Justiça amiga esconde o camarote de luxo do prefeito do Recife

A ditadura judicial silencia uma jornalista on line. Bom lembrar que o atual governador de Pernambuco e o prefeito do Recife são funcionários marajás do Tribunal de Contas de Pernambuco. Um Tribunal de faz de conta que faz as contas notadamente dos prefeitos.

Pobre Pernambuco.

Reina a escuridão imposta pelos inimigos da claridade, os que vivem do segredo eterno, da brincadeira de esconde-esconde no reino encantado onde uma principesca minoria come e o povo em geral passa fome mais os funcionários aposentados e pensionistas do governo do Estado de Pernambuco e da prefeitura do Recife que não possuem os ricos ordenados dos desembargadores, dos delegados, dos coronéis, dos fiscais, isto é, dos que multam, prendem e condenam os sem teto, os sem terra, os sem nada.

Escreve Noelia Brito hoje: Cumprindo fiemente a ordem judicial que censurou meu Blog e minhas Redes Sociais sob pena de multa diária de DEZ MIL REAIS. A ordem foi da Juíza da 15ª Vara Cível a pedido de interpostas pessoas de Geraldo Júlio

 

 

Secretários e Chefe de Gabinete de Geraldo Júlio são citados em Ação de Improbidade por farra dos Camarotes da Copa

 

 

Em maio, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) noticiou o ajuizamento de duas ações civis públicas por improbidade administrativa contra secretários da mais alta confiança do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, quais sejam, os secretários João Guilherme de Godoy Ferraz (chefe do gabinete de Projetos Especiais) e Alexandre Rebelo Távora (secretário de Planejamento e Gestão da Cidade do Recife), bem como contra seu Chefe de Gabinete, Rodrigo Mota de Farias, por terem autorizado a aquisição, com o dinheiro dos contribuintes do Recife, sem licitação, de um camarote na Arena Pernambuco, durante a Copa das Confederações. Contra George Gustavo de Mello Braga (secretário de Esportes e Copa do Mundo) e Danilo Moreira da Silva (secretário executivo da Copa do Mundo) pesa a responsabilidade pela aquisição de mais 459 ingressos para o mesmo evento esportivo. Segundo o MPPE, as aquisições autorizadas pelos principais assessores de Geraldo Júlio, “se distanciam da tutela do interesse público em prol de interesse privado da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e configuram desvio de finalidade”.

O MPPE recebeu informações do Grupo de Trabalho Copa do Mundo, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), acerca de diversas despesas efetuadas por vários entes públicos, dentre estes, a Prefeitura de Cidade do Recife, na aquisição de camarotes e ingressos para a Copa das Confederações 2013, da qual Pernambuco foi uma das sedes. O 27° promotor de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital com atuação na Promoção e Defesa do Patrimônio Público, Eduardo Cajueiro, diante das denúncias recebidas, instaurou o inquérito civil n°009/2014 e confirmou a ilicitude dos fatos ali narrados, constatando que a farra com o dinheiro público promovida pela equipe de Geraldo Júlio, durante a Copa das Confederações teria gerado um prejuízo, para o povo do Recife, da ordem de R$201.181,05, devidamente atualizado, com juros e correção monetária, desde a data do efetivo pagamento, vez que lhes cabem responsabilidade pela condução e decisão proferida nos autos do processo de inexigibilidade de licitação n°01/2013, que resultou na aquisição do Programa Oficial de Hospitalidade à empresa Match Hospitality Serviços Ltda., para assistir aos jogos da Copa das Confederações 2013, na Arena Pernambuco, com relação à compra do camarote.

A segunda ação movida contra George Gustavo de Mello Braga (secretário de Esportes e Copa do Mundo) e Danilo Moreira da Silva (secretário executivo da Copa do Mundo) tem o objetivo de fazê-los recolherem solidariamente os recursos públicos gastos na compra dos 459 ingressos para a Copa das Confederações Fifa 2013, no valor de R$53.808,00, também devidamente atualizado, vez que lhes cabe responsabilidade pela condução e decisão proferida nos autos do processo de inexigibilidade n°02/2013, que resultou nessa compra.

