TEMPOS DE CHANTAGEM Assistimos a uma tragédia iniciada há 500 anos, a explicar como um país destinado a ser paraíso foi condenado ao inferno por sua elite

OS TENENTES

Os tenentes
trocaram tapas
em 22

Em 30
conquistaram o poder
travestidos de generais
ministros e governadores

Em 45 fardados
de democratas
depuseram Getúlio
o mais frio
dos ditadores

À toa em 64
os sobreviventes
restauraram a ditadura
a ditadura que começou
com a república dos marechais
das Alagoas

Talis Andrade

A chamada redemocratização foi uma farsa

 

Por Mino Carta

 

 

 

Impeachment era, e continua a ser, golpe. Quanto a Cunha, suas mazelas são mais que evidentes. Então, por que o governo cederia à chantagem? Quem se deixa acuar está perdido.

Tempo de chantagem, a delação premiada resulta dela também, a partir de prisões preventivas que põem em xeque a presunção da inocência, o indispensável in dubio pro reo. Esta é a democracia à brasileira, diariamente chantageada pela mídia nativa. Segundo uma pesquisa Datafolha, a maioria dos entrevistados enxerga na corrupção o calcanhar de aquiles do País.

Não procuro saber das técnicas empregadas para chegar a esse resultado, de todo modo é certo que a corrupção não passa de uma consequência de 500 anos de desmandos na terra da predação. O poder verde-amarelo muda seu endereço, mas não altera propósitos e comportamentos. É sempre o mesmo, desde as capitanias hereditárias. Feroz, hipócrita, velhaco. E impune.

De pé, ainda e sempre, a casa-grande e a senzala, e também sobrados e mocambos. Gilberto Freyre referia-se ao Nordeste, mas a dicotomia se impõe até hoje do Oiapoque ao Chuí, e é mesmo possível que agora, nas terras do historiador pernambucano, seja menos acintosa do que em outros cantos.

Permanece, em pleno vigor, a lei do mais forte, e desta brotam os nossos males, a começar pela desigualdade, pelo assassínio anual de mais de 60 mil brasileiros, pelo caos urbano. E assim por diante. Supor que a situação atual tem alguns responsáveis, identificados pela Lava Jato, não esclarece a real dimensão do problema.

Responsável é quem usa o poder em proveito próprio. Colonizadores, escravagistas, bandeirantes, capitães do mato, os senhores do império, os militares golpistas que proclamaram a República etc. etc.

O golpe de 64 foi precipitado para evitar uma mudança apenas vagamente esboçada graças à convocação dos gendarmes fardados, coroada a operação 20 anos após, paradoxalmente, pelo enterro da campanha das Diretas Já.

A chamada redemocratização foi uma farsa, com a contribuição dos fados que levaram à Presidência Sarney, principal artífice da derrota da Emenda Dante de Oliveira, a favor das diretas, e vencedor da batalha da indireta à sombra de uma Aliança pretensa e hipocritamente apresentada como Democrática.

A casa-grande e sua mídia elegeram Fernando Collor, para apeá-lo quando passou a cobrar pedágio alto demais, e Fernando Henrique, que “não é tão esquerdista assim”, como dizia Antonio Carlos Magalhães.

O governo tucano em oito anos cometeu as maiores infâmias contra os interesses nacionais, esvaziou as burras do Estado, organizou com as privatizações a maior bandalheira da história brasileira, comprou votos a fim de reeleger FHC, para não mencionar as aventuras do filho do então presidente, grandiosas e silenciadas. Quem pode, pode.

Lula, Dilma e o PT são intrusos nesta pantomima e esta presença, usurpada na visão dos antecessores no poder, explica por que hoje são visados como únicos réus. A eleição do ex-metalúrgico em 2002 ofereceu uma esperança de renovação, e assim pareceu divisor de águas no rumo do progresso. No poder o PT portou-se como os demais partidos (partidos?) e os bons augúrios minguaram progressivamente. É bom, para a dignidade do governo e do seu partido que enfim não capitulem diante da chantagem de Eduardo Cunha.

Seria o suicídio. Infelizmente, há muitos outros erros morais e funcionais, falhas, deslizes, e até tramoias, trambiques, falcatruas, a serem remidos, e não é fácil imaginar que o serão.

