Portugal, efeito Troika: Maioria dos doentes com cancro morre sem cuidados paliativos

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por Sandra Salvado com Sara Piteira, RTP

O cancro é a principal causa de morte prematura antes dos 70 anos. Este ano estima-se que morram com cancro mais de 20 mil portugueses. As previsões apontam ainda para um acréscimo de 12,6 por cento de novos casos.
No conjunto das causas de mortalidade em todas as idades, o cancro ocupa o segundo lugar depois das doenças cérebro-cardiovasculares.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde neste dia Mundial do Cancro, data em que o Governo decidiu também anunciar um investimento superior a 40 milhões de euros para tratamento de doentes oncológicos.

“Para 2015 está previsto iniciar investimentos para a área oncológica, designadamente para as unidades dos IPO de Lisboa, Coimbra e Porto, superiores de 40 milhões de euros”.

“Uma parte deste investimento já será realizada graças à capacidade de autofinanciamento das unidades, outra, por candidatura a fundos comunitários e outra parte, ainda, através da injeção de capital do Estado, até 20 milhões de euros a realizar em 2015”, refere a tutela em comunicado.
Distritos em alerta vermelho

Apesar de todos os progressos da medicina, a longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que não se curam. Noventa por cento dos portugueses não têm acesso a cuidados paliativos.

Dois terços dos doentes com cancro necessitam destes cuidados. São mais de 20 mil os que morrem todos os anos.

O alerta é da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), que falou ao online da RTP sobre o problema em outubro do ano passado.

O modelo da medicina curativa, centrada “no ataque à doença”, não se coaduna com as necessidades deste tipo de pacientes, que têm sido frequentemente esquecidas, alerta a APCP.

O tráfico e o nióbio roubado de Minas Gerais. Chuva química em Araxá

O nióbio, mais precioso que o ouro, vem sendo roubado em Minas Gerais, e traficado. Basta salientar que apenas o Brasil tem jazidas de nióbio. Mais de 98 por cento. Obviamente, a maior mineradora do mundo está localizada em Araxá, que já foi uma das principais cidades turísticas do Brasil, famosa pelas suas águas medicinais, também, entregues aos piratas. Para se ter uma idéia do que representa o capitalismo selvagem das mineradoras: a rica e bela Araxá do passado fica cada vez mais pobre e feia, e o povo na miséria.

 

A MAIOR MINA DE NIÓBIO DO PLANETA – ARAXÁ

por Edvaldo Tavares (*)

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Ultimamente o nióbio assumiu merecido e importante papel na internet. Internautas bem pouco tempo desavisados passaram a tomar conhecimento deste mineral de nome estranho, chegando alguns a conhecer a sua importância e virtudes estratégicas.
Solo, água e ar contaminados resultam dos poluentes liberados da atuação mineradora da CBMM. Não é necessário ser médico ou especializado na área de saúde ambiental para chegar à conclusão de que dezenas de milhares de toneladas por ano de poeira abundante em suspensão de ferro, tório, chumbo, fosfato e demais minerais é deletéria a saúde.

Agredida por tais minerais estranhos a normalidade do funcionamento do organismo humano e ambiental, a população apresenta aumento de doenças respiratórias juntamente com doenças degenerativas, demência assim como câncer.
Juntamente com os problemas de saúde que afligem os residentes de Araxá, merece ser registrado que indústrias mineradoras, entre as quais a fábrica de ácido sulfúrico da Bunge Fertilizantes distante apenas 4 km do centro da cidade e 1 km do parque ecológico do Barreiro onde está situado o Grande Hotel Tauá, produzem chuva química causando devastação nas plantações e do meio ambiente, flagelando a saúde e o bem-estar da população.

Como pode ser concluída, chuva química profusa em bário, amônia, enxofre e diversidade de poluentes, causam vários males a saúde ambiental e humana de uma maneira geral, em uma localidade precária em assistência a saúde.
Desde 1965 – por ocasião da fundação da DEMA (Distribuidora e Exportadora de Minérios e Adubos) que mais tarde passou a ser CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) – a mineração e industrialização do nióbio e fosfato incrementaram o turismo e o desenvolvimento econômico e social no município de Araxá. Porém, em virtude do extrativismo causar problemas ambientais, as relações das companhias com a população primaram em diversas oportunidades pelo caminho do conflito.
Relatório emitido pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) recomendou a não utilização de aterros provindos das áreas de atuação da CBMM por estarem contaminados com rejeitos químicos – liga de ferro-fósforo, escória altamente tóxica metalúrgica e radiativa, além de chumbo e tório – resultantes do beneficiamento do pirocloro para obtenção do nióbio. Há relatos que em Araxá casas e obras públicas, Bucaranã (Praça de Esportes) foram construídas em aterros oriundos da CBMM.

(*) Médico – Diretor Executivo do Sistema Raiz da Vida http://www.raizdavida.com.br

O Brasil poderia pagar sua dívida externa só com nióbio

Em relações comerciais, as negociações envolvendo venda de produtos visam transações que resultam em lucros financeiros que permitem aplicação em volumes maiores dos produtos em futuras negociações. É natural o impacto negativo resultante da tomada do conhecimento que a comercialização do nióbio não atende esta regra comercial.
Antônio Ribas Paiva, presidente do “Grupo das Bandeiras”, no “Fórum do Clube do Hardware”, no artigo “O Nióbio é Nosso!”, faz a seguinte observação: “A maioria dos brasileiros não sabe o que é o Nióbio, e muito menos que o Brasil é o único produtor mundial deste importante mineral.

O Brasil poderia pagar sua dívida externa só com nióbio, que é um dos muitos minerais contrabandeados daqui.

Acho extremamente importante que este assunto seja colocado em evidência, pois é o futuro do nosso país que está em jogo”.

