Vender alimentos estragados e/ou contaminados é assassinato premeditado. A ganância dos supercados

indignados trabalhador mercadoria

 

O bicho-papão dos supermercados é o Wal-Mart, com 4.500 lojas em 14 países e faturamento maior do que o produto interno bruto da Arábia Saudita e da Áustria. Em seguida, vêm Carrefour, Home Depot, Metro e Royal Ahold, segundo pesquisas do Grupo ETC, Oligopoly Inc 2005, que monitora as atividades das corporações globais, especialmente na agricultura, alimentação e farmácia.

O monopólio da Wal-Mart está camuflado pelos nomes Hipermercados Big, Hiper Bom Preço, Maxxi Atacado, TodoDia, Sam’s Club, Bompreço, Nacional e outros.

As prateleiras do Wal-Mart e de todos os outros supermercados do Brasil estão abarrotadas de produtos da Bunge, como as margarinas Delícia, Primor, Soya, Cyclus; os óleos Soya, Primor, Salada e Cyclus; as maioneses Primor e Soya; e azeites Delícia e Andorinha. Muitos desses óleos são transgênicos e, por determinação judicial, deveriam ter um rótulo especial para alertar o consumidor. Nunca respeitaram esse dispositivo legal.

A “globalização neoliberal” atingiu grau tão elevado, que as leis de mercado funcionam ao contrário do que apregoam os economistas de aluguel: a maior oferta, junto com a menor capacidade de compra, não resulta em queda de preços, mas no contrário.

Com a Cargill e a ADM, a Bunge controla 60% da produção de soja no Brasil, para alimentar o gado na Europa. O preço e o comércio das commodities, em geral, são manipulados ainda pela Dreyfus, Syngenta e Monsanto.

Para colocar cada vez mais produtos no mercado mundial, esse grupo promove o desmatamento ilegal, inclusive com trabalho escravo, grilagem de terras públicas e violência contra comunidades locais.

A especulação desses grupos é responsável pela elevação dos preços dos cereais, principalmente o arroz, artigo que não é utilizado na produção de biocombustíveis.

Na área de laticínios, o mercado é manipulado por apenas três: a Nestlé, a Parmalat e a Danone. A Nestlé domina também o setor de processamento de alimentos e vende o dobro ou o triplo dos demais componentes do monopólio: Archer Daniel Midlands, Altria, PepsiCo, Unilever, Tyson Foods, Cargill, Coca-Cola, Mars e Danone.

Há décadas a Nestlé é responsabilizada pela desnutrição e morte de crianças de idade tenra, devido à suspensão precoce das campanhas em prejuízo do aleitamento materno, para expandir as vendas dos seus produtos, principalmente o leite em pó, as sopinhas e papinhas que, muitas vezes, contém até alimentos transgênicos.

Transcrevi trechos de Archibaldo Figueira. Além de toda essa sacanagem, inclusive emprego de mão de obra escrava, os supermercados vendem alimentos estragados.

 

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OS RISCOS DE CONSUMIR ALIMENTOS ESTRAGADOS SÃO:

DIARRÉIA, MAL-ESTAR, VÔMITOS, NAÚSEA, DOR DE CABEÇA OU INTOXICAÇÃO GRAVE, FALTA DE APETITE, DORES ABDOMINAIS, FEBRE, COLITES E, EM CERTOS CASOS, MORTE.

 

 

A nutricionista Patrícia Azevedo B. Freire alerta: Ao contrário do que muitos pensam, há uma considerável diferença entre alimentos estragados e alimentos contaminados. Um alimento estragado contém microorganismos deteriorantes. Esses microorganismos alteram as características do alimento, como a cor, odor, sabor e textura, e por isso são rejeitados pelos consumidores. Por outro lado, o alimento contaminado contém microorganismos patogênicos. Neste caso, os alimentos não apresentam alterações nas suas características, e são consumidos sem que se perceba qualquer problema. Aí está o risco, pois os microorganismos patogênicos causam doenças e são grandes responsáveis pelos surtos alimentares.

