Terêza Tenório

Tereza Tenório
Têreza Tenório

 

TERÊZA TENÓRIO, VÍTIMA DE GRAVE DOENÇA, NÃO CONSEGUE MAIS ESCREVER, SOMOS AMIGOS, MAS ELA INFELIZMENTE NÃO ME RECONHECE MAIS. ACHA-SE ENVOLTA NO MAIS TRISTE ESQUECIMENTO ATÉ (NEM TODOS) DOS SEUS COMPANHEIROS DE GERAÇÃO. EU A VI CRESCER NA SUA POETISA, ORIENTADA INICIALMENTE PELO POETA E CRITICO LITERÁRIO CÉSAR LEAL. (Marcus Prado)

Teve seus primeiros poemas publicados pelo poeta César Leal no Suplemento Literário do Diário de Pernambuco. Normalmente considerada a musa da Geraçã0 65, publicou oito livros de poesia, entre os quais POEMACESO, prêmios de 1985 da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro. Detentora do prêmio de Poesia Dramatizada da Fundação de Cultura Cidade do Recife em 1992, foi considerada Autora do Ano de 1999 pela Editora Universum de Trento-Itália. Colaboradora de jornais e revistas oficiais e alternativos, nacionais e estrangeiros, participa de antologias poéticas na França, Itália, Espanha e Portugal. Veja a fortuna crítica aqui (Wikipédia).

Terêsa Tenório é uma das poetas de Pernambuco que se tem convertido em coluna da geração de 1965. Através da sua palavra poética, transitamos por imagens, símbolos e horizontes imaginários, repletos de beleza. Em “Corpo da Terra”, de cujo prólogo é autor Fábio Lucas, Teresa Tenório realiza a sua liturgia poética, regulada por uma atmosfera em que convivem o amor e a intimidade do vivido e o observado. A poesia de Teresa Tenório sulca o caminho de iniciação na reflexão e o diálogo. É uma criadora que nos surpreende com a sua habilidade expressiva e com a força do equilíbrio que emana dos seus poemas amorosos e cósmicos. (Xosé Lois García)

À Geração 65 , divulgada por César Leal e batizada por Tadeu Rocha, pertence Terêza Tenório. Sua poesia desde o início se caracteriza por uma facilidade de trânsito pelo contemporâneo derivado das vanguardas, uma lírica com traços simbolistas e experimentais, que sempre representou muito bem a produção pernambucana. Editada pela Civilização Brasileira e pela Filobiblion, entre outras casas editoriais do sul do país, observa-se ao longo da trajetória de Terêza o profissionalismo que destaca aqueles que consideram o poema como missão, como tarefa a realizar na terra, como método estético de união entre os homens. (Flávio Chaves)

Quando conheci a poesia de Terêza Tenório apaixonei-me quase que imediatamente. A força de sua lírica arrebatou-me de tal modo que a necessidade de entendê-la levou-me a estudar a sua obra. Poder participar junto com Lucila Nogueira da organização destes poemas inéditos de Terêza me traz uma satisfação indescritível.

Depois de algum tempo pesquisando a sua obra, tive acesso a seu arquivo, generosamente cedido pela autora, e comecei a verificar que vários escritos seus ainda estavam por publicar, seja por falta de interesse de Terêza por trazer à tona estes textos, seja porque não houve uma oportunidade de encaixá-los em obras anteriores, sempre muito bem estruturadas e definidas após inúmeras versões nas quais a autora eventualmente inclui, retira ou muda a ordem dos poemas, o que nos faz lembrar o rigor cabralino ao compor seus livros. A qualidade dos textos me fez pensar quão injusto seria mantê-los calados, longe dos olhos dos leitores ávidos da poetisa. (Wellington de Melo)

 O livro A Musa Roubada, organizado por Lucila Nogueira e Wellington de Melo, é um perfeito tratado sobre a criação poética ao longo da carreira de uma das mais conhecidas e aclamadas – nacional e internacionalmente – poetas da Geração 65 de Recife: Tereza Tenório. (…)  

Como nos revelou o poeta Alberto da Cunha Melo em apresentação ao livro POEMACESO, em relação à obra da autora, é difícil encontrar um só verso que não esteja comprometido com o motivo central do amor, e raro o poema em que a palavra amor não compareça com toda a sua carga e o seu sortilégio emotivos, com toda a força de um delírio obsessivo. Essa busca pelo lirismo refinado e elegante, mas não menos ardente, encontra-se também no A Musa Roubada, poema que dá nome à antologia: O teu amor é meu porto/ Minha paixão o que me guia/ Em teu vôo cardeal/ além de todos os rostos/ Além de todos os fogos/ Além de todos os ritos (p. 26).

