Assaltantes treinados pela indústria do espetáculo

EXPLOSÃO OCULTA
por Nei Duclós

 

nei paisagem

Sem a literatura, o espírito acaba
entrando para as gangs de rua
quadrilhas da religião e da política
assaltantes treinados pela indústria
do espetáculo. ladrões do dinheiro
público, fundamentalistas crônicos
burros com pose de malandros
idiotas em cargos importantes

Sem a literatura, o coração seca
antes do corpo e afunda no mar
da mediocridade explícita, a falta
do amor expressa em cegueira
Não que os livros nos salvem
do destino humano de perder
todas as batalhas ou nos circundem
de uma aura santa, nada disso

A sintonia com almas mediúnicas
nos transporta para outro mundo
este mesmo, mas sem as camadas
que nos tolhem a vista. Revela o sol
que há na lua, a seiva com espuma
a flor de milagrosa cura, a arte
que teus olhos contemplam, musa
e geram a explosão oculta, a poesia

 

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Dos verdadeiros e grandes poetas, o dom da linguagem profética de Nei Duclós

 

nei

Fim de uma era, uma nova civilização ou o fim do mundo?

Existirá-uma-terceira-guerra-mundial1

por Leonardo Boff

Há vozes de personalidades de grande respeito que advertem que estamos já dentro de uma Terceira Guerra Mundial. A mais autorizada é a do Papa Francisco. No dia 13 de setembro deste ano, ao visitar um cemitério de soldados italianos mortos em Radipuglia perto da Eslovênia disse:”a Terceira Guerra Mundial pode ter começado, lutada aos poucos com crimes, massacres e destruições”. O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em 19/12/2014 com 93 anos adverte acerca de uma possível Terceira Guerra Mundial, por causa da Ucrânia. Culpa a arrogância e os militares burocratas da União Européia, submetidos às políticas belicosas dos USA. George W. Bush chamou a guerra ao terror, depois dos atentados contra as Torres Gêmea, de “World War III”. Eliot Cohen, conhecido diretor de Estudos Estragégicos da Johns Hopkins University, confirma Bush bem como Michael Leeden, historiador, filósofo neoconservador e antigo consultor do Conselho de Segurança dos USA que prefere falar na Quarta Guerra Mundial, entendendo a Guerra-Fria com suas guerras regionais como já a Terceira Guerra Mundial. Recentemente (22/12/2014) conhecido sociólogo e analista da situação do mundo Boaventura de Souza Santos escreveu um documentado artigo sobre a Terceira Guerra Mundial (Boletim Carta Maior de 22/12/2014). E outras vozes autorizadas se fazem ouvir aqui e acolá.

A mim me convence mais a análise, diria profética, pois está se realizando como previu, de Jacques Attali em seu conhecido livro Uma breve história do futuro (Novo Século, SP 2008). Foi assessor de François Mitterand e atualmente preside a Comissão dos “freios ao crescimento”. Trabalha com uma equipe multidisciplinar de grande qualidade. Ele prevê três cenários: (1) o superimpério composto pelos USA e seus aliados. Sua força reside em poder destruir toda a humanidade. Mas está em decadência devido à crise sistêmica da ordem capitalista. Rege-se pela ideologia do Pentágo do”full spectrum dominance”(dominação do espectro total) em todo os campos, militar, ideológico, político, econômico e cultural. Mas foi ultrapassado economicamente pela China e tem dificuldades de submeter todos à lógica imperial. (2) O superconflito: com a decadência lenta do império, dá-se uma balcanização do mundo, como se constata atualmente com conflitos regionais no norte da Africa, no Oriente Médio, na Africa e na Ucrânia. Esses conflitos podem conhecer um crescendo com a utilização de armas de destruição em massa (vide Síria, Iraque), depois de pequenas armas nucleares (existem hoje milhares no formato de uma mala de executivo) que destroem pouco mas deixam regiões inteiras por muitos anos inabitáveis devido à alta radioatividade. Pode-se chegar a um ponto com a utilização generalizada de armas nucleares, químicas e biológica em que a humanidade se dá conta de que pode se auto-destruir. E então surge (3) o cenário final: a superdemocracia. Para não se destruir a si mesma e grande parte da biosfera, a humanidade elabora um contrato social mundial, com instâncias plurais de governabilidade planetária. Com os bens e serviços naturais escassos devemos garantir a sobrevivência da espécie humana e de toda a comunidade de vida que também é criada e mantida pela Terra-Gaia.

