Proibido reclamar que falta água em São Paulo

Farhad Foroutanian
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Alckmin privatizou a Sabesp. Vendeu ações na bolsa de Nova Iorque
Alckmin privatizou a Sabesp. Vendeu ações na bolsa de Nova Iorque

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MP de São Paulo instaura inquérito para apurar sigilo de informações da Sabesp

Por Daniel Mello

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito para apurar as razões que levaram a Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) a pôr sob sigilo informações sobre redes subterrâneas de água e esgoto. Em maio, a estatal classificou de secretos os projetos técnicos e a localização dos sistemas. Com a decisão, os dados só devem ser abertos ao público em 2030.

A Sabesp informou, por meio de nota, que as informações foram colocadas sob sigilo para evitar sabotagem ou vandalismo nas redes. “A Sabesp divulgará, ainda esta semana, a lista das entidades, em geral hospitais, em que foram feitas conexões às adutoras”, acrescenta o texto. A empresa usou como base para o sigilo o Decreto Estadual 58.052 de 2012. A norma permite tornar secretas informações que possam pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população.

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Na semana passada, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, revogou a classificação de ultrassecreto que havia sido dada a diversos documentos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com esse grau de sigilo, as informações só seriam disponibilizadas ao público após 25 anos.

Estavam nessa lista de classificação, publicada em julho de 2014, relatórios de acompanhamento de obras, registros de falhas do sistema, planos operacionais, processos administrativos para apuração de infração contratual, lista de funcionários e documentos de comunicação interna.

Em alguns casos, a justificativa também foi o possível risco à segurança da população. Porém, grande parte das informações foi classificada como ultrassecreta, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, por colocar em risco projetos de pesquisa ou ações de fiscalização para prevenção ou repressão de infrações.

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Desabastecimento em São Paulo. ONU vai apurar se crise hídrica viola direitos humanos

por María Martín/ El País/ Espanha

O relator da ONU Leo Heller
O relator da ONU Leo Heller

O novo relator das Nações Unidas sobre a água, o mineiro Leo Heller, se reuniu nesta quarta-feira em São Paulo com vários coletivos sociais, ONGs, promotores, procuradores e acadêmicos preocupados com o impacto da crise hídrica sobre a população, especialmente na região metropolitana. Heller encerrou a jornada surpreendido com alguns depoimentos e anunciou que a relatoria apurará possíveis violações de direitos humanos – especialmente o direito universal de acesso à água e ao esgotamento sanitário, mas também questões derivadas da crise, como o direito à saúde. “Não quero afirmar que já há direitos que estão sendo violados, mas muitos depoimentos vão nessa direção e as consequências têm impacto em milhares de pessoas. Isso é incompatível com uma região com o nível de desenvolvimento de São Paulo”, afirmou o relator.

“Ficar sem água é muito estressante para as pessoas: você está sujo, não tem roupa limpa, não dorme direito porque aguarda a madrugada quando liberam um pouco de água para prencher baldes, os vizinhos brigam entre eles pela água…” Mônica Seixas, do movimento Itu Vai Parar

Entre os relatos que Heller ouviu estava o de Mônica Seixas, moradora de Itu e integrante do movimento Itu Vai Parar. Seixas descreveu a realidade do município do interior de São Paulo quando os reservatórios secaram em julho do ano passado. “Houve casos de famílias que ficaram três meses sem receber uma gota de água. E sem informação. Porque pior que não tomar banho é você não saber quando vai poder tomar o próximo. Começaram a surgir doenças porque as pessoas pegavam água de qualquer lugar, saía barro das torneiras por conta dos vazamentos, no local do trabalho não dava nem para dar descarga… Começamos a ver assaltos a caixas de água, filas de quatro horas na bica para abastecer três galões e bandidos que chegavam, não para roubar sua carteira, mas para dizer: ‘Coloca todos os galões no meu caminhão que eu vou levar’. Essa situação é muito estressante para as pessoas. Você está sujo, não tem roupa limpa, não dorme direito porque aguarda a madrugada quando liberam um pouco de água para preencher baldes. Os vizinhos brigam entre eles pela água…”, descreveu Seixas.

