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Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo

por Lara Ferin

Svitalsky Bros

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Apenas uma pequena fração dos 240 mil milhões de euros que fazem parte do resgate total da Grécia encontrou o seu caminho para os cofres do governo.

Uma grande parte do dinheiro foi para os bancos que disponibilizaram fundos para Atenas. O país foi forçado a reduzir drasticamente o seu défice, pressionando os pensionistas e reduzindo o salário mínimo.

Mas vamos a contas, estas feitas pelo The Guardian: 34 mil milhões de euros foram as medidas que tiveram de ser tomadas para a renegociação da dívida.

Quase 20% do dinheiro foi utilizado para salvar os bancos privados. Aqui somam-se 48.2 mil milhões para salvar os bancos gregos, que tinham sido forçados a assumir perdas, enfraquecendo a sua capacidade de se proteger e depositantes.

Apenas 10%, aproximadamente 24 mil milhões de euros, serviu para ajudar o governo grego, uma vez 140 mil milhões de euros serviram para pagar dívida e juros.

O país está a viver uma “ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, afirma o sociólogo económico Wolfgang Streeck, sublinhando que a vaga de paralisações “é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão”. In Esquerda Net

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“Este ano, a maior economia da Europa está prestes a bater um novo recorde de greves, com todos os trabalhadores – desde os maquinistas aos professores de jardins de infância e creches e trabalhadores dos correios – a promoverem paralisações nos últimos tempos. Esta onda de greves é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão’”, assinala Wolfgang Streeck num artigo publicado no Guardian.

“Os sindicatos das prósperas indústrias de exportação não são os únicos que estão em greve nos dias de hoje”, refere o sociólogo económico, exemplificando com as paralisações nos serviços domésticos, especialmente no setor público, que aparentam “ter vindo para ficar”.

Lembrando que “a concorrência internacional já não é apenas sobre a quota de mercado, mas também sobre o emprego”, o que veio, por exemplo, condicionar a ação dos sindicatos metalúrgicos, Wolfgang Streeck assinala que a contestação deslocou-se para os serviços, já que, neste caso, “a exportação do trabalho é mais difícil”.

O sociólogo refere também que “os empregadores públicos, na prossecução da consolidação orçamental, romperam o peculiar regime de contratação coletiva do setor público da Alemanha” que assegurava, no essencial, os mesmos aumentos salariais anuais para todos os trabalhadores. Por outro lado, Wolfgang Streeck aponta que várias ocupações – incluindo a dos maquinistas, professores e trabalhadores dos correios – deixaram de ser reguladas pela legislação específica da Função Pública.

“Além disso, a privatização progressiva dos serviços públicos, combinada com o desemprego e a de-sindicalização que veio com o mesmo, colocou cada vez mais os salários do sector público sob concorrência, levando a problemas até então desconhecidos para os sindicatos, desencadeados por aquilo que rapidamente se estava a tornar num sistema de dois níveis salariais”, avança.

Outro desenvolvimento que, segundo o sociólogo, contribuiu para o conflito laboral tem a ver com o surgimento de novas ocupações, especialmente as relacionadas com a educação dos filhos e cuidados com os idosos. Estes trabalhadores são mal pagos e precários, não obstante “a retórica do Governo sobre a indispensabilidade e a virtude moral do seu trabalho”, vinca Wolfgang Streeck.

A somar a estes fatores surge a forma como o patronato se serve do progresso tecnológico para exercer pressão sobre ocupações anteriormente privilegiadas, como pilotos de avião, controladores de tráfego aéreo e maquinistas, pondo em causa direitos já conquistados.

“Tudo isto resulta numa ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, salienta o sociólogo económico alemão.

A par da deterioração das condições de trabalho, da perda de rendimentos e dos cortes nos serviços públicos e prestações sociais a que é sujeita a maioria das famílias, os salários dos gestores de topo crescem “especialmente, mas não exclusivamente, na área financeira”, refere Streeck, que assinala um aumento das desigualdades salariais.

