Quem vai indenizar as vítimas do avião fantasma que matou Eduardo Campos?

Acusado de ter assassinado o candidato a presidente Eduardo Campos, o PT perdeu as eleições em Pernambuco, e jamais cobrou dos candidatos beneficiados uma resposta clara: se os eleitos governador Paulo Câmara e o senador Fernando Bezerra Coelho concordam com a denúncia, que também beneficiou eleitoralmente Marina Silva.

Eis uma tragédia que muita gente quer agora esquecer, mas que exige a cada dia vários esclarecimentos. Notadamente o pagamento das indenizações às vítimas do voo e aos moradores afetados em solo.

"Minha vida era tranquila, até o dia em que caiu a turbina de uma aeronave dentro da nossa sala, enquanto a minha filha assistia desenho no apartamento que a gente morava no Boqueirão. Minha família sobreviveu, mas nós perdemos todos os bens. Recomeçar do zero não é fácil. Apesar de ter recebido muitas doações de roupas e cestas básicas, tive que comprar muitas coisas e a minha vida se transformou num caos. Já se passaram mais de 3 meses da tragédia e não fui ressarcida de nada. As empresas envolvidas esqueceram que eu existo. Espero que um dia eu tenha a minha vida tranquila de volta."
“Minha vida era tranquila, até o dia em que caiu a turbina de uma aeronave dentro da nossa sala, enquanto a minha filha assistia desenho no apartamento que a gente morava no Boqueirão. Minha família sobreviveu, mas nós perdemos todos os bens. Recomeçar do zero não é fácil. Apesar de ter recebido muitas doações de roupas e cestas básicas, tive que comprar muitas coisas e a minha vida se transformou num caos. Já se passaram mais de 3 meses da tragédia e não fui ressarcida de nada. As empresas envolvidas esqueceram que eu existo. Espero que um dia eu tenha a minha vida tranquila de volta.”

Escreve Paulo Moreira Leite: Depois que o nome de Eduardo Campos surgiu na delação de Paulo Roberto da Costa, Marina Silva tenta nos convencer de que é possível entrar na chuva e não se molhar.

Explico. Ao mesmo tempo em que tenta entrar no coro conservador ao falar do ‘apadrinhamento, da corrupção, do uso político’ na Petrobras, Marina afirma que ‘não quer uma segunda morte de Eduardo Campos por leviandade.’ Pode?

Ou a candidata denuncia a leviandade – e neste caso não lhe cabe fazer afirmações levianas sobre a maior empresa brasileira, colocando seu tijolo na preservação do mítico ‘mar-de-lama’ criado por Carlos Lacerda para atacar as conquistas do governo Getúlio Vargas.

Ou então utiliza argumentos de natureza emocional (‘segunda morte’) para fugir do debate real, finge que sua campanha não tem nada a ver com isso e segue na corrida atrás de votos procurando a criminalizar os adversários.

O que não dá é ficar em posturas opostas, quando convém. Ora vítima de uma possível injustiça, ora candidata imaculada. Existe algo mais ‘velha política’?

 

Aroeira
Aroeira

(…) Marina agiu de forma parecida quando se verificou que o PSB fazia campanha com um avião registrado em nome de laranjas.

Ela própria só não embarcou no voo da tragédia porque naquela manhã Eduardo Campos se dirigia para um seminário ao qual a vice não tinha interesse em comparecer.

Marina viajou seis vezes no Cessna que caiu em Santos. Prometeu solenemente dar explicações que nunca vieram. Mas segue falando em ‘corrupção’, ‘apadrinhamento’, ‘uso político’.

Isso acontece porque o moralismo – que é uso seletivo e maroto de princípios éticos com fins políticos – é uma moeda de troca eleitoral. O mensalão do PSDB-MG segue a grande prova definitiva a respeito”.

 

Meme da campanha eleitoral
Meme da campanha eleitoral

De acordo com os números pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha do PSB arrecadou e gastou exatamente o mesmo valor: R$ 62.066.728,32.

Os recursos representam a prestação final das contas da campanha pessebista, ou seja, levam em consideração também o período em que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em agosto, era o candidato da coligação.

O detalhamento das receitas e despesas de Marina, no entanto, não explica o pagamento do jato que caiu em Santos.