A Anvisa criou um guia de alimentos e vigilância sanitária, mas como toda Ana, prostituta respeitosa, nada faz. Aparece vez em quando o Procon, com suas multas para inglês ver. Nas inspeções aos supermercados sempre encontra produtos com validade vencida. E acontece o crime mais grave: flagrar um estabelecimento criminoso alterando o preço de validade.

Se tiver fiscalização para valer: todos os dias profanos e santos, em qualquer supermercado, toneladas e mais toneladas de alimentos estragados seriam confiscados dos estoques e prateleiras.

Para perceber a importância deste tema, basta observar que de 1999 a 2007 ocorreram 5.699 surtos de doenças transmitidas por alimentos no Brasil. Estes surtos afetaram cerca de 114 mil pessoas e causaram 61 mortes. Estima-se que o número de pessoas atingidas seja muito superior, visto que a maior parte dos casos menos graves não é notificada às autoridades de saúde pública.

 

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Recife, a cidade da água engarrafada pela pirataria, e cara

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Informa o g1: As empresas da Região Metropolitana do Recife que comercializam água mineral comemoram o bom momento do setor. Com o racionamento praticado pela Companhia Pernambucana de Abastecimento (Compesa), a procura pelo produto tem sido intensa.

[Empresas que abastecem pequenos revendedores.

Em cada esquina do Recife, dois ou três pés de escada, a maioria clandestinos, que negociam com botijões de água e gás.

Portanto, é preciso diferenciar esses estabelecimentos oficiais ou clandestinos que comercializam a água nossa de cada dia.

Os pontos de drogas nas favelas não representam os grandes e milionários e intocáveis e invisíveis traficantes, que moram no exterior e no Brasil, em coberturas de edifícios à beira-mar e condomínios de luxo.

Os comerciantes da reportagem do G1 realizam um comércio para lá de lucrativo, mas são pobres coitados diante das bilionárias engarrafadoras, que ganham concessões do governo para explorar nossos aquíferos, que constituem a maior riqueza do Brasil hoje e, principalmente, no futuro.

São concessões presenteadas, dadas de graça pela Ana, prostituta respeitosa, que Lula chamou de “menina dos olhos dele”. Talvez o presidente estivesse pensando na Marquesa de Santos Rosemary Noronha – a beleza escondida pela Imprensa, a pedido dos piratas e corsários que ancoraram seus navios no porto seguro da Agência Nacional de Águas, dirigida pelo Chalaça Paulo Vieira.

As concessionárias, ou “fábricas”, vendem diretamente para a rede dos supermercados – os dez maiores são Angeloni, Mufatto, Bretas, Prezunic, Zaffari, GBarbosa, Walmart, Carrefour, Pão de Açúcar -, para as citadas empresas de comercialização, hospitais, padarias etc. E exportam para a maioria dos países, nos seis continentes do mundo]

Em um depósito de bebidas que funciona no bairro do Engenho do Meio, no Recife, os pedidos de água mineral são feitos a todo instante. As vendas cresceram: em janeiro, eram 1.500 garrafões por mês e, hoje, são 3 mil. “Normalmente, era venda para consumo, mas, hoje em dia, devido à necessidade do racionamento, a água está sendo usada na cisterna, para atender as necessidades de casa, como lavar prato e banheiros, com água mineral”, explica Francisco de Barros, dono do depósito.

[Não existe cisterna no Recife. Cisterna é coisa do Interior, para recolher água da chuva.

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In Wikipédia: ” Água mineral é aquela proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possua composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns (…). Não deve ser confundida com a água de mesa, que é uma água de composição normal, proveniente de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que preenche tão-somente as condições de potabilidade para a região.

Os diversos tipos de águas minerais são classificados segundo a composição química, origem da fonte, temperatura e gases presentes. Estes aspectos determinam a forma de uso: consumo como bebida, apenas para banhos e se são terapêutica ou não“.

