Justiça brasileira bloqueia bens da empresa comprada pela estadunidense General Electric

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Nesta segunda-feira (2) a Justiça brasileira determinou o bloqueio de bens do conselheiro afastado do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) Robson Marinho e da multinacional francesa Alstom por suspeita de ter recebido propina da empresa.

De acordo com o promotor do Patrimônio Público e Social José Carlos Blat citado pelo Jornal do Brasil, a suspeita de pagamento de propina é em um contrato de R$ 1,129 bilhão assinado entre a Eletropaulo e a Cegelec (empresa do Grupo Alstom). Ele é referente a um projeto chamado Gisel II, que trata da modernização da transmissão de energia por meio da ampliação das subestações.

O contrato é de 1990, mas o pagamento só teria sido efetuado entre 1998 e 2002 (durante governo de Mário Covas). “A Alstom procurou diversas autoridades em diversos governos e não obteve êxito. Não conseguia executar. A partir da participação direta de Robson Marinho, o contrato foi executado”, explicou.

Na terça-feira o Globo informou que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) quer anular o contrato todo entre a Eletropaulo e a Cegelec. Segundo afirma o mencionado promotor Blat neste caso citado pelo Globo, “se não tem licitação, é um contrato que não poderia ser celebrado. Não é um bilhão de corrupção. Mas o valor bloqueado vai garantir a parte principal. O contrato já nasce totalmente ilegal”.

Esta historia podia parecer um caso medíocre de corrupção, mas tem dois aspetos interessantes – a personalidade do suposto receptor da propina – Robson Marinho e a conexão da Alstom com o gigante norte-americano General Electric (GE).

Segundo escreve o repórter Fausto Macedo no seu blog por Estadão, Marinho foi chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) entre 1995 e 1997. Pelas mãos de Covas, seu padrinho político, Marinho foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Também é conhecido como um dos principais fundadores do PSDB.

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Outro assunto interessante é a venda do ramo energético da companhia francesa Alstom à estadunidense General Electric (GE) que foi anunciada na primeira metade de 2014 e segundo especialistas deve se finalizar em breve. O acordo põe em questão a independência da indústria nuclear francesa, já que o gerenciamento das centrais nucleares desse país passa aos EUA, junto com as turbinas da Alstom.
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Segundo o coronel Allain Corvez, consultor do setor militar industrial da França, o acordo entra em contradição com as declarações da própria Alstom, feitas em 2013:
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“Eu me apoio essencialmente sobre o relatório do Centro de pesquisa da inteligência francesa, que, após considerar todos os prós e contras, constatou que era claro que houve mentiras sobre a comunicação dos dirigentes da Alstom. Porque, em finais de 2013, eles tinham declarado que teriam que separar-se do ramo dos transportes [da companhia], mas que, no resto, o ramo da energia estava bem. De modo que nós vemos a contradição entre esse anúncio de finais de 2013 e o que passou depois, em 2014”.
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O coronel acha que, “com certeza, há gente que foi beneficiada enormemente por todo esse jogo de ioiô”, quando a valor das ações da Alstom sofria fortes e súbitas quedas e subidas em meados de 2014.
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Mesmo que a compra não tenha ainda sido realizada, já suscita uma forte polêmica. O coronel Corvez cita, em entrevista à emissora Sputnik, o nome de um relatório oficial: “Compra da Alstom pela General Electric: Extorsão Norte-americana. Alta Traição”. E há muitos que chamam esta transação de “traição”, “ameaça” e outras coisas do estilo.
Contudo, a linguagem oficial supõe que se trata de investimento. Uma empresa estadunidense investe na indústria francesa. Mas, no resultado, fica com os instrumentos para manejar todo um ramo da indústria da França.
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A proposta inicial da GE foi publicada em 24 de abril de 2014. A empresa norte-americana quis comprar o ramo energético da empresa francesa por 13 bilhões de dólares. Logo depois, em 27 de abril, surgiu uma oferta alternativa, por parte da empresa alemã Siemens, que propôs à Alstom, em troca, uma parte do seu ramo ferroviário.
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Em 30 de abril, a Alstom aceitou a oferta da GE por 16,9 bilhões de dólares (sendo 13,5 bilhões o preço do negócio).
O governo francês teve duas reações ao ser informado sobre as negociações entre a GE e Alstom. Primeiro, pôs-se na defensiva, emitindo, em 16 de maio de 2014, o decreto 2014-479, que ampliava a lista das situações em que o Estado pode vetar transações comerciais. São, principalmente, situações de investimentos que podem prejudicar os interesses estratégicos do país.
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O documento foi imediatamente batizado de “decreto Alstom”, porque era uma evidente tentativa das autoridades francesas de proteger a indústria nacional.
Porém, já em junho o governo da França mostrou-se favorável à proposta da GE.
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A transferência do setor energético francês aos EUA pode ter a ver com a reforma energética, que visa implementar mais instalações favoráveis ao meio ambiente no país. Assim, em fevereiro de 2015, a Alstom começará a utilizar a usina eólica marítima em Montoir-de-Bretagne, a primeira no país.
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Vale sublinhar que a empresa Alstom já foi alvo de fortes críticas e até foi acusada de corrupção. O caso mais recente é a multa de 772 milhões de dólares, aplicada pelo Departamento da Justiça dos Estados Unidos conforme o Ato de Práticas de Corrupção no Estrangeiro. A causa da multa foram os subornos pagos por funcionários da companhia para obter contratos em diversos países. A Alstom reconheceu a sua culpa.
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Anteriormente, em meados de 2014, a filial britânica da Alstom tinha sido acusada de crimes semelhantes. Fonte: Sputnik News