“O sistema de fixação dos salários alemã está a aproximar-se de uma condição de ausência de normas, semelhante ao que a Grã-Bretanha experimentou na década de 1970. À época, o sociólogo John Goldthorpe Oxford diagnosticou um estado de anomia laboral: uma ausência fundamental de consenso sobre os princípios legítimos de distribuição entre capital e trabalho, bem como entre grupos de trabalhadores”, afirma.

Segundo Wolfgang Streeck, “o governo alemão, com o seu ministro do Trabalho social-democrata, está a tentar suprimir a vaga de conflitos laborais reduzindo o direito de organização e de greve, ilegalizando as greves de sindicatos setoriais – como os maquinistas”.

“Mas isso irá falhar, muito provavelmente no Tribunal Constitucional e, certamente, na prática, num mundo em que a estrutura das empresas e sectores não é mais favorável ao sindicalismo que se baseia na doutrina ‘um local de trabalho, um sindicato’, e onde os maquinistas, pilotos e outros vão sentir-se no direito de se defender, se necessário, entrando em greve, diga a lei o que disser”, remata.

por Eduardo Guimarães

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O grupo venezuelano autointitulado “Victimas de las guarimbas” reúne familiares de vítimas dos protestos organizados pela oposição venezuelana no ano passado, sob a batuta de Leopoldo Lopez, Antonio Ledezma e a deputada Maria Corina Machado. Os três declararam, publicamente, que o objetivo dos protestos era o de derrubar o governo. Veja vídeos 

Os protestos de rua de 2014 na Venezuela, equivalentes das “jornadas de junho” de 2013 no Brasil, tiveram início em 4 de fevereiro do ano passado na cidade de San Cristobal, no Estado Táchira.

A diferença entre os protestos brasileiros e os venezuelanos, porém, foi o nível de violência. Enquanto, aqui, houve apenas uma morte – um cinegrafista da tevê Bandeirantes foi atingido na cabeça por um rojão disparado por um manifestante contrário ao governo Dilma –, na Venezuela foram 43 mortos, dos dois lados em conflito.

A trinca de líderes daqueles movimentos (Lopez, Ledezma e a deputada Corina Machado) reuniu ao menos dois participantes da fracassada tentativa de golpe de Estado em 2002: Lopez e Ledezma.

Assim como ocorrera 12 anos antes, a oposição venezuelana apelou à violência para tentar retomar o poder. A diferença é que, em 2014, houve uma tática de estender a tentativa de golpe por meses em vez de tentar uma cartada só.

Ao longo dos protestos de 2014 na Venezuela, milícias antigovernistas apelaram para bloqueios das ruas com barricadas, ataques com coquetéis molotov contra prédios públicos e privados, assassinatos nas ruas com uso de franco-atiradores, incêndios ônibus do transporte público etc.

O saldo das ações da guerrilha oposicionista foi de 43 mortos – sendo, metade, composta, em maioria, por policiais – e 800 feridos. Os policiais foram, quase todos, mortos por franco-atiradores do grupo liderado por Lopez, Ledezma e Machado.

Ao fim do ano passado, as prisões de Lopes e Ledezma – então prefeito de Caracas – conseguiram pôr fim à violência. Naquele momento, surgiu o grupo de “Victimas de las Guarimbas”. O que seja, um grupo formado por familiares e amigos dos mortos e feridos daquele processo.

O termo “guarimba” foi cunhado na Venezuela para referir-se a ações de guerrilha, emboscadas. Surgiu durante a ditadura de Marcos Perez Jimenez (1952-1953). À época, a resistência à ditadura, organizada por membros do partido comunista venezuelano, utilizava táticas como a que se viu no ano passado.

