Você já viu a imprensa falar de DTA? São várias doenças que podem lhe matar nos supermercados, nos restaurantes…

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Apesar do perigo que você corre, pelo menos três vezes por dia, ninguém fala nada. Porque rola muito dinheiro. E tem muita gente comprada nos governos da União, dos estados e municípios. E na justiça e na imprensa.

Atente! Esta notícia é de 2o10: As doenças transmitidas por alimentos (DTA) vêm aumentando sua ocorrência de forma significativa, ou seja, tornando-se um problema grave de saúde pública a nível mundial.

O que são a DTA? As DTA podem ser definidas como um conjunto de sintomas causados a partir da ingestão de alimentos e/ou bebidas contaminadas por agentes biológicos, químicos, físicos, ou uma propriedade do alimento capaz de causar um efeito adverso à saúde.

 

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Quais os fatores colaboram para o aumento das DTA?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma série de fatores são responsáveis pelo aumento das DTA: a oferta de alimentos de forma globalizada; a introdução de patógenos em novas áreas geográficas; a constante alteração dos micro-organismos; o aumento crescente das populações; as mudanças no estilo de vida, como aumento do consumo de refeições preparadas em restaurantes, cantinas e lanchonetes; e a presença dos viajantes internacionais (imigrantes, refugiados, viajantes…) sendo infectados por patógenos não presentes em seus países de origem.

 

Quais são os dados sobre DTA no Brasil?

Os últimos dados divulgados pela Secretaria de Vigilância em Saúde (1999 – 2009), informam que foram notificados: • 6.349 surtos de DTA
• Envolvendo 123.917 doentes e 70 óbitos
• Os dados sobre os tipos de agentes relacionados aos surtos foram: bactérias (41,1%); vírus (6,4%); parasitas (0,5%), químicos (0,1%) e ignorado (51,3%). Fonte: COVEH/CGDT/DEVEP/SVS/MS

 

Como controlar as DTA?

A OMS propõe um esforço conjunto dos governos, indústrias de alimentos e consumidores. Com o propósito de participar de forma ativa na garantia do alimento seguro, ou seja, livre de qualquer perigo biológico, químico e /ou físico.

No Brasil, a maioria das doenças transmitidas por alimentos são causadas pela Salmonella, Escherichia coli patogênica e Clostridium perfringens, pelas toxinas do Staphylococcus aureus e Bacillus cereus.

 

Quais os sintomas?

Os sintomas mais comuns para as doenças transmitidas por alimentos são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre (dependendo do agente etiológico).

Podem ocorrer também afecções extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas como no fígado (Hepatite A), terminações nervosas periféricas (Botulismo), má formação congênita (Toxoplasmose) dentre outros.

 

Como se transmite?

As pessoas adoecem após ingerir água ou alimentos contaminados ou estragados.

 

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Vender alimentos estragados e/ou contaminados é assassinato premeditado. A ganância dos supercados

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O bicho-papão dos supermercados é o Wal-Mart, com 4.500 lojas em 14 países e faturamento maior do que o produto interno bruto da Arábia Saudita e da Áustria. Em seguida, vêm Carrefour, Home Depot, Metro e Royal Ahold, segundo pesquisas do Grupo ETC, Oligopoly Inc 2005, que monitora as atividades das corporações globais, especialmente na agricultura, alimentação e farmácia.

O monopólio da Wal-Mart está camuflado pelos nomes Hipermercados Big, Hiper Bom Preço, Maxxi Atacado, TodoDia, Sam’s Club, Bompreço, Nacional e outros.

As prateleiras do Wal-Mart e de todos os outros supermercados do Brasil estão abarrotadas de produtos da Bunge, como as margarinas Delícia, Primor, Soya, Cyclus; os óleos Soya, Primor, Salada e Cyclus; as maioneses Primor e Soya; e azeites Delícia e Andorinha. Muitos desses óleos são transgênicos e, por determinação judicial, deveriam ter um rótulo especial para alertar o consumidor. Nunca respeitaram esse dispositivo legal.

