Levy joga pesado para derrubar Dilma

Da escola de Chigago, Joaquim Vieira Ferreira Levy trabalhou para a Troika, e foi agente do Banco Central Europeu, e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Não é de admirar que queira para o Brasil a mesma política aplicada contra a Grécia.

Na Universidade de Chicago e nos bancos do imperialismo e do colonialismo fez seu aprendizado, que lhe credenciou a exercer os cargos do governo de Fernando Henrique Cardoso de  secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, em 2000; e economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em 2001.

Em janeiro de 2003, pelos bons serviços prestados, foi designado, por FHC, secretário do Tesouro Nacional, onde ficou até 2006.

Não sei se Levy era um petista infiltrado no ninho tucano, mas executa no governo de Dilma a mesma política econômica dos oito anos do governo corrupto e anti-povo de Fernando Henrique.

Para completar, a biografia suspeita do ministro da Fazenda de Dilma possui dois lances que mereciam ser investigados.

  1. Saiu do governo do PSDB para ser secretário da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, no primeiro mandato de Sérgio Cabral Filho. Isto é, pagava as contas de um governo marcado por escândalos e crimes.
  2. Depois da passagem em dois governos corruptos, virou chefe da divisão de gestão de ativos do Banco Bradesco (Bradesco Asset Management), ocupando o cargo de diretor-superintendente. Não esquecer que o Bradesco, o Itaú, o Santader e o Citbank criaram a Contax, uma empresa de terceirização de serviços, que reintroduziu no Brasil o trabalho escravo.

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O boicote criminoso do comércio de medicamentos aos médicos cubanos

Pacientes sofrem sem conseguir medicamentos gratuitos fornecidos pelo programa “Farmácia Popular” na grande Belo Horizonte. Isto porque as drogarias não estão aceitando as receitas expedidas por médicos cubanos

Programa criado para atender às pessoas que vivem em regiões carentes de atendimento médicos, sobretudo no interior dos estados, o Mais Médicos continua sendo boicotado. Os pacientes dos postos de saúde de Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, estão com dificuldades para conseguir medicamentos gratuitos fornecidos pelo programa federal “Farmácia Popular”. Isso porque as drogarias do município, que conta com cinco médicos cubanos, não estão aceitando as receitas expedidas por profissionais estrangeiros.

As farmácias justificam o boicote com a falta de número de registro do médico junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) no carimbo batido na receita. A Prefeitura de Santa Luzia não soube informar quando pessoas já foram prejudicadas, mas disse que já contatou o ministério da Saúde e as farmácias da cidade com o objetivo de resolver o problema. Segundo informações do jornal Hoje Em Dia, as drogarias já receberam um comunidade orientado os estabelecimentos a aceitarem as receitas.

Já o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG) informou, através de nota, que já entrou em contato com o ministério da Saúde, manifestou sua posição favorável à conduta dos proprietários de farmácias.

O ministério garantiu que todos os profissionais do programa Mais Médicos com registro emitido pela pasta estão devidamente cadastrados no sistema de vendas do “Farmácia Popular”. “Eventuais dificuldades para inserção do registro são problemas pontuais, que devem ser comunicados ao ministério pelo telefone 136″, diz o texto.

Nota do redator do blogue: Esta notícia foi transcrita do Pragmatismo Político, e tem o seguinte título errado:

“Farmacêuticos boicotam médicos cubanos e prejudicam a população”. Os farmacêuticos não comercializam medicamentos.

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A presença de um farmacêutico transforma uma farmácia em uma casa de saúde.

