O primeiro dia da Copa em São Paulo

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Pela Copa da África, marcada pela corrupção e ditadura da Fifa, fui contra o evento no Brasil.

Os jornalões brasileiros promoveram a Copa 2014 no Brasil, notadamente as organizações Globo.

Lula disse sim.

Aécio Neves disse sim.

Fernando Henrique disse sim.

Marina Silva disse sim.

Eduardo Campos e mais onze governadores, pelo desejo de construir os estádios, disseram sim.

Depois dos investimentos do governo da União, dos governadores e prefeitos, o movimento não ter Copa perdeu o sentido, desde que era um compromisso assumido pelo Brasil com os países que ora participam do mundial do futebol.

Incentivados pelos chamados movimentos sociais, com todo tipo de infiltrados, grupos decidiram continuar com os protestos de 2013, agora com a participação de partidos políticos que disputam a presidência da República.

Ora, ora, se é para conter protestos, que a polícia aja dentro e fora dos estádios. Mas a polícia apenas bate no povo que não pode comprar ingressos para assistir os jogos. Dentro dos estádios se pode mandar uma autoridade tomar naquele lugar. Que a polícia não bate nas elites. Na rua, qualquer reclamação tem pancadaria.

 

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Registram os advogados ativistas: O primeiro dia iniciou-se em São Paulo com o sítio à cidade, exercido pelas forças de segurança pública.

Segundo atendimento realizados pelo grupo de socorristas, GAPP, durante o dia foram realizados ao menos 37 socorros a manifestantes, decorrentes de diversos tipos de lesões, como ferimentos por estilhaços de bombas, balas de borracha, asfixia por gás lacrimogênio e mecânica decorrentes de esganadura, bem como de reiterados golpes de cacetetes.

Foram realizadas ao menos 47 detenções, sendo que diversas prisões sequer eram informadas aos advogados, ou permitido o acompanhamento visual da atuação policial.

· bloqueio de vias e interdição de ao menos parte do transporte público, com a finalidade de comprometer a mobilidade dos manifestantes e, desta forma, sua tendência de deslocamento em direção ao perímetro de exclusão imposto pela FIFA – organizador da Copa;

· revistas pessoais realizadas por policiais em transeuntes, sem qualquer fundamentação legal;

· policiais trajados com farda sem tarjeta de identificação funcional ou identificação alfanumérica de 10 dígitos, ou ainda de modo a não evidenciar qualquer tipo de identificação;

policiais portando armas de fogo (inclusive de grosso calibre como metralhadoras e escopetas 12mm) durante contenção e operações antidistúrbio;

· civis atingidos por estilhaços de bombas, balas de borracha, golpes de cacetete e socos;

· intimidação e constrangimento ilegal contra manifestantes por meio de gritos e gestos ameaçadores;

· impedimento de atuação dos advogados durante o acompanhamento de revistas pessoais, bem como no registro de material probatório, quando das agressões ou abusos de autoridade;

· impedimento, com violência deliberada, de atuação dos jornalistas no exercício da profissão, tendo sido tomados como alvo por reiteradas vezes pelas forças de segurança;

· impedimento da atuação dos Observadores Legais na coleta de material estatístico e probatório durante a manifestação, por meios ostensivamente impeditivos;

· seguranças do serviço privado do metrô realizando revistas pessoais nos usuários, de modo totalmente ilegal;

· prisões ilegais infundadas, justificadas como sendo para averiguação – instrumento, aliás, inexistente no ordenamento jurídico brasileiro. No ano em que se completa o cinquentenário da ditadura militar no Brasil (1964-1985), é no mínimo irônica a utilização de um expediente tão característico período ditatorial.

· tiros de armamento balístico menos letal e elastômero (bala de borracha), feitos acima da linha da cintura – como indicam os orifícios feitos a bala nos para-brisas de veículos, a cerca de 1,5m do solo.

· veículos atingidos no seu interior por bombas de gás-lacrimogênio.

· policiais militares e supostos policiais civis (não fardados), em duas ocorrências distintas, com agressão e rapto de manifestantes, introduzindo-os a força em veículos descaracterizados, não oficiais. Sem direito de registro do nome do condutor, evadindo-se os veículos para local desconhecido, perante a população que registrava as ocorrências em vídeo e foto, em plena luz do dia.