Se essa fase não surgir, poderá ocorrer o fim da espécie humana e grande parte da biosfera. Por culpa de nosso paradigma civilizatório racionalista. Expressou-o bem o economista e humanista Luiz Gonzaga Belluzzo, recentemente: “O sonho ocidental de construir o hábitat humano somente à base da razão, repudiando a tradição e rejeitando toda a transcendência, chegou a um impasse. A razão ocidental não consegue realizar concomitantemente os valores dos direitos humanos universais, as ambições do progresso da técnica e as promessas do bem-estar para todos e para cada um”(Carta Capital 21/12/2014). Em sua irracionalidade, este tipo de razão, construi os meios de dar-se um fim a si mesma.

O processo de evolução deverá possivelmente esperar alguns milhares ou milhões de anos até que surja um ser suficientemente complexo, capaz de suportar o espírito que, primeiro, está no universo e somente depois em nós.

Mas pode também irromper uma nova era que conjuga a razão sensível (do amor e do cuidado) com a razão instrumental-analítica (a tecnociência). Emergirá, enfim, o que Teilhard de Chardin chamava ainda em 1933 na China a noosfera: as mentes e os corações unidos na solidariedade, no amor e no cuidado com a Casa Comum, a Terra. Escreveu Attali:”quero acreditar, enfim, que o horror do futuro predito acima, contribuirá para torná-lo impossível; então se desenhará a promessa de uma Terra hospitaleira para todos os viajantes da vida (op.cit. p. 219).

E no final nos deixa a nós brasileiros esse desafio:”Se há um país que se assemelha ao que poderia tornar-se o mundo, no bem e no mal, esse país é o Brasil”(p. 231).

Pavel Constantin
Pavel Constantin

Expectativas y profecías

Por Alfredo Zaiat

escada
Como la economía es un espacio de disputa de poder, la construcción de expectativas es una de las trincheras más importante donde participan diferentes actores económicos y políticos. No se trata de la definición de la ortodoxia sobre las “expectativas racionales”, que postula que todos los agentes poseen el mejor conocimiento del funcionamiento de la economía y toda la información necesaria para definir sus comportamientos. Esa teoría afirma que así pueden evaluar riesgos y decidir en consecuencia su conducta y por ese motivo es muy difícil confundir a los agentes económicos. Es una concepción fallida que la realidad económica ha sabido refutar en varias oportunidades, especialmente en los mercados financieros. Distinto es el montaje de la “profecía autocumplida”, que es una predicción que directa o indirectamente conduce a convertirse en realidad. Si se propaga que va a escasear determinado alimento o combustible, muchos probablemente corran a comprarlo. El previsible comportamiento de acopio contribuirá a que aquella sentencia se convierta en realidad. Es, en sus comienzos, una definición falsa de una situación que conduce a un nuevo comportamiento que convierte en “verdadera” la mención inicialmente falsa. La construcción de esas profecías está muy ligada al manejo de las expectativas sociales sobre acontecimientos económicos. Por eso en ese terreno intervienen con intensidad diferentes actores políticos y económicos. Funcionarios del área económica y hasta la propia presidenta CFK disputan ese espacio con la oposición, grandes medios y grupos económicos. En el juego de orientar las expectativas, un grupo numeroso de economistas tiene un papel estelar.

El crecimiento espectacular de variadas plataformas de difusión de información, con el flujo al instante en Internet, la comunicación vía mail, la expansión de las redes sociales y los medios tradicionales, ha derivado en un canal impresionante de rápida distribución de todo tipo de análisis y especulaciones. En ese amplio mapa de circulación de noticias, la televisión sigue siendo uno de los principales modos de acceso a la información de quienes no leen diarios, apuntó el Premio Nobel de Economía Joseph Stiglitz en la conferencia sobre la libertad de prensa en la Facultad de Periodismo de la Universidad de Columbia, en mayo del año pasado. Stiglitz debería sumar la radio como una de esas vías masivas de conocer qué está pasando. Por ese motivo el ex economista jefe del Banco Mundial señaló que en la televisión (y también en la radio) “la concentración puede ser más perniciosa que en otras áreas”. Esa concentración de los medios deriva en otra que tiene como protagonista a un elenco de economistas mediáticos que circulan por estudios de televisión por cable y radios, además de ser editorialistas y fuente de gran parte de los medios escritos.

