Cláudio, o escravo, e o pouso de misteriosas naves

Os moradores da pequena cidade falam de aviões e helicópteros que pousam em Cláudio, Minas Gerais, mas não existe nenhum registro oficial sobre o uso do aeroporto. Para as autoridades pra lá de competentes da Aeronáutica, da Anac, nenhuma nave decolou ou pousou no aeroporto construído pelo governo Aécio Neves.

A gastança do dinheiro público começou no governo de Tancredo Neves, que gastou duas vezes mais para construir um campo de pouso, que a Aécio, o neto herdeiro transformou em aeroporto.

TRABALHO ESCRAVO EM CLÁUDIO

Cola

por Robson Leite

Aécio Neves tem que se explicar sobre denúncia de trabalho escravo!

O candidato à Presidência pelo PSDB já encontrou sérias dificuldades em justificar o motivo de ter gasto R$14 milhões dos cofres públicos em um aeroporto em uma fazenda que pertencera ao seu tio-avô, no município de Cláudio (MG), e cuja chave de acesso era controlada, exclusivamente, pela sua própria família.

Se, por um lado, é grave a confusão entre patrimônio público e privado; por outro, é gravíssima a denúncia de que o MP e a PF encontram 80 trabalhadores escravos em uma destilaria dos mesmos donos do aeroporto.

O trabalho escravo é inadmissível! Não é tolerável a superexploração de trabalhadores por empresários gananciosos e desumanos. Pior pensar que tal barbárie possa estar relacionada, direta ou indiretamente, a um candidato à Presidência do Brasil!

AS PISTAS DO TRÁFICO DE DROGAS

Gente fina é outra coisa

por Joaquim de Carvalho

Você conhece a história. Em novembro de 2013, 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos numa fazenda de Afonso Cláudio, no Espírito Santo.

A droga fora transportada num helicóptero da família Perrella, de Minas Gerais. Em menos dois meses, Zezé e Gustavo Perrella — pai e filho amigos e aliados de Aécio Neves — foram isentados de responsabilidade sobre o crime, segundo um delegado da Polícia Federal bastante apressado. Em seis, todas as pessoas autuadas em flagrante foram inocentadas.

O DCM contou as imbricações do escândalo em uma série de reportagens que batizamos de “O Helicóptero de 50 milhões de reais”. As matérias foram financiadas por nossos leitores num esquema de crowdfinding com a plataforma Catarse.

O experiente jornalista Joaquim de Carvalho realizou um trabalho notável. Conversou com juízes, advogados, promotores, políticos etc. Revelou que, na rota do chamado Helicoca (o apelido carinhoso que o processo ganhou na Justiça), houve uma parada num hotel fazendo em Jarinu, interior de São Paulo. Parte da carga pesada teria ficado ali. A polícia não deu prosseguimento à investigação.

Entrevistou o piloto da aeronave, Alexandre José de Oliveira Júnior, que trocou mensagens de celular, no dia da ocorrência, com Gustavo Perrella. Num encontro tenso, Alexandre contou que fora contratado para trazer “eletrônicos e medicamentos veterinários do Paraguai”. Para ele, “era contrabando de mercadorias, não tráfico de drogas”.

Em Minas, JC visitou a fazenda dos Perrellas. Antecipamos, com exclusividade, que o Ministério Público do Estado denunciou o deputado federal Gustavo Perrella por uso indevido de verbas da Assembleia Legislativa.

Lançamos agora o nosso documentário sobre o Helicoca. A direção é de Alice Riff, de “Dr. Melgaço”, o primeiro projeto de crowdfunding do DCM.

O vídeo levanta várias questões sobre a impunidade, sobre a guerra às drogas, sobre as relações promíscuas entre poder, justiça e polícia no país. Um capítulo pode ter chegado ao fim, mas o caso está longe de ser encerrado. Nosso compromisso continua sendo, como sempre, manter você a par de tudo.

