A DROGA SUMIU, O HELICOCA A JUSTIÇA MANDOU ENTREGAR AO DONO, NÃO TEM NENHUM TRAFICANTE PRESO, QUE O PROCESSO SEQUER EXISTE. RAZÃO DA CENSURA: QUE O POVO ESQUEÇA

Eta Brasil sem liberdade de imprensa! 

 

O portal Diário do Centro do Mundo recebeu ordem judicial para retirar do ar suas reportagens investigativas sobre a apreensão de 445 quilos de cocaína transportados em um helicóptero da família do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves.

 

Redação Portal Forum

Por conta de uma liminar da juíza Mônica de Cassia Thomaz Perez Reis Lobo, o DCM foi notificado a “suspender a publicidade das notícias veiculadas no site” sob pena de pagar mil reais de multa por dia. O hotel-fazenda Parque D’Anape, no interior de São Paulo, entrou com um processo por ter sido citado em três reportagens sobre o caso do helicóptero da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG) – aliado histórico do presidenciável tucano Aécio Neves -, apreendido com 445 quilos de cocaína no Espírito Santo, em novembro de 2013.

As três matérias, ‘Tenho Medo de Morrer’: o piloto do helicóptero dos Perrellas fala ao DCM”; “O helicóptero dos Perrellas pousou em hotel de São Paulo”; e “O fracasso da guerra às drogas e o helicóptero dos Perrellas” deram base para o documentário investigativo “Helicoca: o helicóptero de 50 milhões de reais”, realizado pelo jornalista Joaquim de Carvalho.

De acordo com texto publicado, Kiko Nogueira, diretor-adjunto do DCM, o portal não foi ouvido e nem teve a oportunidade de apresentar qualquer defesa. “Mesmo determinando a retirada das reportagens, a juíza Mônica afirma que isso não significa ‘prejuízo do direito de livre expressão e crítica’”, escreveu Nogueira.

O documentário pode ser visto aqui, enquanto não for retirado do ar.

[Veja os links: A Polícia Federal, a Polícia Estadual do Espírito Santo, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro são os principais poderes que deram sumiço no processo e na droga. O helicoca já foi entregue ao dono, talvez com pedido de desculpa.

A única justiça que pode acontecer: a da omertà (a lei do silêncio) imposta pelos mafiosos.  E a dos justiceiros: transformar testemunhas e empregados dos traficantes em arquivo morto.

A justiça tão generosa no golpe a jato, jamais concederá delação premiada aos pilotos do helicóptero dos Perrella. Jamais]

Leia reportagem de Cíntia Alves: “O aeroporto de Cláudio, o helicóptero e a rota do tráfico de drogas”. Aqui 

O helicóptero do deputado Gustavo Perrella
O helicóptero do deputado Gustavo Perrella

Pelos parâmetros de Aécio Neves, o Mineirão tem razão

por Renato Roval

 

 

Aécio Neves deu uma declaração arrasadora no dia de ontem em relação ao “Ei, Dilma, vai tomar no c…” entoado por parcela da torcida da área VIP do Itaquerão. “Dilma colhe o que plantou”. Ou seja, Aécio acha que as pessoas colhem o que plantam quando são vaiadas e atacadas em um estádio de futebol.

Em 2007, no jogo Brasil x Argentina, boa parte do Mineirão cantou: “O Maradona vai se f….., que o Aécio cheira mais do que você”.

Aécio considera que ele colheu o que plantou?

Uma senhora, mãe e avo, presidenta eleita democraticamente e que governa nos limites da Constituição é atacada violentamente por um grupo e ao invés de se solidarizar com ela, Aécio Neves diz que ela foi merecedora dos ataques. Depois, seu marqueteiro deve ter lhe dado um telefonema dizendo que falara uma grande bobagem e mostrando um pouco mais do seu caráter volátil, o candidato a presidente sinaliza um recuo na declaração.

O mesmo Aécio que dias antes solicitou busca e apreensão na casa de uma jornalista carioca por supostamente ter sido atacado por ela na Internet. O mesmo Aécio que pediu busca e apreensão de computadores da UFRJ por supostamente ter sido atacado por alguém que estuda na universidade. O mesmo Aécio que não disse uma unica palavra em relação à violência sofrida pela repórter Ninja, Karinny de Magalhães, de 19 anos, que apanhou ate ficar desacordada da polícia mineira. E que foi presa de forma arbitrária e sem nenhuma prova.