França, apesar de ter armas de destruição em massa, treme de medo de uma mulher

A França imperial, com colônias na América do Sul, Caribe e África, para criar uma legenda de medo, e assim forjar um clima de guerra interna, e abusar do poder de invadir qualquer país que não possui bomba atômica, faz a propaganda de que está ameaçada de ser destruída por uma simples mulher, que ninguém pode garantir que esteja viva.

viuva

E mais escandaloso e impressionante e inverossímil, uma mulher que ameaça o fim do maior império da história da humanidade: os Estados Unidos, que possui a vassalagem dos países atômicos da Europa: França, Inglaterra e Suécia.

Eis a notícia sensacionalista hoje da imprensa internacional:

La viuda del mártir Coulibaly, la más temida terrorista

* Los servicios de inteligencia sitúan a Hayat Boumeddiene, la viuda del terrorista Amedy Coulibaly, en Siria desde hace un mes.

* Allí la joven podría haberse convertido en un icono de culto al ser la viuda de un mártir del Islam.

 

Hayat-Boumeddiene

La mujer más buscada de Francia es la más temible de Siria. Los servicios de inteligencia que sitúan a Hayat Boumeddiene, la viuda del terrorista Amedy Coulibaly, en Siria desde hace ya casi un mes temen que la joven, de 26 años, se haya convertido en una ‘figura de culto’ al ser la viuda de un mártir del Islam.

Algunos expertos, asegura el Washington Post, temen incluso que la joven vuelva Europa con un objetivo: llevar a cabo un atentado. “No hemos visto el final de ella”, aseguró al diario Jean-Louis Bruguière, un exinvestigador de inteligencia francés.

Su marido Amedy llevó a cabo la masacre de 4 rehenes en un supermercado judío de París el pasado mes de enero, además del asesinato de un policía. Aunque no está claro qué conocimiento tuvo ella de los ataques, su huída a Siria pocos días antes de que se produjeran provocó desde el primer momento las sospechas de los servicios de inteligencia.