A “globalização neoliberal” atingiu grau tão elevado, que as leis de mercado funcionam ao contrário do que apregoam os economistas de aluguel: a maior oferta, junto com a menor capacidade de compra, não resulta em queda de preços, mas no contrário.

Com a Cargill e a ADM, a Bunge controla 60% da produção de soja no Brasil, para alimentar o gado na Europa. O preço e o comércio das commodities, em geral, são manipulados ainda pela Dreyfus, Syngenta e Monsanto.

Para colocar cada vez mais produtos no mercado mundial, esse grupo promove o desmatamento ilegal, inclusive com trabalho escravo, grilagem de terras públicas e violência contra comunidades locais.

A especulação desses grupos é responsável pela elevação dos preços dos cereais, principalmente o arroz, artigo que não é utilizado na produção de biocombustíveis.

Na área de laticínios, o mercado é manipulado por apenas três: a Nestlé, a Parmalat e a Danone. A Nestlé domina também o setor de processamento de alimentos e vende o dobro ou o triplo dos demais componentes do monopólio: Archer Daniel Midlands, Altria, PepsiCo, Unilever, Tyson Foods, Cargill, Coca-Cola, Mars e Danone.

Há décadas a Nestlé é responsabilizada pela desnutrição e morte de crianças de idade tenra, devido à suspensão precoce das campanhas em prejuízo do aleitamento materno, para expandir as vendas dos seus produtos, principalmente o leite em pó, as sopinhas e papinhas que, muitas vezes, contém até alimentos transgênicos.

Transcrevi trechos de Archibaldo Figueira. Além de toda essa sacanagem, inclusive emprego de mão de obra escrava, os supermercados vendem alimentos estragados.

 

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OS RISCOS DE CONSUMIR ALIMENTOS ESTRAGADOS SÃO:

DIARRÉIA, MAL-ESTAR, VÔMITOS, NAÚSEA, DOR DE CABEÇA OU INTOXICAÇÃO GRAVE, FALTA DE APETITE, DORES ABDOMINAIS, FEBRE, COLITES E, EM CERTOS CASOS, MORTE.

 

 

A nutricionista Patrícia Azevedo B. Freire alerta: Ao contrário do que muitos pensam, há uma considerável diferença entre alimentos estragados e alimentos contaminados. Um alimento estragado contém microorganismos deteriorantes. Esses microorganismos alteram as características do alimento, como a cor, odor, sabor e textura, e por isso são rejeitados pelos consumidores. Por outro lado, o alimento contaminado contém microorganismos patogênicos. Neste caso, os alimentos não apresentam alterações nas suas características, e são consumidos sem que se perceba qualquer problema. Aí está o risco, pois os microorganismos patogênicos causam doenças e são grandes responsáveis pelos surtos alimentares.

A Anvisa criou um guia de alimentos e vigilância sanitária, mas como toda Ana, prostituta respeitosa, nada faz. Aparece vez em quando o Procon, com suas multas para inglês ver. Nas inspeções aos supermercados sempre encontra produtos com validade vencida. E acontece o crime mais grave: flagrar um estabelecimento criminoso alterando o preço de validade.

Se tiver fiscalização para valer: todos os dias profanos e santos, em qualquer supermercado, toneladas e mais toneladas de alimentos estragados seriam confiscados dos estoques e prateleiras.

Para perceber a importância deste tema, basta observar que de 1999 a 2007 ocorreram 5.699 surtos de doenças transmitidas por alimentos no Brasil. Estes surtos afetaram cerca de 114 mil pessoas e causaram 61 mortes. Estima-se que o número de pessoas atingidas seja muito superior, visto que a maior parte dos casos menos graves não é notificada às autoridades de saúde pública.

 

atento a doenças