Martha Lu, formada em administração e envolvida nas consequências sociais da crise hídrica desde a Copa do Mundo, ilustrou com outros exemplos, como a dificuldade dos moradores de rua para conseguir água, a realidade do desabastecimento em São Paulo. Lu questionou como levar até a ONU evidências de casos de pessoas que não querem aparecer, mas que passam seis dias sem água até o extremo de ter que fazer suas necessidades fisiológicas em sacolas de plástico.

O relator pediu que as organizações civis e ONGs resumam conjuntamente em um relatório, com provas, as situações que representariam desrespeito de direitos básicos, como os cortes de abastecimento nas comunidades mais pobres. “Não estamos falando de estatísticas nem evidências científicas. Os relatos da comunidade são uma evidência clara”, esclareceu Heller. A avaliação da ONU desse relatório-denúncia, que ainda não tem prazo para ser preparado, pode levar à instituição a escrever uma “carta de alegação”, documento que seria enviado ao Governo federal denunciando possíveis violações e questionando o que está sendo feito para evitá-las. “Os depoimentos foram muito fortes, mas tenho que ouvir os Governos”, disse o relator.

As organizações que compilarão os dados para o relator se organizam sob o guarda-chuva da Aliança pela Água, o principal grupo ativo nesta crise, que reune mais de 40 membros entre coletivos, ONGs e sociedade civil. Foi a Aliança quem convidou Heller para ouvir os relatos da São Paulo sem água.

Alckmin e a relatora da ONU

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Heller também se posicionou sobre os contratos de demanda firme da Sabesp que beneficiam grandes consumidores ao oferecerem tarifas que diminuem conforme aumenta o consumo. “Sob a lente dos direitos humanos, que é o que me ocupa, é inaceitável negar acesso a água à população em detrimento de outros usos. Não conheço o detalhe desses contratos, mas se eles levam a esse tipo de consequência é inaceitável.” O aumento de 22,7% da tarifa, pretendido pela companhia estatal, também preocupa a ONU no caso de levar a uma falta de suministro nos consumidores mais carentes.

Heller é o segundo relator das Nações Unidas que assume a responsabilidade de garantir os direitos básicos associados a água e o saneamento, reconhecidos pela ONU em 2010. O brasileiro de 59 anos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, substituiu em dezembro a portuguesa Catarina de Albuquerque. Alburquerque irritou profundamente o governador Geraldo Alckmin quando, em uma visita à cidade no ano passado, afirmou que a crise hídrica poderia ter sido evitada com um planejamento adequado por parte do Estado. Alckmin chegou a mandar um ofício à instituição exigindo que a relatora se retratasse, mas Alburquerque manteve as críticas e agora, seu sucesor, as reafirma. “Eu endosso completamente o que a Catarina falou sobre que esta crise poderia ter sido evitada com um planejamento adequado. Entre outras coisas ela também disse que não é aceitável que uma prestadora de serviços de fornecimento de água, como a Sabesp, mantenha uma parte da sua população sem acesso à água e transfira recursos para fora. Quer distribuir lucro? Ok, mas só se você tem uma completa universalização dos serviços compatível com os direitos humanos”, disse Heller.

Cao
Cao

A crise hídrica em São Paulo. A vida com três horas de água

por María Martín El País/ Espanha

Farhad Foroutanian
Farhad Foroutanian

Em alguns bairros de Osasco, o quinto município mais populoso do Estado de São Paulo, o sol deixou de marcar o início do dia de seus moradores. Aqui, a jornada começa de madrugada, ainda na escuridão, com os primeiros ruídos da água correndo pelas tubulações. Na casa de Janaína Dias, de 28 anos, o alvoroço das máquinas de lavar roupa, pratos, higiene pessoal e limpeza começa às três e meia da manhã e vai até as seis, as únicas horas do dia em que a casa e o bairro tem fornecimento.