Senadores brasileiros exigem a libertação de presos políticos responsáveis pela morte de 43 pessoas e 878 feridos  

Leopoldo López no comando de uma guarimba

Leopoldo López no comando de uma guarimba

Pouco antes da visita à Venezuela de senadores brasileiros de oposição ao governo Dilma Rousseff, o Comitê de Victimas de las Guarimbas divulgou nota de repúdio à iniciativa devido ao fato de que os oposicionistas brasileiros se recusaram a ouvir, também, suas razões.

Confira, abaixo, a íntegra da nota

Ante a visita que realizarão a nosso país alguns representantes da Comissão de Senadores da República Federativa do Brasil, encabezada pelo ex-candidato presidencial e senador Aécio Neves, as vítimas e familiares de vítimas dos atos de violência política que ocorreram na Venezuela no ano de 2014, comunicamos o seguinte:

Rechaçamos que esses senadores brasileiros advoguem pela libertação dos antores materiais e intelectuais dos atos de violência política que ocorreram em nosso país durante os meses de fevereiro a junho de 2014, especialmente de Leopoldo López e outros dirigentes políticos que promoveram o plano insurrecional “A Saída”, que gerou a morte de 43 pessoas e 878 feridos.

Condenamos a intromissão dos representantes da Comissão de Senadores da República Federativa do Brasil, encabeçada pelo ex-candidato presidencial e senador Aécio Neves, que busca promover a impunidado para os responsáveis por tão graves acontecimentos.

Exigimos que não continuem usando o tema “direitos humanos” como instrumento político para tentar justificar e legitimar atos que constituem verdadeiros atos de violência e delitos, e que não tentem “invisibilizar” as vítimas da violência instigada politicamente por setores radicais da oposição venezuelana.

Solicitamos a essa Comissão de Senadores do Brasil que aceite uma reunião com as vítimas e familiares de vítimas que este Comitê reúne para conhecerem os testemunhos de todas as famílias afetadas por atos delitivos.

Exortamos as autoridades do Estado venezuelano a rechaçarem as pressões que por diversas vias intentam gerar, e a manterem-se firmes em sua vontade de fazer justiça para as vítimas e deo penalijzar a todas as pessoas envolvidas nos lamentáveis acontecimentos, incluindo Leopoldo López e Daniel Ceballos.

Em Caracas, aos 17 dias do mês junho de 2015.

Delegación brasileña repudia acciones injerencistas 

 

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Caracas/ Ciudad CCS – La Delegación de la República Federativa de Brasil de visita en Venezuela rechaza las pretensiones injerencistas e intervencionistas de senadores brasileños que arribaron ayer al país con intenciones de visitar al dirigente de la ultraderecha Leopoldo López.

La referida comisión está conformada por el profesor de Derecho de la Universidad de Minas Gerais, Brasil, José Luiz Quadros Magalhaes; el presidente del Sindicato de Periodistas de Minas Gerais, Kerison Lopes, y el periodista bloguero, Miguel Rosario, quienes llegaron a la Patria para alzar su voz y traer la verdad sobre la visita, no solicitada, de quien encabeza el grupo de senadores, Aécio Neves.

“Verdaderamente es una injerencia, una intervención indebida de la comisión de senadores de la derecha brasilera en asuntos internos de Venezuela”, opinó Lopes durante una entrevista concedida a Ciudad CCS.

Reflexionó cuál sería la postura del Gobierno de Estados Unidos si de injerencismo se trata, en caso de que una delegación extrajera llegase a visitar el centro de detención de Guantánamo. Calificó de ilegal la visita de Neves, convidada por la derecha venezolana.

Lopes aseveró que Neves, quien fue gobernador de Minas de Gerais en Brasil “no tiene moral para hablar de libertad”, dijo que cuando ejerció su cargo censuró a periodistas contra la libertad de expresión.

Al respecto, el profesor Quadros coincidió en que la acción del grupo de senadores es una injerencia porque “Venezuela es un estado que tiene instituciones que funcionan muy bien; modernas y democráticas”.

