DENÚNCIA. Desembargador protege traficante de órgãos. O silêncio amigo de Aécio

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Carta aberta de um pai que teve o filho de dez anos assassinado pelos traficantes de órgãos em Minas Gerais

Bom dia caro Senador Aécio Neves,

Meu nome é Paulo Pavesi, e tenho certeza que já deve ter ouvido falar. Temos um amigo em comum, Carlos Mosconi.

Atualmente eu estou asilado na Europa, após sofrer diversas ameaças por parte do poder político de Minas Gerais. A Itália me concedeu asilo por unanimidade após analisar a documentação que apresentei.

O crime que eu cometi? Denunciei um grupo de traficantes de órgãos, da qual meu filho com apenas 10 anos de idade foi vítima.

Fiquei emocionado ao ver a sua preocupação com os presos políticos na Venezuela, que hoje vive um momento de ditadura.

Por isto estou escrevendo este e-mail. Gostaria de convidá-lo para me visitar aqui em Londres, onde moro atualmente, e saber um pouco da minha história. Afinal, em pleno século 21, mais especificamente em 2008, eu precisei deixar o país – BRASIL – por denunciar um grupo de bandidos marginais assassinos, comandados por Carlos Mosconi, seu ex-assessor especial no governo de Minas Gerais. Na época foi instalada uma CPI e Mosconi não permitiu ser ouvido. O senhor o nomeou superintendente da FHEMIG e a primeira medida foi abraçar toda a rede de transplantes de Minas Gerais (com a sua ajuda é claro) e logo em seguida um escândalo estourou por causa de fraudes na fila de espera (que também não deu em nada).

Tenho vários fatos para narrar sobre a pressão que fizeram contra mim e contra a minha família, e ainda hoje fazem. Ahhh… O processo do meu filho já dura 15 anos, e com frequência o julgamento é adiado a pedido de Mosconi.

Tenho certeza que o sr. como defensor dos direitos humanos vai criar uma comitiva para me visitar não é mesmo?

Nós temos pão de queijo aqui esperando por vocês.

Ah… não poderia esquecer de lhe fazer uma pergunta. Eu estou sendo processado por um desembargador (amigo seu e de Mosconi), só porque ele está tentando afastar o juiz que condenou os sócios de Mosconi à prisão. Como eu tenho visto que o sr. e Mosconi parecem ser blindados, gostaria de saber qual o advogado que vocês contratam. Estou precisando de um. Sabe como é né? Se não for muito caro, quem sabe? A esperança é a última que morre.

Paulo Pavesi

Assassinado pela máfia de tráfico de órgãos de Poços de Caldas. Hoje estaria com 25 anos.
Assassinado pela máfia de tráfico de órgãos de Poços de Caldas. Hoje estaria com 25 anos.

Transcrevi trechos da carta publicada no blogue Tráfico de Órgãos no Brasil. Leia mais. Conheça as autoridades corruptas, os traficantes, as vítimas. Para entender o exílio de um pai, a mordaça da imprensa mineira, a grana que corre nos hospitais, na justiça, na política, não esqueça os nobres nomes dos que têm a coragem de enfrentar uma máfia assassina

blogCensura

Desvio das verbas de Saúde e Saneamento mata. Aumenta o risco de epidemias

BRA_OP porque dengueNo final dos anos 60 e início da década de 70 a noção de contenção é substituída pela “Vigilância Epidemiológica” que pressupõe o alerta constante e o desencadeamento de ações de controle imediatas a fim de circunscrever o problema em sua fase inicial.

As sucessivas alterações da estrutura social, principalmente nos países não desenvolvidos, na conjuntura de crise dos anos 70 propiciaram a reinstalação de muitos problemas cujo controle era tido como satisfatório. Nessa condição incluimos as recentes epidemias de malária, febre amarela silvestre e dengue, que vêm acometendo vários países da América Latina.

