Cunha negocia com o tráfico da Colômbia

Relatório do Ministério Público da Suíça mostra que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDBRJ), teve que apresentar explicações ao banco Julius Baer a venda de uma casa dele no Rio de Janeiro para Juan Carlos Ramirez Abadia, um dos chefes do tráfico de cocaína na Colômbia.

Os documentos, que deram origem à abertura do segundo inquérito contra o deputado, indicam que ele tratou do assunto numa visita ao escritório do banco em Genebra em junho de 2002. Abadia foi preso no Brasil e extraditado para os Estados Unidos.

Resumindo: A nossa justiça de fritar bolinhos. O nosso juiz tão determinado acabar com a corrupção, mas que não seja de políticos da oposição ao PT ou de aliados de Aécio, fez vistas grossas. A justiça da Suíça – que não tem cor partidária, não veste camisa preta – descobriu, o que a deputada Cidinha Campos já havia denunciado aqui no Brasil em 2007. Leia no Estadão

Papa Francisco: “É preciso estar dispostos a dar o perdão, mas nem todos o podem receber, o sabem receber ou estão dispostos a recebê-lo. É duro o que estou a dizer. Mas assim se explica porque há pessoas que acabam a sua vida de maneira nefasta, de maneira má, sem receber a carícia de Deus”

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A calorosa hospitalidade recebida nos Eua, os desafios da Igreja naquela Nação, a vergonha pelos abusos sexuais cometidos por alguns sacerdotes, o processo de paz na Colômbia, a crise migratória, os processos matrimoniais, a objeção de consciência, a China, as religiosas norte-americanas e as mulheres na Igreja, o poder do Papa: foram estes os principais pontos da conferência de imprensa de Francisco que, durante o vôo de regresso de Filadélfia — onde a 27 de Setembro, com a missa de encerramento do encontro mundial das famílias, terminou a viagem papal — respondeu por mais de 45 minutos a uma dúzia de perguntas.

O Pontífice disse que ficou surpreendido pela hospitalidade recebida que, embora tenha sido diferente nas três cidades visitadas nos Eua, foi muito calorosa. E acrescentou que ficou impressionado também com as celebrações litúrgicas e com a oração dos fiéis. O desafio da Igreja, disse, consiste em continuar a permanecer ao lado deste povo, acompanhando-o tanto na alegria como nas dificuldades. E isto deve realizar-se, permanecendo ao lado das pessoas.

Sobre os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, o Papa disse que falou diante de todos os bispos do país, porque sentiu a necessidade de expressar compaixão pelo que aconteceu: algo muito desagradável, pelo que muitos pastores autênticos sofreram. Sem dúvida, os abusos existem em toda a parte, disse, mas quando quem os comete é um sacerdote, isto é gravíssimo, porque é uma traição da vocação presbiteral, que consiste também em fazer crescer o amor de Deus e, ao mesmo tempo, a maturidade afetiva dos jovens.

Quanto ao processo de paz na Colômbia, o Pontífice afirmou que recebeu com alívio a notícia, e que se sentiu partícipe desta aproximação entre o Governo e as Farc.

Sobre a imigração, ao contrário, Francisco frisou que hoje estamos diante de uma crise que deriva de um processo de longo período, porque a guerra da qual as pessoas fogem se combate há anos. Além disso, há a fome, que leva as pessoas a migrar. A África, disse ainda, é o continente explorado: primeiro a escravidão, depois os grandes recursos, e agora as guerras tribais, que escondem interesses económicos. Mas em vez de explorar, seria necessário investir, para evitar esta crise.

O Papa falou também das barreiras que são levantadas nalgumas regiões da Europa, afirmando que mais cedo ou mais tarde os muros desabam, e que contudo não são uma solução.

No que se refere à questão da nulidade matrimonial, o Pontífice reiterou que na reforma dos processos foi fechada a porta da via administrativa, através da qual podia entrar aquilo que alguém definiu «divórcio católico», e que a simplificação dos procedimentos já foi pedida pelos padres sinodais no ano passado. O matrimónio é um sacramento indissolúvel, e isto a Igreja não pode mudar. Os processos servem para provar que o que parecia sacramento não era tal. Além disso, há questões ligadas às segundas núpcias e à comunhão aos divorciados recasados que no entanto, disse o Papa, não são as únicas que serão enfrentadas no iminente Sínodo.

Falou-se inclusive de objeção de consciência, e Francisco afirmou qeu se trata de um direito, faz parte dos direitos humanos e é válida para todas as pessoas, portanto também quando se trata de um funcionário público. Negá-la significa negar um direito.