Una llamada telefónica en la frontera Siria la sitúa a ella en el país mediterráneo: estaría en las filas del Estado Islámico desde principios de mes, lo cual ha levantado también los temores a un vínculo cada vez mayor entre los extremistas del ‘EI’, que opera en Irak y Siria, y al Qaeda, de donde escinde el grupo de al Baghdadi.

Las otras viudas del terror
Hayat no es la primera viuda de un ‘mártir’ yihadista que inquieta a los servicios de inteligencia. Quizá la más conocida de ellas sea Samantha Lewthwaite, una británica de unos 31 años conocida como ‘la viuda blanca’.

Viuda de Germaine Lindsay, uno de los terroristas que llevó a cabo los ataques del 7 de julio de 2005 en Londres, Lewthwaite es una conversa al Islam y es casi indudablemente, la mujer terrorista más buscada del mundo. Se cree que está en el Este de África junto a al Shabaab, grupo islamista y que ha orquestrado varios ataques terroristas contra objetivos occidentales.

A las viudas de mártires de la yihad se les conoce como ‘viudas negras’, un nombre que originó por un grupo de terroristas suicidas femeninas procedente de Chechenia. Se dieron a conocer con la toma de rehenes en 2002 y su nombre se debe a que la mayoría eran viudas de combatientes chechenos.

Na foto da propaganda islamofóbica, uma víuva mártir terrorista nua  é profundamente inacreditável.

 

Hayat Boumeddiene sempre foi considerada namorada de Amedy Coulibaly, e não esposa do francês que matou uma policial e quatro pessoas no atentado ao supermercado judeu em Paris
Hayat Boumeddiene sempre foi considerada namorada de Amedy Coulibaly, e não esposa do francês que matou uma policial e quatro pessoas no atentado ao supermercado judeu em Paris

Publica revista Exame: Hayat Boumeddiene, a namorada de Amedy Coulibaly, terrorista que matou uma policial e quatro pessoas no atentato ao supermercado judeu em Paris, estaria na Síria, segundo informações obtidas pelo jornal francês Le Monde.

Segundo a publicação, uma fonte altamente influente relatou que uma mulher “que se assemelha fortemente à Hayat Boumeddiene e usou seu passaporte” voou de Madri a Istambul, na sexta-feira, dia 2 de janeiro, acompanhada por um homem.

Esse acompanhante de Hayat seria irmão de um homem conhecido por ter prestado serviços à inteligência francesa.

De acordo com informações do serviço de inteligência turco passadas à fonte consultada pelo Le Monde, Hayat teria chegado na fronteira turco-síria na quinta-feira, 8 de janeiro, e nunca teria usado o seu bilhete de retorno a Paris, que estava marcado para o dia 09 de janeiro.

Hayat tem 26 anos e é casada religiosamente, mas não civilmente, com Amedy Coulibaly desde 2009. [Amedy Colibaly e os dois outros franceses que participaram da chacina ao Charlie Hebdo foram mortos pela temida polícia francesa.

Ligações entre os ataques

Segundo as investigações, Izzana Hamyd, esposa de Chérif Kouachi, um dos franceses responsáveis pelo ataque ao jornal Charlie Hebdo, falou mais de 500 vezes com Hayat Boumeddiene por telefone em 2014.

Essa é uma das razões pelas quais a polícia está atrás dela, para tentar concluir qual era a relação entre os dois casais.

 

O ‘Charlie Hebdo’ voltou às bancas com a “irreverência” dos seus melhores e piores momentos

por Francisco José Viegas

 

tapete 2

 

A eurodeputada Ana Gomes, por exemplo, acha que o jornal satírico fez mal em utilizar de novo a imagem do profeta Maomé, porque isso ofende os muçulmanos. Há uma longa lista de coisas que ofendem os muçulmanos mais radicais, os judeus mais fundamentalistas e os cristãos mais conservadores. Proteger uns e não proteger outros seria uma injustiça sem perdão, de modo que é melhor não fazer nada que ofenda seja quem for, o que nos levará a um beco sem saída onde estaríamos todos esquizofrénicos, a vigiar o parceiro do lado. O problema está em criminalizar as ofensas e em ocupar o espaço público com essa esquizofrenia. Para o ano, por exemplo, não haverá Natal – porque isso ofende muçulmanos e deixa judeus indiferentes.