Tráfico e sonegação de 210 bilhões de reais por ano

Caso o comentário precedente sobre a questão comercial exterior do nióbio do qual o Brasil é exportador absoluto não seja suficiente, vejamos o que diz o jornalista Jorge Serrão no artigo “Roubo do Nióbio” no jornal “Alerta Total”: “A classe média de assalariados brasileiros nem precisaria pagar R$ 35 bilhões por ano de Imposto de Renda, se o Brasil não fosse vítima do maior escândalo de subfaturamento fiscal do mundo. O País deixa de arrecadar R$ 210 bilhões de reais por ano por causa da manobra que sonega impostos da exportação de nióbio – um metal raro, usado em todas as aplicações de tecnologia de ponta da indústria moderna, e do qual o Brasil detém 98% das reservas mundiais. O Brasil exporta 81 mil toneladas do metal por ano. O quilograma do metal sai daqui vendido por R$ 16, o que rende R$ 1 bilhão e 296 bilhões – sobre os quais recaem tributos. Acontece que o nióbio é negociado na Bolsa de Londres por até U$ 1.200 dólares por quilograma. Se o Brasil não fosse lesado na operação, e empregasse a soberania do País no negócio, a operação com o nióbio renderia (como rende aos ingleses) US$ 97 a 100 bilhões de dólares – sobre os quais recairiam os impostos”.

 

TUCANAGEM: AÉCIO NEVES E O NIÓBIO DE ARAXÁ

 

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Deputado Rogério Correia pede audiência pública para debater a renovação sem licitação, por 30 anos, do contrato para exploração do nióbio pela CBMM fornecida por Aécio Neves.

Via Novojornal

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais deverá, em sua primeira reunião deste ano, decidir sobre o pedido de audiência pública, formulado pelo deputado Rogério Correia (PT), para debater a prorrogação, sem licitação pela Codemig, por mais 30 anos, do contrato de arrendamento com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) para exploração da mais valiosa lavra mineral do País e a mais estratégica do planeta.

A renovação ocorreu em 2003 logo após a posse do então governador, hoje senador Aécio Neves. Para se ter ideia do que significou, em matéria de ganho, a renovação para CBMM, que tem como atividade exclusiva a exploração da mina de nióbio de Araxá, sem a mina, cessa sua atividade.

Depois da renovação, a empresa vendeu 15% de suas ações por US$2 bilhões, ou seja, levando em conta apenas o valor de suas ações, a empresa valeria hoje US$28 bilhões, valor superior ao que o Estado de Minas Gerais arrecada por meio de todos os impostos e taxas em um ano.

Esta operação já havia causado desconfiança principalmente nas forças nacionalistas que acompanhavam de perto a movimentação, porque meses depois a CBMM venderia 15% de seu capital a um fundo coreano, que representa investidores não identificáveis.

“A CBMM tem o capital dividido entre o Grupo Moreira Sales e a Molycorp [Molybdenium Corporation], subsidiária da Union Oil, por seu turno, empresa do grupo Occidental Petroleum (Oxxi), muito embora seja fácil deduzir a prevalência do grupo alienígena, pelo histórico do banqueiro Walther Moreira Sales, tradicional ‘homem de palha’ de capitalistas estrangeiros, inclusive de Nelson Aldridge Rockefeller, que tanto se intrometeu na política do Brasil”, afirmou à reportagem do Novojornal o contra-almirante reformado Roberto Gama e Silva.

Acrescentando: “Circula por aí versão segundo a qual só as jazidas de nióbio dos Seis Lagos valem em torno de US$1 trilhão. Necessário esclarecer que por sua localização e facilidade de exploração a jazida de Araxá vale muito mais que a “Seis Lagos”.

O Ministério Público mineiro já investigava a renovação sem licitação do arrendamento celebrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), porém fatos recentes noticiados por Novojornal na matéria “CBMM vende à estatal japonesa poder de veto sobre o nióbio” comprovam também a prática de crime contra a soberania nacional. Trata-se da venda de mais 15% das ações da CBMM, dando poder de veto a uma empresa estatal japonesa.

Novojornal noticiou ainda que tais vendas ocorreram em função do quadro beligerante entre Aécio Neves e Oswaldo Borges da Costa, presidente da Codemig, dando início à divisão do que avaliam ser uma fortuna incalculável conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do nióbio.

O nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, por meio de operação bilionária e ilegal, à empresa estatal japonesa Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento que representa os interesses da China.

Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastasia.

Desde 2003, o então governador e atual senador Aécio Neves entregou a condução das principais decisões e atividades econômicas do Estado de Minas a Oswaldo Borges da Costa, que assumiu a função estratégica de presidente da Codemig, criando um governo paralelo.

Por trás deste cenário artificial operou um esquema de corrupção, que contou com a cumplicidade até mesmo da Procuradoria Geral de Justiça, que impedia a atuação do Ministério Público Estadual, à imprensa mineira jamais foi permitido tocar neste assunto.

Na audiência pública está previsto o comparecimento dos maiores especialistas do setor principalmente os ligados às Forças Armadas que veem promovendo gestões para federalizar, a exemplo da Petrobras, a exploração de Nióbio. Relatórios confidenciais da Abin e da área de inteligência do Exército demonstram como operou o esquema criminoso de subfaturamento montado pela Codemig/CBMM, por intermédio da Companhia de Pirocloro de Araxá.

As assessorias de imprensa da CBMM, da Codemig, do senador Aécio Neves e do governo de Minas Gerais foram procuradas e não quiseram comentar o assunto.

 

O povo acredita que Eduardo Campos foi vítima de um atentado político.

Mais paradoxal que seja, Marina não vence sem a teoria da conspiração. Milhões de brasileiros e brasileiras acreditam que Eduardo Campos foi assassinado. Esta suspeita de atentado político foi repassada, implicitamente pela mídia, nos sete dias de trégua de luto pela morte de Eduardo.

Eis a razão da declaração de hoje do vice de Marina, Beto Albuquerque: “Que a Polícia Federal e o Ministério Público aprofundem as investigações tanto sobre a compra como sobre as causas do acidente”.

