A eleição da morte e do volume morto. O voto emocional no caixão

O acidente aéreo que ceifou a vida de Eduardo Campos criou o voto dos justiceiros. O voto de vingança. Porque foi espalhado o boato de que “o PT matou Eduardo Campos”.

Tal mentira ajudou a eleger desgastados governadores do PSDB, a começar por Geraldo Alckmin que, sem nenhuma protesto de Aécio Neves, fez divulgar a seguinte propaganda:

EDuardo alckmin 2

Uma propaganda que representa uma traição ao candidato tucano a presidente. Mas todo o PSDB aprovou. Que São Paulo é a maior cidade do Nordeste.

Em Pernambuco, todos os candidatos petistas foram considerados assassinos. Resultado: o PT não elegeu o senador e nenhum deputado federal e diminuiu sua bancada na Assembléia Legislativa.

A atoada de que “o PT matou Eduardo Campos” sobrou para Dilma e para o candidato a governador Armando Monteiro, e os dois vinham liderando as pesquisas.

O candidato Paulo Câmara Ardente, casado com uma prima de primeiro grau de Eduardo Campos, foi o candidato a governador campeão de votos no Brasil.

A coscuvilhice de “o PT matou Eduardo Campos” transformou em assassinos os deputados federais não eleitos Fernando Ferro, João Paulo, que foi candidato a senador, Pedro Eugênio, Paulo Rubem Santiago (do PDT, candidato a vice-governador), e os deputados estaduais Manoel Santos, Odacy Amorim, Sérgio Leite, Teresa Leitão.

 

muro pichado

A reação do PT foi pedir investigação sobre autoria de diversas pichações que apontam a legenda como responsável pela queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Noticiou a imprensa nacional no primeiro turno: A frase “O PT matou Eduardo Campos” aparece em muros do Recife e em vários municípios. “Parece que estamos entrando em uma espécie de obscurantismo de campanha. É preciso que isto seja investigado e que os responsáveis sejam identificados e devidamente punidos, já que o fato dialoga com a eleição que está em curso”, disse a presidente estadual do PT, Teresa Leitão.

As fotos das pichações foram publicadas em todos os jornais e mostradas pelas televisões. Na internet, os nojentos memes:

Quem matou Eduardo Campos

Coronel-diz-que-morte-de-Eduardo-Campos-não-foi-acidente-300x222

dilma assassina

derrubo Aécio

proximo é você

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PT, por incompetência, notadamente em Pernambuco e São Paulo, pretendeu anular uma campanha emocional com uma contrapropaganda racional. Alckmin, além de usar o cadáver de Eduardo Campos, continua a jogar com o volume morto das represas, garantido que não vai faltar água em São Paulo. Agora, para eleger Aécio.

Não foi divulgado que Eduardo Campos, quando comprou o avião, demitiu a antiga a tripulação, que foi substituída por pilotos de sua confiança. Pilotos que não conheciam o avião, que antes de explodir, teve um pane elétrica, logo nos primeiros vôos de Eduardo e Marina Silva.

Limitou-se o PT a comprovar que o avião foi comprado com dinheiro do caixa 2, e no nome de empresas laranjas.

O certo é que o corpo de Eduardo Campos continua insepulto. Não se sabe até onde a propaganda fúnebre influenciará a votação do segundo turno. Relembre que o primeiro ato da campanha de Aécio Neves, neste segundo turno, foi visitar a viúva de Eduardo.

O zunzum do atentado teve como base um texto que apareceu na web, logo depois do fatídico 13 de agosto, usando indevidamente o nome do coronel do Exército José Ori Dolvin Dantas, comprovando que o avião foi sabotado.

Garante o coronel que o texto jamais foi escrito por ele, e anunciou que está tomando “as devidas providências cabíveis para descobrir quem usou seu nome e seu currículo, indevidamente”.

Os políticos do PT acusados também precisam desmontar a câmara ardente, e condenar os pichadores de muros, os mexeriqueiros, os violadores de túmulo, os vivos-que=carregaram-o-morto de cidade em cidade, os que criaram a inverdade do atentado para matar Eduardo, os infames acusadores de um falso assassinato. Eleição não é linchamento.

eleição caixão

 

Propostas de Aécio, “música” aos senhores da riqueza financeira

Paulo Copacabana, em especial para o Viomundo, escreveu que as propostas de Marina eram música para os “senhores da riqueza financeira”. Troquei o nome de Marina pelo de Aécio. Por vários motivos.

Que Marina se vendeu a Aécio. Em troca do apoio, quer um ministério todinho pra ela, um mandato de quatro anos para presidente, e ser candidata do PSDB em 2018.

