O conservador Joaquim Levy ministro do FMI e a vitória da esquerda na Espanha

Luscar
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Na nova Europa que começa a surgir das urnas na Grécia, na Espanha, não existe vitória para os partidos de direita – o Solidariedade de Paulinho da Força (Central) Sindical, o PMDB de Cunha, o PSDB de Aécio, o DEM de Ronaldo Caiado que votam o emprego terceirizado, precário, e a aposentadoria depois dos 75 anos proposta pela reacionário senador José Serra.

Nem governos entreguistas das privatizações à Fernando Henrique. Nem vitória para ministros que cortam as verbas dos serviços essenciais, os serviçais de banqueiros tipo Joaquim Levy, que reza na cartilha do FMI.

La “indignada” de Barcelona

“O povo venceu aqui, e não um monte de siglas”, disse Ada Colau perante simpatizantes, em referência às siglas tradicionais espanholas.

Colau ocupará a prefeitura de Barcelona depois de derrotar Xavier Trias, atual prefeito da segunda maior cidade do país.

Em coletiva, Colau afirmou que pretende suspender os despejos dos espanhóis que não conseguem pagar seus aluguéis ou hipotecas e que exigirá que os bancos disponibilizem ao público as milhares de moradias vagas que têm em sua posse.

Entre suas promessas estão investir na geração de empregos, reduzir “privilégios” e salários de autoridades e revisar projetos de privatizações.

Ada Colau
Ada Colau

Colau, activista de la Plataforma de Afectados por las Hipotecas, anunció que terminará con los desalojos y los cortes de luz y de agua que golpean a los sectores más necesitados. Sus rivales la tachan de populista y radical.

La gran ganadora de la izquierda española y la futura intendenta de Barcelona, Ada Colau, anunció ayer que no bien asuma el cargo terminará con los desalojos y los cortes energéticos y de agua que golpean a los sectores más necesitados, promesas que sus aliados de Podemos impulsan para el resto del país.

“Ahora la ciudad de Barcelona es injusta, hay ciudadanos de primera y de segunda. Nosotros aprobaremos un plan de choque de 30 medidas, entre las que se incluye acabar con los desahucios (desalojos), con la pobreza energética, generar trabajo de calidad y luchar contra la corrupción”, prometió Colau, la dirigente social que se convertirá en la primera intendenta “indignada” de Barcelona.

Avalada por su activismo en contra de los desahucios (desalojos), Colau fue escogida para liderar la candidatura Barcelona en Comú, una amalgama de varios partidos de izquierda nacidos al calor de las protestas de los Indignados, como Podemos.

Tachada de populista, inexperta y radical por sus rivales, esta mujer de 41 años consiguió un 25,21 por ciento de los sufragios y 11 concejales para hacerse con el ayuntamiento de la segunda ciudad más poblada de España, con 1,6 millón de habitantes. Colau superó al actual alcalde conservador nacionalista Xavier Trias, que obtuvo diez ediles.

“Es una noche increíble, impensable hace un año. Gracias por demostrar que la gente de abajo, de los barrios populares, nos podemos organizar y podemos ganar”, dijo tras su victoria.

De facciones redondeadas y pelo corto y ondulado, su rostro no era anónimo. Su liderazgo de la PAH (Plataforma de Afectados por las Hipotecas), una organización contra los desahucios de familias que no podían pagar la hipoteca, ya la habían convertido en una heroína entre los más afectados por la crisis. Y sus primeras medidas de gobierno deberían ser para ellos: paralizar los desahucios en la ciudad, ceder pisos vacíos a alquileres sociales, forzar a las compañías a reducir las tarifas del agua, la luz o el gas o introducir una renta de 600 euros para las familias en riesgo de pobreza.

Durante la campaña, recorrió a fondo las zonas más empobrecidas de esta turística ciudad mediterránea que esconde grandes diferencias entre los barrios ricos y pobres, agravadas por la crisis.

