Jornais da América Latina destacam visita do Papa a Cuba

monopólio mídia

Escandalosamente diferente da imprensa latino-americana, os jornais brasileiros não abriram nenhuma manchete de primeira página, hoje, para a visita do Papa Francisco a Cuba. Trata-se da continuação de um boicote de uma mídia que sempre louvou a TFP, e faz fé em um Brasil terceiro-mundista, afastado do Mercosul e da Unasul.  Uma imprensa elitista que odeia o próximo, os negros, os índios, os sem terra, os sem teto, os sem nada.

“Servir significa cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo”, afirmou o líder da Igreja Católica, na missa rezada hoje (domingo), na Praça da Revolução, em Havana.

“O serviço olha sempre o rosto do irmão, toca na sua carne, sente a sua proximidade e até, em alguns casos, o seu ‘sofrimento’ e procura a sua promoção. É por isso que nunca é ideológico, uma vez que não serve as ideias, mas as pessoas”, declarou.

VENEZUELA
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EL SALVADOR
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NICARÁGUA
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COLÔMBIA
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Rio reúne milhares contra TV Globo

Manifestações marcadas nas redes sociais por movimentos e entidades reuniu milhares de pessoas em todo país na frente das sedes da emissora nesta quarta-feira. Novo protesto está marcado para o dia 26

Povo né bobo

Por Bruno Barbosa – da Mídia Livre

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Com cartazes com frases como “Globo Mente” e “Globo Não Me Convence”, cerca de 10 mil pessoas se reuniram na porta da sede da emissora em São Paulo, no inicio da noite desta quarta-feira (1), em uma manifestação cheia de reinvindicações que pediam o fim da “manipulação de informações pelo jornalismo da Globo”, “a cassação da concessão para estar no ar” e a “democratização das informações”.

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A enfermeira aposentada Edva Aguilar era uma das manifestantes e falou sobre o objetivo de sair às ruas contra a emissora carioca. “Queremos mostrar publicamente que a Globo sonega impostos, manipula informações, deturpa, que teve um papel fundamental na ditadura militar e agora tenta um novo golpe. Eles não têm ideia de quantas pessoas estão a favor da Dilma. A Globo define a pauta para o Brasil inteiro, a mídia do Brasil é uma das mais corrompidas. Queremos a mídia democrática”, disse.

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O operador de telemarketing Rodolfo Gouveia Lima, famoso por invadir links ao vivo da emissora, como o caso em que Monalisa Perrone foi empurrada na porta de um hospital em São Paulo em 2011, foi disfarçado com uma peruca para acompanhar a manifestação.

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“Tem uma liminar que não deixa eu me aproximar da TV Globo. Estou aqui hoje porque não aguento mais a manipulação da Globo, que está esmigalhando o cérebro dos brasileiros. Corri esse risco por isso”, disse, exemplificando o que acha errado. “A política é uma empresa e toda empresa precisa de lucro, a Globo oferece os seus serviços para quem paga mais. Manipulação total”.

 

manipulação globo
Um dos líderes da manifestação, o analista de mídias sociais Wellington Nobre disse que não é contra o conteúdo apresentado, mas contra a corrupção.

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“Todo veículo de imprensa tem que ser livre ao seu conteúdo, isso não é a questão, mas a Globo está afundada na corrupção e manipulação, os movimentos de esquerda e os evangélicos estão boicotando, o público está cansado. Eles estão atingindo todos os grupos. A Globo leva a maior fatia do dinheiro público e o Governo deveria rever isso. As mídias que pegam o farelo que sobra da Globo têm que se unir. Se não houver união, a Globo vai continuar com a maior parte do dinheiro, do poder, esse monopólio vai continuar e isso é injusto”.

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A reunião de várias pessoas chamou a atenção de quem passava pela Rua Evandro Carlos de Andrade em pleno horário de pico. A analista de informações Vanessa Rocchi parou para tirar foto ao ver o grupo gritando “Abaixo a Rede Globo”.

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“Me causou estranheza fazerem uma manifestação contra a Globo em frente à emissora. A gente vive numa democracia e todo mundo pode protestar, mas todos os veículos de mídia acabam favorecendo um ou outro, acabam escondendo informações, mesmo que não assumam algum lado, então é interessante esse tipo de protesto”.

