O primeiro dia da Copa em São Paulo

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Pela Copa da África, marcada pela corrupção e ditadura da Fifa, fui contra o evento no Brasil.

Os jornalões brasileiros promoveram a Copa 2014 no Brasil, notadamente as organizações Globo.

Lula disse sim.

Aécio Neves disse sim.

Fernando Henrique disse sim.

Marina Silva disse sim.

Eduardo Campos e mais onze governadores, pelo desejo de construir os estádios, disseram sim.

Depois dos investimentos do governo da União, dos governadores e prefeitos, o movimento não ter Copa perdeu o sentido, desde que era um compromisso assumido pelo Brasil com os países que ora participam do mundial do futebol.

Incentivados pelos chamados movimentos sociais, com todo tipo de infiltrados, grupos decidiram continuar com os protestos de 2013, agora com a participação de partidos políticos que disputam a presidência da República.

Ora, ora, se é para conter protestos, que a polícia aja dentro e fora dos estádios. Mas a polícia apenas bate no povo que não pode comprar ingressos para assistir os jogos. Dentro dos estádios se pode mandar uma autoridade tomar naquele lugar. Que a polícia não bate nas elites. Na rua, qualquer reclamação tem pancadaria.

 

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Registram os advogados ativistas: O primeiro dia iniciou-se em São Paulo com o sítio à cidade, exercido pelas forças de segurança pública.

Segundo atendimento realizados pelo grupo de socorristas, GAPP, durante o dia foram realizados ao menos 37 socorros a manifestantes, decorrentes de diversos tipos de lesões, como ferimentos por estilhaços de bombas, balas de borracha, asfixia por gás lacrimogênio e mecânica decorrentes de esganadura, bem como de reiterados golpes de cacetetes.

Foram realizadas ao menos 47 detenções, sendo que diversas prisões sequer eram informadas aos advogados, ou permitido o acompanhamento visual da atuação policial.

· bloqueio de vias e interdição de ao menos parte do transporte público, com a finalidade de comprometer a mobilidade dos manifestantes e, desta forma, sua tendência de deslocamento em direção ao perímetro de exclusão imposto pela FIFA – organizador da Copa;

· revistas pessoais realizadas por policiais em transeuntes, sem qualquer fundamentação legal;

· policiais trajados com farda sem tarjeta de identificação funcional ou identificação alfanumérica de 10 dígitos, ou ainda de modo a não evidenciar qualquer tipo de identificação;

policiais portando armas de fogo (inclusive de grosso calibre como metralhadoras e escopetas 12mm) durante contenção e operações antidistúrbio;

· civis atingidos por estilhaços de bombas, balas de borracha, golpes de cacetete e socos;

· intimidação e constrangimento ilegal contra manifestantes por meio de gritos e gestos ameaçadores;

· impedimento de atuação dos advogados durante o acompanhamento de revistas pessoais, bem como no registro de material probatório, quando das agressões ou abusos de autoridade;

· impedimento, com violência deliberada, de atuação dos jornalistas no exercício da profissão, tendo sido tomados como alvo por reiteradas vezes pelas forças de segurança;

· impedimento da atuação dos Observadores Legais na coleta de material estatístico e probatório durante a manifestação, por meios ostensivamente impeditivos;

· seguranças do serviço privado do metrô realizando revistas pessoais nos usuários, de modo totalmente ilegal;

· prisões ilegais infundadas, justificadas como sendo para averiguação – instrumento, aliás, inexistente no ordenamento jurídico brasileiro. No ano em que se completa o cinquentenário da ditadura militar no Brasil (1964-1985), é no mínimo irônica a utilização de um expediente tão característico período ditatorial.

· tiros de armamento balístico menos letal e elastômero (bala de borracha), feitos acima da linha da cintura – como indicam os orifícios feitos a bala nos para-brisas de veículos, a cerca de 1,5m do solo.

· veículos atingidos no seu interior por bombas de gás-lacrimogênio.

· policiais militares e supostos policiais civis (não fardados), em duas ocorrências distintas, com agressão e rapto de manifestantes, introduzindo-os a força em veículos descaracterizados, não oficiais. Sem direito de registro do nome do condutor, evadindo-se os veículos para local desconhecido, perante a população que registrava as ocorrências em vídeo e foto, em plena luz do dia.