Depois, o Papa falou sobre a China, ressaltando que é uma grande Nação, portadora de uma imensa cultura. E afirmou que gostaria muito de visitar aquele país, acrescentando que ter uma Nação amiga como a China, com tantas possibilidades da fazer o bem, seria uma alegria.

Voltando a discorrer sobre questões americanas, o Pontífice disse que as religiosas são muito amadas nos Eua porque fizeram maravilhas nos campos da educação e da saúde. E reiterou que na Igreja as mulheres são mais importantes do que os homens, contudo realçando que há um pouco de atraso em matéria de teologia da mulher.

Quando lhe fizeram notar que nos Eua ele se tornou uma star, Francisco recordou que o título de um Papa é «servo dos servos de Deus». Os mass media usam o termo star, mas há outra verdade. Demasiadas estrelas apagaram-se. Ao contrário, frisou, ser servo dos servos de Deus não passa.

Enfim, respondendo a uma pergunta sobre a presença do presidente da câmara municipal de Roma, Ignazio Marino, na missa conclusiva do encontro mundial das famílias, o Papa desmentiu categoricamente que houve um convite da sua parte ou da parte dos organizadores. Leia aqui a entrevista do Papa

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Colombia. Un cadáver esquizofrénico

Colombia guerrilha indignados

Álvaro Marín –  El ojo del cangreso
En la junta médica de un hospital psiquiátrico, un psicólogo trataba de explicar la presencia simultánea de la violencia y la pasividad en una misma cultura, y exponía el caso de Colombia.

La única teoría válida que encontraba el médico para este comportamiento era pensar que a los colombianos nos estaban dando algo en la sopa. La teoría paranoide del psiquiatra encontraba sustentación en la existencia de la tolerancia del país con los “crímenes atroces”…  así decía el médico, como si cualquier crimen no fuera atroz. Llama la atención la influencia en el médico de la retórica “humanista” transnacional, suponer que hay unos crímenes atroces, es suponer también que hay crímenes que no lo son, por ejemplo, los “blancos legítimos” que ahora somos todos los colombianos.

Un columnista bastante conocido afirma que en el país hay dos esquizofrenias. Miren pues, Colombia ya está tan loca que en ella caben dos esquizofrenias, pensé como lector: ¡qué país tan descocado! Y tan feliz, somos el país más feliz del mundo. El periodista de la tesis de las dos esquizofrenias, y quien trabaja en la esquizofrénica revista Semana, señalaba la existencia de una esquizofrenia en el gobierno y otra en la insurgencia. El periodista omitió su propia esquizofrenia de caballero sin caballo, si no, serían tres las esquizofrenias, y cuatro con la nuestra, o cinco con la del medio en el que trabaja, que dedica una semana de sus páginas a hacer el registro de víctimas de la violencia, y la semana siguiente a victimizar a los campesinos que protestan señalándolos de aliados de los insurgentes o de los narcos. Como vamos, en poco tiempo no hablaremos de un país multicultural sino de un país multiesquizofrénico en medio de ese mundo bipolar que es el planeta tierra.

Tal vez tengan razón el médico y el periodista. Si la sopa de todos los días en nuestro país durante más de cien años es la sopa de la violencia, el resultado no puede ser otro que el presentado por el reciente Informe del Centro Nacional de Memoria Histórica. La manera como la persistente violencia ha afectado al país en su salud mental y en su comportamiento ético nos muestra el abismo de la conciencia vacía, y a pesar de todo, el país no está todavía en situación, como quería el poeta Gaitán Durán cuando presentó al país la Revista Mito y escribió precisamente Las palabras están en situación, es decir, que la palabra expresa al mismo tiempo un entorno cultural y una realidad histórica. Pero las palabras dejaron de estar en situación cuando empezamos a nombrar unas cosas con los nombres de otras y a privilegiar la fuerza sobre el diálogo.

La esquizofrenia nacional realmente empezó con la división bipolar entre Bolívar y Santander. Bolívar veía en la Independencia la materialización de la libertad y en el otro polo Santander,- padre de los abogados -, veía lo mismo pero al revés, la libertad sustentada en la dependencia del nuevo imperio.

Desde esos tiempos el sentido de libertad resultó ambiguo, durante mucho tiempo se consideró a Estados Unidos, – y todavía nuestras élites lo hacen – como norte de la libertad, aunque Bolívar ya nos lo había advertido: “Los Estados Unidos parecen destinados por la providencia a plagar la América de miseria en nombre de la libertad”. Pero el imperio más dañino ha sido entre nosotros el imperio de los abogados y el de la retórica de la que hacen parte nuestras constituciones y nuestra literatura, de estos imperios retóricos no nos hemos podido liberar.