No ar, a despedida de um jornalista que Salomé pediu a cabeça

Em Pernambuco, quem não marcha com, pelo e para o governador, dança.
A liberdade de expressão devia ser um direito do jornalista e não uma propriedade da empresa.
Na escravidão, para um exemplo, uma fazenda vendida incluía os escravos, e assim acontece nas empresas de comunicação de massa: todos jornalistas são vendidos como peças.
Existem várias maneiras de comprar uma redação.
No mercado publicitário vale o conceito: Quem paga a publicidade compra a mensagem: Tudo que você escuta na rádio, tudo que você vê na televisão, tudo que você lê na imprensa.
Kaká
Você não vai mais ouvir Káka Filho defendendo o povo na Rádio Clube de Pernambuco. Eis a despedida dele:
Boa tarde amigos (as)!
A partir de amanhã não apresentarei mais o Super Show na Clube na Rádio Clube AM 720, devido a criticas que fiz a secretária de saúde e questionei o governador sobre o caso do menino Matheus, que faleceu no último sábado.
Os pais da criança vão processar o estado devido a falta do medicamento. Isto foi falado em todos os meios de comunicação de Pernambuco.
Só porque acrescentei no meu comentário o artigo 196 da Constituição Federal 1988 onde diz que
“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.
Estava só lembrando da responsabilidade que o chefe de estado tem, até para cobrar um empenho maior dos responsáveis da pasta.
Por falar pelo povo e a verdade, é que a credibilidade do programa foi aumentando, mas digo a vocês amigos, não é fácil. Aí vão me perguntar, estas triste? Não!!! Muito pelo contrário, estou feliz pelo trabalho social que fiz, ajudei pessoas em todas as áreas, e continuarei ajudando de alguma forma.
Enquanto voz tiver e critico for, não calarei! Falarei pelo povo sempre, seja onde for!!!
A todos obrigado pela confiança, audiência, carinho, parceria e informação.
Não poderia sair do ar sem mais nem menos sem explicar aos amigos, parceiros e ouvintes.
Abraço!!!
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CONHEÇA O CASO MATHEUS
Morre no Recife bebê com trombofilia. Família acusa o estado de negligência
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Foi enterrado na manhã deste domingo (24), na cidade de Escada, na Zona da Mata Sul, o corpo do menino Matheus Henrique, de 1 ano e 4 meses. A criança sofria de trombofilia, doença rara que provoca deficiência na coagulação do sangue por falta de proteína C, conhecida como púrpura fulminante do recém-nascido. Sob forte emoção, o pai da criança, Eduardo Lacerda, acusou o governo do estado de ser o responsável pela morte de seu filho. Isto porque a criança estava tomando, por decisão da Justiça, o medicamento fornecido pelo estado, o Ceprotin, utilizado no tratamento da enfermidade, mas houve descontinuidade na medicação.

“Ele teve quatro paradas cardíacas consecutivas e nos disseram que dariam uma dose de adrenalina para a gente poder se despedir do meu filho”, revelou o pai. A criança estava internada na UTI pediátrica do Hospital Esperança e faleceu na manhã do último sábado, com problemas cardíacos. O pai ainda revelou que os médicos afirmaram que o caso se agravou pela falta de medicamento adequado.

De acordo com Eduardo, seu filho morreu por negligência do estado. “Eles tinham conhecimento desde o primeiro momento que a medicação tinha que ser dada continuadamente. Eles sabiam do tempo que o remédio chegaria ao Brasil e o quando estaria no estado. O estado deixou acabar o medicamento e não comprou. Por duas ou três vezes deixaram de liberar o medicamento. A falta do Ceprotin desencadeou vários problemas de saúde no menino. A menos de um mês os médicos disseram que teriam que cortar os pés e os braços dele”, informou.

A família de Matheus Henrique conseguiu o direito de ter o anticoagulante pago pelo estado por decisão da Justiça, ainda em 2012. O medicamente é produzido for a do Brasil e cada ampola custa quase R$ 3,9 mil. A família acusa que o estado no atraso na entrega do medicamento nos mês de março e outubro deste ano. No início do mês, a Secretaria estadual de Saúde havia entregado 22 ampolas do Ceprotin aos médicos responsáveis pela criança. O remédio foi emprestado pelo Estado da Bahia, onde há outro caso de trombofilia. O pai da criança informou que pretende entrar com ação judicial contra o estado.