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A professora Silvia, que passava de carro pelo local, disse que não sairia às ruas contra a emissora carioca. “Respeito a opinião de cada um, mas eu acho a Globo uma grande emissora. A emissora fala a verdade, por exemplo, a nova novela – “Babilônia – só mostra a nossa nova realidade”.
O ato também aconteceu em frente à sede da emissora no Rio de Janeiro. Outra manifestação já está marcada para o dia 26 de abril, quando a Globo comemora 50 anos. Portal Metrópole

 

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Defendamos a Venezuela. Brasil en peligro

Osvaldo Gutierrez Gomez
Osvaldo Gutierrez Gomez

 

 

por Guillermo Almeyra

Estados Unidos, cínicamente, prepara una enésima aventura político-militar, en este caso contra Venezuela. Es ridículo que ésta (o cualquier otro país latinoamericano) pueda constituir una “amenaza” a la seguridad de la primera potencia mundial y justifique una emergencia nacional.

La supuesta fundamentación de esta medida – existencia de presos políticos, restricciones a la libertad de prensa, corrupción de funcionarios – es igualmente aberrante, además de prepotente y violadora de las leyes de gentes y de los principios de las Naciones Unidas. La corrupción, que es amplia y existe pero no es diferente de la existente en los países súbditos de Estados Unidos, como México, es una plaga que los venezolanos mismos pueden y deben resolver.

En cuanto a los supuestos presos políticos están encarcelados por golpistas o terroristas o por actos delincuenciales probados y la oposición antichavista controla la mayoría de los diarios y emisoras existentes en el país y difunde las mentiras que quiere. Obama recuerda la fábula de La Fontaine sobre el lobo y el cordero en laque el lobo, que bebía aguas arriba del cordero, queriendo comérselo, lo acusó de enturbiarle el agua y, ante los argumentos lógicos de su víctima, respondió “si no eras tú, fue tu abuelo!”y se abalanzó sobre él.

La amenaza a Venezuela forma parte de la misma ofensiva que afecta al gobierno brasileño de Dilma Rousseff y al de Cristina Fernández, en Argentina.

Venezuela, Brasil y Argentina son el pilar del Mercosur y de la UNASUR y de una política diferenciada de la del Departamento de Estado. Estados Unidos necesita “limpiar y poner orden” en su patio trasero (es decir, derribar los gobiernos que no sean, como el de México, agentes serviles aunque tengan políticas capitalistas muy moderadas) para encarar con las espaldas libres la preparación del enfrentamiento bélico contra Rusia y China.

La recuperación de la economía estadounidense es débil, frágil, y está amenazada por el aumento de la crisis racial y social; Europa sufre ahora los efectos del aumento del dólar (que sólo a más largo plazo favorecerá las exportaciones alemanas, inglesas y francesas pero aumentará la crisis social en los países meridionales). El retorno a Estados Unidos de las divisas antes dedicadas a la especulación con el petróleo o las materias, arroja gasolina sobre el fuego en los países que exportan dichos productos (monarquías árabes, BRICS, países “emergentes”). Eso mientras Washington fue derrotado en Irak, no consigue nada en Siria, Libia y Afganistán y en Ukrania y pierde poco a poco su hegemonía (que aún conserva, sobre todo en el plano militar). Aunque el capitalismo no está amenazado por una revolución socialista en ninguna parte del mundo, sí lo está en cambio por los movimientos nacionales en defensa de la soberanía nacional, cubiertos o no por velos raciales o religiosos) a los que califica de terroristas (cuando el terrorista es quien invade, bombardea, amenaza, sabotea y mata masivamente desde hace décadas). Sobre todo, teme los efectos que una catástrofe mundial mayor (bélica o ecológica) provocada por el lucro de los monopolios a costa de todos y todo podría tener sobre la decisión y la visión política de las grandes masas.

Ese es el sentido de la amenaza contra Venezuela: preparar un posible bloqueo naval, o bombardeos, o una invasión de mercenarios desde Colombia si una rápida contraofensiva diplomática de los países de la región y un apoyo a Caracas desde Rusia o Beijing no le dificulta la tarea.