Às vezes me colhe a sensação de que atravessamos a fase final do longo processo da decadência crescente e inexorável de um país destinado a ser o paraíso terrestre e condenado ao inferno por sua elite, voltada a cuidar exclusivamente dos seus interesses em detrimento da Nação.

E de administrá-los contra a lei, se necessário. Na circunstância, cheia de riscos e incógnitas, a saída pela Justiça soa como o recurso natural. Não seria o STF o guardião da Constituição ofendida, o último defensor do Estado de Direito?

Os botões me puxam pelo paletó: que esperar desta Justiça desvendada, embora tão verborrágica, empolada, falsamente solene? (Transcrevi trechos. Acrescentei  um poema meu, inédito em livro. T.A.)

FHC e os misteriosos pedidos de Michel Temer, Sarney, Jader Barbalho, Moreira Franco

Isso explica a caça ao Lula

ladrão corrupto impunidade justiça

por Gilmar Crestani


Isso diz tudo sobre a perseguição constante ao Lula. FHC foi protegido internamente, principalmente pela Rede Globo que o havia capturado via Miriam Dutra, mas também externamente, pela entrega do nosso patrimônio aos EUA. A Petrobrás era o próximo alvo, e havia começado com a mudança de nome para Petrobrax.

Durante os dois governos de FHC não havia necessidade de espionagem dos EUA por aqui. Tudo era entregue de bandeja. O William Waack sabe muito bem disso. Os vazamentos dos Wikileaks mostraram. Foi com Lula e Dilma que a NSA, conforme denunciou Edward Snowden, se viu obrigada a espionar o Governo Federal e também a Petrobrás. As informações fornecidas à Lava Jato tem dedo do FBI, CIA e NSA. Os objetivos de criminalizar Lula e proteger FHC também se conjugam com os interesses dos EUA. Nem mesmo FHC admitindo que nomeou ladrões o MPF e PF se dignam a ir atrás. Aliás, há um extensa bibliografia narrando com fartura de documentos a dilapidação do patrimônio nacional destes que agora estão buscando derrubar Dilma e caçar Lula.

Quando a agência Reuters entrevista FHC, os assuntos que podem comprometê-lo ela se dispõe a tirar da entrevista. Quando alguém do PSDB é mencionado nas delações da Lava Jato, “não vem ao caso”. E nem mesmo com a confissão de FHC há indignação. Aliás, tudo como acontece em relação ao Eduardo CUnha.

Todos sabemos que a corrupção no governo FHC é responsável por pelo menos uma morte: Paulo Francis! Por que FHC cruzou os braços?

Ou o Brasil varre os golpistas, ou golpe paraguaio ainda vai nos jogar no lixo da história.

FHC confessa ter nomeado ‘ladrões’

indignados ladrão de galinha

247 – No livro “Diários da Presidência”, sobre seus primeiros anos no poder, o tucano Fernando Henrique Cardoso diz que foi pressionado por parlamentares para nomear “ladrões” em troca de apoio em votações no Congresso.

Em 31 de maio de 1995, ele relata uma das reuniões com ministros para discutir as nomeações: “No fim da tarde estive (…) naquelas infindáveis discussões sobre nomeações, alguns são ladrões e nós temos algumas provas. (…) É vergonhoso, mas é assim”. Entre os políticos que pediram cargos, ele cita José Sarney, Valdemar Costa Neto, Jader Barbalho, Wellington Moreira Franco e Michel Temer.

O episódio sobre o atual vice-presidente é revelado em gravação de 3 de outubro de 1995. Temer teria pedido a indicação de um protegido seu para o fundo de pensão dos portuários. “É para ser mais solidário com o governo, ele quer também alguma achega pessoal nessa questão de nomeações. É sempre assim. Temer é dos mais discretos, mas eles não escapam. Todos têm, naturalmente, os seus interesses.”

Leia aqui na reportagem de Renato Onofre sobre o assunto.

corrupto ladrão roubar

Oposição usará baloeiro para entregar todo poder ao PMDB: Temer presidente, e Cunha vice

Aroeira
Aroeira

É isso aí. O PMDB ficará com todos os poderes se vingar o golpe articulado por Eduardo Cunha, para escapar da prisão como sonegador, traficante de moedas, comedor de propinas etc.

