Da origem do dinheiro das milionárias eleições de deputados

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Por 6 votos a 1, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou em 2 de abril de 2014 por proibir doações de empresas a campanhas eleitorais e partidos políticos.

O julgamento foi suspenso porque o ministro Gilmar Mendes pediu vistas do processo. Assim ficou permitido o abuso do poder econômico nas últimas eleições.

Várias campanhas foram realizadas pelo fim dos financiamentos, que encarecem o voto nos currais eleitorais.

Ricardo Silveira escreveu em 5 de outubro, antes do pleito: “Uma eleição para deputado estadual não custa menos que R$ 2,4 milhões. De acordo com levantamento feito pela revista Congresso em Foco junto ao banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral, os quase 25 mil candidatos que disputam um mandato em 2014 esperam arrecadar e gastar, juntos, até R$ 71 bilhões, ou cerca de R$ 2,8 milhões por candidato, ou quase R$ 120 milhões por vaga”.

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Torraram bilhões nas últimas eleições. Chico Alencar denuncia uma “ïnflação, bancada por empreiteiras, bancos, mineradoras, frigoríficos, empresas do agronegócio, siderúrgicas.

No Judiciário, continua suspensa a aprovação final pelo STF da inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas, em função de um pedido de vistas de Gilmar Mendes. Na sua cruzada, o ministro pode estar vislumbrando ‘bolivarianismo’ na posição dos seis colegas que já se manifestaram contra as ‘doações’ das empresas… A campanha ‘Desengaveta, Gilmar!’ é premente”.

CPI planos saíde Eduardo Cunha
Alencar acertou na previsão: “As maiores ‘bancadas’ na Câmara dos Deputados se constituirão pela fidelidade aos seus grandes financiadores: assim, o ranking das ‘cinco mais’ classifica a JBS Friboi (162 deputados, R$61,2 milhões!), o Grupo Bradesco (113 deputados, R$ 20,3 milhões!), a Vale Mineradora (85 deputados, R$ 17,7 milhões!), o Banco Itaú (84 deputados, R$ 16,5 milhões!), a OAS Construtora (79 deputados, R$ 13 milhões!). Na sequência das ‘doações desinteressadas’ estão a Ambev, a Andrade Gutierrez, a Odebrecht, a UTC e a Queiroz Galvão”.

financiamento campanha

247 – Depois de ter segurado a ação da OAB contra o financiamento empresarial de campanha por mais de um ano, até dar tempo para a Câmara constitucionalizar este sistema, insurge-se agora o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, contra a possibilidade de as pessoas físicas também fazerem doações eleitorais, prevista na emenda aprovada pelos deputados.

“Vamos ter um laranjal”, diz Gilmar, alegando, em entrevista ao Estadão, que “partidos que dispõem de acesso à máquina governamental vão ter acesso a lista de nomes, aos CPFs e vão poder produzir doações”. Ele quer que as doações possam ser feitas apenas por empresas.

Em conversas com diferentes interlocutores, o ministro tem dito que pessoas físicas não podem doar porque o PT iria “lavar” recursos ilegais, distribuindo dinheiro para que pessoas do Bolsa Família e programas sociais fizessem pequenas doações. É muita imaginação. Isso exigiria a montagem de um esquema monstruoso que em algumas horas seria descoberto e ruiria.

O que Gilmar sabe é que só os partidos que têm militância terão capacidade de mobilizar seus filiados e simpatizantes para fazer doações como pessoas físicas.

Como fez Obama em sua campanha, através das redes sociais. Hoje, só o PT e, em menor escala, o PC do B conseguiriam uma boa arrecadação através deste caminho. Até porque o PT, antes de chegar ao governo e ganhar a boa vontade das empresas, vivia disso, dos dízimos da militância, da venda de material e das campanhas financeiras que fazia.

financiamento campanha papa

O VOTO DOS MINISTROS

“No Brasil, os principais doadores de campanha contribuem para partidos que não tenho identidade política e se voltam para obtenção de acordos com o governo. As empresas investem em todos os candidatos que têm chance de vitória”, afirmou Marco Aurélio ao votar. “A comunidade jurídica nacional não pode acreditar num patrocínio desinteressado. A pretensão formulada dessa ação é indispensável para se colocar o fim da não equidade do processo eleitoral.”

Para Lewandowski, as doações de pessoas jurídicas desequilibram o poder dos partidos. “O financiamento fere profundamente o equilíbrio dos pleitos, que nas democracias deve se reger pelo princípio do ‘one man, one vote’ [um homem, um voto]. A cada cidadão deve corresponder um voto, com igual peso e idêntico valor. As doações milionárias feitas por empresas a políticos claramente desfiguram esse princípio multissecular, pois as pessoas comuns não têm como contrapor-se ao poder econômico”, disse.