Essas três horas em que as mulheres do Jardim Conceição, o bairro mais povoado da cidade, fazem provisão de água são fundamentais para garantir o abastecimento para o resto da família durante o dia. Elas se queixam de que quase não dormem e de que já não precisam do despertador: a falta d’água, consequência da crise hídrica mais grave dos últimos 84 anos, mudou o sono e a rotina delas. “Faz mais de seis meses que estamos assim, estamos com as costas doendo de tanto carregar baldes”, queixa-se Janaína.

Mailsa Alves Moreira, de 49 anos. MARTHA LU
Mailsa Alves Moreira, de 49 anos. Foto MARTHA LU

Nessa mesma rua, Mailsa Alves Moreira, de 49 anos, arrasta os pés esgotada com uma tina de roupa encaixada em seu quadril ossudo. É meio-dia de sábado e ela ainda não dormiu. “Trabalho sete dias por semana, se não lavar agora não sei quando vou poder fazer isso. Somos 11 em casa”. Desde as três e meia da manhã Mailsa está enchendo a máquina de lavar roupa, aproveitando o “milagre” de um sábado com água nas torneiras, um presente raríssimo nos últimos tempos. “Está cruel, sabe?”. Mailsa diz que não tem dinheiro para comprar uma reserva de água; então, se ela não se levantasse quando começa fornecimento para encher baldes com a mangueira, não teria nem para dar a descarga do banheiro ao voltar para casa.

A prioridade das mães de família desses bairros é, sem dúvida, lavar a roupa e garantir a água para cozinhar. Nem seus armários têm prenda suficientes para atrasar a lavagem, nem seu orçamento lhes permite comer fora quando os cortes de água as pegam despreparadas. Em Osasco, 46,6% dos moradores vive com até um salário mínimo (788 reais), segundo dados da Prefeitura.

A Sabesp inclui o bairro em seu mapa de redução de pressão, manobra intensificada no começo deste ano para forçar a economia de água e reduzir as perdas na rede, mas o discurso oficial pouco tem a ver com a realidade relatada nessas casas de tijolo. Segundo a companhia, esses moradores, abastecidos pelo Sistema Cantareira, que opera hoje com 15,3% de sua capacidade, têm água entre seis da tarde e seis da manhã. São, no papel, 12 horas de abastecimento, mais inclusive do que desfrutam os moradores do nobre bairro de Pinheiros, que segundo o horário oficial, têm fornecimento garantido por apenas sete horas por dia.

Mas, na realidade, falta água durante a maior parte do dia e, algumas vezes, durante mais de três dias seguidos. Onze relatos ouvidos no Jardim Conceição (31.441 habitantes), Jardim Santa Maria (22.520), Jardim Maria Tereza e Vila Julia descrevem a realidade da crise hídrica longe dos condomínios. Os cortes afetaram também a rotina e o orçamento da creche do Jardim Conceição, o centro Amélia Tozzeto. Três mães lembram-se das ligações da diretora no meio do dia avisando que mandaria as crianças para casa por falta de fornecimento. Para evitar o infortúnio que se repetiu várias vezes no começo do ano, agora o centro contrata dois caminhões cisterna por semana. A creche informou por telefone que conta com uma reserva de 40.000 litros em caixas d’água, mas a pressão não é suficiente para enchê-las.

A família de Andréia consome muito menos água por dia do recomendado pela OMS. : MARTHA LU
A família de Andréia consome muito menos água por dia do recomendado pela OMS. Foto MARTHA LU

Do primeiro degrau da escadaria que leva à casa da Andreia Aparecida da Silva, moradora da Vila Julia, uma desempregada de 42 anos, sai um cano branco que solta água sem parar. Está conectado ao poço de um vizinho e se tornou ponto de encontro do bairro. Ali chegam diariamente os rapazes para lavar suas motos e carros, caminhonetes com galões, mães com baldes e até com panelas e garrafas de água mineral. “Já cheguei a dar essa água às crianças. Fervida e coada. Não tínhamos outra”, reconhece envergonhada Andreia.