Esa expansión de los medios de comunicación en un mundo económico dominado por la incertidumbre generada por las finanzas globales, lo que ha acelerado los ciclos de auge y crisis, exacerbó esa excitación por conocer la palabra de los denominados gurúes. Ese grupo de economistas del turno mañana, tarde y noche de las pantallas y el micrófono son los delegados más populares del poder económico para la construcción de expectativas. Las controversias en materia económica que se desarrollan en los medios son el paraíso de los lobbies. Esos economistas son sus representantes más destacados que se dedican a señalar qué es lo que se debe hacer en la economía. Sostienen un discurso que exponen como técnico pero resulta fundamentalmente político e ideológico, aspectos que no es cuestionable, pero sí lo es cuando lo ocultan detrás de una falsa neutralidad.

La exageración de determinadas situaciones de tensión económica colabora para consolidar la presencia en los medios de esos hombres de negocios dedicados a la comercialización de información económica. La incertidumbre la van acentuando con el constante mensaje de una crisis inminente. Esos economistas son parte importante de la construcción de la sociedad del miedo, que convierte a las mayorías en una masa ansiosa por saber qué va a pasar en un mundo lleno de incertidumbre. Ellos se presentan como los portadores del saber. Diseminar temores facilita su tarea de disciplinar a una sociedad para que acepte situaciones que serían rechazadas si fueran ofrecidas en un marco normal. El miedo es el vehículo para condicionar el comportamiento colectivo. En una era de incertidumbre global, la meta es imponer de ese modo políticas impopulares.

Esa prédica es permanente pero adquiere más penetración cuando irrumpe algún acontecimiento económico que provoca incertidumbre, y en especial miedo por lo que puede suceder. Capturan la atención emitiendo mensajes que advierten acerca de que algo malo puede suceder. Avisan sobre un peligro potencial de consecuencias desastrosas para la economía y por lo tanto para el bienestar de la población. No importa si predicen desastres donde no los hay y posteriormente no se verifican, puesto que luego no son interpelados por la catástrofe que no fue. Esa eventual desgracia varía según el momento. Hoy es el default que no es.

Esta evaluación cualitativa sobre el rol de los economistas mediáticos no tenía hasta ahora un análisis cuantitativo conocido para mostrar la capacidad de construcción de expectativas, y a la vez para comprobar el predominio en el espacio público del pensamiento económico conservador en la interpretación de diversos acontecimientos.

(…) Una sentencia declarada verdadera pese a que no lo sea puede influir lo suficiente sobre la conducta de los agentes económicos, ya sea por miedo o confusión, de modo que sus reacciones convierten finalmente el hecho o sus efectos en verdaderos. Una vez que una persona se convence a sí misma de que una situación tiene un cierto significado, y al margen de que realmente lo tenga o no, adecuará su comportamiento a esa percepción, con consecuencias en el mundo real. De ese modo se van moldeando las expectativas sociales, hoy con el default, ayer con la inflación, mañana con el empleo y siempre con el dólar.

Assembléia de Deus, o poder legislativo de Marina

Com a Bíblia na mão Marina fará o povo lembrar do Marques de Sade

Judith, por, Gustav Klimt, 1909
Judith, por, Gustav Klimt, 1909

por Gilmar Crestani

 

Quando leio que a Marina usará a Bíblia para governar, como nesta matéria da Folha de São Paulo, me lembro dos meus tempos de seminarista. Li a Bíblia de cabo a rabo. A expressão é esta mesmo, também na Bíblia cabe muito rabo, como aquele da Judith que ia nos campos de centeio e volta com a bolsa cheia. Como este pentecostalismo de meia tigela aplica tudo ao pé da letra, Marina faz crer que ela vai ao Banco Itaú para fazer a mesma coisa que Judith nos campos de centeio. A diferença é que a personagem bíblica se prostituía para sustentar a própria família, enquanto Marina quer prostituir toda nação.