Cunha espera contar com o apoio dos trabalhadores, pela Força Sindical, propriedade de Paulinho, que acumula os cargos de presidente da central sindical e do Partido Solidariedade.

Com a derrubada de Dilma, Michel Temer assume a presidência, e Eduardo Cunha acumula os cargos de presidente da Câmara dos Deputados e vice-presidente da República. Na presidência do Senado está outro pmdebista: Renan Calheiros.

É isso aí. Todo poder aos três mosqueteiros que são quatro. Que José Sarney é o presidente de honra do PMDB.

Pausinho da Força só é solidário no CUnha

Iotti
Iotti

por  Gilmar Crestani


O escritor e cronista Otto Lara Resende escreveu que mineiro só é solidário no câncer. Se vivo fosse, diria que Paulinho da Força só é Solidário na corrupção. Depois de tudo o que já se sabe a respeito de Eduardo CUnha tentar fazer de conta que não há nada de mais prova que pior do Cunha são seus apaniguados.

Não havia entendido o nome Solidariedade para um partido nascido de uma Força Sindical, onde há de tudo, mas de menos solidariedade. Erro meu. Na minha ingenuidade pensava que o dirigente do sindicato dos pelegos fosse, com base na prisão da cunhada do Vaccari, cobrar a prisão da mulher do Cunha, que não tem foro privilegiado. Até porque a Suíça se encarregou de produzir as provas que a grampolândia das araucárias se nega.

Aliás, por falar em corrupção, Paulinho também é solidário às centenas de viagens do Napoleão das Alterosas para namorar nos fins de semana no Rio e em Florianópolis.

Prova-se assim que Pausinho só é solidário com corruptos.

Nota da oposição pedindo afastamento deixou Cunha “puto”

Cau
Cau

A nota divulgada pela oposição, no sábado (10), defendendo que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se afastasse do cargo de presidente da Câmara foi “um erro, uma besteira. Não acrescentou nada e só criou dificuldade para o nosso lado”, diz o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), um dos líderes do movimento pró-impeachment de Dilma Rousseff.

O texto foi assinado por PSDB, DEM, PPS, PSB e até pelo Solidariedade, do próprio Paulinho.

As legendas já tinham combinado com Cunha uma forma de fazer o processo de impeachment contra Dilma Rousseff andar na Câmara, mas a iniciativa estaria colocando o plano em risco.

“O Eduardo ficou puto”, diz Paulinho. “Agora temos que consertar a m. que fizemos.”

marta pt dilma temer cunha

Ele diz que a reação do presidente da Câmara o assustou. “Eu achei que tínhamos jogado a criança fora junto com a água, fiquei com essa impressão”, diz.

ADVERTISEMENT – O deputado, no entanto, acha que ainda há tempo de reparar o erro, já que Cunha estaria chateado mas não a ponto de romper com a oposição. “Vamos fazer uma reunião agora, vamos ver como consertar isso.”

Paulinho credita “o problema” ao PSDB, “que tem medo da opinião pública”.

Winner de Cunha pode iniciar uma guerra civil

pedaaladas folha

Veja como um jornal golpista – a Folha de São Paulo – trata a farsa de um impeachment como uma grande crise política, sem informar ao povo o que seja “pedaladas”, ou que político civil assume o lugar de Dilma com um golpe parlamentar.

A manchete da Folha é uma fria, que na gíria jornalística chamamos de balão de ensaio. É mais um caso de propaganda marrom, de apologia do golpe.

Todo mundo sabe: é inaceitável um indicado do morto PC Farias, Eduardo Cunha, seja vice ou presidente do Brasil.

Isso acontecendo seria o começo de uma verdadeira crise política e constitucional, que pode iniciar uma intervenção militar e/ou guerra civil.

Dez frases da filiação de Marta ao PMDB que provam que nasceu uma comediante

por Kiko Nogueira
Marta 1

marta temer golpe

A senadora Marta Suplicy oficializou no sábado (26) sua filiação ao PMDB em grande estilo.

Depois de 33 anos no PT, a septuagenária Marta inaugura não apenas uma fase em sua vida política, mas uma nova carreira: a de comediante de stand up.