Secretária de Saúde diz não foi “informada” sobre mudanças

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que tomou todas as medidas para garantir a vida da criança. A pasta informou que investiu cerca de R$ 2 milhões na aquisição de 780 ampolas de Ceprotin. A secretaria ainda explicou que os períodos em que a criança ficou sem o remédio aconteceram porque houve mudanças nas dosagens sem a prévia comunicação. “No período de um ano, o paciente ficou alguns dias sem o remédio, pois mudanças foram feitas nas dosagens, sem a prévia comunicação à SES, o que dificultou o planejamento do estoque”, destacou.

Confira abaixo a nota na íntegra:

“A Secretaria Estadual de Saúde informa que lamenta profundamente a morte do paciente Matheus Henrique, de um ano, mas reafirma que todas as medidas foram tomadas, pelo Estado, com o intuito de garantir ou prolongar a sua vida. No caso, que fugiu ao protocolo de aquisição de medicamentos excepcionais, houve empenho de diversos funcionários e setores deste órgão para agilizar a chegada do remédio, proibido de comercialização no País pela Anvisa, e possibilitar o tratamento, considerado experimental e sem eficácia terapêutica para a doença – rara, sem cura e com rápido agravamento do quadro clínico.

O paciente Matheus, que teve o tratamento negado pelo plano de saúde, começou a receber o Ceprotin, pelo Estado, em 2012. Ao todo, foram adquiridas 780 ampolas do medicamento, em um investimento de cerca de R$ 2 milhões. Com essas aquisições, o garoto estava com estoque suficiente para os próximos três meses, ao final do qual período chegariam novas ampolas já solicitadas.

Para viabilizar o medicamento, a SES contatou diversos fornecedores e importadores, mas apenas um, a Uno Healh Care, informou ter condições de importação e pediu o prazo de duas a cinco semanas para a entrega. A SES também negociou diretamente com o laboratório Baxter, da Áustria, que solicitou prazo de 15 dias para a entrega do medicamento.

No período de um ano, o paciente ficou alguns dias sem o remédio, pois mudanças foram feitas nas dosagens, sem a prévia comunicação à SES, o que dificultou o planejamento do estoque.  Nesse período, a SES conseguiu empréstimo de 58 ampolas, junto à Bahia, o que possibilitou o tratamento até a chegada das ampolas compradas pelo Estado.

Por fim, a SES se solidariza com a família de Matheus e é natural que, em momentos de dor como este, sejam dadas declarações movidas pela emoção. Porém, assim como já fez anteriormente, tanto para a família como para a sociedade, a SES está à disposição para esclarecer as medidas adotadas pelo Estado, no sentido de garantir a assistência da criança.”

Com informações da repórter Cláudia Eloi, do Diário de Pernambuco e presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco – Sinjope. 

Nota do Redator do blogue: o Diário de Pernambuco e a Rádio Clube pertencem ao grupo Associados. Que Kaká Filho falou, que desagradou? Esqueceu o elogio e não jurou que a Secretaria de Saúde não tem nenhuma culpa.

Falta informar e responsabilizar: quem fez as “mudanças nas dosagens sem a prévia comunicação”.

E tem mais: não vai ter a solidariedade do Sinjope.
 

Transposição do São Francisco

Rio da Integração

São Francisco
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A maior obra hídrica da América Latina, que vai levar água para 12 milhões de nordestinos, teve hoje o último contrato (da chamada Meta 3Norte) assinado. Agora, 100% das frentes de serviço do Projeto de Integração do Rio São Francisco estarão remobilizadas em muito breve.

As atividades do empreendimento que estavam suspensas passando por Mauriti, no Ceará, e em São José de Piranhas, na Paraíba, serão retomadas. A proposta, no valor de R$ 587,5 milhões, apresentada pela empresa Queiróz Galvão SA foi vencedora da licitação. Com a assinatura deste contrato, todas as frentes de serviço da maior obra de infraestrutura do país estarão em atividade.