O 'ponto de encontro' do bairro. Foto MARTHA LU
O ‘ponto de encontro’ do bairro. Foto MARTHA LU

O problema no Jardim Conceição não é só a falta d’água, mas que a pouca que chega, já chegou a ser insalubre. Hoje é difícil encontrar nessa região uma mãe que dê água, não do encanamento ao ar livre, mas da própria torneira, aos filhos. Os moradores relatam que em fevereiro, famílias inteiras caíram doentes, com vômitos e diarreia. “A água da rede de esgoto se misturou com a das tubulações”, afirma Nazaré, de 46, anos, uma das afetadas. “A água que saía da torneira tinha cheiro de merda, a rua inteira ficou doente. A companhia de saneamento esclarece que o que poluiu a água foi terra e que a avaria foi consertada em três dias. “Nós não confiamos mais, muito menos para dar às crianças”, diz a jovem Janaina. O estrago, afirma, os deixou 15 dias sem água.

O serviço deficiente e descontínuo que relatam os moradores não se traduziu nas contas. “Chegam 40 ou 50 reais, mas não há água. Faz tanto tempo, que não sei quando foi o último sábado em que abri a torneira e saiu alguma coisa”, diz Andreia. Cada um dos seis membros da família dela gasta aproximadamente 61 litros por dia, menos da metade do que gastavam no ano passado, segundo indica a conta. Seu consumo está muito abaixo da média de 126 litros utilizados por pessoa e por dia na Grande São Paulo, segundo o último relatório da Sabesp, e ainda mais distante do consumo médio recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A poucas ruas dali, um gigantesco reservatório de água com capacidade para 10 milhões de litros, projetada em 2013 para aliviar os problemas de desabastecimento do Jardim Conceição e arredores, espera desde maio de 2014 para ser inaugurada. A promessa do Governo estadual, como a distribuição de caixas d’água à população mais pobre, está atrasada. O novo prazo acaba no dia 20 deste mês e promete também a entrega de um conjunto de obras que deve garantir a chegada de água a cerca de 100.000 pessoas da região. Se por acaso alguém quiser fazer contas ao passar pelo local, no cartaz do projeto do reservatório, no lugar das datas prometidas – e descumpridas – há um risco.

Aroeira
Aroeira

Maior aquífero do mundo fica no Brasil e abasteceria o planeta por 250 anos

por Carlos Madeiro/ Uol

Imagine uma quantidade de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, está localizada na parte brasileira da Amazônia e é praticamente subutilizada.

Até dois anos atrás, o aquífero era conhecido como Alter do Chão. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) apontaram para uma área maior e deram uma nova definição.

“A gente avançou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aquífero Grande Amazônia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Chão é muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que não ficasse essa confusão”, explicou o professor do Instituto de Geociência da UFPA Francisco Matos.

Segundo a pesquisa, o aquífero possui reservas hídricas estimadas preliminarmente em 162.520 km³ –sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. “Isso considerando a reserva até uma profundidade de 500 metros. O aquífero Guarani, que era o maior, tem 39 mil km³ e já era considerado o maior do mundo”, explicou Matos.

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O aquífero está posicionado nas bacias do Marajó (PA), Amazonas, Solimões (AM) e Acre –todas na região amazônica–, chegando até a bacias subandinas. Para se ter ideia, a reserva de água equivale a mais de 150 quatrilhões de litros. “Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos”, estimou Matos.

O aquífero exemplifica a má distribuição do volume hídrico nacional com relação à concentração populacional. Na Amazônia, vive apenas 5% da população do país, mas é a região que concentra mais da metade de toda água doce existente no Brasil.