No Tuca, no bairro das Perdizes, ela brindou a plateia com tiradas inspiradas, que levaram os presentes às gargalhadas — consta que alguns militantes pagos tiveram que ser hospitalizados.

Divido com vocês dez piadas da rediviva Marta Suplicy e seu peemedebismo maroto, seu politiquês moleque, sua graça, seu frescor e seu humor contundente e honesto:

. “Michel Temer vai reunificar o Brasil”

. “Olhei nos olhos de Michel e senti confiança”

. “José Sarney é um gigante da política”

. “O PMDB soube devolver a nós o que há de mais valioso na vida. A liberdade, o direito de ir e vir, de mudar de ideia”

. “Eu senti que eu caibo por causa disso, é um partido amplo”

. “A gente quer um Brasil livre da corrupção, livre das mentiras, livre daqueles que usam a política como meio de obter vantagens pessoais”

. “Vamos todos unir o país”

. “Chalita, a vida pública é cheia de armadilhas, mas Deus escreve certo por linhas tortas. Juntos, vamos fazer o PMDB cada vez mais forte”

. “Um, dois, três, quatro, cinco mil, Marta e Michel em São Paulo e no Brasil” (junto com a audiência, num momento orgástico)

Aplausos. Risos. E segue o baile.

marta pt dilma temer cunha

Nossa elite midiática tem autoridade moral de dirigente da Volks

por Gilmar Crestani

folha-ditadura

Só não sei se as peruas que a Folha emprestava para levar os corpos dilacerados para o Cemitério de Perus também eram da Volks. A prova de que a ditadura fez muito sucesso por aqui se mede pelo empenho da nossa imprensa em revelar porque todo preso da ditadura era estuprado. O estupro está para a ditadura como a fidelidade de Miriam Dutra está para FHC.

Se nossa imprensa participou ativamente para derrubar Jango, da mesma forma que atua agora para derrubar Dilma, também é verdade que atuou para legitimar a ditadura, com a qual se locupletou. As cinco irmãs (Folha, Estadão, Globo, Veja e RBS) se consolidaram com a ditadura. Por que iriam querer revelar os crimes dos seus parceiros? Nem seria justo esperar que o fizessem. Esperava-se, sim, que os que não se beneficiaram com a ditadura não fossem coniventes. Neste quesito o STF pisou no Boimate. Comprou tomate por bife…

Da mesma forma que o STF aceitou a lei com a qual os ditadores se auto anistiaram, também protegeram os crimes praticados posteriormente à referida lei, como o caso da bomba no Riocentro. No popular, não deu em nada. A Folha chegou ao cúmulo da desfaçatez ao dizer que não tivemos uma ditadura, mas uma ditabranda. Tem a mesma lógica do livro do Ali Kamel, “Não somos racistas”… Da mesma forma e pelas mesmas razões com que se livraram os criminosos da ditadura, também se livraram da justiça os criminosos da privataria tucana. Se quisermos entender melhor o que isso significa, basta que olhemos para nosso lado. Carlos Menem e Alberto Fujimori, parceiros de todas as horas do rei da privataria, foram presos, mas por aqui o responsável foi levado por Roberto Marinho e José Sarney para a Academia Brasileira de Letras. Na Argentina, Chile e Peru, os ditadores sofreram as consequências da lei. Muito diferente do que houve por aqui. Não culpo torturadores, porque tinham prazer com os estupros que praticavam, mas qual será o prazer dos assoCIAdos do Instituto Millenium em tergiversar sobre o assunto?!

Le Monde lembra aliança da VW com os militares

E ajuda a desmoralizar a Comissão da 1/2 Verdade

fusca volks VW

por Paulo Henrique Amorim

Essa foi a ilustração que o Monde deu à reportagem sobre a tortura a Bellantani.

O respeitado jornal francês Le Monde publicou reportagem sobre a ligação sinistra da Volkswagen brasileira com o regime militar.

O artigo sai no contexto da crise que envolve a Volkswagen americana, que fraudou os testes de poluição em carros movidos a diesel e vai ter pagar multas bilionárias, depois de envenenar milhares de pessoas, mundo afora!

O Monde lembra aqui a experiência do operário metalúrgico Lucio Antonio Bellantani, que, aos 28 anos, o serviço de segurança da própria Volkswagen entregou à polícia por discutir política e defender a democracia.

