Corrupção do governo de Alckmin: meio milhão de paulistas pegaram dengue este ano

Até 27 de julho último, pela contagem oficial, e nada confiável, do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretária Estadual da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, foram confirmados exatos 499.556 casos de infectados pela dengue. Informa o G1: “O número é quase o dobro do que foi registrado durante todo o ano de 2013, quando 201.498 pessoas foram confirmadas da doença. Neste ano, o pico da doença no estado de São Paulo ocorreu em maio, com 175.879 casos”. 2014 foi quando começou o racionamento de água, negado por Alckmin.

Falta a lista dos mortos, que a dengue mata.

Ou melhor dito, a corrupção mata. Que a dengue é doença de lugar que falta saneamento, água, e uma campanha de erradicação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da peste. Remember que José Serra, quando ministro da Saúde de Fernando Henrique, desativou as brigadas mata-mosquitos, criadas por Oswaldo Cruz para acabar com a febre amarela no Rio de Janeiro.

Em 1999, José Serra demitiu quase seis mil mata-mosquitos no Rio de Janeiro. Seis mil pessoas que se viram desempregadas da noite para o dia. Muitas ficaram na miséria. Houve 33 casos de suicídio apenas no Rio. E nos outros Estados?

Brigada contra os mosquitos na campanha de erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro, no início do século
Brigada contra os mosquitos na campanha de erradicação da febre amarela no Rio de Janeiro, no início do século XX

Em São Paulo falta tudo. É o Estado mais rico do Brasil, o maior PIB, mas contabiliza dezenas de anos de desgovernos.

Em São Paulo falta água, e o racionamento leva as populações mais pobres a improvisar reservatórios: tanques, vasos, baldes, bacias, garrafões etc.

Divulga a ONG Dengue Org: “A prevenção é a única arma contra a doença. A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros”. Confira

Em São Paulo falta saneamento. Na Capital de São Paulo existem mais de duas mil favelas sem água, sem luz, sem esgoto… sem nada.

Apesar da classificação de “doença democrática”, por não livrar os ricos, as principais vítimas da dengue são os pobres, que as favelas são campos de emigrantes e lixões.

Favela do Jardim Jaqueline, na Zona Oeste de São Paulo
Favela do Jardim Jaqueline, na Zona Oeste de São Paulo
Isso é uma rua de São Capital. Favela Cantinho do Céu, localizada no Grajaú, na Zona Sul
Isso é uma rua de São Paulo Capital. Favela Cantinho do Céu, localizada no Grajaú, na Zona Sul

Governadores e prefeitos ladrões em 5 anos desviaram mais de 4 bilhões na farsa do combate à dengue

Sempre repito: onde tem dengue tem prefeito ladrão. Prefeitos que não investem em saneamento, que permitem que ruas e calçadas permaneçam esburacadas, com suas poças d`água e esgotos abertos, e não realizam a limpeza das praças, dos parques, dos cemitérios, dos terrenos baldios da agiotagem imobiliária.

Informa o Estadão: De 2010 a 2014, o governo federal gastou ao menos R$ 4,2 bilhões em ações de prevenção e tratamento da dengue, segundo dados inéditos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo com o Ministério da Saúde. No período analisado, o custo da dengue para a pasta aumentou 48% – passando de R$ 613,4 milhões em 2010 para R$ 911,8 milhões em 2014.

O valor do ano passado só não foi superior ao de 2013, quando o País viveu a pior epidemia de dengue da história, com 1,4 milhão de pessoas infectadas e 674 mortes. Naquele ano, a doença custou R$ 1,1 bilhão ao governo federal, elevando as despesas com dengue ao patamar de outros programas estratégicos do ministério, como o de aids, que teve custo de R$ 1,2 bilhão no ano passado, e o Mais Médicos – R$ 1,1 bilhão anuais em 2013 e 2014.

As despesas informadas pela pasta reúnem os principais, mas não todos, os gastos com a dengue. Estão incluídos os valores gastos com internações, verba fixa repassada aos municípios e Estados para ações de prevenção e recursos adicionais exclusivos para a doença. O repasse fixo é usado também para a prevenção de outros problemas, entretanto, segundo o ministério, em média 60% desse valor são destinados a ações contra a dengue.