O promotor de Justiça Eduardo Cajueiro, durante a condução do inquérito civil, solicitou a relação nominal daqueles a que foram destinados os 459 ingressos, bem como a relação nominal dos convidados para o camarote adquirido pela Prefeitura da Cidade do Recife, além das cópias legíveis dos Processos de Inexigibilidade n°001/2013 e 002/2013.
Em resposta a solicitação do MPPE o Gabinete da Secretaria Executiva da Copa do Mundo e Legado (Secopa) reafirmou que “a aquisição dos aludidos ingressos resultou da política governamental de propiciar a participação dos estudantes da rede municipal de ensino do Município do Recife em evento de porte internacional”. Quanto ao Camarote, a Secopa informou que a contratação decorreu da “singular oportunidade de aproximar e de ser efetivada a prospecção direta pelo prefeito e por seus principais agentes investidos na implantação da atual política, em face de potenciais investidores locais, nacionais e estrangeiros, com interesses no desenvolvimento e fortalecimento do turismo, da cultura e lazer. O objetivo do camarote é ter um espaço dentro do evento para promover relações institucionais com convidados”.

De acordo com o relatório do inquérito civil n°009/2014, ao se fazer a leitura dos convidados do camarote observou-se diversas autoridades locais e até familiares.

De igual maneira, a leitura da lista de distribuição dos ingressos, uma vez que a compra foi justificada com o objetivo da necessidade de participação dos estudantes da rede municipal de ensino no evento, observou-se, além dos servidores de algumas unidades escolares, servidores da secretaria de Esportes e Copa do Mundo, integrantes da Equipe Técnica da Secretaria Municipal de Educação e do Comitê da Copa do Mundo (estes ocupando os mais diversos cargos).

O desvio de finalidade identificado nas aquisições traz como consequência a ilegalidade e nulidade da despesa, que ficou distanciada do interesse público para tutelar interesse exclusivamente privado, sem qualquer benefício ou legado para a população. “A discricionariedade do administrador não pode desbordar os limites impostos pelos princípios constitucionais, dentre outros, a moralidade, economicidade e razoabilidade”, reforçou o promotor de Justiça no relatório do inquérito civil.

No despacho, o Juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Dr. Djalma Andrelino, manda que o Município do Recife se manifeste se vai aderir à ação, juntando-se ao Ministério Público de Pernambuco no combate a essa farra com o dinheiro público, (trecho suprimido por censura judicial da Juíza da 15ª Vara Cível do Recife na ação nº 0023782-77.2015.8.17.2001) ou se será cúmplice do que já está sendo chamado de “farra dos reis do Camarote do Recife”. Com a palavra, o Prefeito Geraldo Júlio.

*(Post editado em 30/11/2015 por determinação judicial da Juíza da 15ª Vara Cível do Recife na ação nº 0023782-77.2015.8.17.2001)

 

Até hoje permanece encantado o preço do escondido estádio construído na Mata de São Lourenço em Pernambuco. Com certeza o coliseu mais caro do mundo

Arena do Coliseu de Pernambuco. Foto de Eduardo Matino
Arena do Coliseu de Pernambuco. Foto de Eduardo Matino
Os camarotes para você assistir os jogos no luxo e na luxúria
Os camarotes para você assistir os jogos no luxo e na luxúria

“O novo mandatário da Capitania hereditária de Pernambuco foi empossado, no dia 1 de janeiro de 2015, falando em um novo federalismo.

Como auditor do Tribunal de Contas do estado, ex-coordenador administrativo do TJ (onde tem um irmão) e ex-secretário da Fazenda, o mais novo integrante da oligarquia pernambucana deve saber que um novo federalismo só se faz com reforma tributária e a União”, escreve Michel Zaidan Filho, que sofre assédio judicial do governador Paulo Câmara Ardente.

O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, ex-secretário de Planejamento também é funcionário concursado do Tribunal que faz de contas que faz as contas. Lá trabalha a viúva de Eduardo Campos.

O próprio Eduardo, que pediu para Dilma nomear Ana Arraes, nome de solteira, ministra do Tribunal de Contas da União do Brasil, foi secretário da Fazenda. E acusado de pagar escandalosos precatórios, conforme denúncias de Jarbas Vasconcelos então candidato a governador vitorioso nas eleições que derrotaram Miguel Arraes (1998).

De toda essa gente doutora em contas, a notícia, na época da inauguração, de que o Itaipava Arena Pernambuco, estádio construído na Mata de São Lourenço custou a bagatela de 532 milhões de reais.

A obra orçada em 479 milhões, hoje “O valor é 55% acima do contrato original, transformando o estádio no 4º mais caro do último Mundial”: 743 milhões, informa Cassio Zirpoli.