 

 

 

 

Justiça manda soltar piloto que transportou meia tonelada de cocaína em helicóptero dos Perrella

Congresso em foco publica: A Justiça Federal mandou soltar os quatro homens que participaram do transporte de ‘quase’ meia tonelada de cocaína apreendida em um helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), filho do senador Zezé Perrella, no final do ano passado. O piloto Rogério Almeida Júnior, o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, Robson Ferreira Dias e Everaldo Lopes de Souza – que descarregavam a droga no momento em que foram flagrados pela Polícia Federal – vão responder em liberdade a processo por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A aeronave, apreendida em novembro de 2013 em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, segue em poder do governo capixaba. Elio Rodrigues, dono da fazenda, também responde a processo, mas não está preso. Já Gustavo Perrella não foi citado na denúncia. Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, não há indícios de que o deputado estadual soubesse que a droga estava sendo transportada no helicóptero de sua empresa.

As investigações apontam que a cocaína veio do Paraguai e que o grupo receberia R$ 186 mil para transportar a droga. Em discurso feito em dezembro, na tribuna do Senado, o senador Zezé Perrella disse que sua família foi “traída” pelo piloto e que seu filho jamais teve qualquer envolvimento com drogas.

Segundo ele, parte da imprensa foi “sacana” na cobertura do episódio. “Mas a imprensa, quando não quer entender, quer ver sangue, quer massacrar. Meu filho não conhece sequer droga. Tanto eu como meu filho lutamos contra as drogas”, declarou o senador.

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Polícia Federal invade universidade para prender estudantes que estava fumando maconha, droga liberada nos Estados Unidos, Uruguai e outros países.

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Sobra policial no combate ao consumo da maconha. Estão na guerra a Polícia Federal, as polícias militares e as polícias civis estaduais e municipais.

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Lula critica falta de critério da mídia na cobertura de escândalo envolvendo aliado de Aécio Neves

“Essa mesma imprensa, que em nome da moral, fala tanto do Zé Dirceu, esconde o outro lado que estava com 445 quilos de cocaína dentro de um helicóptero”, afirmou o ex-presidente

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Usando sua página no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou que a mídia tenha o mesmo empenho em apurar os fatos que cercam a apreensão de quase meia tonelada de pasta de coca, na aeronave do deputado estadual Gustavo Perrela (SDD), cuja família é aliada de longa data de Aécio Neves (PSDB), candidato tucano ao Palácio do Planalto. ”Essa mesma imprensa, que em nome da moral, fala tanto do Zé Dirceu, esconde o outro lado que estava com 445 quilos de cocaína dentro de um helicóptero”, afirmou o petista.

No dia 23 de novembro, o helicóptero de Perrela foi apreendido pela Polícia Federal com 443 kg de pasta de coca. O piloto Rogério Almeida Antunes era funcionário do deputado Perrella na Assembleia Legislativa desde abril deste ano, e recebia R$ 1.700. O advogado dele, Nicácio Pedro Tiradentes, declarou que seu cliente contava com toda a confiança do parlamentar e não fazia nada sem autorização.

De janeiro deste ano até o mês de outubro, Perrela investiu R$ 14.071 em combustível para o helicóptero, financiados com verba indenizatória do Legislativo mineiro.

A Assembleia Legislativa de Minas deve abrir um procedimento na Comissão de Ética para investigar o caso.

(Transcrito da Revista Forum)

Deputado tucano entra no rol de suspeitos por tráfico internacional de drogas

duke droga cocaína perrella

Advogado do piloto Rogério Almeida Antunes, preso por transportar mais de 400 Kg de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrela (Solidariedade-MG), Nicácio Pedro Tiradentes afirmou, em entrevista, que seu cliente aponta o parlamentar, aliado dos tucanos, como proprietário da droga apreendida, domingo, durante uma batida policial. Almeida Antunes, ao site de notícias Viomundo, afirmou que o deputado Perrella, do interior mineiro, “mentiu ao dizer, em entrevista, que o piloto roubou o helicóptero que estava em nome da Limeira Agropecuária e foi apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com mais de 400 quilos de cocaína a bordo”.