Atualmente, o Projeto de Integração do Rio São Francisco já emprega 6,3 mil funcionários. Sendo que mais de 2,3 mil postos de trabalho foram criados neste ano de 2013. O empreendimento conta ainda com 1,8 mil máquinas e quatro trechos da obra que atuam 24 horas por dia: Salgueiro (PE), Cabrobó (PE), São José de Piranhas (PB) e Jati (CE).

#IntegraçãoSãoFrancisco #Pernambuco #Ceará #Paraíba #RioGrandedoNorte

Fonte José Truda Jr.

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OS RIOS DE FOGO

por Talis Andrade

Oito rios correm pela terra
Quatro conduzem as almas
ao inferno
Quatro rios de fogo
o Cete
o Cocito
o Aqueronte
o Flegetonte
Os quatro rios
em que serão derramadas
as setes taças da ira divina

Nas ondas agitadas ferventes do Aqueronte
o atazanamento dos industriais da morte
que negam o alívio a cura os medicamentos
para as epidemias do Terceiro Mundo
doença de chagas malária dengue
filariose tuberculose esquistossomose
leptospirose leishmaniose
cólera tifo antraz

Nas ondas ardentes do Flegetonte o flagelo
eterno para os industriais da seca
que matam de fome e sede
os retirantes do Sertão
Nas ondas ardentes do Flegetonte
as queimaduras que supliciarão os governantes
que roubam o leite das crianças
esvaziam os celeiros de trigo
os fundos de pensão

No rio Cocito o padecer
pelo fogo e pelo enxofre
dos televisivos falsos profetas
vendedores de milagres
mercadores de indulgências
No rio Cocito as lamentações
dos vendedores de ilusões
os ditadores os demagogos os políticos
mercadores da esperança

No Lete arremessados os demônios
os que ordenam os genocídios
os que anunciam a morte de Deus
No rio Lete o infinito tormento
dos que fabricam os armamentos atômicos

Ilustração Siham Zebiri
Ilustração Siham Zebiri

Brasil.15 milhões de pessoas com doenças raras

8 mil os tipos de doenças raras diagnosticadas

 

Agilidade no diagnóstico e no acesso a medicamentos é um dos desafios das pessoas com doenças raras. A estimativa de especialistas é que aproximadamente 15 milhões de pessoas tenham doenças raras no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica de doenças raras aquelas que afetam, em média, 1,3 pessoa a cada grupo de 2 mil. São cerca de 8 mil os tipos de doenças raras diagnosticadas. A causa genética é responsável por 80% delas.

Esta semana, especialista discutiram o tema em Brasília no I Congresso Ibero-americano de Doenças Raras. Um diagnóstico rápido é fundamental para iniciar garantir qualidade de vida ao paciente, de acordo com Rogério Lima Barbosa, presidente da Associação Maria Vitória. No entanto, ele diz que são recorrentes os casos de demora no diagnóstico, principalmente por falta de informação e de médicos especializados nessas doenças. Pai de uma menina com neurofibromatose, ele passou quatro anos em busca do diagnóstico.

“Às vezes a pessoa fica cinco anos à procura de um diagnóstico correto e tem pessoas que passam dez, 15 anos sem saber disso [que têm a doença]”, disse. Rogério Lima cita também a necessidade de investimento em exames e pesquisa pra identificar doenças raras.

Na avaliação da presidenta da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag), Maria Cecília Mazzariol, um caminho para reduzir a demora no diagnóstico é a oferta de educação continuada aos profissionais da saúde para que tenham acesso a informações sobre as enfermidades. Ela destaca também a importância de incentivar pesquisas.

As doenças raras são enfermidades crônicas, progressivas e incapacitantes. O medicamento é um caminho para melhorar qualidade de vida do paciente. A presidenta da Afag conta que são poucos os medicamentos produzidos no Brasil, e os preços são elevados. A Justiça acaba sendo o meio mais comum para garantir o acesso, segundo ela.