Entre as performances da linguagem e os delírios estéticos do amor, Terêza não esquece os desprestigiados de nossa sociedade e lança uma crítica ao sistema patriarcal-capitalista com os seguintes versos:Os homens são atores/ cujo discurso/ decorre/ de um sistema autofágico (autofálico)/ de poder/ e eu aqui relembrando minha lavadeira/ dona Maria/ que ainda em jejum/ me trazia a roupa passada/ fazendo-me admirar a brancura/ dos meus lençóis perfumados (ATORES, p. 62) (André Cervinskis)

 

POEMAS DE TÊREZA TENÓRIO

(PUBLICAÇÃO DE ANTONIO MIRANDA E COORDERNAÇÃO DE LOURDES SARMENTO)

CORPO DA TERRA

 

Pela janela o verde

                            nos revela

o coração da mata acesa

                                      o úmido

veio das aromáticas

                            resinas

dentre nossas raízes

                            enlaçadas

a destilar a essência

                            do teu hálito

em mim

         corpo da terra

                            desvelado

 

 

NÃO OS QUERÍAMOS SAGRADOS

 

         A Aluizio Barro de Carvalho

         e Telma Nóbrega Tenório de Albuquerque

 

Não os queríamos sagrados nos ritos da sombra

Peregrinos do silêncio

como saber se lembrarão o vôo dos pássaros

a textura da rosa

os insondáveis caminhos?

 

A obsidiana revolve a terra

em busca do coração da argila

e seus dolorosos anéis

mais o selo de sangue puríssimo

 

Não os queríamos no Além

os anjos pairando sobre as luminosas cabeças

                   as mãos em cruz

                                      sentados à direita

         do oráculo

                            mortos 

 

         Corpo da Terra, 1994

 

                     VIRTUAL

                               No epicentro das ondas invisíveis

                   edifiquei mandalas para os celtas

                   habitantes dos últimos milênios

                   guelras de peixes e barbatanas retas

 

                   Onde o mar arrastara nossas redes

                   para morder-nos tênues fios de espera

                   o fluir das espumas retalhou

                   os tecidos da carne contra as pedras

 

                   nos módulos lunares dissolvi

                   toda a sombra da superfície líquida

                   seus cardumes de tubarões-martelo

 

                   entre indormidos teoremas míticos

                   arremessei ao lume destes versos

                   nossa imagem virtual de estranhos ritos

 

 

                   TRÍPODES

 

Queimados os corações

no sacrifício dos remos

sobre a pedra dos oráculos

reedificamos o templo

 

Marujos noutro avatar

fomos mortos ao relento

entre carvalhos e trípodes

no temor ao deus sangrento

 

No corolário da lenda

filha dos quatro elementos

fertilizamos a terra

 

na fenda ao sul do oriente

ao fim do embate mortal

a seiva do sol no zênite

 

                            Fábula do Abismo, 1999           

 

 

 

TENÓRIO, Terêza.  A casa que dorme.  Recife: LivroRápido, 2002.  73 p.  14,5×20,5 cm.    Capa: Franci Pena.  Col. A.M. 

 

CASO

 

O meu primeiro amor morreu de fome

O meu segundo amor não teve jeito

O meu terceiro amor se fez amante

recebendo-me à tarde radiante

 

Até hoje vivemos do seu jeito

como meu último amor

fatal

perfeito

 

 

O EXÍLIO DO POUSO DAS ESTRELAS

 

Trinta e três luas acesas

no tempo do desencontro

Trinta e três vozes amargas

no rastro das diligências

Trinta e três pedras de toque

vazias de toda crença

Trinta e três sorrisos mortos

nos lábios do afogado

Trinta e três sais na moleira

 

da que ficou sem o amigo

da que ficou sem parelha

da que ficou sem marido

a misturar na poeira

a dor desse amor perdido

 

 

MARIA SUSSUARANA

 

Não tenho medo da morte

Nem tenho medo da noite

Só tenho medo da força

que me prende em seu açoite

 

Não me virás por amor

mas paixão de vida ou morte

que a força do meu quebranto

nos amarra à mesma sorte

 

Sou cobra sussuarana

Meu cheiro é sangue no corte

melaço e caldo de cana

Salvou-te do meu quebranto

adormecido senhor

teu encanto e rezas fortes

 

 

       

 

  

TEXTOS EN ESPAÑOL

 

Extraídos de

ANTOLOGÍA DE LA POESÍA BRASILEÑA

Org. y traducción de Xosé Lois García

Santiago de Compostela: Edición Loiovento, 2001.

