PARIS “Os corações e mentes dos brasileiros estão com os feridos e as famílias das vítimas fatais”

A presidente Dilma Rousseff enviou carta a François Hollande, expressando solidariedade ao povo francês e ao governo daquele país em razão dos atentados sofridos na noite de ontem:

“Senhor Presidente,

Recebi com profunda consternação a notícia dos covardes atentados terroristas na noite de sexta-feira em Paris. Neste momento de choque e tristeza, os corações e mentes dos brasileiros estão com os feridos e as famílias das vítimas fatais.

O governo brasileiro expressa sua solidariedade ao povo e ao governo da França e condena esses atentados da forma mais veemente.

Estou certa de que a nação francesa saberá enfrentar com altivez e determinação esse momento difícil, e dele sairá mais forte e coesa.

Hoje, somos todos franceses.

Atenciosamente,

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil”

Momento em que François Hollande recebe a informação dos atentados terroristas (ele assistia o amistoso das seleções de futebol da França versus Alemanha):

hollande 1

hollande 2

hollande 3

hollande 4

C’est la première fois en France que des actions kamikazes ont lieu sur le sol français.

lefigaro. frança terror

Fusillades, attentats kamikazes, scènes de panique générale, peut-on laisser nos enfants face à ces images de guerre en plein Paris?

ouestfrance. frança número mortos

VIDEOS – Le bilan des fusillades simultanées dans Paris et au Stade de France vendredi soir est d’au moins 128 tués, environ 300 blessés dont 80 en « urgence absolue ». Huit assaillants sont morts, dont sept en se faisant exploser.

,
« Scènes de guerre », « horreur », « bain de sang »… Les qualificatifs s’enchaînent et se ressemblent. Tous tentent de saisir l’indescriptible : des fusillades simultanées dans Paris et au stade de France vendredi soir et un bilan encore provisoire, mais déjà lourd. On parle samedi d’au moins 128 morts, environ 300 blessés dont 80 en « urgence absolue ». Des attaques plus meurtrières que les attentats de janvier dernier encore largement présents dans les mémoires.
Huit assaillants sont morts, dont sept en se faisant exploser. C’est la première fois en France que des actions kamikazes ont lieu sur le sol français.

Assad accuse la France d’avoir contribué à « l’expansion du terrorisme »

O presidente sírio, Bashar al-Assad, condenou os ataques em Paris mas diz que o terror por que passaram os franceses na noite de sexta-feira é “semelhante” àquele que o seu povo tem enfrentado nos últimos anos de guerra civil e uma consequência da política francesa para o Médio Oriente.

“O terror selvático que a França sofreu é o mesmo que o povo sírio tem enfrentado nos últimos cinco anos”, afirmou Assad, citado pelas agências internacionais, reiterando: “Os atentados terroristas que visaram a capital francesa não podem ser separados do que aconteceu na capital libanesa, Beirute, recentemente, e do que tem acontecido na Síria nos últimos cinco anos e em outras áreas.”

As políticas erradas adotadas pelos países ocidentais, nomeadamente a França, na região contribuíram para a expansão do terrorismo”, argumentou, ainda, o presidente sírio.

parisien. frança guerra

voixdunord. frança horror

l_equip. frança horror

dauphine. frança horror

liberation. França terror carnages

depeche. frança terror carnage

Charlie Hebdo ridiculariza todas as religiões, menos uma

O jornal Charlie Hebdo era internacionalmente conhecido por debochar da Santíssima Trindade, da virgindade da Imaculada Conceição, dogmas do cristianismo; e fazer palhaçadas com o profeta Maomé, venerado pelos muçulmanos.

Jamais criticou o judaísmo. Por quê?

A chamada grande imprensa esconde. Idem os jornalões brasileiros. Publicado in Contexto Livre:

Os Rothschild compraram o Charlie Hebdo pouco antes dos atentados em Paris

 

 Rothschild
Rothschild

Pra quem ainda acredita que o massacre em Paris não foi ‘false flag’, segue material para reflexão

Os atentados de 7 de janeiro em Paris cada vez mais se parecem ao 11-S. Se fôssemos da Guarda Civil diríamos que o “modus operandi” é o mesmo, que é a mesma mão que balança o berço.

O caso é que uma revista econômica holandesa, Quote, revelou a informação da compra em 9 de janeiro, dois dias depois dos atentados, leia aqui

E o jornal alemão NeoPresse a reproduziu dez dias depois. Confira aqui

A família de banqueiros Rothschild comprou uma revista em ruínas em dezembro do ano passado e ao mesmo tempo o jornal “Libération“, outro velho fóssil de maio de 68, que entrara para as fileiras da pura e dura reação há muito tempo.