Outra passagem bíblica que se presta para o momento está no Livro de Tobias. Quando ele chegava em casa, seu cachorro balançava o rabo. Quando a providência divina deixou Eduardo Campos sozinho no avião, Marina sorriu e seus amestrados, balançam o rabo.

Enquanto tenho fé de menos, Marina fé de mais!

Veja Judith aqui, pelos mais célebres pintores.

Decidindo com a fé

Evangélica desde o fim da década de 90, Marina Silva costuma recorrer à Bíblia para tomar decisões em momentos difíceis, como quando virou vice de Campos

Louva-a-deus ou cavalinho-de-deus
Louva-a-deus ou cavalinho-de-deus

louva a deus

 

por Natuza Nery/ Ranier Bragon/ Andréia Sadide

Em momentos difíceis, a presidenciável Marina Silva (PSB) costuma recorrer em seu processo decisório à orientação de uma companheira que esteve ao seu lado em boa parte de seus 56 anos de vida, a Bíblia.

Católica que quase se tornou freira na adolescência, ela converteu-se à fé evangélica no fim da década de 1990. Adotou o pentecostalismo, corrente que professa a intervenção direta do Espírito Santo na vida das pessoas, após receber de médicos “a terceira sentença de morte” devido a problemas de saúde.

Curada, segundo diz, graças a uma mensagem divina, Marina Silva é, desde 2004, missionária da Assembleia de Deus do Plano Piloto (Novo Dia), na capital federal. Antes, pertenceu à Assembleia Bíblica da Graça, de Brasília.

Em pelo menos dois momentos serviu-se da chamada “roleta bíblica” para tomar decisões. Trata-se de uma escolha aleatória de versículos das escrituras para obter orientação espiritual.

Uma delas, conforme um auxiliar próximo, foi na madrugada de 4 de outubro de 2013, horas antes de surpreender o mundo político com o anúncio da adesão ao projeto presidencial de Eduardo Campos (PSB).

O então governador de Pernambuco, morto em um acidente aéreo no último dia 13, também relatou à Folha, na ocasião, que a união decorrera de uma inspiração bíblica.

A outra experiência é descrita em sua biografia autorizada, “Marina, a Vida por uma Causa”, de Marília de Camargo César (Editora Mundo Cristão, 2010).

Antes de concordar com o livro, Marina precisou “ouvir a opinião de outra pessoa”. “Levantou-se do sofá e foi buscar uma Bíblia”, descreveu a autora. O aval para o projeto veio após “um recado pessoal de Deus”, expresso no salmo obtido na abertura aleatória.

“Ela, para tomar uma decisão, santo Deus, demora, porque, além de consultar a terra, ela tem que consultar o céu. Tem de ouvir todo mundo, aí amadurece”, afirma a pastora Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, amiga de oração há mais de uma década. “Ela nunca [misturou fé e política], não faz parte da bancada evangélica.”

Apesar da forte religiosidade, Marina sofre resistência de setores da igreja por não se posicionar firmemente em questões como aborto e casamento gay. Entretanto, desidratou sua proposta para a comunidade LGBT em meio a críticas do pastor Silas Malafaia na internet no sábado (30).

Nos tempos de ministra do Meio Ambiente (2003-2008), além de frequentar cultos junto a servidores nas dependências do ministério, costumava levar pastores para orar pelo então presidente Lula.

Sobre o acidente de Eduardo Campos, atribuiu à “providência divina” o fato de não ter embarcado no avião.

REVELAÇÃO

A relação de Marina com a religião começou no catolicismo, pelas mãos da avó paterna, quando vivia no paupérrimo seringal Bagaço (AC), a 70 km de Rio Branco.

Vítima seguidas vezes de malária, hepatite, leishmaniose e contaminação por metais pesados (como mercúrio) que a levam até hoje a ter uma dieta bastante restrita, a presidenciável diz ter tido a epifania que a levaria a se tornar evangélica após mais um problema de saúde, em 1997.

