O ‘Charlie Hebdo’ voltou às bancas com a “irreverência” dos seus melhores e piores momentos

por Francisco José Viegas

 

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A eurodeputada Ana Gomes, por exemplo, acha que o jornal satírico fez mal em utilizar de novo a imagem do profeta Maomé, porque isso ofende os muçulmanos. Há uma longa lista de coisas que ofendem os muçulmanos mais radicais, os judeus mais fundamentalistas e os cristãos mais conservadores. Proteger uns e não proteger outros seria uma injustiça sem perdão, de modo que é melhor não fazer nada que ofenda seja quem for, o que nos levará a um beco sem saída onde estaríamos todos esquizofrénicos, a vigiar o parceiro do lado. O problema está em criminalizar as ofensas e em ocupar o espaço público com essa esquizofrenia. Para o ano, por exemplo, não haverá Natal – porque isso ofende muçulmanos e deixa judeus indiferentes.

Citação do dia

“Primeira lição: o terrorismo jihadista está dentro da Europa, não vem de tapete voador.”

Rui Pereira, ontem, no CM

 

Quem é? Qual será a participação do marido de Marina presidente?

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Marina Silva, evangélica, candidata a presidente, vem mudando o programa de governo, pressionada pelos pastores deputados. Aconteceu no caso da homofobia, da lesbofobia, do aborto, das pesquisas científicas com células tronco etc.

Ninguém sabe o papel do marido de Marina em seu possível governo

Para Silas Malafaia:

De um modo geral, podemos afirmar que o homem é mais lógico e racional do que a mulher. O papel social dele, designado por Deus em Gênesis 2.15, é proteger, prover e liderar a família.

Quando Adão e Eva desobedeceram e comeram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Deus dirigiu a palavra primeiro ao homem (Gênesis 3.9), pois sobre este pesava a responsabilidade de desempenhar bem a função de líder, protetor e provedor do jardim. Assim, até hoje, quando o homem não cumpre com suas atribuições, transferindo para a esposa a responsabilidade dele como líder e provedor, enfrenta problemas em casa.

E quanto ao papel da mulher? Biblicamente falando, compete à mulher ser adjutora, ou seja, auxiliar do marido na missão de proteger, prover e liderar a família.

Embora a mídia secular dissemine o discurso de que os papéis tradicionais do homem e da mulher no casamento não sejam mais viáveis, hoje, numa sociedade em que a mulher ascendeu profissionalmente e que as famílias não têm mais a mesma estrutura nuclear devido a divórcios e novos casamentos ou “produções independentes”, devemos continuar enxergando os papéis do marido e da mulher à luz da Palavra de Deus, a fim de que os vínculos afetivos que ligam o casal sejam saudáveis e redundem em bênçãos para os cônjuges, para seus descendentes, para a Igreja e para a sociedade como um todo.

Sendo assim, tendo em vista a atual conjuntura econômica, entendemos que a esposa pode até ganhar um salário maior do que o marido, ser profissionalmente mais bem preparada e obter melhores oportunidades no mercado de trabalho; contudo, como mulher sábia, ela deve continuar exercendo seu papel de adjutora idônea.

A mulher sábia não inverte os papéis nem age de maneira arrogante, a fim de não humilhar o marido e não minar a liderança dele.

 

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Transcrevi trechos. Leia mais

Outro pastor que tem influência religiosa e política sobre Marina: Pastor Feliciano. Veja vídeo 

 

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Conheça os hits do polêmico Marco Feliciano

 

 

 

Para o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentin, ascensão de Marina Silva é “irreversível” e traz risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política: “a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar.

prisão mente apatia fanatismo fotógrafo

 

O fundamentalismo é radicalismo. É ditadura do pensamento único.

In Wikipédia: O termo “fundamentalismo” foi originalmente designado por seus defensores para descrever uma lista específica de credos teológicos que se desenvolveu em um movimento na comunidade protestante dos Estados Unidos na primeira parte do século XX.

No estudo comparativo das religiões e etnias, fundamentalismo pode se referir a movimentos anti-modernistas nas várias religiões.