· depois de registrar cenas de espancamentos perpetrados por policiais militares, um manifestante, por eles perseguido, refugiou-se em residência próxima àquela ocorrência, obtendo guarida dos proprietários da casa. Somente depois de aproximadamente uma hora de refúgio – com a Polícia Militar todo o tempo à frente do imóvel – foi possível a retirada do manifestante perseguido, em segurança, na companhia de representantes dos Advogados Ativistas e Observadores Legais;

· utilização de bombas e armas de fogo em um posto de gasolina;

· utilização de bombas com data de vencimento raspadas;

· acusações de crimes infundadas aos manifestantes, com diversas tentativas de flagrantes forjados;

· agressão deliberada de policiais militares a uma criança de nove anos de idade e seu cão, sem motivação;

· agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos próprios agentes de segurança;

· tentativa, por parte dos policiais militares, de esvaziamento de uma estação do metrô, obrigando os usuários a saírem rapidamente da estação sob tiros e golpes de cacetete. Leia mais. 

 

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Encontro dos atingidos pela Copa no Primeiro de Maio em Belo Horizonte

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No Encontro dos Atingidos – quem perde com os megaeventos e megaempreendimentos, organizado pela ANCOP (Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa), pessoas de todas as cidades-sede desses megaeventos esportivos vão estar juntas, de 1 a 3 de maio, em Belo Horizonte. As Plenárias ocorrerão na Escola Municipal Marconi (Av. do Contorno, 8476 — Santo Agostinho)
FORMAÇÃO e TROCA DE EXPERIÊNCIAS
A proposta é possibilitar um momento de formação política de pessoas direta ou indiretamente atingidas pela copa e olimpíadas (a ser realizada no RJ). Moradores e moradoras de diversas comunidades, favelas e bairros do Brasil se unem para fortalecer a luta contra a violação de direitos.
COMITÊS POPULARES DA COPA
Organizados nas 12 cidades com uma articulação nacional, os Comitês Populares da Copa acompanham as intervenções nas cidades desde 2009 e acumulam conhecimento crítico e embasado sobre os impactos dos megaeventos no país. Agora chega a hora de trocar experiências e organizar ainda mais a luta.
QUEM PARTICIPA!
Movimentos sociais e organizações parceiras. Os interessados em participar sugerimos entrar em contato através do e-mail: articulacaonacionalcopa@gmail.com para mais informações e formas de participação ou entrar em contato direto com os comitês populares nas cidades-sede.

Jornal do Comércio, Recife
Jornal do Comércio, Recife

 

 

 

 

Um magistrado no Amazonas propõe transformar o novo estádio de Manaus num centro de triagem de detentos logo após os jogos da Copa

Eu tinha previsto esta possibilidade. Isso fez Pinochet no Chile.

O Brasil, uma democracia disfarçada da justiça absolutista, da política dos governadores, da criminalização dos movimentos sociais, tem que arranjar uma maneira de ocupação dos estádios que ficarão sem funcionalidade após a Copa do Mundo.

Na África estádios viraram uma mistura de casa de show,  motel, boate, campo para a prática de diferentes esportes.

Escreve Frederico Rosas, in El País, Espanha:

Primeiro os gols, depois o xilindró

Croqui da Arena Amazônia, que está sendo construída em Manaus. / DIVULGAÇÃO GOVERNO DO AMAZONAS
Croqui da Arena Amazônia, que está sendo construída em Manaus. / DIVULGAÇÃO GOVERNO DO AMAZONAS

A falta de políticas claras em relação ao uso de algumas arenas após a Copa do Mundo no Brasil conseguiu gerar uma proposta no mínimo inusitada no Amazonas, na região norte do país, na fronteira com Colômbia, Peru e Venezuela. O desembargador Sabino Marques, do Tribunal de Justiça amazonense, sugeriu que o espaço físico da Arena Amazônia sirva também para a triagem de detentos em Manaus, capital do Estado. “A sugestão foi feita e está de pé”, afirmou por telefone ao EL PAÍS o desembargador, que preside o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário amazonense. O objetivo da medida é amenizar a lotação da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, também em Manaus.