Citação do dia

“Primeira lição: o terrorismo jihadista está dentro da Europa, não vem de tapete voador.”

Rui Pereira, ontem, no CM

 

‘Yo no soy Charlie’: la viuda de Charb denuncia la hipocresía después del asesinato de su marido

Viúva

 

La viuda del caricaturista Charb (Stéphane Charbonnier) de Charlie Hebdo ha denunciado la hipocresía de la gente que está usando pancartas que dicen “Je suis Charlie”.

Ha recordado a la prensa que la gente no hizo nada cuando acusaron a su esposo y a las otras víctimas de ser islamófobas y racistas.

“Necesitaban de las donaciones para sobrevivir. Fueron criminalizados. Nuestra república es culpable, esta matanza podría haber sido evitada si hubiéramos mostrado algo de solidaridad. La pregunta es, ¿por qué no pasó?

Yo lo amaba por quien era. Un hombre que estaba dispuesto a morir por sus ideales. ¿Cuántos de esos hombres conocen? No necesito saber nada más. Que encarcelen a los terroristas y es el fin. No tengo que saber nada de su pasado y de su niñez. No necesito escuchar excusas sobre los verdugos que matan inocentes.

Charb sabía que iba a morir y hablamos frecuentemente de dejar Francia. Me arrepiento de no haberlo podido convencer que nos fuéramos.

Que se burló de las amenazas era una mentira. Nunca se burló. Era un soldado de la libertad de expresión.

Vivía con miedo de que fuera a ser ejecutado como Theo Van Gogh en Amsterdam.”

Van Gogh, un cineasta holandés, fue apuñalado en Amsterdam en 2014. Veja vídeo

Charb, le 2 novembre 2011.

cartaz charb

Paul Craig Roberts: “Ataque contra ‘Charlie Hebdo’ fue una operación de falsa bandera”

Craig

El exsubsecretario del Tesoro de EE.UU., Paul Craig Roberts, asegura que el ataque terrorista contra la sede de ‘Charlie Hebdo’ en París fue una operación de bandera falsa “diseñada para apuntalar el estado vasallo de Francia ante Washington”.

“Los sospechosos pueden ser tanto culpables como chivos expiatorios. Basta recordar todos los complots terroristas creados por el FBI que sirvieron para hacer la amenaza terrorista real para los estadounidenses”, escribió Roberts en un artículo publicado en su sitio web.

El politólogo afirmó que las agencias estadounidenses han planeado las operaciones de falsa bandera en Europa para crear odio contra los musulmanes y reforzar la esfera de influencia de Washington en los países europeos.

“La Policía encontró el carnet de identidad de Said Kouachi en la escena del tiroteo [cerca de la sede de ‘Charlie Hebdo’]. ¿Les suena familiar? Recuerden que las autoridades afirmaron haber encontrado el pasaporte intacto de uno de los presuntos secuestradores del 11-S entre las ruinas de las torres gemelas. Una vez que las autoridades descubren que los pueblos occidentales estúpidos van a creer cualquier mentira transparente, van a recurrir a la mentira una y otra vez”, dijo Roberts.

El anuncio de la Policía del hallazgo del carnet claramente apunta a que “el ataque contra ‘Charlie Hebdo’ fue un trabajo interno y que las personas identificadas por la NSA como hostiles a las guerras occidentales contra los musulmanes van a ser incriminadas por un trabajo interno diseñado para devolver a Francia bajo el pulgar de Washington”, dijo el politólogo.

Asimismo, Roberts dijo que la economía francesa está sufriendo por las sanciones impuestas por Washington contra Rusia. “Los astilleros se ven afectados al no poder entregar los pedidos rusos debido a la condición de vasallaje de Francia ante Washington”, explicó y agregó que “otros aspectos de la economía francesa están siendo impactados negativamente por las sanciones que Washington obligó a sus Estados títeres de la OTAN a aplicar contra Rusia”.

