Grécia. “Os parlamentos não podem reduzir-se a carimbos para aprovar normas que são ditadas e foram rejeitadas pelo povo”, defendeu Zoe Konstantopoulou

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No seu discurso na IV Conferência Mundial de Líderes de Parlamentos, realizada nas Nações Unidas, Zoe Konstantopoulou resumiu a situação política grega nos últimos meses, em que a democracia foi vítima da “coerção da dívida”.

A ex-presidente do Parlamento denunciou o ultimato dos credores e a sua tentativa de aterrorizar o povo com o controlo de capitais e os bancos fechados, que não foi suficiente para impedir “um rotundo não a políticas suicidas”. Mas o que se seguiu foi pior, prosseguiu Zoe, falando da autêntica “extorsão” das medidas prévias ao novo memorando, que obrigaram o parlamento a aprovar mais de mil páginas de legislação em menos de 24 horas.

Com a resistência de alguns deputados – incluindo ela própria – a votarem naquelas condições, “o parlamento foi dissolvido para assegurar uma maioria mais estável para implementar o que o povo rejeitou”, acrescentou.

“Os parlamentos não podem reduzir-se a carimbos para aprovar normas que são ditadas e foram rejeitadas pelo povo”, defendeu Zoe Konstantopoulou, que apresentou na sua intervenção as principais conclusões do comité criado pelo parlamento para auditar a dívida pública, que reconhece a ilegalidade e ilegitimidade da maior parte da dívida grega.

“Apelo-vos enquanto parlamentares de todo o mundo a apoiarem a democracia e a soberania parlamentar contra a coerção da dívida”, prosseguiu Zoe, lançando um desafio aos seus antigos homólogos: “Não permitam que a democracia seja aniquilada no lugar onde nasceu nem que qualquer outro parlamento volte a votar contra a vontade do seu povo e o mandato dos seus deputados”. Veja vídeo em inglês

Tsipras acusa FMI de “responsabilidade criminal” pela crise na Grécia

O primeiro-ministro Alexis Tsipras, num discurso proferido esta tarde no Parlamento, lançou um desafio aos credores, dizendo que a Europa deve considerar o futuro da Zona Euro se insistir na imposição de condições que são “asfixiantes” para o seu país.

“Apresentámos um plano abrangente que poderia ser viável, mas os credores não conseguiram comprometer-se também. Em vez disso, insistiram em medidas inaceitáveis, tais como cortes de salários e aumento de impostos“, sublinhou o chefe do Governo.

Ainda assim, garantiu, o Executivo de Atenas não desistiu de alcançar um acordo com as instituições internacionais. “O mandato que temos do povo grego é acabar com a política de austeridade”, referiu. “Para conseguirmos isso, temos de procurar um acordo que distribua o esforço uniformemente e que não penalize os trabalhadores e pensionistas

   Matteo Bertelli
Matteo Bertelli

“El FMI tiene una responsabilidad criminal” sobre la crisis, dijo Tsipras ante su grupo parlamentario, dos días después del fracaso de las negociaciones entre Atenas y sus acreedores. Pero las críticas se dirigieron también hacia la UE y Banco Central Europeo: “La insistencia de las instituciones en proseguir un programa que ha fracasado (…) forma parte de una motivación política para humillar a un pueblo entero que ha sufrido en los últimos cinco años”, aseguró.

Los acreedores “parecen querer enviar un mensaje a Grecia y a los pueblos europeos de que un mandato popular no puede cambiar las cosas”, añadió aludiendo a la victoria electoral de Syriza en enero pasado.

El primer ministro griego también los acusó de “querer sin duda hacer una demostración de fuerza destinada a acabar con cualquier intento de poner fin a la austeridad”. ” Ha llegado el momento de que las propuestas del FMI sean juzgadas no solamente por nosotros sino por Europa (…), que debe debatir no solamente de Grecia sino del futuro de la zona euro”, enfatizó.

Un acuerdo es indispensable para que Grecia -casi sin liquidez- pueda recibir de sus acreedores el último tramo de 7.200 millones de euros correspondientes al plan de rescate internacional de 2012. Según un especialista interrogado por la AFP, Atenas no tiene liquidez para pagar este mes, al mismo tiempo, salarios y pensiones y los 1.500 millones de euros debidos al FMI que llegan a vencimiento el 30 de junio.

Ajuste, o tiro de trabuco de Dilma no pobre povo brasileiro

proxy troika

 

O ajuste fiscal anunciado pela equipe econômica do governo é uma “necessidade absoluta” afirmou, nesta segunda-feira, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em um evento do banco em São Paulo.

Disse mais na sua ordenação: “O ajuste é necessidade absoluta, não existe plano B nem plano C”.