O advogado, contratado pela família do piloto, esteve com o acusado, na véspera, e após deixar o encontro, revelou que Rogério Antunes “era homem de confiança” do deputado Perrella, a ponto de ocupar um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde ganhava sem sequer aparecer no local do serviço. O fato também foi confirmado na edição desta quarta-feira do diário conservador mineiro O Estado de Minas, o qual afirma que o piloto era “agente de serviço de gabinete da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com salário de R$ 1,7 mil”.

“Antunes está lotado desde abril deste ano na 3ª Secretaria da ALMG, presidida pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT). O pedetista informou que Rogério seria demitido nas próximas horas”, afirma.

Segundo o advogado, antes de decolar com o carregamento da droga, que tinha como destino a Europa, segundo fontes policiais, o piloto fez duas ligações para o deputado Perrella. A viagem, de acordo com o advogado, tratava-se de um frete para o transporte de “suplementos agrícolas”. Ambos sustentam desconhecer que se tratava de cocaína. Antunes também disse ao seu advogado que o parlamentar estaria tentando “empurrar o pepino” para ele, que era o piloto da aeronave.

Antunes também sugeriu que estaria

em curso a tentativa de livrar outro envolvido, pessoa “de posses” que acompanhava o vôo,

mas não identificou esta pessoa, com a qual o advogado deve se encontrar nas próximas horas, para obter novas informações. Além do piloto foram presos o co-piloto Alexandre José de Oliveira Júnior, de 26 anos, o comerciante Róbson Ferreira Dias, de 56, e Everaldo Lopes de Souza, de 37.

“O advogado disse que a fazenda destino da carga era de propriedade do senador Zezé Perrella (PDT-MG), ex-presidente do Cruzeiro e pai de Gustavo Perrella. Segundo o advogado, a propriedade está em nome da Limeira Agropecuária e teria sido comprada ‘por cinco vezes o valor’ de mercado. Nicácio Tiradentes informou que pretende entrar nas próximas horas com habeas corpus para tirar o piloto da cadeia”, afirma o Viomundo.

– O deputado não poderia enlamear o menos favorecido pela sorte – disse o advogado, se declarando “magoado”.
Segundo ele, o piloto “não fez nada sem autorização”. Para provar isso, Nicácio pretende pedir quebra do sigilo telefônico do piloto:
– Deu duas ligações (para o deputado). Aí que mora o perigo – concluiu.

Transcrito do Correio do Brasil, que tem como fonte entrevista do advogado ao editor do Viomundo, Luiz Carlos Azenha.

Perrella coca minas

Senado abastece helicóptero do pó que não pertence a nenhum senador ou funcionário

Amarildo
Amarildo

O senador Zeze Perrella (MG) negou, nesta terça-feira (3), em Plenário, qualquer envolvimento de seu filho, o deputado estadual Gustavo Perrela (SDD-MG), com o transporte de quase meia tonelada de cocaína apreendida em helicóptero da família Perrela no último domingo. O piloto trabalhava como assessor de Gustavo na Assembléia Legislativa.

O parlamentar também respondeu a matérias publicadas pela imprensa, segundo as quais o abastecimento do helicóptero era pago pelo Senado.

– Sugeriram, inclusive, que esse voo da droga, esse voo maldito, foi feito com abastecimento de dinheiro público. Eu, inclusive, como senador, já abasteci também. Não tenho o que negar. Usei R$ 14 mil durante o ano inteiro [para abastecer o helicóptero]. Poderia usar R$20 mil por mês. Se estiver errado, que se mude o Regimento – concluiu. (Agência Senado)

Confessou Zezé Perrella que usou o dinheiro do Senado para abastecer um helicóptero que não é dele. Que pertence à empresa Limeira Agropecuária Ltda, que tem como sócios seus filhos deputado Gustavo Perrella,  Carolina Perrella Amaral Costa e o sobrinho André Almeida Costa.