Por conta disso, a água é subutilizada. Hoje, o aquífero serve apenas para fornecer água para cidades do vale amazônico, com cidades como Manaus e Santarém. “O que poderíamos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, além do natural, para produção de alimentos, que ocorreria por meio da irrigação. Isso poderia ampliar a produção de vários tipos de cultivo na Amazônia”, afirmou Matos.

O segundo maior aquífero – o Guarani – também fica no Brasil, e parte dele em São Paulo sem água 

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Água de beber de São Paulo para Tio Sam

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Rio subterrâneo no Aquífero Guarani
Rio subterrâneo no Aquífero Guarani

 

São Paulo Capital e principais cidades estão sem água de beber na torneira. Isso acontece depois da privatização da água por Geraldo Alckmin, governador reeleito do PSDB, no mando de São Paulo desde Montoro (no regime militar) e Covas.

Falta água em São Paulo, estado beneficiado pelo segundo maior aquífero do Mundo, o Guarani, cobiçado pelos Estados Unidos, e que vem sendo explorado por empresas internacionais de engarrafamento de água.

Um Estado rico em recursos hídricos, estranhamente depende de um único reservatório, do volume morto da Cantareira.

O governador Alckmin deve muitas explicações, quando a água não foi tema de discussão na recente campanha presidencial. Exibiram, sim, a propaganda mentirosa do PSDB de que não haveria racionamento.

Realmente, não deveria. Que São Paulo possui rios correntes, vários fontes, e o Guarani (vide links), que a imprensa costuma inviabilizar com manchetes desse tipo: “Uso de Aquífero gera insegurança em cidades“, acrescentando: “É dito que esta vasta reserva subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Devido a uma possível falta de água potável no planeta, que começaria em vinte anos, este recurso natural está rapidamente sendo politizado, tornando-se o controle do aquífero Guarani cada vez mais controverso”.

 

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Agua, ¿preludio de guerra en América?

por Hedelberto López Blanch

Aunque la noticia ha pasado prácticamente inadvertida para los medios de comunicación, no deja de ser importante y alarmante por sus posibles consecuencias para todos los países del continente americano.
Un estudio de la NASA ha llegado a la conclusión de que el volumen total de agua en las cuencas de los ríos Sacramento y San Joaquín, en el Estado de California, Estados Unidos, ha disminuido desde 2014 en 34 millones de acre-pie (42 000 millones de metros cúbicos), lo cual significa un efecto demoledor para la economía de ese extenso Estado de la Unión.

La información apareció en un artículo en The Ángeles Times, firmado por el científico del Laboratorio de Propulsión a Chorro de esa institución, Jay Famiglietti, en el cual se afirma que California viene perdiendo agua almacenada desde 2002, y que dos tercios de estas mermas se derivan del uso de aguas subterráneas por los agricultores que han tratado de combatir los efectos de las sequías .

Con gran énfasis, el científico asegura que “los almacenamientos actuales de agua en California podrían acabarse dentro de un año” y que las autoridades deben activar medidas restrictivas sobre el uso del líquido almacenado en todos los sectores y permitir la formación de agencias regionales de sostenibilidad.

En los cálculos del equipo encabezado por Famiglietti se tuvo en consideración los volúmenes que comprenden la nieve fundida, las reservas y el agua subterránea.

La noticia trae a colación el interés manifiesto que a lo largo de estos últimos años ha demostrado Estados Unidos en tener una mayor presencia en la zona cercana al Acuífero Guaraní que se extiende desde el norte de Brasil hasta la pampa argentina. Se calcula que tiene 37 000 millones de metros cúbicos, y cada kilómetro cúbico es igual a 1 billón de litros.