 

 

                   CUERPO DE TIERRA

 

                   Por la ventana el verde

                                                        nos revela

                   el corazón del bosque encendido

                                                        la humedad

                   vino de las aromáticas

                                               resinas

                   de entre nuestras raíces

                                               enlazadas

                   destilando la esencia

                                               de tu aliento

                   em mí

                            cuerpo de la tierra

                                                        desvelado

 

 

                        NO LOS QUERÍAMOS SAGRADOS

 

                  A Aluizio Barro de Carvalho

         e Telma Nóbrega Tenório de Albuquerque

 

No los queríamos sagrados en los ritos de la sombra

Peregrinos del silencio

¿Cómo saber si recordarán el vuelo de los pájaros

la textura de la rosa

los insondables caminos?

 

La obsidiana rebusca la tierra

buscando el corazón de arcilla

y sus dolorosos anillos

más com sello de sangre purísima

 

No los queríamos en el más Allá

los ángeles planeando sobre las luminosas cabezas

                   las manos en cruz

                                      sentados a la derecha

         del oráculo

                            muertos

 

        

         Corpo da Terra, 1994

 

 

VIRTUAL

 

En el epicentro de las olas invisibles

edifique mandalas para los celtas

los habitantes de los últimos milênios

bronquios de pecesy barbatanas rectas

 

Donde el mar arrastra nuestras redes

para picar en los tenues hilos de espera

los tejidos de la carne contra las piedras

 

En los módulos lunares disolví

toda la sombra de la superfície líquida

sus bancos de tiburones martillo

 

entre indormido teoremas míticos

lance al fuego de estos versos

nuestra imagen virtual de extraños ritos

 

 

 

TRÍPODES

 

Quemados los corazones

en el  sacrificio de los remos

sobre la piedra de los oráculos

reedificamos el templo

 

Marineros en otro avatar

fuimos muertos al ralente

entre robles y trípodes

em temor al dios sangriento

 

En el corolario de la leyenda

hija de los cuatro elementos

fertilizamos la tierra

 

en la grieta al sur de oriente

al final del choque mortal

la savia del sol em el cénit

 

 

         Fábula do Abismo, 1999

 

 

40.000 mujeres asesinadas en Brasil

Los feminicidios en Brasil alcanzan cifras comparables con una guerra civil. En los últimos 10 años fueron asesinadas en este país 40.000 mujeres “simplemente por ser mujeres”, denuncian activistas que abanderan la lucha contra la violencia de género.

por Fabíola Ortiz

Una madre de una joven asesinada en Pernambuco, cuando estaba embarazada, reivindica en una protesta el derecho de las brasileñas a vivir libres de violencia. (Emanuela Castro/IPS)
Una madre de una joven asesinada en Pernambuco, cuando estaba embarazada, reivindica en una protesta el derecho de las brasileñas a vivir libres de violencia. (Emanuela Castro/IPS)

 

Cada año, entre el 25 de este mes y el 10 de diciembre, la comunidad internacional y las organizaciones de defensa de los derechos de las mujeres impulsan 16 Días de Activismo contra la Violencia hacia las Mujeres.

Las dos semanas de lucha fueron una iniciativa del Centro para el Liderazgo Global de las Mujeres, que en 1991 pidió dedicar a este problema el intervalo entre el Día Mundial de la Lucha contra la Violencia hacia la Mujer y el Día Mundial de los Derechos Humanos.

Este año, en Brasil las jornadas adquieren mayor relevancia porque el 3 y 4 de diciembre se realizará en la sureña ciudad de Porto Alegre un encuentro para elaborar el Informe Alternativo de la Sociedad Civil para presentar ante el Comité de la Convención para la Eliminación de todas las formas de Discriminación contra la Mujer (Cedaw), que se reunirá en febrero en Ginebra.

