Desabastecimento em São Paulo. ONU vai apurar se crise hídrica viola direitos humanos

por María Martín/ El País/ Espanha

O relator da ONU Leo Heller
O relator da ONU Leo Heller

O novo relator das Nações Unidas sobre a água, o mineiro Leo Heller, se reuniu nesta quarta-feira em São Paulo com vários coletivos sociais, ONGs, promotores, procuradores e acadêmicos preocupados com o impacto da crise hídrica sobre a população, especialmente na região metropolitana. Heller encerrou a jornada surpreendido com alguns depoimentos e anunciou que a relatoria apurará possíveis violações de direitos humanos – especialmente o direito universal de acesso à água e ao esgotamento sanitário, mas também questões derivadas da crise, como o direito à saúde. “Não quero afirmar que já há direitos que estão sendo violados, mas muitos depoimentos vão nessa direção e as consequências têm impacto em milhares de pessoas. Isso é incompatível com uma região com o nível de desenvolvimento de São Paulo”, afirmou o relator.

“Ficar sem água é muito estressante para as pessoas: você está sujo, não tem roupa limpa, não dorme direito porque aguarda a madrugada quando liberam um pouco de água para prencher baldes, os vizinhos brigam entre eles pela água…” Mônica Seixas, do movimento Itu Vai Parar

Entre os relatos que Heller ouviu estava o de Mônica Seixas, moradora de Itu e integrante do movimento Itu Vai Parar. Seixas descreveu a realidade do município do interior de São Paulo quando os reservatórios secaram em julho do ano passado. “Houve casos de famílias que ficaram três meses sem receber uma gota de água. E sem informação. Porque pior que não tomar banho é você não saber quando vai poder tomar o próximo. Começaram a surgir doenças porque as pessoas pegavam água de qualquer lugar, saía barro das torneiras por conta dos vazamentos, no local do trabalho não dava nem para dar descarga… Começamos a ver assaltos a caixas de água, filas de quatro horas na bica para abastecer três galões e bandidos que chegavam, não para roubar sua carteira, mas para dizer: ‘Coloca todos os galões no meu caminhão que eu vou levar’. Essa situação é muito estressante para as pessoas. Você está sujo, não tem roupa limpa, não dorme direito porque aguarda a madrugada quando liberam um pouco de água para preencher baldes. Os vizinhos brigam entre eles pela água…”, descreveu Seixas.

Martha Lu, formada em administração e envolvida nas consequências sociais da crise hídrica desde a Copa do Mundo, ilustrou com outros exemplos, como a dificuldade dos moradores de rua para conseguir água, a realidade do desabastecimento em São Paulo. Lu questionou como levar até a ONU evidências de casos de pessoas que não querem aparecer, mas que passam seis dias sem água até o extremo de ter que fazer suas necessidades fisiológicas em sacolas de plástico.

O relator pediu que as organizações civis e ONGs resumam conjuntamente em um relatório, com provas, as situações que representariam desrespeito de direitos básicos, como os cortes de abastecimento nas comunidades mais pobres. “Não estamos falando de estatísticas nem evidências científicas. Os relatos da comunidade são uma evidência clara”, esclareceu Heller. A avaliação da ONU desse relatório-denúncia, que ainda não tem prazo para ser preparado, pode levar à instituição a escrever uma “carta de alegação”, documento que seria enviado ao Governo federal denunciando possíveis violações e questionando o que está sendo feito para evitá-las. “Os depoimentos foram muito fortes, mas tenho que ouvir os Governos”, disse o relator.

As organizações que compilarão os dados para o relator se organizam sob o guarda-chuva da Aliança pela Água, o principal grupo ativo nesta crise, que reune mais de 40 membros entre coletivos, ONGs e sociedade civil. Foi a Aliança quem convidou Heller para ouvir os relatos da São Paulo sem água.