Bellantani foi torturado para denunciar outros colegas “agitadores”.

A certa altura das greves do Lula no ABC, diz o Monde, os militares receberam uma lista de 463 grevistas, entre eles, os da Volkswagen.

O depoimento de Bellantani foi recolhido pela Comissão da /1/2 Verdade brasileira.

O que o Monde não diz é que o Brasil se tornou o único pais latino-americano, vítima de um regime militar, que conseguiu desmoralizar uma Comissão de Verdade!

E quando foi se aprofundar nas relações das empresas – e bancos – com o regime militar, adotou a filosofia “sergio morinha”: “não vem ao caso”!
Vive le Brésil!

Ao Monde:

Mardi 22 septembre, divers syndicats ainsi que le Forum des travailleurs pour la vérité, la justice et la réparation ont réclamé l’ouverture d’une procédure d’enquête contre le groupe, accusé d’avoir collaboré aux persécutions et aux tortures lors de la dictature militaire (1964-1985).

Le Forum est une émanation d’un groupe de travail issu de la Commission nationale de la vérité (CNV), chargée depuis 2012 d’enquêter sur les violations des droits de l’homme pendant les années noires du pays.

Selon les documents collectés par le Forum, le groupe allemand, présent au Brésil depuis plus de soixante ans, aurait collaboré avec la police militaire, donnant sans gêne les noms de salariés potentiellement perturbateurs au service d’ordre de l’Etat. Charge ensuite aux policiers de les arrêter et de les torturer.

Lucio Antonio Bellantani, 71 ans, fut l’une des victimes de ce « nettoyage ». Son témoignage, rapporté par le site du magazine CartaCapital, est sans équivoque. En 1972, alors âgé de 28 ans, il fut livré aux policiers militaires par le propre service de sécurité de « Volks ».

Son crime? « Discuter politique avec d’autres collègues afin de les syndiquer et de lutter avec eux contre la dictature et pour la démocratie », raconte-t-il.

Cette audace lui a valu plus d’un mois de détention ponctué de séances de torture, l’obligeant à donner les noms de personnes liées au Parti communiste. Aujourd’hui, Lucio Antonio se bat pour que le pays accomplisse son devoir de mémoire, que l’on enseigne aux enfants cette période sombre du Brésil, afin que « jamais plus » l’histoire ne se répète, dit-il. Et de rêver à la construction d’un « mémorial », par le groupe.

Véritable institution au Brésil, Volkswagen, fabricant de la voiture populaire Fusca, nom local de la Coccinelle, est la première entreprise mise en cause. Elle ne sera sans doute pas la seule. « Nous avons collecté beaucoup d’éléments sur cette société, mais nous avons aussi des documents à même de prouver l’implication d’autres entreprises », indique Carolina Freitas, membre du Forum.

En 1980, lors de la grande grève de quarante et un jours – orchestrée par celui qui n’était encore qu’un syndicaliste chahuteur, Luiz Inacio Lula da Silva (président brésilien de 2003 à 2010) –, la police militaire aurait reçu les noms de 436 grévistes, de Volkswagen, mais aussi d’autres entreprises alentour paralysées par l’arrêt de travail. Contacté, le groupe allemand n’a pas donné suite à nos sollicitations.

TRAIÇÃO E GOLPE Temer ora defende ora acusa Dilma

Sinfronio
Sinfronio

Michel Miguel Elias Temer Lulia, nasceu em Tietê, no dia 23 de setembro de 1940, e foi longe demais, desde que, sem voto para vencer um eleição majoritária em São Paulo, foi indicado e eleito vice-presidente por Dilma Rousseff, cujo mandato termina em 2018. Até lá, Temer estará com 78 anos. Mesmo que fosse um nome conhecido dos sem terra, dos sem teto, sabe que, dificilmente, o brasileiro aposta em um candidato ancião. Seria preciso ser um líder carismático, popular, e com relevantes serviços prestados ao povo em geral. Que não é o caso de Temer.

Presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Temer joga sua cartada final. E conta com o apoio da banda podre do partido, que tem José Saney como presidente de honra; e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o segundo vice-presidente, que passaria a primeiro vice; e Renan Calheiros, presidente do Senado Federal. O PMDB nunca esteve tão forte.