Com previsão de entrega de suas obras em dezembro deste ano, a Arena Amazônia terá capacidade para pouco mais de 42.000 espectadores segundo a Fifa e abrigará quatro partidas da primeira fase da Copa. O estádio substitui o antigo Vivaldo Lima (Vivaldão), inaugurado em 1970 e já demolido. Enquanto isso, uma pesquisa elaborada pela Pluri Consultoria, que realiza estudos para o mercado esportivo, mostra que o Campeonato regional do Amazonas apresentou média de público de 807 pessoas por jogo neste ano. O número representa menos de 2% da capacidade da Arena Amazônia durante a Copa.

O Amazonas foi o 19º Estado em média de público no país, enquanto o Estado vizinho, Pará, com times de maior expressão no cenário nacional, como Paysandu e Remo, foi o quarto. Com 5.022 espectadores, os paraenses foram superados apenas por Minas Gerais (6.451), São Paulo (6.217) e Pernambuco (5.339). Os paraenses, entretanto, não foram contemplados com estádios para a Copa, assim como o restante dos Estados da região Norte.

Segundo apresentação da Fifa, a Arena Amazônia “pode não ser um palco tradicional do futebol brasileiro, mas certamente atrairá um grande número de torcedores graças à sua localização privilegiada, no coração da maior floresta contínua do mundo”. A proposta é que sirva como polo de atração turística para shows e eventos na região, ainda de acordo com o site da entidade.

O orçamento das obras para a implantação da nova arena gira em torno de 605 milhões de reais (262 milhões de dólares), segundo levantamento do Sindicato Nacional de Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco). A Ordem dos Advogados do Amazonas (OAB/AM), que representa os advogados no Estado, emitiu nota em que afirma discordar de forma veemente da possibilidade desse desvio de finalidade quanto ao uso da Arena Amazônia. O comunicado justifica “o determinante motivo de sua construção, a realização do evento esportivo ‘Copa do Mundo’, bem como o seu legado ao esporte local e à cidade” de Manaus. Se o plano de triagem de presos seguir adiante, o legado real da Fifa na arena amazonense poderá ser a criação do primeiro elefante branco depois da Copa de 2014.

A máfia da Fifa faz nova ameaça ao Brasil

Ilustração Claudius Ceccon
Ilustração Claudius Ceccon

O corrupto Joseph Blatter, presidente da Fifa, insinua levar a Copa do Mundo para outro país.

Qual país ele pode roubar tanto como já fez no Brasil, e pretende saquear muito mais em 2014?

Qual vai ser o faturamento da Fifa no final desta maldita Copa que fez os governadores construírem vários Coliseus?

Só um pais corrupto pode oferecer bilhões e bilhões a um velho pirata, que voltou a ameaçar:

“O Brasil pode não ter sido a melhor escolha da Fifa para sediar a Copa do Mundo do próximo ano”.

A raposa questionou a disputa do mundial em solo brasileiro ao se mostrar preocupado com as manifestações durante a Copa das Confederações.

“Se acontecer de novo, temos que nos questionar se tomamos a decisão errada ao ceder os direitos de receber a Copa”, declarou Blatter, em entrevista à agência de notícias DPA, da Alemanha, durante conferência sobre esportes, mídia e economia idealizada pelo ex-jogador e técnico Franz Beckenbauer, na Áustria.

Que bandido audaz!

Espero que o povo continue nas ruas. Para os Neros pararem com a construção de mais elefantes brancos super, super faturados.

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Fifa taturou 5 bilhões Copa África do Sul. Do Brasil vai embolsar quanto? Uma corrupção que desacredita o futebol diz jornal inglês

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A África do Sul está endividada para pagar as dívidas da Copa do Mundo. Teve que construir cinco estádios. A Fifa saiu na boa. Com um lucro líquido de 5 bilhões. A Fifa espera levar, no próximo ano, 10 bilhões do Brasil. Dizem que é mais.

Boladas administradas por ladrões. Na Fifa, desde os tempos de João Havelange e Ricardo Teixeira. Acontece que vários países e a imprensa estão  de olho em  Joseph Blatter.

Também vão ganhar milionárias boladas as empreiteiras e empresários do ramo do turismo, inclusive sexual, e os especuladores imobiliários. Os governadores não sei não. As urnas vão responder.