El llamado “informe sombra” está destinado a apoyar el análisis del Comité de la Cedaw sobre las acciones del gobierno brasileño para enfrentar la trata y mejorar la salud de las mujeres.

“Estos días de activismo dan mayor visibilidad a las agendas de los derechos de género. La violencia contra las mujeres salió de debajo de la mesa, y la sociedad asume que es una realidad y no una invención”, dijo la coordinadora en Brasil del Comité de América Latina y el Caribe para la Defensa de los Derechos de la Mujer (Cladem), Ingrid Leão.

Un estudio realizado por el Instituto Avante Brasil arrojó como resultado que entre 2001 y 2010 fueron asesinadas 40.000 mujeres. Solo en 2010 hubo un feminicidio cada una hora, 57 minutos y 43 segundos, lo que se tradujo en que ese año se cometieran 4,5 homicidios por cada 100.000 mujeres.

Para este año, la proyección en Brasil es de 4.717 feminicidios.

Se la conoce como la Ley Maria da Penha, en reconocimiento a esta farmacéutica maltratada por su marido, quien en 1983 intentó asesinarla dos veces, la primera con disparos que le causaron una paraplejia irreversible.

Con apoyo de Cladem, Penha interpuso una denuncia ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, que funciona en el marco de la Organización de Estados Americanos. Fue el primer caso de violencia de género tratado por esta instancia y concluyó en 2001 con el Estado brasileño responsabilizado de negligencia.

Además de la Cedaw, adoptada en 1979 por los miembros de la Organización de las Naciones Unidas, el país también suscribió en 1994 la Convención Interamericana para Prevenir, Sancionar y Erradicar la Violencia contra la Mujer, conocida como la Convención de Belém do Pará, aprobada en esa ciudad amazónica brasileña.

“¿Cómo podemos convivir todavía con ese nivel de violencia contra las mujeres, pese a casi 40 años de denuncias?”, se preguntó la especialista Télia Negrão, de la Red Nacional Feminista de Salud, Derechos Sexuales y Derechos Reproductivos.

A su juico, no es posible establecer un perfil de las mujeres maltratadas, porque el problema involucra a  todas las clases sociales, razas y edades. “Todas las mujeres, solo por su condición de género, son vulnerables y son objeto de violencia”, explicó.

Pero Negrão, también coordinadora del Colectivo Femenino Plural, destacó que el grado de vulnerabilidad aumenta cuando se suma la desigualdad social, la pobreza, la baja escolaridad, las menores oportunidades laborales, los bajos ingresos y la residencia  en zonas con elevada violencia.

“Esas mujeres tienen pocos instrumentos sociales a los que recurrir. Sin algún grado de autonomía, a la mujer le es más difícil salir de su situación de violencia”, admitió.

En agosto de 2013, la presidenta Dilma Rousseff sancionó una ley que penaliza la violencia sexual. La norma obliga a todos los centros de salud a atender a las víctimas y brindarles tratamiento contra las enfermedades de transmisión sexual y el virus de inmunodeficiencia humana.

También debe proveerse a las víctimas de la píldora anticonceptiva de emergencia y, en casos de embarazo, las víctimas tienen derecho a que se les realice un aborto.

“La ciudadanía es la realización de los derechos humanos. Logramos mucho, pero todavía es poco”, argumentó Negrão, quien desde 1985 participa en el monitoreo del cumplimiento brasileño de las convenciones internacionales.

En el informe sombra para la Cedaw, “incluiremos hechos concretos (de discriminación) que el Estado brasileño no va a incorporar, porque a ningún gobierno le interesa exponerse en el plano internacional”, comentó Negrão.

En su reunión de 2012, el Comité de la Cedaw hizo hincapié en dos puntos: la trata  de mujeres, para la que demandó medidas concretas, y la necesidad de una legislación unificada en cuanto a la salud de las mujeres.

En un balance divulgado a comienzos de octubre, la Secretaría de Políticas para las Mujeres de la Presidencia destacó que las denuncias de trata aumentaron en 1.547 por ciento durante el primer semestre del año, en comparación con el mismo periodo de 2012.

Entre enero y junio la línea 180 de atención a las víctimas recibió 263 denuncias, de las cuales 173 se refirieron a casos internacionales y el resto a locales. En 34 por ciento de ellos, había riesgo de muerte para la víctima.