Este país retórico se ufana de tener la democracia más duradera en Latinoamérica, al lado de la muerte más duradera: los 220 mil muertos que registra el Informe del Centro de Memoria son solo el registro de la última violencia, sin contar el registro sangriento dejado por los partidos tradicionales antes y después de la muerte de Gaitán. El Informe indaga en los orígenes de nuestras fracturas mentales, sociales y económica, aunque habría que enfatizar en el entronque de las violencias de la que hace parte la guerra actual. Lo que el informe muestra es muy importante, pero no sobra insistir en las prácticas político militares de las élites en Colombia, en donde la violencia ha sido el sistema de gobierno y de poder. Las élites criminales de Colombia que los son hasta el delirio y la paranoia oculta la violencia oficial cuando se habla de “sectores” en conflicto, fragmentando la violencia y desarticulándola de su centro, porque realmente en Colombia la violencia funciona y ha funcionado como sistema, no como “sector”. Otro componente de la violencia entre nosotros y de necesario énfasis en cualquier estudio, es el hecho histórico de la dependencia política del poder norteamericano y mundial que incide de manera directa en la violencia. La política norteamericana y su influencia militar, al lado de la incidencia de la economía transnacional, son factores de fuerte incidencia violenta en los territorios.

El caso es que la historia de Colombia lleva en su espalda un largo cadáver, un cadáver esquizofrénico, que está muerto y que está vivo a la vez. Colombia carga desde hace mucho tiempo con su propio cadáver, pero según algunos medios Colombia dice estar feliz y estar viva. Algunos ven cerca la posibilidad de Colombia de liberarse de la muerte en los procesos de paz, pero con la esquizofrenia de hablar de paz matando campesinos y reprimiendo de manera sangrienta las marchas de protesta hay poca esperanza. La paz ayudaría en la sanación mental de Colombia, si esta república encuentra por fin su camino no escindido, no dependiente, y si la paz que se promulga desciende investida de justicia a los territorios de los millones de sobrevivientes de más de sesenta años de guerra continua que ha desquiciado todas las formas de relación, y a la nación misma. Nadie puede preciarse entre nosotros de tener buena salud mental.

Botero
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Ouro e coltan pirateados no Brasil

por Yuri Leveratto

Regiões da fronteira do Brasil com a Colômbia estão sendo tomadas por contrabandistas de coltan
Regiões da fronteira do Brasil com a Colômbia estão sendo tomadas por contrabandistas de coltan

O coltan, um conjunto de columbita (nióbio) e tântalo, consiste em um mineral importante para a produção de dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, computadores, televisores de plasma, videogames, players de mp3, mp4, GPS, satélites e sistemas eletrônicos para armas de elevada precisão, como as chamadas “bombas inteligentes”. O tântalo é crítico porque é usado na construção e miniaturização dos condensadores eletrolíticos.

Na África, a concorrência para a apropriação de reservas estratégicas de coltan tem causado uma guerra em que, até agora, já morreram cinco milhões de pessoas.

O Congo tem oficialmente 60% das reservas mundiais de coltan, mas o minério é processado principalmente em Ruanda e Burundi, países que o exportam para o hemisfério norte.

no Brasil, está situada a enorme “Área Indígena Alto Rio Negro” (conhecida no Brasil como “Cabeça do Cachorro” por seu formato, que empreende uma área com aproximadamente 106 mil quilômetros quadrados), uma zona da Amazônia cortada pelo Rio Negro e um de seus afluentes, o Rio Vaupés. Lá, absolutamente fora de limites para os cidadãos brasileiros comuns ou dos estrangeiros, há depósitos significativos de ouro (Serrania del Taraira) e reservas consideráveis de coltan, como nas proximidades do Morro dos Seis Lagos.

Regiões de difíceis acesso na fronteira facilitam as ações de grupos criminosos
Regiões de difíceis acesso na fronteira facilitam as ações de grupos criminosos

De acordo com alguns jornalistas brasileiros, dentro da área indígena Alto Rio Negro ocorre a busca e exploração ilegal de coltan, entre outros minerais que estão sendo contrabandeados para a Colômbia, graças aos poucos controles ao longo da fronteira amazônica, que é muito extensa entre os dois países.

Também neste caso, seria apropriado ao governo brasileiro realizar inspeções rigorosas sobre as atividades que ocorrem dentro da área indígena em questão, para evitar que grupos de mineiros ilegais poluam o meio ambiente.