No fim de agosto, o PSB divulgou uma nota na qual dizia que o partido iria contabilizar e declarar à Justiça Eleitoral o empréstimo da aeronave somente na prestação final de contas da campanha, o que não aconteceu.

O avião continua fantasma.

marina tchau

O PSB de Marina Silva não quer pagar a conta. O advogado e escritor Antônio Ricardo Accioly Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, pretende que a União e a Cessna, fabricante da aeronave, paguem as indenizações às vítimas do voo e aos moradores afetados em solo.

No final de agosto, o irmão de Campos visitou os moradores e prometeu apoio às famílias. “Eu não prometo uma coisa sem fazer. O partido [PSB] admite, no futuro, a possibilidade de ajudar em caso de ausência da seguradora”, afirmou.

A representação na Procuradoria tem como alvo a União porque, segundo ele, a base aérea de Santos não poderia ter autorizado o pouso da aeronave com o tempo ruim do dia do acidente.

O advogado alega também que o sistema de auxílio de voo da base é “muito antigo e praticamente inoperante”, o que “pode também ter influenciado”. A base aérea de Santos é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira.

Ele aponta ainda falhas estruturais no avião, como a caixa-preta, que não teria gravado as últimas horas de voo.

“Não é normal uma caixa-preta não estar funcionando. Se cai no fundo do mar, se acha e continua funcionando”, disse.

Além disso, ele entende que há um “erro de projeto” sobre o recolhimento de flaps em alta velocidade.

Fica explícito que Antônio Campos não acredita em atentado político. A causa da morte de Eduardo Campos foi acidental.

 

Investigam as empreiteiras por que roubaram os acionistas ou a Petrobras?

br_extra. brancos presos petrobras

 

O primeiro roubo contra a Petrobras, o mais danoso, foi sua entrega ao capital estrangeiro. De empresa estatal, passou a ser empresa de capital misto, pra lá de misturado, tanto que não se sabe quem é verdadeiramente o dono da quarta maior empresa petrolífera do mundo: se o povo brasileiro se os acionistas. Também é desconhecida a nacionalidade desses acionistas, quando já foi anunciado que o especulador George Soros trocou suas ações da Vale (outro escandaloso roubo impune do entreguismo) por ações da Petrobras, como se tal tipo de transa existisse. Esse troca-troca incrível e impossível foi noticiado pela imprensa, e mais safadoso ainda, durante a campanha eleitoral, que Soros, “se Dilma fosse reeleita” venderia sua parte na Petrobras. E o mais grave: esse Soros teve o nome vinculado ao complô do suposto atentado terrorista que matou o candidato a presidente Eduardo Campos em um desastre de avião. A teoria da conspiração indica, ainda, a participação da Cia e ONGs internacionais, que hoje patrocinam marchas pedindo a intervenção militar dos Estados Unidos para derrubar Dilma Rousseff da presidência da República.

HOMEM DE US$ 100 MI ROUBA DESDE O INÍCIO DA ERA FHC

 

Paulo Francis

Poços 10 – Depois de ter causado espanto ao declarar que devolveria uma fortuna de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 252 milhões), obtidos irregularmente, o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco admitiu que recebe propina há 18 anos [quando a estatal passou a realizar procedimentos licitatórios simplificados e facilitados por lei assinada por FHC. Quando foi questionado sobre a legalidade dos contratos da estatal fora da Lei de Licitações, a 8.666, o ministro do STF Gilmar Mendes defendeu que a estatal mantivesse o regime especial criado no governo FHC. A Operação Lava Jato esquece os caminhos facilitados para corruptos e corruptores]. Esse o motivo, segundo Barusco, para ter conseguido acumular tamanha fortuna.

Na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse sentir “vergonha” do que está acontecendo na Petrobras. “Tenho vergonha como brasileiro, tenho vergonha de dizer o que está acontecendo na Petrobrás”, afirmou. [Com esta frase, FHC pretende esconder que patrocinou o entreguismo e o nepotismo na empresa, ao impor o francês Henri Philippe Reichstul presidente. Para conseguir tal intento, assinou uma lei que passou a permitir a nomeação de estrangeiros para presidir a Petrobras. Reichstul sempre esteve blindado. Jamais foi investigado. Fofocas da corte indicavam ele como genro de FHC.

