O FGTS do ditador

O Estado de Minas vende uma meia-verdade.

Insinua que o brasileiro possui um rico Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

O FGTS, cria do ditador Castelo Branco, em 1964, foi uma enganosa opção. Para o trabalhador escolher a estabilidade no emprego ou o fundo.

Nem mesmo uma ditadura tinha coragem, na época, de cassar a estabilidade no emprego.

Isso ficou para as empresas, que apenas admitiam empregado renunciante.

E todos os empregos passaram a ser provisórios.

Não existe mais emprego fixo.

Todos os empregos – repito – são temporários.

O FGTS da maioria dos trabalhadores do Brasil uma mixaria, e não compra a casa própria nem na baixa, nem na alta.

A pior justiça PPV

Tempo de decisão em um país sério, democrático, quando o povo vai às urnas para eleger fichas limpas e votar um referendo.

As elites do judiciário, do legislativo e do executivo são inimigas de qualquer plebiscito que proponha reformas de base e mudanças no quartel de Abrantes.

Tempo de decisão para a Gazeta do Povo é coisa de futebol. Ou circo. Circo sem pão.

Qualquer manifestação da vontade popular, ou da opinião do povo, expressa por meio de votação, acerca de assunto de grande interesse político ou social, tem o esperado veto da justiça.

Que precisa não corrigir erros, traquinagens de criança, nem confessar, cristã e religiosamente, os pecados.

Falta a punição para os crimes.

Que o Brasil realize um plebiscito já! Como faz, neste mês de maio, o Equador.

As phoderosas Anas

As agências reguladoras dos altos preços – as Anas, prostitutas de luxo, da telefonia, da energia, do gás de cozinha, da água (o Brasil é o maior importador de água do mundo), dos seguros de saúde, dos medicamentos, das mensalidades escolares, da internet, de tudo que rende dinheiro – são feudos independentes e autônomos e absolutistas.

Além de aprovar os preços altistas dos serviços essenciais, selecionam as empresas estatais que devem ser privatizadas. E que riquezas nossas devem ser doadas. Seja no pré-sal ou na devastada Amazônia.

As Anas governam o Brasil pirateado. Mandam mais que os três poderes da República juntos. Coisa de Fernando Henrique, para implantar a globalização unilateral.

A galinha de ovos de ouro

Falta denunciar os mascarados que vendem, a peso de ouro, serviços da internet para os governos da União, estaduais e municipais. Serviços monopolizados.

É uma gastança voraz, corrupta e inútil.

Bilhões e bilhões de dólares remetidos para o exterior.

Nas favelas dominadas pelas milícias e traficantes, os moradores pagam proteção.

Para se ter um computador, também é preciso pagar proteção.  

Negócio de capo

Petrobras, a quarta maior empresa do mundo

A Petrobras, desde 1981, por estranha ordem, que não constrói refinarias no Brasil

O Brasil importa gasolina a preço de guerra, e exporta petróleo na santa paz de quem dorme em berço esplêndido. 

O petróleo dando na canela aqui, e a empresa danou-se a construir refinarias em Pasadena (EUA), San Lorenzo e Ricardo Eliçabe (Argentina) e Okinawa (Japão). Para refinar o Petróleo Que Era Nosso.

Perdeu as refinarias do Equador, da Bolívia, para os governos nacionalistas de Rafael Correa e Evo Morales, e as das Arábias na guerra nas estrelas, e continuam com destino desconhecido as de outros países da América do Sul, África e Ásia. É tudo na base do sigilo.

Tinha refinaria no Iraque. Em 2004 a Petrobras assinou um contrato para explorar um bloco petrolífero no Irã, onde investiu 178 milhões de dólares até devolver a concessão em 2009.

Nunca se tem uma informação correta sobre os investimentos da Petrobras no exterior.

Nem sobre os acionistas.  

A desculpa a danação de ser uma sociedade anônima. Nunca vi empresa com dinheiro público possuir tantos segredos. Tantos sócios desconhecidos.

Qual é a parte do Brasil nessa jogada do Petróleo Era Nosso? O povo brasileiro é dono de quantas ações?  

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli: “Não posso dizer que vou vender. Mas estamos concentrando o nosso investimento internacional em exploração e produção. Todos ativos de refino no exterior são potenciais candidatos à venda – mas candidatos. Não há nada encaminhado neste momento“.

Os gordinhos do País da Geral

Pesquisa do Ministério da Saúde registra que, além do aumento do tabagismo, a má alimentação elevou o número de pessoas com sobrepeso. Os dois fatores, associados ao sedentarismo, traduzido em menor porcentagem de praticantes de esportes, formam uma mistura perigosa para a saúde do belo-horizontino.

A pesquisa não esclarece coisa nenhuma.

O presidente Lula da Silva saudava os gordinhos do Brasil como uma prova do consumo das três refeições dias que ele prometeu no discurso de posse do seu primeiro governo.

Essa gordura não sobra para quem recebe bolsa família, nem para quem ganha o salário mínimo.

Nem se pode culpar a falta de mar no País da Geral.

O aumento do consumo de cigarros pode ser motivada pela crescente ansiedade da classe média, que teme perder o emprego depois dos 35 anos.

Tal aviso considero válido para os ociosos marajás denunciados por Fernando Collor, e para as Marias Candelária do serviço público.