“República do Paraná”. Todo separatista é um traidor, e deve ser preso por pregar uma guerra civil

Celso Deucher, führer do movimento O Sul é o Meu País, numa maquinação realizada em Passo Fundo
Celso Deucher, führer do bródio O Sul é o Meu País, numa maquinação realizada em Passo Fundo

 

É o caso do bunda mole Celso Deucher, escritor medíocre que lidera um movimento de extrema direita, nazista, racista, tucano, que inclusive apela para uma intervenção militar estrangeira, pretendendo separar do Brasil os Estados do Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Esse seboso tropel de traidores da Pátria, ora conhecido como “República do Paraná”, está realizando campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, repetindo o discurso de Aécio Neves e caterva.

Com “vergonha moral” do Brasil, o apátrida Celso Deucher, presidente do hatajo O Sul é Meu País, pede “desculpas” por ser brasileiro: “cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, essa imagem que o Brasil faz questão de passar”. 

“A gente vê o governo abrindo mais vagas no Bolsa Família, mas não vê postos de trabalho”, reclama Deucher. “Nós queremos nos livrar, porque esse Estado, Brasília, não nos representa. Ele não diz nada para nós, o que ele diz é só coisa ruim”, conclui. A rejeição a Brasília é o mote dos panfletos que os traidores imprimem e distribuem.

"Para tirar Brasília do nosso bolso"- críticas à política nacional são recorrentes no discurso da mamparra
“Para tirar Brasília do nosso bolso”- críticas à política nacional são recorrentes no discurso da mamparra

Escreve Fernanda Canofre: Os separatistas também se creem injustiçados na representação parlamentar. Deucher reconhece que algumas das “oligarquias que tomaram conta do Estado nacional” são do Sul. Ainda assim, acredita que o cálculo do quociente eleitoral – que divide o número de eleitores pelo número de cadeiras disponíveis – faz com que o Sul nunca seja ouvido. “Como eu preciso de 17 catarinenses para valer um voto de um cara, sei lá, do Acre? De onde que saiu essa conta tão louca que um tem que ter poder econômico e outro tem que ter poder político? Num tempo em que o voto universal é um voto, como que isso continua acontecendo no Brasil, né? Essa questão aí, ela é seríssima. Por quê? Porque ela tira o valor como cidadãos que nós temos, como brasileiros. Tira a nossa força de lutar por aquilo que nós queremos”, frisa.

Na conferência, as “oportunidades” de expansão do movimento e formas de se espalhar a ideia são discutidas durante uma Oficina de Planejamento Estratégico. Um dos participantes sugere que o movimento utilize a mesma estrutura do marketing multinível – o polêmico esquema de pirâmide – esclarecendo que aqui não entraria dinheiro. Ele explica que uma pessoa seria responsável por integrar outras três à organização; essas três, outras três; e assim por diante. Outro integrante reconheceu na ideia uma estratégia também utilizada por igrejas evangélicas para arrebanhar mais fiéis: “Ah, sim, na igreja chamamos isso de igreja em células. Pode funcionar!”, exclama.

O livro é a mistura do Mein Kampf de Hitler com histórias dos movimentos libertários do Sul. Uma salada para fanatizar a elite branca que não se sente brasileira
O livro é a mistura do Mein Kampf de Hitler com histórias dos movimentos libertários do Sul. Uma salada para fanatizar a elite branca que não se sente brasileira

Mas a polêmica maior é o ter ou não ter participação ativa na política brasileira. Um dos participantes, Hermes Aloisio, vice-presidente do movimento em Passo Fundo, foi também candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul pelo PRTB, o partido de Levy Fidelix. No programa de governo de sua coligação, o plebiscito pela “autodeterminação política e econômica” é uma promessa. Deucher tenta se afastar disso. Fala que alguns políticos já demonstraram interesse em apoiá-los: “Só que nós não queremos esses apoios, entendes? Porque os caras são sujos, pô”.

Na mesma época em que os catarinenses tentavam reunir os três estados sulistas em torno da causa com a fundação de O Sul é Meu País, em Porto Alegre, a República Federativa dos Pampas virava notícia nacional. Em 1993, Irton Marx, presidente da organização que defendia um território independente só para os gaúchos, protagonizou uma reportagem no Jornal Nacional da Rede Globo defendendo um país que falasse alemão. Acabou sendo acusado de nazista e processado pelo Estado. Uma imagem que, mesmo com a absolvição de Marx, ainda assombra os separatistas de hoje.