Miguel
Miguel

Finalmente, tirou a máscara de fada defensora da floresta, e desconstruiu o mito de Nossa Senhora das Dores, de uma infância parecida com a de Santa Joana d’Árc, a analfabeta que salvou a França, e o sofrimento de Santa Benadette. Santas que fizeram parte da devo√ação de Marina, noviça da Congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras, em Rio Branco (AC).

“Maria Osmarina da Silva, a Marina Silva, chegou à casa das irmãs em 19 de fevereiro de 1976, 11 dias depois de completar 18 anos.

(…) ‘É a primeira vez que vive com as irmãs’, afirma o documento, guardado no arquivo da entidade.

No período de um ano e cinco meses em que ficou lá, Marina ocupava uma das três camas do quarto 07, de cerca de 25 metros quadrados ao final de um amplo corredor de paredes verde-claras que liga a sala aos quartos das aspirantes. O cômodo mantém a decoração: alguns dos móveis simples de madeira e até as colchas daquela época.

O casarão com varandas é amplo e fresco nos dias de brisa da incomum friagem (período de queda de temperatura) da equatorial Rio Branco. Tem oito quartos – para quatro moradoras e visitantes –, cozinha e copa espaçosas e um grande terreno gramado, com seringueiras e um pomar com pés de enormes laranjas e de cupuaçu. Era o seu canto favorito. ‘Ela era muito voltada à contemplação, gostava de ficar no quintal, junto às árvores, talvez um ambiente parecido com aquele em que vivia antes’, diz a irmã Eva, repetindo relatos.

O restante do tempo dividia entre as aulas no Instituto Imaculada Conceição – hoje com cerca de 700 alunos e ainda mantido pela ordem – e os estudos religiosos. ‘Ela entrou para a família religiosa com o intuito de ser irmã, mas chegou o momento em que não se encaixou e, depois de conversas, decidiu sair. A pessoa entra, conhece a estrutura e o jeito de viver, mas às vezes não se encaixa, é comum. É uma vida muito rigorosa, difícil’.

As Irmãs Servas de Maria Reparadoras tiveram origem na Itália, em 1900, voltada a ajudar e educar crianças órfãs. Chegou em 1921 ao Brasil e se instalou em Sena Madureira (AC). É da corrente progressista da Igreja Católica e atua na educação, saúde e contra violações de direitos humanos. ‘Uma moça sem ligação com educação não fica. Talvez tenha inspirado Marina, depois professora, não sei o que ela pensa disso, mas acho que influenciou nas suas opções’, disse irmã Eva, que não deve votar na ex-companheira. ‘Não fiz a opção ainda. Talvez a opção seja outra.’

Os sinais da saúde frágil já apareciam, mostra o livro. ‘Em 29/7/76, estando com gripe acompanhada de tosse, foi consultada pelo Dr. Silvestre; este solicitou uma radiografia dos campos pulmonares, a qual foi tirada no mesmo dia. Resultado: normal.’

Em julho de 1977, Marina desistiu da vida religiosa. ‘A própria candidata disse não ter vocação’ é a anotação do livro. O pai, Pedro, tem outra versão. ‘Ela queria emprego para ajudar nossa família, mas lá o dinheiro fica na comunidade. Aí desistiu”.

Sinfronio
Sinfronio

Marina nunca gostou de trabalhar. No seringal de onde saiu perto de completar 16 anos não foi seringueira, trabalho proibido para as mulheres. Principalmente para uma criança. Pelos perigos de ficar solta na floresta. Perigos de todos os tipos. Não se quebra, facilmente, os tabus de pequenas comunidades.

No mais, Marina teve os poderes, eleita pelo PT, de vereadora, deputada estadual, duas vezes senadora, ministra de Lula; tem as amizades das maiores fortunas do Brasil; e o pai, com 87 anos, vive no alagado de uma favela do Rio Branco, em casa de madeira.

Tem irmãs que ainda vivem nas mesmas terras de sua infância feliz.

Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina
Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina

Marina pai

 

É um conto de fadas de Cinderela: Marina empregada doméstica. O pai não ia deixar a filha sair de casa (Marina vivia e foi criada pela avó, parteira) para a cidade grande, sem ter para aonde ir. Para ficar na rua. Marina viajou para um endereço certo.  A casa do tio delegado, de onde saiu por maltrato não explicado. Antes de entrar no convento ficou em uma casa tão pobre quanto a do pai dela hoje. Como agregada.

Não confundir pobreza com vida de miserável, de abandono.

Do convento, Marina saiu para estudar história em uma universidade, quando fundou a CUT, e foi candidata derrotada a deputado federal, tendo Chico Mendes como candidato a deputado estadual. Era a Marina sindicalista e comunista.