“Em relação ao fato de Odebrecht ter entregue ao Tribunal de Conta do Estado um relatório informando apenas o custo original (R$ 479 mi), Raul Henry defendeu o ato, pois o contrato original com a empresa não exigia uma planilha de custos unitários, conforme exigido pelo TCE-PE, mas com os seus recursos na obra (como guindastes utilizados, operários contratados etc)”. Leia mais

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Apesar de todos os doutorados em taboada, continua aberto 0 custo final do estádio, que passou a ser investigado pela Polícia Federal.

Informou toda a imprensa que a PF deflagrou a operação Fair Play, que apura irregularidades na construção da Arena Pernambuco.

Até agora foi encontrado um rombo de 42,8 milhões de reais. Conheça a safadeza:

“Há uma projeção de superfaturamento [R$ 42,8 milhões], e a constatação com precisão matemática será o segundo passo da investigação”, disse o delegado da PF Felipe Barros Leal, no Recife. Segundo ele, será recolhido material para confirmar a alta no custo da obra e o valor exato que foi superfaturado.

“A fraude na concorrência internacional já está confirmada”, afirmou Leal. Segundo ele, a Odebrecht foi procurada para fazer o projeto do estádio um ano antes de sair a licitação. Quando o edital saiu, as concorrentes tiveram apenas 45 dias para elaborar uma proposta.

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no escritório da Odebrecht no Recife nesta sexta-feira na Operação Fair Play (Foto: Camila Torres / Globo Nordeste)
Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no escritório da Odebrecht no Recife nesta sexta-feira na Operação Fair Play (Foto: Camila Torres / Globo Nordeste)

Informa Vinícius Segalla: “A Odebrecth tem uma concessão para exploração do equipamento esportivo por 30 anos. Até lá, além do valor fixo que vem recebendo parceladamente por ter construído a arena, a empreiteira tem, por contrato, uma receita garantida de R$ 73 milhões por ano. Se a operação do estádio não resultar nesta receita, o contribuinte pernambucano completa o caixa da empreiteira baiana.

Conforme o UOL Esporte mostrou em reportagens recentes, por causa dessa cláusula contratual, o desembolso a mais do Estado com o estádio poderá chegar a R$ 1,76 bilhão, ou até ultrapassar esta cifra, fazendo com que o preço total da arena supere com folga a casa dos R$ 2 bilhões”. A putaria é maior do que se pensava. Veja

Carlos Augusto, do Jornal da Bahia, informou: na Operação Fair Play, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em sedes da construtora em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Os agentes também recolheram documentos na residência de dois sócios da empresa e na sede do Comitê Gestor de Parceria Público-Privada Federal, em Pernambuco.

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Os envolvidos na fraude responderão pelos crimes de organização criminosa voltada à corrupção de agentes públicos e à fraude em licitações.

Muito já se escreveu sobre o estádio escondido na Mata. Mas o governador de Pernambuco, empossado em 1 janeiro último, e que até agora nada fez, decidiu sair dos esconderijos do Palácio das Princesas para processar Michel Zaidan Filho que escreveu:
O povo de Pernambuco aguarda, ansiosamente, que Sua Excelência o governador do Estado, o PSB, família Campos, os ex-secretários de Eduardo Campos, à frente deles o ex-secretário da Copa, o Sr. Ricardo Leitão, venham explicar como entregaram a construção de uma obra de 500.000.000 de reais à uma Construtora, cujo o dono encontra-se preso nas dependências da Polícia Federal do Paraná, sem terem realizado concorrência pública, mesmo com o formato simplificado dos editais para a construção das obras da Copa do Mundo. E também como e porque superfaturaram as indenizações e compra de materiais na ordem de 70.000.000 de reais. Espera-se que o senhor governador da capitania Eduardo Campos use os dotes literários exercitados ontem na Folha de São Paulo para dar uma explicação cabal, clara e convincente sobre o favorecimento de uma Construtora, sob investigação, numa obra feita com recursos do BNDES, avalizada e intermediada pelo Governo do Estado.

Para sermos justos, o nome do falecido deveria ser transferido para a Arena Pernambuco, pois esta obra faraônica é o principal legado do ex-governador. Além, é claro, da imensa pletora das obras inacabadas que deveriam contribuir para a (i)mobilidade dos pernambucanos. Da dívida de mais de 8 milhões de reais. De uma política criminal que só faz aumentar o número de homicídios e rebelião e fuga de presos. Do sucateamento e privatização da saúde pública, entregue aos amigos do IMIP. Do aviltamento salarial dos professores da rede estadual. Do plano de educação elaborado às vesperas do fim do prazo. Da quadrilha que atuava dento da CPRH, desmantelada pela nova gestora.