Con 1 190 000 kilómetros cuadrados de extensión, superficie mayor que las de España, Francia y Portugal juntas comprende 850 000 kilómetros cuadrados del Brasil (equivalente al 9,9 % de su territorio), 225 000 de la Argentina (7,8 %), 70.000 kilómetros cuadrados de Paraguay (17,2 %) y 45.000 kilómetros cuadrados de Uruguay, 25,5 % de la superficie de la nación oriental.

Sus fuentes podrían abastecer indefinidamente a 360 millones de personas, mientras la población actual en el área del acuífero, se estima en 17 millones.

Los jefes del Comando del Ejército Sur de Estados Unidos han mantenido una cíclica presencia en esa región y el Banco Mundial comenzó, a partir de 2007, a financiar proyectos en el Guaraní.

Desde hace más de un siglo, los países poderosos han lanzado guerras o controlado a gobiernos dóciles para apoderarse del control de los yacimientos de hidrocarburos existentes en diferentes naciones.

En América Latina casi todos los depósitos estuvieron bajo intervención de Estados Unidos y en otras regiones, han sido lanzadas violentas guerras de rapiñas para apoderarse del petróleo y gas como en Libia, Irak, Siria o Sudán, por citar algunas.

Ahora los expertos auguran que más temprano que tarde, las nuevas guerras tendrán como trasfondo, tratar de apoderarse de las grandes fuentes de agua, debido a la escasez y la contaminación en algunos países de ese líquido fundamental para la vida en el planeta.

Observemos estos datos: El 70 % de la tierra esta cubierta por agua salada y solo el 2,5 % potable. De éstas, el 70% se utiliza en la agricultura, el 20 % en la industria y el 10 % al consumo humano. La contaminación de las aguas provocan la muerte de más de 5 000 000 de personas, principalmente de menores de edad.

Unos 1 200 millones de habitantes no tienen acceso al agua y 2 200 millones viven sin condiciones sanitarias. Para 2050 la Organización de Naciones Unidas estima una población mundial de 9 000 millones con una demanda superior al 60 % de la actual, mientras que el 85 % de las fuentes hídricas se encuentran donde habita el 12 %.

Resulta muy sintomático que un informe de la Agencia Central de Inteligencia estadounidense (CIA) ha afirmado que para el 2015 el agua será una de las mayores causas de conflicto internacional. En 1997, cuando en América Latina primaban gobiernos dóciles a Estados Unidos, varios países abrieron sus puertas al Banco Mundial, al pasar las universidades de Santa Fe y Buenos Aires, la de Uruguay y varias de Brasil, los derechos de investigación del acuífero Guaraní a esa institución financiera.

Para noviembre de 2001 el BM, por medio de una de sus instituciones especializadas, el Fondo Mundial para el Medio Ambiente (GEF por sus siglas en inglés) comenzó a financiar la investigación y los trabajos para lograr el “desarrollo sustentable” de ese reservorio.

Dos años después, en noviembre de 2003, se reunieron en Montevideo los integrantes del MERCOSUR con el BM y se firmó el Proyecto de Protección Ambiental y Desarrollo Sustentable del Sistema Acuífero Guaraní. El GEF garantizó para el financiamiento, 13,4 millones de dólares aportados por bancos de Estados Unidos, Holanda y Alemania. La Organización de Estados Americanos y la Unidad para el Desarrollo Sostenible (OEA-USDE) con sede en Washington actuarían como la filial regional de ejecución y el Banco Mundial como la agencia de implementación.

Durante el IV Foro Mundial del Agua celebrado en Ciudad de México en marzo de 2006, el entonces presidente del BM, Paul Wolfowitz emitió un documento denominado “Espejismo en el Agua”, donde expresaba que el Banco Mundial solo facilitaría préstamos para la asistencia del agua con la condición de que dicho servicio se privatizara.

Pero como ha expresado el presidente ecuatoriano Rafael Correa, ya comenzaba para la región un “cambio de era” y el texto fue descalificado por los asistentes. En ese documento se indicaba que el país que se negara a acatar las decisiones vería recortados los créditos para otras inversiones en el sector público.