Sin pasado político ni militancia en ningún partido, Colau quiere acabar con los “privilegios” de los dirigentes. Así, se bajará el sueldo a 2200 euros mensuales –contra 143.000 anuales del actual alcalde nacionalista conservador Xavier Trias–, reducirá los coches oficiales y limitará los mandatos a dos legislaturas.

Se mueve en transporte público, viste camiseta y jeans. Además, vive en casa de alquiler con su compañero, también activista, y su hijo Luca, de cuatro años, que con poco más de un año ya sabía decir “sí, se puede”, uno de los lemas de los Indignados inspirado en el “Yes, we can” de Barack Obama.

Estudiante de Filosofía, dejó la carrera cuando estaba a punto de terminarla para ayudar económicamente a su familia. Sus inicios fueron precarios: encuestadora, azafata, profesora particular hasta 2007, cuando entró en un centro de estudios económicos y sociales.

“El sueldo más alto que he tenido ha sido de 1500 euros”, dijo recientemente. Cuarta hija de un diseñador gráfico y una comerciante, separados después, Colau nació el 3 de marzo de 1974 en Barcelona, pocas horas antes de que fuera ejecutado el último reo de la dictadura de Francisco Franco (1939-1975), un conocido anarquista catalán.

“Mi madre me lo recuerda cumpleaños tras cumpleaños y eso marcó mi compromiso con la lucha por el cambio social”, dice ella. De su mano asistió a su primera manifestación con sólo cinco años, un hábito del que ya no se desprendería.

Participó en sindicatos estudiantiles, movimientos antiglobalización, protestas en contra de la guerra de Irak y, sobre todo, asociaciones para reivindicar el derecho a la vivienda. Su trabajo desde la PAH, denunciando los excesos del sector bancario “en connivencia” con la clase política y frenando más de mil desahucios, le valió una agria animadversión del gobernante Partido Popular, que la calificó incluso de “terrorista”, pero también le consiguió el Premio Ciudadano Europeo 2013 del Parlamento Europeo.

Ahora entrará en las esferas del poder que tanto había criticado. Asegura que lo hace con la intención de convertir Barcelona en “la punta de lanza de un cambio democrático en España y el sur de Europa”.

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Hoje, o Grito dos Excluídos busca liberdade e direitos

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“Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos” é o lema da 20ª edição do Grito dos Excluídos, que acontece em todo o Brasil, neste domingo, 7 de setembro, dia em que se celebra a Independência do Brasil. O conjunto de manifestações populares, que há duas décadas trata da temática “Vida em primeiro lugar”, prioriza neste ano a linguagem criativa e simbólica em suas ações, como música, teatro, poesia, redações, exposições e feiras. A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participa das mobilizações por meio das Pastorais Sociais, com apoio da Cáritas Brasileira e da Pastoral da Juventude.

A edição de 2014 organiza o máximo de ações na defesa da vida humana, na luta pelo acesso e qualidade dos serviços públicos básicos e na construção de espaços e ações de denúncia de injustiças. Os grupos também marcham contra as privatizações de bens naturais e serviços e denunciam a criminalização dos movimentos e lutas populares.

Vários eixos foram articulados para trabalhar questões como participação popular, comunicação, impactos de megaprojetos e megaeventos, extermínio da juventude negra, meio ambiente e os povos indígenas e tradicionais.

“O grito tem uma função como se fosse um pequeno grande professor que contribui para levar informação e formação ao povo brasileiro, que é daquilo que o povo precisa para se manifestar”, afirma o coordenador nacional do evento, Ari Alberti.

Desde 1995, quando aconteceu a primeira edição do evento, houve grande repercussão internacional e reconhecimento na Assembleia Geral da CNBB, ocasião em que os bispos refletiram sobre o tema e o abordaram no Documento 56, “Projeto Rumo ao Novo Milênio”.

Outro fato é o contraste da manifestação civil com o desfile militar. “A Semana da Pátria deixou de ser uma semana de plateia, que assiste a desfiles, para ser uma semana de mobilização, de atividades, de lutas e de botar nas ruas suas necessidades e seus direitos que não estão sendo respeitados”, aponta Alberti.