Se alguém tinha dúvida dos motivos pelos quais os últimos números de Charlie Hebdo estavam sendo lançandos desde a redação do “Libération”, aqui está a resposta: porque são do mesmo dono.

charlie 2

A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild numa entrevista publicada por Quote. O tio Edouard não queria comprá-la porque isso lhes traria um poder político que não queriam, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.

Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? Eles a compraram a preço de banana, porque antes de 7 de janeiro, a revista só gerava prejuízos.

Mas se só gerava prejuízos, que interesse teriam os banqueiros em comprar uma revista em ruínas? É então que aparece o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações de Charlie Hebdo contra os muçulmanos.

Teremos Charlie Hebdo por algum tempo. Agora que a revista passou a ter não somente 60.000 leitores, mas uma audiência de sete milhões. Além do dinheiro que está chovendo, não só do Estado francês, senão procedente de investidores privados. Estão se forrando.

Mas não sejam vocês preconceituosos nem conspiratórios. Nada do que acabamos de expôr significa que os Rothschild organizaram os atentados, nem muito menos que fizeram matar pessoas pelo vil dinheiro. De jeito nenhum. É claro que o que aconteceu em Paris é uma cópia quase exata do 11-S em Nova York, onde asseguraram os ataques terroristas as Torres Gêmeas pouco antes de derrubá-las, é pura coincidência.

E se a imprensa internacional não publicou nada disto, é porque ainda não estão informados. E quando souberem, será notícia no telejornal das 9 da noite. O que tinham pensado? Pensaram que lhes ocultariam a informação? Que não lhes contariam toda a verdade e nada mais que a verdade?

 

 

Assim foi a marcha pela liberdade de expressão em Paris

Entre 1,2 milhão e 1,6 milhão de pessoas realizaram em Paris, na tarde de domingo último, uma manifestação histórica pela liberdade de expressão e pela democracia, após a chacina de jornalistas da revista Charlie Hebdo

A passeata de Paris começou pouco antes das 15h30 locais (12h30 de Brasília) na Praça da República, liderada pelas famílias e parentes de vítimas dos ataques, seguidos por políticos, lideranças sindicais e religiosas.
A passeata de Paris começou na Praça da República, liderada pelas famílias dos jornalistas vitimados pela chacina, seguidos por políticos, lideranças sindicais e religiosas. Ao lado do presidente da França, François Hollande, participaram a chanceler alemã, Angela Merkel; os chefes de governo italiano, Matteo Renzi; espanhol, Mariano Rajoy; britânico, David Cameron; chanceler russo, Serguei Lavrov; primeiros-ministros israelense, Benjamin Netanyahu; turco, Ahmed Davutoglu; e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmmud Abbas, entre outros.
O povo nas ruas de Paris
O povo nas ruas de Paris
Os sindicatos franceses exibiram esta faixa
Os sindicatos franceses exibiram esta faixa
Um homem exibe um lápis gigante com os dizeres: Escolas de Prisioneiros
Um homem exibe um lápis gigante com os dizeres: Escolas de Prisioneiros
Eu sou Charlie
Eu sou Charlie
Praça da Nação
Praça da Nação
Familiares dos jornalistas assassinados
Familiares dos jornalistas assassinados
Os residentes das ruas da passeata
Os residentes das ruas da passeata. Fotografias EFE

As revoltas de 27 de outubro: Paris 2005 e São Paulo 2013

br_folha_spaulo. facção criminosa

INFELIZ COINCIDÊNCIA: 27 DE OUTUBRO

 

por Marcelo Araújo/ Vírus Planetário

2005 dois jovens do gueto parisiense morrem fugindo de uma abordagem policial ao se esconderem em um prédio abandonado.

2013 um jovem do gueto paulista morre por um disparo “acidental” em uma abordagem abordagem policial.

Ambos geraram a revolta popular. Mais de 100 carros queimaram na França, e não diferente daqui, os negros e pobres foram taxados de vândalos.

Como escreveu Oswaldo Giacoia Jr: “O insuportável não é só a dor, mas a falta de sentido da dor, mais ainda, a dor da falta de sentido.”

Cartoon - French Youth Riots - 2005 - no mention of family

Os subúrbios de parisienses não são diferentes no nossos: ausência da educação, saúde e outros serviços e aumento da presença da polícia, postos de controle, remoções de invasões de imóveis e outros níveis de opressão em geral. Algo muito parecido com as UPPs do Rio de Janeiro, mas hoje vamos falar de São Paulo.