Alckmin e a relatora da ONU

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Heller também se posicionou sobre os contratos de demanda firme da Sabesp que beneficiam grandes consumidores ao oferecerem tarifas que diminuem conforme aumenta o consumo. “Sob a lente dos direitos humanos, que é o que me ocupa, é inaceitável negar acesso a água à população em detrimento de outros usos. Não conheço o detalhe desses contratos, mas se eles levam a esse tipo de consequência é inaceitável.” O aumento de 22,7% da tarifa, pretendido pela companhia estatal, também preocupa a ONU no caso de levar a uma falta de suministro nos consumidores mais carentes.

Heller é o segundo relator das Nações Unidas que assume a responsabilidade de garantir os direitos básicos associados a água e o saneamento, reconhecidos pela ONU em 2010. O brasileiro de 59 anos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, substituiu em dezembro a portuguesa Catarina de Albuquerque. Alburquerque irritou profundamente o governador Geraldo Alckmin quando, em uma visita à cidade no ano passado, afirmou que a crise hídrica poderia ter sido evitada com um planejamento adequado por parte do Estado. Alckmin chegou a mandar um ofício à instituição exigindo que a relatora se retratasse, mas Alburquerque manteve as críticas e agora, seu sucesor, as reafirma. “Eu endosso completamente o que a Catarina falou sobre que esta crise poderia ter sido evitada com um planejamento adequado. Entre outras coisas ela também disse que não é aceitável que uma prestadora de serviços de fornecimento de água, como a Sabesp, mantenha uma parte da sua população sem acesso à água e transfira recursos para fora. Quer distribuir lucro? Ok, mas só se você tem uma completa universalização dos serviços compatível com os direitos humanos”, disse Heller.

Cao
Cao

Água de beber de São Paulo para Tio Sam

aquífero

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Rio subterrâneo no Aquífero Guarani
Rio subterrâneo no Aquífero Guarani

 

São Paulo Capital e principais cidades estão sem água de beber na torneira. Isso acontece depois da privatização da água por Geraldo Alckmin, governador reeleito do PSDB, no mando de São Paulo desde Montoro (no regime militar) e Covas.

Falta água em São Paulo, estado beneficiado pelo segundo maior aquífero do Mundo, o Guarani, cobiçado pelos Estados Unidos, e que vem sendo explorado por empresas internacionais de engarrafamento de água.

Um Estado rico em recursos hídricos, estranhamente depende de um único reservatório, do volume morto da Cantareira.

O governador Alckmin deve muitas explicações, quando a água não foi tema de discussão na recente campanha presidencial. Exibiram, sim, a propaganda mentirosa do PSDB de que não haveria racionamento.

Realmente, não deveria. Que São Paulo possui rios correntes, vários fontes, e o Guarani (vide links), que a imprensa costuma inviabilizar com manchetes desse tipo: “Uso de Aquífero gera insegurança em cidades“, acrescentando: “É dito que esta vasta reserva subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Devido a uma possível falta de água potável no planeta, que começaria em vinte anos, este recurso natural está rapidamente sendo politizado, tornando-se o controle do aquífero Guarani cada vez mais controverso”.

 

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Agua, ¿preludio de guerra en América?

por Hedelberto López Blanch

Aunque la noticia ha pasado prácticamente inadvertida para los medios de comunicación, no deja de ser importante y alarmante por sus posibles consecuencias para todos los países del continente americano.
Un estudio de la NASA ha llegado a la conclusión de que el volumen total de agua en las cuencas de los ríos Sacramento y San Joaquín, en el Estado de California, Estados Unidos, ha disminuido desde 2014 en 34 millones de acre-pie (42 000 millones de metros cúbicos), lo cual significa un efecto demoledor para la economía de ese extenso Estado de la Unión.

La información apareció en un artículo en The Ángeles Times, firmado por el científico del Laboratorio de Propulsión a Chorro de esa institución, Jay Famiglietti, en el cual se afirma que California viene perdiendo agua almacenada desde 2002, y que dos tercios de estas mermas se derivan del uso de aguas subterráneas por los agricultores que han tratado de combatir los efectos de las sequías .