Saiba mais sobre a organização e locais onde acontecem as ações do Grito dos Excluídos no site www.gritodosexcluidos.org.

 

 

1997 justiça

Classe Média. Música de protesto

por Max Gonzaga

democracia burguesa

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mas eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

La gente primero se moviliza, y luego aparece el concepto del porqué y para qué. El concepto surge más tarde que la acción

Entrevista a Michael Hardt

 

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por Lola Matamala
Michael Hardt da clases de Crítica Literaria y Filosofía Comparada en la Universidad de Duke, y a la vez, no deja de pensar y analizar el mundo a través de la política. La muestra se refleja en Imperio, Multitud, Commonwelth y, su último libro, Consolidation. En todos ellos, también aparece la firma de Antonio Negri, uno de los pensadores italianos más destacados en las últimas décadas.

En esta entrevista, Hardt responde a algunas cuestiones que se enmarcan en el pasado y en el futuro más inmediato en la política nacional e internacional.

Aunque usted vive en Estados Unidos, conoce la celebración de las próximas elecciones para el Parlamento Europeo. ¿Qué opinión le merece esta convocatoria?

El espacio nacional no es el único campo en donde hay que luchar porque en Europa es donde está el terreno de batalla, y aunque es complicado que se unan l@s activistas de Italia, de Grecia, de Alemania o de otros países, considero hay que crear ese espacio europeo de lucha. Otra cuestión es la cuestión electoral de l@s europe@s y yo no creo que haya contradicción entre una crítica muy fuerte de la representación electoral y participar en las elecciones, y particularmente en esta próximas: es posible hacer las dos cosas. En el terreno europeo se pueden hacer algunos progresos con una nueva forma electoral y se puede participar sin pensar que es la única manera de la acción política. Votar es algo importante pero con un objetivo claro o con una buena línea de conducta que estuviera basada en que la izquierda tuviera más representación parlamentaria a la vez que se produjeran movilizaciones y acciones protagonizados por los movimientos sociales.

Y para usted en qué consistiría esa representación de un gobierno de izquierdas en el Parlamento Europeo?

Sobre los gobiernos de izquierdas, recuerdo una pregunta que le hicieron a Deleuze. El respondió que no hay un gobierno de izquierdas, hay un gobierno que da espacio a la izquierda, y en estas europeas, se puede crear un gobierno con elementos de apertura progresista para toda Europa, solamente en el sentido que de espacio a una acción autónoma para la verdadera acción autónoma de los movimientos sociales. Tradicionalmente, se ha pensado que los movimientos sociales representaban la herramienta desde el punto de vista táctico y los partidos eran la parte estratégica. Ahora es el momento de utilizar el partido como táctica en la estrategia de los movimientos sociales. Sólo así tiene sentido la participación en las elecciones.

Michael, cambiando de tema, aunque esté estrechamente relacionado, en este 2014 se cumplen tres años de las primaveras árabes. Desde su punto de vista, hay un antes y un después en los países que protestaron contra sus respectivos gobiernos?

Considero que sí que hay un antes y un después y que la multitud continuará resistiendo porque es como un león que se ha despertado. Pero también ha sido horrible para algunos países. Egipto es el ejemplo de cómo el autoritarismo militar y el fundamentalismo religioso crece y ocupa todo el terreno. En este país, son las únicas opciones y el efecto es que se van abandonando los deseos revolucionarios como espacio para la expresión: ha habido una trágica derrota. En Siria esa dinámica es aún mucho más dramática y cruel. Ciertamente, esto es un fase muy desalentadora en el proceso.

Y cuando también faltan pocos días para el tercer aniversario del 15M ¿cree que sigue vivo?

¡Por supuesto que el 15M está vivo! Los movimientos sociales como el 15M son ríos kársticos que flotan en la superficie un tiempo y que luego van al subsuelo, para, más tarde, volver a la superficie. Tal vez, si no lo vemos ahora, es que, de momento, flota fuera de la vista. Cuando regrese, será diferente.