Não estão incluídos nesses valores, portanto, despesas com a assistência a doentes com quadros mais brandos, que não precisam de internação. Nesses casos, o paciente procura uma unidade de atenção básica, como um posto de saúde ou uma Assistência Médica Ambulatorial (AMA), e as despesas com esses atendimentos entram no repasse geral para atenção básica. Se fosse possível calcular esses valores, os custos com a dengue subiriam ainda mais.

“É preciso lembrar que não é só o Ministério da Saúde que tem gastos com dengue. As prefeituras têm grande despesa porque são as responsáveis por fazer o trabalho direto de prevenção”, explica Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Prevenção

O A. aegypti é escuro e apresenta marcações brancas nas pernas e no corpo, enquanto o Culex apresenta coloração marrom. Além dessas diferenças, os dois mosquitos apresentam hábitos bastante diferenciados em relação aos seus criadouros preferenciais e horários de maior O Culex é o principal vetor da filariose, popularmente conhecida como elefantíase. Fotos Gustavo Resende
O A. aegypti é escuro e apresenta marcações brancas nas pernas e no corpo, enquanto o Culex apresenta coloração marrom. Além dessas diferenças, os dois mosquitos apresentam hábitos bastante diferenciados em relação aos seus criadouros preferenciais e horários de maior O Culex é o principal vetor da filariose, popularmente conhecida como elefantíase. Fotos Gustavo Resende

Foi a área de prevenção e combate à dengue a responsável por elevar os custos do ministério com a doença. Somados os valores do piso fixo de prevenção com os adicionais específicos, houve crescimento de 54% entre 2010 e 2014. De acordo com a pasta, foi graças a esse aumento que ocorreu uma redução de internações pela doença e, consequentemente, dos custos hospitalares com esses pacientes. O número de internações por dengue caiu de 93.934 em 2010 para 35.667 em 2014 – derrubando o custo no período de R$ 31,2 milhões para R$ 11,8 milhões.

Entre 2010 e 2014, 4,4 milhões de brasileiros foram contaminados pela dengue, dos quais 2.544 morreram. Neste ano, até 9 de maio, foram 845,9 mil casos notificados – dos quais 585 tiveram a forma grave da doença – e 290 mortos.

As informações do jornal O Estado de S. Paulo não revelam que as campanhas realizadas são para culpabilizar o povo.

Recomendações do tipo:

* “Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água”. Ninguém guarda pneu velho. Pneu velho é jogado no lixo que fica acumulado nas ruas. Quanto mais suja a cidade, mais peste. Pneu velho serve para ser queimado como protesto nas manifestações populares

* “Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência”. É preciso investir no calçamento de ruas e avenidas. Ruas terraplenadas, cobertas por matagais, também enriquecem as máfias do asfalto. Que asfaltam ruas de mentirinha.

* “Não deixar a água parada nas calhas da residência. Remover folhas, galhos ou qualquer material que impeça a circulação da água”. Qualquer chuvinha alaga ruas. E os esgotos a céu aberto nos bairros pobres, principalmente nas favelas, não incomodam os prefeitos que residem em luxuosos edifícios, coincidentemente construídos por alguma empreiteira das principais obras do município.

* “A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia”. Jarro de flores existe nos palácios do executivo, do legislativo, do judiciário, e nos condomínios de luxo. Desde o aparecimento da dengue, o pobre quebrou o jarro e pisou na fulô.

* “Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água”. Poços artesianos possuem os engarrafadores de água (Na maioria, empresas estrangeiras), os donos de caminhões pipa, as fábricas de bebidas frias e quentes, de soverte, e os edifícios da classe média alta. Em cidades com racionamento d`água, com o serviço de abastecimento privatizado, como acontece hoje em São Paulo, a classe média baixa e os pobres e miseráveis pouca água têm para guardar. A água está mais cara do que a gasolina.