Maduro no es Chávez, que tenía mayor sensibilidad y apertura a los trabajadores. Es torpe, pretende luchar contra la derecha extrema con el aparato y las instituciones, no enfrenta a la burocracia y ve a obreros y campesinos como simple infantería, que para él pesa mucho menos que los mandos militares, educados en un pensamiento verticalista y conservador Aparte de sus delirios con los pajaritos, llevado por la verborragia no sabe medir las consecuencias de sus palabras y regala así pretextos y armas a los enemigos del proceso venezolano. Su cesarismo, al mismo tiempo, le aleja amigos en una izquierda que no sabe distinguir entre un proceso social de cambio, confuso e inédito, y su dirección transitoria y es chavista acrítica o antichavista ciega ante el el hecho de que el imperialismo ataca a Venezuela por temor al contagio a otros países sudamericanos de las experiencias de autoorganización popular venezolanas y no por las torpezas de Maduro. Casi la mitad de los electores venezolanos no son chavistas, y en ese sector sólo un grupo es proimperialista y fascista. Cuando Maduro acusa a toda la oposición de terrorismo y de servir a Estados Unidos, la une, cuando lo elemental es separar entre los simplemente atrasados o conservadores y los explotadores y agentes de la CIA.

Pero los pueblos no se deben dejar engañar. Los enemigos de Washington no son los gobiernos “progresistas” (Maduro, Fernández, Rousseff) sino los sectores populares que éstos a la vez controlan, contienen, subordinan y utilizan como apoyo. La acción desestabilizadora de esos gobiernos busca hacer retroceder aún más a los trabajadores y sus conquistas para tener las manos libres para aumentar la explotación y las ganancias.

La amenaza no va contra Maduro sino contra el nivel de conciencia y de organización logrado desde hace años en algunos países a los que se quiere imponer una situación y un gobierno del tipo mexicano.

Es una amenaza contra todos y además forma parte de un plan salvaje que desemboca en una terrible guerra para la cual desde hace rato se prepara Estados Unidos.

Debemos oponer un fuerte frente a los intentos destructivos de Estados Unidos. Los que, como el gobierno uruguayo y su vicepresidente Raúl Sendic, creen que sacarán provecho de su vergonzoso papel de lamebotas, deben ser repudiados porque ayudan a los modernos esclavizadores.

Je vous salue, Charlie!

charilie-identidade

 

Duas sacanagens da propaganda marrom da imprensa conservadora e seus assalariados escribas:

1. Reclamar que o Brasil não mandou representante para a marcha de Paris

2. Ligar a Lei de Mídia à chacina na revista Charlie Hebdo

 

Nani
Nani

Mandar representante pra quê? Matam jornalistas adoidado pelo mundo inteiro e ninguém liga. Matam jornalistas comunistas em Paris, e por ser na França, vira um acontecimento internacional.

Toda morte de jornalista é um atentado à Liberdade, à Democracia.

Dois mascarados franceses matam jornalistas franceses, inclusive um policial de origem argelina e maometano.

O Brasil tem vários assassinos de jornalistas soltos. Um jornalista francês não é diferente de um jornalista brasileiro.

Primeiro uma marcha aqui, no Brasil, para defender vários jornalistas que estão ameaçados de morte. E pedir a prisão dos carrascos da imprensa brasileira. No Brasil do assédio judicial. No ano eleitoral de 2014 os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, por motivos políticos, mandaram prender jornalistas, com a cumplicidade de uma justiça parcial e iníqua

Regulamentação da mídia já! Para criar conselhos de redação. Conselheiros eleitos por jornalistas empregados sem cargos de confiança. Por uma redação livre. Que a liberdade de imprensa é do jornalista que faz o jornal, e não dos empresários proprietários dos meios de comunicação de massa.

Regulamentação da mídia já! Para acabar com o pensamento único, imposto pelo monopólio dos meios de comunicação de massa.

 

Liberdade de expre$$ão ou discurso de ódio?!

Thiago Lucas
Thiago Lucas

por Gilmar Crestani
Porto Alegre hospedou um certo Siegfried Ellwanger Castan e sua editora Revisão, que duvidava do Holocausto Judeu. Escreveu alguns livros e o STJ, mediante provocação, proibiu a venda e a prisão do ousado revisionista. Merecidamente foi proibido de escrever e publicar o seu revisionismo. Incrivelmente os mesmos que protestavam e se insurgiam contra Castan são hoje defensores ferozes da “liberdade de expressão” do pessoal do Chalie Hebdo nazi(madário) francês. Não é inacreditável que os movimentos neonazistas da europa, como os neofascistas da Liga Norte (Polentoni) na Itália estejam todos contra os imigrantes, inclusive os do sul da Itália (Terroni).