· depois de registrar cenas de espancamentos perpetrados por policiais militares, um manifestante, por eles perseguido, refugiou-se em residência próxima àquela ocorrência, obtendo guarida dos proprietários da casa. Somente depois de aproximadamente uma hora de refúgio – com a Polícia Militar todo o tempo à frente do imóvel – foi possível a retirada do manifestante perseguido, em segurança, na companhia de representantes dos Advogados Ativistas e Observadores Legais;

· utilização de bombas e armas de fogo em um posto de gasolina;

· utilização de bombas com data de vencimento raspadas;

· acusações de crimes infundadas aos manifestantes, com diversas tentativas de flagrantes forjados;

· agressão deliberada de policiais militares a uma criança de nove anos de idade e seu cão, sem motivação;

· agressão reiterada a equipes de socorristas que insistiam na prestação do socorro às vítimas dos próprios agentes de segurança;

· tentativa, por parte dos policiais militares, de esvaziamento de uma estação do metrô, obrigando os usuários a saírem rapidamente da estação sob tiros e golpes de cacetete. Leia mais. 

 

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PEDÁGIO, o mais cobiçado presente

 Edward Coutinho
Edward Coutinho

 

Pedágio rende mais que o tráfico.

Nas estradas medievais, na Europa, era uma cobrança dos salteadores de estradas.

E assim é no Brasil hodierno. Coisa de bandido. Dos amigos dos governadores e obscuros leilões no governo da união dos corruptos.

Uma safadeza que começou com as privatizações do Brasil por Fernando Henrique.

 

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VEJA QUE MENTIRA. QUE LOROTA BOA.

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Das responsabilidades dos governadores e prefeitos e obras superfaturadas da Copa

Protestar sim, mas antes é preciso saber quem idealizou e/ou paga e incentiva o povo ir para as ruas. Pode ser um movimento nazista/direitista ou um movimento anarquista/esquerdista. Pode ser um movimento partidário, campanha eleitoral de Aécio, Dilma, Eduardo Campos ou qualquer outro candidato a presidente. Pode ser um movimento libertário ou de retorno da ditadura. Pode ser, nas redes sociais, um rolezinho dos negros favelados ou uma suruba da elite branca conservadora.

Casseta & Planeta. Inspirados em um post do Tico Santa Cruz. copa futebol

Veja quanto enganoso pode ser o jogo dos protestos de rua:

Os hospitais públicos bem equipados. Os hospitais podem ser federais, estaduais e municipais. Os postos de saúde, na sua maioria, são das prefeituras.

As escolas são estaduais (ensino do segundo grau) e municipais (ensino do primeiro grau). As universidades, na sua maioria, são federais. As greves de professores são sempre realizadas por professores das redes de ensino municipal e estadual e de empresas privadas. Governadores e prefeitos e o patronato pagam salários indignos. Em São Paulo, uma greve de professores já passou dos 30 dias.

Mais segurança. Governadores comandam verdadeiros exércitos. São Paulo tem uma polícia militar com um efetivo de cerca de cem mil soldados estaduais, uma força maior do que a de vários países. E acrescente a polícia civil que está cada vez mais armada. É difícil distinguir hoje um soldado do exército, da polícia militar e um agente da polícia civil.

A polícia civil de Pernambuco
A polícia civil de Pernambuco

Quem cuida do transporte nas cidades? O prefeito. Existem estradas municipais, estaduais e interestaduais.

Da construção de moradias. Veja um exemplo: Marco Maciel, governador de Pernambuco, construiu cem mil moradias. Mais do que todos os outros governadores juntos que lhe sucederam.

Pedem cadeia para os políticos e empresários corruptos, e esquecem que quem prende e condena é a justiça. Que polícia estadual investiga crimes de políticos e empresários? Os soldados estaduais e policiais civis apenas investigam os crimes dos pobres.

Precisamos conhecer as responsabilidades dos governantes, dos legisladores e dos juízes.  Toda reivindicação, toda reclamação deve ser dirigida à autoridade competente.

Não seja inocente útil. Vá para as ruas do povo consciente dos seus deveres de cidadania.

