicação do presidente Fernando Henrique, como moeda de troca por conchavar a emenda da reeleição.

Temer presidente significa um grande (as) salto para quem nunca teve votos, e se elegeu vice por indicação e votos de Dilma. Um traidor por instinto. Não faz o sucessor e, para se manter no poder, pode apelar para o retorno da ditadura. Para tanto, basta o bigodinho de Hitler (T.A.)

Anúncios

Moro não engana os franceses

O jornal francês Le Monde divulgou um perfil do juiz paranaense Sérgio Moro, que ganhou notoriedade internacional com o julgamento dos réus da operação Lava Jato. Moro é comparado pela correspondente Claire Gatinois com o controverso personagem Eliot Ness, da série americana “Os Intocáveis”.

Com sua equipe de agentes federais e milicianos, Ness desmascarou a máfia que contrabandeava bebibas durante a Lei Seca americana e impunha o terror na década de 30, em Chicago. “Esse juiz do interior do Paraná, com cara de policial de filmes B, provoca calafrios nos caciques políticos em Brasília e empresários de São Paulo”, diz o texto.

Moro age como qualquer miliciano, ora fora, ora dentro da lei. Criou uma fábrica de delações premiadas. Quem delata sai solto, e perdoado. Quem não quer contar estórias do agrado de Moro vai preso. O blogue O Antogon!sta denunciou:

Delator diz que mentiu porque foi ameaçado

O JN mostrou agora vídeo de novo depoimento de Fernando Moura em que ele alega que mentiu para Sérgio Moro porque se sentiu ameaçado por um homem que encontrou na rua.

O homem, um desconhecido, esbarrou nele e perguntou como estavam seus netos no sul do País.

Quem ameaçou Moura?

 

Um juiz fora de controle

 

The Sunday Times, em artigo assinado pelo editor-executivo Ian Dey sobre o trabalho do Juiz Moro, compara o magistrado brasileiro ao agente do Tesouro dos EUA, Elliot Ness, que levou Al Capone à Justiça e cuja história deu origem ao filme “Os Intocáveis”.

Diz o título:

“Eliot Ness brasileiro está fora de controle

Segundo o texto, na própria Inglaterra há críticas à postura de “intocável” do juiz Sérgio Moro, que vem sendo acusado por entidades internacionais de “desrespeitar a Constituição Federal brasileira e também tratados de defesa dos direitos humanos em seus mandados de prisão”.

Em alguns casos, acrescenta Dey, há dúvidas se o princípio da inocência está sendo respeitado.

Para o Times, a atitude de Moro levanta suspeitas de que ele estaria se preparando para uma candidatura à Presidência da República nas próximas eleições, “especialmente em um momento de forte pressão pela saída de Dilma Rousseff”.

Menciona, ainda, que o CEO do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho sem julgamento porque não assinou acordo de delação premiada.

Esses acordos, inclusive, também são alvo de questionamento por especialistas, conclui o texto.

PARIS “Os corações e mentes dos brasileiros estão com os feridos e as famílias das vítimas fatais”

A presidente Dilma Rousseff enviou carta a François Hollande, expressando solidariedade ao povo francês e ao governo daquele país em razão dos atentados sofridos na noite de ontem:

“Senhor Presidente,

Recebi com profunda consternação a notícia dos covardes atentados terroristas na noite de sexta-feira em Paris. Neste momento de choque e tristeza, os corações e mentes dos brasileiros estão com os feridos e as famílias das vítimas fatais.

O governo brasileiro expressa sua solidariedade ao povo e ao governo da França e condena esses atentados da forma mais veemente.

Estou certa de que a nação francesa saberá enfrentar com altivez e determinação esse momento difícil, e dele sairá mais forte e coesa.

Hoje, somos todos franceses.