Vossa Excelência deve explicar como funciona a democracia interna de seu partido, que concede por direito dinástico cargos de candidato a prefeito ao irmão do morto, de vereador, ao filho do morto. Afinal de contas, o PSB é um partido ou é uma oligarquia familiar? Continue lendo

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Governador Paulo Câmara Ardente prepara a cama do professor Michel Zaidan

Veja quanto a justa de Pernambuco persegue a verdade, e oculta o rombo de oito milhões no estádio que os ladrões construíram na Mata de São Lourenço para a Copa do Mundo

Alex Falco Chang
Alex Falco Chang

No Blog do Jamildo, Michel Zaidan escreve

O convite de Vossa Excelência

Tive a súbita honra de receber, nesta manhã, em minha residência, um jovem e simpático oficial de Justiça convidando-me para uma audiência na 7a Vara da Justiça Criminal de Pernambuco, com o Excelentíssimo Senhor Governador do estado, o sr. Paulo Henrique Saraiva Câmara.

O lacônico e singelo documento, assinado por uma servidor da Justiça chamado Elisan da Silva Francisco, não menciona o assunto. Apenas marca a hora, o dia e o lugar do encontro.

E uma advertência “em se tratando da parte, o não comparecimento da mesma implica na presunção de culpa perante os fatos contra ela alegados (art.343, 1o e 2o do CPC).

Deve ser um privilégio do cargo (não só a celeridade do rito de inculpação), mas o poder de convocar uma pessoa a “prestar depoimento pessoal”, sob assunto não mencionado, sob pena da presunção confessada dos fatos contra si alegados.

Que fatos?

Que denúncias?

Que crimes?

Onde fica a presunção de inocência? O devido processo legal? O direito do contraditório….quando o litigante é o governador do estado?

Por quê Vossa Excelência não teve a gentileza de declinar as razões de tão honroso convite?

– Teria sido, por acaso, pela publicação no Blog de Jamildo de um pedido de explicação sobre as denúncias da Polícia Federal de superfaturamento e favorecimento a uma empresa construtora, por ocasião da contratação das obras da Arena Pernambuco, na operação Fair Play?

Gostaria de dizer que não fui denunciado pela PF nessa operação. Não tenho ligações com a Construtora Odebrecht, não fui beneficiado pelo favoritismo da “concorrência”. Não sou servidor público estadual e nem tenho negócios com o estado.

SOU PROFESSOR TITULAR DA UFPE, e não moro na Várzea.

Na breve convivência com a “entourage” do ex-governador, seja nas reuniões de Boa Viagem, seja em sua mansão do Sítio dos Pintos, ou na Pousada de Olinda, não tive o prazer de conhecer o digno mandatário.

Tive sim com o prefeito Geraldo Júlio, na Assembléia Legislativa. Para mim, é frustrante ser convidado por ele, sem saber exatamente de que se trata.

Candidamente, o portador do convite perguntou se era proibido fazer crítica às autoridades públicas em nosso estado. Ou se o estado tinha dono. Pura inocência, a dele!

Um mandatário popular (prefeito, governador, presidente) recebe uma autorização pelo voto para tomar decisões políticas e administrativas, respeitando os comandos constitucionais e as demais leis do país e do estado. Ele, portanto, deve satisfação aos seus representados.

Não pode prometer uma coisa e fazer outra. Ou seja, um auditor de contas, transformado em secretário da Fazenda e eleito governador, não pode simplesmente alegar o desconhecimento de fatos graves, como o “rombo” de 8.000.000.000 nas contas estaduais, atender às exigências de pagamento da Arena Pernambuco (40.000.000) e dizer que não tem dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública, o esgotamento sanitário, o poder judiciário etc.

E colocar a culpa no governo federal ou no ajuste fiscal ou na lei de responsabilidade fiscal ou na crise mundial ou seja lá no que for.

É como se praticasse um estelionato eleitoral para com os eleitores, aproveitando a comoção pública pela morte do seu patrono político.

Como dizia o outro, quem não tem competência, não se estabelece.

O que não dá é para o povo de Pernambuco aguentar as consequências desse descalabro administrativo, pela eleição de um gestor que pressupunha um chefe ou um comandante que desapareceu. E agora Jose? Para onde?