Em 27 de outubro de 2005, 10 jovens jogavam futebol em um subúrbio parisiense quando a polícia chegou para uma abordagem de rotina, muitos correram para se esconder. O que também era rotina. Porém, nesse dia algo trágico aconteceu decorrente dessa abordagem. Três dos jovens foram perseguidos e entraram em um prédio abandonado, onde havia instalações elétricas soltas. Bouna Traoré(17) e Zyed Benna(15) morreram eletrocutados. Um terceiro, Muhittin Altun (21), sofreu queimaduras graves. E aqueles que dizem que os jovens não deveriam ter corrido da policia, se esquecem o que é ser perseguido e taxado de bandido por morar nos subúrbios:

De acordo com declarações do Muhittin Altun, que permanece internado com ferimentos, (…) Todos eles fugiram em direções diferentes para evitar o longo interrogatório que os jovens nos conjuntos habitacionais enfrentam muitas vezes da polícia. Eles dizem que são obrigados a apresentar documentos e pode ser realizada até quatro horas de dentenção na delegacia, e às vezes os pais devem tem de vir buscar antes da polícia liberá-los.” – NY Times

Les_Evenements_de_2005

De volta para o Brasil, 27 de outubro de 2013, a amarga coincidência. Uma abordagem policial em São Paulo resulta na morte acidental do Douglas (17). Um acidente tão bizarro que até mesmo a corporação tem suas dúvidas. Uma arma que dispara acidentalmente no peito do jovem, que ainda questiona seu algoz: “Por que? Por que o senhor atirou em mim?”. Tudo presenciado pelo seu irmão de 13 anos, que nega a versão de disparo acidental. Como escreveu Oswaldo Giacoia Jr: “O insuportável não é só a dor, mas a falta de sentido da dor, mais ainda, a dor da falta de sentido.” Como se não bastasse: no mesmo dia a polícia aumentou o policiamento e viaturas passam constante à porta da mãe de Douglas,  que dava entrevistas e acusava a polícia de assassinato com a veemência e certeza de quem já deve ter visto outros casos de disparos acidentais.

No mesmo e no dia em que se segue, o povo se levanta. Como em Paris, revoltado com repressão do Estado e seus resultados fatais. Aqui, os protestos que se estendem desde junho deste mesmo ano em todo o país, deu coragem à população perdeu o medo de gritar contra os absurdos. A revolta burguesa, que em poucos meses vem sentindo uma pequena parcela da repressão policial que assola os subúrbios com décadas de abusos policiais. Violência física, psicológica e abuso de autoridade. Também como lá, na França, o Estado quer abafar as revoltas evocando um estado de emergência, o Marco Civil – que é basicamente o poder público acuado com o aumento das demonstrações de descontentamento popular. Vai aumentar a violência e abuso de poder policial contra as manifestações. O é objetivo claro de calar na força a população.

Genildo
Genildo

A mídia grande, por sua vez, criminaliza as revoltas populares. E tal qual a polícia, ataca com mais ferocidade à medida que os revoltados se afastam dos grandes centros, da burguesia. Diariamente é reforçado a ideia de que existe um inimigo público e que não há uma solução para esse problema das revoltas populares. Criaram os atos de vandalismo e os tem relacionado aos poucos com atos de terrorismo – que é uma falácia. Deixa óbvia a sua posição, que é a mesma há 40 anos, e defende os interesses econômicos das classes dominantes e criminaliza as revoltas populares. Dizem que não existe um motivo para tanta violência e depredação. A grande mídia não consegue ver uma solução. O Estado não consegue ver uma solução. E eles nunca vão vê-la, por que aqueles que não conseguem enxergar uma solução, é parte integrante do problema.
Não se engane. Esta não é uma revolta popular do Brasil, nem de um levante popular de julho de 2013. Esta é uma revolta mundial contra o sistema capitalista que explora muitos em favorecimento de poucos. Não vai acabar hoje, no final do ano ou depois da Copa do mundo. O povo não quer mais esperar por políticos que há anos fazem suas negociatas demagogas atendendo aos interesses dos grandes grupos financeiros. O povo quer ver resultados, o fim da corrupção, que é inerente a esse sistema desigual. Eclodiu uma consciência popular de que as mudanças estão longes de uma classe política, ausente e ineficiente.

As manifestações devem acabar quando o problema acabar.