Não seja vítima do jogo duplo da imprensa. Não existem duas verdades.
Não seja vítima do jogo duplo da imprensa. Não existem duas verdades.
Não esqueça nunca: os governadores reivindicaram os jogos da Copa e construíram os estádios
Não esqueça nunca: os governadores reivindicaram os jogos da Copa e construíram os estádios

 

Movimientos sociales exigen mejoras sociales y denuncian el gasto del Mundial

por José Manuel Rambla

Diferentes movimientos sociales brasileños abrieron ayer (8 de mayo) con una manifestación en São Paulo un programa de movilizaciones que se prolongará hasta el inicio de la Copa, con el que pretende reclamar derechos básicos, al tiempo que denuncian el esfuerzo que la organización del Mundial ha supuesto para las arcas públicas.
Entre los participantes en estas acciones se encuentraban más de un millar de miembros del Movimiento de Trabajadores Sin Tierra (MST) que llegaron a la ciudad el día anterior dentro de su jornada Nacional de Lucha por la Reforma Agraria.

Los manifestantes realizaron diversos cortes de tráfico en diversos puntos de la ciudad, incluida la céntrica avenida Paulista, y ocuparon simbólicamente las sedes de varias de las principales empresas beneficiadas por las obras de la Copa. La protesta se producjo precisamente el mismo día que la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, llegaba a São Paulo para inaugurar el estadio de Itaquerão donde el próximo 12 de junio se celebrará la ceremonia de apertura del Mundial.

Los promotores de esta campaña, que lleva por lema “Copa sem Povo, Tô na Rua de Novo”, vertebra sus reivindicaciones a partir de seis ejes, con los que simbólicamente pretende equiparar los retos sociales del país con las seis copas ganadas por la selección brasileña. Uno de esos ejes básicos es el de la vivienda. De hecho, uno de los grupos de manifestantes fue el del Movimiento de Trabajadores Sin Techo (MTST) que reivindicó la construcción de viviendas sociales en un terreno de 68.000 metros cuadrados ocupado en São Paulo por esta organización. Los organizadores exigen además el control de los precios de los alquileres y la formación de una comisión nacional para la prevención de los desalojos forzados. Este protagonismo tuvo sus frutos cuando la presidenta Rousseff se reunió durante 20 minutos con Guillerme Boulos, uno de los líderes del MTST de São Paulo.

Otro de las reivindicaciones de los colectivos es mejoras en el sistema de salud pública. Para ello reclaman que se destine el 10% del PIB al sistema público de salud y que se ponga fin a las subvenciones estatales a los planes de salud privados y a las privatizaciones de servicios. El precio y la mejora del transporte público, que fue el detonante de las grandes manifestaciones de junio pasado, también está en la agenda de los manifestantes que reclaman la creación de un fondo federal para reducir el coste de los pasajes hasta llegar a una tarifa cero bajo control público. Igualmente, los movimientos sociales también exigen que se haga efectivo la financiación del sistema público de educación con el 10% del PIB, la ampliación y construcción de nuevas guarderías y el mantenimiento del sistema de cuotas en las universidades que garantice la presencia de las minorías.

En el ámbito de la justicia, la campaña plantea la reclamación de una comisión nacional que estudie la violencia de Estado en las favelas y periferias urbanas, la desmilitarización de la policía militar y la eliminación de las medidas especiales contra manifestaciones y protestas. Por último, los manifestantes exigen que se permita la presencia de vendedores informales en las inmediaciones de los estadios durante la Copa, prohibida y restringida por imposición de la FIFA y una prevención efectiva de la explotación sexual.

Otro trabajador muerto en accidente

La plataforma de movimientos sociales también pide que se garantice una pensión vitalicia para los familiares de los trabajadores muertos o heridos durante las obras de preparación del Mundial. Una reivindicación que ayer vuelve a estar plenamente de actualidad tras el accidente que se cobró la vida de un operario que trabajaba en las obras del estadio de Cuiabá, una de las sedes del Mundial. El fallecido, de 32 años, murió como consecuencia de una descarga eléctrica. Este es el noveno trabajador que pierde la vida durante los trabajos preparatorios del Mundial.

El Mundial de Fútbol de Brasil comenzará el próximo 12 de junio. La preparación del mundial, así como de las Olimpiadas que en 2016 se celebrarán en Rio de Janeiro, ha supuesto una inversión de 25.600 millones de reales (unos 8.200 millones de euros), de los cuales 8.900 millones de reales (unos 2.870 millones de euros) se corresponden con la construcción y remodelación de estadios. Solo en el caso de los estadios, el coste de la inversión ha sido un 300% superior al inicialmente previsto. Además, las obras de infraestructuras y reurbanización han supuesto el desplazamiento a más de 200.000 personas, en su mayoría residentes en favelas y comunidades irregulares.