Dividido em grupos e sub-grupos, o PMDB se tornou um partido camaleão, e poderoso, tanto que, apesar dos processos que responde, elegeu Eduardo Cunha, adversário de Dilma, para presidir a Câmara.

Diante desse quadro adverso, Dilma decidiu nomear Temer, seu escolhido e preferido companheiro de chapa, como articulador político. Acontece que todas as votações coordenadas por Temer, na Câmara dos Deputados, o governo perdeu feio para Eduardo Cunha, que vem desengavetando e aprovando projetos de lei antipopulares, orquestrando crises e tramando um golpe.

BOMBA ESPERADA

Brum
Brum

Em 24 de agosto último, o conservador El País, de Espanha, publicava: “Bomba esperada.
Mesmo que fosse um movimento já esperado, houve quem considerasse a saída de Temer da rotina de articulador uma bomba política. A relação entre o peemedebista e a presidenta estremeceu duas semanas atrás. Na ocasião, Temer deu uma declaração dúbia ao fazer um apelo aos deputados federais. Disse que, diante da atual crise política, alguém precisaria assumir a responsabilidade de “reunificar o Brasil”.

TEMER JURA LEALDADE À DILMA

Thiagolucas
Thiagolucas

No dia 25 de agosto, o El País, publica reportagem de Afonso Benites: “Dentro do PMDB há alguns que querem que eu deixe e outros que continue. Entendi que, tento responsabilidade com o país, não posso deixá-la de uma vez’, afirmou [Michel Temer]

Assédio e impeachment. Mesmo assediado pela oposição, o vice reafirmou nesta terça que não vê nenhuma possibilidade de impeachment da petista. ‘Sempre tenho dito e repetido ao longo do tempo que qualquer possibilidade de impeachment será impensável’, declarou.

A declaração visa dissuadir, ao menos publicamente, os acenos dos oposicionistas que começaram quando Temer deu uma declaração à imprensa afirmando que alguém precisaria reunificar o país. Na ocasião, ele fazia um apelo aos deputados federais para não votarem a favor das pautas-bombas levadas ao plenário da Câmara pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Entre os que defendiam o afastamento da gestão petista está Cunha, inimigo declarado do Planalto. Já a ala que defende a manutenção é liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em novembro, o PMDB deverá se reunir em sua convenção nacional para discutir, entre outros assuntos, se continua ou não dando suporte ao Governo Rousseff. Nas eleições do ano passado, 41% dos delegados do partido foram contra a coligação com o PT. Esse grupo é um dos responsáveis pelas diversas derrotas que Rousseff teve no Congresso”.

TEMER VOLTA A CRITICAR O GOVERNO

Nani
Nani

No dia 31 de agosto, El País publica reportagem de Carla Giménez: “O vice-presidente Michel Temer deixou de lado sua habitual ponderação para se queixar em público de algumas medidas tomadas pelo Governo. Nesta segunda-feira, Temer fez críticas ao projeto de recriação da CPMF, defendida pelo Governo na semana passada. ‘A sociedade não aplaude a volta repentina de um imposto’, disse Temer, durante um encontro de empresários e executivos em São Paulo, no Fórum da revista Exame.

Desde que a crise política se instalou no Palácio do Planalto, cada gesto de Temer é interpretado como um passo para distanciar-se do PT. Na semana passada, o vice anunciou que deixaria de ser a interface no Congresso, uma tarefa que assumiu em abril a pedido da presidenta, cansada das derrotas dos projetos apresentados na Casa. Disse, no entanto, que seguiria leal a Rousseff. Seja como for, ele se sentiu mais confortável para dar seus recados à mandatária em público”.

Mais do que um imposto um CPMF é a melhor armadilha para pegar ladrão do dinheiro público. Como aconteceu com o fim do cheque ao portador
Mais do que um imposto um CPMF é a melhor armadilha para pegar ladrão do dinheiro público. Como aconteceu com o fim do cheque ao portador

Líderes do PMDB conspiram para Temer ser presidente

Golpismo partiu de corruptos envolvidos no Lava Jato, que acreditam que Dilma poderia ter impedido investigações da Polícia Federal

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Zop
Zop

Desgostosos líderes do PMDB começaram a trabalhar em várias (?) frentes na última semana para dar ao vice-presidente Michel Temer condições de governar se acontecer o aprofundamento da “crise política”, criada pela imprensa e direitistas, levar ao afastamento da presidente Dilma Rousseff antes da conclusão do seu mandato.