Joseph Blatter

 

Escreve Hélio Fernandes: Agora, que começou a onda para “transferirem” a Copa de 2014 por falta de segurança, quero lembrar o massacre de 1972 contra os judeus, e a tentativa de tirar a Copa de 74 da própria Alemanha.

A Fifa ainda era um pardieiro em Zurich, não conseguiu, a Alemanha inteira resistiu, realizou a Copa.

Pode ser que não tenha sucesso, e a Copa seja mesmo no Brasil, como foi mantida na Alemanha em 1974. Mas todo cuidado é pouco e indispensável com esse Blatter. Um homem sem caráter, sem palavra, sem escrúpulos.

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Portal Terra: A festa acabou para o presidente da Fifa Joseph Blatter no Brasil. Pelo menos esta é a opinião explícita pelo site britânico The Independent, em um artigo escrito pelo jornalista Michael Calvin. “Quando o Brasil passa a odiar a Copa do Mundo e seu povo aponta Pelé como um traidor, o futebol perde sua relevância e razão”, diz a coluna logo em seu início, ainda salientando que o “futebol internacional pode nunca mais ser o mesmo”.

Confira todos os vídeos da Copa das Confederações

Na visão do jornalista, a retórica “vazia” disparada por nobres como Blatter é completamente rejeitada por quem sonha com escolas e hospitais ao invés de pão e circo. Ao mesmo tempo, as imagens violentas flagradas durante os protestos também são lembradas, com “manifestantes em meio a chamas enquanto a polícia disparava balas de borracha e gases para reprimir as demonstrações”.

Além dos impactos imediatos para a Copa das Confederações, o diário opina que já há um constrangimento sensível em relação à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016. Michael Calvin afirma que as manifestações aterrorizam os “parasitas de terno que subjugam o esporte aos seus próprios interesses”, enquanto patrocinadores e executivos de TV percebem a gravidade da situação.

O artigo vai além e ironiza que, com protestos em meio a grandes eventos, instituições como Fifa e COI podem escolher como sedes futuras regimes antidemocráticos, como a Coreia do Norte. O baixo legado à África do Sul em 2010 – enquanto a Fifa lucrou cerca de R$ 5 bilhões – é lembrada pelo periódico britânico como um belo exemplo de como atua a instituição que regula o futebol mundial.

De longe, o presidente da Fifa é o mais atacado pelo jornalista. Blatter é chamado de um “presidente desacreditado de uma entidade desacreditada”. O teor de insatisfação do maior dirigente do futebol mundial contra os manifestantes no Brasil também é duramente criticado

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Por fim, a coluna analisa o poder limitado de um ídolo, ressaltando que Pelé sofreu grande que de popularidade após se declarar contrário às manifestações. Por outro lado, posturas de jogadores como David Luiz, Daniel Alves, Hulk, Fred e Neymar mostra que futebolistas estão cada vez mais politizados, para a publicação.

 
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A muda prostituição infantil de Fortaleza no caminho do Castelão da Copa. A revolta dos pobres que moram na vizinhança do estádio

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As meninas de rua pegam seus clientes nas calçadas dos hotéis e nos caminhos do Castelão. É a prostituição da fome. Ganham alguns trocados para comer e comprar droga para anestesiar o corpo. Não é indolor para uma criança sofrer várias penetrações por dia. A vagina pequena e estreita sangra.

Nos camarotes fechados, nos bares e restaurantes de luxo do estádio, rola a prostituição Vip. Que não existe guerra sem prostitutas seguindo os soldados. Nem copa do mundo e olimpíadas sem programas sexuais. São os lugares verdadeiramente iluminados da escura Fortaleza. A famosa luz vermelha do turismo. (T.A.)

O Jornal da Record divulgou uma série de reportagem “Prazer à Venda”, que mostra a prostituição infantil em várias cidades brasileiras.

O noticiário apontou Fortaleza como uma das cidades com maior índice de meninas e crianças prostituídas no País e apresentou entrevistas com adolescentes de 12, 13 e 14 anos de idade, que disseram ter iniciado na prostituição aos 11 anos.