Atenciosamente,

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil”

Momento em que François Hollande recebe a informação dos atentados terroristas (ele assistia o amistoso das seleções de futebol da França versus Alemanha):

hollande 1

hollande 2

hollande 3

hollande 4

C’est la première fois en France que des actions kamikazes ont lieu sur le sol français.

lefigaro. frança terror

Fusillades, attentats kamikazes, scènes de panique générale, peut-on laisser nos enfants face à ces images de guerre en plein Paris?

ouestfrance. frança número mortos

VIDEOS – Le bilan des fusillades simultanées dans Paris et au Stade de France vendredi soir est d’au moins 128 tués, environ 300 blessés dont 80 en « urgence absolue ». Huit assaillants sont morts, dont sept en se faisant exploser.

,
« Scènes de guerre », « horreur », « bain de sang »… Les qualificatifs s’enchaînent et se ressemblent. Tous tentent de saisir l’indescriptible : des fusillades simultanées dans Paris et au stade de France vendredi soir et un bilan encore provisoire, mais déjà lourd. On parle samedi d’au moins 128 morts, environ 300 blessés dont 80 en « urgence absolue ». Des attaques plus meurtrières que les attentats de janvier dernier encore largement présents dans les mémoires.
Huit assaillants sont morts, dont sept en se faisant exploser. C’est la première fois en France que des actions kamikazes ont lieu sur le sol français.

Assad accuse la France d’avoir contribué à « l’expansion du terrorisme »

O presidente sírio, Bashar al-Assad, condenou os ataques em Paris mas diz que o terror por que passaram os franceses na noite de sexta-feira é “semelhante” àquele que o seu povo tem enfrentado nos últimos anos de guerra civil e uma consequência da política francesa para o Médio Oriente.

“O terror selvático que a França sofreu é o mesmo que o povo sírio tem enfrentado nos últimos cinco anos”, afirmou Assad, citado pelas agências internacionais, reiterando: “Os atentados terroristas que visaram a capital francesa não podem ser separados do que aconteceu na capital libanesa, Beirute, recentemente, e do que tem acontecido na Síria nos últimos cinco anos e em outras áreas.”

As políticas erradas adotadas pelos países ocidentais, nomeadamente a França, na região contribuíram para a expansão do terrorismo”, argumentou, ainda, o presidente sírio.

parisien. frança guerra

voixdunord. frança horror

l_equip. frança horror

dauphine. frança horror

liberation. França terror carnages

depeche. frança terror carnage

Grécia já recuperou 80 milhões do dinheiro enviado pelo HSBC para os paraísos fiscais. O Brasil nenhum tostão furado

Investigação à “Lista Lagarde”

HSBC

A lista entregue em 2010 ao governo grego contém 1725 nomes. Mas a investigação só começou a dar frutos este ano e 170 pessoas e empresas já pagaram multas e impostos em atraso no valor de 80 milhões de euros.

Os procuradores Panagiotis Athanasiou e Galinos Bris são os responsáveis pelo combate ao crime financeiro dos depositantes no ramo suíço do banco HSBC. Com base na lista divulgada pelo ex-funcionário Hervé Falciani, a justiça grega concluiu a investigação aos primeiros 170 nomes e a fase atual envolve mais 350.

Para pressionar quem fugiu ao fisco através daquele banco, os procuradores têm arrestado bens aos suspeitos. E os resultados apareceram, com alguns a aproveitarem a lei de repatriação dos rendimentos, da autoria da ex-ministra adjunta Nadia Valavani, que rompeu com o Syriza e concorreu nas listas da Unidade Popular às eleições do passado domingo. Dos 80 milhões de receita arrecadada, cerca de 13.5 milhões em impostos foram recuperados através desta amnistia.

Para além da fuga ao fisco, as autoridades gregas investigam também suspeitas de uma rede de branqueamento de capitais e outros crimes associados à chamada “lista Lagarde”, que foi entregue pela então ministra francesa ao governo grego e ficou em “banho maria” durante quatro anos.