“O SUS trabalha com protocolos de saúde e diretrizes que acabam englobando aqueles tratamentos para as doenças de maior prevalência e a maioria das doenças raras é negligenciada. O tratamento para pacientes com doenças raras via de regra não está disponível no SUS e os planos de saúde às vezes negam. Na maioria das vezes a pessoa vai ter que recorrer ao Judiciário para conseguir o tratamento”, diz Maria Cecília Mazzariol.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que seria criada a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de ampliar e melhorar o tratamento. Uma consulta pública foi aberta para receber sugestões, e o texto da política está em elaboração, de acordo com o ministério. O SUS conta com 25 tratamentos protocolados para doenças raras e oferta medicamentos para 12 dessas enfermidades.

Na avaliação de Rogério Lima, da Associação Maria Vitória, nos últimos anos houve pouco avanço concreto no tratamento e nas políticas públicas referentes às doenças raras. “Se falar tecnicamente e fizer um recorte de 2010 pra cá, houve muita discussão, mas avanço concreto não. Os pacientes continuam sem atendimento e usando a Justiça para garantir medicamento.” (Agência Brasil).

Veja que o SUS é a salvação da classe média e dos pobres. Quem é favorável a privatização da saúde, não pensa no amanhã. A medicina privatizada é um alto e rendoso negócio que apenas beneficia os laboratórios, os planos de saúde, os hospitais particulares, as grandes redes de farmácias, a maldita indústria da morte. (T.A.)

 

Protesto de médicos na Espanha
Protesto de médicos na Espanha

 

Dez anos do caso Celobar

Pavel Constantin
Pavel Constantin

A jornalista Carla Borges lembra: “Completaram-se ontem dez anos da morte da professora Rejane Lapoli Azevedo, primeira vítima do contraste Celobar, que provocou outras 20 mortes em todo o País e intoxicou dezenas de pessoas”.

A Justiça do Rio condenou os responsáveis pela fabricação e comercialização. O diretor-presidente do Laboratório Enila, Márcio D’Icahahy Câmara Lima, recebeu a pena de 20 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e o químico Antônio Carlos Fonseca da Silva foi condenado a 22 anos de reclusão, também em regime inicial fechado. A decisão é do juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira, da 38ª Vara Criminal da capital. “Tratando-se de delito hediondo, ambos iniciarão o cumprimento da pena carcerária no regime mais severo”, escreveu o juiz na sentença.

Na mesma decisão ele absolveu, por insuficiência de provas, os demais denunciados, o químico Vagner Teixeira Alves, gerente de produção do laboratório; e a farmacêutica Márcia Andréa de Souza Almeida Fernandes.

O laboratório realizou, sem o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), experimentos com o carbonato de bário, produto impróprio para o uso humano, paratransformá-lo em sulfato de bário, produto elaborado com finalidades profiláticas e curativas,a fim defabricar o medicamento Celobar suspensão oral. O experimento tinha como objetivo baratear e reduzir as despesas, uma vez que o sulfato de bário era importado da Alemanha com custos elevados.

“É evidente que o objetivo da obtenção do sulfato de bário era realmente o produto Celobar, o que, como já visto, representaria uma economia de quase 45% para os cofres da empresa. E o primeiro interessado nesta economia era, logicamente, o seu presidente”, afirmou o juiz Le Cocq. Quanto ao réu Antonio Carlos, que liberou o lote contaminado para o mercado, o juiz disse que ele “agiu com consciência e vontade, tanto quanto fabricou o medicamento corrompido (estragado, infectado, desnaturado), como no momento em que decidiu entregá-lo a consumo”.

Os réus ainda foram condenados a pagar, respectivamente, 10 dias-multa, no valor unitário de cinco salários mínimos, e 20 dias-multa, no valor unitário de cinco salários mínimos.

Os condenados foram para a cadeia?

Pergunto porque rico, no Brasil, não vai preso, mesmo quando comete crime hediondo.