“La velocidad de las medidas relacionadas con la trata son muy lentas y las respuestas también. No tenemos actualmente capacidad de medir la magnitud del problema”, denunció Negrão.

Estela Scandola, quien integra el Comité Nacional de Lucha contra la Trata de Personas como representante de la sociedad civil, dijo a IPS que el país no ha conseguido poner en práctica una política de Estado para enfrentar este delito.

“Contamos con una política del gobierno mediante un decreto. Necesitamos la presión externa. La trata de personas es en sí misma una denuncia sobre las fallas del proceso de desarrollo de un país”, afirmó.

A su juicio, la sociedad civil tiene el papel de “denunciar esas fracturas” del Estado brasileño en la instrumentación de políticas apropiadas contra el delito.

“La impresión es que hay lentitud para que las cosas pasen. La burocracia no tiene fin”, criticó al referirse a la demora en la implementación del Segundo Plan Nacional de Lucha contra la Trata de Personas y de la propia creación del Comité Nacional para atender el problema, estancada por falta de fondos.

Scandola adelantó que el informe que la sociedad civil presentará ante el Comité de la Cedaw señalará la ausencia de una política adecuada.

A su juicio, las autoridades tienen cómo anticiparse y prevenir la trata allá donde haya mayores posibilidades de que el delito se propague, como en las grandes obras de infraestructura que se desarrollan en el país y que atraen a grandes contingentes de trabajadores.

Estudantes da UnB fazem ato contra a insegurança no campus

BAILE DA ILHA FISCAL (Breve história sexual dos governantes do Brasil)

por Talis Andrade

 

 

baile

 

 

 

 

O Brasil uma grande farra

O Chalaça arrumava a cama

das amantes de Pedro I

que proclamou a Independência

para dormir com Domitila

 

Deodoro proclamou a República

na disputa da amante

com o primeiro-ministro de Pedro II

que perdeu o trono por desconhecer

não se empresta dinheiro a quem não trepa

 

Getúlio saboreava grossos charutos

depois de furtivos gozos oscuros

Jânio bêbado passava a cantada

nas esposas dos embaixadores do Itamarati

enquanto assistia filmes

de trás pra frente

horas seguidas

No pesadelo da noite

o secretário de imprensa

fretava o vôo das vedetes

para amenizar as dores

de cotovelo e da perna

do presidente coxo

 

Amigos contrataram Xuxa

que seria embrulhada

em papel de presente

para o safenado presidente

 

Cachaça de pêra

para o Senhor das Diretas

supositório de cocaína

para o Caçador de Marajás

sapatos azuis para Shirley

desfilar os chiliques

nas gerais

 

Aérea passagem de ida

para Miriam

jornalista platinada

criar no primeiro mundo

o filho exilado

de Fernando II

Quem são os médicos de Barbosa que examinaram Genoíno

correio_braziliense. genoíno

 

Leia este texto até o fim. Sem partidarismo, mas com toda frieza e pragmatismo.

Você ficará como se dizia antigamente: com a pulga atrás da orelha.

Escreve Migué do Rosário: “O Cafezinho foi investigar quem são os médicos selecionados por Barbosa para fazer um laudo médico que justifique trazer Genoíno de volta para Papuda. Todos os laudos anteriores indicavam que seria muito mais seguro para Genoíno se tratar em casa. Barbosa não se deu por satisfeito e pediu um último laudo, feito com médicos mais velhos, a maioria professores, acadêmicos, ou empresários da saúde, que aceitaram o jogo de Barbosa e prepararam um documento que prima por ser ‘contra’ o réu.  É a primeira vez que eu vejo uma junta médica agir, deliberadamente, com apavorante frieza, com vistas à sabotar qualquer tratamento à Genoíno.

Vê-se que Barbosa foi cuidadoso. Depois de trocar o juiz, escolheu cinco médicos perfeitos para executar sua missão. A maioria são médicos já maduros, com longa carreira acadêmica e donos de clínicas particulares. Barbosa não se arriscou com nenhum jovem idealista. Chamou só macaco velho.

Vamos a eles. Os nomes são: Luiz Fernando Junqueira Júnior, Cantídio Lima Vieira, Fernando Antibas Atik, Alexandre Visconti Brick, e Hilda Maria Benevides da Silva de Arruda.

Não quero acusar nenhum médico. Vivemos uma democracia e cada um pode escrever o que quiser nas paredes virtuais de suas próprias redes.