Outro protegido da imprensa vendida: David Zylbersztain, este sim, genro de FHC. Ele foi secretário de energia durante o primeiro mandato (1995-1998) do governador paulista Mário Covas, quando comandou o plano de reestruturação e privatização de inúmeras empresas energéticas paulistas. Em janeiro de 1998, foi nomeado pelo sogro primeiro diretor-geral da recém-criada Agência Nacional do Petróleo (ANP), e reconduzido ao cargo novamente em janeiro de 2000.

Liderou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo no Brasil, realizando o primeiro leilão de áreas de exploração aberto à iniciativa privada, nos dias 15 e 16 de junho de 19991 .

Sua separação da esposa Ana Beatriz Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em maio de 2001, antecipou sua saída da chefia da ANP. Embora seu mandato lhe garantisse a permanência no cargo até o final de 2005. Sua separação causou uma saia-justa no governo , e o próprio David Zylbersztajn renunciou em setembro de 2001]

Barusco admitiu, em delação premiada, que desvia verbas por meio de contratos na estatal do petróleo desde 1996, segundo ano do governo do ex-presidente tucano. Ele também confirmou ter recebido US$ 22 milhões em propina apenas da holandesa SBM Offshore, que trabalha com afretamento de navios-plataforma.

O ex-gerente da Petrobras negou, durante depoimento, que parte do dinheiro desviado por ele era destinado a algum partido ou políticos. “Esta era a parte da casa”, afirmou. Apontado como um dos supostos cúmplices do ex-diretor da estatal Renato Duque, preso na sexta-feira 14, ele conta também ter contratado empresas sem licitação, prática que foi permitida por meio de uma lei do governo FHC.

Barusco teve participação em todos os grandes projetos da Petrobras na última década, entre eles a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Em 2006, logo após a compra pela Petrobras de 50% da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ele tentou favorecer a Odebrecht, contratando a empresa para a ampliação da refinaria sem processo de licitação. Ele alegou que a companhia era a única brasileira com experiência para o trabalho e obteve o apoio dos diretores. A obra no valor de US$ 2,5 bilhões, porém, foi rejeitada pelos sócios belgas.

O volume de dinheiro a ser devolvido pelo engenheiro aos cofres públicos é o maior já obtido por um criminoso na história do País. O acordo de delação premiada foi firmado por ele antes de a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, vir à tona. Ele decidiu colaborar com a polícia assim que foi avisado que seria denunciado, conseguindo, dessa forma, se livrar da cadeia.

ONG norte americana convocou protestos deste sábado contra Dilma

Essa ONG Brazil No Corrup deve ser investigada e fechada.

Seus integrantes estrangeiros expulsos do Brasil. Assim age Obama, que não admite terroristas no território dos Estados Unidos.

Atentar contra a democracia brasileira, a ordem pública, violar a Independência do Brasil, pregar um golpe ou revolução constituem atos de sabotagem da máxima gravidade.

Os traidores brasileiros, sócios ou empregados dessa organização criminosa de espionagem, sabotagem e terrorismo sejam enquadrados já na lei de segurança nacional.

Esses extremistas da direita são fanáticos que pregam o golpe, a ditadura, o separatismo, a guerra civil, o racismo, o ódio entre os brasileiros.

 

ONG terrorista quer intervenção militar

Jorge Alaminos
Jorge Alaminos

por Luiz Müller

Foi uma ONG americana que convocou atos que pedem “intervenção militar”, a derrubada da Presidenta Dilma e questiona a legitimidade das eleições no Brasil.

A mídia lhe faz coro.

A Revista Veja, contumaz mentirosa e golpista largou mais uma das suas falcatruas e a Revista Isto é não ficou atrás. E em seguida, na mesma toada, Globo, Folha, Estadão e toda máfia midiática repercutirá a mesma ladainha. Repetem constantemente a mentira até que ela vire verdade no Senso Comum.

O Brasil esta passando de novo pelo que já passou em outros momentos. A orquestração de um Golpe está em marcha. E não é contra a corrupção, como alguns desavisados pensam. É pelo petróleo e pelas nossas riquezas que eles querem o Golpe. Getúlio Vargas as chamava de “forças ocultas”. Mas elas estão aí, bem visíveis e se expressam e vendem suas mentiras contra o Brasil e o governo através de emissoras de TV e Rádio, utilizando-se de concessões públicas sem o menor pudor.