Foi seu médico quem a colocou em contato telefônico com um jovem pastor da Assembleia de Deus, André Salles. “Achava que aquilo era uma coisa fora do prumo para um médico”, relatou Marina em um vídeo de pregação disponível na internet. “Aí o pastor André falou para mim: Olha, eu tenho o dom de revelação do Espírito Santo’.”

O pastor André Salles hoje está em uma igreja de São Paulo, a Plenitude do Trono de Deus, que tem como um de seus principais pregadores convidados o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), protagonista de polêmicas com ativistas LGBT na Comissão de Direitos Humanos.

Marina então se converteu à Assembleia de Deus e, dois anos depois, ainda doente, disse ter tido uma revelação divina na fila da unção para os enfermos da igreja.

Veio à sua mente as letras “DMSA”. Lembrou-se mais tarde se tratar de um remédio dos EUA que se recusara a tomar anos antes. Ela tomou a droga, e o mercúrio em seu corpo foi reduzido.

O atual pastor presidente da igreja de Marina, Hadman Daniel, afirma que a ex-senadora não precisa de guia espiritual. “Ela tem o relacionamento dela com Deus, ela conhece Deus.”

Segundo ele, Marina recorre à igreja em momentos difíceis, como quando aceitou ser vice de Campos e quando um incêndio se abateu sobre a região Norte ainda na gestão dela no ministério. “Nós oramos. Choveu no mesmo dia, em um tempo que não era de chuva”, conta Daniel.

 

contrato igreja religião

crianças soldados religião pedofilia FFP quadrado indignados

Marina e imprensa quebram a trégua do luto e recomeçam campanha eleitoral

O rei está morto! Viva a rainha!

Foi decretada uma trégua política como luto pela morte acidental de Eduardo Campos.

Aécio Neves está calado.

Dilma Rousseff está calada.

Um luto desrespeitado por Marina Silva e deputados do PSB.

Marina Silva fala, fala e fala.  Principalmente via porta-vozes e marqueteiros e assessores. Isso com o apoio da Grande Imprensa direitista, que pretende realizar uma campanha fúnebre e emocional. Uma campanha que precisa ser desmascarada. E já. Inclusive com boatos de que Eduardo foi vítima de um atentado político.

Existem até profecias. E revelações de sessões espíritas:

profecia

 

Veja a propaganda do jornal que antes defendia a candidatura de Aécio Neves:

br_diario_comercio. Propaganda

 

Vem um deputado de Marina e denuncia a investigação da Aeronáutica, e pede uma apuração isenta. Fala de suspeita de atentado. Leia aqui.

O principal político que levou vantagem com a morte de Eduardo Campos foi Marina Silva. Suspeita é a desconfiança do PSB.

Quem era o proprietário do avião?

Por que Marina não quis viajar no vôo da morte com Eduardo Campos?

Está na hora de acabar com os boatos. Se existe desconfiança, revelar. Não ficar na covardia de não apontar nomes.

A quem engana o São João do Carneirinho?

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Por que São João do Carneirinho? Pouco se sabe de João Batista criança, mas deve ter sido predestinado a ser um sacerdote. Que naqueles tempos os filhos seguiam a profissão do pai. E João, quando nasceu, foi entregue para ser criado no Templo, assim como aconteceu com Maria, mãe de Jesus.

O São João do Carneirinho, menino pastor de ovelhas, nunca existiu.

Por que a negação do verdadeiro João, o profeta?

Das três religiões do deserto (judaísmo, islamismo), o cristianismo a única que não cultua os profetas, pela dureza das palavras, a exemplo de Jesus que jamais usou a palavra pecado, e sim crime.

Proclamamos: “Todos os homens são pecadores”.

Nunca ouvi ninguém confessar: ‘Sou um criminoso”.

Jesus era profeta, e profeta outro João, o Evangelista, pouco citado pela Igreja Católica, que prefere mais os exemplos dos santos católicos mudos, e nomeados pelos papas.