Não consigo me livrar, porém, da impressão de que Barbosa catou médicos antipáticos aos réus apenas para que emitissem um laudo que chancelasse suas intenções de humilhar ainda mais José Genoíno. O laudo pode trazer informações verdadeiras, mas a conclusão me parece politicamente tendenciosa, contra o réu, contra a vida, contra o ser humano. Segue a ficha cada um”: clique aqui, para conhecer, um por um, os médicos da junta de Joaquim Barbosa.

 

Regi
Regi

 

 A TERRA ESTÁ MUDANDO (Profecia do Papa João XXIII)

por Talis Andrade

joao23

 

As luzes do céu

azuis vermelhas verdes velozes

naves celestiais

descerão das nuvens

 

Alguém que vem de longe

deseja contatar os homens da terra

trazendo uma mensagem de paz

a cura para a grande peste

 

Alguém que vem de longe

tenciona mostrar um sentido para a vida

além do fugaz prazer das drogas

e da beleza dos jovens além

da presumida sabedoria dos velhos

 

Deixarão os homens de adorar o deus da guerra

para apertar a mão de alguém que vem de longe

De adorar o deus do ouro para ouvir a voz

de um ser que vem de longe

 

Os homens não vêem a terra está mudando

Aécio e Alckmin são ligados a dono do helicóptero do pó

O helicóptero do pó estava em um sítio no Espírito Santo, quando foi localizado, por acaso, pela polícia. Por acaso, Salvatore Cacciola, o turista da justiça brasileira, foi preso no Principado de Mônaco. Assim acontecem as coisas no Brasil, também descoberto por acaso.

O título deste post é de Miguel do Rosário, que explica as ligações de Alckmin e Aécio com o dono do helicóptero.

por Miguel do Rosário

Enquanto a imprensa acompanha a rotina diária, minuto a minuto, de José Dirceu, e divulga no twitter idiotices como essa:

 

Vera

 

Enquanto isso, coisas muito mais rocambolescas acontecem do lado de lá. Um helicóptero carregado de pó foi apreendido em fazenda de um deputado ~ ligado ~ a Aécio Neves.

 

Do Viomundo, via Diario do Centro do Mundo.

Piloto do helicóptero com 450 kg de cocaína diz que deputado está tentando ‘empurrar pepino’ para ele

O advogado Nicácio Pedro Tiradentes disse que o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) está mentindo. Tiradentes representa o piloto Rogério Almeida Antunes, que dirigia o helicóptero apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais de 400 quilos de cocaína a bordo.

Perrela afirma que o piloto roubou o helicóptero.

Tiradentes passou algumas horas com o acusado. Ele saiu do encontro dizendo que Rogério era “homem de confiança” do deputado Perrella, tanto que ocupava um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais mesmo sem dar expediente.

De acordo com o advogado, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella antes do voo em questão.

Ele sustenta que tanto o piloto quanto o deputado acreditavam tratar-se de implementos agrícolas. Disse também que o deputado estaria tentando “empurrar o pepino” para o piloto. Ele sugeriu que haveria a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa “de posses”.

Gustavo

A pobre vida dos pobres traficantes do Brasil que lidam com milhões de dólares

Por que o traficante de drogas no Brasil reside nas favelas? Movimenta milhões e milhões e prefere morar em miseráveis mocambos. Quando poderia ter uma vida de luxo e luxúria.

No auge de seu império, a revista Forbes estimou Pablo Escobar como o sétimo homem mais rico do mundo, com seu Cartel de Medellín controlando 80% do mercado mundial de cocaína. Sua organização tinha aviões, lanchas e veículos caros. Vastas propriedades e terras eram controladas por Escobar durante esse período, onde ele ganhava uma soma de dinheiro quase incalculável. Estima-se que o Cartel de Medellín chegou a faturar cerca de 30 bilhões de dólares por ano.

 Sandra Ávila Beltrán
Sandra Ávila Beltrán

Escreve Paul Harris: Ela é elegante, atraente e aprecia Botox e as coisas boas da vida – mesmo na prisão. Mas a fantástica carreira de Sandra Ávila Beltrán, a baronesa das drogas mexicana, parece fadada a terminar em uma prisão norte-americana.