 

 

UJS rechaça comportamento da mídia brasileira no caso Charlie Hebdo

A UJS emitiu uma nota, na tarde desta quinta-feira (8) em solidariedade ao jornal francês Charlie Hebdo e em rechaço à imprensa brasileira que tenta, a todo custo, distorcer o fato e usar uma tragédia em benefícios próprios, ao manipular informações de modo a direcionar a opinião pública contra a democratização dos meios de comunicação no Brasil.

Crítica ao sistema bancário, em  2011, com a mensagem %22A Europa é governada pela banca%22 como título e Hitler a exclamar %22Que idiota, eu devia era trabalhar no BNP%22 (o BNP é um banco francês com sede em Paris, um dos maiores da Europa)
Crítica ao sistema bancário, em 2011, com a mensagem “A Europa é governada pela banca”, como título, e Hitler a exclamar “Que idiota, eu devia era trabalhar no BNP” (o BNP é um banco francês com sede em Paris, um dos maiores da Europa)
Quando se soube do escândalo sexual de François Hollande, que teria uma amante há vários anos, o jornal resolveu mostrar os genitais do líder do país
Quando se soube do escândalo sexual de François Hollande, que teria uma amante há vários anos, o jornal resolveu mostrar os genitais do líder do país

 

Je suis Charlie 

 

A União da Juventude Socialista manifesta publicamente o seu rechaço ao ataque a sede e ao assassinato dos membros do jornal francês Charlie Hebdo. Consideramos este um ataque a pluralidade de opiniões que o periódico representa de maneira altiva desde os anos 70.

Tais ataques servem somente para reforçar os sentimentos de intolerância quanto às diferenças políticas e ideológicas presentes na nossa sociedade em especial a ultra direita francesa e européia.

Ao mesmo tempo condenamos também, a utilização da tragédia por parte dos setores conservadores e de direita para reforçar seu discurso anti-semita, xenófobo e anti-imigrante. É importante frisar que este é um ataque, sobretudo à esquerda francesa e européia que tinha no Charlie Hebdo um instrumento de debate e luta junto à sociedade contrapondo visões conservadoras sempre em defesa da democracia.

Da mesma forma a mídia brasileira responde a esse ato ao seu velho estilo: a manipulação! Aqui os grandes meios de comunicação, controlados por oito famílias, se apresentam como paladinos da liberdade e caracterizam os atos como um ataque a uma etérea e vaga liberdade de imprensa.

Diante disso buscam associar movimentos que lutam, aqui, por uma imprensa livre e democrática, tal qual o Charlie Hebdo na França, a ações extremistas contrárias à liberdade de imprensa. Porém, a fachada democrática construída pelo PIG esconde o medo de movimentos e ações democratizadoras nos meios de comunicação brasileiros.

A União da juventude Socialista defende uma sociedade plenamente democrática, socialmente justa, desenvolvida e soberana. Por isso, defendemos o fim do monopólio midiático e a possibilidade de que as vozes do povo brasileiro manifestem-se em igualdade de condições.

Realizamos o ato na Editora Abril [às vésperas das eleições presidenciais, contra a capa da revista Veja] para revelar o caráter golpista desse e dos grandes veículos de comunicação deste país. Realizamos o ato na Editora Abril para revelar o seu compromisso histórico com os regimes autoritários que impuseram as mais cruéis formas de opressão ao povo brasileiro.

Que o exemplo de luta dos companheiros do Charlie Hebdo inspire a juventude, os movimentos sociais, as forças democráticas, todos os cidadãos honestos do Brasil e do mundo a lutar pela democracia e pela paz.

Por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, toda uma vida de combate!