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Retorno de Lula em 2018 enlouquece Aécio

Pó pará, Aécio! A mais longa síndrome de abstinência da história

 

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por Gilmar Crestani

As operações da Polícia Federal, de que fala a ADPF, combinada com a perda das chaves do Aeroporto de Cláudio, deixaram Aécio Neves exasperado. A síndrome de abstinência persiste tanto mais porque apanhou nos dois Estados que ele tinha como se fossem sua própria casa: Minas e Rio.

É por comportamentos como este que o partido que tinha por projeto ficar 20 anos no poder, como verbalizou o PC Farias do PSDB, Sérgio Motta, que FHC e seus sequelados estão alijados do Poder Central. Pior, é o retorno de Lula em 2018 que os enlouquece. Uma compra de reeleição do país tolera, será que terá estômago para digerir este tapetão de obsessão infantil de maus perdedores.

Se ele pode me chamar, como eleitor de Dilma, membro de “organização criminosa”, por que eu não poderia chama-lo de toxicômano?!

 

A violência do Aécio não é tresloucada

 

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por Paulo Henrique Amorim

Perdeu em casa, onde vive, onde fez romaria fúnebre

A loucura de Hamlet tinha uma lógica.

A violência pós-fascista de Aécio Never também.

Aécio perdeu em casa: Minas.

Perdeu onde vive: Rio.

Perdeu onde fez romaria fúnebre: Pernambuco.

A luta de Aécio é por sobrevivência.

Dentro do PSDB.

Ele perdeu a base de Minas.

E não tem a de São Paulo.

Ou ele acha que o Beto Richa, o Perillo e o Sartori apoiam ele?

Nem o Aloysio 300 mil, o vice que é mais cerrista que o genro do Cerra.

Aécio vai percorrer o caminho da extrema-direita, como tentou o Cerra em 2010.

Na sórdida campanha do aborto e da bolinha de papel.

Com o apoio de D Odilo e toda a Igreja !

Inclusive do Papa Bento.

Aécio vai tentar a mesma estrada de Damasco.

Cair no colo da extrema-direita para enfrentar os tucanos de São Paulo em seu território.

Onde a Veja o aguarda, com seus velhinhos.

Aécio não tem para onde ir. (Transcrevi trechos)

 

O presente de Aécio

 

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por Janio de Freitas


Se ele acha que está sendo ‘porta-voz da indignação’, fica evidente que não sabe mesmo o que está fazendo

Ela se apropriou da política econômica defendida por Aécio, mas Aécio não se deixa abater e já demonstra que pode fazer o mesmo: adere à redução da desigualdade social por meio da distribuição de renda, defendida por Dilma na campanha.

A reviravolta de Dilma foi mais surpreendente, mas a de Aécio é mais original no método. Veio pela TV, na amenidade noturna do fim de semana, e naquele estilo de elegância chamado “curto e grosso”.

Nas próprias palavras do ainda pretendente à Presidência da República: “Na verdade, eu não perdi a eleição para um partido político, eu perdi a eleição para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas brasileiras patrocinada por esse grupo político que aí está”.

De fato, Aécio não perdeu para um partido político. Perdeu para os eleitores, petistas, peemedebistas e nada disso, que lhe negaram o voto e o deram a Dilma. Qualquer deles agora habilitado, desde que capaz de alguma prova de sua adesão a Dilma, a mover uma ação criminal contra Aécio Neves por difamação, calúnia e injúria, e cobrar-lhe uma indenização por danos morais.

Uma foto em manifestação, uma doação ou um serviço para a campanha, um cartaz ou um retrato na janela, uma propaganda no carro, em qualquer lugar do país podem se juntar às demais provas para dar uma resposta à acusação de Aécio Neves tão gratuitamente agressiva e tão agressivamente insultuosa.

É difícil admitir que Aécio Neves esteja consciente do papel que está exercendo. A situação social do Brasil não é de permitir que acirramentos, incitações e disseminação de ódios levem apenas a efeitos inócuos, de mera propaganda política. Para percebê-lo, não é preciso mais do que notar a violência dos protestos com incêndios ou a quantidade de armas apreendidas.

Se Aécio acha, como diz, que está sendo “porta-voz de um sentimento de indignação”, pior ainda: fica evidente que não sabe mesmo o que está fazendo, e aonde isso o leva.