Con gran énfasis, el científico asegura que “los almacenamientos actuales de agua en California podrían acabarse dentro de un año” y que las autoridades deben activar medidas restrictivas sobre el uso del líquido almacenado en todos los sectores y permitir la formación de agencias regionales de sostenibilidad.

En los cálculos del equipo encabezado por Famiglietti se tuvo en consideración los volúmenes que comprenden la nieve fundida, las reservas y el agua subterránea.

La noticia trae a colación el interés manifiesto que a lo largo de estos últimos años ha demostrado Estados Unidos en tener una mayor presencia en la zona cercana al Acuífero Guaraní que se extiende desde el norte de Brasil hasta la pampa argentina. Se calcula que tiene 37 000 millones de metros cúbicos, y cada kilómetro cúbico es igual a 1 billón de litros.

Con 1 190 000 kilómetros cuadrados de extensión, superficie mayor que las de España, Francia y Portugal juntas comprende 850 000 kilómetros cuadrados del Brasil (equivalente al 9,9 % de su territorio), 225 000 de la Argentina (7,8 %), 70.000 kilómetros cuadrados de Paraguay (17,2 %) y 45.000 kilómetros cuadrados de Uruguay, 25,5 % de la superficie de la nación oriental.

Sus fuentes podrían abastecer indefinidamente a 360 millones de personas, mientras la población actual en el área del acuífero, se estima en 17 millones.

Los jefes del Comando del Ejército Sur de Estados Unidos han mantenido una cíclica presencia en esa región y el Banco Mundial comenzó, a partir de 2007, a financiar proyectos en el Guaraní.

Desde hace más de un siglo, los países poderosos han lanzado guerras o controlado a gobiernos dóciles para apoderarse del control de los yacimientos de hidrocarburos existentes en diferentes naciones.

En América Latina casi todos los depósitos estuvieron bajo intervención de Estados Unidos y en otras regiones, han sido lanzadas violentas guerras de rapiñas para apoderarse del petróleo y gas como en Libia, Irak, Siria o Sudán, por citar algunas.

Ahora los expertos auguran que más temprano que tarde, las nuevas guerras tendrán como trasfondo, tratar de apoderarse de las grandes fuentes de agua, debido a la escasez y la contaminación en algunos países de ese líquido fundamental para la vida en el planeta.

Observemos estos datos: El 70 % de la tierra esta cubierta por agua salada y solo el 2,5 % potable. De éstas, el 70% se utiliza en la agricultura, el 20 % en la industria y el 10 % al consumo humano. La contaminación de las aguas provocan la muerte de más de 5 000 000 de personas, principalmente de menores de edad.

Unos 1 200 millones de habitantes no tienen acceso al agua y 2 200 millones viven sin condiciones sanitarias. Para 2050 la Organización de Naciones Unidas estima una población mundial de 9 000 millones con una demanda superior al 60 % de la actual, mientras que el 85 % de las fuentes hídricas se encuentran donde habita el 12 %.

Resulta muy sintomático que un informe de la Agencia Central de Inteligencia estadounidense (CIA) ha afirmado que para el 2015 el agua será una de las mayores causas de conflicto internacional. En 1997, cuando en América Latina primaban gobiernos dóciles a Estados Unidos, varios países abrieron sus puertas al Banco Mundial, al pasar las universidades de Santa Fe y Buenos Aires, la de Uruguay y varias de Brasil, los derechos de investigación del acuífero Guaraní a esa institución financiera.

Para noviembre de 2001 el BM, por medio de una de sus instituciones especializadas, el Fondo Mundial para el Medio Ambiente (GEF por sus siglas en inglés) comenzó a financiar la investigación y los trabajos para lograr el “desarrollo sustentable” de ese reservorio.