Ávila foi extraditada, em 2012, para os Estados Unidos. Conhecida como a “Rainha do Pacífico” por sua imensa influência nas rotas de tráfico de drogas, Ávila é uma das figuras mais excêntricas que surgiram nos últimos anos na indústria do narcotráfico mexicano, cuja violência extrema já causou 60 mil vítimas desde que a ofensiva do governo teve início em 2006. “É uma personagem curiosa. É a primeira chefona realmente sexy a chamar a atenção da mídia. Além de elegante e vaidosa, existe um fascínio por ela por ser mulher”, diz Howard Campbell, especialista em tráfico de drogas mexicano da Universidade do Texas em El Paso.

Há muito tempo os mexicanos são fascinados por Ávila, que é tema de uma popular balada sobre drogas, ou “narcocorrido”, gravada pela banda Los Tucanes, de Tijuana. “A Rainha das Rainhas” inspira o verso: “Quanto mais bela a rosa, mais afiados os espinhos”.

Ávila é famosa por apreciar boas roupas, e dizem que recebia a visita de um médico na prisão mexicana para lhe aplicar injeções de Botox. Ela queixou-se de que as regras prisionais que a impediram de receber em sua cela a comida enviada por restaurantes vizinhos infringiam os direitos humanos. E acreditava que servia de inspiração para a popular novela da TV mexicana, “La Reina del Sur”, sobre uma bela jovem envolvida no perigoso mundo dos cartéis.

México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados
México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados

Na Ilha do Governador, “e tudo isso ao lado do Galeão”, denuncia a revista Veja: Quem manda e desmanda é um barão das drogas: Fernando Gomes de Freitas, 35 anos, um dos traficantes mais poderosos e sanguinários do Rio e o que há mais tempo escapa por entre os dedos da polícia – no dia 1º de dezembro faz uma década que ele se estabeleceu no comando. Temido, temperamental, sempre cercado de seguranças, Fernandinho Guarabu, seu nome de guerra, controla o transporte, o gás, a TV a cabo, os bailes funk, a religião e, claro, a vida e a morte nos seus domínios.

O conjunto de favelas colado ao segundo aeroporto mais importante do país é uma fortaleza patrulhada dia e noite por um exército armado com mais de 200 fuzis, granadas, coletes e até armamento antiaéreo plantado nos becos. Drogas são vendidas abertamente nas ruelas. O QG de Fernandinho fica no Complexo do Dendê, por onde ele perambula com seus carrões, joias e roupas de grife, dormindo cada noite em um lugar (tem sete filhos com sete mulheres) e brandindo sua arma favorita, o fuzil AK-47 – ‘igual ao do Bin Laden’, como gosta de enfatizar. Nessa década de impunidade, colecionou catorze mandados de prisão por oito homicídios, além de tráfico de drogas, armas e extorsão. Jamais foi detido. Ele garante a liberdade na ponta da calculadora, num exemplo contundente de como a corrupção policial pode ser decisiva para a manutenção de um reinado de horror: o chefão do Dendê paga cerca de 300  000 reais por mês em propinas”.

É incrível: paga, anualmente, quase 5 milhões de reais de suborno para as autoridades brasileiras. Eis quanto a Polícia Militar do Rio de Janeiro é corrupta: “Veja ouviu mais de uma dezena de policiais com passagem pela Ilha do Governador e deles obteve ampla confirmação do propinoduto. ‘Lá no batalhão a gente brinca que o Dendê é o Citibank’, diz um sargento com quase uma década de experiência na área. ‘Os preços variam de 450 a 550 reais por dia de serviço no meio de semana, e até 1 000 no fim de semana, que é pra deixar o baile em paz’, conta um soldado. Uma das mais espantosas investigações ainda em curso sobre a quadrilha indica a participação no esquema até mesmo de uma equipe do Bope, a tropa de elite carioca. Sai caro: 12 500 reais por plantão. Outra parte do pagamento vem em forma de mimos e favores. Certa vez, ao descobrir que um PM não estava conseguindo bancar a festa de 15 anos da filha, o chefão pagou a conta. Em outra ocasião, mandou entregar picanha e linguiça para um churrasco no batalhão, e assim manteve os policiais longe das ruas em um dia de ação mais ostensiva do tráfico”. Confira 

Haja dinheiro! e esse estranho gosto de morar em uma favela. O traficante brasileiro tem mais cara de um bodegueiro, com seu pequeno estabelecimento comercial em uma rua da periferia, uma vida bem diferente de um proprietário de uma rede de supermercados, com residência nos mais paradisíacos lugares, seja no Brasil ou no exterior.