“O cara (Marx) criou um país inteiro. Ele sentou numa mesa e – com o perdão da palavra – se masturbou com a ideia e botou tudo ali. (…) Ele era radical, personalista, era ele que era o gostosão do negócio. Era ele que ditava as ordens, e isso começou a desagradar todo mundo”, critica Deucher. Depois da secessão sulista, o movimento representado por ele decidiu se legalizar, registrando inclusive um CNPJ, se formalizando como pessoa jurídica.

O presidente alega que, na década de 1990, o grupo foi espionado pelo governo. Pessoas que se apresentavam como interessados na causa participavam das reuniões, gravavam conversas e, um tempo depois, aparecia um processo contra os separatistas. Outras vezes, recém-chegados pediam a palavra e revelavam um discurso fascista. Deucher conta que isso ainda se repete vez ou outra. Há oito meses, um militar da reserva gravou um dos encontros e registrou representação contra ele no Ministério Público com base na Lei de Segurança Nacional.

Ainda que Deucher critique o personalismo de Irton Marx, é difícil separar sua figura de O Sul é Meu País. Ele mesmo admite ser procurado para palestras dentro dos movimentos de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá como referência do assunto.

Para Celso Deucher, o separatismo é pessoal. Vem daí sua terceira razão para a criação de um novo país: “É tu te sentir parte de um país. Nós não nos sentimos brasileiros. Não sei o porquê. Não sei o que é que houve. Cara, como é que tu vai me obrigar a me sentir brasileiro? Entendeste? Não tem outra nacionalidade que eu me sinta mais. Eu não me sinto alemão, não me sinto italiano, não me sinto nada: eu me sinto sulista”, revela. Assim como a maioria dos separatistas reunidos na conferência, além da geografia e mesmo a neve que, para eles, “respeita os limites geográficos” e não cai em São Paulo, o que os afasta da ideia do Brasil como nação é que o país passou a representar vergonha moral.

Os nazistas, como faziam os integralistas de Plínio Salgado, usam frases indígenas como slogam. Fotografias de Fernanda Canofre / Vice Brasil
Os bichos da República do Paraná, como faziam os integralistas de Plínio Salgado, para enganar os tolos, usam frases indígenas como slogans. Fotografias de Fernanda Canofre / Vice Brasil

– Esse sentimento interno, essa coisa dentro de mim, dentro de milhões de outras pessoas, de não se sentirem brasileiros, de terem vergonha de serem brasileiros, de quando perguntada ‘De que país tu é?’, ‘Cara…meu, eu sou do Brasil, bicho. Desculpa’. Entendeste? Tu implorar desculpas pras pessoas por ser do Brasil. Cara, eu não sou daquele país lá da bunda grande, da mulata puta, do não sei o quê – eu não sou. Peraí, cara. Não é isso. Sabe, essa imagem que o Brasil faz questão de passar. Sabe, do tráfico humano, do tráfico sexual. Sabe, esse país erótico em que as menininhas com doze anos colocam os peitinhos para fora e chamam os gringos pra virem comer elas (sic). Esse país não é o meu, cara – destaca.

“Mas tu não achas que exploração sexual acontece no Sul também?”, perguntei. – Acontece, acontece muito, justamente por quê? Porque nós temos lá inclusive uma sulista, uma Xuxa da vida, que erotizou a mulheradinha desde pequenininha. Qual é o negócio? Mostra a bundinha, filha. Mostra os peitinhos, filha. Diz que tu é gostosa, filha. Tu me entendeu? Quem é que fez isso, onde é que tá a mística desse troço aí? TV e outros meios de comunicação que sempre trabalharam isso como produto nacional. Nós somos um povo querido, alegre, e nossas mulheres são as mais gostosas. Não é isso? É isso que nós vendemos lá fora”. Leia mais

 

 

Copa das Copas. Grande imprensa torce contra o Brasil

La Mano de Dios é o nome de um gol histórico marcado por Maradona no jogo da Seleção Argentina contra a Inglaterra, válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo FIFA de 1986.

Ao final do jogo, questionado sobre se tinha feito o gol com a mão, Maradona assim respondeu: “Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”.

O gol virou tema de livros e filmes na Argentina.

A vitória do Brasil sobre a Croácia foi apresentada pelo Correio da Manhã, para um exemplo,  com o neologismos “presente” do juiz japonês.