* “As piscinas devem ter tratamento de água com cloro (sempre na quantidade recomendada). Piscinas não utilizadas devem ser desativadas (retirar toda água) e permanecer sempre secas”. Quem tem casa com piscina?  Que prefeito multa ou eleva os impostos dos edifícios fechados?

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Fumacê

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O dinheiro da dengue evapora-se, vira fumaça, quando as prefeituras deveriam realizar a pulverização espacial UBV.

Por que não se faz o necessário e real fumacê, para eliminar os focos do Aedes aegypti nas residências e ruas?

Falta fiscalização dos vereadores, dos promotores públicos, dos ministros dos tribunais de conta, dos procura dores e não acham.

Recife
RECIFE
CAMPINAS
CAMPINAS

Desvio das verbas de Saúde e Saneamento mata. Aumenta o risco de epidemias

BRA_OP porque dengueNo final dos anos 60 e início da década de 70 a noção de contenção é substituída pela “Vigilância Epidemiológica” que pressupõe o alerta constante e o desencadeamento de ações de controle imediatas a fim de circunscrever o problema em sua fase inicial.

As sucessivas alterações da estrutura social, principalmente nos países não desenvolvidos, na conjuntura de crise dos anos 70 propiciaram a reinstalação de muitos problemas cujo controle era tido como satisfatório. Nessa condição incluimos as recentes epidemias de malária, febre amarela silvestre e dengue, que vêm acometendo vários países da América Latina.

Desta forma, a questão das epidemias torna-se mais uma vez presente, pondo em cheque, a maneira habitual de concebê-las e controlá-las.

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No Brasil, prefeitos e governos ficam esperando, de cuia na mão, dinheiro do governo federal, na maioria das vezes desviado, para investir apenas nos programas de saúde pública. Que ninguém investe em Saneamento. Obra enterrada não proporciona boa propaganda, badalada e visível.

Além dos vampiros, temos os traidores do povo que planejam a privatização da Saúde, para enriquecimento dos piratas, notadamente dos rendosos planos de saúde.

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O tráfico e o nióbio roubado de Minas Gerais. Chuva química em Araxá

O nióbio, mais precioso que o ouro, vem sendo roubado em Minas Gerais, e traficado. Basta salientar que apenas o Brasil tem jazidas de nióbio. Mais de 98 por cento. Obviamente, a maior mineradora do mundo está localizada em Araxá, que já foi uma das principais cidades turísticas do Brasil, famosa pelas suas águas medicinais, também, entregues aos piratas. Para se ter uma idéia do que representa o capitalismo selvagem das mineradoras: a rica e bela Araxá do passado fica cada vez mais pobre e feia, e o povo na miséria.

 

A MAIOR MINA DE NIÓBIO DO PLANETA – ARAXÁ

por Edvaldo Tavares (*)

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Ultimamente o nióbio assumiu merecido e importante papel na internet. Internautas bem pouco tempo desavisados passaram a tomar conhecimento deste mineral de nome estranho, chegando alguns a conhecer a sua importância e virtudes estratégicas.
Solo, água e ar contaminados resultam dos poluentes liberados da atuação mineradora da CBMM. Não é necessário ser médico ou especializado na área de saúde ambiental para chegar à conclusão de que dezenas de milhares de toneladas por ano de poeira abundante em suspensão de ferro, tório, chumbo, fosfato e demais minerais é deletéria a saúde.

Agredida por tais minerais estranhos a normalidade do funcionamento do organismo humano e ambiental, a população apresenta aumento de doenças respiratórias juntamente com doenças degenerativas, demência assim como câncer.
Juntamente com os problemas de saúde que afligem os residentes de Araxá, merece ser registrado que indústrias mineradoras, entre as quais a fábrica de ácido sulfúrico da Bunge Fertilizantes distante apenas 4 km do centro da cidade e 1 km do parque ecológico do Barreiro onde está situado o Grande Hotel Tauá, produzem chuva química causando devastação nas plantações e do meio ambiente, flagelando a saúde e o bem-estar da população.