 

 

Veja é uma revista vendida e golpista. Não faz jornalismo. Faz propaganda marrom.

A prova de que a veja é faciosa, mentirosa, está na suas capas que viram panfletos de propaganda política enganosa, safada, direitista, entreguista, odienta.

crime

 

Veja sempre protege o capital estrangeiro, os banqueiros, os agiotas, os bicheiros, os corruptos.

Veja é capaz de tudo.

roberto marinho veja

A tentativa fraudulenta da revista Veja de interferir na vontade do povo brasileiro, com uma acusação sem provas, foi imediatamente condenada pela Justiça. A revista está sendo obrigada pela Justiça Eleitoral a veicular o direito de resposta da campanha da presidenta Dilma Rousseff. O ministro relator do caso, Admar Gonzaga determinou “à Editora Abril S.A. que insira, de imediato [o direito de resposta], independentemente de eventual recurso, no sítio eletrônico da Revista Veja na internet (www.veja.com.br), no mesmo lugar e tamanho em que exibida a capa do periódico, bem como com a utilização de caracteres que permitam a ocupação de todo o espaço indicado.

Confira aqui o texto a ser publicado pela Veja, como penalidade imposta a sua irresponsabilidade jornalística.

DIREITO DE RESPOSTA DA VERDADE

Veja veicula a resposta conferida à Dilma Rousseff, para o fim de serem reparadas as informações mentirosas e boatos.

A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes. Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Yousseff foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.

EXISTE NO BRASIL, COMO ACONTECE NOS PAÍSES QUE ENFRENTAM OS ATAQUES DA CIA – EQUADOR, URUGUAI, ARGENTINA, BOLÍVIA, VENEZUELA, TURQUIA, ÁFRICA DO SUL, UCRÂNIA, ÍNDIA – UMA IMPRENSA GOLPISTA, FINANCIADA POR ESPECULADORES TIPO GEORGE SOROS. 

UMA MÍDIA VENDIDA QUE PATROCINA OU INVENTA ATOS TERRORISTAS, COMO ACONTECEU NO MOVIMENTO NÃO VAI TER COPA.

ELES USAM INFILTRADOS, ESPIÕES INTERNACIONAIS PARA, NOS PROTESTOS SOCIAIS, PROMOVEREM BADERNA E O CAOS. SÃO CAPAZES DE FINANCIAR ASSASSINATOS. ACONTECEU NA VENEZUELA.

 

jornalista mentira censura

 

Governos tucanos enriquecem os industriais da seca

Santo
Santo

 

O governo do PSDB em São Paulo está devendo uma explicação aos paulistas. O estado mais rico do Brasil, infelizmente, está passando por uma crise sem precedentes no abastecimento de água. Segundo pesquisa do Datafolha, 60% dos moradores da capital paulista dizem ter ficado sem água em casa em algum momento nos últimos 30 dias. Mas os tucanos precisam explicar por que só agora passaram a admitir o problema, mesmo sendo alertados pelos técnicos da área há praticamente um ano.

A situação é “gravíssima”, como finalmente reconheceu Dilma Pena, presidenta da Sabesp, a estatal do governo paulista responsável pelo abastecimento da Capital. Sua declaração, dada uma semana depois da vitória do tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, mostra o quanto o PSDB foi irresponsável com a população, ao subordinar um tema tão vital aos interesses eleitorais dos tucanos.

Pior ainda: no mesmo depoimento à CPI da Sabesp, na Câmara Municipal, Dilma Pena disse que estaria proibida pelo TRE de fazer a publicidade que julgava correta para alertar a população. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça Eleitoral nega esse veto. Mas certamente nada a teria impedido — a não ser a conveniência eleitoral — de ter sido transparente e falar tudo o que desejava numa entrevista ou comunicado da Sabesp, por exemplo.

Se na economia, os tucanos gostam de plantar inflação para colher juros altos, no caso da crise da água está evidente que plantaram desinvestimento e agora estão obrigando a população a colher racionamento. Em Cristais Paulista, por exemplo, 1.600 crianças estão sem aulas, suspensas por causa da falta de água nas escolas.

Se os governos do PSDB tivessem feito as obras planejadas para aumentar a reservação no Estado e diminuir a dependência da Capital do Sistema Cantareira, o quadro seria outro.

O primeiro passo agora para atenuar o problema é o governo estadual em São Paulo abandonar a postura arrogante. Durante a eleição, o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que não faria racionamento porque as chuvas sempre vem nos meses que têm a letra “r”. O povo paulista acreditou nele quando a chuva não veio em maio, junho, julho ou agosto. Mas qual é a explicação do governador, agora que setembro passou e outubro está quase no fim e a chuva ainda não chegou?