 

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Na minha poesia procuro descobrir quem foi o primo de Jesus:

(…) o açoite da nudez
de João Batista
a nudez contida
em uma vestimenta
de pêlos de camelo
o cinto de couro
em volta dos rins
garroteando os impulsos
convulsivos repulsivos

(…) o dom da palavra
a língua de fogo
coriscando o ar
como um raio
a palavra que incendeia
e queima a palavra
que amaldiçoa
e fere
mais afiada
que o gume
de uma cica

Jo_oEvangelista

Sobre o Apóstolo cito estes versos do livro inédito O Judeu Errante:

Por que João-espera-por-Deus
o nome do discípulo amado
a quem Jesus confiou Maria
e encarregou de anunciar sua vinda
no fim dos tempos

O apóstolo João de quem foi tomado
o patronato de igrejas
de aldeias e cidades

João o exilado em Patmos
escreveu o evangelho da Profecia
o evangelho das visões
fonte dos símbolos
do cristianismo secreto

Noutro poema:

O EVANGELISTA

Por onde anda
João Evangelista
a quem foi destinado
esperar o Cristo

Por onde anda
ninguém registra

 

festa

Nas festas dos santos juninos – Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo – a rememoração dos antigos cultos pagãos, agrícolas, do solstício de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul). Não esquecer que o termo paganismo, do latim paganus, significa “camponês”, “rústico”.

Os primeiros cristãos, não judeus, eram moradores de cidades, localizadas no chamado Mar Romano, o Mediterrâneo.

Papa cita hoje os 3 verbos do cristão: “Preparar, discernir e diminuir”, como São João

 

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“O cristão não anuncia si mesmo, mas o Senhor”. Foi o que disse o Papa na missa matutina na Casa Santa Marta, na solenidade da Natividade de São João Batista. O Papa também se centrou nas vocações do “maior dos profetas”: preparar, discernir, diminuir.

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Preparar a chegada do Senhor, discernir quem é o Senhor, diminuir para que o Senhor cresça. O Papa indicou nestes três verbos as vocações de João Batista, modelo sempre atual para os cristãos. Francisco lembrou que João preparava o caminho para Jesus “sem tomar nada para si. Era um homem importante: “o povo o procurava, o seguia, porque as palavras de João eram fortes”, iam ao coração. Ele até teve a tentação de acreditar ser importante, mas não cedeu. Quando os doutores da lei se aproximaram e perguntaram se ele era o Messias, João respondeu: “Sou voz, somente voz, mas vim preparar o caminho ao Senhor”. esta é a primeira vocação do Batista – evidenciou o Papa: “Preparar o povo, o coração do povo para o encontro com o Senhor. Mas quem é o Senhor?”.

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“E esta é a segunda vocação de João: discernir, em meio a tanta gente boa, quem era o Senhor. O Espírito lhe revelou e ele teve a coragem de apontar: é este. “Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”. Os discípulos olharam ao homem e o deixaram ir. No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa. “É aquele! É mais digno que eu!”. Os discípulos foram atrás Dele. Na preparação, João dizia: “Atrás de mim, virá ele…” No discernimento, diz: “Na minha frente.. é ele!”.
A terceira vocação de João, prosseguiu, é diminuir. A partir daquele momento, “a sua vida começou a se reduzir, a diminuir para que o Senhor crescesse, até aniquilar a si mesmo: “Ele deve crescer, eu diminuir”. “Atrás de mim, na minha frente, longe de mim”:

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“E esta foi a etapa mais difícil de João, porque o Senhor tinha um estilo que ele não tinha imaginado, a ponto de que na prisão – porque estava preso naquele tempo – sofreu não somente a escuridão da cela, mas o breu no seu coração: ‘Mas, será isto? Não errei? Porque o Messias tem um estilo muito simples… Não se entende…’. E já que era homem de Deus, pede aos seus discípulos que perguntem a Ele: ‘Mas, és Tu realmente, ou devemos esperar outro Messias?’.