O vice cobrou ainda que o Ministério Público Federal em Santos investigue a suspeita de que a queda do avião possa ter sido causada por um choque com um drone. “Isso precisa ser esclarecido e não pode ser colocado embaixo do tapete”, disse.

Marina Silva, nas últimas entrevistas, e no debate da Band, também apelou para a Polícia Federal. Disse: que acredita mais na investigação policial do que na investigação jornalística.

Permanece na lembrança de muitos a suspeita morte de ex-presidentes e presidenciáveis, inclusive as doenças de presidentes (o efeito Hugo Chaves). Na História do Brasil eis alguns exemplos: a queda do avião de Siqueira Campos, o assassinato de João Pessoa, a morte de Agamenon Magalhães, a queda do avião de Castelo Branco, o enfarte de Costa e Silva dentro de um avião, a morte de Juscelino, os envenamentos de Carlos Lacerda, João Goular, a morte de Tancredo na véspera da posse, os cânceres de Lula e Dilma.

Jornalistas estadunidenses afirmaram que Eduardo foi vítima de um complô arquitetado pela CIA e por George Soros e seus associados banqueiros e empresários de multinacionais.

O gestual dos filhos de Eduardo Campos, em uma noite de intensa emoção, marcada pelo sentimento de perda, de dor,  de natural revolta pela morte inesperada, uma morte jamais prevista de um amado e carinhoso pai, reforçou a teoria do complô.

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A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas
A chegada do corpo de Eduardo Campos para o velório no Palácio das Princesas

Escreve Luís Antônio Giron: “Os punhos erguidos e fechados se popularizaram a partir de 1917, com a Revolução Bolchevique. Expressam o desafio aos poderosos e a solidariedade entre os explorados do mundo inteiro. Evocaram a luta das esquerdas contra a exploração do trabalho operário. A imagem de Lênin em 1917, dos Panteras Negras nos Estados Unidos nos anos 60 e dos anarquistas de Maio de 1968 (para não citar o gesto de vitória do saudoso jogador de futebol e homem de esquerda Sócrates são suficientemente eloquentes

Rodrigo Constantino: “Tal gesto de punho cerrado. Era muito comum entre ditadores comunistas ou nacional-socialistas. Vejam:”

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Abdias Duque de Abrantes: “A saudação com o punho fechado tem sido mais usada ao longo da história por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos. A saudação junta sinais de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples. O punho fechado simboliza a luta por melhores condições de vida e a resistência contra o fascismo e contra o capitalismo. Simboliza a luta de classes. O gesto alude à resistência, à vitória, ao êxito na batalha, enfim. O punho fechado foi o símbolo do Partido Negro Revolucionário estadunidense, fundado em 1966 em Oakland – Califórnia, por Huey Newton e Bobby Seale, originalmente chamado Partido Pantera Negra para Autodefesa (no original, “Black Panther Party for Self-Defense”, depois, mais conhecido como “Black Panther Party” (Panteras Negras)). Um movimento americano anti-racista, anti-capitalismo, marxista-leninista e socialista. Eles enfrentaram a opinião pública americana contra os vestígios da Ku Klux Kan, notadamente os do Sul dos Estados Unidos.

Segundo o psicólogo Oliver James. “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar contra um ‘ status quo ‘ opressivo.”

FireHead:”Segundo a BBC, a saudação com o punho fechado tem sido mais usado ao longo da História por grupos de esquerda e de defesa de grupos oprimidos do que pelos de direita. Há punhos fechados em cartazes de sindicatos em 1917, em fotografias de anti-fascistas espanhóis nos anos 1930, e ainda no logótipo feminista do punho fechado dentro do símbolo do género feminino. A emissora britânica fez questão de lembrar que Lee Harvey Oswald fez a mesma saudação depois de ter sido detido pela morte de John F. Kennedy, e Carlos “o Chacal”, também. O psicólogo Oliver James afirma que o sinal é popular “porque junta conotações de resistência, solidariedade, orgulho e militância num gesto simples”: “É um modo de indicar que pretendes combater uma força poderosa, malévola e institucional, com a tua própria força – és um indivíduo que se sente ligado a outros indivíduos para lutar um statu quo opressivo.”

Escreve Ronaldo Souza: “O que aqueles homens fizeram com os filhos de Eduardo Campos foi absolutamente execrável.

Ali nada reverenciava Eduardo Campos.

Filhos não enterram o político. Filhos enterram o pai.

A dor dessa hora não pode ser substituída por camisetas e punhos cerrados. Aquilo não era uma batalha a vencer”.

Defensores do canceroso amianto: Demóstenes Torres, Carlos Leréia, governador Marconi Perillo

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Milhares de mortes podem ser atribuídas anualmente à exposição ambiental ao amianto, ao qual todos nós estamos expostos devido às propriedades aerodinâmicas destas tênues fibras, que viajam quilômetros de distância e que podem atingir órgãos do nosso trato respiratório, principalmente pulmão e pleura, a membrana que reveste o pulmão.

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NÃO HÁ MANEIRA SEGURA DE USAR O AMIANTO

por Fernanda  Giannasi

O amianto é um mineral fibroso reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos, segundo as mais importantes academias de ciência e entidades da área de saúde.

Uma vasta literatura médica dá sustentação à tese de que não há maneira segura de se trabalhar com ele ou utilizar produtos que o contenham, e que a melhor forma de se eliminar as doenças provocadas pela fibra mineral é o seu banimento.

Campanhas em todo mundo, apoiadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), buscam o fim da chamada “catástrofe sanitária do século 20”, tal a gravidade do quadro epidêmico das doenças provocadas pelo amianto.

A OMS estima que 125 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão expostos ao amianto em seus locais de trabalho. Segundo essas estimativas, cerca de 107 mil trabalhadores morrem por ano pelas doenças relacionadas ao amianto.