A empresa foi criada em maio de 1999, e o senador Zezé Perrella deixou de ser sócio em maio de 2008.

A estranha história do helicóptero dos Perrella, lotado de cocaína, não fecha quer na narrativa, quer na matemática

por Reinaldo Azevedo

Polícia Federal surpreende helicóptero dos Perrella com quase meia tonelada de cocaína
Polícia Federal surpreende helicóptero dos Perrella com quase meia tonelada de cocaína

De vez em quando, este escriba se interessa por helicópteros de políticos. E acaba descobrindo coisas interessantes. Vamos ver?

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é uma espécie de revista Caras do direito penal. Todos os famosos, colunáveis e celebridades o têm como advogado: de mensaleiro a Roberto Carlos, passando por uma penca de políticos graúdos de Brasília, o amigão de José Dirceu não deixa escapar ninguém. Oferece sua retórica e suas gravatas coruscantes a clientes que poderiam estar sempre dentro de uma banheira, com um copo de suco bem amarelo nas mãos, rodeados de maçãs argentinas. Por que as pessoas comem maçãs em banheiras, não tenho a menor ideia. Cada uma com suas fantasias, né? Adiante. Kakay também é um colunável, é bom que fique claro. Não há advogado que apareça na TV com tanta frequência, com seus óculos sempre muito convincentes. Nessa faina diária, acaba, muitas vezes, falando o que lhe dá na telha ou endossando o que dá na telha daqueles que o contratam. E foi assim que a família Perrella, julgando estar se livrando de um problema, acabou se complicando. E com o auxílio de seu advogado.

Qual é o busílis? O helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa que pertence ao deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG), a uma irmã e a um primo, foi flagrado pela Polícia Federal transportando 445 quilos de cocaína. Gustavo é filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG). Inicialmente, o Perrellinha afirmou que o piloto pegara o helicóptero sem autorização. Desmentido pelo advogado do rapaz, mudou a história. Teria dado um “ok”, versão endossada por Kakay, para que o outro dissesse um voo fretado — para ganhar uns trocos, vocês sabem…

Este rapaz, Gustavo Perrella, fazia o povo mineiro pagar o salário do seu piloto e o combustível do seu helicóptero
Este rapaz, Gustavo Perrella, fazia o povo mineiro pagar o salário do seu piloto e o combustível do seu helicóptero
 

E foi aí que Gustavo e Kakay pisaram no tomate. Segundo as regras da Anac, aeronaves privadas — de pessoas ou empresas — não podem fazer voos comerciais, serviço privativo de táxi aéreo. Por isso, a agência decidiu abrir uma investigação. Na operação, piloto, copiloto e dois receptadores foram presos. A propósito: Rogério Antunes, o piloto, estava lotado no gabinete de Gustavo; era seu “assessor” e tinha um salário de R$ 1.700 pago pela Assembleia. Não para por aí: o deputado gastou R$ 11,2 mil de sua verba indenizatória para abastecer o helicóptero; Zezé, o pai — também ex-presidente do Cruzeiro —, torrou outros R$ 11,1 mil da verba do Senado. O aparelho, reitere-se, pertence à empresa da família.

Tudo muito estranho

Este que escreve não entraria num helicóptero nem debaixo de porrete. Se é pra voar, nada menos do que um jato — um amigo piloto lamenta a minha ignorância e a minha descrença nas leis da física; essa descrença só existe a alguns mil metros do solo, deixo claro… Muito bem! A história despertou a minha curiosidade.

O helicóptero da Família Perrella é um Robinson 66 (R-66). Não que eu esteja a fim de comprar um, mas fiz a lição de casa para vocês. É dos mais baratinhos. Por US$ 970 mil, vocês podem comprar um. Quem entende da área diz ser uma aeronave ideal para transportar pequenas cargas. Entendo.