Hoje, o sociólogo mineiro Rudá Ricci afirma que essas atitudes do senador demonstram que ele é misógino e apela para que as pessoas votem em qualquer candidato, menos em Aécio. É uma declaração forte, de uma pessoa que tem criticado constantemente o governo Dilma. E sinaliza um novo momento desta eleição, Aécio Neves vai se comportar como um coronel, mas há um Brasil que vai lutar muito para que esse tipo de liderança que se impõe pela força e que se alia à intolerância e ao que há de mais atrasado na sociedade não volte a estar no centro do poder.

Mas de qualquer forma, vale repetir a pergunta: Aécio Neves julga que, da mesma forma que Dilma, colheu o que plantou no Mineirão?

 

Enquanto isso em Belo Horizonte MG (BH)…

Aécio cheira

A volta do caso Perrela

Perrela
Perrela

Aécio e a pergunta proibida

Na mídia, a história dos 450 kg de cocaína no helicóptero dos Perrella virou pó

por Renato Rovai

A imprensa brasileira e o tráfico de drogas, por Carlos Latuff
A imprensa brasileira e o tráfico de drogas, por Carlos Latuff

Ontem os portais destacavam com excessivo cuidado que o helicóptero de um deputado havia sido apreendido com 450 kg de cocaína. Depois informaram que o piloto havia viajado sem autorização dos proprietários. E agora, registram que o piloto nega o fato.

Deputado e 450 quilos de cocaína. Será esse um fato tão comum que não merece tanto destaque? Principalmente se vier a se levar em consideração que este deputado é filho de um senador aliadíssimo de um candidato a presidente da República?

Estamos falando dos Perrellas e do presidente do PSDB, Aécio Neves. Aliados políticos históricos.

Mas vamos lá. Vamos imaginar que um dos filhos de Marta Suplicy fosse deputado. E um helicóptero dele fosse apreendido pela PF com 450 quilos de cocaína. Você acha que este fato teria a mesma cobertura discreta e cuidadosa que o dos Perrellas está tendo? Você acha que o Uol daria apenas registros aqui e ali do caso? Ou acha que a casa da atual ministra teria filas de repórteres tentando pular o muro para falar com ela?

Talvez o exemplo não seja o melhor. Tentemos, pois, outro exercício hipotético. Imagine que ao invés do helicóptero do filho de Marta Suplicy fosse o de um irmão do senador carioca Lindbergh. O que você acha que aconteceria? Quantos minutos isso renderia no Jornal Nacional? Quantas páginas do jornal O Globo?

Mas podemos ir ainda mais longe. Imagine que o helicóptero fosse de alguém que tivesse relação com o ex-presidente Lula. Alguém, por exemplo, que tivesse feito churrasco na casa dele uma ou outra vez. O que será que aconteceria com Lula e com o suposto churrasqueiro de Lula?

Como você acha que seria a cobertura dessa história se o avião fosse do Zeca Dirceu, deputado pelo Paraná e filho de José Dirceu? Ou de um filho do vereador Donato, que ontem voltou à Câmara para enfrentar do legislativo a quadrilha do ISS? Ou se fosse da Miruna, filha de José Genoíno?

Não se deve responsabilizar os Perrellas, Aécio ou quem quer que seja sem que seja realizada uma investigação cuidadosa. E não é disso que se trata aqui. Há, porém, indícios, que ensejam uma cobertura bem mais atenta do que a que foi feita até agora pelos principais veículos da mídia tradicional. São 450 quilos de cocaína. Não são meia dúzia de sacolinhas. É coisa de uma quadrilha extremamente profissional. E essa imensa quantidade de droga era transportada num helicóptero de uma família tradicional da política mineira.

A questão é que a cobertura midiática só tem se interessado por aquilo que leve à criminalização do PT. Independente do mérito. O que importa não é mais o crime, mas a legenda do criminoso. E por isso Demóstenes Torres flanava todo pimpão por aí. Fazendo discursos moralistas e ao mesmo tempo armando falcatruas com Cachoeira.

Aliás, você ouviu falar de Cachoeira e Demóstenes por aí? Você viu a indignação da direção do PSDB com a investigação do escândalo do metrô de SP? Pois é. É disso que se trata. Eles sabem que são midiaticamente impunes.

 

Duke
Duke

A pobre vida dos pobres traficantes do Brasil que lidam com milhões de dólares

Por que o traficante de drogas no Brasil reside nas favelas? Movimenta milhões e milhões e prefere morar em miseráveis mocambos. Quando poderia ter uma vida de luxo e luxúria.

No auge de seu império, a revista Forbes estimou Pablo Escobar como o sétimo homem mais rico do mundo, com seu Cartel de Medellín controlando 80% do mercado mundial de cocaína. Sua organização tinha aviões, lanchas e veículos caros. Vastas propriedades e terras eram controladas por Escobar durante esse período, onde ele ganhava uma soma de dinheiro quase incalculável. Estima-se que o Cartel de Medellín chegou a faturar cerca de 30 bilhões de dólares por ano.