Os mesmos que festejaram, merecidamente, a derrubada do Muro de Berlim, estão criando muros por todos lados. Ontem foi o dia de acertarem o segredo de mais cadeados para tornarem as portas migratórias mais herméticas. Vendo quem são os defensores dos bloqueios das ondas migratórias só posso chama-los de HIPÓCRITAS, posto que representam países colonialistas, que invadiram e impuseram leis, religiões e costumes aos agora migrantes.

Hoje os que vestem a máscara negra do Je suis Charlie também vestiram o manto da censura ao Je vous salue, Marie, do Jean-Luc Godard.

Parodiando a reza Ave Maria em francês: Je vous salue, Charlie, vide de grâce! Eu vos saúdo, Carlos, vazio de graça… Tudo o que se faz diminuindo o outro não pode ser considerado humor. Sem contar a obsessão.

A mídia internacional está faturando encima do ataque terrorista. Nada justifica a morte, muito menos aquelas decorrentes de atos terroristas por divergência de opinião. Deve-se repudiar qualquer ato terrorista. Então pergunto o que faria um pai, irmão, filho que veja os seus serem dizimados por estarem no teatro de guerra só pelo fato de pertenceram a determinada etnia ou religião? Qual a diferença entre um massacre provocado por um Drone ou um ataque perpetrado por duas pessoas?

O que é um ato terrorista? A cultura da eliminação de quem pensa diferente é uma cultura terrorista? Quantas vezes os países onde prepondera a religião muçulmana provocaram guerras contra outros países usando por álibi terem, os invadidos, religião não muçulmana?

A mídia brasileira faz questão de esquecer que o WikiLeaks vazou um documento que desnudava uma estratégia da CIA: “Strategy for Engaging Brazil on Defamation of Religions”. O ódio religioso é uma indústria azeitada e ajeitada pela máquina de guerra norte-americana e seus ventríloquos pelo mundo.

Aliás, alguém ainda lembra da “cruzada” do Bush contra as armas de destruição em massa do Iraque?! Quem não sabe o que foram as Cruzadas?

O ataque não foi contra as charges, mas contra aquilo que as charges simbolizavam: o desprezo ocidental pela religião muçulmana. A desgraça da religião muçulmana foi ter nascido encima do petróleo. O ódio aos muçulmanos devido ao petróleo é compensado pelo amor ao Dalai Lama, por ser anti-china. Pelo que se saiba o Tibet não produz petróleo…

O que se verifica são os dois pesos e duas medidas, mas todas a favor da criminalização dos povos que professam a fé no profeta Maomé. Não é muita coincidência que os mesmos nazi-fascistas da Ucrânia estejam abraçados a favor da cruzada agora contra o terrorismo muçulmano?

Anders Behring Breivik, o norueguês que matou mais de 70 pessoas, era tratado pela imprensa como atirador. Já os indivíduos que participaram do massacre em Paris são tratados como “terroristas”. Conseguem perceber a diferença de tratamento? Assim a imprensa vai modificando nossas cabeças… Professor de Relações Internacionais da PUC-SP Reginaldo Nasser coloca a diferença de tratamento entre o atentado à revista francesa Charlie Hebdo e o ataque realizado em 2011 na Noruega: “Quando se descobriu que o autor era de extrema-direita, a explicação foi de que era um louco. Quando se trata do islâmico, a tendência da grande mídia é associar um a todos”. Por que não houve repúdio internacional à chacina dos estudantes mexicanos incinerados pelo narcotráfico? Onde estavam os chefes de Estado que não cobraram providência dos traficantes mexicanos e dos consumidores norte-americanos. Aliás, em se falando do mercado consumidor, há uma boa entrevista do ator argentino Ricardo Darín.

Assim como o mercado consumidor de drogas são os EUA, também é verdade que o maior vendedor de armas (Irã-contras) são os EUA. São eles que faturam vendendo armas para aqueles que depois fazem “cruzadas” contra o obscurantismo. Quem está por traz da morte de Muamar Kadafi, da Líbia, Mubarah, do Egito, Saddam Hussein, do Iraque, Bin Laden, no Afeganistão?! São os mesmos que financiaram estes personagens enquanto lhes eram úteis. Aliás, são os mesmos que ajudaram a implantar ditaduras a partir do México para baixo.