Um dos pontos mais graves da reportagem foi uma adolescente de 17 anos, que faz ponto em pleno calçadão da Beira Mar, que assegurou não ter dificuldades para entrar em hotéis da cidade. (Eliomar de Lima)

 

Prostituição sub-17 ronda estádio Bai 

por Rodrigo Bertolotto

Prostituta faz ponto próxima à Arena Castelão
Prostituta faz ponto próxima à Arena Castelão

 

As campanhas oficiais contra a prostituição infantil têm dois rivais fortes em Fortaleza (Ceará) durante a Copa das Confederações. No entorno do estádio Castelão, é a clientela brasileira que assedia adolescentes na vizinha avenida Juscelino Kubitschek. Na orla da cidade, é o lugar onde o adversário são os italianos, principais consumidores desse lado perverso do turismo no Brasil.

Os altos investimentos no estádio contrastam com os poucos recursos que o conselho tutelar local conta para combater a exploração de menores. O governo federal enviou um carro, cinco computadores e uma impressora neste ano para melhorar o funcionamento, afinal, os funcionários não tinham nem papel na repartição e eram obrigados a usar veículos particulares em diligências.

“Proibido de menor”, avisava uma frase escrita a giz na parede de entrada do boteco Recanto Bar, na avenida Perimetral. Dentro, duas adolescentes dançavam funk em cima da mesa de bilhar para os potenciais fregueses.

Em uma parada de ônibus a 100 metros do Castelão, uma adolescente fazia ponto durante a tarde. “Meus pais não sabem disso. Tenho que voltar cedo para casa para não desconfiarem de mim”, relata a garota sobre a atividade vespertina dela e de dezenas outras dentro da chamada “área Fifa”, o raio de dois quilômetros ao redor do estádio que a entidade máxima do futebol mundial estabelece em dia de jogos.

A situação fica mais dramática para essas meninas quando a prostituição se junta à droga e à gravidez. Muitas vendem o corpo para comprar crack ou cocaína. Outras fazem do comércio pequeno dos narcóticos um adicional em seu trabalho. Há casos de crianças de 12 anos que se prostituem por R$ 5 o programa, o que é o mesmo preço da pedra de crack.

Bairro pobre se revolta com estádio como vizinho

Ceará um estado bílingue
Ceará um estado bílingue
Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão) rodeado de casebres
Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão) rodeado de casebres

Veja vídeo
http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/06/25/prostituicao-sub-17-ronda-estadio-da-copa-das-confederacoes-em-fortaleza.htm?cmpid=cfb-copa-do-mundo-2014-news

A disputa dos governadores. Quem faturou o estádio mais caro?

Legado da copa da África do Sul, por Rajesh KC
Legado da Copa da África do Sul, por Rajesh KC

Digo sempre: não se faz nada que preste para o povo.

A pauta da imprensa seria fotografar o camarote do governador em cada estádio. Quanto mais luxuoso mais dinheiro para a mordomia.

A gastança começa com o deslocamento: sua excelência vai para o estádio de helicóptero ou em um luxuoso carro blindado seguido por seguranças armados para uma imaginária guerra.

Todo poder absolutista requer proteção exclusiva. Os coronéis de quartel das PMs e das Forças Armadas trancam as ruas que moram. Ninguém pode passar na calçada.

Criaram espaços restritos para os condomínios da elite, quando a rua é do povo. No Brasil é proibido praia particular. E guardas armados com metralhadoras estão fechando praias. Esses abusos ditatoriais – que começaram em primeiro de abril de 1964 – precisam acabar já.

Preço até agora: 1,7 bilhão
Preço até agora: 1,7 bilhão

Intolerância da polícia e a tolerância da imprensa

Por Dioclécio Luz

No sábado (14/6), na abertura da Copa das Confederações, em Brasília, a Polícia Militar caiu batendo sobre um grupo que protestava contra os custos da Copa. Uma boa parte eram estudantes universitários. Não houve negociação. A PM determinou que o grupo não poderia se aproximar do estádio, fechou um círculo sobre eles e, não satisfeita, lançou gás lacrimogêneo e atirou com balas de borracha. Por fim, deteve duas dúzias de jovens. Qual a acusação? Bem, pode se inventar algo como “tentativa de atrapalhar as festas dos ricos”. Ou, então, “tentativa de fazer algo que a polícia de Brasília não gosta, manifestar-se contra o poder instalado”. Talvez se apele para o velho e mofado bordão que protege os que abusam do poder: “Teje preso por desacato à autoridade”.