 Sandra Ávila Beltrán
Sandra Ávila Beltrán

Escreve Paul Harris: Ela é elegante, atraente e aprecia Botox e as coisas boas da vida – mesmo na prisão. Mas a fantástica carreira de Sandra Ávila Beltrán, a baronesa das drogas mexicana, parece fadada a terminar em uma prisão norte-americana.

Ávila foi extraditada, em 2012, para os Estados Unidos. Conhecida como a “Rainha do Pacífico” por sua imensa influência nas rotas de tráfico de drogas, Ávila é uma das figuras mais excêntricas que surgiram nos últimos anos na indústria do narcotráfico mexicano, cuja violência extrema já causou 60 mil vítimas desde que a ofensiva do governo teve início em 2006. “É uma personagem curiosa. É a primeira chefona realmente sexy a chamar a atenção da mídia. Além de elegante e vaidosa, existe um fascínio por ela por ser mulher”, diz Howard Campbell, especialista em tráfico de drogas mexicano da Universidade do Texas em El Paso.

Há muito tempo os mexicanos são fascinados por Ávila, que é tema de uma popular balada sobre drogas, ou “narcocorrido”, gravada pela banda Los Tucanes, de Tijuana. “A Rainha das Rainhas” inspira o verso: “Quanto mais bela a rosa, mais afiados os espinhos”.

Ávila é famosa por apreciar boas roupas, e dizem que recebia a visita de um médico na prisão mexicana para lhe aplicar injeções de Botox. Ela queixou-se de que as regras prisionais que a impediram de receber em sua cela a comida enviada por restaurantes vizinhos infringiam os direitos humanos. E acreditava que servia de inspiração para a popular novela da TV mexicana, “La Reina del Sur”, sobre uma bela jovem envolvida no perigoso mundo dos cartéis.

México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados
México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados

Na Ilha do Governador, “e tudo isso ao lado do Galeão”, denuncia a revista Veja: Quem manda e desmanda é um barão das drogas: Fernando Gomes de Freitas, 35 anos, um dos traficantes mais poderosos e sanguinários do Rio e o que há mais tempo escapa por entre os dedos da polícia – no dia 1º de dezembro faz uma década que ele se estabeleceu no comando. Temido, temperamental, sempre cercado de seguranças, Fernandinho Guarabu, seu nome de guerra, controla o transporte, o gás, a TV a cabo, os bailes funk, a religião e, claro, a vida e a morte nos seus domínios.

O conjunto de favelas colado ao segundo aeroporto mais importante do país é uma fortaleza patrulhada dia e noite por um exército armado com mais de 200 fuzis, granadas, coletes e até armamento antiaéreo plantado nos becos. Drogas são vendidas abertamente nas ruelas. O QG de Fernandinho fica no Complexo do Dendê, por onde ele perambula com seus carrões, joias e roupas de grife, dormindo cada noite em um lugar (tem sete filhos com sete mulheres) e brandindo sua arma favorita, o fuzil AK-47 – ‘igual ao do Bin Laden’, como gosta de enfatizar. Nessa década de impunidade, colecionou catorze mandados de prisão por oito homicídios, além de tráfico de drogas, armas e extorsão. Jamais foi detido. Ele garante a liberdade na ponta da calculadora, num exemplo contundente de como a corrupção policial pode ser decisiva para a manutenção de um reinado de horror: o chefão do Dendê paga cerca de 300  000 reais por mês em propinas”.

É incrível: paga, anualmente, quase 5 milhões de reais de suborno para as autoridades brasileiras. Eis quanto a Polícia Militar do Rio de Janeiro é corrupta: “Veja ouviu mais de uma dezena de policiais com passagem pela Ilha do Governador e deles obteve ampla confirmação do propinoduto. ‘Lá no batalhão a gente brinca que o Dendê é o Citibank’, diz um sargento com quase uma década de experiência na área. ‘Os preços variam de 450 a 550 reais por dia de serviço no meio de semana, e até 1 000 no fim de semana, que é pra deixar o baile em paz’, conta um soldado. Uma das mais espantosas investigações ainda em curso sobre a quadrilha indica a participação no esquema até mesmo de uma equipe do Bope, a tropa de elite carioca. Sai caro: 12 500 reais por plantão. Outra parte do pagamento vem em forma de mimos e favores. Certa vez, ao descobrir que um PM não estava conseguindo bancar a festa de 15 anos da filha, o chefão pagou a conta. Em outra ocasião, mandou entregar picanha e linguiça para um churrasco no batalhão, e assim manteve os policiais longe das ruas em um dia de ação mais ostensiva do tráfico”. Confira 

Haja dinheiro! e esse estranho gosto de morar em uma favela. O traficante brasileiro tem mais cara de um bodegueiro, com seu pequeno estabelecimento comercial em uma rua da periferia, uma vida bem diferente de um proprietário de uma rede de supermercados, com residência nos mais paradisíacos lugares, seja no Brasil ou no exterior.