Además, lamentó que las intenciones de ese señor apuntan a un “oportunismo político” y que el escenario actual se basa en una ofensiva de la derecha en el mundo.

Comentó que la oposición de América Latina pretende orquestar golpes de Estado contra sus gobiernos locales. Dijo que actualmente se presentan acciones desestabilizadoras en Ecuador, Bolivia, Argentina y Brasil. “El objetivo es un ataque brutal y sistemático contra los gobiernos de izquierda a través de guerras psicológicas”.

Instó a los pueblos del mundo a comprender que estas acciones imperiales son contra países en pleno desarrollo.

NEVES NO REPRESENTA A BRASIL

En ese sentido, el periodista Miguel Rosario apuntó que es evidente que un senador de derecha quiera venir al país a pretender apoyar a sectores de oposición. “Un senador de oposición no representa el Gobierno de Brasil” y menos a un país hermano de Venezuela.

Indicó que Neves no posee las funciones constitucionales de hacer política externa.

Rechazó que el presidente del Senado Federal de Brasil, Renan Calheiros, intercediera para que el gobierno local le prestara un avión para trasladar la comitiva hasta Venezuela. Aseguró que Aécio Neves “dijo que era un viaje de derechos humanos, acciones humanitarias”.

La delegación está de acuerdo en que la llegada de Neves “es una payasada, su actitud es de injerencia no tan intervencionista porque representan un sector de Brasil”.

UN TEATRO MEDIÁTICO

Con respecto a la situación ocurrida en la autopista Caracas-La Guaira a la llegada de Neves, tergiversada por la derecha, Quadros señaló que se trata de una acción de “teatro, es una matriz de opinión”.

Rosario dijo que “si se tratase de una manifestación” el Gobierno Bolivariano no intercedería por ser un Estado democrático y que sería una concentración de paz que busca exigir respeto ante agresiones de la derecha internacional.

Ante esto, Rosario convocó al pueblo venezolano y a los del mundo a “estar en la obligación de defender las conquistas revolucionarias mediante la movilización”.

Lopes reiteró que, en nombre de la delegación brasilera, exigen respeto para la Patria y para los países de América Latina.
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Por otra parte, calificaron de excelente la reciente visita, a ese país, del presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello. Dijo que eso es la continuidad del legado del Comandante Hugo Chávez.

 

 

O governo Dilma Rousseff deu demasiado apoio aos senadores direitistas que foram pregar a guerra civil na Venezuela. Cedeu um avião da Aeronáutica com toda mordomia a bordo. E apoio da Embaixada do Brasil em Caracas. Além de seguranças.

O Brasil tem que respeitar a soberania doutros países, notadamente quando governados por presidentes eleitos pelo voto direto.

Na Venezuela e no Brasil, qualquer cidadão que pregue uma revolução e, principalmente, com intervenção militar estrangeira, deve ser preso. Esses golpistas, quinta-colunas nos Estados Unidos são classificados como terroristas, presos e levados para prisões secretas espalhadas por vários países vassalos.

Câmera filma interior do ônibus dos senadores e mostra o “cagaço tucano”

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Veja vídeo aqui

Gobierno de Rousseff asegura que la misión parlamentaria tenía apoyo oficial

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Los senadores brasileños que intentaron ayer visitar a opositores venezolanos presos y que fueron rodeados por partidarios del Gobierno de Caracas que protestaban por su presencia en Venezuela, reclamaron hoy que el Ejecutivo de Brasil denuncie la “falta de libertades” en Venezuela ante el Mercosur y la Unasur, informa EFE.

La mayoría de los miembros de la misión pertenecen al Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y a otros de la oposición a la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, aunque también estaba el senador Ricardo Ferraço, del oficialista Partido del Movimiento Democrático (PMDB) del vicepresidente brasileño, Michel Temer.