A bem da verdade, o crime de “desacato à autoridade”, estabelecido pelo Código Penal, costuma aparecer quando o poder público abusa ou quando surge uma reivindicação cidadã. Por exemplo, tudo que é repartição pública que presta um serviço de quinta categoria tem lá a sua placa ameaçando os possíveis críticos. Todo hospital público que atua mal e porcamente (e são muitos no Brasil) expõe cartazes com esta ameaça. Os jornalistas que atuam na linha de frente das investigações, os que questionam o poder, vez ou outra são detidos e indiciados por “desacato à autoridade” – é a panacéia para o poder se impor diante de quem ousa lhe questionar.

É claro que, conforme a Constituição brasileira, constitucionalmente todos têm direito a se reunir e se manifestar. Nenhum poder pode impedir isso. A não ser, claro, o poder da bala. E foi o que se usou. Questionar esse método é também desacato…

Força vs. inteligência

A PM de Brasília, a bem mais paga do país e, ao que parece, tão despreparada quanto as outras, tem um histórico de intolerância com os jovens. Há cerca de três anos um grupo tentou impedir a transformação de uma pequena área indígena num bairro de elite, o Noroeste. A PM foi para cima e saiu batendo nos garotos. A repercussão na imprensa foi pequena porque uma parte dessa imprensa já tinha negócios com as empreiteiras.

Em 2010, quando o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda estava prestes a ir para cadeia por conta de tramoias, essa mesma PM foi para cima dos manifestantes que pediam sua saída – a cavalaria lançou-se sobre a garotada deitada no chão. Se um cavalo pisoteia a coluna de uma pessoa ela podia morrer ou ficar paralítica para o resto da vida. As imagens do caos provocado pela polícia mostram que isxo poderia ter acontecido.

Há também o caso do “Galinho de Brasília”, um pequeno bloco de frevo inspirado no “Galo da Madrugada” do Recife, que ao encerrar seu desfile no carnaval de 2008 teve os foliões atacados por um arrastão policial. Na rua transitavam crianças, idosos, mulheres, mas como veio a ordem de limpar a via deu-se o caos: gás, tiros de festim, balas de borracha, correrias, espancamentos…

Na abertura da Copa das Confederações, como aconteceu em outras praças do país, mais uma vez houve enfrentamento da polícia com os manifestantes. Talvez em virtude do seu treinamento militar, a polícia não se pergunta sobre a real dimensão do problema – ao seu modo, ela foge do problema. Porque em Brasília certamente esses manifestantes que eram contra, principalmente, os gastos na Copa, não poderiam causar danos materiais ou às demais pessoas. Era, fundamentalmente, um ato simbólico. Eram senhoras, senhores, jovens estudantes. Ninguém estava armado com fuzis, metralhadoras, bazucas… Isto é, não era uma guerra.

Poderia ter alguém planejando um ato violento? Sim, é possível. Mas para isso existe os serviços de Inteligência. Basta alguém se infiltrar para identificar os possíveis “baderneiros”. Por que a polícia não usou a inteligência e apelou para força bruta é algo que merece ser avaliado pela imprensa. Aliás, por que a polícia de Brasília adotou como prática apelar para força bruta ao invés da inteligência?

Outra pauta

O ato simbólico da garotada era legal, justo e cidadão. Ao invés de bater em quem não tinha como se defender, a polícia deveria defender e apoiar esse grupo. O que o governador Agnelo Queiroz está fazendo, além de enterrar o Partido dos Trabalhadores, ainda não foi dito pela imprensa local que tem lá suas razões (financeiras?) para se associar a esse governo. Os manifestantes questionavam, por exemplo, o fato de o Governo do Distrito Federal (GDF) investir tanto na Copa, mas oferecer um dos piores serviços médicos do país. Questionavam o transporte público na capital do país: os ônibus são sujos, lotados, não cumprem horários e costumam quebrar. Se parte da imprensa local opta por defender o governador, muitos brasilienses sabem disso. E uns poucos foram à rua protestar. O problema é que esse protesto poderia atrapalhar a festa do governador Agnelo, da presidente Dilma Roussef, e do chefe deles todos, Joseph Blatter, presidente da Fifa. E isso eles não iriam tolerar. Por isso mandaram a polícia sobre a garotada.