En los últimos tiempos se están incrementando los actos de protesta contra la Copa del Mundo. Sin embargo, hasta el momento su impacto está siendo mucho menor que el de las grandes movilizaciones del pasado año que sacaron a la calle a millones de brasileños. Por el momento, el movimiento está promovido por colectivos progresistas, vinculados a movimientos sociales tradicionales. No obstante, en los últimos tiempos también se están incrementando los llamamientos a través de las redes sociales autodefinidos de apolíticos, pero con un perfil conservador, aunque su plasmación en la calle está siendo hasta ahora nula. Pese a todo, el gobernante Partido dos Trabalhadores está incrementando también sus iniciativas en las redes sociales en apoyo de la Copa, en un intento de contrarrestar las críticas a un evento cuya cuenta atrás para su comienzo ya ha empezado.

 

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Uma Copa de bola cheia

Brum
Brum

Romário chama os dirigentes da FIFA de “ladrões”

 

por María Martín / El País

 

O ex-jogador e deputado federal (PSB-RJ) Romário não se conteve e honrou seu papel de principal crítico da bilionária organização da Copa de 2014 no Brasil ao não poupar insultos e acusações contra a FIFA. Em uma entrevista nesta quarta-feira ao programa esportivo Bate-Bolada ESPN Brasil, Romário colocou na mira o presidente da entidade organizadora, Joseph Blatter e seu secretário-geral, Jérôme Valcke, aos quais dedicou palavras como “ladrões”, “filho da puta” e “chantagista”.

“Ele mesmo [Valcke] acabou de dizer que a Copa no Brasil pode ser uma das piores da história da FIFA. Esse cara vem aqui no país, manda, desmanda, fala, desfala, e todo mundo bate palmas. Esse cara é um dos maiores chantagistas do esporte mundial. Ele foi mandado embora, depois fez uma chantagem com o presidente da FIFA que é um ladrão corrupto, filho da puta…”.

Diante dos risos contidos dos comentaristas, Romário manteve o tom crítico contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e insinuou que está havendo corrupção na organização dos preparativos brasileiros para sediar o torneio. “A CBF tem dois ratos, o [presidente José Maria] Marin e o [candidato à presidente Marco Polo] Del Nero, e a FIFA tem dois ladrões”, afirmou Romário pelo telefone. “A FIFA têm dois ladrões conhecidos pelos brasileiros, que é o Blatter e o Jérôme Valcke. Os caras vão ficar bilionários com a Copa do Mundo e está tudo certo. E esse é o nosso governo, a nossa presidenta, os nossos secretários [estaduais], que também estão enriquecendo”, disse o melhor futebolista do mundo em 1994. [Esqueceu de citar os governadores, principalmente o de Pernambuco, que é candidato dele, Romário, a presidente]

Não é a primeira vez que o deputado desabafa contra os investimentos bilionários com dinheiro público que a organização do evento tem feito –o Brasil já gastou mais do que a Alemanha e a África do Sul juntas na construção de arenas para o torneio. Para concluir sua fala, Romário criticou o estado da Arena de Curitiba que, só depois de mais um investimento milionário, foi reconfirmada como sede da Copa no último dia 18 de fevereiro. “A gente já gastou um absurdo com a Copa do Mundo, e daqui para frente vai ficar mais absurdo ainda. Muitas dessas obras como, por exemplo, o Estádio do Atlético-Paranaense estão em fase emergencial. As licitações não devem ser mais daquelas formas burocráticas, para que o dinheiro entre. E uma coisa que custaria 20 vai custar 60”.

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Alpino
Alpino

O movimento não vai ter Copa e os governadores que construíram arenas na campanha presidencial

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Os jornalões conservadores apóiam a política de repressão aos protestos de rua dos governadores tucanos. O governador Geraldo Alckmin considerou que a ação da “tropa do braço” durante protestos em São Paulo contra a Copa do Mundo, no sábado (22), teve “êxito”.

