EM MINAS, GOVERNO TUCANO TAMBÉM ESCONDEU CRISE DA ÁGUA

Minas água

 

A falta de planejamento e de investimento em obras em São Paulo, que levou à crise da falta de àgua naquele estado, infelizmente também se repetiu em Minas Gerais. Resultado: encerrado o primeiro turno, várias cidades começam a enfrentar a crise de abastecimento. Não é coincidência que os dois estados sejam governados pelos tucanos. O PSDB prefere atender aos interesses dos acionistas das empresas de abastecimento de água a fazer investimentos para evitar as crises. Tem sido assim com a Copasa, a empresa de Minas, e com a Sabesp, a empresa do governo estadual de São Paulo.

Essa política do PSDB já tinha dado errado em 2001, quando o Brasil viveu o trágico racionamento de energia no governo Fernando Henrique Cardoso. Agora, a mesma política de não se investir no planejamento para aumentar o lucro da empresa e os dividendos pagos aos acionistas levou à crise de falta de água em Minas e em São Paulo.

Em Minas, vários bairros de Belo Horizonte já sofrem com a falta de água. Veja o que diz o site da rádio Itatiaia, da capital mineira, a maior do estado e uma das maiores do país:

“A constante falta de água em bairros de Belo Horizonte e da Região Metropolitana leva a população a desconfiar que existe racionamento na capital. Na região Norte de BH, moradores reclamam da falta de planejamento da Copasa e contam que passaram a acordar de madrugada (horário que água chega) para fazer as tarefas domésticas e armazenar água para o restante do dia.

“Todo dia falta água, que só chega na madrugada. A gente tem que acordar para poder armazenar água e poder usar no outro dia. Se a Copasa não tem planejamento, não pode empurrar racionamento na gente na marra. Tem de ser feito de acordo, não de qualquer maneira”, relatou Anderson Antônio, morador do Bairro Jaqueline.”

Clique AQUI para ler a reportagem completa, incluindo o áudio.

Nessa outra reportagem, publicada pelo jornal O Tempo, leitores relataram falta de água em 81 bairros de BH. Leia um trecho:

“Está insuportável. Chego a ficar três dias sem água. Moro em um prédio que não tem todos os moradores e pego água da caixa desses apartamentos”, afirma a professora Eliane Izabel Braga Castro, 43, do São Bernardo, na região Norte. Também sofrem os comerciantes. “Já tivemos que mandar clientes para casa por causa da falta de água. Está faltando água todos os dias há cerca de 20 dias. Depois do almoço, a água acaba e volta só durante a noite. Estamos economizando, mas já fomos prejudicados”, disse Rodrigo Amorim, proprietário do Pet Shop Cão Mania, no Padre Eustáquio.”

Clique AQUI para ler a reportagem completa, no site do jornal O Tempo.

Como ocorreu em São Paulo, o que está infelizmente acontecendo em Minas já era previsível e poderia ser evitado, caso houvesse planejamento dos governos do PSDB nos dois estados.

Durante a campanha eleitoral, por exemplo, o candidato Fernando Pimentel, ex-ministro de Dilma e apoiado pela presidenta, alertou várias vezes para a iminência de um racionamento ou crise séria de falta d´água (Pimentel venceu no primeiro turno, contra o candidato apoiado por Aécio).

Em 10 de setembro, Pimentel já alertava para o problema em reportagem de O Tempo. ““A Copasa teve o contrato de concessão com Pará de Minas por 30 anos ou mais e foi incapaz de fazer um reservatório que garantisse o abastecimento de água nos períodos de escassez, como agora’, afirmou o ex-ministro de Dilma.” Clique AQUI para ler a reportagem completa.

No mesmo dia, o jornal Estado de Minas também publicou o alerta:

“O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, acusou nessa terça-feira o estado de ter adotado racionamento de água em Belo Horizonte sem avisar à população. ‘Desliga água em um bairro, desliga em outro. Não diz que é racionamento, mas já temos problemas de abastecimento’, afirmou Pimentel.”

Clique AQUI para ler o texto completo.

Como se vê, falta de aviso não foi. Os governos tucanos, porém, mais uma vez preferiram não planejar, não investir nas obras necessárias e aguardaram o fim do período eleitoral para tomar as medidas necessárias. A essa política, o jornal Folha de S. Paulo chamou de “estelionato eleitoral” do PSDB paulista, em editorial publicado no dia do primeiro turno. Infelizmente, o peso da má gestão recaiu sobre o povo mineiro e paulista.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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