Aqueles que confiaram o seu voto e mesmo os que não confiaram o seu ao atual governador do Estado têm todo o direito de saber o que aconteceu com as contas públicas de Pernambuco e qual a relação da política e dos políticos pernambucanos com as denúncias publicizadas com a delação premiada dos réus da Operação Lava Jato, da construção da Refinaria Abreu e Lima e, agora, da Arena Pernambuco.

É sobre esses assuntos que o governador quer conversar?

OUTRO LADO:

O Blog de Jamildo entrou em contato com a assessoria do governador, que declarou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Nota do editor deste blogue: O caso Zaidan pode ser uma repetição do caso Ricardo Antunes, preso político do governador Eduardo Campos, que odiava a claridade. Veja link. 

Pernambuco está assim: Todo mundo é livre para meter o pau em Dilma, em Lula, e calar qualquer crítica sobre os becos e ruas escuras de Pernambuco.

Que reine as trevas!

As ligações perigosas da Odebrecht com o governador Eduardo Campos. Auditoria do TCE condena a Arena Pernambuco

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Estudo não divulgado do Núcleo de Engenharia do Tribunal de Contas aponta “regras danosas” ao erário, “agressão” ao princípio da economicidade e sugere como solução a extinção do contrato com o Consórcio Odebrecht.

“Regras danosas” e “agressão” ao princípio da economicidade são palavrinhas safadas e encobertas para corrupção, superfaturamento, propina, desvio de dinheiro e outros bichos… Inclusive vários juízes assinaram despejos judiciários para expulsar o povo do lugar e dos caminhos do estádio, de desconhecido preço, construído na Mata de São Lourenço.

Auditoria de engenheiros do TCE conclui que Arena é um empreendimento "danoso" ao erário público de Pernambuco. Jornal do Comércio, Recife
Auditoria de engenheiros do TCE conclui que Arena é um empreendimento “danoso” ao erário público de Pernambuco. Jornal do Comércio, Recife

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Publica o jornal de todos os comércios, texto de Ayrton Maciel: Com as parcelas referentes ao pagamento de contraprestações por receita frustrada interrompidas pelo governo do Estado desde outubro de 2014, está concluída, na mesa no Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma auditoria do Núcleo de Engenharia do órgão fiscalizador sobre o empreendimento Arena Multiuso da Copa que condena o contrato e o aditivo firmados entre o Estado e a concessionária Arena Pernambuco Negócios e Investimentos S.A. (Construtora Odebrecht). O parecer acusa a existência de regras contratuais “danosas ao erário”, com agressão ao “princípio da economicidade” e de “alto potencial lesivo” ao Tesouro estadual.

A auditoria sobre a Parceria Público-Privada (PPP) da Arena é concluída com um pedido de “medida cautelar urgente” para sustar de imediato “quaisquer pagamentos” ao contratado e ainda sugere como solução final “a extinção” do contrato, o indicativo apresentado como o mais provável em razão do interesse público. O parecer do Núcleo de Engenharia do TCE faz, ainda, a projeção econômica da exploração da concessão pelo consórcio, para o período de 30 anos, a título de compensação por frustração da receita – em relação à previsão do estudo de viabilidade – e chega à conclusão: “uma despesa indesejável para o Estado” da ordem de R$ 1,89 bilhão.

A auditoria está nas mãos do conselheiro-relator do processo da Arena Pernambuco, Dirceu Rodolfo de Melo Júnior – desde 23 de julho de 2014 –, que não atendeu à solicitação de medida cautelar suspensiva dos pagamentos. Procurado, Dirceu confirmou não ter atendido ao pedido, explicando ter preferido fazer um “alerta”, por ofício, ao governo do Estado, advertindo para o parecer e cobrando medidas para sustar os pagamentos. O governo não recebeu a auditoria. “O ofício relatou os problemas e deu um prazo de 90 dias para sustar os pagamentos”, ressalva.

Um ano depois da conclusão da auditoria, que se completa no próximo dia 23, o conselheiro antecipa que pode, “a qualquer momento”, levar a julgamento do mérito – na Câmara do TCE – a viabilidade do empreendimento.

Coincidentemente, as contraprestações adicionais para cobrir as frustrações de receitas na operação foram sustadas há nove meses – na gestão de João Lyra Neto (PSB), por dificuldade de caixa, numa decisão política (leia matéria abaixo) –, mas o Estado continua a pagar as contrapartidas referentes ao ressarcimento dos investimentos na construção da Arena (a parte física da obra) pelo Consórcio Odebrecht.