Desta forma, a questão das epidemias torna-se mais uma vez presente, pondo em cheque, a maneira habitual de concebê-las e controlá-las.

saude aécio

No Brasil, prefeitos e governos ficam esperando, de cuia na mão, dinheiro do governo federal, na maioria das vezes desviado, para investir apenas nos programas de saúde pública. Que ninguém investe em Saneamento. Obra enterrada não proporciona boa propaganda, badalada e visível.

Além dos vampiros, temos os traidores do povo que planejam a privatização da Saúde, para enriquecimento dos piratas, notadamente dos rendosos planos de saúde.

BRA_ZH saúde privaizada

Portugal, efeito Troika: Maioria dos doentes com cancro morre sem cuidados paliativos

publico. política cortes

 

 

por Sandra Salvado com Sara Piteira, RTP

O cancro é a principal causa de morte prematura antes dos 70 anos. Este ano estima-se que morram com cancro mais de 20 mil portugueses. As previsões apontam ainda para um acréscimo de 12,6 por cento de novos casos.
No conjunto das causas de mortalidade em todas as idades, o cancro ocupa o segundo lugar depois das doenças cérebro-cardiovasculares.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde neste dia Mundial do Cancro, data em que o Governo decidiu também anunciar um investimento superior a 40 milhões de euros para tratamento de doentes oncológicos.

“Para 2015 está previsto iniciar investimentos para a área oncológica, designadamente para as unidades dos IPO de Lisboa, Coimbra e Porto, superiores de 40 milhões de euros”.

“Uma parte deste investimento já será realizada graças à capacidade de autofinanciamento das unidades, outra, por candidatura a fundos comunitários e outra parte, ainda, através da injeção de capital do Estado, até 20 milhões de euros a realizar em 2015”, refere a tutela em comunicado.
Distritos em alerta vermelho

Apesar de todos os progressos da medicina, a longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que não se curam. Noventa por cento dos portugueses não têm acesso a cuidados paliativos.

Dois terços dos doentes com cancro necessitam destes cuidados. São mais de 20 mil os que morrem todos os anos.

O alerta é da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), que falou ao online da RTP sobre o problema em outubro do ano passado.

O modelo da medicina curativa, centrada “no ataque à doença”, não se coaduna com as necessidades deste tipo de pacientes, que têm sido frequentemente esquecidas, alerta a APCP.

Marina não acredita na medicina brasileira. Veja relato da incompetência dos médicos

mais médico contra afavor

 

“O Mais Médicos é, sem sombra de dúvida, um programa paliativo, disse Marina Silva (PSB).

Dilma (PT) respondeu: “O Mais Médicos não é um programa paliativo. Ninguém que está doente acha que sua saúde é paliativa”.

Os que defendem a medicina privada vão votar em Marina, e desconhecem o que ela pensa dos médicos brasileiros.

Relata Planeta Sustentável]: O inferno astral.

Marina Silva foi desenganada pelos médicos quatro vezes.

Na primeira delas, tinha 16 anos e ouviu um doutor do serviço público dizer para sua tia: “A alma dessa menina já está no inferno“.

Uma hepatite tratada como malária deixou a jovem prostrada na cama por um ano. Os remédios destruíram seu fígado. Para cuidar da saúde, Marina teve que abandonar o trabalho na extração de borracha em Seringal Bagaço e se mudar para a capital do Acre, a 70 quilômetros dali.

Ao ouvir a profecia do médico, a garota irritou-se e disse: “Eu não morro de jeito nenhum”. Salvou-se. Três anos depois, contraiu nova hepatite. Daquela vez, a situação era mais grave. Teve que ser internada. Certo dia, do leito, ouviu uma conversa entre um médico e uma freira. “Ela tem cirrose e vai morrer”, disse o doutor. “Vou morrer nada”, respondeu Marina. Resolveu deixar o hospital e foi obrigada a assinar um termo de compromisso isentando os médicos de responsabilidade caso o pior acontecesse. De lá, Marina seguiu para a residência de dom Moacir Grecchi, então bispo da cidade, e contou que morreria, se não fizesse um tratamento em São Paulo. O bispo providenciou para que a menina de 19 anos fosse encaminhada ao hospital São Camilo, na zona oeste paulistana. Após longo período de cuidados médicos, curou-se.