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“A humilhação de João – constatou – é dúplice: a humilhação da sua morte, como preço de um capricho”, mas também a humilhação “da escuridão da alma”. João que soube “esperar” Jesus, que soube “discernir”, “agora vê Jesus distante”. “Aquela promessa – reiterou o Papa – se afastou. E acaba só. Na escuridão, na humilhação”. Permanece só “porque se aniquilou tanto para que o Senhor crescesse”. João, disse ainda, vê o Senhor que está “distante” e ele “humilhado, mas com o coração em paz”:

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“Três vocações num homem: preparar, discernir, deixar crescer o Senhor e diminuir a si mesmo. É belo pensar a vocação do cristão assim. Um cristão não anuncia si mesmo, anuncia outro, prepara o caminho a outro: ao Senhor. Um cristão deve saber discernir, deve conhecer como discernir a verdade daquilo que parece verdade, mas não é: homem de discernimento. E um cristão deve ser um homem que saiba diminuir-se para que o Senhor cresça, no coração e na alma dos outros”.

 

A profecia de Jabor ou Marcola como propaganda do Brasil sem jeito

Miguel Willalba Sánchez (Elchicotriste)
Miguel Willalba Sánchez (Elchicotriste)

Voltou a circular na internet uma falsa entrevista de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos supostos chefes do PCC, Primeiro Comando da Capital [de São Paulo], uma invisível organização criminosa que teria atuação em vários Estados do Brasil e países estrangeiros, notadamente da América do Sul.

É uma entrevista sempre divulgada nos anos eleitorais, com as devidas alterações para beneficiar candidatos a presidente da República,  governadores, prefeitos das grandes cidades, e a chamada bancada da bala.

Para dar veracidade, uma entrevista concedida, em data desconhecida, a um jornalista da Globo, cujo nome não é revelado.

Os principais jornais já publicaram centenas de depoimentos, esclarecimentos jamais concedidos por Marcola, incomunicável em cela individual de presídio de segurança máxima.

GLOBO: Você é do PCC?
– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

GLOBO: – Mas… a solução seria…
– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

Comenta o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás – SINPOL-GO:

Uma “LIÇÃO” para nós brasileiros

 (…) O marginal “Marcola’’, concedeu a um jornalista de “O Globo”, uma análise estarrecedora dos “novos tempos”, [realidade] se faz presente na vida de todos os brasileiros.

Pelo depoimento do marginal “Marcola”, não há solução, pois não conhecemos nem os problemas.

Gostaria de chamar a atenção de vocês, para o fato desta entrevista ter sido publicada em um dos maiores jornais desse país, e que “todas as autoridades”  tomaram conhecimento da “gravidade” do assunto.

E o que estamos vendo… Exatamente o que o marginal “Marcola” profetizou… e o mais estarrecedor, que nada de concreto esteja sendo feito… vide a atitude irresponsável do governador de São Paulo, negando-se a receber ajuda do Governo Federal.

Genildo
Genildo

Informa o Diário do Estado do Mato Groso do Sul:

Adonis Marcos é o primeiro político a comentar entrevista com Marcola

Portal 19: Por que você, Adonis Marcos decidiu falar sobre um tema tão delicado que muitos preferem se omitir?

Não vi nenhum político aparecer e refutar o que Marcola disse na entrevista. Não se é medo ou apenas incompetência. De maneira alguma faço apologia ao crime organizado. Falo como político e ser humano. Preciso falar sobre esse tema delicado. Marcola diz que não há solução para o país, nem para as favelas. Mas existe dinheiro para resolver os problemas de todos os estados. Temos bons projetos, mas muitos políticos brasileiros a pobreza sempre foi de grande ajuda para se angariar votos. Sempre existirá o pai dos pobres, o salvador da pátria. Não querem ajudar. As favelas de hoje são os quilombos de ontem. Os escravizados e demais pessoas com graves problemas sociais rumaram para os morros para terem um lugar para morar, devido a omissão dos governos. Acabar com as favelas é acabar com votos. Mas não precisa tirar a pessoa da comunidade que tanto ama, apenas mudar a consciência dela”.

Portal 19: A situação calamitosa da maioria das favelas brasileiras tem solução?

“Qual a educação que o jovem da favela tem? Qual a visão que ele tem do local onde vive? Quem vai dar emprego para o jovem? O traficante, que vai pagar muito bem. O governo não age com firmeza, e o tráfico reina nas comunidades carentes. É mais vantajoso ser um soldado do tráfico a trabalhar numa loja ou empresa. Isso se ele conseguir uma vaga. Por morar na favela o preconceito pode tirar o meio de sustento de uma pessoa honesta, que pensa apenas em trabalhar honestamente. Mas forçada pela miséria, o traficante a seduzirá com poder e dinheiro”.