Senadora conheceu as maiores fortunas do Brasil, e foi candidata a presidente em 2010, tendo como vice um dos homens mais ricos do Brasil, explorador da Floresta da Amazônia, dono de uma empresa com o nome bem sugestivo, Natura. Este ano foi candidata, pela segunda vez, tendo como vice um latifundiário do Rio Grande do Sul, líder da bancada ruralista na Câmara dos Deputados, e defensor das empresas de álcool, fumo e armas, lóbi que não casa com Marina evangélica, parceira dos pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano.

nani mudança marina

Qual a diferença entre Maria Alice Setubal, dona do Banco Itaú e mentora do plano econômico de Marina, e Armínio Fraga, também banqueiro, que coordena a campanha de Aécio Neves?

Os dois defendem a autonomia do Banco Central, contra o Mercosul, o BRICS; e a volta do FMI e das privatizações de Fernando Henrique, o tudo para “os senhores da riqueza financeira”, e neca para o povo pobre e para os miseráveis.

Aécio lucro

Armínio Fraga

Armínio Fraga era um empregado de George Soros, indicado para presidir o Banco Central no governo entreguista de Fernando Henrique.

Bancário que era virou banqueiro.

No governo de FHC, Soros se tornou o principal acionista da Vale do Rio Mais do que Doce.

A imprensa vendida brasileira informou que Soros trocou as ações da Vale por ações da Petrobras. Acho que não existe esse tipo de transa. Assim sendo, a Petrobras passou a ser sócia da Vale. Coisa pouca: 634 milhões de dólares.

O noticiário da campanha de Aécio jura que Soros, temeroso de uma vitória de Dilma, passou essas ações para não se sabe quem. Queira Deus que sim. Soros é um especulador, um predador internacional. Ladrão todo. Se aparecer na Rússia vai preso. Patrocina a atual guerra da Ucrânia e outras. Pela teoria da conspiração, mandou matar Eduardo Campos. Não acredito que seja verdade, mas que ele é capaz disso é, e de coisas piores.

Na Ucrânia, muitos dos participantes das manifestações em Kiev assumiram fazer parte de determinadas Organizações Não Governamentais (ONGs) responsáveis por treiná-los em táticas de guerrilha urbana, em numerosos cursos e conferências promovidos pela Fundação do Renascimento Internacional (IRF, em inglês), criada por Soros. A IRF, fundada e financiada pelo multimilionário, orgulha-se de ter feito “mais do que qualquer outra organização” para a “transformação democrática” da Ucrânia, afirmou.

A ação de Soros, no entanto, permitiu que ultranacionalistas passassem a controlar os serviços de segurança ucranianos, como a polícia e as forças armadas. Em abril, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e da Defesa, Andréi Parubiy, foi acusado por testemunhas de aceitar suborno da CIA para ajudar no combate àqueles que se opõem ao governo autoproclamado. Ainda segundo o InfoWars, a operação militar de Kiev, com seu caráter violento, incluindo o incêndio na sede de um sindicato em Odesa, no qual morreram mais de 80 pessoas, também pode ser atribuído ao ativismo de George Soros e das outras organizações ligadas à IRF.

Estas mesmas ONGs foram detectadas no Brasil com um serviço semelhante àqueles prestados pela IRF à ultradireita na Ucrânia. A ONG Brazil No Corrupt seria mais uma na lista de organizações patrocinadas por organismos internacionais para a promoção de atos de vandalismo e de violência nas manifestações de rua.

No Brasil, antes e durante e depois da Copa do Mundo, no movimento #naovaitercopa. Compete, ainda, a estas organizações, o patrocínio de páginas nas redes sociais, como a TV Revolta, entre outras, criadas para disseminar o ódio e promover a desestabilização do governo instituído, em manifestações violentas nas principais capitais, com infiltrados das polícias de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Pernambuco, a campanha do governador eleito Paulo Câmara Ardente denunciou que “O PT mandou matar Eduardo Campos”. Resultado: o PT não elegeu o senador, e nenhum deputado federal. Os pernambucanos colocaram nas urnas o voto justiceiro. As eleições representaram um verdadeiro linchamento dos “assassinos”. Sobrou para Dilma e Armando Monteiro, candidato a governador.

Incompetência da propaganda petista. Bastaria completar a frase pichada nos muros: “O PT matou Eduardo Campos” para eleger Marina ou Aécio.

 

 

Frank
Frank

 

Eis o texto de Paulo Copacabana:

Não tem como fazer omeletes sem quebrar os ovos.

Esta frase, para mim, resume os desafios políticos que temos pela frente para melhorarmos nosso país nos próximos anos.

A Nova Política só começará com uma ampla discussão e mobilização popular sobre uma reforma política que permita três coisas: ampliar os canais de participação da sociedade na definição do seu próprio destino, reduzir o poder do dinheiro sobre a política e ampliar a representação das classes populares nos parlamentos brasileiros.