Os EUA, como a Rede Globo, deve ser um balizador, um sinalizador do lado que deveremos estar. Na mesma direção mas em sentido oposto! SEMPRE!

 

 

UJS rechaça comportamento da mídia brasileira no caso Charlie Hebdo

A UJS emitiu uma nota, na tarde desta quinta-feira (8) em solidariedade ao jornal francês Charlie Hebdo e em rechaço à imprensa brasileira que tenta, a todo custo, distorcer o fato e usar uma tragédia em benefícios próprios, ao manipular informações de modo a direcionar a opinião pública contra a democratização dos meios de comunicação no Brasil.

Crítica ao sistema bancário, em  2011, com a mensagem %22A Europa é governada pela banca%22 como título e Hitler a exclamar %22Que idiota, eu devia era trabalhar no BNP%22 (o BNP é um banco francês com sede em Paris, um dos maiores da Europa)
Crítica ao sistema bancário, em 2011, com a mensagem “A Europa é governada pela banca”, como título, e Hitler a exclamar “Que idiota, eu devia era trabalhar no BNP” (o BNP é um banco francês com sede em Paris, um dos maiores da Europa)
Quando se soube do escândalo sexual de François Hollande, que teria uma amante há vários anos, o jornal resolveu mostrar os genitais do líder do país
Quando se soube do escândalo sexual de François Hollande, que teria uma amante há vários anos, o jornal resolveu mostrar os genitais do líder do país

 

Je suis Charlie 

 

A União da Juventude Socialista manifesta publicamente o seu rechaço ao ataque a sede e ao assassinato dos membros do jornal francês Charlie Hebdo. Consideramos este um ataque a pluralidade de opiniões que o periódico representa de maneira altiva desde os anos 70.

Tais ataques servem somente para reforçar os sentimentos de intolerância quanto às diferenças políticas e ideológicas presentes na nossa sociedade em especial a ultra direita francesa e européia.

Ao mesmo tempo condenamos também, a utilização da tragédia por parte dos setores conservadores e de direita para reforçar seu discurso anti-semita, xenófobo e anti-imigrante. É importante frisar que este é um ataque, sobretudo à esquerda francesa e européia que tinha no Charlie Hebdo um instrumento de debate e luta junto à sociedade contrapondo visões conservadoras sempre em defesa da democracia.

Da mesma forma a mídia brasileira responde a esse ato ao seu velho estilo: a manipulação! Aqui os grandes meios de comunicação, controlados por oito famílias, se apresentam como paladinos da liberdade e caracterizam os atos como um ataque a uma etérea e vaga liberdade de imprensa.

Diante disso buscam associar movimentos que lutam, aqui, por uma imprensa livre e democrática, tal qual o Charlie Hebdo na França, a ações extremistas contrárias à liberdade de imprensa. Porém, a fachada democrática construída pelo PIG esconde o medo de movimentos e ações democratizadoras nos meios de comunicação brasileiros.

A União da juventude Socialista defende uma sociedade plenamente democrática, socialmente justa, desenvolvida e soberana. Por isso, defendemos o fim do monopólio midiático e a possibilidade de que as vozes do povo brasileiro manifestem-se em igualdade de condições.

Realizamos o ato na Editora Abril [às vésperas das eleições presidenciais, contra a capa da revista Veja] para revelar o caráter golpista desse e dos grandes veículos de comunicação deste país. Realizamos o ato na Editora Abril para revelar o seu compromisso histórico com os regimes autoritários que impuseram as mais cruéis formas de opressão ao povo brasileiro.

Que o exemplo de luta dos companheiros do Charlie Hebdo inspire a juventude, os movimentos sociais, as forças democráticas, todos os cidadãos honestos do Brasil e do mundo a lutar pela democracia e pela paz.

Por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, toda uma vida de combate!

Je Suis Charlie! [Eu sou Charlie, em francês]

 

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EUA, França e Inglaterra regulam a mídia igual à Argentina

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Antes de adentrar o assunto do post, vale explicar que ele é longo, bem longo. Mas se você quer tirar de verdade qualquer dúvida sobre a regulação da comunicação que agora vige na Argentina – à exemplo do que ocorre em países desenvolvidos –, e se anseia que vigore também no Brasil, não pode deixar de ler. Se o fizer, suas dúvidas serão dissipadas.