E se você não consegue ver a solução…

O suicidio de um terrorista da direita, racista, xenófobo, anti-muçulmano

Apenas em Maringá: 73 casos. E no Brasil todo: quantas expulsões e suicídios?
Apenas em Maringá: 73 casos. E no Brasil todo: quantas expulsões e suicídios?

Por Eduardo Febbro
Desde París

Dominique Venner eligió uno de los lugares más emblemáticos del cristianismo, la Catedral de Nôtre Dame, para dejar un último mensaje contra la decadencia de la civilización blanca y pura en la que creía: a las cuatro de la tarde, este ensayista y militante de la extrema derecha francesa se suicidó a los 78 años con un tiro en el altar de la Catedral. Figura influyente de la ultraderecha y hombre clave en la consolidación ideológica y programática de esta corriente política, Dominique Venner era la eminencia marrón de la ultraderecha contemporánea: estaba considerado como el pensador de la renovación del nacionalismo francés y el actor decisivo en su renacimiento luego de la Segunda Guerra Mundial. Su suicidio tiene una clara lectura política que él mismo se encargó de distribuir antes de quitarse la vida. En una carta entregada a la radio francesa Courtoisie, Venner dice: “Siento la obligación de actuar mientras me quedan fuerzas. Creo que mi sacrificio es necesario para romper el letargo que nos aplasta. Elijo un lugar muy simbólico, al que respeto y admiro. Mi gesto encarna una épica de la voluntad. Me mato para despertar las conciencias adormecidas. En momentos en que defiendo la identidad de todos los pueblos en sus propios lugares, me revelo contra el crimen que apunta al reemplazo de nuestras poblaciones”.

Ese “reemplazo” era, para Venner, la inmigración. En un último post publicado en su blog este ensayista e historiador autor de una obra prolífica se dirige a los opositores a la ley que autorizó el casamiento entre personas del mismo sexo –fue aprobada por la Asamblea y luego validada por el Consejo Constitucional– diciéndoles que “no pueden ignorar la realidad de la inmigración afro-magrebí. Su combate no puede limitarse al rechazo del matrimonio gay”. Desde luego, Venner consideraba esa ley como una cosa “infame”. Rasgo común de la extrema derecha francesa y Europa, Dominique Venner era de un racismo radical, sobro todo contra los árabes y los negros. Habitado por una obsesión poderosa sobre la identidad nacional, los valores occidentales y la decadencia de Occidente, Venner convocaba de manera vigorosa e inequívoca a pensar nuevas formas de acción contra los “musulmanes” que, decía, estaban sumergiendo a Occidente: “Harán falta gestos nuevos, espectaculares y simbólicos para hacer cimbrar las somnolencias, sacudir las conciencias y despertar la memoria de los orígenes”. De toda evidencia, se eligió a sí mismo para encarnar esa acción. Aunque se mató en la Catedral de Nôtre Dame, Venner no la frecuentaba con asiduidad.

Dominique Venner fue un compendio ilustrado de lo que es la extrema derecha y su razón de existir, la idea tenaz según la cual el mestizaje constituye el preludio del fin de la civilización europea. Venner escribió numerosos libros de historia y dirigió dos revistas de historia ligadas a la extrema derecha: Enquête sur l’histoire y La Nouvelle revue d’histoire. De hecho, este ensayista politemático nunca salió de las ideas que lo envolvieron desde su pasado colonial. En los años ’50 formó parte del movimiento extremista Joven Nación y durante la guerra de Argelia se sumó a los comandos de los terroristas de la OAS que luchaban contra la independencia de Argelia y contra el mismo general De Gaulle, que la había promovido. Encarcelado en los años ’60, cuando salió en libertad fundó el movimiento Europa Nación y más tarde participó en la creación del Agrupamiento de Investigaciones y Estudios por la Civilización Europea (Grece), un círculo de “estudios” de la extrema derecha que elaboró una estrategia de combate político y cultural para la conquista de las mentalidades. Venner y los miembros del Grece eran adeptos a la idea “de las raíces y la sangre” como zócalo de la identidad y ese principio tan occidental y erróneo según el cual sólo existe una jerarquía dominante: la de Occidente. A los casi 80 años, Venner eligió ser un mártir de esa causa. Con camperas negras o sin ellas, con corbatas o sonrisas resbalosas, la extrema derecha no ha variado sus convicciones. La líder del ultraderechista Frente Nacional, Marine Le Pen, publicó en Twitter tras la muerte de Venner que su suicidio era un “último gesto eminentemente político” y con el cual Venner “intentó despertar al pueblo de Francia”.