Para isso, precisamos de partidos fortes, democracia interna e idéias claras sobre suas posições.

Para Marina Silva representar efetivamente este ideal, não basta dizer que representa a Nova Política. Os aliados que ela carrega e o jatinho que usou financiado por caixa 2 e empresas laranjas desmentem a todo momento esta sua profissão de fé.

Ela precisa rapidamente dizer quando, como, em que direção e com quem fará uma reforma política no Brasil, já no início do seu governo.

A princípio, Marina não parece se preocupar com partidos fortes ou idéias claras. Parece carregar apenas o “espírito do tempo”, marcada por vontades de mudanças abstratas, sem saber exatamente para onde e como. Uma certa continuidade e vertente eleitoral das jornadas de junho de 2013.

Os apolíticos e os antipolíticos parecem finalmente se juntar aos reacionários e àqueles que representam a infantilização da política (quero tudo agora e de qualquer jeito).

As dificuldades de Marina em construir a Nova Política residem exatamente nesta sua frágil base politica de sustentação.

Precisará dos movimentos sociais e trabalhadores organizados para aprofundar a democracia no Brasil. Quando e se quiser fazer este aceno, será rapidamente abandonada pela sua base eleitoral. Crise política à vista.

Por outro lado, na economia política, Marina já encarna o papel de melhor guardiã da financeirização da riqueza. As poucas famílias, empresas não financeiras e bancos, que aplicam suas riquezas em diversos produtos financeiros, estão indo ao delírio com as propostas dos gurus econômicos de Marina.

Banco Central independente, altíssimas taxas de juros que procurem levar a inflação a níveis suíços, câmbio livre, cortes nos gastos públicos, redução dos salários e “outras maldades” já reveladas soam como música aos senhores da riqueza financeira.

Deve começar seu governo já refém destes interesses poderosos. Uma verdadeira crise econômica se avizinha.

Paralisia política e crise econômica pode ser o resultado mais esperado do seu governo. Marina já acenou que planeja ficar apenas quatro anos.

Não terá outra saída. De qualquer modo, já terá cumprido o papel para os senhores do dinheiro.

Para o país, uma lição a mais: a infantilização da política não produz avanços.

 

Dilma Aécio nova políitca

 

Xeque-mate das eleições de Pernambuco

Da Revolução de Trinta – e tudo indica – até os anos vinte deste século, Pernambuco teve quatro governadores que marcaram a sua História.

Marco Maciel que era da escola de Paulo Guerra que era da escola de Miguel Arraes que era da escola de Agamenon Magalhães.

Pouco importam as circunstâncias das ditaduras de 37 (Agamenon e Arraes) e de 64 (Paulo Guerra e Marco), eles imaginaram e criaram o Pernambuco que hoje vivemos.

O governo do Estado está sendo disputado por um neto de Agamenon, Armando Monteiro, e o parente Paulo Câmara (*) de Eduardo Campos, neto de Arraes.

Paulo Câmara é apenas uma sombra de Eduardo Campos, que foi um razoável, regular governador. E Armando Monteiro tem uma vivência legislativa, mas falta provar que merece comandar Pernambuco.

Duke
Duke

Vivemos uma campanha emocional, demagógica, e marcada pela baixaria da propaganda fúnebre, desde que se pede o voto dos justiceiros, que no enterro de Eduardo Campos exclamaram “justiça, justiça”, anunciando que Eduardo Campos foi assassinado  e, finalmente, apelaram para o linchamento do “PT que matou Eduardo Campos”.

Outra teoria de conspiração (**), muito mais convincente, porque cita os nomes dos interessados, denuncia que os inimigos do PT, a CIA de Obama e o bilionário especulador George Soros, para impedir a reeleição de Dilma Rousseff, uma das fundadoras do BRICS contra o FMI, explodiram o avião de Eduardo Campos. Rememore que no dia 13 de agosto, dia do suposto ato de terrorismo, Dilma e Armando venceriam no primeiro turno. Assim indicavam todas as pesquisas de opinião pública.

Morto Eduardo, Marina passou a liderar as pesquisas (Ela sempre disse que possuía mais votos).

Aécio Neves, via Armínio Fraga, tem o apoio de George Soros. Idem Marina, via o Banco Itaú.

Não acredito na  chacina de Eduardo Campos e de seus assessores, porque parentes das vítimas não pediram a prisão de nenhum sicário.

O irmão de Eduardo Campos deu uma entrevista, reconhecendo que foi uma morte acidental.

Por que, no anonimato dos muros, a pichação o “PT matou Eduardo Campos”?

Quem picha sabe: esse slogan sangrento rende  votos.