A auditoria do Núcleo de Engenharia da TCE é assinada pelos engenheiros inspetores de obras públicas Adolfo Luiz Souza de Sá e Carlos Frederico do Rego Maciel Filho que, além da sustação dos pagamentos e sugestão da extinção contratual como saída, indicaram a necessidade de abertura de uma “auditoria especial específica” para analisar a Arena Multiuso de São Lourenço da Mata.

“Optei pelo alerta (ao governo) e disse que levaria a auditoria à votação na Câmara (do TCE). Nesse tempo, o governo parou de pagar (a compensação por frustração de receita). Decidi (então) esperar o estudo da Fundação Getúlio Vargas (contratada pelo governo Paulo Câmara para levantar os custos e apontar saídas para o Estado e o empreendimento). Posso levar a julgamento do mérito a qualquer momento”, adianta.

O movimento não vai ter Copa e os governadores que construíram arenas na campanha presidencial

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Os jornalões conservadores apóiam a política de repressão aos protestos de rua dos governadores tucanos. O governador Geraldo Alckmin considerou que a ação da “tropa do braço” durante protestos em São Paulo contra a Copa do Mundo, no sábado (22), teve “êxito”.

“A operação ‘tropa do braço’ foi muito bem sucedida. Nós tivemos menos confronto, menos violência, menos depredações, menos pessoas feridas, menos estragos de uma maneira geral. Acredito que a tática usada pela Polícia Militar teve êxito sim”, afirmou o governador, conforme noticiou o G1 (Globo). Durante o protesto, a corporação usou um grupo de policiais treinados em artes marciais, como o jiu-jitsu, para cercar e isolar manifestantes.

Se Dilma colocar nas ruas o Exército, a Polícia Federal, a Força Nacional vai ter o mesmo apoio da imprensa elitista e da imprensa da direita?

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Os jornais e revistas que defendem as manifestações contra Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Rafael Correa (Equador) e Nicolás Maduro vão noticiar sem carregar nas tintas os possíveis confrontos das forças de segurança de Dilma com o povo?

A repressão não segura o povo. Transcreve o G1 hoje informe da agência France Press, denunciada por Maduro, como propagadora de notícias falsas:Algumas vias de acesso a Caracas a partir do leste e muitas ruas internas foram cortadas durante a manhã de segunda-feira por pequenos grupos de manifestantes, que deixavam os pontos de bloqueio antes da chegada da polícia para protestar em outras áreas.

Uma repórter da AFP foi testemunha do verdadeiro jogo de gato e rato em Trinidad, onde manifestantes montavam barricadas em uma rua interna. Quando a polícia se aproximou, eles deixaram o local para estabelecer um novo ponto de protesto, enquanto os agentes tentavam desmontar a primeira.

“Nos tiraram até o medo”, afirmava um cartaz de uma manifestante, perto da avenida que liga Caracas ao subúrbio ao leste.

“Resistência sim, praia não”, escreveu outro manifestante no mesmo local, em referência ao iminente feriado de carnaval.

A Venezuela é cenário de protestos desde 4 de fevereiro, quando estudantes de San Cristóbal (oeste) saíram às ruas para protestar contra a insegurança. Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país, com a participação da oposição e confrontos noturnos que deixaram pelo menos 10 mortos. [No Brasil, os protestos começaram em junho, e registram doze mortes]

No setor de “Los Palos Grandes”, uma mulher tentava acordar os vizinhos enquanto caminha por uma rua batendo em uma panela e aos gritos de “A protestar, para a rua”.
Notícias procedentes de Valencia (norte, terceira cidade do país e cenário de distúrbios nos últimos dias) registraram incidentes durante a manhã entre manifestantes e oficiais da Guarda Nacional.

Testemunhas afirmaram ao jornal El Carabobeño que agentes usaram gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes, que bloquearam a avenida Universidade no bairro de Naguanagua.

Repetindo: Desde então, as manifestações ganharam força em todo o país.

Dizem que o futebol no Brasil é uma religião. Certamente que a Copa do Mundo vai explodir corações. E para o cenário ficar mais tenso: a imediata campanha eleitoral com partidários fanáticos dos extremos da direita e da esquerda.

Sabem os jornalões que, para uma eleição perdida, o jeito é apostar nas mais baixas emoções, na propaganda marrom, no terrorismo dos infiltrados, na propaganda fúnebre, na propaganda implícita, na propaganda subliminar etc.

As manifestações espontâneas sempre acontecem próximo dos locais de trabalho ou residência dos protestantes. Noutros locais é preciso um dinheiro que a população da classe média baixa ou pobre não tem: transporte, alimentação etc.