Não respeitam o resultado das urnas. Não tem nada de democráticos. Abaixo vai matéria do Blog do Esmael mostrando o site da referida ONG Americana:

Clique para ampliar a imagem e ver as caras inimigas
Clique para ampliar a imagem e ver as caras inimigas

Cerca de 300 golpistas se concentram neste sábado (1) na Praça Santos Andrade (UFPR), em Curitiba, de onde pretendem sair às 15h30 em passeata até a Boca Maldita

 

 

A eleição da morte e do volume morto. O voto emocional no caixão

O acidente aéreo que ceifou a vida de Eduardo Campos criou o voto dos justiceiros. O voto de vingança. Porque foi espalhado o boato de que “o PT matou Eduardo Campos”.

Tal mentira ajudou a eleger desgastados governadores do PSDB, a começar por Geraldo Alckmin que, sem nenhuma protesto de Aécio Neves, fez divulgar a seguinte propaganda:

EDuardo alckmin 2

Uma propaganda que representa uma traição ao candidato tucano a presidente. Mas todo o PSDB aprovou. Que São Paulo é a maior cidade do Nordeste.

Em Pernambuco, todos os candidatos petistas foram considerados assassinos. Resultado: o PT não elegeu o senador e nenhum deputado federal e diminuiu sua bancada na Assembléia Legislativa.

A atoada de que “o PT matou Eduardo Campos” sobrou para Dilma e para o candidato a governador Armando Monteiro, e os dois vinham liderando as pesquisas.

O candidato Paulo Câmara Ardente, casado com uma prima de primeiro grau de Eduardo Campos, foi o candidato a governador campeão de votos no Brasil.

A coscuvilhice de “o PT matou Eduardo Campos” transformou em assassinos os deputados federais não eleitos Fernando Ferro, João Paulo, que foi candidato a senador, Pedro Eugênio, Paulo Rubem Santiago (do PDT, candidato a vice-governador), e os deputados estaduais Manoel Santos, Odacy Amorim, Sérgio Leite, Teresa Leitão.

 

muro pichado

A reação do PT foi pedir investigação sobre autoria de diversas pichações que apontam a legenda como responsável pela queda do avião que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Noticiou a imprensa nacional no primeiro turno: A frase “O PT matou Eduardo Campos” aparece em muros do Recife e em vários municípios. “Parece que estamos entrando em uma espécie de obscurantismo de campanha. É preciso que isto seja investigado e que os responsáveis sejam identificados e devidamente punidos, já que o fato dialoga com a eleição que está em curso”, disse a presidente estadual do PT, Teresa Leitão.

As fotos das pichações foram publicadas em todos os jornais e mostradas pelas televisões. Na internet, os nojentos memes:

Quem matou Eduardo Campos

Coronel-diz-que-morte-de-Eduardo-Campos-não-foi-acidente-300x222

dilma assassina

derrubo Aécio

proximo é você

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PT, por incompetência, notadamente em Pernambuco e São Paulo, pretendeu anular uma campanha emocional com uma contrapropaganda racional. Alckmin, além de usar o cadáver de Eduardo Campos, continua a jogar com o volume morto das represas, garantido que não vai faltar água em São Paulo. Agora, para eleger Aécio.

Não foi divulgado que Eduardo Campos, quando comprou o avião, demitiu a antiga a tripulação, que foi substituída por pilotos de sua confiança. Pilotos que não conheciam o avião, que antes de explodir, teve um pane elétrica, logo nos primeiros vôos de Eduardo e Marina Silva.

Limitou-se o PT a comprovar que o avião foi comprado com dinheiro do caixa 2, e no nome de empresas laranjas.

O certo é que o corpo de Eduardo Campos continua insepulto. Não se sabe até onde a propaganda fúnebre influenciará a votação do segundo turno. Relembre que o primeiro ato da campanha de Aécio Neves, neste segundo turno, foi visitar a viúva de Eduardo.

O zunzum do atentado teve como base um texto que apareceu na web, logo depois do fatídico 13 de agosto, usando indevidamente o nome do coronel do Exército José Ori Dolvin Dantas, comprovando que o avião foi sabotado.

Garante o coronel que o texto jamais foi escrito por ele, e anunciou que está tomando “as devidas providências cabíveis para descobrir quem usou seu nome e seu currículo, indevidamente”.