É que a grande imprensa conservadora e elitista, inconfessa e interesseiramente, torce contra o Brasil, por imaginar que o Brasil campeão beneficiaria Dilma eleitoralmente.

O Correio Braziliense jamais combateu os governadores corruptos de Brasília. E vê roubo no erro de um juiz. Que este julgamento fique para a imprensa estrangeira.

No mais, futebol não é guerra. Apenas um divertimento esportivo.

correio_braziliense. presente japonês

ARGENTINA
ARGENTINA
URUGUAI
URUGUAI
ARGENTINA
ARGENTINA
ARGENTINA
ARGENTINA

AMORES PALACIANOS

por Talis Andrade

 

Saudades dos tempos

do Brasil romântico

Do desmaio epilético

de Pedro I

ao ver Amélia

Dos sonetos de amor purus

de Pedro II

Do desmaio apoplético

de marechal Hermes

ao ver Teffé

na luminosidade

de uma tarde

ensolarada

.

Saudades dos tempos

do Brasil romântico

João Pessoa morto

porque veio ao Recife

ao encontro venéreo

de uma cantora

de opera

.

Saudades dos amores

invertidos do ditador de 37

Dos amores secretos

do presidente que transou

o belo travesti dando

de presente a operação

de mudança de sexo

.

Saudades dos amores

do Brasil romântico

as vedetes suspirando

pelo topete de Itamar

.

Mudado moderno tempo

Os políticos disputam

no paredão do Grande Irmão

as garotas de Jeany a cafetina

de belas meninas que aliviam

o mortório semanal

de passar três dias no vazio

na solidão noturna

dos palácios de Brasília

cidade dormitório capital

do gigante adormecido

em um berço esplêndido

Amélia de Leuchtenberg
Amélia de Leuchtenberg
Nair de Teffé
Nair de Teffé

Estupros na Universidade de Brasília. A polícia prende e arrebenta, não protege estudantes

por Denis Oliveira/ Agência Brasil

Foto Fabio Rodrigues Pozzebom
Foto Fabio Rodrigues Pozzebom

O Movimento Mulheres em Luta (MML) fez nesta terça-feira (22), uma manifestação na Universidade de Brasília (UnB) pedindo mais segurança no campus. As estudantes pedem a contratação de pessoas treinadas para protegê-las. O grupo iluminou com velas e tochas o percurso que vai da L2, avenida que margeia a universidade,  até o Instituto Central de Ciências (ICC), trecho que, de acordo com as estudantes, tem alto índice de estupros.

De acordo com a estudante de serviço social da UnB e membro do MML, Marissa Santos, a universidade só tem segurança patrimonial, o que não é suficiente na opinião dos alunos. Ela relata que todo semestre há casos de vários tipos de violência, inclusive estupros, dentro do campus. Ela também reclama que a iluminação da universidade é precária, o que ocasiona mais insegurança para as pessoas, principalmente mulheres, o foco do protesto.

Além disso, as alunas pedem a disponibilização de mais linhas de ônibus para a UnB, para evitar que a superlotação do coletivo ocasione abusos, e de mais linhas de transporte interno, para que elas  não se arrisquem ao caminhar até a avenida principal para pegar o ônibus.

Luíza Oliveira, estudante de ciências sociais e também membro do MML, disse que o grupo vai entregar um ofício para reitoria pedindo uma audiência para que um planejamento estratégico de segurança possa ser discutido. Ela disse à Agência Brasil que a universidade tem um plano de segurança arquivado, que não foi aplicado.

De acordo com Luíza, a segurança do campus da UnB é um tema antigo entre os alunos, mas o movimento de hoje foi pensado depois do sequestro relâmpago de três estudantes no estacionamento do ICC. “Depois do sequestro, as rondas daPolícia Militar aumentaram, mas a polícia não está preparada para fazer a nossa segurança. Precisamos de seguranças da UnB treinados para evitar situações de violência, principalmente contra mulheres”, disse Luíza, acrescentando que a universidade deve contratar principalmente mulheres para fazer a segurança.

Da Agência Brasil

 

Apologia do estupro

Estudantes de Engenharia promoveram, este ano, cartazes anunciando “Caiu nas redes é… estupro”.