Os gastos com o deslocamento das tropas militares são equivalentes aos da mobilização das multidões.

Dilma que se cuide de uma cilada.

As manchetes de hoje na Venezuela:

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ve_universal.750 prot lesa humanidade

O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos não nega o favoritismo da presidenta, mas alerta que muita coisa pode acontecer

por Eduardo Miranda e Octávio Costa

Neste ano em que seminários e debates lembrarão o cinquentenário do golpe militar de 1964, o cientista Wanderley Guilherme dos Santos será referência obrigatória. Seu texto “Quem dará o golpe no Brasil”, publicado em 1962, acertou em cheio ao antecipar a derrubada do presidente João Goulart. Famoso desde aquela época, ele produziu uma obra respeitada no Brasil e no exterior. Em 2004 recebeu prêmio da Academia Brasileira de Letras pelo livro “O cálculo do conflito: estabilidade e crise na política brasileira” e, em 2011, assumiu a direção da Casa Rui Barbosa a convite da presidenta Dilma Rousseff.

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Em entrevista ao Brasil Econômico, o professor aposentado de Teoria Política da UFRJ e fundador do Iuperj, apesar de sua capacidade de projetar os fatos, não se arrisca a fazer um vaticínio sobre a sucessão presidencial. “Ainda é cedo, falta muito tempo. Em 55, a UDN estava com a faca e o queijo na mão para ganhar a eleição, não fosse o suicídio de Getúlio Vargas. Não precisa do suicídio de ninguém, mas, de repente, tudo muda”. A cautela não impede que ele reconheça o favoritismo de Dilma e diga que o quadro atual “não está fácil para a oposição”, porque sempre que se faz uma crítica, “Dilma vai e cria um programa”. Se há um desafio hoje para o governo, é o do investimento em infraestrutura e na inovação tecnológica, mas, em sua opinião, “esse é um bom problema”. Quanto às manifestações e protestos previstos para a Copa do Mundo, o professor afirma que não representam de forma alguma ameaça à democracia. Ao contrário: as manifestações de rua, diz ele, mostram instituições democráticas fortes no país.

As pesquisas apontam um grande favoritismo da Dilma.

Mas o Lula não tinha esse favoritismo no início da campanha e depois ganhou. A Dilma, na metade da campanha de 2010, também ganhou. Na hora do voto, é sempre complicado. Mesmo a classe média que está deslumbrada, gostando muito da Dilma, pode chegar na hora e votar diferente. Fiz um levantamento da margem de vitória de Collor para cá. Só Lula, em 2006, justamente depois do mensalão, teve 56% dos votos. A Dilma teve 53% de votos válidos. Não só aqueles que estão protestando vão deixar de votar, como também aquele cara que acha que as coisas melhoraram e podem melhorar mais, aí vota num Aécio, num Joaquim Barbosa. Portanto, ainda é cedo para cravar a vitória de Dilma. Eu não me arrisco, é difícil. Leia mais

Os governadores fogem dos estádios da Copa que construíram. Dilma marca reunião

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Vai ser uma investigação parecida com a da chacina da família Pesseghini
VAI SER UMA INVESTIGAÇÃO PARECIDA COM A DA CHACINA DA FAMÍLIA PESSEGHINI

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Os governadores que construíram os estádios (as arenas, os gigantescos Coliseus) fogem da Copa do Mundo como o diabo foge da cruz. Idem os prefeitos que também se envolveram na construção de obras de infra-estutura, que enriqueceram muitos e motivaram mais de 250 mil despejos.

O presidenciável Aécio Neves não fala mais da Copa que defendia.  Eduardo Campos não fala mais do estádio que mandou construir na Mata de São Lourenço. Dilma, que se encontra em viagem ao exterior,  convocou uma reunião de emergência para quando retornar ao Brasil. A decisão foi tomada depois que um manifestante foi baleado pela polícia do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), neste sábado, durante um protesto contra os gastos da Copa.

A intenção de Dilma é traçar uma estratégia de emergência para evitar que os protestos cresçam e atinjam o ápice durante o Mundial.

Isso será impossível. Este 2014 um ano de eleições. Os partidos políticos vão usar a Copa como bandeira. Pretendem levar a campanha eleitoral para o campo… emocional.

Foram convocados para a reunião de Dilma os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Celso Amorim (Defesa) e Aldo Rebelo (Esportes). De acordo com auxiliares da presidente, Dilma foi informada de que os protestos contra a Copa feitos no sábado foram violentos, com pessoas feridas, depredações e ondas de vandalismo realizadas por infiltrados, inclusive uma polícia que espanca, prende e mata.