“A operação ‘tropa do braço’ foi muito bem sucedida. Nós tivemos menos confronto, menos violência, menos depredações, menos pessoas feridas, menos estragos de uma maneira geral. Acredito que a tática usada pela Polícia Militar teve êxito sim”, afirmou o governador, conforme noticiou o G1 (Globo). Durante o protesto, a corporação usou um grupo de policiais treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, para cercar e isolar manifestantes.

Se Dilma colocar nas ruas o Exército, a Polícia Federal, a Força Nacional vai ter o mesmo apoio da imprensa elitista e da imprensa da direita?

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Os jornais e revistas que defendem as manifestações contra Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Nicolás Maduro vão noticiar sem carregar nas tintas os possíveis confrontos das forças de segurança de Dilma com o povo?

A repressão não segura o povo. Transcreve o G1 hoje informe da agência France Press, denunciada por Maduro, como propagadora de notícias falsas:Algumas vias de acesso a Caracas a partir do leste e muitas ruas internas foram cortadas durante a manhã de segunda-feira por pequenos grupos de manifestantes, que deixavam os pontos de bloqueio antes da chegada da polícia para protestar em outras áreas.

Uma repórter da AFP foi testemunha do verdadeiro jogo de gato e rato em Trinidad, onde manifestantes montavam barricadas em uma rua interna. Quando a polícia se aproximou, eles deixaram o local para estabelecer um novo ponto de protesto, enquanto os agentes tentavam desmontar a primeira.

“Nos tiraram até o medo”, afirmava um cartaz de uma manifestante, perto da avenida que liga Caracas ao subúrbio ao leste.

“Resistência sim, praia não”, escreveu outro manifestante no mesmo local, em referência ao iminente feriado de carnaval.

A Venezuela é cenário de protestos desde 4 de fevereiro, quando estudantes de San Cristóbal (oeste) saíram às ruas para protestar contra a insegurança. Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país, com a participação da oposição e confrontos noturnos que deixaram pelo menos 10 mortos. [No Brasil, os protestos começaram em junho, e registram doze mortes]

No setor de “Los Palos Grandes”, uma mulher tentava acordar os vizinhos enquanto caminha por uma rua batendo em uma panela e aos gritos de “A protestar, para a rua”.
Notícias procedentes de Valencia (norte, terceira cidade do país e cenário de distúrbios nos últimos dias) registraram incidentes durante a manhã entre manifestantes e oficiais da Guarda Nacional.

Testemunhas afirmaram ao jornal El Carabobeño que agentes usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes, que bloquearam a avenida Universidade no bairro de Naguanagua.

Repetindo: Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país.

Dizem que o futebol no Brasil é uma religião. Certamente que a Copa do Mundo vai explodir corações. E para o cenário ficar mais tenso: a imediata campanha eleitoral com partidários fanáticos dos extremos da direita e da esquerda.

Sabem os jornalões que, para uma eleição perdida, o jeito é apostar nas mais baixas emoções, na propaganda marrom, no terrorismo dos infiltrados, na propaganda fúnebre, na propaganda implícita, na propaganda subliminar etc.

As manifestações espontâneas sempre acontecem próximo dos locais de trabalho ou residência dos protestantes. Noutros locais é preciso um dinheiro que a população da classe média baixa ou pobre não tem: transporte, alimentação etc.

Os gastos com o deslocamento das tropas militares são equivalentes aos da mobilização das multidões.

Dilma que se cuide de uma cilada.

As manchetes de hoje na Venezuela:

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O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos não nega o favoritismo da presidenta, mas alerta que muita coisa pode acontecer

por Eduardo Miranda e Octávio Costa

Neste ano em que seminários e debates lembrarão o cinquentenário do golpe militar de 1964, o cientista Wanderley Guilherme dos Santos será referência obrigatória. Seu texto “Quem dará o golpe no Brasil”, publicado em 1962, acertou em cheio ao antecipar a derrubada do presidente João Goulart. Famoso desde aquela época, ele produziu uma obra respeitada no Brasil e no exterior. Em 2004 recebeu prêmio da Academia Brasileira de Letras pelo livro “O cálculo do conflito: estabilidade e crise na política brasileira” e, em 2011, assumiu a direção da Casa Rui Barbosa a convite da presidenta Dilma Rousseff.