Os políticos do PT acusados também precisam desmontar a câmara ardente, e condenar os pichadores de muros, os mexeriqueiros, os violadores de túmulo, os vivos-que=carregaram-o-morto de cidade em cidade, os que criaram a inverdade do atentado para matar Eduardo, os infames acusadores de um falso assassinato. Eleição não é linchamento.

eleição caixão

 

Propostas de Aécio, “música” aos senhores da riqueza financeira

Paulo Copacabana, em especial para o Viomundo, escreveu que as propostas de Marina eram música para os “senhores da riqueza financeira”. Troquei o nome de Marina pelo de Aécio. Por vários motivos.

Que Marina se vendeu a Aécio. Em troca do apoio, quer um ministério todinho pra ela, um mandato de quatro anos para presidente, e ser candidata do PSDB em 2018.

Miguel
Miguel

Finalmente, tirou a máscara de fada defensora da floresta, e desconstruiu o mito de Nossa Senhora das Dores, de uma infância parecida com a de Santa Joana d’Árc, a analfabeta que salvou a França, e o sofrimento de Santa Benadette. Santas que fizeram parte da devo√ação de Marina, noviça da Congregação das Irmãs Servas de Maria Reparadoras, em Rio Branco (AC).

“Maria Osmarina da Silva, a Marina Silva, chegou à casa das irmãs em 19 de fevereiro de 1976, 11 dias depois de completar 18 anos.

(…) ‘É a primeira vez que vive com as irmãs’, afirma o documento, guardado no arquivo da entidade.

No período de um ano e cinco meses em que ficou lá, Marina ocupava uma das três camas do quarto 07, de cerca de 25 metros quadrados ao final de um amplo corredor de paredes verde-claras que liga a sala aos quartos das aspirantes. O cômodo mantém a decoração: alguns dos móveis simples de madeira e até as colchas daquela época.

O casarão com varandas é amplo e fresco nos dias de brisa da incomum friagem (período de queda de temperatura) da equatorial Rio Branco. Tem oito quartos – para quatro moradoras e visitantes –, cozinha e copa espaçosas e um grande terreno gramado, com seringueiras e um pomar com pés de enormes laranjas e de cupuaçu. Era o seu canto favorito. ‘Ela era muito voltada à contemplação, gostava de ficar no quintal, junto às árvores, talvez um ambiente parecido com aquele em que vivia antes’, diz a irmã Eva, repetindo relatos.

O restante do tempo dividia entre as aulas no Instituto Imaculada Conceição – hoje com cerca de 700 alunos e ainda mantido pela ordem – e os estudos religiosos. ‘Ela entrou para a família religiosa com o intuito de ser irmã, mas chegou o momento em que não se encaixou e, depois de conversas, decidiu sair. A pessoa entra, conhece a estrutura e o jeito de viver, mas às vezes não se encaixa, é comum. É uma vida muito rigorosa, difícil’.

As Irmãs Servas de Maria Reparadoras tiveram origem na Itália, em 1900, voltada a ajudar e educar crianças órfãs. Chegou em 1921 ao Brasil e se instalou em Sena Madureira (AC). É da corrente progressista da Igreja Católica e atua na educação, saúde e contra violações de direitos humanos. ‘Uma moça sem ligação com educação não fica. Talvez tenha inspirado Marina, depois professora, não sei o que ela pensa disso, mas acho que influenciou nas suas opções’, disse irmã Eva, que não deve votar na ex-companheira. ‘Não fiz a opção ainda. Talvez a opção seja outra.’

Os sinais da saúde frágil já apareciam, mostra o livro. ‘Em 29/7/76, estando com gripe acompanhada de tosse, foi consultada pelo Dr. Silvestre; este solicitou uma radiografia dos campos pulmonares, a qual foi tirada no mesmo dia. Resultado: normal.’

Em julho de 1977, Marina desistiu da vida religiosa. ‘A própria candidata disse não ter vocação’ é a anotação do livro. O pai, Pedro, tem outra versão. ‘Ela queria emprego para ajudar nossa família, mas lá o dinheiro fica na comunidade. Aí desistiu”.

Sinfronio
Sinfronio

Marina nunca gostou de trabalhar. No seringal de onde saiu perto de completar 16 anos não foi seringueira, trabalho proibido para as mulheres. Principalmente para uma criança. Pelos perigos de ficar solta na floresta. Perigos de todos os tipos. Não se quebra, facilmente, os tabus de pequenas comunidades.