Dos años después, en noviembre de 2003, se reunieron en Montevideo los integrantes del MERCOSUR con el BM y se firmó el Proyecto de Protección Ambiental y Desarrollo Sustentable del Sistema Acuífero Guaraní. El GEF garantizó para el financiamiento, 13,4 millones de dólares aportados por bancos de Estados Unidos, Holanda y Alemania. La Organización de Estados Americanos y la Unidad para el Desarrollo Sostenible (OEA-USDE) con sede en Washington actuarían como la filial regional de ejecución y el Banco Mundial como la agencia de implementación.

Durante el IV Foro Mundial del Agua celebrado en Ciudad de México en marzo de 2006, el entonces presidente del BM, Paul Wolfowitz emitió un documento denominado “Espejismo en el Agua”, donde expresaba que el Banco Mundial solo facilitaría préstamos para la asistencia del agua con la condición de que dicho servicio se privatizara.

Pero como ha expresado el presidente ecuatoriano Rafael Correa, ya comenzaba para la región un “cambio de era” y el texto fue descalificado por los asistentes. En ese documento se indicaba que el país que se negara a acatar las decisiones vería recortados los créditos para otras inversiones en el sector público.

Con la reciente información de la NASA referente a la escasez de agua en el extenso Estado norteamericano de California, las naciones del sur del continente tendrán que estar alertas para evitar las nuevas amenazas que se ciernen sobre el Acuífero Guaraní.

 

Genildo
Genildo

Retorno da ditadura ou do governo terminal de FHC?

Temos que lutar pela democracia. Antes que seja tarde demais. Todo golpe – a história ensina – traz a ameaça de invasão de exército e legiões estrangeiras. A Ucrânia o exemplo mais recente.

Os governadores tucanos Geraldo Alckmin e Beto Richa demonstram que os direitistas não realizam nada que preste para o povo. Governam para criar uma onda de revolta, de desesperança, de pessimismo, de descrença no Brasil. São incapazes de administrar, respectivamente, São Paulo sem água, e o Paraná da república do galeão. São podres governos, blindados pela imprensa vendida.

O povo revoltado reclama do preço dos transportes, sancionado pelo prefeito, culpando a presidência da República. Reclama a falta de água nas torneiras, culpando a presidência da República, quando a companhia de abastecimento de água foi privatizada pelo governador.

Beto Richa inicia seu segundo mandato com um tarifaço e um pacotaço de austeridade, na tentativa de reequilibrar o caixa financeiro do governo. Sua popularidade despenca, e 76% dos paranaenses desaprovam sua gestão.

Beto Richa

No último dia 26, a Polícia Militar do Paraná recusou a ordem de Richa de expulsar os professores grevistas da Assembléia Legislativa (ALEP). Veja vídeo 

Os funcionários públicos estaduais de São Paulo vão terminar nas ruas como acontece no Paraná. Este ano, Alckmin aumentou seu próprio salário em mais de 1000 reais. E na última semana, ele assinou um decreto que proíbe o aumento para o servidor público no estado. Parece que também planeja um Caracazo.

Temo por este Brasil de uma imprensa imoral, mentirosa, safada, vendida, que realiza a propaganda suja dos governos e empresas estrangeiras, principalmente das ex-estatais privatizadas em leilões quermesses.

Temo um golpe, uma ditadura financiada pela CIA, como aconteceu em 1964.

Temo um Fernando Henrique qualquer, de farda, de toga, de beca, não importa a roupa e o disfarce, que o hábito não faz o monge.

Temo um Fernando Henrique qualquer, realizando o governo terminal do verdadeiro Fernando Henrique.

Que fez Fernando Henrique, em oito anos de desgoverno e privatizações, pelo povo?

Que fez a ditadura militar, em 21 anos de ordem unida e tortura, pelo povo em geral?

 

Cao
Cao

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Marcha pela água em S. Paulo

Protesto foi organizado pelo MTST e denunciou que a água já falta nos bairros periféricos e castiga essencialmente a população mais pobre. Empresa responsável pelo abastecimento teve lucros e distribuiu dividendos milionários aos acionistas, investindo muito menos do que devia.