Entre elas, o câncer de pulmão, o mesotelioma (tumor maligno raro e incurável, atribuído ao amianto, que leva ao óbito a maioria de suas vítimas menos de um ano após o diagnóstico) e a asbestose (enrijecimento do tecido pulmonar, que conduz à falta de ar acentuada e progressiva, podendo matar por asfixia). Uma em cada três mortes por câncer ocupacional está associada ao amianto.

Mas o amianto não é um problema só dos trabalhadores que se expõem às suas fibras microscópicas e letais. Pode atingir indistintamente os seus familiares, vizinhos de minerações e das instalações industriais onde se produz e manipula o amianto, e os consumidores de mais de 3.000 produtos à base deste mineral, como materiais de construção (telhas, caixas d´água, divisórias de cimento-amianto), produtos de fricção para veículos automotivos (freios, juntas de cabeçote) e para vedação e isolamento térmico.

A OMS vai além ao afirmar que milhares de mortes podem ser atribuídas anualmente à exposição ambiental ao amianto, ao qual todos nós estamos expostos devido às propriedades aerodinâmicas destas tênues fibras, que viajam quilômetros de distância e que podem atingir órgãos do nosso trato respiratório, principalmente pulmão e pleura, a membrana que reveste o pulmão.

Já são 66 os países que proíbem a produção e utilização de produtos à base de amianto, inclusive nossos vizinhos Argentina, Chile e Uruguai. No Brasil, cinco Estados e dezenas de municípios já têm leis que vetam a utilização do amianto, mas infelizmente nossas autoridades preferem fazer vistas grossas, não punindo os infratores, já que há fortes interesses políticos e econômicos envolvidos com a produção e utilização deste mineral.

Goiás é hoje o único Estado produtor do chamado amianto branco ou crisotila. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial, o segundo exportador e o quarto utilizador.

Há um forte grupo parlamentar de deputados e senadores goianos, a “bancada da crisotila”, que impede sistematicamente que o debate sobre proibir a fibra cancerígena avance no Congresso. Alguns dos mais proeminentes políticos pró-amianto frequentaram recentemente o noticiário, como o ex-senador Demóstenes Torres, o deputado Carlos Leréia e o governador Marconi Perillo.

Temos plena convicção de que o banimento do é uma emergência, pois já se domina em todo o país as tecnologias livres de amianto. Custos iniciais adicionais serão compensados pela redução das despesas de diagnóstico, tratamento e indenização das vítimas e da disposição final dos resíduos perigosos gerados.

A proibição do amianto salvará o Estado de São Paulo de demitir 10.500 trabalhadores nas 170 empresas que já se adequaram à lei de proibição e que não suportarão as consequências da concorrência desleal.


 

Câncer. Amianto mata mais que o cigarro

O Brasil além de ser um dos maiores exportadores de amianto, tem ele usado em diferentes produtos.

Eliminación de las enfermedades relacionadas con el asbesto

Nota descriptiva da OMS – Organização Mundial da Saúde


Datos y cifras

  • En el mundo hay unos 125 millones de personas expuestas al asbesto en el lugar de trabajo.
  • Según los cálculos de la OMS, la exposición laboral causa más de 107 000 muertes anuales por cáncer de pulmón relacionado con el asbesto, mesotelioma y asbestosis.

¿Qué es el asbesto?

El término «asbesto» designa un grupo de minerales naturales fibrosos, que han tenido o siguen teniendo un uso comercial debido a su extraordinaria resistencia a la tensión, su escasa termoconductividad y su relativa resistencia al ataque químico. Por estos motivos, el asbesto se utiliza en el aislamiento de los edificios, como componente de diversos productos (tejas, tuberías de agua, mantas ignífugas y envases médicos), como aditivo de los plásticos y en la industria automovilística (revestimiento de embragues y frenos, juntas y amortiguadores).

Las principales variedades de asbesto son el crisotilo (asbesto blanco) y la crocidolita (asbesto azul). Otras formas son la amosita, la antofilita, la tremolita y la actinolita.

¿Cuál es el problema con el asbesto?

Todas las formas de asbesto son cancerígenas para el ser humano. Pueden causar mesotelioma y cáncer de pulmón, laringe u ovario. La exposición al asbesto también puede causar otras enfermedades, como la asbestosis (una forma de fibrosis pulmonar), además de placas, engrosamientos y derrames pleurales.

En el mundo hay unos 125 millones de personas expuestas al asbesto en el lugar de trabajo. Según los cálculos más recientes de la OMS, la exposición laboral causa más de 107 000 muertes anuales por cáncer de pulmón relacionado con el asbesto, mesotelioma y asbestosis. Se calcula que un tercio de las muertes por cáncer de origen laboral son causadas por el asbesto. Además se calcula que cada año se producen varios miles de muertes atribuibles a la exposición doméstica la asbesto.

In Wikipédia: El asbesto, también llamado amianto, es un grupo de minerales metamórficos fibrosos. Están compuestos de silicatos de cadena doble. Los minerales de asbesto tienen fibras largas y resistentes que se pueden separar y son suficientemente flexibles como para ser entrelazadas y también resisten altas temperaturas. Debido a estas especiales características, el asbesto se ha usado en una gran variedad de productos manufacturados, principalmente en materiales de construcción (tejas para recubrimiento de tejados, baldosas y azulejos, productos de papel y productos decemento con asbesto), productos de fricción (embrague de automóviles, frenos, componentes de la transmisión), materias textiles termo-resistentes, envases, paquetería y revestimientos, equipos de protección individual, pinturas, productos devermiculita o de talco, etc. También está presente como contaminante en algunos alimentos.

Las autoridades médicas demostraron que los productos relacionados con el asbesto/amianto provocan cáncer con una elevada mortalidad desde los años 1980. A principios de la década de 2000 empezó a prohibirse en los países desarrollados, quedando totalmente prohibido su uso en la Unión Europea desde 2005, aunque se continúa utilizando en algunos países en vías de desarrollo.