Nos últimos dias, mais uma vez se confirmou a decrepitude da legislação brasileira sobre a comunicação social, sobretudo em relação a mídias eletrônicas, com destaque para a televisão, ainda o meio de comunicação mais influente do país, à diferença do que ocorre nos países desenvolvidos, onde a internet, há muito, já se tornou o principal meio de comunicação.

A evidência do atraso brasileiro na legislação sobre mídias se deu na forma distorcida e, inclusive, mentirosa com que a dita “grande mídia” reportou a decisão da Corte Suprema de Justiça da Argentina no sentido de considerar “constitucional” a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, dita “Ley de Medios” – ou, em bom português, “Lei da Mídia”.

A grande mídia brasileira é composta por cadeias de televisões e rádios, jornais e revistas impressos, grandes portais de internet e redes de tevê a cabo pertencentes a um reduzido grupo de magnatas do setor. Ela tratou de apresentar o novo marco regulatório argentino como produto de “Guerra entre o governo da presidente Cristina Kirchner e o grupo Clarín”.

Mais do que isso, tenta vender a ideia de que na lei argentina recém-aprovada haveria alguma coisa diferente do que há nas legislações de países desenvolvidos, sobretudo dos Estados Unidos e de países da Europa central.

A legislação argentina (“Ley de Medios”) foi considerada pela ONU uma das mais avançadas do mundo exatamente porque se amparou nas experiências de países desenvolvidos.

Tanto nos EUA quanto no Canadá, na França, na Inglaterra, na Alemanha e em praticamente todas as nações mais democráticas e econômica e socialmente mais desenvolvidas não só as leis são duras com oligopólios inclusive de mídia como, também, as populações desses países, mais escolarizadas, entendem que excesso de poder de um único grupo de mídia é danoso à sociedade. Transcrevi trechos do Blog da Cidadania. Leia mais 

 

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Os escândalos do propinato na Petrobras e da cartelização em São Paulo

por Luís Fernando Veríssimo

 

petro

Despidas de todas as suas outras óbvias implicações, as revelações sobre a relação das empreiteiras com as estatais e o poder público são uma aula do capitalismo de compadres em ação. Os escândalos do propinato na Petrobras e da cartelização em São Paulo para assegurar contratos sem obedecer à aborrecida formalidade de licitações provam, como se fosse preciso mais provas, o que está no Marx para principiantes: o caminho natural do capital é para o monopólio.

O compadrio das empreiteiras faz pouco da importância da competição no mercado supostamente autorregulavel da pregação liberal. É compreensível que a direita festeje o embaraço da esquerda com as revelações que levaram diretores de empreiteiras à prisão e podem até punir a Dilma pela audácia de ganhar as eleições. Mas o capitalismo brasileiro também está levando suas lambadas neste entrevero.

O Roberto Campos chamava a Petrobras de ‘Petrossauro’ e entregá-la a estrangeiros mais competentes sempre foi um mantra da direita. Os entreguistas não orquestraram o que está acontecendo com a Petrobras agora, mas, se tivessem planejado sua atual transformação, de orgulho nacional em vergonha nacional, não teriam tido tanto sucesso. É, irônica e dolorosamente, sob um governo de esquerda, aspas à vontade, que o orgulho está chegando a um estado terminal.

Nem a Margaret Thatcher, que privatizou toda a Inglaterra, tocou no serviço nacional de saúde do país, que atravessou governos conservadores e pseudoprogressistas e permanece até hoje como uma espécie de cidadela socialista, sem aspas, em meio à comercialização de tudo.

O Chile de Pinochet seguiu à risca a receita neoliberal da escola de Chicago para a sua economia, mas nem Pinochet acabou com o controle estatal do cobre, que também continua até hoje.

Não se esperava que a cidadela Petrobras, que sobreviveu aos ataques da direita durante todos estes anos, fosse ser atacada por dentro. Mesmo que o governo não esteja envolvido diretamente no esquema da corrupção, é responsável pelo desleixo que a propiciou. E pela alegria dos entreguistas.

 

Nani
Nani