Como pode ser concluída, chuva química profusa em bário, amônia, enxofre e diversidade de poluentes, causam vários males a saúde ambiental e humana de uma maneira geral, em uma localidade precária em assistência a saúde.
Desde 1965 – por ocasião da fundação da DEMA (Distribuidora e Exportadora de Minérios e Adubos) que mais tarde passou a ser CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) – a mineração e industrialização do nióbio e fosfato incrementaram o turismo e o desenvolvimento econômico e social no município de Araxá. Porém, em virtude do extrativismo causar problemas ambientais, as relações das companhias com a população primaram em diversas oportunidades pelo caminho do conflito.
Relatório emitido pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) recomendou a não utilização de aterros provindos das áreas de atuação da CBMM por estarem contaminados com rejeitos químicos – liga de ferro-fósforo, escória altamente tóxica metalúrgica e radiativa, além de chumbo e tório – resultantes do beneficiamento do pirocloro para obtenção do nióbio. Há relatos que em Araxá casas e obras públicas, Bucaranã (Praça de Esportes) foram construídas em aterros oriundos da CBMM.

(*) Médico – Diretor Executivo do Sistema Raiz da Vida http://www.raizdavida.com.br

O Brasil poderia pagar sua dívida externa só com nióbio

Em relações comerciais, as negociações envolvendo venda de produtos visam transações que resultam em lucros financeiros que permitem aplicação em volumes maiores dos produtos em futuras negociações. É natural o impacto negativo resultante da tomada do conhecimento que a comercialização do nióbio não atende esta regra comercial.
Antônio Ribas Paiva, presidente do “Grupo das Bandeiras”, no “Fórum do Clube do Hardware”, no artigo “O Nióbio é Nosso!”, faz a seguinte observação: “A maioria dos brasileiros não sabe o que é o Nióbio, e muito menos que o Brasil é o único produtor mundial deste importante mineral.

O Brasil poderia pagar sua dívida externa só com nióbio, que é um dos muitos minerais contrabandeados daqui.

Acho extremamente importante que este assunto seja colocado em evidência, pois é o futuro do nosso país que está em jogo”.

Tráfico e sonegação de 210 bilhões de reais por ano

Caso o comentário precedente sobre a questão comercial exterior do nióbio do qual o Brasil é exportador absoluto não seja suficiente, vejamos o que diz o jornalista Jorge Serrão no artigo “Roubo do Nióbio” no jornal “Alerta Total”: “A classe média de assalariados brasileiros nem precisaria pagar R$ 35 bilhões por ano de Imposto de Renda, se o Brasil não fosse vítima do maior escândalo de subfaturamento fiscal do mundo. O País deixa de arrecadar R$ 210 bilhões de reais por ano por causa da manobra que sonega impostos da exportação de nióbio – um metal raro, usado em todas as aplicações de tecnologia de ponta da indústria moderna, e do qual o Brasil detém 98% das reservas mundiais. O Brasil exporta 81 mil toneladas do metal por ano. O quilograma do metal sai daqui vendido por R$ 16, o que rende R$ 1 bilhão e 296 bilhões – sobre os quais recaem tributos. Acontece que o nióbio é negociado na Bolsa de Londres por até U$ 1.200 dólares por quilograma. Se o Brasil não fosse lesado na operação, e empregasse a soberania do País no negócio, a operação com o nióbio renderia (como rende aos ingleses) US$ 97 a 100 bilhões de dólares – sobre os quais recairiam os impostos”.

 

TUCANAGEM: AÉCIO NEVES E O NIÓBIO DE ARAXÁ

 

1 nióbio banana

Deputado Rogério Correia pede audiência pública para debater a renovação sem licitação, por 30 anos, do contrato para exploração do nióbio pela CBMM fornecida por Aécio Neves.

Via Novojornal

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais deverá, em sua primeira reunião deste ano, decidir sobre o pedido de audiência pública, formulado pelo deputado Rogério Correia (PT), para debater a prorrogação, sem licitação pela Codemig, por mais 30 anos, do contrato de arrendamento com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) para exploração da mais valiosa lavra mineral do País e a mais estratégica do planeta.