No Brasil, pelo noticiário da imprensa, não existe cartel de drogas, e sim quartéis militares. Outro mito que precisa acabar e já. Do traficante pé no chão.

As escondidas informações do helicóptero do deputado Gustavo Perrella mostram uma outra realidade. Quem comanda o governo paralelo do crime e da corrupção não é nenhum preso preso em prisão de segurança máxima, como pretende convencer a polícia e a grande imprensa. Governo oficial e governo paralelo é sempre um só. Que não existe poder acorrentado, movimentando bilhões. E bilhões. Nem voto de pobreza franciscana.

 “República do Pó” mostra seu Poder   

Texto e charge do Novo Jornal, Minas Gerais

 

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Enquanto a sociedade aguarda uma resposta das autoridades, apresentando os verdadeiros responsáveis pelo tráfico de 450 quilos de cocaína utilizando o helicóptero da família Perrella, as autoridades do Poder Judiciário estadual e federal do Espírito Santo recusam-se a assumir suas funções, utilizando justificativas que não convencem.

Exemplo? Segundo fontes do TRF, o juiz federal do Espírito Santo ao receber o processo transferido pelo juiz estadual solicitou parecer do Ministério Público, indagando se o caso não seria da “Justiça Militar” sob a alegação de que o crime “ocorreu dentro de uma aeronave”.

Evidente que o crime não ocorreu dentro da aeronave, mas sim se utilizando de uma aeronave. Juristas que acompanham o caso afirmam que esta apreensão não é um fato novo, pois nos últimos anos a maioria do tráfico de drogas tem utilizado aeronaves. 

 

Embora guardada a sete chaves, Novojornal teve acesso agora à tarde a movimentação do processo 0010730-56.2013.4.02.5001, que passou a tramitar a partir desta sexta-feira (29) na Justiça Federal capixaba, demonstrando ser verdadeira a informação de nossas fontes sobre o despacho do Juiz Federal. A versão corrente é que nenhum magistrado quer assumir o feito devido aos envolvidos.

 

Em Belo Horizonte, a imprensa ficou assustada com a novidade ocorrida no depoimento do deputado Gustavo Perrella, uma vez que por norma, nem mesmo os carros de delegados e agentes da PF passam pela portaria sem parar e identificar-se. Gustavo Perrella no depoimento prestado na última quinta-feira (28), dentro de um carro de vidros escurecidos passou junto com seu advogado direto pelo portão, dando a impressão que o mesmo teria sido aberto com a antecedência necessária para facilitar o ocorrido.

 

Opinião unânime dos jornalistas que estão cobrindo as ações da Polícia Federal na apuração da apreensão do Helicóptero, pertencente à empresa da família Perrella, que estava transportando 450 quilos de cocaína, é que o comportamento que vem sendo adotado não é comum.

 

Normalmente os delegados evitam emitir juízo de valor e antecipar conclusões investigatórias, o que não vem ocorrendo. Primeiro foi à informação transmitida mesmo antes de ser feito a perícia nos celulares apreendidos, assim como no GPS da aeronave sobre a ausência de suspeita de envolvimento do deputado Gustavo Perrella, agora o mesmo delegado apressou-se em informar à imprensa que a fazenda onde foi apreendida a aeronave não pertencia a um laranja ligado a “família Perrella”.

 

O comportamento vem passando a impressão de que existe uma tentativa em ir pouco a pouco esvaziando o caso. O piloto, co-piloto e demais personagens flagrados descarregando o helicóptero tiveram nesta sexta suas prisões em flagrante revertidas para prisões preventivas pelo juiz estadual de Afonso Cláudio ao encaminhar o processo para o TRF. Leia mais

Outra curiosidade. Toda droga do Brasil vem do exterior. Dos países do eixo do mal para os Estados Unidos. A cocaína é da Bolívia. Nunca do Peru ou da Colômbia. A polícia conhece a origem das drogas e desconhece o destino e o dono.

As armas são de guerrilheiros, exportadas via Venezuela ou Cuba.

Isso não é combate ao crime, parece mais propaganda política internacional.

Outro fato bem interessante: Os Estados Unidos jamais pediram a extradição de um traficante brasileiro. Jamais. É que o Brasil nunca prendeu um barão das drogas. Nunca.