¿Se podría decir que tiene una influencia anticapitalista o al menos antineoliberal?

El 15M se compone de muchos elementos y algunos de ellos tienen dificultades para ir juntos. Lo elementos antineoliberales son ciertamente una parte importante del 15M tanto en sus acampadas como en sus ocupaciones en los últimos- recientes- años. Pero,lo más importante, desde mi punto de vista, no es sólo el rechazo a las privatizaciones, sino, junto con eso, un deseo por lo común.

España está en el punto más alto de la práctica y del desarrollo teórico de los movimientos sociales, no solo con lo de las hipotecas, de la deuda, etc. Para mi, es un momento de laboratorio en España. Hay experimentos con nuevos partidos, con otras formas que son muy interesantes, muy positivas, muy ricos. No estoy diciendo que sean modelos para otra parte del mundo, porque aún no tienen la respuesta, pero es un momento de una gran experimentación,

Entonces, desde su punto de vistas ¿estamos por delante de Italia en ese laboratorio de ideas?

Si, al menos para mi, y para Toni Negri también. En España hay un increíble desarrollo de ideas y prácticas.

Es curiosa su respuesta, porque,desde el punto de vista de la crisis económica, estamos en medio de Grecia e Italia…

Por ejemplo, los historiadores que estudian la Revolución Francesa ya nos dicen que la gente que sufre más, no tiene por qué luchar más.

Usted aboga por el común como protagonista de las luchas…

Las pruebas en los campamentos y ocupaciones de los últimos tres años han sido pruebas para el común, específicamente para hacer común en el espacio metropolitano. En el caso de Turquía y en Brasil en el 2013 nacen como respuesta contra las amenazas hacia espacio urbano. En Turquía la chispa fue el proyecto de construcción de un un centro comercial en Gezi Park, y en Río de Janeiro fue la subida del precio del transporte. Sin embargo, en las protestas como respuestas a estas estrategias neoliberales, la gente no demandaba que el gobierno ejerciera mayor control y que lo público les protegiera de la privatización, n o. Se pretendía que la ciudad tuviera un espacio común caracterizado por el libre acceso a lo colectivo y en donde se tomaran las decisiones democráticamente. Es una manera, por la cual, el común ha sido el espacio central de las nuevas luchas .

Pero cree que a priori, las personas que protestan saben que están luchando por ese común que usted describe o sólo responden a un hecho que se ha producido en su ciudad?

En muchas países, la gente primero se moviliza, y luego aparece el concepto del porqué y para qué. El concepto surge más tarde que la acción.

Michael, y volviendo al Estado Español, en su última visita ha hablado sobre el concepto del tiempo en la sociedad industrial de Thompson. Ahora, ante el cambio de la situación laboral de millones de personas ¿cómo puede incidir ese tiempo “libre” en sus vidas?

Thompson analizó las formas que el trabajo en la producción industrial cambió profundamente en nuestro sentido del tiempo. El tiempo en la sociedad moderna capitalista cambia nuestro tiempo, cuantifica en unidades homogéneas que dividen el día.

Me gustaría entender cómo hoy nuestro sentido del tiempo es cambiante. En un libro reciente llamado “24/7”. Jonathan Crary pone en evidencia que nuestro “incrustamiento” en las nuevas tecnologías como internet o las redes sociales está creando una nueva temporalidad que rompe las fronteras tradicionales, no sólo entre el trabajo y el ocio, sino además entre el sueño y el desvelo. El autor plantea el debate sobre si la constante disponibilidad del email, de las compras online, de los entretenimientos y las innumerables pantallas que llaman nuestra atención, socavan las bases para una vida sin capitalismo. Esto no responde solamente a la cantidad de personas que sufren trastornos del sueño y a que los fármacos para el insomnio prevalezcan: esta carencia de tiempo para el sueño, es una buena manera de entender nuestro nuevo y contemporáneo sentido del tiempo.