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Em entrevista ao Brasil Econômico, o professor aposentado de Teoria Política da UFRJ e fundador do Iuperj, apesar de sua capacidade de projetar os fatos, não se arrisca a fazer um vaticínio sobre a sucessão presidencial. “Ainda é cedo, falta muito tempo. Em 55, a UDN estava com a faca e o queijo na mão para ganhar a eleição, não fosse o suicídio de Getúlio Vargas. Não precisa do suicídio de ninguém, mas, de repente, tudo muda”. A cautela não impede que ele reconheça o favoritismo de Dilma e diga que o quadro atual “não está fácil para a oposição”, porque sempre que se faz uma crítica, “Dilma vai e cria um programa”. Se há um desafio hoje para o governo, é o do investimento em infraestrutura e na inovação tecnológica, mas, em sua opinião, “esse é um bom problema”. Quanto às manifestações e protestos previstos para a Copa do Mundo, o professor afirma que não representam de forma alguma ameaça à democracia. Ao contrário: as manifestações de rua, diz ele, mostram instituições democráticas fortes no país.

As pesquisas apontam um grande favoritismo da Dilma.

Mas o Lula não tinha esse favoritismo no início da campanha e depois ganhou. A Dilma, na metade da campanha de 2010, também ganhou. Na hora do voto, é sempre complicado. Mesmo a classe média que está deslumbrada, gostando muito da Dilma, pode chegar na hora e votar diferente. Fiz um levantamento da margem de vitória de Collor para cá. Só Lula, em 2006, justamente depois do mensalão, teve 56% dos votos. A Dilma teve 53% de votos válidos. Não só aqueles que estão protestando vão deixar de votar, como também aquele cara que acha que as coisas melhoraram e podem melhorar mais, aí vota num Aécio, num Joaquim Barbosa. Portanto, ainda é cedo para cravar a vitória de Dilma. Eu não me arrisco, é difícil. Leia mais

O pastoril do ter ou não ter Copa

Paulo Henrique Amorim reproduz texto e vídeo de Eduardo Guimarães

Nero
Elefante Branco

“NÃO VAI TER COPA”
É DO PSOL, REDE E PSTU

“25 de janeiro de 2014. Cheguei por volta das 17 horas à avenida Paulista para cobrir o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil que partiria do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se espraiaria pelo centro velho da capital, onde, para variar, terminaria mal.

Naquele momento, encontro a pista sentido Consolação interditada pela Polícia Militar, que, organizada em forte aparato, inclusive com cobertura de dois helicópteros, acompanhava a concentração em frente ao museu.

Quando cheguei, havia cerca de 300 manifestantes. Em algum tempo mais somavam uns 700, na melhor das hipóteses.

Para compensar o pequeno número, deixaram deserto o vão livre sob o Masp e ocuparam a pista dos veículos de forma a atrapalhar o trânsito e produzir sensação de maior número, até porque se misturavam com os transeuntes.

Na quase totalidade, eram estudantes universitários de classe média e alta. E alguns poucos homens e mulheres maduros e do mesmo estrato social. E muita polícia. Provavelmente, metade do número de manifestantes.

Conversei com vários integrantes do movimento, mas nenhum quis gravar entrevista. Contudo, consegui a informação de que, em grande parte, eram militantes do PSOL, do PSTU e da Rede (de Marina Silva).

Cartazes contra políticos, só vi contra Lula e Dilma”.

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Cartazes contra Lula e Dilma favorecem os tucanos Aécio, Alckmin (que estava representado pela polícia) e Fernando Henrique.

Também favorecem Eduardo Campos  do PSB.

PSOl, REDE E PSTU não jogam a partida final da Copa do Mundo nem construíram estádios.

Escreve Eduardo Guimarães: “Entrevistei uma moça e um casal. A mulher do casal deu-me um depoimento interessante. Disse que quando Lula conseguiu que o Brasil sediasse a Copa, todo mundo aplaudiu. Ninguém falou nada. Agora já não haveria sentido em protestar”.

Mais do que aplaudir, Eduardo Campos construiu um estádio. E os tucanos, em Minas Gerais, outro.

E o PT entra nessa de “Vai ter Copa” contra a turma do “Não vai ter Copa”.  Uma polarização idiota. Uma das leis da propaganda política ensina que um candidato deve evitar temas controversos.

É tão fácil sair dessa armadilha, mas os bem pagos marqueteiros não conseguem…

Brasil protesto estádio copa futebol