A falta de água vai afetar profundamente as condições de vida de mais de 20 milhões de pessoas, sendo que os principais prejudicados serão os mais pobres
A falta de água vai afetar profundamente as condições de vida de mais de 20 milhões de pessoas, sendo que os principais prejudicados serão os mais pobres

Cerca de 15 mil pessoas participaram quinta-feira em São Paulo numa marcha pela água. Na convocatória do protesto, os organizadores alertaram para a iminência do colapso de todo o sistema de abastecimento hídrico da maior cidade do Brasil, já que “todos os reservatórios que abastecem as cidades da Grande São Paulo encontram-se nos níveis mais baixos de sua história”.

A falta de água, advertem, vai afetar profundamente as condições de vida de mais de 20 milhões de pessoas, sendo que os principais prejudicados serão os mais pobres e os que vivem na periferia. A convocatória recordou ainda que o governador de S.Paulo, Geraldo Alckmin, “atribui a falta d’água a São Pedro” e “chegou a garantir em campanha que não havia crise hídrica e que não faltaria água”.

O principal organizador da marcha foi o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), mas o protesto contou também com o apoio de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da União Nacional dos Estudantes (UNE) e de diversas outras entidades e lideranças políticas, como a ex-candidata à presidência Luciana Genro (PSOL).

 

 

O racionamento já é facto consumado

Cerca de 15 mil marcharam durante duas horas
Cerca de 15 mil marcharam durante duas horas

A falta de água em S. Paulo já afeta milhões de pessoas. Enquanto o governador alimenta um debate sobre a necessidade ou não de fazer racionamento, este de facto já está a ser aplicado nas periferias, onde vive a população mais pobre e que não tem depósitos de água nas suas moradias. “É facto consumado. O racionamento – ou rodízio, como queiram – já ocorre há mais de um ano e afeta especialmente as regiões mais pobres de São Paulo”, escreve o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, na Folha de S. Paulo. “A tendência, dado o nível dos reservatórios, é que se agrave e tenha que ser oficializado nos próximos meses”, prossegue, mas apontando a existência de um racionamento forçado e drástico em muitos bairros periféricos da cidade, onde chega a haver quatro dias sem água, para dois com água, ou água apenas das 2h às 6h da manhã.

A empresa responsável pelo abastecimento, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), pede economia à população e multa quem consome mais. Mas há empresas que quanto mais consomem, menos pagam porque têm os chamados “contratos de demanda firme”. Isto é: centros comerciais, clubes, a Nestlé, a Rede Globo e até bancos são premiados pelo desperdício. Já os consumidores residenciais são punidos pelo excesso de consumo. O que prevalece neste caso é a busca do lucro que se sobrepõe ao serviço público.

Generosa distribuição de dividendos

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A Sabesp é uma empresa de economia mista e capital aberto com ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo e de Nova York. O governo do Estado de São Paulo detém 50,3 % das suas ações, e as demais são negociadas na BM&F Bovespa (24,3 %) e na NYSE (25,4 %). Vinte e seis milhões de pessoas dependem dos serviços que oferece. É uma das 20 empresas mais rentáveis do país. Nos últimos sete anos, a companhia lucrou quase 10 mil milhões de reais. Desse montante, distribuiu 3,4 mil milhões aos seus acionistas e de uma forma generosa – a lei obriga a um pagamento mínimo de 25% do lucro, mas a empresa distribuiu dividendos que superaram 48% o mínimo legal. Nenhuma das grandes companhias de saneamento com ações negociadas na bolsa de Nova York deu ganhos tão bons em dividendos quanto a Sabesp.

Este é um dos fatores que explica a atual crise: preocupada em remunerar os acionistas, a empresa descurou o investimento ao ponto da total irresponsabilidade. Só assim se compreende o colapso do abastecimento de água no coração industrial do país.