Reconhecer a gravidade do problema e ter humildade para aceitar a ajuda do governo federal é o que a população de São Paulo espera dos tucanos. A presidenta Dilma anunciou que está autorizando um empréstimo de R$ 1,8 bilhão da Caixa Econômica Federal, a juros subsidiados, para o consórcio responsável pelas obras do Sistema São Lourenço, que vai reforçar o abastecimento de São Paulo. É mais uma ação de Dilma, responsável pelo maior pacote de investimentos e obras da história de São Paulo.

Além disso, Dilma colocou seu governo inteiramente a disposição para qualquer ajuda que alivie o sofrimento dos paulistas em relação a crise da água, mas a Constituição determina que esse auxílio precisa ser pedido pelo governador.

Infelizmente, pelo que se viu na CPI da Sabesp, os tucanos preferem a chacota à seriedade no enfrentamento da questão. Uma gravação feita durante uma das sessões da CPI captou diálogo entre a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, e o vereador do PSDB Andrea Matarazzo. Eles classificaram os trabalhos da CPI como “teatrinho”. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, “Matarazzo tentava tranquilizá-la e afirmou que a comissão ‘não tem a menor consequência (efeito)’”. Ao que a presidente da Sabesp respondeu: ‘teatrinho’. O tucano, então, concordou dizendo: ‘totalmente’”. Um diálogo que parece servir como epílogo da encenação eleitoral com que os tucanos trataram a crise da água.

Na origem do problema está o equivocado modelo de gestão do PSDB. E não a seca, como os tucanos tentam justificar para a população. No lugar de usar uma parte do lucro das empresas estatais para fazer as obras que teriam evitado o atual sofrimento da população, os governos tucanos optaram por pagar os maiores dividendos aos acionistas das empresas estatais, incluindo especuladores da Bolsa de Nova York. Foi pensando e agindo assim que os tucanos levaram o Brasil ao racionamento de energia, em 2000. Agora, infelizmente, o mesmo quadro se repete em São Paulo, onde a insensibilidade do PSDB provocou algo impensável até pouco tempo atrás: o paulista já está vivendo sem a garantia de ter água em casa para as atividades mais simples, como tomar banho ou lavar louça.

seca água FHC

Três suspeitos na tentativa de golpe de estado e eleitoral

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Escreve a procuradora Noélia Brito: “De acordo com essa ilustração, a tal delação que está sendo usada pela Veja para dar um golpe de Estado em nossa democracia, só foi presenciada pelo advogado, pelo delegado da polícia federal que preside o inquérito e por um procurador da República. Quem vazou, se é verdade que alguém vazou alguma coisa, já que a Veja já é conhecida por suas mentiras, cometeu crime pelo qual poderá perder o cargo e ser condenado como o foi o Delegado Protógenes, essa semana, pelo Supremo com relação à Operação Satiagraha e ainda beneficiar os criminosos com a anulação das provas. Tudo isso pra fazer Aécio presidente e derrotar a Dilma e o PT? Cheira mal, heim? Aliás, fede! Por isso, nós o povo, queremos saber os nomes do delegado e do procurador da República envolvidos no caso e que eles sejam chamados a dar explicações sobre esse suposto vazamento”.

 

ADVOGADO DE DOLEIRO: VEJA MENTIU SOBRE DILMA

 

cristo futebol 2

247 – A tentativa de golpe da Editora Abril contra a democracia brasileira não durou um dia. Menos depois de 24 horas após circular com uma edição extra, acusando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de “saberem de tudo” sobre o esquema denunciado na Petrobras, o “depoimento” do doleiro Alberto Youssef foi desmentido por ninguém menos que seu próprio advogado, o criminalista Antonio Figueiredo Basto.

“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, afirmou Basto. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”, alertou o advogado.

A edição de Veja foi antecipada para esta quinta-feira para tentar interferir na sucessão presidencial, sobrepondo-se à soberania popular. Ontem, pesquisas Ibope e Datafolha confirmaram a liderança da presidente Dilma Roussef nas pesquisas eleitorais (leia aqui).

Os responsáveis diretos pelo atentado à democracia cometido pela Editora Abril são o diretor de Redação de Veja, Eurípedes Alcântara, o executivo Fábio Barbosa, que conduz a gestão da empresa, além dos acionistas da família Civita. Conduziram o jornalismo brasileiro a seu momento mais irresponsável, mais vil e mais torpe.