Conforme a rádio BandNews, na manhã do dia 14/6 os dois grupos – polícia e manifestantes – haviam se desentendido. Diz o repórter que, quando tudo parecia em paz, um dos manifestantes ofereceu uma flor ao policial. O militar não tolerou aquilo que, para ele, era uma provocação. Na verdade, receber uma flor não pode ser entendido como provocação. A princípio é um gesto de paz em qualquer lugar do mundo. E mesmo que, no extremo, fosse um deboche, um policial não deveria se descontrolar. A tropa ainda precisa ser treinada naquilo que é fundamental para um agrupamento militar: tolerar e saber como agir, se provocada. O policial, no caso, mostrou que não sabe como reagir nesses momentos de tensão. Na verdade, é uma péssima lição para a sociedade – se o policial não sabe como agir em momentos de tensão, que dirá o cidadão comum? Se o relato do repórter exprime a realidade, certamente a PM não está preparada para lidar com manifestações contrárias ao poder.

Mas, e quanto às críticas dos manifestantes. Têm fundamento? E se tem fundamento o que a imprensa apurou e denunciou?

Conforme o noticiado, o Ministério dos Esportes gastou R$ 26 milhões somente na preparação dos voluntários da Copa das Confederações da Fifa. Voluntárias são aquelas pessoas que toparam trabalhar de graça para a Fifa, a empresa bilionária que está promovendo o evento no Brasil. Mas isso é outra história. Outra pauta…

O Brasil, com dinheiro público, construiu uma dezena de estádios de futebol para os eventos da Fifa. Somente no Estádio Nacional de Brasília, o país investiu R$ 1,2 bilhão, segundo as fontes oficiais, ou R$ 1,6 bilhão segundo fontes reais. E não está pronto ainda. Consta que ainda é preciso fazer um túnel entre o Centro de Convenções – onde será instalado um comitê de imprensa – e o estádio, para que os jornalistas não se exponham ao sol e ao vento na caminhada de 100 metros entre os dois espaços. Também falta construir o estacionamento, fazer o paisagismo… O que vai custar mais R$ 350 milhões, ou algo assim. Aposte no “algo assim”, porque esse estádio deveria custar R$ 750 milhões, mas recebeu aditivos financeiros e chegou ao bilhão anunciado. É o estádio mais caro do Brasil.

Talvez depois de alguns meses ele tenha o mesmo destino inglório do Maracanã. Construído na década de 1950 para abrigar a Copa do Mundo, graças ao esforço do pernambucano Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues, o Maracanã não é mais nosso. Depois de ter recebido algo em torno de R$ 1 bilhão em recursos públicos, ele foi cedido ao nosso grande ícone capitalista, o nosso Tio Patinhas, Eike Batista. Mas isso é outra história. Ou outra pauta…

Vaias certeiras

No Estádio Nacional Mané Garrincha os gastos não se encerram. A cada evento mais recursos públicos são injetados. Por exemplo, para o jogo do Brasil contra o Japão, havia um contingente de, pelo menos, 2.500 policiais militares. Qual o custo disso? Considerando que se trata da força policial mais cara do Brasil, com salário médio de R$ 4mil…

Há outras contas. Considere-se que trabalhou a Polícia Militar, o Detran, os Bombeiros, a Polícia Federal e até o Exército. Adicionem-se os gastos com combustíveis das viaturas, deslocamentos, e até a manutenção de um ou dois helicópteros sobrevoando – por mais de 4 horas – as imediações do estádio. Esta conta (gastos públicos) ainda não foi feita. E não se encerra aí. Como a Fifa receia atos terroristas, mandou o governo federal adotar medidas para que isso não aconteça. Obediente, o Brasil teve que comprar uma série de artefatos ultrassofisticados de controle de segurança e, consta, até dispositivos antimísseis. Esses equipamentos, dentro do mercado da morte, digo, mercado de armas, mede-se em milhões e bilhões de dólares. Considere-se também que, há meses, muitos funcionários do governo federal e distrital dedicaram-se exclusivamente à Copa.