No mais, Marina teve os poderes, eleita pelo PT, de vereadora, deputada estadual, duas vezes senadora, ministra de Lula; tem as amizades das maiores fortunas do Brasil; e o pai, com 87 anos, vive no alagado de uma favela do Rio Branco, em casa de madeira.

Tem irmãs que ainda vivem nas mesmas terras de sua infância feliz.

Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina
Pedro Augusto, 87 anos, pai de Marina

Marina pai

 

É um conto de fadas de Cinderela: Marina empregada doméstica. O pai não ia deixar a filha sair de casa (Marina vivia e foi criada pela avó, parteira) para a cidade grande, sem ter para aonde ir. Para ficar na rua. Marina viajou para um endereço certo.  A casa do tio delegado, de onde saiu por maltrato não explicado. Antes de entrar no convento ficou em uma casa tão pobre quanto a do pai dela hoje. Como agregada.

Não confundir pobreza com vida de miserável, de abandono.

Do convento, Marina saiu para estudar história em uma universidade, quando fundou a CUT, e foi candidata derrotada a deputado federal, tendo Chico Mendes como candidato a deputado estadual. Era a Marina sindicalista e comunista.

Senadora conheceu as maiores fortunas do Brasil, e foi candidata a presidente em 2010, tendo como vice um dos homens mais ricos do Brasil, explorador da Floresta da Amazônia, dono de uma empresa com o nome bem sugestivo, Natura. Este ano foi candidata, pela segunda vez, tendo como vice um latifundiário do Rio Grande do Sul, líder da bancada ruralista na Câmara dos Deputados, e defensor das empresas de álcool, fumo e armas, lóbi que não casa com Marina evangélica, parceira dos pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano.

nani mudança marina

Qual a diferença entre Maria Alice Setubal, dona do Banco Itaú e mentora do plano econômico de Marina, e Armínio Fraga, também banqueiro, que coordena a campanha de Aécio Neves?

Os dois defendem a autonomia do Banco Central, contra o Mercosul, o BRICS; e a volta do FMI e das privatizações de Fernando Henrique, o tudo para “os senhores da riqueza financeira”, e neca para o povo pobre e para os miseráveis.

Aécio lucro

Armínio Fraga

Armínio Fraga era um empregado de George Soros, indicado para presidir o Banco Central no governo entreguista de Fernando Henrique.

Bancário que era virou banqueiro.

No governo de FHC, Soros se tornou o principal acionista da Vale do Rio Mais do que Doce.

A imprensa vendida brasileira informou que Soros trocou as ações da Vale por ações da Petrobras. Acho que não existe esse tipo de transa. Assim sendo, a Petrobras passou a ser sócia da Vale. Coisa pouca: 634 milhões de dólares.

O noticiário da campanha de Aécio jura que Soros, temeroso de uma vitória de Dilma, passou essas ações para não se sabe quem. Queira Deus que sim. Soros é um especulador, um predador internacional. Ladrão todo. Se aparecer na Rússia vai preso. Patrocina a atual guerra da Ucrânia e outras. Pela teoria da conspiração, mandou matar Eduardo Campos. Não acredito que seja verdade, mas que ele é capaz disso é, e de coisas piores.

Na Ucrânia, muitos dos participantes das manifestações em Kiev assumiram fazer parte de determinadas Organizações Não Governamentais (ONGs) responsáveis por treiná-los em táticas de guerrilha urbana, em numerosos cursos e conferências promovidos pela Fundação do Renascimento Internacional (IRF, em inglês), criada por Soros. A IRF, fundada e financiada pelo multimilionário, orgulha-se de ter feito “mais do que qualquer outra organização” para a “transformação democrática” da Ucrânia, afirmou.

A ação de Soros, no entanto, permitiu que ultranacionalistas passassem a controlar os serviços de segurança ucranianos, como a polícia e as forças armadas. Em abril, o secretário do Conselho de Segurança Nacional e da Defesa, Andréi Parubiy, foi acusado por testemunhas de aceitar suborno da CIA para ajudar no combate àqueles que se opõem ao governo autoproclamado. Ainda segundo o InfoWars, a operação militar de Kiev, com seu caráter violento, incluindo o incêndio na sede de um sindicato em Odesa, no qual morreram mais de 80 pessoas, também pode ser atribuído ao ativismo de George Soros e das outras organizações ligadas à IRF.