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El protagonismo de Lula

Luego de la reciente “Alianza del Pacífico”, la cual fue propuesta como una alternativa a la integración de algunos países de América Latina, el ex presidente brasileño reapareció en escena y visitó Colombia, Ecuador y Perú para recordar la importancia de la política llevada a cabo entre los gobiernos de la región.

GIRA DE LULA DA SILVA
GIRA DE LULA DA SILVA
por Pedro Brieger

En estos últimos días se habló mucho de la consolidación de la “Alianza del Pacífico” como una alternativa a los gobiernos progresistas en América Latina y el Caribe. Tanto la Casa Blanca como políticos y comunicadores alineados con el pensamiento neoliberal han resaltado las bondades de esta alianza, y no parece casual que esto se produzca poco tiempo después de la muerte de Hugo Chávez. Es indiscutible que la desaparición del venezolano deja un hueco en la política regional; entre otros motivos porque tenía la capacidad de proponer ideas y generar proyectos estratégicos.

 

“El presidente Rafael Correa no solo lo condecoró, también dijo que ‘sería maravilloso’ que fuera el próximo secretario general de Unasur.”

En este contexto reapareció Lula. El ex presidente de Brasil realizó una gira por Colombia, Perú y Ecuador que no tuvo gran cobertura mediática por parte de los grandes grupos periodísticos, que tampoco reprodujeron algunas de sus declaraciones de alto valor político.  Lula fue al Perú para participar del Foro “10 Años de la Alianza Estratégica Brasil-Perú 2003-2013″ donde recordó que en su momento le habían sugerido que era mucho mejor aliarse con Alemania o con Francia que tejer una alianza estratégica entre “dos países miserables, dos paisitos pobres”. En Perú también recordó que lo habían criticado mucho por oponerse al ALCA, y se mantuvo firme al respecto. Más aún, dirigiéndose al presidente Ollanta Humala dijo “usted fue muy amigo de Chávez como lo fui yo y yo siempre le decía: mira, Chávez, ya deja de hablar de Simón Bolívar. Está todo bien. Ya no hay integración con la espada, ahora es con bancos de desarrollo, con financiamiento, con tasas de intereses bajas”. Es interesante que -en una entrevista concedida al influyente diario colombiano El Tiempo- utilizara conceptos similares, pero también agregó que se debía desarrollar el Banco del Sur “y hacer de él una palanca de crecimiento”. Jugando de visitante y ante un Juan Manuel Santos que declaró hace apenas dos semanas que la Alianza del Pacífico era el nuevo motor de América Latina, Lula le respondió con el Banco del Sur, un proyecto bolivariano, aunque mantuvo un tono diplomático para no chocar abiertamente con los impulsores de la nueva alianza. Es así que a lo peruanos les dijo que era “natural poder integrar un bloque bioceánico Atlántico-Pacífico, porque la salida natural del Brasil al Pacífico es por Perú y la proyección natural de Perú hacia el Atlántico es por Brasil”.

En otras palabras, la integración se hace entre todos y no solamente entre los que quieren relanzar un proyecto neoliberal con el argumento de que el futuro está en el Pacífico. En Ecuador el presidente Rafael Correa no solo lo condecoró, también dijo que “sería maravilloso” que fuera el próximo secretario general de Unasur, sin duda para ganar aún más protagonismo.

(In Télam)

Colombia 9 de abril, la marcha de la poesía y del desagravio

por Luz Marina López Espinosa

Este nueve de abril de 2013, el pueblo colombiano en su expresión más auténtica, el conformado no por “la opinión pública”, los empresarios y conglomerados dueños de los medios de comunicación, sino por los campesinos, indígenas y negritudes, las organizaciones sindicales, de derechos humanos y el nuevo movimiento popular y alternativo Marcha Patriótica, han convocado una gran Marcha Nacional y concentración en la ciudad de Bogotá en apoyo de las negociaciones de paz que se adelantan en la ciudad de La Habana entre el Gobierno Nacional y las insurgencia de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia FARC-EP.

Esa gran Marcha por la Paz tiene por lo pronto y en lo inmediato, además de su significado obvio, una doble connotación: de una parte, que va a ser una expresión contundente de la voz del soberano –art. 3º de la Constitución, la soberanía reside en el pueblo- en favor de la causa que la convoca y desautorización a la extrema derecha que con saña ataca esas conversaciones. Y de otra, es homenaje y desagravio al pueblo y a una de sus figuras señeras, el Caudillo Jorge Eliécer Gaitán asesinado un nueve de abril, el del nefasto año de 1948.