Em 1991, durante o mandado de deputada estadual e depois de ter enfrentado novas hepatites e malárias, Marina Silva recebeu seu terceiro aviso de morte. Sentia na boca um gosto terrível, como se chupasse moedas. Sofria de dores insuportáveis. Era virada e revirada pelos médicos do hospital Albert Einstein, centro de referência de saúde em São Paulo, e nada se descobria. Depois de incontáveis exames, detectou-se a presença de metais pesados no seu organismo. No passado, quando havia tido leishmaniose – uma doença que deixou uma cicatriz no seu nariz -, Marina tomou remédios tóxicos, que eram amplamente receitados para os doentes pobres da sua cidade natal. A fatura pela imprudência médica começava a chegar. Ela sarou da leishmaniose, mas foi contaminada por mercúrio. Marina passou um ano e oito meses deitada na cama da sogra, em Santos, no litoral paulista. No meio do calvário, descobriu-se esperando um bebê do marido, o técnico agrícola Fábio Vaz. Aos oito meses de gravidez, pesava 47 quilos. Dos médicos, ouviu que talvez não sobrevivesse ao parto. Repetiu o mantra: “Não morro de jeito nenhum”. A filha nasceu prematura e Marina ficou em tal estado de debilitação que mal conseguia manter-se de pé.

Três anos depois, no Senado, Marina Silva continuava com a saúde em frangalhos. Conseguia autorização especial para discursar sentada – o que é proibido pelo regimento interno da casa. Viajou para o Chile e os Estados Unidos para tratar da saúde. Não percebia nenhum sinal de melhora. Ao contrário, sentia-se até pior. Queixou-se a seu médico particular, Eduardo Gomes, de que nem mesmo a internação no Massachusetts Hospital havia melhorado seu estado. Ouviu, então, a seguinte frase: “A senhora não precisa de um médico. A senhora precisa de um milagre”.

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Na Espanha, médicos estão realizando marchas e greves contra a privatização da saúde
Na Espanha, médicos estão realizando marchas e greves contra a privatização da saúde

Normal ou cesárea? Isto é verdadeiro: “Mulher surtada come placenta, agride médico e corre nua em hospital de Natal”?

Texto de Marcelo Lima, Jornal de Hoje

A foto publicada pelo O Jornal de Hoje
A foto publicada pelo O Jornal de Hoje

Um dos mais reconhecidos obstetras e ginecologistas de Natal, Iaperi Araújo, decidiu não mais realizar partos depois de um episódio inesperado na sua história como profissional: uma parturiente o agrediu verbalmente, correu nua no meio do hospital e depois se trancou para comer a sua própria placenta dentro de uma sala sob a guarda da família.

De acordo com o médico, o fato teria acontecido na quarta-feira passada (2). Segundo ela, a mulher chegou ao hospital já com 30 horas de trabalho em casa de parto por volta das 20h30. O tempo de espera em casa pode ter ocorrido em função da tentativa de um parto domiciliar planejado – nova tendência surgida dentro do escopo de humanização do parto.

Segundo Araújo, a parturiente não havia feito o pré-natal e estava muito agitada a ponto de xingá-lo. A família também o agrediu verbalmente. Na hora de realizar o parto, a grávida exigiu que o marido fizesse o parto, mas o médico afirmou que não deixou, até porque o homem não tinha habilitação profissional para tanto.

Porém, o pai ainda teve a possibilidade de cortar o cordão umbilical quando o bebê finalmente veio ao mundo por volta das 23h30. Segundo o obstetra, a mulher teria gritado reivindicando os direitos sobre a placenta. “Coloquei dentro de um saco e a entreguei”, escreveu em uma postagem na rede social.