A renovação ocorreu em 2003 logo após a posse do então governador, hoje senador Aécio Neves. Para se ter ideia do que significou, em matéria de ganho, a renovação para CBMM, que tem como atividade exclusiva a exploração da mina de nióbio de Araxá, sem a mina, cessa sua atividade.

Depois da renovação, a empresa vendeu 15% de suas ações por US$2 bilhões, ou seja, levando em conta apenas o valor de suas ações, a empresa valeria hoje US$28 bilhões, valor superior ao que o Estado de Minas Gerais arrecada por meio de todos os impostos e taxas em um ano.

Esta operação já havia causado desconfiança principalmente nas forças nacionalistas que acompanhavam de perto a movimentação, porque meses depois a CBMM venderia 15% de seu capital a um fundo coreano, que representa investidores não identificáveis.

“A CBMM tem o capital dividido entre o Grupo Moreira Sales e a Molycorp [Molybdenium Corporation], subsidiária da Union Oil, por seu turno, empresa do grupo Occidental Petroleum (Oxxi), muito embora seja fácil deduzir a prevalência do grupo alienígena, pelo histórico do banqueiro Walther Moreira Sales, tradicional ‘homem de palha’ de capitalistas estrangeiros, inclusive de Nelson Aldridge Rockefeller, que tanto se intrometeu na política do Brasil”, afirmou à reportagem do Novojornal o contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva.

Acrescentando: “Circula por aí versão segundo a qual só as jazidas de nióbio dos Seis Lagos valem em torno de US$1 trilhão. Necessário esclarecer que por sua localização e facilidade de exploração a jazida de Araxá vale muito mais que a “Seis Lagos”.

O Ministério Público mineiro já investigava a renovação sem licitação do arrendamento celebrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), porém fatos recentes noticiados por Novojornal na matéria “CBMM vende à estatal japonesa poder de veto sobre o nióbio” comprovam também a prática de crime contra a soberania nacional. Trata-se da venda de mais 15% das ações da CBMM, dando poder de veto a uma empresa estatal japonesa.

Novojornal noticiou ainda que tais vendas ocorreram em função do quadro beligerante entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa, presidente da Codemig, dando início à divisão do que avaliam ser uma fortuna incalculável conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do nióbio.

O nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, por meio de operação bilionária e ilegal, à empresa estatal japonesa Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento que representa os interesses da China.

Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastasia.

Desde 2003, o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Codemig, criando um governo paralelo.

Por trás deste cenário artificial operou um esquema de corrupção, que contou com a cumplicidade até mesmo da Procuradoria Geral de Justiça, que impedia a atuação do Ministério Público Estadual, à imprensa mineira jamais foi permitido tocar neste assunto.

Na audiência pública está previsto o comparecimento dos maiores especialistas do setor principalmente os ligados às Forças Armadas que veem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio. Relatórios confidenciais da Abin e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela Codemig/CBMM, por intermédio da Companhia de Pirocloro de Araxá.

As assessorias de imprensa da CBMM, da Codemig, do senador Aécio Neves e do governo de Minas Gerais foram procuradas e não quiseram comentar o assunto.

 

Os escândalos do propinato na Petrobras e da cartelização em São Paulo

por Luís Fernando Veríssimo

 

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Despidas de todas as suas outras óbvias implicações, as revelações sobre a relação das empreiteiras com as estatais e o poder público são uma aula do capitalismo de compadres em ação. Os escândalos do propinato na Petrobras e da cartelização em São Paulo para assegurar contratos sem obedecer à aborrecida formalidade de licitações provam, como se fosse preciso mais provas, o que está no Marx para principiantes: o caminho natural do capital é para o monopólio.

O compadrio das empreiteiras faz pouco da importância da competição no mercado supostamente autorregulavel da pregação liberal. É compreensível que a direita festeje o embaraço da esquerda com as revelações que levaram diretores de empreiteiras à prisão e podem até punir a Dilma pela audácia de ganhar as eleições. Mas o capitalismo brasileiro também está levando suas lambadas neste entrevero.