Por extensão de sentido o termo “fundamentalismo” passou a ser usado por outras ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões, como em Economia ocorre com “fundamentalismo de livre mercado”.

O fundamentalismo existe em todas religiões. Para as religiões do deserto – judaísmo, cristianismo e islamismo – a adoração de um Deus irado, Senhor das Guerras, originado de uma visão deturpada do Velho Testamento.

Jesus foi crucificado  pelo  fundamentalismo e pela política colonial romana. Não esquecer que ainda persistem as guerras religiosas que dividem os cristãos. Acontece, por exemplo, nas duas Irlandas.

 

 

BISPO DE SP: MARINA TRAZ RISCO DE ‘FUNDAMENTALISMO’

 

bispo de jales

 

 

247 – O bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentin vê com temor a possível vitória na eleição presidencial da ex-ministra Marina Silva (PSB), uma evangélica da Assembleia de Deus.

“Agora, a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar. Existe na Marina uma tendência ao radicalismo, pela convicção exagerada ao defender seus valores e suas motivações, que pode derivar para o fundamentalismo”, disse ele em entrevista ao Valor.

Para o bispo, Marina traz o risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política. Ele vê sua ascensão nas pesquisas como uma situação “irreversível”. A não ser que haja uma reviravolta em que comecem a pesar as fragilidades de Marina, que não estão no fato de ela não ser católica. Estão em ela ter pouca articulação política e portanto existirem dúvidas sobre como ela vai governar.

Dom Demétrio ainda lamentou o fato de a presidente Dilma Rousseff não ter estabelecido “muitas pontes” com a igreja. “A Dilma tem um estilo mais autoritário, ela pouco nos convocou. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fazia com muita frequência”, disse.

 

 

 

Marina salva pela graça de Deus lembra o sanguinário ditador Franco

marina_avatar_AE  Marina

 

Marina Silva declarou que não viajou no jatinho – de desconhecido dono -, que explodiu com Eduardo Campos, porque teve uma intuição, que sacramentou de providência divina.

Na hora de pegar o voo da morte, desistiu. E assim foi salva, milagrosamente, como sinal de que foi preservada para governar o Brasil.

Francisco Franco, ditador da Espanha, também sangrou, sagrou e propagou que tinha a ajuda da mão de Deus. Quando esta ajuda partiu dos ditadores Hitler e Mussolini, começando com o bombardeio de Guernica.

Guernica, por Picasso
Guernica, por Picasso

Foi anunciar a candidatura  de Marina de vice para presidente da República do Brasil, que a bolsa subiu. Ela com Eduardo Campos não saíam do terceiro lugar. Seria sempre assim. Eis que Eduardo Campos morto passou a render votos para Marina, e a viabilizar a futura criação do partido Rede. E, imediatamente, cresceu o otimismo dos empresários, dos industriais, dos banqueiros, dos barões da mídia. E erradicado o pessimismo endêmico de Miriam Leitão. Todos beneficiados pela teoria da conspiração.

retrato de Franco

moeda franco

Marina promete que vai governar pela graça de Deus.

 

 

 

O futuro do PSB depende da escolha do vice de Marina

Depois de levar um puxão de orelha dos cartolas, Marina Silva admite aceitar conchavos. Até segunda-feira saberemos o nome do candidato a vice, o cargo que Marina disputava. Com certeza, não será Renata Campos, viúva de Eduardo Campos.

O vice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral disse que o partido articulado pela ex-senadora Marina Silva é “fundamentalista” e “preconceituoso”. O dirigente do PSB afirmou ter poucas informações sobre o movimento político orquestrado por Marina, chamado de Rede Sustentabilidade, mas disse que a futura legenda é “sem caráter”.

“Ainda não tive muita informação, mas até aqui é um negócio fundamentalista, religioso e preconceituoso. Ainda não vi política nele”, afirmou Amaral.

“O partido é sem caráter. Não digo isso no sentido moral, mas no sentido de não ter definição programática. Ainda não disse para que veio”, declarou, ao ser questionado por jornalistas sobre o partido articulado pela ex-senadora, ex-ministra e candidata derrotada à Presidência em 2010.