 

(*) Paulo Câmara é casado com Ana Luiza Câmara, prima de primero grau de Eduardo Campos

(**) Vide links

 

 

A elite acredita que o povo é bobo e medroso

Nunca vi nenhuma propaganda competente fazer campanha positiva para o adversário político. Esta manchete do jornal O Globo reforça a imagem da Marina Silva coitadinha, frágil, lacriminosa, doentia, que não convenceu o eleitorado:

Para cientistas políticos, queda de Marina se deve a propaganda negativa contra ela

Fausto
Fausto

A queda da candidata do PSB, Marina Silva, nas pesquisas se deve à campanha negativa feita contra ela pelas candidaturas da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e do tucano Aécio Neves. É o que afirmam especialistas ouvidos pelo GLOBO. A nove dias para a eleição, Dilma ampliou para 13 pontos a vantagem sobre sua principal adversária. Se a eleição fosse hoje, a candidata petista teria 40% das intenções de voto, contra 27 % de Marina, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira. O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) oscilou positivamente [?] um ponto e aparece com 18% das intenções de voto. O número de eleitores que não sabem em quem votar oscilou de 7% para 6%. Votos brancos e nulos são 5%.

– Essa campanha negativa produziu efeitos, sobretudo quando Dilma e Aécio mostraram a inconsistência do programa de governo e da sua capacidade de governabilidade de Marina – disse Fernando Antonio Azevedo, cientista político da Universidade Federal de São Carlos. [Discursos, debates, peças de propaganda têm essa finalidade: persuadir o eleitor a mudar de opinião (ação passiva), de atitude  (predisposições e indecisões) e de comportamento (ação ativa). Propaganda não se faz conforme o estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral e estaduais: de que todo candidato possui ficha limpa, e com as velhas promessas de sempre]

Alecrim
Alecrim

Para Azevedo, Marina foi beneficiada pela comoção na morte de Eduardo Campos, mas sofreu uma queda brusca logo que começou a ser questionada por seus adversários:
– Historicamente, quem vence o primeiro turno, normalmente ganha a eleição no segundo turno. Salvo mudanças de última hora, é possível afirmar que Dilma conseguirá renovar seu mandato.

[Mais do que a comoção, a propaganda emocional de Marina apelou para o voto de vingança. No velório, no enterro, inclusive com faixas e cartazes, apressadamente fixados nas ruas, os gritos de “justiça, justiça” pediam a condenação dos responsáveis pela morte de Eduardo Campos. As paredes das ruas de Pernambuco continuam pichadas com a frase “O PT matou Eduardo Campos”. Este linchamento funcionou em Pernambuco. O candidato Armando Monteiro que ia vencer disparado o primeiro turno, hoje perde. Tudo indica que a legenda não vai eleger nenhum deputado federal. E o candidato a senador, João Paulo, ex-prefeito do Recife, a cada dia perde votos. A incompetência da campanha não conseguiu demonstrar que os beneficiados com a morte de Eduardo foram os inimigos do PT. A campanha de Marina, em Pernambuco, é um apedrejamento. É uma campanha de ódio, de puro terrorismo. Não se vence uma campanha emocional de Marina viúva, vestida de negro, no mais pesado luto, com uma campanha racional como faz Armando Monteiro para governador de Pernambuco. Vale o mesmo para capirotar os mitos e lendas de “fada da floresta”, de “várias vezes ressuscitada”, de salva pela Providência Divina, de santa Nossa Senhora das Dores, de primeira presidenta negra, ex-empregada doméstica, de alfabetizada pelo Mobral da ditadura militar, de herdeira política de Chico Mendes, da criança que passou fome, de seringueira aos dez anos]

Enio
Enio

 

Para o professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) Paulo José Cunha, o crescimento de Dilma é resultado da campanha agressiva conduzida pelo PT nas últimas semanas.

– A pesquisa indica que Dilma aumentou sua intenção de voto em cima dos eleitores da Marina, o que significa que a agressividade da campanha da presidente funcionou. É uma campanha discutível do ponto de vista ético, mas conseguiu atingir seu objetivo. [Não existe ética em propaganda política. O mais próximo da verdade que se pode chegar é o slogan tipo “rouba, mas faz”. Em uma campanha política não funciona o slogan publicitário “lava mais branco”]

A perda de terreno de Marina principalmente no Nordeste mostra, para Cunha, que o discurso da campanha petista de ameaça de fim do Bolsa Família caso outro candidato vença a eleição está entre os principais fatores para sua recuperação.
– Esse é o eleitorado que mais se sensibiliza com esse discurso do medo. [Toda campanha política, toda campanha religiosa, toda campanha filosófica, para ser eficaz, cria o inimigo n.1. Isso vem sendo feito. Dilma é comunista, e foi guerrilheira. Todo comunista é ateu, e contra a propriedade privada, e inimigo dos Estados Unidos. Dilma é contra a família, defende os gays e o aborto. E a mensagem velada, elitista: Dilma é contra a tradição. Defende as quotas para os negros nas universidades, estimula a malandragem com o bolsa-família, penaliza a classe média com a lei que regulamenta o trabalho das empregadas domésticas etc.]