No Brasil, pelo noticiário da imprensa, não existe cartel de drogas, e sim quartéis militares. Outro mito que precisa acabar e já. Do traficante pé no chão.

As escondidas informações do helicóptero do deputado Gustavo Perrella mostram uma outra realidade. Quem comanda o governo paralelo do crime e da corrupção não é nenhum preso preso em prisão de segurança máxima, como pretende convencer a polícia e a grande imprensa. Governo oficial e governo paralelo é sempre um só. Que não existe poder acorrentado, movimentando bilhões. E bilhões. Nem voto de pobreza franciscana.

 “República do Pó” mostra seu Poder   

Texto e charge do Novo Jornal, Minas Gerais

 

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Enquanto a sociedade aguarda uma resposta das autoridades, apresentando os verdadeiros responsáveis pelo tráfico de 450 quilos de cocaína utilizando o helicóptero da família Perrella, as autoridades do Poder Judiciário estadual e federal do Espírito Santo recusam-se a assumir suas funções, utilizando justificativas que não convencem.

Exemplo? Segundo fontes do TRF, o juiz federal do Espírito Santo ao receber o processo transferido pelo juiz estadual solicitou parecer do Ministério Público, indagando se o caso não seria da “Justiça Militar” sob a alegação de que o crime “ocorreu dentro de uma aeronave”.

Evidente que o crime não ocorreu dentro da aeronave, mas sim se utilizando de uma aeronave. Juristas que acompanham o caso afirmam que esta apreensão não é um fato novo, pois nos últimos anos a maioria do tráfico de drogas tem utilizado aeronaves. 

 

Embora guardada a sete chaves, Novojornal teve acesso agora à tarde a movimentação do processo 0010730-56.2013.4.02.5001, que passou a tramitar a partir desta sexta-feira (29) na Justiça Federal capixaba, demonstrando ser verdadeira a informação de nossas fontes sobre o despacho do Juiz Federal. A versão corrente é que nenhum magistrado quer assumir o feito devido aos envolvidos.

 

Em Belo Horizonte, a imprensa ficou assustada com a novidade ocorrida no depoimento do deputado Gustavo Perrella, uma vez que por norma, nem mesmo os carros de delegados e agentes da PF passam pela portaria sem parar e identificar-se. Gustavo Perrella no depoimento prestado na última quinta-feira (28), dentro de um carro de vidros escurecidos passou junto com seu advogado direto pelo portão, dando a impressão que o mesmo teria sido aberto com a antecedência necessária para facilitar o ocorrido.

 

Opinião unânime dos jornalistas que estão cobrindo as ações da Polícia Federal na apuração da apreensão do Helicóptero, pertencente à empresa da família Perrella, que estava transportando 450 quilos de cocaína, é que o comportamento que vem sendo adotado não é comum.

 

Normalmente os delegados evitam emitir juízo de valor e antecipar conclusões investigatórias, o que não vem ocorrendo. Primeiro foi à informação transmitida mesmo antes de ser feito a perícia nos celulares apreendidos, assim como no GPS da aeronave sobre a ausência de suspeita de envolvimento do deputado Gustavo Perrella, agora o mesmo delegado apressou-se em informar à imprensa que a fazenda onde foi apreendida a aeronave não pertencia a um laranja ligado a “família Perrella”.

 

O comportamento vem passando a impressão de que existe uma tentativa em ir pouco a pouco esvaziando o caso. O piloto, co-piloto e demais personagens flagrados descarregando o helicóptero tiveram nesta sexta suas prisões em flagrante revertidas para prisões preventivas pelo juiz estadual de Afonso Cláudio ao encaminhar o processo para o TRF. Leia mais

Outra curiosidade. Toda droga do Brasil vem do exterior. Dos países do eixo do mal para os Estados Unidos. A cocaína é da Bolívia. Nunca do Peru ou da Colômbia. A polícia conhece a origem das drogas e desconhece o destino e o dono.

As armas são de guerrilheiros, exportadas via Venezuela ou Cuba.

Isso não é combate ao crime, parece mais propaganda política internacional.

Outro fato bem interessante: Os Estados Unidos jamais pediram a extradição de um traficante brasileiro. Jamais. É que o Brasil nunca prendeu um barão das drogas. Nunca.