 

 

EM MINAS, GOVERNO TUCANO TAMBÉM ESCONDEU CRISE DA ÁGUA

Minas água

 

A falta de planejamento e de investimento em obras em São Paulo, que levou à crise da falta de àgua naquele estado, infelizmente também se repetiu em Minas Gerais. Resultado: encerrado o primeiro turno, várias cidades começam a enfrentar a crise de abastecimento. Não é coincidência que os dois estados sejam governados pelos tucanos. O PSDB prefere atender aos interesses dos acionistas das empresas de abastecimento de água a fazer investimentos para evitar as crises. Tem sido assim com a Copasa, a empresa de Minas, e com a Sabesp, a empresa do governo estadual de São Paulo.

Essa política do PSDB já tinha dado errado em 2001, quando o Brasil viveu o trágico racionamento de energia no governo Fernando Henrique Cardoso. Agora, a mesma política de não se investir no planejamento para aumentar o lucro da empresa e os dividendos pagos aos acionistas levou à crise de falta de água em Minas e em São Paulo.

Em Minas, vários bairros de Belo Horizonte já sofrem com a falta de água. Veja o que diz o site da rádio Itatiaia, da capital mineira, a maior do estado e uma das maiores do país:

“A constante falta de água em bairros de Belo Horizonte e da Região Metropolitana leva a população a desconfiar que existe racionamento na capital. Na região Norte de BH, moradores reclamam da falta de planejamento da Copasa e contam que passaram a acordar de madrugada (horário que água chega) para fazer as tarefas domésticas e armazenar água para o restante do dia.

“Todo dia falta água, que só chega na madrugada. A gente tem que acordar para poder armazenar água e poder usar no outro dia. Se a Copasa não tem planejamento, não pode empurrar racionamento na gente na marra. Tem de ser feito de acordo, não de qualquer maneira”, relatou Anderson Antônio, morador do Bairro Jaqueline.”

Clique AQUI para ler a reportagem completa, incluindo o áudio.

Nessa outra reportagem, publicada pelo jornal O Tempo, leitores relataram falta de água em 81 bairros de BH. Leia um trecho:

“Está insuportável. Chego a ficar três dias sem água. Moro em um prédio que não tem todos os moradores e pego água da caixa desses apartamentos”, afirma a professora Eliane Izabel Braga Castro, 43, do São Bernardo, na região Norte. Também sofrem os comerciantes. “Já tivemos que mandar clientes para casa por causa da falta de água. Está faltando água todos os dias há cerca de 20 dias. Depois do almoço, a água acaba e volta só durante a noite. Estamos economizando, mas já fomos prejudicados”, disse Rodrigo Amorim, proprietário do Pet Shop Cão Mania, no Padre Eustáquio.”

Clique AQUI para ler a reportagem completa, no site do jornal O Tempo.

Como ocorreu em São Paulo, o que está infelizmente acontecendo em Minas já era previsível e poderia ser evitado, caso houvesse planejamento dos governos do PSDB nos dois estados.

Durante a campanha eleitoral, por exemplo, o candidato Fernando Pimentel, ex-ministro de Dilma e apoiado pela presidenta, alertou várias vezes para a iminência de um racionamento ou crise séria de falta d´água (Pimentel venceu no primeiro turno, contra o candidato apoiado por Aécio).

Em 10 de setembro, Pimentel já alertava para o problema em reportagem de O Tempo. ““A Copasa teve o contrato de concessão com Pará de Minas por 30 anos ou mais e foi incapaz de fazer um reservatório que garantisse o abastecimento de água nos períodos de escassez, como agora’, afirmou o ex-ministro de Dilma.” Clique AQUI para ler a reportagem completa.

No mesmo dia, o jornal Estado de Minas também publicou o alerta:

“O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, acusou nessa terça-feira o estado de ter adotado racionamento de água em Belo Horizonte sem avisar à população. ‘Desliga água em um bairro, desliga em outro. Não diz que é racionamento, mas já temos problemas de abastecimento’, afirmou Pimentel.”

Clique AQUI para ler o texto completo.

Como se vê, falta de aviso não foi. Os governos tucanos, porém, mais uma vez preferiram não planejar, não investir nas obras necessárias e aguardaram o fim do período eleitoral para tomar as medidas necessárias. A essa política, o jornal Folha de S. Paulo chamou de “estelionato eleitoral” do PSDB paulista, em editorial publicado no dia do primeiro turno. Infelizmente, o peso da má gestão recaiu sobre o povo mineiro e paulista.