Cunha destacou uma fragilidade de Marina.
– De todos os candidatos, ela é a que tem maior volume de eleitores volúveis e isso pode explicar também o ritmo da queda dela nas últimas semanas. [Marina faz um discurso que não acredita e, politicamente, é uma candidata inconstante, sem fidelidade partidária. Fez carreira política no PT. Foi candidata a deputado federal derrotada, depois vereadora mais votada do Rio Branco, deputada estadual do Acre, Senadora duas vezes e ministra. Todas vitórias e conquistas que teve foram no PT. Nos últimos cinco anos, mudou de partido quatro vezes. Saiu do Partido dos Trabalhadores, fundou o Partido Verde, tentou criar o Partido Rede, entrou no PSB]

Nani
Nani

Em relação ao segundo turno, o professor acredita que é cedo para fazer prognósticos e que a igualdade de tempo de TV no horário eleitoral entre os candidatos na próxima fase pode mudar o cenário de desvantagem de Marina.
– Eu arrisco dizer que será um jogo muito apertado no segundo turno. [Neste primeiro turno, o crescimento de Marina se deu nos dez dias de trégua de luto de todos os partidos pela morte de Eduardo Campos. Apenas o PSB, com o apoio dos meios de comunicação de massa, não respeitou o pacto. Uma possível mudança do comportamento do eleitorado acontece logo depois de apurado os votos, antes da campanha do segundo turno recomeçar. Dou um exemplo: Jarbas Vasconcelos perdeu a primeira campanha para senador. Se a votação tivesse sido adiada por três dias, ou se existisse segundo turno, teria ganho. É o chamado pique (timig). Apesar da propaganda ser plágio, nenhuma campanha se parece. Como tudo pode acontecer (atos e fatos improváveis), um bom propagandista planeja várias estratégias]

  Roque Sponholz
Roque Sponholz

De acordo com o Datafolha, no segundo turno, a presidente teria 47% das intenções de voto, contra 43% de Marina. Na semana passada, a ex-senadora aparecia na frente, com 46% contra 44% da presidente. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, as duas seguem tecnicamente empatadas. [O que derrota Marina é o programa de governo que apresentou. As mudanças, os ajustes que fez enalteceram o governo de Dilma. Marina deu uma de propagandista de Dilma, ao executar uma das mais importantes leis da propaganda: a do exemplo, por ressaltar tudo de bom que o atual governo fez, e que deve ser mantido, em benefício do povo.

Esta entrevista com cientistas políticos, da empresa Globo, repetida nos portais estrangeiros, é antiética, porque se trata de uma peça de propaganda indireta. E o que é mais grave: uma propaganda enganosa, por fazer tudo que condena. Propaga o mais puro terrorismo. Pretende que o leitor acredite como negativa, agressiva e ameaçadora, inclusive por criar o medo, a campanha do PT.

Tem mais. A Folha de S. Paulo também faz campanha contra Dilma. Pesquisa do Datafolha sempre beneficia Marina, como antes dava como certa a eleição de Aécio.

Tiago
Tiago

 

Quem patrocina a campanha “O PT matou Eduardo Campos”?

* Um boato que pode roubar a vitória de Armando Monteiro em Pernambuco e acabou com a campanha de Aécio Neves 

* A mesma pichação deve aparecer em todos os Estados para favorecer Marina

 

PT matou Eduardo

 

 

Para acreditar em um atentado político, temos de admitir que existiu um complô, com mandantes e executores do assassinato de Eduardo Campos.

A explosão de um avião não é para amadores. Requer muito dinheiro para contratar profissionais treinados em atos terroristas.

Se for para acreditar em teorias da conspiração, seria mais verossímil a que foi publicada em Washington, culpando a CIA e o bilionário especulador George Soros, acionista da Petrobras, do Itaú e outros megas investimentos no Brasil.  Vide links.

O próprio irmão do ex-governador de Pernambuco, advogado e escritor Antônio Campos acredita em uma morte acidental.

No mais, o desastre aéreo aconteceu depois de uma imprevisível tentativa de pouso do jatinho no aeroporto da Aeronáutica em Santos.

Para infelicidade do Brasil, coveiros e carpideiras aproveitaram a tragédia para realizar uma vergonhosa e suja e maldosa e caluniosa propaganda fúnebre.