CIGARRO MATA MENOS QUE O AMIANTO

Segundo relatório da Organização Mundial de Saúde, o cigarro causa seis milhões de mortes no mundo por ano, a maioria em países de baixa e média renda. No documento, a OMS alerta que, se essa tendência se mantiver, o número de mortes ligadas ao fumo deve aumentar para oito milhões ao ano em 2030 – e 80% desses óbitos deverão acontecer nos países mais pobres.

O BRASIL MAIOR CONSUMIDOR E EXPORTADOR DE AMIANTO

SAMA é maior exportador de amianto do mundo. Degrada o meio ambiente.

O Brasil chama esse crime de mais progresso, mais riqueza exportada, mais emprego (ou mais morte de trabalhadores, que a vida do brasileiro não vale um tostão furado)

SAMA – MINERAÇÃO DE AMIANTO CRISOTILA

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Está localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, ocupando uma área total de 45 km2. A área de concessão estadual abrange 4.500 ha, sendo que deste total, aproximadamente, 20% são destinados à Mineração, 10% ao reflorestamento e 70% representa a reserva natural de vegetação nativa.

A mina de Cana Brava possui 2,7 quilômetros de extensão e 1 quilômetro de largura, com uma profundidade de 130 metros, características que garantem as reservas para mais 60 anos de extração a céu aberto.

JUSTIÇA BRASILEIRA CULPADA

Em Portugal a Justiça faz assim:

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Estou em um corredor

Felipe Mendes

por Felipe Mendes
Nunca vou esquecer desse corredor, do cheiro desse corredor, das pessoas desse corredor. Aqui está super lotado, o corredor ė só o inicio dessa grande emergência, as pessoas se acomodam em suas cadeiras, enroladas em seus cobertores, enroladas em seus medos, com seus braços já roxos estendidos, tomando seus medicamentos, de olhos fechados, ou com os olhos arregalados.
Nunca vou esquecer do barulho desse corredor, dos choros das crianças que parecem invadir seu cérebro, dos berros dos adultos, dos passos apressados dos enfermeiros e dos médicos, tentando atender as inúmeras mãos que se levantam pedindo ajuda, pedindo atenção.
Nada aqui está perto de ser fácil, tudo ė muito custoso, ė muito duro, muito complicado. Uma coisa ė certa, ninguém queria estar aqui, as pessoas queriam estar em suas casas, nas suas camas confortáveis, comendo suas refeições gostosas, não aqui, onde as luzes nunca apagam, onde o colchão virou cadeira, onde a comida ė sem gosto e enjoativa.
Quero ir embora, eu só penso nisso. A dona Maria na minha frente também quer ir, o seu Pedro reza dia e noite para sair por aquela enorme porta azul, a Cintia conversa no telefone com seus familiares e juntos fazem uma oração para isso acabar, o seu Antônio chega a sonhar que está em sua casa, longe, bem longe daqui. Todos querem ir embora.
Os dias por aqui são longos, custam a terminar, muita gente passa por esse corredor, pessoas que entram por aquela porta sem parar, pessoas que saem, rezando para não voltar, médicos esbarrando em enfermeiros, enfermeiros batendo nas cadeiras dos pacientes, pacientes batendo a cabeça em seus peitos, cochilando entre uma troca de medicamento e outra, cochilando entre um exame de sangue, ou uma eco.
Os dias são longos, mas, as noites são intermináveis, a madrugada passa bem diante da tua frente, e você não consegue se entregar, não consegue dormir, fechar os olhos, o movimento por aqui não para, nem as 4 da manhã.
Você sonha acordado. Eu sonho acordado, tempo todo, me imaginando fora daqui, me imaginando bem de verdade, sem nenhum problema de saúde, imaginando que eu nunca mais vou precisar passar por isso, sonhando com o dia que eu consiga esquecer desse corredor, desse corredor apesar de iluminado, escuro, completamente escuro.
Ė impossível não reparar quando alguém perdeu a luta, quando alguém perde essa batalha, ė impossível não perceber quando uma cadeira está vazia, quando a placa com o nome do seu Antônio ė tirada da parede, ninguém precisa dizer nada, está na cara de quem ficou, na cara dos enfermeiros, está no ar, o ar fica pesado, fica denso, fica tenso.
Com isso é difícil não ter medo, é impossível não se dar conta de que você também está jogando damas com a morte, que você também está lutando por sua vida, e por mais fė, e coragem que se tenha, algumas pessoas perdem essa batalha.
Eu não quero perder a minha, não antes de ganhar, não antes de ficar bem, não quero perder a batalha sentado nessa cadeira preta e brega, quero estar de pé, quero estar firme, quero ter feito meus 23 anos, quero ter realizado minha festa, junto com as pessoas que eu amo, quero ter dançado a madrugada inteira, quero ter ido para a praia, quero ter vivido um grande amor, quero ter ido no rodízio de pizza, quero ter comido muito sushi, quero viver, e não admito morrer, não admito que isso acabe, não admito sair dessa grande festa que ė a VIDA!
Vou rezar, vou orar, e vou continuar acreditando, e vocês também, continuem acreditando, e rezem por mim, por mim, pela dona Maria, pela Cintia, pelo seu José, por todos que estão aqui, que só desocupem as suas cadeiras se for para ganhar o mundo.

Poluição mata mais do que acidente de trânsito em São Paulo

17,4 mil pessoas morrem por ano no Estado por causa da má qualidade do ar, diz pesquisa

 

cigarro fumaça fábrica poluição

A pesquisa, intitulada “Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo”, realizada com informações de 2006 a 2011, e divulgada ontem, 23, em São Paulo, utiliza como base a análise do poluente PM 2,5 (material particulado), comparados aos níveis considerados seguros pela OMS, para levantar dados de adoecimento, mortalidade e gastos públicos atribuídos à poluição.