“Vamos a exigir una posición dura del Gobierno brasileño y, si no la hubiera, desde el punto de vista político y parlamentario vamos a impulsar la respuesta necesaria en defensa de la democracia”, dijo a los periodistas el senador y excandidato presidencial Aécio Neves, al llegar a Brasilia procedente de Caracas.

El opositor Neves encabezó la misión parlamentaria que viajó ayer jueves a la capital venezolana, pero no pudo ir mucho más allá del aeropuerto de Maiquetía, situado a unos 30 kilómetros de Caracas.

Los senadores aseguran que la camioneta que les trasladaba fue bloqueada por simpatizantes del Gobierno del presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, que rodearon el vehículo y llegaron a golpear los cristales con modos amenazadores, lo que mostraron en vídeos que publicaron en la internet.

“Fuimos recibidos por la intolerancia de un régimen que no admite posiciones contrarias”, dijo Neves en Brasilia, y apuntó que, “si había alguna duda de que hay una escalada autoritaria en ese país, esa duda ya no existe”.

El senador Aloysio Nunes, quien también formó parte de la misión que viajó a Caracas y preside la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara Alta, dijo que exigirá al Gobierno brasileño que la “agresión” sufrida por los parlamentarios se denuncie al Mercosur y la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur).

Los incidentes ocurridos en los alrededores del aeropuerto de Maiquetía motivaron una fuerte reacción del Gobierno brasileño, que, en una nota oficial divulgada anoche, considera “inaceptables los actos hostiles contra parlamentarios brasileños”.

En el comunicado, el Gobierno de Rousseff asegura que la misión parlamentaria tenía apoyo oficial, hasta el punto de que se trasladó a Venezuela en un avión de la Fuerza Aérea Brasileña y fue asistida de forma permanente por la Embajada del país en Caracas.

La nota añade que, “a la luz de las tradicionales relaciones de amistad entre los dos países, el Gobierno brasileño solicitará al Gobierno venezolano, por los canales diplomáticos, un esclarecimiento debido de lo ocurrido”. EFE

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A mídia brasileira realiza campanha de ódio. Em ato pró-Aécio, convocado por dirigentes do PSDB no dia 26 de outubro último,  Fernão Lara Mesquita, dono do jornal “O Estado de S. Paulo”, caminhou pelas ruas de São Paulo com o cartaz: “Foda-se a Venezuela”

A mídia brasileira realiza campanha de ódio. Em ato pró-Aécio, convocado por dirigentes do PSDB no dia 26 de outubro último, Fernão Lara Mesquita, dono do jornal “O Estado de S. Paulo”, caminhou pelas ruas de São Paulo com o cartaz: “Foda-se a Venezuela”

Um dos integrantes da comitiva, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), já chegou a ter o mandato cassado pela Justiça quando foi governador

Senadores brasileiros liderados por Aécio pretendem ‘salvar’ a Venezuela [Para pronta entrega aos Estados Unidos]

Senadores brasileiros liderados por Aécio pretendem ‘salvar’ a Venezuela [Para pronta entrega aos Estados Unidos]