Je Suis Charlie! [Eu sou Charlie, em francês]

 

jornalaismo baroes midia

O pensamento único dos monopólios é a pior censura. A imprensa livre só é possível com a democratização dos meios

Na França, a extrema-direita quer tirar proveito da chacina da revista Charlie Hebdo.

Ex-companheira de redação dos jornalistas mortos, Caroline Fourest afirma, indignada: “Não têm porquê levar o caixão, quando se sabe quantos pregos eles tentaram empurrar quando Charlie estava `vivo”.

O mesmo acontece no Brasil, quando se pretende criticar o projeto de regulamentação da mídia, omitindo que os maiores inimigos da liberdade de imprensa são os monopólios da mídia. Que promovem a censura do pensamento único.

Rachel Sheherazade, jornalista do SBT, compara a Veja, uma revista da direita, com Charlie Hebdo, um veículo de esquerda. É muito cinismo de Sheherazade, versão cabocla da neofascista e racista Marine Le Pen.

Meme do blogue Homem Culto, que tem como lema "Não deixe que um professor comunista adote seu filho. Intervenção militar já"
Meme do blogue Homem Culto, que tem como lema “Não deixe que um professor comunista adote seu filho. Intervenção militar já”

 

Estranha comparação

por Maíra Streit, do Portal Fórum

O ataque à sede do periódico francês Charlie Hebdo, ocorrido na última quarta-feira (7), chocou o mundo. Ao todo, 12 pessoas morreram; entre elas, quatro dos mais brilhantes cartunistas da atualidade. A ação, classificada pelo governo do país como “terrorista”, teria sido motivada pelas sátiras religiosas publicadas pelo jornal, que desagradaram alguns muçulmanos ao fazerem referência ao profeta Maomé.

Muitos profissionais da imprensa manifestaram solidariedade e consternação diante do episódio. A jornalista Rachel Sheherazade, porém, aproveitou a ocasião para estabelecer uma estranha comparação.

Em comentário feito na rádio Jovem Pan e divulgado em seu blogue pessoal, a apresentadora do SBT Notícias afirmou que falta liberdade de imprensa no Brasil, fazendo uma associação entre o revolucionário Charlie Hebdo e a revista Veja. “Há poucos veículos resistentes e independentes. É o caso da revista Veja”, enfatizou, ao citar a matéria em que a publicação acusou os petistas Lula e Dilma Rousseff de terem conhecimento sobre casos de corrupção na Petrobras e por isso, segundo ela, a editora Abril teria sofrido retaliações. “No Brasil, o maior temor da imprensa livre não são os radicais islâmicos, mas os radicais da esquerda”.

Sheherazade não parou por aí. A jornalista, conhecida por suas opiniões conservadoras, disse que a presidenta Dilma não foi ‘coerente’ ao lamentar, em nota oficial, o ataque. “A mesma mandatária que defendeu a liberdade de expressão na França apóia um projeto de regulação da mídia no Brasil, que pode restringir a liberdade de expressão e até evoluir para uma futura censura dos meios de comunicação”, destacou.

Do lado oposto ao representado por Sheherazade, movimentos sociais defendem que a regulação econômica da mídia, anunciada pela presidenta, poderá pôr fim à concentração de poder da imprensa nas mãos de poucas famílias e, assim, garantirá mais diversidade de programação e uma real representatividade da população brasileira nos meios de comunicação.

 

Pour «Charlie», voir le Front serait un affront

 

Pour «Charlie», voir le Front serait un affront (DR)
Pour «Charlie», voir le Front serait un affront (DR)

por Matthieu ECOIFFIER et Laure EQUY / Libération

L’hebdo a toujours dénoncé le parti d’extrême droite, dont la présence à la manifestation fait polémique.