O todo poderoso não oferece alternativa. Tem que ser do jeito do Trabuco.

É a troika do Bradesco – prometida pelo Itaú de Marina Silva – e do banqueiro Armínio Fraga ministro da Fazenda de Aécio.

Dilma ameaça realizar um governo dos candidatos a presidente que ela derrotou.

Cortes, ajuste fiscal, estado mínimo são velhas palavras de ordem da cartilha do FMI e dos governos direitistas hoje odiados pelos europeus em crise.

Austeridade é atraso.

Austeridade é desemprego.

É arrocho. É fome. É tortura. É despejo. É cortar verbas dos serviços essenciais. É o Joaquim Levy da Contax. Chefe do Tesouro de FHC.

Vale para Espanha. Vale para o novo Brasil do trabuco. A mesma convicção monarquista
Vale para Espanha. Vale para o novo Brasil do trabuco. A mesma convicção monarquista

Que acha Levy do projeto da terceirização que Eduardo Cunha pretende aprovar?

Quem nomeou Levy primeiro ministro de Dilma e do PT?

“Ajuste fiscal é necessidade absoluta”, ordena Luiz Carlos Trabuco Cappi, ex-patrão de Levy.

É isso aí: trabuco no povo!

Que Dilma se cuide! para não ficar conhecida como a presidente do trabuco, que atira no povo já ferido de morte.

banco banqueiro FMI troika

Trabuco
Trabuco

A malfadada Troika, a Grécia e o bem estar de seu povo

spiegel. grécia

 
por Geraldo Eugenio

Há uma análise equivocada. Não é a Grécia contra todos, mas uma Grécia, tal qual uma Espanha, um Portugal e outras nações que viram empréstimos serem utilizados de forma perdulária e nem sempre correta, por dirigentes que até pouco tempo eram aceitos como pares nos palácios da Alemanha, França, Inglaterra e do Banco Central Europeu.

Estes mesmos credores querem receber os empréstimos de risco à custa do povo Grego, Português, Espanhol.

A Grécia, esgotada e vendo sua economia e suas famílias em situação de risco resolveu dizer que não compartilhará deste jogo.

O governo afirma que não participou dos banquetes e nem levará seus cidadãos ao garrote. Um atitude digna e correta e caberá as nações que não concordam com este tipo de condução política e econômica apoiar a Grécia de modo que saia da dificuldade sem sacrificar ainda mais o bem estar de seu povo.

O Primeiro Ministro Grego teve a coragem de trazer à discussão aquilo que os outros evitaram e preferiram obedecer a ordens da malfadada Troika.

Uma similaridade grande ao Brasil que se curvava ao quarto escalão do FMI. A chegadas das missões de funcionários irrelevantes deste Forum, para ditar ordens a presidentes e ministros, eram assuntos de capa dos principais jornais do país e cobertura obrigatória do Jornal Nacional.

Ou já esquecemos?

 

 

BCE e Alemanha declaram guerra à Grécia

Medida aprovada pela instituição dirigida por Mário Draghi significa o começo da asfixia da economia grega e um golpe de Estado financeiro. Documento do governo alemão exige a capitulação de Atenas e a reversão de todas as medidas já tomadas pelo governo Tsipras. Este afirma que “é óbvio que estas sugestões não serão aceites”.

Draghi mostrou as garras do BCE. Foto de European Parliament
Draghi mostrou as garras do BCE. Foto de European Parliament

Num momento em que decorrem as negociações entre o novo governo grego e a União Europeia, o Banco Central Europeu, dirigido pelo italiano Mário Draghi, tomou na noite desta quarta-feira uma decisão que significa um primeiro passo para a asfixia da economia grega.

Sem qualquer aviso, o conselho de governo do BCE decidiu deixar de aceitar como garantia os títulos da dívida grega nas suas operações de liquidez, argumentando que não é possível assumir que o plano de resgate da Grécia vá terminar com êxito. Isso significa que os bancos gregos passam a não poder usar os títulos como garantia nos seus empréstimos do dia-a-dia.

A decisão deixa apenas um fio de ligação entre o sistema financeiro grego e o europeu: o ELA, o sistema de ajuda de emergência do BCE, que é mais oneroso e que tem um prazo para terminar se não houver acordo: 28 de fevereiro.

Golpe de Estado financeiro

A medida significa uma pressão brutal sobre a Grécia justamente no dia em que o ministro das Finanças grego se encontra como o homólogo alemão, e já está a ser considerada como um golpe de Estado financeiro, desferido por uma instituição não-eleita contra um governo acabado de ser eleito pelo seu povo.