“São números atualizados e de extrema importância para a sociedade”, explica a responsável pelo estudo e presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade Evangelina Vormittag. “No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadoras de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, ressalta Evangelina.

A análise avalia a situação ambiental da poluição no Estado de São Paulo, pela primeira vez a ser mostrada, e seus efeitos sobre a saúde de duas maneiras: mortalidade atribuível e o DALY (DisabilityAdjusted Life Years, que possui dois componentes: o número de anos perdidos por morte precoce e o número de anos de vida vividos com incapacidade), um parâmetro criado pela OMS para indicar a carga de dano de doenças no mundo.

Essa medida não mostra apenas a mortalidade, mas também a perda de qualidade de vida por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão, atribuíveis à poluição atmosférica – especificamente o poluente material particulado, objeto do estudo.

A pesquisa ainda contempla a valoração do DALY e os gastos públicos em saúde.

O estudo teve apoio dos pesquisadores Prof. Dr. Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da USP e sua equipe, e da Dra. Cristina Guimarães Rodrigues, pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Números

Entre 2006 e 2011 – 99.084 mortes relacionadas à poluição.

A capital concentra o maior número de vítimas fatais: 4,6 mil por ano, o triplo de pessoas mortas em acidentes de trânsito (1.556).

Em 2011, o Estado de São Paulo registrou 68.499 internações atribuíveis à poluição.

Os casos de internações e mortes representam um custo de 246 milhões de reais aos sistemas público e privado de saúde.

90% da poluição do ar no estado paulista é causada por veículos. Quanto mais lento o trânsito, mais emissão de gases poluentes ocorre.

Fonte: Eco Reserva.

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Profissões que causam câncer. Milhões de brasileiros moram em áreas de risco

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Meio ambiente e câncer

Estão em locais de risco: os moradores de ex-lixões e aterros sanitários, e nas proximidades de linhas de transmissão elétrica, antenas de tv, rádio, celular, canaviais etc.

Câncer no trabalho

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, existe uma estimativa de que cerca de 20 mil brasileiros sejam diagnosticados com câncer ligado ao trabalho. Conheça as atividades que colocam os trabalhadores em risco.

As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As causas externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Esses fatores causais podem interagir de várias formas, aumentando a probabilidade de transformações malignas nas células normais.De todos os casos, 80% a 90% dos cânceres estão associados a fatores ambientais. Alguns deles são bem conhecidos: o cigarro pode causar câncer de pulmão, a exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele, e alguns vírus podem causar leucemia. Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos, e muitos são ainda completamente desconhecidos. O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais freqüente nesses indivíduos.Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células.

O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer. Por exemplo, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pulmão é diretamente proporcional ao número de cigarros fumados por dia e ao número de anos que ela vem fumando.

Fatores de Risco de Natureza Ambiental


Os fatores de risco de câncer podem ser encontrados no meio ambiente ou podem ser herdados. A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins) o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).

As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os ‘hábitos’ e o ‘estilo de vida’ adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer.

Tabagismo
Hábitos Alimentares 
Alcoolismo
Hábitos Sexuais 
Medicamentos
Fatores Ocupacionais
Radiação solar

Hereditariedade


São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Um exemplo são os indivíduos portadores de retinoblastoma que, em 10% dos casos, apresentam história familiar deste tumor.

Alguns tipos de câncer de mama, estômago e intestino parecem ter um forte componente familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição dos membros da família a uma causa comum. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

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10 Dicas para a Redução dos Fatores de Risco 

Cánceres de origen ambiental y ocupacional

Cuba – La biotecnología como instrumento de lucha contra el cáncer

Povoados do câncer

Após anos de especulação sobre os reais impactos da poluição na China sobre a saúde da população, o Ministério do Meio Ambiente da China parece ter reconhecido, pela primeira vez, que a poluição em regiões próximas a fábricas e a cursos d’água contaminados está associada ao aumento da incidência de câncer. Nos últimos 30 anos, a taxa da doença no país aumentou 80%, com 2,7 milhões de mortes por ano, segundo o relatório publicado em 2012. As informações são da BBC.

Em 2009, o jornalista Deng Fei publicou um mapa no qual identificava mais de 100 localidades da China em que a taxa de câncer na população havia aumentado muito durante os anos anteriores. Por estarem próximas a muitas fábricas e a rios poluídos, essas regiões, conhecidas como ‘cancer village’, ou vilas do câncer, sofrem com um nível muito elevado de poluição. Depois disso, uma série de dados sobre essas regiões foram divulgados e alguns estudos sugerem que, hoje, existam 459 vilas do câncer.

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Los asesinatos científicos son parte del prontuario de la CIA

Por Wayne Madsen

Tradução de Sergio R. Anacona

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El periodista Rory Carroll del diario The Guardian, autoproclamándose especialista en el tema Venezuela, de manera oblicua ha lanzado graves acusaciones en torno a que el fallecido presidente de Venezuela, Hugo Chávez Frías fue asesinado empleando un armamento biológico producido en Estados Unidos dentro del mismo rango de los “teóricos conspirativos que indagan acerca de extra terrestres en la localidad de Roswell o que la NASA fabricó las fotografías del aterrizaje en la Luna.” Cierto número de venezolanos y funcionarios internacionales creen que un enemigo de manera encubierta introdujo una forma agresiva de cáncer en el organismo del presidente de 58 años de edad.

Carroll también señaló que el mismo Chávez creía que el cáncer que acabó con la vida algunos líderes de América Latina, incluyendo al presidente argentino, Néstor Kirchner a quien se le diagnosticó cáncer al colon, al presidente brasileño, Luiz Inázio Lula da Silva, quien fue tratado por un cáncer a la garganta, fueron víctimas de un complot de la CIA dirigido contra líderes de izquierda. Curiosamente, Carroll sugiere que el ex presidente de izquierda de Uruguay, Tabaré Vázquez, también se recuperó de un cáncer. De hecho, Vázquez nunca tuvo cáncer, además que él es un reconocido oncólogo educado en Francia. Si el ex presidente del Paraguay, Fernando Lugo, quien el año 2012 fue derrocado por un golpe de derecha apoyado por la CIA, se le diagnosticó un linfoma, cáncer al sistema inmunológico. Carroll sencillamente proclama que como los tres ex líderes se recuperaron no habría tal historia de armamento biológico cancerígeno que involucre a Estados Unidos.