Estas mesmas ONGs foram detectadas no Brasil com um serviço semelhante àqueles prestados pela IRF à ultradireita na Ucrânia. A ONG Brazil No Corrupt seria mais uma na lista de organizações patrocinadas por organismos internacionais para a promoção de atos de vandalismo e de violência nas manifestações de rua.

No Brasil, antes e durante e depois da Copa do Mundo, no movimento #naovaitercopa. Compete, ainda, a estas organizações, o patrocínio de páginas nas redes sociais, como a TV Revolta, entre outras, criadas para disseminar o ódio e promover a desestabilização do governo instituído, em manifestações violentas nas principais capitais, com infiltrados das polícias de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Pernambuco, a campanha do governador eleito Paulo Câmara Ardente denunciou que “O PT mandou matar Eduardo Campos”. Resultado: o PT não elegeu o senador, e nenhum deputado federal. Os pernambucanos colocaram nas urnas o voto justiceiro. As eleições representaram um verdadeiro linchamento dos “assassinos”. Sobrou para Dilma e Armando Monteiro, candidato a governador.

Incompetência da propaganda petista. Bastaria completar a frase pichada nos muros: “O PT matou Eduardo Campos” para eleger Marina ou Aécio.

 

 

Frank
Frank

 

Eis o texto de Paulo Copacabana:

Não tem como fazer omeletes sem quebrar os ovos.

Esta frase, para mim, resume os desafios políticos que temos pela frente para melhorarmos nosso país nos próximos anos.

A Nova Política só começará com uma ampla discussão e mobilização popular sobre uma reforma política que permita três coisas: ampliar os canais de participação da sociedade na definição do seu próprio destino, reduzir o poder do dinheiro sobre a política e ampliar a representação das classes populares nos parlamentos brasileiros.

Para isso, precisamos de partidos fortes, democracia interna e idéias claras sobre suas posições.

Para Marina Silva representar efetivamente este ideal, não basta dizer que representa a Nova Política. Os aliados que ela carrega e o jatinho que usou financiado por caixa 2 e empresas laranjas desmentem a todo momento esta sua profissão de fé.

Ela precisa rapidamente dizer quando, como, em que direção e com quem fará uma reforma política no Brasil, já no início do seu governo.

A princípio, Marina não parece se preocupar com partidos fortes ou idéias claras. Parece carregar apenas o “espírito do tempo”, marcada por vontades de mudanças abstratas, sem saber exatamente para onde e como. Uma certa continuidade e vertente eleitoral das jornadas de junho de 2013.

Os apolíticos e os antipolíticos parecem finalmente se juntar aos reacionários e àqueles que representam a infantilização da política (quero tudo agora e de qualquer jeito).

As dificuldades de Marina em construir a Nova Política residem exatamente nesta sua frágil base politica de sustentação.

Precisará dos movimentos sociais e trabalhadores organizados para aprofundar a democracia no Brasil. Quando e se quiser fazer este aceno, será rapidamente abandonada pela sua base eleitoral. Crise política à vista.

Por outro lado, na economia política, Marina já encarna o papel de melhor guardiã da financeirização da riqueza. As poucas famílias, empresas não financeiras e bancos, que aplicam suas riquezas em diversos produtos financeiros, estão indo ao delírio com as propostas dos gurus econômicos de Marina.

Banco Central independente, altíssimas taxas de juros que procurem levar a inflação a níveis suíços, câmbio livre, cortes nos gastos públicos, redução dos salários e “outras maldades” já reveladas soam como música aos senhores da riqueza financeira.

Deve começar seu governo já refém destes interesses poderosos. Uma verdadeira crise econômica se avizinha.

Paralisia política e crise econômica pode ser o resultado mais esperado do seu governo. Marina já acenou que planeja ficar apenas quatro anos.

Não terá outra saída. De qualquer modo, já terá cumprido o papel para os senhores do dinheiro.

Para o país, uma lição a mais: a infantilização da política não produz avanços.

 

Dilma Aécio nova políitca

 

TERRORISMO EM PERNAMBUCO e BRASÍLIA

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A quem interessa pichar os muros de Pernambuco com a frase gritada em todos os municípios de que “o PT matou Eduardo Campos”?