O Roberto Campos chamava a Petrobras de ‘Petrossauro’ e entregá-la a estrangeiros mais competentes sempre foi um mantra da direita. Os entreguistas não orquestraram o que está acontecendo com a Petrobras agora, mas, se tivessem planejado sua atual transformação, de orgulho nacional em vergonha nacional, não teriam tido tanto sucesso. É, irônica e dolorosamente, sob um governo de esquerda, aspas à vontade, que o orgulho está chegando a um estado terminal.

Nem a Margaret Thatcher, que privatizou toda a Inglaterra, tocou no serviço nacional de saúde do país, que atravessou governos conservadores e pseudoprogressistas e permanece até hoje como uma espécie de cidadela socialista, sem aspas, em meio à comercialização de tudo.

O Chile de Pinochet seguiu à risca a receita neoliberal da escola de Chicago para a sua economia, mas nem Pinochet acabou com o controle estatal do cobre, que também continua até hoje.

Não se esperava que a cidadela Petrobras, que sobreviveu aos ataques da direita durante todos estes anos, fosse ser atacada por dentro. Mesmo que o governo não esteja envolvido diretamente no esquema da corrupção, é responsável pelo desleixo que a propiciou. E pela alegria dos entreguistas.

 

Nani
Nani

Alckmin mentiu para o povo. São Paulo vai parar por falta de água

água balde

 

 

O governador Geraldo Alckmin, com a cumplicidade da mídia vendida – os jornais das famílias Frias e Mesquita, e as revistas de papel cuchê editadas em São Paulo, a Veja e Istoé – , para se reeleger logo no primeiro turno, deu sua palavra de honra, de cavaleiro da TFP e da Opus Dei, que não faltaria água em São Paulo.

Mas a falta de água era uma tragédia anunciada. O abastecimento vinha sendo feito com o volume morto das represas. A verdade, a verdade verdadeira é que o governador mentiroso estava oferecendo lama para o povo.

A água estava prevista para faltar, oficialmente, na segunda-feira depois do domingo do primeiro turno. E a decretação do racionamento foi adiada para a segunda=feira depois do domingo de segundo turno, quando os tucanos tinham a esperança de eleger Aécio, via golpes eleitorais. Esconder a falta de água foi um deles.

 

Restaurantes fechados, uso de poços

10 cenários da iminente falta total de água em São Paulo

 

Café na Vila Madalena: fechado
Café na Vila Madalena: fechado

 

por Edson Rodrigues

 

A cada dia que passa a crise da água em São Paulo ganha contornos mais e mais dramáticos para os habitantes da região metropolitana.

Os relatos de desabastecimento se espalham e o segundo volume morto está com os dias contados.

Os índices de armazenamento dos sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e do Alto Cotia, somados à baixa pluviometria dos meses de setembro e outubro, desenham um futuro próximo que assusta o paulistano: a seca.

Além do cenário crítico cenário, os recentes vazamentos de áudios da Presidente da Sabesp e seu diretor metropolitano sobre iminente da falta d’água só contribuem ainda mais para a insegurança do cidadão à espera do pior.

Dilma disse, numa conversa gravada, que a Sabesp não alertou os consumidores por “orientação superior”.

Diante da realidade que se anuncia sem o esperado dilúvio, o cidadão terá que se adaptar a uma nova realidade: viver sem o mínimo de água. Algumas mudanças que a cidade deverá enfrentar no próximo semestre:

1 – Atividades domésticas: lavar louça, roupas, asseio sanitário e banhos escassos já fazem parte do dia a dia em diversas regiões. A opção será o uso de descartáveis e buscar alternativas para o banho diário. Tendência de agravamento.

2 – Comércio: bares e restaurantes serão os mais afetados. Grandes centros de compras e lojas enfrentarão dificuldades para disponibilizar o uso do sanitário para consumidores. Demissões não estão descartadas.

3 – Indústria: as empresas que não disponibilizam tecnologias de reuso de água optarão pela redução de carga horária ou interrupção das atividades. Inevitável ajuste de quadros de funcionários.