Em seu depoimento, o piloto afirmou que o aparelho já saiu de Avaré, em São Paulo, carregando a droga. Fez uma viagem relativamente curta até o Campo de Marte. Dali seguiu para Divinópolis, em Minas, região onde fica a sede da empresa dos Perrella. Da cidade mineira, rumou para a fazenda no Espírito Santo, onde foi surpreendido pela Polícia Federal. Vejam o mapinha (do Jornal Nacional).

trajetória-de-helicóptero
O peso máximo para um R-66 sair do chão é 1.225 quilos — ocorre que só a aeronave pesa 581 quilos. Sobram 644. Desse total, devem-se descontar 224 kg do combustível. Sobraram 420. Notem: só a carga de cocaína (445 kg) já ultrapassou esse limite. Há ainda os dois pilotos — calculemos 140 quilos. A conta não fecha. Restaria uma possibilidade: o helicóptero não estar com a carga completa de combustível. Quanto teria de ser? Vamos pensar:
peso da aeronave – 581 kg
peso dos pilotos – 140 kg
peso da cocaína – 445 kg
soma – 1.166

Sobraram apenas 59 quilos para o combustível. Com 224 kg, segundo pesquisei, a autonomia do R-66 é de três horas, voando a 220 km/h. Assim, pode-se percorrer, chegando ao limite da pane seca (os prudentes não ousam tanto) 666 km. Huuummm… Regra de três: se, com 225 kg de combustível, pode-se voar 660 km, com 59 kg, voa-se, no máximo, 173,8 km.

Pois é… Vejam lá a rota do helicóptero. Entre Avaré e o Campo de Marte (também fui pesquisar), em linha reta, já são 265,8 km. Entre o Campo de Marte e Divinópolis, há 513 km — chega-se bem perto da autonomia do aparelho se tivesse saído com o tanque cheio. De Divinópolis até a fazenda no Espírito Santo, sempre em linha resta, há 393 km. Nada nessa conta fecha.

A minha hipótese é que o piloto pode não estar contando toda a verdade. O mais provável é que esse aparelho tenha sido abastecido em vários pontos ao longo da trajetória. E intuo que a droga entrou no helicóptero foi em Divinópolis mesmo, não em Avaré.

Encerro


Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, se negou a afastar Gustavo Perrella do partido. Em nota, disse que que evitar prejulgamento e coisa e tal. Pois é… Num país normal, o uso de dinheiro público para abastecer o helicóptero que pertence a uma empresa e a contratação de um piloto como assessor parlamentar já liquidariam uma carreira política — especialmente quando o tal helicóptero é adaptado para carregar cargas, como é o dos Perrella. A propósito: qual é a carga habitual?

Essa história não fecha, quer nos seus aspectos, digamos, narrativos, quer na matemática.

 
 

PF faz nova operação contra tráfico de drogas. O helicóptero do pó continua sendo a maior apreensão

Duke
Duke

A operação da Polícia Federal tem o nome de “piloto”, mas não é o comandante do helicóptero do deputado Gustavo Perrella do Solidariedade, e eleito pelo PSDB de Minas Gerais.

Parece mais uma operação abafa, que não passou pelos lugares em que o helicóptero recebeu e descarregou uma carga de meia tonelada de cocaína em pasta, com destino pra lá de desconhecido. Dizem que a droga veio da Bolívia, isso sem saber que meio de transporte foi utilizado, e quais os narcotraficantes envolvidos, principalmente quem vendeu e comprou.

Publica a Globo, porta-voz da PF: A Polícia Federal (PF) realiza uma operação para combater o tráfico internacional de drogas no Paraná e em outros cinco estado brasileiros desde a madrugada desta segunda-feira (2). A ação foi batizada de “Operação Piloto” e serão cumpridos 46 mandados de prisão e 53 de busca e apreensão. No Paraná, os mandados serão cumpridos em Umuarama, Foz do Iguaçu, Londrina, Cascavel, Cambé, Ibiporã e Xambrê. Os outros estados envolvidos na operação são SP, SC, MS, ES e SE. Até as 12h30, 33 mandados de prisão tinham sido cumpridos, além de um caseiro preso em  flagrante por porte ilegal de armas.