A foto, postada por um estudante de pedagogia no Facebook, mostra dois universitários segurando um cartaz que leva à interpretação de que calouras serão estupradas. O link já foi compartilhado por mais de 3,5 mil pessoas na rede social Facebook.

O estudante de pedagogia Virgílio Soares, que fez a denúncia em seu perfil do Facebook, afirmou pela rede social ter conversado com os universitários que carregavam o cartaz. “(Os alunos) insistiram em manter a exibição do cartaz de forma orgulhosa, como é possível observar na foto, resolvi publicar nos mais diferentes grupos da rede social Facebook, com a finalidade de problematizar e fomentar o debate contra sobre o machismo e a violência contra a mulher”, relatou.

Desde maio de 2012, a UnB tem uma resolução que define regras rígidas em relação aos trotes feitos no campus da universidade. O texto, aprovado pelo conselho universitário da instituição, definem o chamado trote sujo, descrito como “qualquer forma de violência que submeta o calouro e outro membro da comunidade acadêmica a ações que lhe atinjam a integridade física ou psíquica, a tortura, o tratamento ou castigo cruel, desumano, degradante, constrangimento e situações de discriminação de qualquer natureza”. As punições para quem infringir as regras já estão previstas no estatuto da universidade e vão desde uma advertência até a expulsão. [É preciso que a polícia seja chamada.

cartaz-estupro-unb

Em quatro anos, registros de estupro cresceram 157% no Brasil

A notícia do estupro de uma jovem de 23 anos por seis homens em um ônibus em Nova Délhi chocou o mundo e jogou luz sobre o problema da impunidade contra esse crime na Índia. Os registros mais recentes do Brasil, no entanto, mostram que somente entre janeiro e junho de 2012 ao menos 5.312 pessoas sofreram algum tipo de violência sexual.
O número representa uma queda de 28% em relação a 2011, mas um crescimento de 54% em relação ao mesmo período de 2009. Essa estatística inclui os casos de estupro, assédio sexual, atentado violento ao pudor, pornografia infantil, exploração sexual e outros crimes sexuais. Em média, a cada dez casos, 8,5 são contra mulheres. No caso específico de estupros, de 2009 a 2012, houve crescimento de 157%.
Até 2009, o Código Penal só tratava como estupro a agressão com penetração vaginal comprovada. O toque e até a penetração anal eram tratados como atentado ao pudor. A mudança na lei, na avaliação de Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, encorajou as mulheres a denunciar as agressões, influindo sobre as estatísticas.
— As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar, elas estão se sentindo menos culpadas — avalia Aparecida.
O Ministério da Saúde diz que os casos de violência passaram a ter notificação obrigatória em todos os serviços de saúde apenas em 2011, o que contribui para o aumento da quantidade de casos. Aparecida ressaltou o aumento dos estupros coletivos no país, especialmente em festas. Em agosto de 2012, os dez integrantes de uma banda de pagode teriam estuprado duas adolescentes após um show na Bahia. Em fevereiro do mesmo ano, cinco mulheres foram estupradas, das quais duas morreram, em uma festa em Queimadas, na Paraíba. Nove homens foram detidos.
A secretária diz que os movimentos em defesa das mulheres têm usado bem as redes sociais para protestar. As ONGs teriam conseguido, por exemplo, evitar a contratação da banda de pagode para eventos e até retirar o patrocínio de empresas ao grupo.
— Não tem revolta como teve na Índia. Mas existe um outro tipo de mobilização no Brasil que tem funcionado, que são as redes sociais — avalia Aparecida.
Se os casos se contam aos milhares no Brasil, entidades de defesa da mulher advertem que a punição ainda é muito baixa, apesar do aumento progressivo das denúncias que chegam à polícia. Segundo o Ministério da Justiça, há no Brasil 12.704 presos por estupro — 99,2% são homens. Há ainda 8.005 presos por atentado violento ao pudor e 665, por corrupção de menores.
Leila Linhares Barsted, coordenadora executiva da Cepia, uma ONG que atua contra a violência sexual, acredita que um dos motivos da impunidade é o baixo índice de mandados de prisão cumpridos neste tipo de crime.
— Uma coisa é a polícia mandar prender, outra coisa é o indivíduo ser achado para ser preso — afirma Leila, ao concordar que as mulheres estão mais encorajadas a denunciar seus agressores. — De fato, muitas mulheres estão mais corajosas para denunciar. Quanto mais se divulgam informações sobre direitos e quanto mais se oferecem serviços, vai aparecer mais violência. O que acontece é que o aumento da demanda das vítimas aos serviços públicos dá visibilidade maior aos crimes.
Proporcionalmente ao número de habitantes, o Rio de Janeiro tem o menor índice de estupradores presos: 1,4 por 100 mil pessoas. Já Roraima está em primeiro lugar: são 26,15 presos por estupro para cada 100 mil habitantes.
No estado do Rio, 16 estupros por dia
Se os dados do SUS apresentam um aumento nas notificações, os dados da Secretaria de Segurança do Rio apresentam números ainda mais assustadores. De janeiro a outubro do ano passado, foram registrados 5.055 casos de estupro, mais do que as 4.022 ocorrências, registradas entre janeiro e dezembro de 2011, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP).
Em 2012, houve, em média, a ocorrência de 16 estupros por dia no estado. Os agressores mais frequentes são amigos ou conhecidos, com 1.333 registros; o pai, com 447; e o padrasto, com 444.
Para enfrentar as agressões sexuais no país, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres tem investido em duas frentes: campanhas educativas para atingir principalmente crianças e adolescentes, uma vez que o agressor normalmente é um parente ou conhecido da família; e fortalecer os serviços de atendimento públicos disponíveis para a vítima, como as delegacias e os profissionais nos hospitais e postos de saúde.
— Isso mostra o comportamento machista da nossa sociedade, que autoriza que homens se apropriem do corpo da mulher. É como se o homem não pudesse ouvir o não. Se a sociedade não começar a reagir, nós logo vamos estar numa situação como a da Índia —afirmou Aparecida.
Fonte: agenciapatriciagalvao.org.br