Portal 19: Qual a relação de políticos do cenário nacional em relação ao PCC?

Políticos de Brasília devem ao PCC, favores e dinheiro. Estão atrelados aos criminosos. Como podem lutar contra essa organização dentro do Congresso Nacional, no Senado? E para agravar o problema, os criminosos mesmo encarcerados podem realizar vídeo conferência com os comparsas espalhados pelos presídios do Brasil. O que aumenta o poder dos líderes. O ser humano acredita no deus que ele vê, ao visualizarem o Marcola, a figura desse líder aumenta. Facilmente um detento consegue adquirir internet e um computador, devido a corrupção existente nas cadeias brasileiras”.

PCC Rota polícia celular

A FALSA ENTREVISTA DE

MARCOLA FOI ESCRITA POR

JABOR

Continuando com a entrevista:

GLOBO: – Você não têm medo de morrer?
– Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
GLOBO: – O que mudou nas periferias?
– Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Você s, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?
– Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
GLOBO: – Mas… não haveria solução?
– Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.
Sergei Tunin
Sergei Tunin

As máfias sempre defendem as ditaduras, a igreja, a família tradicional. São conservadoras e direitistas.

Sobre a entrevista de Marola, revelou Arnaldo Jabor:  “Eu escrevi nos jornais uma coluna em que inventei uma entrevista imaginária com um traficante preso do PCC. Na entrevista o personagem de ficção critica o Brasil de hoje e denuncia os erros das polícias e da sociedade. É um texto do qual eu me orgulho. É legal o texto. E todo mundo gosta, mas não acreditam que fui eu que fiz. Acham que é real a lucidez do bandido.”

O texto de Jabor, publicado em sua coluna de 23.05.2006 no jornal O Globo, vai sendo alterado conforme diferentes interesses políticos.

Não acredito no mando de um preso incomunicável. Marola constitui uma invenção da polícia para criar uma legenda de medo. Para informações comoventes e heróicas tipo governador Alckmin foi ameaçado de morte.

As favelas votam. São 1.100 favelas no Rio de Janeiro capital, e 2. 627 em São Paulo capital. Os favelados votaram em que candidatos nas últimas eleições para governador e prefeito?

Quem domina as favelas: os traficantes, as milícias, as polícias civil e militar?

Publica o jornal da OAB do Rio Grande do Sul: Voltou a circular, na Internet, uma entrevista, supostamente concedida pelo bandido“Marcola” a Arnaldo Jabor e que teria sido publicada pelo jornal O Globo, sem data e sem maiores referências. O texto na realidade foi ao ar, semanas atrás,  na Rádio CBN.

É puramente fictício, apenas mais uma crónica do Jabor. É possível ouvir o áudio em http://www.cbn.com.br. A entrevista, óbvio, não é verdadeira, mas assim mesmo é interessante (e preocupante). A entrevista ficcional revela o pavor do cidadão médio (medianamente intelectualizado) com o que está acontecendo e, ao mesmo tempo, uma certa consciência ingênua do papel do Estado. E revela também, infelizmente, uma certa visão autoritária (ao sugerir “uma ´tirania esclarecida´, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo… e do Judiciário…”).

Independentemente da veracidade, o texto é um sintoma preocupante, um sinal alarme. Se não foi “Marcola”, alguém pensou, falou ou escreveu isso, que está tendo eco na medida em que os que recebem a falsa mensagem, a replicam voluntariamente.

Essa sensação atinge, especialmente desde sexta-feira, os operadores do Direito ao constatarem, como efeitos da “Operação Hurricane” que, mais uma vez, magistrados de tribunais superiores, policiais e advogados  fazem parte de um esquema de um ativo e potente esquema de corrupção.

E que não são teses jurídicas ou respeito ao direito que sustentam e concedem certas liminares – mas que estas tem íntima ligação com polpudas propinas. É a história do “me dá$ que eu te concedo…”