De manera muy conveniente Carroll omite el cáncer que ha afectado a otros líderes latinoamericanos, incluyendo a la presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afectada por un cáncer en la tiroides y la presidenta brasileña, Dilma Rousseff afectada por un linfoma. Luego de iniciarse los diálogos de paz con las FARC de Colombia, el presidente conservador Juan Manuel Santos le fue diagnosticado un cáncer a la próstata.

El presidente encargado de Venezuela, Nicolás Maduro señaló que Chávez sufrió una “agresión científica” de parte de los enemigos históricos de Venezuela. El Departamento de Estado norteamericano aseguró que la noción era absurda. El dirigente del partido comunista ruso, Gennady Zyuganov indicó que estaba lejos de ser una coincidencia que seis líderes de izquierda contrajeran cáncer aproximadamente en la misma época. El mismo Fidel Castro, que fue blanco de varios intentos de asesinato biológico por parte de la CIA, le reconvino a Chávez “cuídate Hugo. Esta gente (los norteamericanos) ha desarrollado la tecnología. Tienes que tener mucho cuidado.” Fidel Castro casi falleció víctima de una misteriosa afección estomacal e intestinal que contrajo luego de asistir con Chávez y Néstor Kirchner a dos eventos, La Cumbre de los Pueblos y la reunión del MERCOSUR en el mes de julio del 2006 en Córdoba, Argentina. Un cable fechado el 26 de julio del 2006 proveniente de la embajada norteamericana en Buenos Aires, señalaba el disgusto de Washington en torno a la presencia de Castro y Chávez con Kirchner en Córdoba. “Lo que resulta notable de esta cumbre es el grado en que Argentina y Brasil, los dos protagonistas principales del MERCOSUR desde su fundación, desempeñaron papeles secundarios en esta cumbre, mientras que Chávez y Castro fueron los dominantes.” De los tres participantes en la Cumbre de los Pueblos, Kirchner y Chávez están muertos. Kirchner murió de un repentino ataque cardíaco y Chávez de un agresivo cáncer que se le manifestó en la zona pélvica. Chávez comentó que la probabilidad de que tantos líderes latinoamericanos desarrollen cáncer al mismo tiempo es “difícil de explicar.”

El general José Ornella, jefe de la Guardia Presidencial, dijo que pasarían cincuenta años antes que los detalles de “la zarpa del enemigo” incursa en la muere de Chávez emergiera en un documento desclasificado.

El general Ornella y otros podrían no tener que esperar otros cincuenta años por la divulgación de documentación sobre el armamento oncoviral de Estados Unidos. Los registros ya han sido desclasificados y se encuentran disponibles, aunque muchos de ellos han sido destruidos por la CIA bajo la dirección de Richard Helms a comienzos de los años 70.

Aunque la Convención sobre Armamento Biológico y Toxicológico de 1972 ratificada por Estados Unidos, la Unión Soviética y Gran Bretaña, prohibía el uso y la posesión de armamento biológico, el ejército, la División de Operaciones Especiales de la CIA en Fort Detrick, Maryland y el Departamento de Servicios Especiales de esta, continuaron almacenando y desarrollando reservas de agentes biológicos cancerígenos para ser utilizados como armamento especial. Los agentes biológicos y su armamento fueron desarrollados especialmente como parte del ultra secreto Proyecto MKNAOMI, una operación conjunta llevada a cabo por la CIA y el Instituto Médico Militar de Investigaciones de Enfermedades Infecciosas, USAAMRIID, (sigla en inglés) ubicado en Fort Detrick.

Pero el empleo por parte de Estados Unidos de agentes cancerígenos como parte de la guerra bacteriológica tuvo sus comienzos mucho antes del inicio de la Guerra Fría y las primeras víctimas de tales armas fueron latinoamericanos. En el año 1931 el Dr. Cornelius P. Rhoads, un científico norteamericano blanco y racista y anti latinoamericanista trabajando para el Instituto Rockefeller de Investigaciones Médicas en San Juan, Puerto Rico, sometió a 13 puertorriqueños a experimentos inyectándoles agentes biológicos cancerígenos. El presidente del Partido Nacionalista de Puerto Rico, Albizu Campos, también conocido como El Maestro, obtuvo una carta de Rhoads dirigida a un amigo en la que Rhoads escribía lo siguiente sobre los puertorriqueños: “Yo podría tener aquí un tremendo trabajo y estoy tentado de tomarlo. Sería el ideal excepto por los puertorriqueños. Fuera de toda duda, son lo más sucio y flojo, es la raza de hombres más degenerada y ladrona que jamás ha habitado esta esfera. A mi me enferma tener que habitar la misma isla con ellos. Son más ruines que los italianos. Lo que esta isla necesita no es un servicio público de salud sino un tsunami o algo que extermine totalmente a la población. Solo entonces podría ser habitable. Yo he hecho lo posible para adelantar el proceso de exterminio matando a ocho de ellos y transmitiendo cáncer a varios más, aunque esto último hasta ahora no ha dado resultados…

La cuestión a considerar, el bienestar de los pacientes, no tiene cabida aquí, de hecho todos los médicos se divierten abusando y torturando a estos desgraciados sujetos.”

Albizu Campos envió su denuncia a la Liga de las Naciones pero sin ningún resultado. En el año 1950 Albizu fue detenido durante la represión contra las actividades del Partido Nacionalista de Puerto Rico en la isla y fue sometido a envenenamiento y quemaduras por radiación. No hay duda que Rhoads, quien dirigía el programa de armamentos bioquímicos en Fort Detrick, el Campo de Pruebas de Dugway y el Centro de Pruebas en el Desierto de Utah y la Zona del Canal de Panamá, se vengó de Albizu Campos sometiéndolo a esos experimentos.