 “A água está sendo usada (…), para atender as necessidades de casa, como lavar prato e banheiros”. Água abastecida por caminhões-tanque. Chamados de caminhões-pipa nas cidades interioranas – um serviço corrupto, bilionário, que enriquece os “industriais da seca” que fornicam no sofá do DNOCS.
Caminhão tanque no Recife
Caminhão-tanque no Recife para o abastecimento de água de poço
Caminhão pipa no Interior
Caminhão-pipa no Interior transporta água de rio, açude ou barreiro

Que desperdício “lavar pratos e banheiros” com água mineral!

Que luxo! o pobre recifense pobre beber água mineral.

Os efeitos medicinais são discutíveis. Que a água mineral pode causar vários tipos de doenças. Via arsênico, a diabete tipo 2. O resultado de análises físico-químicas realizadas em amostras de sete diferentes marcas de água mineral comercializadas na Região Metropolitana de Belém indicou que todas estão impróprias para consumo e não podem ser classificadas como águas minerais. Marcas pesquisadas: Belágua, Nossa Água, Mar Doce e Indaiá. Como existe monopólio, uma empresa internacional muda os nomes comerciais da água engarrafada por região, fonte, desnacionalização de uma empresa brasileira etc. O setor bancário faz o mesmo. Relembre as privatizações dos bancos estaduais.

Que luxúria o Recife tomar banho de água mineral. Nestes tempos de inflação e crise talvez fosse mais salutar tomar banho de leite à Cleopatra.

Os preços:

1 litro de leite Betânia em saco de plástico: R$ 2.50

meio litro de água mineral natural  Crystal com gás,  em garrafa de plástico: R$ 1.60

meio litro de água mineral natural Schin com gás, em garrafa de plástico: R$ 1.60

meio litro de água mineral natural Indaiá, em garrafa de plástico: R$ 1.50

Acorda Recife! você está bebendo água com preço alterado. Quanto custa um litro de álcool em um posto de gasolina?

Preços no Carrefour:

350 ml de cerveja Skol em lata: R$ 1,69

350 mll de cerveja Brahma em lata: R$ 1,39

350 ml de guaraná Antarctica, Pepsi, Soda ou Sukita, em lata: R$ 1,39. E toda água vem da mesma fonte. Repito: da mesma fonte. As empresas que fabricam  bebidas quentes e frias engarrafam a nossa água. Água que a ONU considera alimento]

Tanta procura já se reflete no preço para o consumidor, que está pagando, em média, 5% a mais pelo garrafão, independentemente do tamanho. Dependendo da marca, os que têm 20 litros de água chegam a custar R$ 8,00, a unidade.

Apesar da alta nos preços, os fornecedores estão se esforçando para dar conta dos pedidos. Em uma empresa que funciona em Paulista, no Grande Recife, 10 mil garrafões são distribuídos diariamente. Benedito Fonseca, o proprietário, conta que, de novembro a abril, a produção já cresce 20%. Este ano, por causa da estiagem e do racionamento, esse percentual foi ainda maior. “Esse ano tivemos um aumento na temperatura, uma baixa de umidade e, por conta disso, um aumento [nas vendas] superior ao período do verão do ano passado. De 20% passamos a produção para 30%”, afirma.

Com o aquecimento do setor, ganham também muitas pessoas que estavam fora do mercado de trabalho, porque vagas precisaram ser criadas. Depois de cinco anos desempregado, João Martins da Silva foi contratado em janeiro, para trabalhar na limpeza dos garrafões que vão receber a água mineral. Desde então, a vida melhorou para ele, a mulher e a filha pequena. “Quando comecei a trabalhar e recebi o primeiro salário, fiz as minhas compras, ajudei em casa, paguei conta de luz… E estou aqui até hoje”, comemora. Confira

[Em cada buraco tem vendedor de água. O entregador é sempre jovem. E usa como meio de transporte a bicicleta. Dependendo da distância: vem na peviária, sem carteira assinada, o emprego como bico, e esperando uma gorjeta cada vez mais difícil]

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Em cada botijão, com letra tipo 6, para ler com lupa, o aviso: “Não deixe exposto à luz do sol”. O prazo de validade está, também, com letras e números invisíveis. Os botijões não são descartáveis. Como não são padronizados, fica imposta uma fidelidade do consumidor a uma marca.  Uma obrigação que as multinacionais chamam de livre comércio.