A mãe da parturiente a persuadiu para que a mulher deixasse que outra médica a examinasse. A paciente consentiu. Mas logo em seguida, segundo o médico, ela entrou em “surto” no momento em que a neonatologista levou a criança para o berçário. Conforme Iaperi, a mulher foi em busca da cria, bateu no vidro do berçário até que o pai da criança arrombou a porta para tirar a criança do ambiente.

“Ela correu sangrando nua no meio do hospital com a placenta numa mãe e a criança na outra”, relatou o médico a nossa equipe de reportagem na manhã desta terça-feira (8). Ainda segundo ele, ela estava nua neste momento. Depois disso, a família inteira se trancou numa sala do terceiro andar do hospital. Só saíram de lá para pedir uma tesoura para cortar a placenta e pedir um pouco de coentro para temperar o “alimento”.

O médico afirmou nunca ter visto algo do tipo na sua história como obstetra. Além do fato inusitado, Araújo ficou transtornado com a forma como foi tratado pelos familiares e pela paciente. “Ela tem o direito até de morrer se quiser, mas dentro do hospital ela tem que respeitar o profissional”, declarou.

O episódio contribui definitivamente para que o médico decidisse encerrar sua carreira obstétrica. “Foi tão chato para mim que não vou mais fazer obstetrícia, só ginecologia”, sentenciou. Iaperi Araújo irá entregar um relatório à direção do hospital na próxima sexta-feira (11). Ele espera que as câmeras de segurança do estabelecimento corroborem com o seu testemunhou sobre o caso. Iaperi Araújo não especificou o quadro de saúde da criança e o que houve na sequência. “Para mim, esse caso morreu”, disse.

Tentamos entrar em contato com a direção do Hospital Papi, mas não foi possível. No entanto, O Jornal de Hoje apurou que a diretoria clínica e gerente médica irão se reunir com Iaperi Araújo na próxima sexta-feira para iniciar a apuração dos fatos. Não houve notícia no hospital se aconteceu algum prejuízo material ou para outros pacientes durante a noite da quarta-feira passada.

Iaperi Araujo
Iaperi Araujo

Placentofagia

O ato de guardar a placenta para comer depois do parto tem crescido nos Estados Unidos. Em geral, tem ocorrido entre mulheres de classe média, brancas, casadas e com formação universitária. Os estudos científicos sobre os benefícios do consumo dessa membrana que revestem os fetos na barriga das mães não são muito vastos. A maioria dessas mulheres se baseia numa pesquisa divulgada pela revista científica “Ecology of Food and Nutrition”. Nos EUA, há até empresas especializadas em acondicionar placentas. Os estudos apontam para a presença de ferro, ocitocina e outros hormônios que ajudariam inclusive a reduzir o sangramento pós-parto.

(Continua. Conheça a versão da parturiente)

Como vai a saúde dos médicos e hospitais?

Além do Ministério, o Brasil tem as secretarias de Saúde estaduais e municipais com hospitais e postos de saúde e as reitorias com hospitais escolas, e uma infinidade de planos de saúde e uma rede hospitalar privada que cresce cada vez mais, financiada e enriquecida com o dinheiro da União, Estados e Municípios.

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Quem são os médicos de Barbosa que examinaram Genoíno

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Leia este texto até o fim. Sem partidarismo, mas com toda frieza e pragmatismo.

Você ficará como se dizia antigamente: com a pulga atrás da orelha.

Escreve Migué do Rosário: “O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser ‘contra’ o réu.  É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento à Genoíno.

Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.

Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda.

Não quero acusar nenhum médico. Vivemos uma democracia e cada um pode escrever o que quiser nas paredes virtuais de suas próprias redes.

Não consigo me livrar, porém, da impressão de que Barbosa catou médicos antipáticos aos réus apenas para que emitissem um laudo que chancelasse suas intenções de humilhar ainda mais José Genoíno. O laudo pode trazer informações verdadeiras, mas a conclusão me parece politicamente tendenciosa, contra o réu, contra a vida, contra o ser humano. Segue a ficha cada um”: clique aqui, para conhecer, um por um, os médicos da junta de Joaquim Barbosa.

 

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