Dilma que tinha o primeiro lugar nas pesquisas, que indicavam vitória no primeiro turno, foi ultrapassada por Marina Silva, nos sete dias de trégua, decretada espontaneamente por todos os candidatos, em sinal de luto por Eduardo Campos.

Aécio Neves declarou, esta madrugada, no final do debate em Aparecida, promovido pela CNBB: “A campanha eleitoral deu uma cambalhota depois da morte de Eduardo Campos”.

 

Marina-escolhe-Eduardo-Campos

 

 

Falta aos marqueteiros, a competência para enfrentar Marina vestida de negro, o luto fechado de viúva, do choro piegas de mulher sofrida, de santa “ferida em nome de Deus”, de penitente frágil e doente à beira da morte, com várias milagrosas ressurreições, que se tornou, agora, vítima da “fúria” do PT.

Esta Marina comove o eleitor e, incrivelmente, o douto Procurador Geral da República Rodrigo Janot, que reconheceu, na campanha do PT, peças que pretendem criar “artificialmente na opinião pública estados mentais, emocionais ou passionais”.

Há o duplo da Marina mártir: a profetisa que imagina o apocalipse, o final dos tempos, e que apenas ela salva o Brasil do caos, com o programa econômica de Neca Setubal, É a mesma Marina do exorcismo e da satanização dos adversários.

heizen eduardo cai

 

O boato motiva o voto de vingança, que chamo de voto dos justiceiros. Apelam os golpistas para o paredão. Pedem para o povo vingar o “assassinato” de Eduardo Campos, coisa que só interessa aos poderes econômicos que patrocinam Marina Silva, a única candidata beneficiada com a morte acidental do ex-governador.

De vice, Marina passou a ser candidata a presidente, apelando para uma campanha emocional, repleta de baixarias (“a arte do passivo-agressivo”) e de falsa religiosidade.

O apelo do linchamento nas urnas começou no velório e no enterro do ex-governador de Pernambuco, quando foi orquestrado os gritos de retaliação, de desafronta: “Justiça, justiça”.

Publica o portal IG:

 

Pichações dizem que PT matou Eduardo Campos

 

Dilma avião

O diretório regional vai entregar nesta terça notícia crime à Polícia Civil de Pernambuco, pedindo investigações sobre a autoria de pichações que responsabilizam o partido pela morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), em acidente de avião no dia 13 de agosto, em Santos, que vitimou outras seis pessoas. A inscrição “O PT matou Eduardo Campos” começou a aparecer na capital e estão se alastrando pelo interior do estado. Em alguns locais, a frase vem com um mesmo erro de ortografia: “U PT matou Eduardo Campos”.
A cor preta da tinta utilizada e a caligrafia, no entanto, são sempre as mesmas, segundo informações do PT, que já constatou a mesma frase em pelo menos cinco municípios: Palmares, Vitória de Santo Antão, Escada, Moreno, Paulista.
De acordo com a presidente do PT pernambucano, Tereza Leitão, a “provocação” aparece até em suportes de outdoors destinados à publicidade comum, que ficam na BR-232, uma das mais movimentadas rodovias federais da capital.
Ela disse que, por iniciativa de alguns diretórios municipais, como o de Palmares, a responsabilidade pela acusação já vem sendo cobrada nas delegacias locais.
“ Em alguns locais, as pichações aparecem em muros de residências. Será que os donos dos imóveis sabem quem as fez? Será que eles permitiram? É preciso investigar, pois pichação apócrifa é crime, e é um partido que está sendo acusado. Se ficar comprovada a conotação eleitoral, apelaremos à Justiça porque o fato dialoga com o pleito”, disse Tereza.

Pernambuco. Armando mostra como sua trajetória difere da de Câmara

Em resposta ao candidato Paulo Câmara, que questionou o currículo de Armando Monteiro no setor público, o candidato a governador de “Pernambuco Vai Mais Longe” apresentou sua trajetória política e sua experiência como administrador.

Respondeu Armando: “Esclareço que um tecnocrata não é um líder político. Você fez carreira como burocrata, mas nunca experimentou a liderança. Você não tem perfil para liderar. Sua candidata, Marina Silva, diz que desconfia dos candidatos gerentes. Precisamos de governantes, com visão estratégica, conhecimento e prática ”, respondeu Armando, que tem a reconhecida vivência de  mandatos legislativos, três como deputado federal, um como senador; e executivos, à frente da indústria nacional.

“Enquanto presidente do Sistema S, administrei mais de R$ 15 bilhões, e fui eleito e reeleito nessa entidade. Foi assim também na CNI, e tive toda minha vida pública marcada pela via da eleição, com votações crescentes. Inclusive, com apoio do seu partido, o PSB. Eu tive mais de 3 milhões de votos dos pernambucanos para cumprir um papel no Senado. Minha história e trajetória política não foram feitas de maneira superficial. O que nosso Estado precisa é de liderança, com sentido de direção”, disparou Armando Monteiro.