¿Por qué se articuló la Marcha con dicha fecha? Por una razón tan sencilla como transcendental dada por la Historia. Porque se quiere además conmemorar que ese 9 de abril marcó, al tiempo que un punto muy alto en la violencia que las élites liberal-conservadoras impusieron al pueblo en favor de su dominación, la muerte de la esperanza de la Paz. Y el caudillo Gaitán hacía apenas dos meses había convocado la más formidable concentración que se hubiera hecho nunca, en la Plaza de Bolívar de Bogotá, en donde en medio de conmovedor silencio, sin gritos ni consignas y como orador único, pronunció la celebérrima Oración por la Paz donde clamaba al presidente conservador Mariano Ospina Pérez compasión por los miles de humildes compatriotas que el gobierno asesinaba en los campos y pueblos de Colombia. La respuesta fue el aumento de los crímenes oficiales y el asesinato del orador.

Por eso, en una circunstancia histórica similar por los niveles de violencia que se viven, la degradación de la confrontación por parte del gobierno con el uso de hordas paramilitares como estrategia militar contrainsurgente y su secuela de miles de opositores desaparecidos, millones de campesinos despojados de sus tierras y desplazados, y el horror de los alrededor de dos mil jóvenes pobres asesinados por el ejército para reclamar recompensas y beneficios al presentarlos como “guerrilleros dados de baja en combate”, también habrá una Segunda Oración por la Paz como punto central de la Marcha que convergerá en la emblemática Plaza de Bolívar.

Se tiene entonces que lo que veremos tiene profundos significados políticos, jurídicos y morales: será expresión de la hasta hoy burlada soberanía popular, hecha patente en un mandato popular a la manera de un plebiscito nacional auto convocado y auto legitimado, a la vez que manifestación de la voluntad de concordia que anida en el corazón flagelado del pueblo colombiano. Derecho el de la Paz –otro- consagrado así y como deber en el artículo 22 de la Carta, sin que ello nada parezca significar.

El asesinato de Jorge Eliécer Gaitán produjo el mítico Bogotazo, expresión de ira e indignación del pueblo que dejó miles de muertos y el incendio y destrucción del centro de la capital. La impunidad total de este crimen vino a ser revocada por la sentencia popular que a la antigua usanza, pregón que recorriera plazas y caminos, notificó al mundo que el autor del crimen había sido la oligarquía y dirigencia liberal y conservadora tan zaherida por el caudillo, tan complacida con su muerte, tan gananciosa con ella. Uno más entre los muchos dolorosos desengaños que ha padecido el pueblo colombiano en su bicentenario devenir republicano. Por eso este próximo 9 de abril de 2013 es también desagravio de ese pueblo burlado que entonces como hoy se rebela a que su destino sea cavar la tumba de sus hijos. Se honra al líder que con sus palabras construyó perenne monumento a la Paz, y al pueblo que lo adoptó no como su hijo sino como su padre, en cuyo verbo encendido puso sus esperanzas, en momentos donde el horror caminaba con galones e insignias oficiales por los villorrios de la patria sembrándola de cadáveres.

La Marcha por la Paz de este 9 de abril es categórica desautorización de esa extrema derecha liderada por un ex presidente de la república de ingrata recordación, que considera que un acuerdo de paz es claudicación de los buenos frente a los malos, concesión inadmisible de una sociedad pacífica y laboriosa víctima, a unos violentos y desalmados, victimarios. Y que en consecuencia, lo ético y justo es seguir la guerra. Estos argumentos sólo tienen de verdad y de mérito la demostración de la dureza de corazón de quienes los esgrimen. Y de cómo –cosa increíble, cosa inaudita-, la guerra y la muerte, son útiles y buenas para unos, los beneficiarios de un estado de cosas ominosos, un statu quo que permite riquezas sin cuento, a costa de incontable miseria.

No es entonces por capricho o manía que aquellos prefieran la guerra y la muerte a la paz y la vida. Aquellas son su negocio. Y la Paz lo viene a dañar porque, es inexorable, ha de venir atada a reformas que en algo reviertan la insostenible inequidad que afecta a las mayorías. Y que de paso, como las grandes alamedas de Allende, abran las cárceles donde el régimen confina a los miles, que muchos más con el verbo que con las armas, impugnan ese estado de cosas inmoral.

Abril es el mes más poético del año. Su misma sonoridad lo emparenta con las musas. Y hasta las lluvias con las que lo enlaza la meteorología popular, trae remembranzas bucólicas cuando las soñamos en los pastizales. Para no hablar de la poesía que en efecto los bardos le han cosechado. Pero aquí y ahora, en esta Colombia y Abril del 2013, ninguna causa más inspiradora que sus eternos y antiguos motivos: la lucha de la humanidad por la paz y la justicia.