Violações contra jornalistas nos protestos de rua passam de 82. A polícia prende e arrebenta

A Abraji contabilizou 21 casos de violação contra 20 profissionais da imprensa durante os protestos realizados no 7 de Setembro. A polícia foi a autora de 85% das agressões – dezoito casos – na maioria das vezes por uso ostensivo de spray de pimenta. Os números podem aumentar conforme mais casos forem confirmados. Os 21 casos registrados pela Abraji estão organizados em uma planilha disponível para download neste link: http://bit.ly/15R0fgi.

Brasília foi a cidade mais violenta para os profissionais da imprensa: 12 jornalistas foram agredidos, todos por policiais militares. O fotógrafo Ricardo Marques, do jornal Metro, desmaiou após ser atingido no rosto por spray de pimenta. Uma de suas câmeras foi furtada. A fotorrepórter Monique Renne, do Correio Braziliense, registrou o momento em que um policial jogou spray de pimenta diretamente em sua câmera; ao fotografar a cena, André Coelho, do mesmo jornal, foi agredido por PMs.

SJP-DF lança carta aberta em repúdio à truculência da Polícia Militar do DF. Policiais utilizaram gás de pimenta, gás lacrimogênio, balas de borracha e cães para coibir diretamente a atividade de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas durante a cobertura dos protestos de 7 de Setembro. Confira a carta http://tinyurl.com/nngm7sy Foto: Carlos Vieira, do Correio Braziliense, precisou de ajuda para se recuperar. André Coelho, de O Globo, foi atingido por bala de borracha. Breno Fortes/Iano Andrade/ CB/DAPress
SJP-DF lança carta aberta em repúdio à truculência da Polícia Militar do DF. Policiais utilizaram gás de pimenta, gás lacrimogênio, balas de borracha e cães para coibir diretamente a atividade de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas durante a cobertura dos protestos de 7 de Setembro. Confira a carta http://tinyurl.com/nngm7sy
Foto: Carlos Vieira, do Correio Braziliense, precisou de ajuda para se recuperar. André Coelho, de O Globo, foi atingido por bala de borracha. Breno Fortes/Iano Andrade/ CB/DAPress
André Coelho: "Resultado do disparo de bala de borracha por parte da PM-DF, durante a cobertura do Dia da Independência em Brasília. Ontem compareci à Corregedoria da Polícia Militar do DF e em seguida ao IML. Mais alguém compareceu?"
André Coelho: “Resultado do disparo de bala de borracha por parte da PM-DF, durante a cobertura do Dia da Independência em Brasília. Ontem compareci à Corregedoria da Polícia Militar do DF e em seguida ao IML. Mais alguém compareceu?”