“Você foi escolhido de forma unipessoal. Não foi você que reuniu os partidos que estão na sua campanha, foi Eduardo. Se você acha que o setor privado é suficiente para julgar alguém, você não tem experiência nesse aspecto. A atividade empresarial é de risco, ou ganha ou perde. Mas quero lembrar que a dignidade da minha família foi lembrada quando Arraes destacou o apoio, e convidou meu pai, para disputar o Senado, pela Frente Popular, em 1994”, lembrou Armando Monteiro.

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O sistema S é conhecido por poucos, pelo menos com esta definição. Muitos já estudaram em alguma de suas instituições ou foram beneficiados com seus programas e ações, mas talvez não conheça como um todo.

O sistema S é formado por organizações e instituições todas referentes ao setor produtivo, tais como indústrias, comércio, agricultura, transporte e cooperativas que tem como objetivo, melhorar e promover o bem estar de seus funcionários, na saúde e no lazer, por exemplo, como também a disponibilizar uma boa educação profissional. As instituições do Sistema S não são públicas, mas recebem subsídios do governo.

Cada uma delas tem dado contribuições importantes nas suas respectivas áreas de atuação. Cursos gratuitos com bolsas de estudos, promoção social, apoio ao desenvolvimento das pequenas empresas, treinamentos, entre outros. Tudo isso de forma muito próxima da sociedade. Conheça

Neta de Arraes condena abuso da propaganda fúnebre com o nome de Eduardo Campos

Do álbum de Marília
Do álbum de Marília

A vereadora do Recife Marília Arraes, prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu para os candidatos deixarem o ex-presidenciável descansar.”Homenagem não se faz com voto”, disse.

“Querem uma homenagem…? A gente pode levar uma flor; quem for evangélico, católico pode fazer uma oração. Deixem a pessoa descansar e não ficar usando exaustivamente a imagem de uma pessoa que já faleceu”, criticou a vereadora.

Filha da psicóloga Sônia Valença Rocha e do administrador de empresas Marcos Arraes de Alencar, Marília é a primeira neta do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e sobrinha da ex-deputada e atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, e do cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão, Guel Arraes.

Nascida em momento de grande efervescência política, participou, desde os 14 anos de idade, das movimentações políticas de Pernambuco, ao lado de Miguel Arraes.

Em 2002, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde atuou no Movimento Estudantil, defendendo o Movimento Faculdade Interativa.

É filiada ao PSB e trabalhou na Secretaria de Juventude e Emprego do Estado de Pernambuco, em 2007, no programa a geração de emprego e renda para mulheres.

Em 2008, deixou a Secretaria para ser candidata nas eleições municipais daquele ano.

Em 2012, reelegeu-se vereadora.

 

Marília pensamento

Marília pretendia disputar eleição à Câmara Federal, mas por não concordar com os rumos que o PSB está tomando com relação ao pleito, renunciou à candidatura. Marília revelou, na ocasião, que não seria possível fazer campanha e, posteriormente, assumir um possível mandato defendendo o que não acredita.

“Sempre fui uma militante disciplinada, durante minha vida respeitei meu partido e a hierarquia (sim, para um militante partidário isso é fundamental!) que havia nele. Cumpri missões. Entretanto, sinto-me com o dever moral e político de divergir, quando as determinações e orientações possam alterar o rumo de nossa caminhada à justiça social”.

Por sua fidelidade aos ideais socialistas do avô, tudo indica que passou a ser a herdeira política de Miguel Arraes.

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LÍDER DA CAMPANHA DE ARMANDO MONTEIRO GOVERNADOR

Marília justificou o seu apoio ao senador petebista: “Eu conheço Armando há 20 anos e eu tenho 30 anos de idade. Desde 1984 estamos juntos. Por que estaríamos separados agora?”, questionou a vereadora, que rechaçou, novamente, a candidatura de Paulo Câmara ao executivo estadual: “Ele pode até ser uma boa pessoa; mas não é suficiente para ser um grande governador de Pernambuco”.

Com o objetivo de fundamentar os seus argumentos contra a postulação de Câmara, Marília lembrou o avô: “Miguel Arraes era um homem preparado. E não ficava apenas atrás de uma mesa cobrando imposto, enfrentando burocracia de Estado, sem colocar os pés na lama e sem conhecer a realidade do povo”.

A parlamentar vem sendo vítima de retaliação. Funcionários do comitê central da campanha do PSB, no Recife, batizaram de “Marília” o nome de uma cadela encontrada na rua por militantes da legenda. O caso foi criticado por organizações de defesa dos direitos da mulher.

Fontes: Wikipédia/ 247