 

Um sábado de protestos na Europa

tempo. rispettate roma

Mais do que a capital de Itália, Roma foi neste sábado o centro da contestação europeia contra o sufoco da economia. Dezenas de milhares de pessoas — 70.000 segundo os organizadores, 50.000 segundo a polícia — serpentearam pelas ruas da cidade enquanto gritavam palavras de ordem contra a austeridade do Orçamento do Estado para 2014, mas também contra as consequências sociais da crise.

Ao lado dos que se opõem à construção da nova linha de alta velocidade entre Itália e França, desempregados, trabalhadores precários, estudantes e imigrantes foram para a rua gritar o seu descontentamento.

“Este protesto é para exigir um direito básico: um trabalho pago e uma habitação”, disse o jovem Matteo, de 20 anos, à agência Reuters. Veja vídeo

Milhares de pessoas atravessaram o Douro em protesto

CGTP Union protest
Os manifestantes que aderiram ao protesto convocado hoje pela CGTP, demoraram mais de uma hora a passar a Ponte do Infante, numa marcha que culminou numa concentração bem preenchida na avenida dos Aliados, no centro do Porto.
No final da manifestação convocada pela central sindical, contra a exploração e o empobrecimento, João Torres, coordenador da União dos Sindicatos do Porto, ainda antes de falar com os jornalistas, agarrou-se ao telefone, para encontrar, do outro lado, Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP: “Aqui correu bem, e aí? Choveu? É para se habituarem, aqui não, mas, também aqui, reza-se mais…”

A chuva não perturbou os manifestantes no Porto, vindos um pouco de todo o norte do país que, ao contrário do que se passou em Lisboa, puderam efectuar a pé o percurso programado, com concentração na base da Serra do Pilar, fazendo a travessia da Ponte do Infante e o percurso pelo centro da cidade, até à avenida dos Aliados.

No tabuleiro da ponte, Marisa Ribeiro, de megafone em punho, ia marcando a marcha compassada, ao som das palavras de ordem, que ocupavam toda uma folha A4, e que iam de “Portas, Coelho e Cavaco são farinha do mesmo saco” até ao habitual “CGTP – Unidade sindical”.

Para o microfone da Lusa, a manifestante afirmou que estava a “ser uma excelente jornada de luta, bem precisa para os tempos e imposições do Governo”. “São cada vez mais os princípios de Abril que nos querem roubar mas nós não vamos deixar”.

Um pouco à frente, com uma pequenina bandeira nacional, “com muitos, muitos anos”, Ana Maria confessava que era a primeira vez que participava numa manifestação. “Felizmente trabalhava, mas, infelizmente, estou agora em casa a tomar conta do meu marido. Tenho um filho com 37 anos desempregado há mais de quatro anos, e não é considerado agregado, para nos roubarem”, disse à Lusa, de um fôlego.

Na marcha, o vermelho da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) predominava, mas havia uma profusão de cores trazidas pelas bandeiras e cartazes de diversos sindicatos, que iam dos Trabalhadores da Administração Local, aos Bancários, da Hotelaria, aos Jornalistas.

Também havia cartazes improvisados com as caras dos membros do Governo, outros estampados com o Che Guevara e notas de humor como a de Carlos Silvano, que desfilava trazendo pela mão um suporte onde dois “frascos de soro” lhe administravam bacalhau e frango. “Isto não é doença é o meu almoço hoje, já não tenho mais”.

Trazia uma boina “de operário”, as “botinhas de quem serviu o país e não tem nada”, representativas de gente que “devia levar alguma coisa”, ao contrário de “quem andou a servir o país por interesses e não devia ter nada”, adiantou.

Nos Aliados, o discurso coube a João Torres, que não poupou as críticas à proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2014, na defesa da Constituição e no ataque ao Governo.

Em declarações, no final, o coordenador da União dos Sindicatos do Porto considerou que tinha sido “uma manifestação excepcional”, demonstrativa da “capacidade de organização” da central sindical e que reforçou a “responsabilidade da continuação da luta”.

“Vamos ter de insistir, porque o país não tem futuro com este tipo de governo”, afirmou João Torres, acrescentando que “o Orçamento do Estado vem dar mais força à luta, porque é juntar mais veneno ao veneno que têm distribuído pelos trabalhadores pelos reformados e pelos jovens”.