HSBC mulher roberto marinho e mídias

HSBC aécio cpi

Paris: manifestation de soutien au peuple grec

humanite.750

Solidarité avec le peuple grec ! C’est le message de soutien lancé par quelques milliers de manifestants ce jeudi 2 juillet entre la place de la Bastille et République à Paris. Cité en exemple, le gouvernement Syriza a raison de s’opposer au chantage et aux démantèlement des droits sociaux tandis que pour d’autres, le peuple doit être consulté avec le référendum organisé dimanche prochain. Une leçon de démocratie dont le gouvernement français devrait s’inspirer… L’Humanité

O título de doutor honoris causa do Institut d’études politiques de Paris e a pergunta imbecil: “Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso?”

450px-Entree_scpo

O Institut d’Études Politiques de Paris (Instituto de Estudos Políticos de Paris, ou simplesmente Sciences Po) é uma instituição pública francesa de ensino superior especializada nas áreas de Ciências Humanas e Sociais. O Instituto forma juntamente com a Fondation Nationale des Sciences Politiques a instituição conhecida como Sciences Po Paris. A universidade Sciences Po Paris é uma grande école e por isso possui um sistema de seleção mais disputado e exigente do que o das demais universidades francesas. A escola foi criada em 1872 por Émile Boutmy, posteriormente a Guerra franco-prussiana com objetivo de criar, educar e desenvolver uma nova elite francesa. A escola chamava-se inicialmente “École libre des sciences politiques”. Foi após o fim da Segunda Guerra Mundial que o então presidente Charles de Gaulle resolveu modificar a gestão da escola e ampliar suas funções públicas como centro de pesquisa criando a Fondation Nationale des Sciences Politiques para funcionar como gestora principal do reformulado Instituto de Estudos Políticos. Na concepção da Sciences Po, o termo estudos políticos faz menção não apenas à ciência política, mas também aos estudos de economia, direito, sociologia, filosofia, história, jornalismo, administração, entre outros.

Como uma das mais prestigiadas e atraentes grandes écoles francesas, a Sciences Po destaca-se entre os mais renomados e fecundos centros de estudo superior da Europa. Consequentemente, em suas áreas, a escola encontra-se nas primeiras posições entre os mais reconhecidos estabelecimentos acadêmicos do mundo. Sendo a principal referência francesa nas áreas de política, economia política e relações internacionais. Em 2013 foi classificada como a melhor universidade de estudos internacionais e políticos da Europa continental.

A entrada da Sciences-Po Paris, embandeirada para receber Lula
A entrada da Sciences-Po Paris, embandeirada para receber Lula

Gestão
A Sciences Po Paris é gerenciada pela Fondation nationale des sciences politiques (FNSP), fundação privada de utilidade pública, que é presidida atualmente por Jean-Claude Casanova. Já o atual diretor da Sciences Po Paris é Frédéric Mion. A Sciences Po Paris é também membro fundador da Sorbonne Paris Cité[2], o pólo de pesquisa e ensino superior que agrupa algumas das principais universidades de Paris. O reitor atual da Sorbonne Paris Cité é Jean-François Girard.

Diretores da Sciences Po
1945–1947 : Roger Seydoux
1947–1979 : Jacques Chapsal
1979–1987 : Michel Gentot
1987–1996 : Alain Lancelot
1996-2012 : Richard Descoings
2013-? : Frédéric Mion

Alunos
Ao longo de sua história passaram pela Sciences Po Paris muitos alunos que se tornariam célebres na França e no restante do mundo. Entre outros, são diplomados desta universidade o escritor Marcel Proust, o secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali, o estilista Christian Dior, o príncipe Rainier III de Mônaco, além dos Diretores-gerais do FMI Dominique Strauss-Kahn e Michel Camdessus e do Diretor-Geral da OMC Pascal Lamy.