Plano de emergência

“É facto consumado. O racionamento – ou rodízio, como queiram – já ocorre há mais de um ano e afeta especialmente as regiões mais pobres de São Paulo”, escreve o coordenador do MTST, Guilherme Boulos
“É facto consumado. O racionamento – ou rodízio, como queiram – já ocorre há mais de um ano e afeta especialmente as regiões mais pobres de São Paulo”, escreve o coordenador do MTST, Guilherme Boulos

“Em primeiro lugar, nós queremos um plano emergencial para minimizar o impacto desse racionamento que já ocorre nas periferias”, disse Guilherme Boulos durante a manifestação. “Instalar caixas d’água, cisternas e poços artesianos. Além disso, é necessário ter maior transparência do governo e participação popular no comité de gestão da crise. O movimento exige ainda o fim imediato dos contratos de demanda firme e nenhum reajuste na tarifa, isso é um absurdo”, explicou.

A marcha, que percorreu S. Paulo durante duas horas, até se concentrar diante do Palácio do governo do Estado, decorreu ao som do funk “Não vai faltar água”, em que a voz do governador dizendo que não iria faltar água em São Paulo é mixada com um “batidão” do ritmo funk. Bem humorados, os manifestantes apresentavam coreografias ao estilo de escolas de samba, como Índios fazendo a dança da chuva, um caminhão-pipa desfilando, e até Alckmin na banheira. Texto: EsquerdaNet/ Portugal. Fotos: Contadagua.Org

Luscar
Luscar

 

Água engarrafada mais cara que gasolina

por Geraldo Elísio Machado Lopes

 

 Mehedi Haque
Mehedi Haque

Basta de irresponsabilidade! A crise hídrica (falta de água) bate às nossas portas. É preocupante.

Chega de desmatar matas ciliares, de derrubar matas de cabeceiras, de poluir mares, rios, córregos e lagoas.

As principais responsáveis são as mineradoras de todas as naturezas.

Assim como no passado existiu uma Guerra do Fogo, a humanidade um dia assistirá, infelizmente, a Guerra da Água.

Basta de cimentar leitos dos rios, basta de criar boulevards que matam a existência dos cursos d’águas, do menor ao maior afluente que vai desaguar no mar.

Ao mesmo tempo ouço falar que a água deve se transformar em questão comercial, vendida se tornando propriedade privada para ser comercializada. A isto todos os brasileiros têm de dizer não.

A água tornou-se uma questão de segurança nacional, aí sim eu concordo. E sendo assim deve ser gerida pelo Ministério da Defesa do Brasil, sob a orientação direta de nossa Marinha de Guerra.

Não é só uma questão de seca. Períodos de seca sempre ocorreram. Além do mais temos de observar a histeria da imprensa e que em outros países, afora os desérticos isto não está ocorrendo. Não podemos negar a realidade. Mas que alguma coisa existe no ar além dos aviões de carreira isto existe e não atende aos interesses do povo brasileiro que vive na quinta maior bacia hidrográfica do mundo. Água, uma questão de segurança nacional!

Cartazete de campanha no Peru
Cartazete de campanha no Peru

 

Nota do editor do blogue. Vale a advertência de Geraldo Elísio: “Alguma coisa existe no ar além dos aviões de carreira.

Atente para a declaração nazista do presidente de uma empresa pirata, que possui várias outorgas de água potável e mineral no Brasil.

Presidente da Nestlé: “Água não é um direito humano básico”

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O atual presidente e ex-CEO da Nestlé, o maior produtor de alimentos do mundo, acredita que a resposta para as questões globais da água é a privatização. Esta afirmação está no registro da maravilhosa empresa que vende junk food na Amazônia, tem investido dinheiro para impedir a rotulagem de produtos cheios de organismos geneticamente modificados. Vídeo 

Peter Brabeck-Letmathe, acredita que “o acesso à água não é um direito público”. Também não é um direito humano. Então, se a privatização é a resposta, é esta a empresa na qual a sociedade deve colocar a sua confiança?