Toda chacina, toda morte encomendada tem patrocinadores e executores, que são movidos, quanto mais alto o cargo da vítima, pelos mais altos interesses políticos e econômicos internacionais.

No caso de uma candidatura presidencial, pela importância econômica do Brasil, uma conspiração não se faz sem o apoio e a consequente denúncia de serviços de espionagem nacionais e estrangeiros.

Um atentado político contra Eduardo Campos, ou contra Aécio Neves, Marina Silva, Dilma Rousseff, Luciana Genro seria debatido na imprensa mundial, pelos governos do Primeiro Mundo e de países emergentes, por banqueiros, pelo FMI, pelo BRICS,  pelas multinacionais e partidos políticos.

Só Pernambuco embarca em uma campanha do voto justiceiro, para vingar a morte de Eduardo Campos.

Marina e as circunstâncias

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Escreve Gilmar Crestani: Mas nem tudo foi ruim. A divina providência evitou que ela pegasse o mesmo avião do Eduardo Campos, mas não teve força suficiente para evitar que se espatifasse contra o muro de suas limitações. Outro ponto positivo foi trazer da ribalda Beto Albuquerque. Assim ficamos sabendo um pouco mais deste gaúcho defensor dos transgênicos. Neste caso, também serve de lição ao PT que serviu de escada a este alpinista. Quem cria cuervos

Com distúrbios mentais e candidato do PP. Tá explicado!

Son
Son

Ele tinha armas de destruição da massa encefálica. Prova disso é que já havia sido candidato pelo PP e agora estava apoiando Aécio Neves.

Um dia depois que este jihadista das hostes do PSDB/PP saiu do armário para aterrorizar funcionário de hotel, Eliane Cantanhêde faz verdadeira ode à violência na Folha. A porta-voz do PSDB, instrui Aécio Neves na melhor forma de bater. Bater, como toalha molhada, para não deixar sinal. Quem é mesmo que incita à violência. Isso aí por acaso é linguagem jornalística? A que nível ainda pode baixar os funcionários da D. Judith Brito para tentaram ajudar seus correligionários? Por a ANJ e o Instituto Millenium não se pronunciam contra esta incitação à violência praticada por seus membros? E não me venham com linguagem figurada? Há mais metáfora no energúmeno do Fidelix do que nesta toupeira. Não é a primeira nem será a última desta colonista de mau agouro!

eliane-cantanhede

Não é metáfora. Quando Fidelix pratica discurso de violência explícita está apenas se legitimando de uma linguagem que se tornou popular nos colonistas pertencentes aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Da Veja, Zero Hora, Folha, Globo, a linguagem que legitima a violência é cotidiana.

Tanto a violência contra homossexuais como o racismo praticado em alguns estádios são resultado dessa linguagem chula, de incitação contra quem eles não gostam.

Certos colunistas da Veja e da Folha não estão preparados para viverem numa sociedade civilizada.

 

 

Boopo
Boopo
Aroeira
Aroeira

Paulo Câmara Ardente

pyramidshapes

Paulo Câmara Ardente é o vivo-carregando-o-morto por cada cidade de Pernambuco, transformando cada comício em um velório de Eduardo Campos.

Nos discursos diz Câmara Ardente que vai realizar um governo do morto, para o morto, pelo morto. Garante fazer, em quatro anos, tudo que Eduardo não fez em oito. Um governo de faraó, de múmia de muitas pirâmides, padrão Fifa, tipo a super, super faturada Arena construída na Mata de São Loureço para os jogos da Copa do Mundo, que rendeu milhares de despejo e muita cacetada, bombas de efeito imoral, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e prisão para o povo.

Esquece Paulo de prometer se vai continuar com os serviços fantasmas do morto e as obras fantasmas do morto, tudo pago com a assinatura dele Câmara Ardente, quando secretário da Fazenda.

Também não toca no avião fantasma. Apesar do palanque sempre armado ao lado da pichação “O PT matou Eduardo Campos”.

Pergunta uma alma: -Por que matou?

Uma assombração responde: -Para eleger Marina presidente. Marina sempre garantiu que tinha mais votos do que Aécio, do que Eduardo. Que era a única candidata que podia derrotar Dilma.