Pragmatismo Político – O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), trata sua ida à Venezuela como uma missão política e diplomática, para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Esta foi a mensagem divulgada por ele em um vídeo publicado em sua página no Facebook pouco antes da viagem.
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Aécio está acompanhado dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC).
“Estamos aqui no Legacy da FAB (…) embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades da democracia, libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela”, diz Aécio.
Por volta de 14h30 (horário de Brasília), o PSDB informou, via Twitter, que os parlamentares pousaram em Caracas. “Senadores da oposição já estão em Caracas para visita em solidariedade aos presos políticos do regime bolivariano de Nicolás Maduro. É a primeira vez que autoridades com mandato prestam solidariedade aos presos políticos venezuelanos”, diz a mensagem.
Veto
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Muito se falou durante a semana que a Venezuela havia impedido que o voo da FAB com os senadores oposicionistas brasileiros aterrizasse no país. A versão foi lançada pelo jornal O Globo, que atribuiu culpa ao governo de Nicolas Maduro.
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No entanto, fontes diplomáticas da Venezuela disseram que jamais houve uma negativa para a aterrissagem. A diplomacia afirmou ainda que a solicitação só chegou aos meios oficiais às 12h da última terça-feira, período após o qual foi emitida a autorização para o pouso — como trata-se de aeronave militar, é necessário o aval do governo venezuelano para realizar o deslocamento.
Procurada, a assessoria do senador Aécio Neves afirmou que interpretou como “uma negativa” a falta de pronunciamento do governo Maduro após o pedido de autorização.
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Contradições da viagem
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O jornalista Leandro Fortes questionou as “incoerências” na viagem de Aécio Neves (PSDB) e outros senadores de oposição à Venezuela para tentar conversar com opositores do presidente Nicolás Maduro.
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Para Fortes, a Força Aérea Brasileira (FAB) não é obrigada a ceder uma aeronave para os congressistas, apenas porque receberam um convite de opositores do presidente venezuelano. “Qualquer convite, de qualquer pessoa ou entidade, feito a senadores é oficial? Basta o Zé das Couves chamar a tropa para o churrasco da chácara e a FAB tem que disponibilizar um avião para as autoridades?”, pergunta.
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Fortes lembrou das críticas do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que integra a comitiva oposicionista, que em 2013 pediu informações ao Ministério da Defesa sobre o uso de aviões da FAB por autoridades do governo, entre eles o Alexandre Padilha, da Saúde, então pré-candidato ao governo de São Paulo, para as eleições de 2014.
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“Então, quanto custou aos cofres públicos essa arca de noé de lobos e coiotes montada para salvar a democracia venezuelana? Quanto custa cada diária paga pelo Senado a esses heroicos guerreiros da democracia? O combustível do Legacy? As diárias da tripulação?”, questiona.
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“Salvadores” da Venezuela

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Chama a atenção também o fato de vários dos senadores brasileiros que integram a comitiva para ‘salvar a democracia’ na Venezuela terem histórico de envolvimento em escândalos de corrupção e cerceamento da imprensa no Brasil. Tais incoerências estimulam o questionamento sobre quais são as verdadeiras intenções dos supracitados parlamentares brasileiros ao embarcarem rumo à Venezuela.
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José Agripino Maia (DEM-RN), por exemplo, é atualmente investigado pela Operação Sinal Fechado. Ao comentar a viagem, o parlamentar escreveu que o Brasil tem a “obrigação” de se posicionar contra a violação dos direitos humanos e a ausência de liberdade de expressão no país vizinho. A família de Agripino Maia é dona da TV Tropical e de várias emissoras de rádio no Rio Grande do Norte.
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O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), por sua vez, teve o mandato cassado na época em que era governador do estado da Paraíba. Hoje, Cássio é o líder do PSDB no Senado Federal. Embora tenha se candidatado e perdido a eleição para o governo da Paraíba em 2014, Cássio goza de apoio uníssono na imprensa local.
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O ruralista Ronaldo Caiado (DEM-GO) é acusado de ser financiado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.
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O próprio Aécio Neves (PSDB-MG), líder da comitiva que viajou à Venezuela, se mostrou indignado com o cerceamento à liberdade de expressão no país governado por Nicolás Maduro. No período em que governou Minas Gerais, no entanto, o atual senador tucano teve a sua gestão marcada por denúncias de aparelhamento da imprensa (Aécio é dono da rádio Arco íris-Jovem Pan) e perseguição a jornalistas independentes no estado. Foi preciso que a imprensa internacional, através de um documentário, denunciasse o estado de censura que Minas atravessou sob a gestão Aécio. Relembre abaixo:

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Aécio Neves virou garoto propaganda do golpismo na América do Sul. Deseja derrubar os presidentes eleitos do Brasil, Argentina, Equador, Bolívia e Venezuela.

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