Este é apenas um exemplo dentre muitos da preocupação da empresa de Brabeck com o público:

Na pequena comunidade paquistanesa de Bhati Dilwan, um ex-vereador diz que as crianças estão ficando doentes com água suja. Quem é o culpado? Ele diz que é a marca que faz água engarrafada Nestlé, pois cavou um poço profundo que está privando os moradores de água potável. “A água não é apenas muito suja, mas o nível de água caiu de 30,5 metros de profundidade para 91,5 a 122 metros”, diz Dilwan. 

Por quê? Porque se a comunidade tivesse água potável canalizada, privaria a Nestlé de seu lucrativo mercado de água engarrafada da marca Pure Life.

Presidente da Nestlé
Presidente da Nestlé

Constitución de Eslovaquia prohíbe exportar agua potable o mineral

RIOS DE ESLOVÁQUIA
RIOS DE ESLOVÁQUIA

El Parlamento de Eslovaquia aprobó una enmienda constitucional, que entrará en vigor en diciembre, por la que se prohíbe la exportación de agua potable y mineral, informó la Cámara en su página web. La enmienda fue consensuada con la oposición y obtuvo el voto de 102 legisladores, con lo que se superó el mínimo de tres quintos (90 sobre un total de 150 diputados) exigido para las leyes de rango constitucional.

 
“Está prohibido el tránsito por las fronteras, por medio de transporte o por conductos, de agua obtenida de formaciones acuíferas que se encuentran en el territorio de Eslovaquia”, dice el enunciado de la enmienda. Más adelante se matiza que la prohibición no atañe al agua envasada para consumo personal, para las misiones humanitarias o para situaciones de emergencia. La ley establece los detalles de las excepciones para el agua envasada para consumo personal y para esa misiones específicas.

 

“Si bien tenemos suficientes fuentes acuíferas de calidad, hay factores que pueden poner en peligro este estado, y uno de ellos es la sobreexplotación del agua, es decir, la exportación no autorizada de agua potable o mineral de Eslovaquia”, explicó el primer ministro, Robert Fico/

 

Rio da Eslovaquia

BRATISLAVA (ESLOVAQUIA) EL RIO DANUBIO DESDE EL MIRADOR DEL PUENTE NUEVO
BRATISLAVA (ESLOVAQUIA) EL RIO DANUBIO DESDE EL MIRADOR DEL PUENTE NUEVO

El río principal es el Danubio, y la inmensa mayoría de los ríos de Eslovaquia pertenecen a su cuenca. Sólo algunos del extremo norte pertenecen a la vertiente del mar Báltico. Aparte del Danubio, son importantes el Váh, Hron, Nitra, Hornad, Ipel (que está en la frontera con Hungría), Tisza (en la frontera con Hungría y con Ucrania) y el Ondava, afluente del Tisza.

* Río Danubio (mar Negro)
* Río Váh (afluente del Danubio)
* Río Nitra (afluente del Danubio)
* Río Hron (afluente del Danubio
* Río Slana (Keleti-föcsatorna)

http://pt.123rf.com/footage_28433835_o-rio-transbordou-após-fortes-chuvas.-o-nome-de-rio-slana,-roznava,-eslováquia..html

* Río Hornad (Keleti-föscatorna)
* Río Torysa (afluente del Hornad);
* Río Ondava (Keleti-föscatorna);
* Río Uh (afluente del Ondava);
* Río Topl’a (afluente del Ondava);
* Río Laborec (afluente del Ondava);

El río Laborec en Strážske.
El río Laborec

* Río Poprad (Dunajec)

Galeria de fotos

Alckmin secou São Paulo

água sabesp

 

O novo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, fez um alerta à população de São Paulo em relação à gravidade da crise hídrica que atinge o estado. “Se continuar uma situação muito ruim, vamos fechando a torneira. Isso significa maiores restrições à população. Podemos chegar ao rodízio, se necessário, mas não é o ideal”, afirmou.

Kelman falou que a companhia de abastecimento busca soluções emergenciais para suprir água às residências e empresas do estado mais rico do País.

Leia os links neste post para conhecer as safadezas  da Sabesp no desgoverno de Geraldo Alckmin, que tem a blindagem da justiça.

 

sabesp privatização