Lusa/SOL

LA INTERPRETACION DEL BANCO MUNDIAL DE LAS PROTESTAS EN BRASIL, CHILE Y PERU

A imprensa brasileira é mais conservadora que o FMI. Permanece contra as manifestações (classificadas de caos, vandalismo, arruaças, anarquismo), sem entender a indignação e as reivindicações do povo nas ruas.

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A machete acima de um jornal de Fortaleza é puro besterol. Nas eleições de 2014, os eleitores desejam além de mais escolas, mais hospitais, mais casas populares. Consideram que esses serviços, e outros, são direitos que vêm sendo negados. Quem constrói um estádio de luxo, provou que existe dinheiro para oferecer obras com o mesmo padrão de qualidade para o povo em geral.

O candidato ideal já existe. O povo votará pela confiança. Pela garantia de que nada será roubado das pequenas conquistas sociais. Assim sendo, ninguém conseguirá, nestas eleições, vender um presidente como faz a publicidade comercial de um produto (Omo lava mais branco) ou serviço (Itaú, o banco feito para você).

 

A leitura dos protestos sociais foi realizada por Lula, em entrevista hoje ao Página 12, da Argentina, e pelo FMI.

 

Exigencia de mejores servicios

El Banco Mundial evalúa que las masivas protestas callejeras tienen su origen en los logros sociales y económicos de la última década y, por lo tanto, en la exigencia de más servicios y transparencia

 

 

Por Hasan Tuluy *

En los últimos meses han sido noticia las masivas protestas callejeras en algunos países de América latina. En junio, Brasil fue objeto de la manifestación pública más grande en más de veinte años. Un mes después, Perú fue testigo de la más grande en una década. Mientras tanto, en Chile las protestas estudiantiles de los últimos años han evolucionado hasta abarcar cuestiones que van mucho más allá de la educación. Estas protestas son de interés periodístico debido a su magnitud. Pero son aún más notables si se tiene en cuenta el hecho de que tuvieron lugar en tres de los países más exitosos económicamente de América latina.

Brasil es la economía más grande de América latina y la sexta más grande del mundo. Chile, considerado desde hace años como una de las economías emergentes mejor administradas, recientemente se transformó en un país de ingreso alto. Perú, a pesar de la incertidumbre mundial, logró un crecimiento económico espectacular en los últimos cuatro años. Entonces, ¿por qué la gente protesta en lugar de celebrar? Para empezar, estas protestas no deben equipararse con las de otras latitudes. No representan un levantamiento popular en contra de líderes autocráticos. En todo caso, como dijo la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, “el tamaño de [las] protestas es una muestra de la fortaleza de nuestra democracia”.

Esta vigorosa tradición democrática probablemente contribuya a hacer más sostenibles los logros sociales y económicos de la última década. A medida que la ciudadanía comienza a exigir mejores servicios y transparencia, los mecanismos de rendición de cuentas comienzan a aparecer. Los manifestantes no salen a la calle por reclamos exorbitantes. El hecho es que en los últimos meses han estado pagando más por servicios que no mejoran. En Brasil, por ejemplo, el precio de los servicios personales y los alimentos básicos comenzó a subir aceleradamente hace un año, duplicando la inflación promedio. En Chile, mientras tanto, el precio de la educación, los servicios personales y los alimentos y bebidas subió hasta tres veces más que la inflación promedio.

En la segunda mitad del siglo XX, las clases medias latinoamericanas eran pequeñas, menos del 20 por ciento de la población; tenían un escaso compromiso con el Estado. No se les pedía que pagaran mucho en impuestos y tampoco esperaban recibir mucho en términos de servicios públicos. Más bien los evitaban y preferían pagar por una educación, salud, seguridad e incluso electricidad privadas. Hoy, quienes forman parte de una clase media más numerosa, se dan cuenta de que hay un límite a la abstención. Existen bienes públicos de los que todos dependen, como vialidad, transporte público, calidad de la educación y atención a la salud, aire limpio y seguridad ciudadana, entre muchos otros.