A presidente, então, convocou a reunião para a volta ao Brasil, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

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O ministro da Justiça está em férias. De acordo com sua assessoria, deve retornar ao trabalho nesta terça-feira. E já encontrará uma série de demandas envolvendo a segurança da Copa, maneiras de evitar que os tumultos se espalhem pelo País e formas de conter a ação violenta contra as manifestações por parte dos soldados estaduais. A fonte deste notícia é a revista Veja que, em conúbio com os jornalões, pretende transformar Dilma no único alvo dos protestos. Será que os marqueteiros burros da presidente não percebem?

Um magistrado no Amazonas propõe transformar o novo estádio de Manaus num centro de triagem de detentos logo após os jogos da Copa

Eu tinha previsto esta possibilidade. Isso fez Pinochet no Chile.

O Brasil, uma democracia disfarçada da justiça absolutista, da política dos governadores, da criminalização dos movimentos sociais, tem que arranjar uma maneira de ocupação dos estádios que ficarão sem funcionalidade após a Copa do Mundo.

Na África estádios viraram uma mistura de casa de show,  motel, boate, campo para a prática de diferentes esportes.

Escreve Frederico Rosas, in El País, Espanha:

Primeiro os gols, depois o xilindró

Croqui da Arena Amazônia, que está sendo construída em Manaus. / DIVULGAÇÃO GOVERNO DO AMAZONAS
Croqui da Arena Amazônia, que está sendo construída em Manaus. / DIVULGAÇÃO GOVERNO DO AMAZONAS

A falta de políticas claras em relação ao uso de algumas arenas após a Copa do Mundo no Brasil conseguiu gerar uma proposta no mínimo inusitada no Amazonas, na região norte do país, na fronteira com Colômbia, Peru e Venezuela. O desembargador Sabino Marques, do Tribunal de Justiça amazonense, sugeriu que o espaço físico da Arena Amazônia sirva também para a triagem de detentos em Manaus, capital do Estado. “A sugestão foi feita e está de pé”, afirmou por telefone ao EL PAÍS o desembargador, que preside o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário amazonense. O objetivo da medida é amenizar a lotação da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, também em Manaus.

Com previsão de entrega de suas obras em dezembro deste ano, a Arena Amazônia terá capacidade para pouco mais de 42.000 espectadores segundo a Fifa e abrigará quatro partidas da primeira fase da Copa. O estádio substitui o antigo Vivaldo Lima (Vivaldão), inaugurado em 1970 e já demolido. Enquanto isso, uma pesquisa elaborada pela Pluri Consultoria, que realiza estudos para o mercado esportivo, mostra que o Campeonato regional do Amazonas apresentou média de público de 807 pessoas por jogo neste ano. O número representa menos de 2% da capacidade da Arena Amazônia durante a Copa.

O Amazonas foi o 19º Estado em média de público no país, enquanto o Estado vizinho, Pará, com times de maior expressão no cenário nacional, como Paysandu e Remo, foi o quarto. Com 5.022 espectadores, os paraenses foram superados apenas por Minas Gerais (6.451), São Paulo (6.217) e Pernambuco (5.339). Os paraenses, entretanto, não foram contemplados com estádios para a Copa, assim como o restante dos Estados da região Norte.

Segundo apresentação da Fifa, a Arena Amazônia “pode não ser um palco tradicional do futebol brasileiro, mas certamente atrairá um grande número de torcedores graças à sua localização privilegiada, no coração da maior floresta contínua do mundo”. A proposta é que sirva como polo de atração turística para shows e eventos na região, ainda de acordo com o site da entidade.

O orçamento das obras para a implantação da nova arena gira em torno de 605 milhões de reais (262 milhões de dólares), segundo levantamento do Sindicato Nacional de Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco). A Ordem dos Advogados do Amazonas (OAB/AM), que representa os advogados no Estado, emitiu nota em que afirma discordar de forma veemente da possibilidade desse desvio de finalidade quanto ao uso da Arena Amazônia. O comunicado justifica “o determinante motivo de sua construção, a realização do evento esportivo ‘Copa do Mundo’, bem como o seu legado ao esporte local e à cidade” de Manaus. Se o plano de triagem de presos seguir adiante, o legado real da Fifa na arena amazonense poderá ser a criação do primeiro elefante branco depois da Copa de 2014.