4 – Ingestão: a realidade já bateu à porta. O aumento do preço da água engarrafada e de caminhões pipa para abastecimento coletivo é fato.

5 – Uso recorrente a poços e minas: rasos, artesianos ou profundos colocam em risco a saúde pública diante do conhecido histórico de contaminação do solo e das águas subterrâneas em todo o território da região metropolitana de São Paulo.

6 – Aumento de casos de doenças de veiculação hídrica: após anos de avanço na redução da mortalidade infantil, as conquistas do Plano Nacional de Saneamento estarão em risco face ao uso indiscriminado de qualquer água disponível. Crianças e idosos serão os mais atingidos.

7 – Lazer: inevitável interrupção de atividades em piscinas e clubes devido à demanda de reposição. Parques, praças públicas, cinemas, teatros restringirão o uso de banheiros.

8 – Serviços: lavagem de automóveis e lavanderias só a seco. Outros dependerão de poços profundos próprios.

9 – Educação: suspensão das aulas e interrupção do calendário de ensino.

10- Horti-fruti: inevitável aumento no preço e redução da qualidade de produtos já estão em curso.

O que se aproxima num futuro muito próximo tem protagonistas: a estiagem, a má gerência da Sabesp e a incompetência do governo Alckmin para lidar com um bem escasso e coletivo, proporcionando um cenário que costumava estar restrito à ficção.

 

 

Você já viu a imprensa falar de DTA? São várias doenças que podem lhe matar nos supermercados, nos restaurantes…

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Apesar do perigo que você corre, pelo menos três vezes por dia, ninguém fala nada. Porque rola muito dinheiro. E tem muita gente comprada nos governos da União, dos estados e municípios. E na justiça e na imprensa.

Atente! Esta notícia é de 2o10: As doenças transmitidas por alimentos (DTA) vêm aumentando sua ocorrência de forma significativa, ou seja, tornando-se um problema grave de saúde pública a nível mundial.

O que são a DTA? As DTA podem ser definidas como um conjunto de sintomas causados a partir da ingestão de alimentos e/ou bebidas contaminadas por agentes biológicos, químicos, físicos, ou uma propriedade do alimento capaz de causar um efeito adverso à saúde.

 

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Quais os fatores colaboram para o aumento das DTA?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma série de fatores são responsáveis pelo aumento das DTA: a oferta de alimentos de forma globalizada; a introdução de patógenos em novas áreas geográficas; a constante alteração dos micro-organismos; o aumento crescente das populações; as mudanças no estilo de vida, como aumento do consumo de refeições preparadas em restaurantes, cantinas e lanchonetes; e a presença dos viajantes internacionais (imigrantes, refugiados, viajantes…) sendo infectados por patógenos não presentes em seus países de origem.

 

Quais são os dados sobre DTA no Brasil?

Os últimos dados divulgados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (1999 – 2009), informam que foram notificados: • 6.349 surtos de DTA
• Envolvendo 123.917 doentes e 70 óbitos
• Os dados sobre os tipos de agentes relacionados aos surtos foram: bactérias (41,1%); vírus (6,4%); parasitas (0,5%), químicos (0,1%) e ignorado (51,3%). Fonte: COVEH/CGDT/DEVEP/SVS/MS

 

Como controlar as DTA?

A OMS propõe um esforço conjunto dos governos, indústrias de alimentos e consumidores. Com o propósito de participar de forma ativa na garantia do alimento seguro, ou seja, livre de qualquer perigo biológico, químico e /ou físico.

No Brasil, a maioria das doenças transmitidas por alimentos são causadas pela Salmonella, Escherichia coli patogênica e Clostridium perfringens, pelas toxinas do Staphylococcus aureus e Bacillus cereus.

 

Quais os sintomas?

Os sintomas mais comuns para as doenças transmitidas por alimentos são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre (dependendo do agente etiológico).

Podem ocorrer também afecções extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas como no fígado (Hepatite A), terminações nervosas periféricas (Botulismo), má formação congênita (Toxoplasmose) dentre outros.

 

Como se transmite?

As pessoas adoecem após ingerir água ou alimentos contaminados ou estragados.

 

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