Rhoads luego fue ascendido a la dirección de la Comisión de Energía Atómica, la cual sometió a ciudadanos norteamericanos a peligrosas pruebas radioactivas.

Estando en prisión Albizu Campos sufrió un derrame cerebral el año 1956. El año 1964 fue indultado pero murió a poco salir de la prisión en 1965. The Guardian, el Departamento de Estado y el Pentágono pueden machacar todo lo que quieran acerca de lo “absurdo” de la acusación y sobre “teorías conspirativas” pero es un hecho que el líder nacionalista puertorriqueño fue asesinado por el gobierno de Estados Unidos empleando brutales experimentos médicos mientras él estaba en prisión. Si eso es lo que Estados Unidos está dispuesto a hacer con sus propios ciudadanos ¿a qué extremos sometería Estados Unidos a sus rivales extranjeros?

El MKNAOMI planificó el asesinato de Fidel Castro y del Primer Ministro del Congo, Patrice Lumumba, mediante armas biológicas “exóticas”. La elaboración de estas armas estuvo a cargo del jefe de los Servicios Técnicos de la CIA, Dr. Sidney Gottlieb. Otros programas de armamentos bacteriológicos afiliados a la CIA y al ejército de Estados Unidos llevaban los códigos de DORK y OFTEN/CHICKWIT.

El Instituto Nacional del Cáncer, al tiempo que busca curas para el cáncer, produce derivados para un proyecto forjado por una agencia de inteligencia, denominado Proyecto Oncoviral para el desarrollo de agentes biológicos cancerígenos para aplicaciones militares. El trabajo se realizó en Fort Detrick y luego después de la Convención sobre Guerra Bacteriológica de 1972 que fue firmada por el presidente Richard Nixon, el trabajo secreto para “la producción en gran escala de virus cancerígenos y sospechosos de ser cancerígenos” siguió adelante con un resultado neto en 1977 de la exitosa producción y almacenamiento de 60 mil litros de productos cancerígenos e inmunosupresores.

El año 1970 el Sub Director de Planificación de la CIA, Thomas Karamessines, recomendó que si se ratificaba la Convención sobre Guerra Bacteriológica, las reservas de agentes de guerra bacteriológica debían ser transferidas desde Fort Detrick hacia el Centro de Investigaciones de Huntington de la compañía Becton-Dickinson en Baltimore.

El programa secreto forjado por el Departamento de Estado y la CIA en Fort Detrick incluía reservas de toxinas que causan envenenamiento letal de alimentos. Otros proyectos de investigación incluían la transmisión de virus cancerígenos por vía de aerosoles y la producción de “especies saltarinas” como vectores de virus cancerígenos que pueden saltar desde especies animales hacia humanos.

Una de las primeras víctimas del programa de bio-asesinatos de la CIA pudo haber sido el primer presidente de Angola, Agostinho Neto. Neto fue blanco de la CIA violando la prohibición del congreso. Él rápidamente desarrolló cáncer y murió en un hospital de Moscú en 1979 a la edad de 57 años. Otra probable víctima de la CIA es el ex presidente chileno, Eduardo Frei, quien devino en un franco adversario del dictador instalado por la CIA, Augusto Pinochet. Frei murió en un hospital de Santiago de Chile el 22 de enero de 1982 luego de contraer una sospechosa infección luego de una operación de rutina.

La CIA es pionera en el empleo de agentes cancerígenos que pueden infectar a sus víctimas a través de inyecciones, inhalaciones, contacto epidérmico a través de ropa contaminada, especialmente ropa interior lo cual resulta pertinente con respecto a la formación de una agresiva formación cancerígena en la región pelviana de Chávez; y contacto con su sistema digestivo a través del consumo de alimentos, bebidas e incluso crema dental contaminados.

Existe tal cantidad de documentación sobre el empleo por parte de la CIA de armamento cancerígeno contra sus enemigos que la existencia de tales armamentos no es el problema. El problema verdadero para Venezuela y otros países atacados es determinar cómo los agentes cancerígenos son inoculados y las identidades de los asesinos y de los futuros asesinos.

Venezuela investiga se câncer de Chávez foi provocado

O Presidente interino da Venezuela, Nicolas Maduro, afirmou segunda-feira que Hugo Chávez padecia de um cancro “que rompia toda a normalidade” da doença e que “no momento certo” será dado a conhecer.

Nicolas Maduro, que substituiu Hugo Chávez no poder e é candidato à sucessão do antigo Presidente, acrescentou que o governo está já a trabalhar para confirmar se a doença não terá sido provocada.

“Ele tinha uma doença, um cancro, que, no momento certo, será explicado e que rompia com toda a normalidade da doença”, explicou Maduro numa entrevista ao canal Telesur, com sede em Caracas.

O Presidente interino já tinha dito, horas antes da morte de Hugo Chávez, que o Governo tinha provas que a doença não terá sido natural, mas sim provocada pelos “inimigos históricos” do Presidente.

“Ele (Hugo Chávez) teve essa intuição desde o início”, recordou hoje Nicolas Maduro ao abordar o cancro detectado a Hugo Chávez em Junho de 2011 e do qual nunca nenhum detalhe foi revelado a não ser que tinha o tamanho de uma bola de basebol localizado na zona pélvica.

Hugo Chávez, que morreu aos 58 anos depois de governar o país desde 1999, foi “ameaçado muitas vezes” de morte, acrescentou.

Nicolas Maduro recordou que na década de 1940 os Estados Unidos “tinham laboratórios onde se testava como provocar cancro” e questionou se passados 70 anos a técnica não teria avançado.

No entanto, afirmou: “Não estou a acusar os Estados Unidos disto neste momento”.

Lusa/SOL