De acordo com a PF, as investigações começaram há sete meses em Londrina, quando um empresário do ramo de transportes de Umuarama, no noroeste paranaense, estava usando sua frota para transportar drogas vindas do Paraguai. “A partir desses dados, descobrimos que eram várias quadrilhas atuando da mesma forma naquela região, tanto para o tráfico de drogas quanto para o tráfico de armas”, disse o delegado-chefe da PF em Londrina, Nilson Antunes da Silva.

Segundo o delegado, são 16 quadrilhas que atuavam na região. Elas compravam maconha, crack, armas de fogo e munição no Paraguai e transportava para o Brasil. “As quadrilhas agiam de forma muito parecida. As drogas e as armas vinham do Paraguai, entrava no país por Foz do Iguaçu ou pelo Mato Grosso do Sul, e chegava em Umuarama, onde era feita toda uma logística de transporte e distribuição, principalmente par ao estado de São Paulo, além dos outros estados onde estão sendo cumpridos os mandados de busca e de prisão”, explicou.

O delegado informou que uma das quadrilhas chegou a abrir uma empresa formalmente para a fabricação de carrocerias-furgões, que eram fornecidas para outras quadrilhas. “Mais da metade dos grupos investigados utilizavam esse tipo de veículo para o transporte das drogas e armas”, contou.

Desde o início das investigações, 67 pessoas foram presas e mais de 50 veículos, apreendidos. Os policiais também apreenderam 49 toneladas de maconha, 383 quilos de cocaína, 125 quilos de crack, 8.052 comprimidos de ecstasy, 15 armas e munição.

Pelo noticiário da Globo, pode-se perceber a presença de empresários. Não é todo mundo que pode possuir uma frota de caminhões de carga pesada, e fabricar carrocerias-furgões. Parece que se acabou, finalmente, o tempo de fazer o maior alarde com a prisão de traficantes pés-raspados bodegueiros, donos de miseráveis pontos de revenda nas favelas, esquecendo os poderosos e ricos narcotraficantes com seus múltiplos e sofisticados e milionários negócios.

Assim sendo, o dono da carga transportada pelo helicóptero do pó é uma persona de muitas posses e milagrosos poderes. Tão poderoso que diferentes justiças não desejam em suas mãos essa batata quente.

Publica Novo Jornal:

Enquanto a sociedade aguarda uma resposta das autoridades, apresentando os verdadeiros responsáveis pelo tráfico de 450 quilos de cocaína utilizando o helicóptero da família Perrella, as autoridades do Poder Judiciário estadual e federal do Espírito Santo recusam-se a assumir suas funções, utilizando justificativas que não convencem.

Exemplo? Segundo fontes do TRF, o juiz federal do Espírito Santo ao receber o processo transferido pelo juiz estadual solicitou parecer do Ministério Público, indagando se o caso não seria da “Justiça Militar” sob a alegação de que o crime “ocorreu dentro de uma aeronave”.

Evidente que o crime não ocorreu dentro da aeronave, mas sim se utilizando de uma aeronave. Juristas que acompanham o caso afirmam que esta apreensão não é um fato novo, pois nos últimos anos a maioria do tráfico de drogas tem utilizado aeronaves.
Embora guardada a sete chaves, Novojornal teve acesso agora à tarde a movimentação do processo0010730-56.2013.4.02.5001, que passou a tramitar a partir desta sexta-feira (29) na Justiça Federal capixaba, demonstrando ser verdadeira a informação de nossas fontes sobre o despacho do Juiz Federal. A versão corrente é que nenhum magistrado quer assumir o feito devido aos envolvidos.

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