Veio para tomar o poder. Esta é a única bandeira partidária.

Marina sempre disse: “Não sou militante do PSB”. Realmente, só tem um projeto político: costurar a rede dela.

Pela escolha do vice saberemos o futuro do PSB.

 

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br_folha_spaulo. propaganda

Desde a inesperada morte de Eduardo Campos, que Marina ocupa as manchetes de todos os jornais. Ganhou um espaço na mídia que Eduardo jamais teve. 

Marina: já está em curso a construção da “ungida” que não negocia… Isso é péssimo!

por Reinaldo Azevedo

Tudo aquilo de que o Brasil não precisava está em curso. Que coisa! Sou religioso, mas não místico. Não acredito em conjunção de fatores ditados por alguma força ou ente que nos empurrem para certo destino. Mas, às vezes, quase cedo à tentação. Logo, felizmente, passa. O misticismo é sempre uma forma de trapaça: ou as pessoas estão se enganando ou estão enganando os outros. Bem depressa, sou convocado pela razão.

Marina Silva ainda não é a candidata à Presidência da República da frente integrada pelo PSB. Mas, parece-me inescapável, será. Percebo todos os aspectos deletérios de sua figura pública conjugados nestes dois dias. E com que incrível saliência para o momento! Mais do que nunca, vemos sobressair a figura da ungida, daquela que parece ter sido enviada com uma missão que os mortais ainda ignoram, da eleita para trazer uma mensagem do além. O terreno onde se dissolvera o corpo de Eduardo Campos ainda fumegava, e ficamos sabendo, momento depois do acidente, que Marina deixara de embarcar no voo por alguma razão misteriosa. Seus adoradores costumam exaltar não seus dotes de visionária, mas as suas certezas de intuitiva. Que medo!

Hoje, sabemos ainda mais. Ela está realmente consternada — e por que não estaria? — e teria passado a noite em claro, em vigília, embora não em companhia da família, com quem ainda não havia conseguido falar. Por que Marina não chegou nem mesmo a ressonar, o que certamente fizeram os familiares de Campos, moídos pela dor e pela exaustão? Porque, supõe-se, ela mantinha um diálogo com um ente que só se manifesta aos escolhidos. Até Caetano Veloso vem a público expor a sua dor e nos recomendar: entreguemo-nos aos desígnios de Marina.

O país vive um momento delicado. Hoje, só as incertezas se adensam. Não precisamos de mais indefinições. No terreno nada místico, da “carnadura concreta” das coisas, como diria o poeta João Cabral de Melo Neto, somos informados de que Marina vai impor algumas condições para ser candidata. Uma delas é ter um vice de sua confiança. Dadas as circunstâncias e as diferenças de ideário entre ela e o PSB, o normal seria que acontecesse o contrário. Mas o ser político cuja reputação se avoluma quanto mais repudia a política sabe, sim, travar uma dura disputa no solo, embora pareça vinda do céu. Ou é como ela quer, ou não é de jeito nenhum!

Vou além: considerando que Marina Silva não é do PSB e que tem, é evidente, a chance de se eleger, o mais prudente seria que se comprometesse a permanecer no PSB os quatro próximos anos se eleita. Afinal, vai para uma campanha eleitoral sem que a esmagadora maioria dos eleitores saiba que está prestes a migrar para outro partido, cujo ideário é ainda desconhecido. Para quem diz prezar uma “nova política”, lamentando os vícios da “velha”, seria uma atitude bastante decorosa, não é mesmo?

Desde a redemocratização, o país passa por um dos momentos mais delicados de sua história. Infelizmente, percebo amplos setores da sociedade, inclusive da imprensa, tocados por certo “desejo de mudança”, ainda sem conteúdo. E isso, acreditem, por si, não é bom. O momento pede que Marina ofereça algumas certezas, não que cobre certezas de seus pares, o que só reforça o caráter olímpico de sua personalidade. Até porque esse distanciamento em relação aos mortais pode ser tudo, menos compatível com a democracia.

Fiquemos atentos!