Notoriamente, a Sciences Po Paris detém ampla ascensão sobre a política francesa, sendo comum que os mais altos cargos da administração pública sejam ocupados por pessoas que passaram por essa escola e/ou pela Escola Nacional de Administração. Veja abaixo alguns dos políticos franceses que se graduaram na Sciences Po Paris (Fonte: Annuaire des anciens élèves de Sciences-Po):

Lista de primeiros-ministros da França diplomados de Sciences Po Paris
Michel Debré (diplomado em 1933)
Raymond Barre (diplomado em 1948)
Laurent Fabius (diplomado em 1969)
Jacques Chirac (diplomado em 1954)
Michel Rocard (diplomado em 1952)
Edouard Balladur (diplomado em 1950)
Alain Juppé (diplomado em 1968)
Lionel Jospin (diplomado em 1959)
Dominique de Villepin (diplomado de 1973)

.
Lista de presidentes da República francesa diplomados de Sciences Po Paris
Há três décadas todos os chefes de estado da França são ex-alunos da Sciences Po.

François Hollande: presidente em exercício.
Jacques Chirac (diplomado em 1954): presidente entre 1995 e 2007
François Mitterrand: presidente entre 1981 e 1995

Imprensa Brasileira vai à França reclamar de prêmio Honoris Causa de Lula e passa vergonha

.

Alguns órgãos de imprensa como Jornal O Globo mandaram repórteres a França para questionar Institut d’études politiques de Paris 
.

Lula

Por Eduardo Guimarães

Não pode passar batido um dos momentos mais ridículos do jornalismo brasileiro. Acredite quem quiser, mas órgãos de imprensa brasileiros como o jornal O Globo mandaram repórteres à França para reclamar com Richard Descoings, diretor do instituto francês Sciences Po, por escolher o ex-presidente Lula para receber o primeiro título Honoris Causa que a instituição concedeu a um latino-americano.

.
A informação é do jornal argentino Pagina/12 e do próprio Globo, que, através da repórter Deborah Berlinck, chegou a fazer a Descoings a seguinte pergunta: “Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?”.
No relato da própria repórter de O Globo ,que fez essa pergunta constrangedora, havia a insinuação de que o prêmio estaria sendo concedido a Lula porque o grupo de países chamados Bric’s (Brasil, Rússia, Índia e China) estuda ajudar a Europa financeiramente, no âmbito da crise econômica em que está mergulhada a região.

.
A jornalista de O Globo não informa de onde tirou a informação. Apenas a colocou no texto. Não informou se “agrados” parecidos estariam sendo feitos aos outros Bric’s. Apenas achou e colocou na matéria que se pretende reportagem e não um texto opinativo. Só esqueceu que o Brasil estar em condição de ajudar a Europa exemplifica perfeitamente a obra de Lula.
Segundo o relato do jornalista argentino do Pagina/12, Martín Granovsky, não ficou por aí. Perguntas ainda piores seriam feitas.

.
Os jornalistas brasileiros perguntaram como o eminente Sciences Po, “por onde passou a nata da elite francesa, como os ex-presidentes Jacques Chirac e François Mitterrand”, pôde oferecer tal honraria a um político que “tolerou a corrupção” e que chamou Muamar Khadafi de “irmão”, e quiseram saber se a concessão do prêmio se inseria na política da instituição francesa de conceder oportunidades a pessoas carentes.

.
Descoings se limitou a dizer que o presidente Lula mudou seu país e sua imagem no mundo. Que o Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula. E que por ele não ter estudo superior sua trajetória pareceu totalmente “em linha” com a visão do Sciences Po de que o mérito pessoal não deve vir de um diploma universitário.

.
O diretor do Science Po ainda disse que a tal “tolerância com corrupção” é opinião, que o julgamento de Lula terá que ser feito pela história levando em conta a dimensão de sua obra (eletrificação de favelas e demais políticas sociais). Já o jornalista argentino perguntou se foi Lula quem armou Khadafi e concluiu para a missão difamadora da “imprensa” tupiniquim: “A elite brasileira está furiosa”.

.

.