No Rio de Janeiro, o repórter da Globo News Júlio Molica foi duplamente atingido: pelo spray de pimenta da PM e por chutes de manifestantes, que tentavam expulsá-lo do local.

Os manifestantes também se voltaram contra a imprensa em Manaus: a repórter Izinha Toscano, do Portal Amazônia, levou socos nas costas; Camila Henriques, do G1 Amazonas, foi empurrada. Elas tentavam registrar a prisão de alguns manifestantes.

Forças de segurança: tradição de violência


Os números mostram a recorrência das forças de segurança como autoras de violência contra jornalistas. No último sábado, as PMs igualaram o recorde de 13 de junho, quando agentes de segurança também agrediram 18 profissionais da mídia.

Desde o dia 13 de junho a Abraji já contabilizou 82 violações contra jornalistas durante a cobertura de manifestações. A planilha completa com os nomes de todos os profissionais agredidos, veículos para o qual cada um trabalhava, data e local da agressão está disponível para download neste link: http://bit.ly/13C5YKi.

A Abraji repudia as ações de policiais e de manifestantes contra profissionais da imprensa. Agressões são sempre injustificadas. Quando os agredidos são repórteres, todos os cidadãos terminam sendo vítimas da falta de informação.

Fotos e legendas transcritas da Página de André Coelho no Facebook

Seletividade da ação policial contra negros, jovens e pobres

pm capitão bruno 2

Milhões de pessoas foram às ruas protestar esse ano. Se em determinado momento não se sabia quais eram as principais bandeiras levantadas pelos manifestantes, podemos dizer que a repressão policial às manifestações foi um dos fatores determinantes para a tomada das ruas pela população.

Manifestações que começaram com pautas específicas, como contra o aumento ou contra os gastos com a copa, rapidamente se ampliaram em junho após desastradas ações da polícia que deixaram dezenas de militantes e jornalistas presos e feridos. A população deixou claro que a rua é do povo, onde quer protestar pelos mais diversos motivos. Mas esse direito, o direito à rua, é um que ninguém pode nos tirar.

Ainda assim, ao longo da copa das confederações vimos um alto investimento dos governos em blindados, tanques e armas para controle das manifestações. Se antes nos prometeram ampliação de investimento em infraestrutura nas nossas cidades como legado da copa, o verdadeiro legado está sendo a ampliação do aparato repressor e a restrição de direitos. No Congresso Nacional está em análise um projeto que pode enquadrar como crime de terrorismo manifestações em volta do estádio. Na Câmara dos Deputados foi apresentado projeto que aumenta a pena por dano ao patrimônio, crime nos quais a polícia tem tentado enquadrar os manifestantes. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi aprovada uma lei que proíbe manifestantes de usarem máscaras em protestos.

É evidente a seletividade da ação policial contra negros, jovens e pobres, simbolizada, nos últimos tempos, pelo desaparecimento de Amarildo de Souza. Esse caso é representativo do caráter segregatório da polícia no nosso país, que desde sua constituição atua seletivamente e se profissionaliza na prática da tortura durante a Ditadura Militar.

Da forma como está instituída, a polícia se limita a agir na punição das condutas delitivas, depois de ocorrida a situação de violência. Como é a primeira instituição a entrar em contato com o agente a ser punido, funciona como um filtro, reproduzindo as diversas desigualdades já existentes na sociedade.

Mas já hoje as polícias exercem um papel fundamental por estarem mais próximas das comunidades. Em muitos lugares das nossas cidades são a única representação do Estado no local, sendo procurados para resolver todo tipo de problemas e restrições de direitos.

Quando defendemos a desmilitarização da PM defendemos o fim da hierarquia militar na estrutura policial, mas defendemos também o controle público sobre a atividade policial e o fortalecimento do caráter comunitário do policiamento. Devemos considerar um significado para segurança pública que abranja as idéias de efetivação dos direitos fundamentais e o aspecto dual da segurança pública, manifestado tanto na redução dos índices de criminalidade real quanto na diminuição do sentimento de insegurançapresente na sociedade.

2 Bruno

Estamos no meio de uma disputa sobre as nossas cidades, sobre as prioridades do nosso país, sobre nossos direitos. Alguns querem impedir as manifestações para garantir a realização de festas e grandes eventos sem “interferências negativas”. Para isso aumentam o aparato repressivo e restringem direitos. Nós acreditamos no poder das ruas, na capacidade do povo impulsionar mudanças através da livre organização. Acreditamos que as cidades devem ser de todas e de todos; que o Estado deve antes garantir direitos, não se utilizar de violência e restrição de liberdade. Nós lutamos pela segurança de todas e de todos, não de uns contra os outros.