O Ministério das Finanças grego recordou, porém, que o sistema bancário grego “está adequadamente capitalizado e protegido através do acesso à Assistência de Emergência de Liquidez” (o ELA) e que “o BCE está a pôr pressão sobre o Eurogrupo para que se realize um acordo rápido entre a Grécia e seus parceiros”, seguindo a linha de declarações otimistas dadas durante o périplo de Yanis Varoufakis por diversos países europeus.

Mas a medida parece ter sido tomada em sincronia com as pressões que a Alemanha quer pôr sobre a Grécia, no dia em que Varoufakis se reúne com Schauble, o ministro das Finanças germânico.

Um documento a que a Reuters teve acesso mostra que as exigências germânicas à Grécia são nada menos que a capitulação do seu novo governo.

Alemanha quer forçar a capitulação de Tsipras

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O documento exige a manutenção da troika no país (Varoufakis anunciou que não negociaria com ela); o cumprimento de todos os pagamentos ao BCE e ao FMI; a manutenção dos superavits primários de 3% do PIB em 2015 e 4,5% em 2016 (Varoufakis tinha proposto 1%); o despedimento de 150 mil funcionários públicos (o novo governo recontratou aqueles postos em mobilidade); a manutenção do salário mínimo (o governo grego aumentou-o); a continuação das privatizações (Atenas suspendeu-as).

Uma fonte oficial grega ouvida pela Reuters disse que “é óbvio que estas sugestões não serão aceitas pelo governo grego. Eles estão a atacar o recente mandato dado pelo povo grego e isto não vai ajudar à perspetiva de crescimento da Europa”. Esquerda Net

Gregos nas ruas contra chantagem do governo alemão

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Convocatória partiu das redes sociais, depois que se souberam as medidas do BCE e as exigências do governo alemão. O seu lema foi: Não à chantagem! Não capitulamos! Não temos medo! Não voltamos atrás! Venceremos!

 

Manifestação foi convocada nas redes sociais
Manifestação foi convocada nas redes sociais
A multidão, desta vez, é em apoio ao novo governo
A multidão, desta vez, é em apoio ao novo governo

Os gregos reagiram com manifestações de rua às pressões do BCE do governo alemão que procuram reverter o rumo antiausteridade imposto pelo novo governo de Atenas.

No próprio dia em que o Banco Central Europeu anunciou restrições ao crédito aos bancos gregos e que o ministro das Finanças alemão exigiu a reversão das novas medidas adotadas pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, uma convocatória nascida nas redes sociais reuniu muitos milhares de pessoas em muitas cidades do país.

O seu lema foi: “Não à chantagem! Não capitulamos! Não temos medo! Não voltamos atrás! Venceremos!

Para além da concentração na praça Syntagma, em Atenas, houve manifestações em Salónica, Patras, Heraklion, Chania, Kastoria e outras cidades.

Manifestação em Iraklio, Creta
Manifestação em Iraklio, Creta

Esquerda ganha na Grécia e derrota a política de austeridade do FMI

Vence  Syriza
Vence Syriza

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Alexis Tsipras, líder do partido vencedor das eleições gregas, Syriza, afirmou este domingo que “o povo grego escreveu História” e “deixou a austeridade para trás”.

“É um sinal importante para uma Europa em mudança”, disse Tsipras perante milhares de pessoas que se juntaram na praça em frente da Universidade de Atenas.

“O veredicto do povo grego significa o fim da ‘troika'”, a estrutura de supervisão da economia da Grécia constituída pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional que desde 2010 avalia as medidas de austeridade impostas a troco de empréstimos de 240 mil milhões de euros.

Tsipras, 40 anos, afirmou que “o povo deu um mandato claro” ao Syriza, “depois de cinco anos de humilhação” e assegurou que vai negociar com os credores uma “nova solução viável” para a Grécia.

Dez milhões de gregos foram chamados às urnas neste domingo para decidir se referendarem o Governo liderado pelos conservadores da Nova Democracia ou optam por uma virada à esquerda simbolizada pela Coalizão da Esquerda Radical (Syriza) de Alexis Tsipras.

O que está em jogo neste domingo não é só o futuro político, mas também, e sobretudo, o econômico. Com uma taxa de desemprego superior a 25% e uma dívida pública que equivale a 175% do PIB, a Grécia vive esmagada pelos 240 bilhões de euros solicitados da comunidade internacional para evitar sua quebra.

O fantasma da troika sobrevoou todos os discursos, assim como o termo grexit, com o que se sugere uma possível saída do euro que nenhum partido quer.

A Syriza propões uma conferência sobre a dívida europeia e a introdução de uma “cláusula de crescimento” para a devolução do capital pendente, assim como uma moratória que permita à Grécia respirar.