Entre 2003 y 2011, la clase media creció un 50 por ciento. Por primera vez en la historia, hay más latinoamericanos de clase media que viviendo en la pobreza. Aun así, empero, para llegar a una sociedad de clase media, uno de los prerrequisitos es una mejora en la calidad y cobertura de los servicios públicos esenciales. Sólo entonces podrá fortalecerse el contrato social, quebrando el círculo vicioso de impuestos bajos y baja calidad de la educación, seguridad y salud pública.

Esto no quiere decir que las protestas evidencien el fracaso gubernamental. La reducción de la pobreza en los últimos años ocurrió bajo un contexto de estabilidad macroeconómica, lograda gracias a reformas fundamentales y en función de políticas sociales mejor orientadas que ayudaron más a los que menos tenían.

Las protestas sirven como recordatorio de que las sociedades latinoamericanas cambiaron de manera dramática en los últimos años. La transformación de hecho ocurrió tan rápido que para los gobiernos ha sido difícil seguirles el paso y mejorar los servicios de forma de satisfacer la demanda. Y si bien invertir en mejorar los servicios públicos representa una propuesta a largo plazo que puede no servir objetivos políticos de corto plazo, las protestas nos ayudan a entender que para el Estado no invertir es una muy mala apuesta.

En el mundo interconectado de hoy es probable que las expectativas de los latinoamericanos sigan aumentando. Los gobiernos a nivel nacional, estatal y local deberán volverse cada vez más eficientes para satisfacer las exigencias de la gente. Más que el precio inevitable del éxito, las recientes protestas representan el precio de una agenda exitosa, y todavía incompleta

* El autor es el vicepresidente del Banco Mundial para América latina y el Caribe.

 

 

Manual para enfrentar o terrorismo policial

Diante dos últimos acontecimentos relacionados as repressões políticas nas manifestações, os Advogados Ativistas atualizaram o Manual Prático do Manifestante com novas orientações jurídicas.

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Aroeira

Manual Prático do Manifestante (AA)
NA MANIFESTAÇÃO: Esteja SEMPRE com o seu documento/ Estar com o rosto coberto não é crime/ Não porte NADA ilegal/ Ande sempre em grupos grandes/ Cuidado com o retorno para casa, pois muitas prisões têm ocorrido neste momento/ Tenha o número de algum advogado, se possível.

Se alguém estiver sendo preso não entre no meio. Questionar a abordagem, filmar a ação e os policiais não é desacato. Não ofenda os policiais, isso é desacato. Procure FILMAR a manifestação e as abordagens policiais, caso capture algo relevante procure algum Advogado Ativista e coloque o vídeo na Internet.

NA ABORDAGEM/PRISÃO: Você só pode ser preso em flagrante ou por ordem judicial. Por isso, pergunte o motivo da prisão, demonstrando que não está resistindo, levante a mão e diga literalmente que não está resistindo.

Não argumente com a PM, o trabalho deles é apenas conduzi-lo até a DP (Polícia Civil), ou seja, você não precisa responder perguntas deles, apenas as que se referem aos seus dados pessoais. Se você estiver sendo preso arbitrariamente isso será discutido depois, não xingue os policiais e não reaja.

Mantenha o seu celular bloqueado, pois isso evita que seus vídeos e fotos sejam apagados arbitrariamente. Você não é obrigado a fornecer senha ou liberar o conteúdo sem ordem judicial.

NA DELEGACIA: Você tem o direito de comunicar alguém da sua prisão, seja família ou advogado. O seu depoimento deve ser acompanhado obrigatoriamente por um advogado e você pode permanecer calado, porém, é recomendável que você dê a sua versão dos fatos. Relate os possíveis abusos, porém apenas na presença do seu advogado. Não fale com a PM, apenas forneça seus dados pessoais se for pedido. Seus pertences podem ser entregues ao seu advogado ou familiar caso você queira.

 

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