Con la reciente información de la NASA referente a la escasez de agua en el extenso Estado norteamericano de California, las naciones del sur del continente tendrán que estar alertas para evitar las nuevas amenazas que se ciernen sobre el Acuífero Guaraní.

 

Genildo
Genildo

Dengue é peste escondida em São Paulo

Sempre fez parte da campanha de combate a dengue não guardar água em balde.

Com a seca na Região Metropolitana de São Paulo, a recomendação passou a não existir.

A verdade verdadeira é que o governador de São Paulo até hoje nega o racionamento no serviço de abastecimento de água.

 Ali Divandari
Ali Divandari

E quando é verão, e quando falta água, a dengue se transforma em uma epidemia. E mortal epidemia.

De repente a imprensa parou de informar sobre a dengue em São Paulo.

Mas Carlos Tramontina furou a censura. O apresentador do telejornal SPTV – 2ª edição, da TV Globo, informou através de sua página no Facebook que está com dengue e, portanto, ficará longe do trabalho por uma semana.

“Meus amigos, o mosquito me pegou. Estou em casa, muito bem, me recuperando da dengue. Repito, estou bem. Na semana que vem eu volto. A gente se encontra. Abraços.”, escreveu em post na rede social.

Tramontina está devendo uma reportagem sobre a dengue em São Paulo.

Em Recife, para outro exemplo, são inimagináveis as seguintes cenas de combate ao mosquito noutras cidades brasileiras:

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1 COMBATE A DENGUE

Retorno da ditadura ou do governo terminal de FHC?

Temos que lutar pela democracia. Antes que seja tarde demais. Todo golpe – a história ensina – traz a ameaça de invasão de exército e legiões estrangeiras. A Ucrânia o exemplo mais recente.

Os governadores tucanos Geraldo Alckmin e Beto Richa demonstram que os direitistas não realizam nada que preste para o povo. Governam para criar uma onda de revolta, de desesperança, de pessimismo, de descrença no Brasil. São incapazes de administrar, respectivamente, São Paulo sem água, e o Paraná da república do galeão. São podres governos, blindados pela imprensa vendida.

O povo revoltado reclama do preço dos transportes, sancionado pelo prefeito, culpando a presidência da República. Reclama a falta de água nas torneiras, culpando a presidência da República, quando a companhia de abastecimento de água foi privatizada pelo governador.

Beto Richa inicia seu segundo mandato com um tarifaço e um pacotaço de austeridade, na tentativa de reequilibrar o caixa financeiro do governo. Sua popularidade despenca, e 76% dos paranaenses desaprovam sua gestão.

Beto Richa

No último dia 26, a Polícia Militar do Paraná recusou a ordem de Richa de expulsar os professores grevistas da Assembléia Legislativa (ALEP). Veja vídeo 

Os funcionários públicos estaduais de São Paulo vão terminar nas ruas como acontece no Paraná. Este ano, Alckmin aumentou seu próprio salário em mais de 1000 reais. E na última semana, ele assinou um decreto que proíbe o aumento para o servidor público no estado. Parece que também planeja um Caracazo.

Temo por este Brasil de uma imprensa imoral, mentirosa, safada, vendida, que realiza a propaganda suja dos governos e empresas estrangeiras, principalmente das ex-estatais privatizadas em leilões quermesses.

Temo um golpe, uma ditadura financiada pela CIA, como aconteceu em 1964.

Temo um Fernando Henrique qualquer, de farda, de toga, de beca, não importa a roupa e o disfarce, que o hábito não faz o monge.

Temo um Fernando Henrique qualquer, realizando o governo terminal do verdadeiro Fernando Henrique.

Que fez Fernando Henrique, em oito anos de desgoverno e privatizações, pelo povo?

Que fez a ditadura militar, em 21 anos de ordem unida e tortura, pelo povo em geral?

 

Cao
Cao

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