Le Front national présent dans la marche de dimanche au milieu des pancartes noires «Je suis Charlie» ? Une perspective impossible pour les auteurs et lecteurs de l’hebdo qui bouffe du facho depuis sa création. Mercredi, avant l’irruption des terroristes, «pendant la conférence de rédaction, on a eu un débat sur Houellebecq. Cabu a dit qu’il était révolté par ce livre qui sert la soupe au FN», confiait vendredi Laurent Léger en marge de la première réunion de l’équipe de Charlie Hebdo à Libé. Et ce journaliste d’investigation, rescapé de la tuerie, de rappeler que «le FN n’a jamais défendu les valeurs humanistes, de liberté et de solidarité de Charlie. Ce n’est pas un parti républicain. On a toujours été leur cible. Pour le FN, vouloir défiler dimanche c’est de la récup».«Chez nous, le FN n’est pas le bienvenu. Mais on ne fait pas le service d’ordre de la manif», lâche Gérard Biard, red-chef de Charlie.«On ne fait pas de politique», coupe Richard Malka, leur avocat. Le dessinateur Jul, appelle, lui, à «respecter la sphère de l’autre» : «Il y a le deuil des familles, des gens de Charlie, des amis, des lecteurs et ensuite de la France. Chacun à son niveau doit respecter la sphère de l’autre.»

«Pestiférés». Le politologue Jean-Yves Camus, spécialiste de l’extrême droite, sait bien que les dessinateurs tués à Charlie Hebdo mercredi «auraient été très opposés à une manif avec le Front». Lui veut bien marcher «à côté d’électeurs du FN qui auraient été vraiment touchés par ce qui s’est passé : il ne faut pas leur donner le signal qu’ils sont des pestiférés de la République», prévient le politologue, qui collabore de temps en temps à l’hebdo.

Autre compagne de route de Charlie Hebdo, Caroline Fourest s’indigne de la posture «victimaire» de Marine Le Pen : «Elle a tenté de faire de son caprice un martyr national au lendemain de la mort de mes camarades.» «Ils ne sont pas obligés de se battre pour porter le cercueil quand on sait combien de clous ils ont tenté d’y enfoncer quand Charlie était “en vie”», assène l’essayiste.

On serait curieux d’imaginer comment Cabu, Charb et leur bande caricatureraient le FN furieux de ne pas marcher avec les autres pour la liberté de la presse et la République. Un Jean-Marie Le Pen, gueule patibulaire et chemise brune, comme le croquait Cabu ? Et sa fille dessinée par Charb en merde fumante, comme sur cette une de 2012 portant le titre «la candidate qui vous ressemble» ? Affiche qui a valu un procès à l’hebdo. Certes, Marine Le Pen a dénoncé l’incendie des locaux de Charlie en 2011 – «une atteinte à la liberté de la presse» – et son père, en 2007, reconnaissait, à propos des caricatures de Mahomet, qu’on «ne [pouvait] pas condamner des gens qui usent de leur liberté».

«Gourde». Le Front national a l’humour sélectif, le parti ou ses filiales ayant porté plainte pour diffamation ou injure contre Charlie Hebdo à une dizaine de reprises au moins. L’ancien maire FN de Toulon, Jean-Marie Le Chevalier, a attaqué plusieurs fois le journal en justice, tout comme Mme et M. Mégret, piqués d’avoir été traités de «gourde» et de «petit rat», procès gagné par Charlie. En 1996, l’hebdo avait en revanche été condamné pour avoir qualifié Marie-Caroline Le Pen, la sœur de Marine, de «chienne de Buchenwald».

Charlie Hebdo, depuis sa création, s’amuse à mordre les chevilles des Le Pen et de leur clique. En 1998, le journal avait fait un bon coup en chipant au parti d’extrême droite, alors en pleine guerre entre Jean-Marie Le Pen et Bruno Mégret, la marque «Front national», en la déposant à l’Institut national de la propriété intellectuelle. Deux ans plus tôt, Cavanna, Val, Charb et les autres avaient lancé un appel à «dissoudre le Front national, cette ligue dont le but politique est de faire disparaître la République». La pétition avait recueilli plus de 17 300 signatures.
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Rachel Sheherazade 2