Chamamos negras, pobres, policiais, estudantes, homossexuais, favelados, prostitutas, empresários, maconheiras, trabalhadores, bombeiras, desempregados, todas e todos que queiram se unir para construir esse verdadeiro legado para a sociedade: um legado de reafirmação de direitos para o fortalecimento da esperança de mudanças.


Transcrevi do Blog do Grupo Brasil e Desenvolvimento

 

 

 

Vândalos usaram uma frota de caminhões de carga para uma guerra campal em Brasília

PM APREENDE ARSENAL QUE SERIA USADO EM PROTESTO

 

a guerra à brasileira

Contêineres com pedras, barras de ferro, pneus e garrafas foram escondidos ao longo da Esplanada horas antes do desfile; “Apuramos que o grupo de manifestantes pretendia queimar uma barreira de pneus na frente do Palácio do Buriti, mas conseguimos frustrar os planos dos vândalos”, ressaltou o secretário de segurança, Sandro Avelar.

Ôxe! quantos caminhões foram precisos para levar toda esta carga da barra pesada? A contagem é fácil: os mesmos que foram precisos para retirar os contêineres com pedras, barras de ferro, areia etc. A danação é que a polícia não prendeu nenhum proprietário dos caminhões e quem alugou a frota. Quando os locais estratégicos estão repletos de câmaras de segurança e policiais e soldados estaduais e federais. Além de funcionários de empresas de vigilância.

Agência Brasília – Um verdadeiro arsenal de pedras, barras de ferro, pneus e outros objetos escondidos na Esplanada dos Ministérios antes das comemorações de 7 de Setembro foi aprendido a tempo de evitar o conflito entre manifestantes e forças de segurança, conforme balanço divulgado hoje pela Secretaria de Segurança.

“Desde sexta-feira, a polícia mapeia a ação de pessoas ligadas a grupos de manifestantes que esconderam contêineres ao longo da Esplanada, inclusive nos fundos de ministérios, contendo material inflamável, pedras e barras de ferro”, destacou o secretário de segurança Sandro Avelar.

Os detalhes das apreensões foram divulgados apenas nesta segunda-feira 9 para evitar interferências no trabalho da equipe de inteligência da PM, que monitorava ações de vândalos para agir preventivamente.

Durante as madrugadas de quinta e sexta-feira passadas, sacos de areia foram posicionados cuidadosamente em pontos ao longo da Esplanada, para serem jogados, segundo as investigações, nos olhos dos policiais durante as manifestações.

Cerca de 150 pneus também foram apreendidos em um terreno próximo a Escola de Governo do GDF, em um ponto estratégico próximo ao Palácio do Buriti.

“Apuramos que o grupo de manifestantes pretendia queimar uma barreira de pneus na frente do Palácio do Buriti, mas conseguimos frustrar os planos dos vândalos”, ressaltou o secretário.

Dezenas de garrafas de vidro, objeto que costuma ser usado para a fabricação de coquetéis molotov, também foram apreendidas ao longo do sábado e nas primeiras horas de domingo.

[A informação mostra quanto vulneráveis são os prédios sedes do Governo da União e do Governo do DF. Pela sua gravidade – a destruição de ministérios e possíveis mortes – , as Forças Armadas, a Polícia Federal, os serviços de informações estratégicas e de inteligência devem investigar tanto descaso. Pela denúncia qualquer baderneiro ou terrorista ou espião de nação estrangeira pode explodir o centro de decisões da Capital do Brasil]

“Desde sexta-feira, a polícia mapeia a ação de pessoas ligadas a grupos de manifestantes que esconderam contêineres ao longo da Esplanada, inclusive nos fundos de ministérios, contendo material inflamável, pedras e barras de ferro”, destacou o secretário de segurança Sandro Avelar.

pneus

 

[Mapeou, mapeou, e ficou nisso… É muita incompetência. Uma vergonhosa verdade ou uma orquestração que visa justificar o terrorismo policial contra indefesos e pacíficos estudantes, com ou sem máscaras, e jornalistas. Que prendessem, pelo menos, os motoristas dos caminhões invisíveis… Era um bom começo para chegar aos proprietários do “arsenal”]