Sim, são duas Copas: há essa agora, a “das Confederações” e a outra, a “do Mundo”. A duas são da Fifa. Isto é, a bilheteria é dela. O Brasil entra com os estádios, infraestrutura, pessoal… enfim, com tudo. O Estado dá o circo e eles faturam com o espetáculo.

O que o país ganha com isso? Os grandes negociantes vão faturar bastante; os pequenos ficam com as sobras do banquete. A população ganha o espetáculo do circo, o efêmero, um carnaval sem marchinha. Selecionado. Quem quiser entrar no circo – construído com recursos públicos – vai ter que pagar caro pelo abadá, muito caro. Pobre que vá engolir pela TV o discurso míope e moralista de Galvão Bueno, narrando um jogo que não é aquele que passa à sua frente.

Se esses são fatos, por que a maioria da imprensa é tão tolerante com a farta distribuição de dinheiro público para um evento de caráter privado? Por que tolerou compras sem licitação, quebrando uma regra de transparência (constitucional) na administração pública? Por que aceita que o Estado se humilhe às condições impostas pela Fifa? A imprensa não deveria ser tolerante com esse tipo de coisa. E a polícia deveria ser tolerante de quem se organiza e questiona tudo isso. Os manifestantes estavam do lado da lei, da transparência, na defesa do bem público. A polícia deveria – sempre – estar ao lado de quem faz isso.

Quanto à seleção brasileira. Por conta da TV Globo, dos negócios e dos negociantes, dessa política e de alguns empresários, o futebol enquanto paixão está em plena decadência. O povo não é bobo. Daí as vaias para Joseph Blatter, Dilma Roussef e a polícia de Brasília. O que fazem os manifestantes em todo país é alertar sobre isso.

Passeatas hoje em Recife e Fortaleza contra o mega faturamento dos estádios

CONTRA OS ESTÁDIOS DO PSB NO NORDESTE

Esta de dez ou vinte centavos não é a questão. A luta dos brasileiros é pelas reformas de base sempre esquecidas.

Mais escolas, mais hospitais, mais moradias para o povo. É inadmissível  que se gaste bilhões em estádios, no verde gramado dos Coliseus, e o povo no Sertão morra de fome e sede.

Verde grama. Verde dólar.

Para a Fifa tudo luxuoso, verdejante. Para o povo não se faz nada que preste.

Fortaleza Copa protesto amanhã

copa fifa futebol

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Cearenses e pernambucanos pesquisem sobre a comelança que foi a Copa do Mundo na África do Sul. A Fifa vem para colonizar. É um arrasta povo para a miséria, com seus despejos, com sua imposição de produtos e serviços dos patrocinadores internacionais. Um arraso que só acontece, obviamente, nos Países do Terceiro Mundo.
Não respeita a cultura. Basta lembrar o caso do acarajé em Salvador. Destrói até o futebol.

Giacomo Cardello
Giacomo Cardello

Que o povo acorde e vá para as ruas. O Brasil não pode continuar nessa de gigante adormecido.

UM CHUTE NO TRASEIRO DO BRASILEIRO. Mané Garrincha, que morreu na pobreza, tem estádio de 1 bilhão e 600 milhões

UM DOS MAIS CAROS DO MUNDO. E OS OUTROS COLISEUS TAMBÉM ESTÃO NO BRASIL.

ESTÁDIO BILIONÁRIO PARA JOGADORES PERNAS DE PAU.

QUEM É BOM DE BOLA ESTÁ NA LEGIÃO ESTRANGEIRA

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Os (e) feitos da Copa da Fifa no Brasil

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Dólar em alta engole lucro das empresas. Que empresas? As obras da Copa foram super super faturadas. A Fifa vai levar bilhões. O Brasil gastou o que não tinha. O dinheiro para mais hospitais. Mais escolas. Mais moradias populares. O dinheiro para os serviços essenciais desapareceu. O que aconteceu com a África do Sul depois da Copa do Mundo vai acontecer aqui. O povo é quem paga a conta da realização de jogos que não vai assistir. Quantos bilhões estão rolando no tapete verde da jogatina desenfreada dos Neros?