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Os articuladores desse movimento estão em busca de apoio do empresariado, os financiadores de campanhas eleitorais, e começaram a dialogar com líderes da oposição, numa tentativa de construir um atalho que aponte Temer como alternativa mais segura para superar a inventada crise.

Amarildo
Amarildo

Os aliados de Temer admitem que esse movimento ainda não está maduro, isto é, não tem o apoio do povo, nem da classe média, mas acreditam ter colhido uma primeira resposta positiva na quarta-feira (5), quando as federações estaduais das indústrias de São Paulo e Rio expressaram publicamente apoio ao vice, um dia depois de ele fazer um apelo por união para superar a suposta crise.

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Um dos responsáveis pela iniciativa, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é filiado ao PMDB e comemorou seu aniversário em um almoço com Temer na sexta (7).

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No campo político, tanto petistas que estão no governo como nomes da oposição apontam o senador Romero Jucá (PMDB-RR) como um dos entusiastas e artífices da articulação pró-Temer.

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Na terça (4), Jucá participou de reunião entre líderes de PMDB e PSDB. Como acontece em toda conspiração, os nomes dos outros golpistas foram encobertos.

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Segundo relatos de três participantes, Jucá deixou evidente que não vê mais saída para a “crise” com Dilma no Planalto.

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Ministros próximos à petista temem que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) também embarque no movimento pró-Temer, o que poderia enfraquecer ainda mais a presidente.

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Políticos que estiveram com Renan na última semana disseram que ele ainda adota postura muito cautelosa e se diz disposto a colaborar com o governo, barrando ações da Câmara (de Eduardo Cunha), que ameacem a política social.

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Enquanto líderes do Congresso tratam do assunto com reserva, aliados de Temer fora de Brasília têm assumido atitude mais agressiva. Amigo do vice, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) reproduziu nas redes sociais vídeo que diz que “o impeachment de Dilma Rousseff só depende do PMDB”.

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O locutor do vídeo de propaganda golpista afirma que “o povo” quer que o PMDB escolha entre os “comparsas petistas” ou “o Brasil”. “O PT quebrou o Brasil. O PMDB só tem uma escolha. Impeachment, já.”

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Sempre que aborda o assunto publicamente, Temer desautoriza esse tipo de ação e afirma que trabalha pela governabilidade com Dilma. Temer jamais abriria o jogo, que não é tolo.

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“Ele não conspira e não pode parecer que faz isso”, diz um aliado. “Ele precisa ser naturalmente visto pelos políticos, pela sociedade e pelo empresariado como único agente capaz de reagrupar o país, e a pecha de conspirador não cabe nesse cenário”, acrescentou algum alter ego pmdebista tipo Eduardo Cunha, ou escriba da vice-presidência.

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Nesta semana, Temer fez o movimento mais explícito desde o início da crise, ao falar em união nacional. Confessou que faz corpo mole e jogo duplo, como disfarça todo ambicioso. Leia aqui

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Ao saber que ministros próximos a Dilma avaliaram que seu gesto contribuiu para enfraquecer a presidente, Temer disse que poderia entregar o cargo de articulador político do governo, o que não foi aceito por Dilma. Bem que Temer queria um pretexto, para atuar mais abertamente, e como vítima.

Duke
Duke
Samuca
Samuca

No PT, decidiu-se que ele não será atacado publicamente, mas há uma operação em curso para reduzir o espaço de atuação do vice, estimulando agentes do PT a também dialogar com indecisos deputados do baixo clero, liderados por Eduardo Cunha, Fernando Collor, Sarney.

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No PSDB, a reação ao avanço da operação pró-Temer veio da boca de aliados do senador Aécio Neves (MG). Os líderes da sigla no Congresso convocaram a imprensa, sem consultar os colegas de bancada, para indicar que não aceitarão compor com o vice.

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Outro risco para o movimento pró-Temer é o avanço da Operação Lava Jato. Apontado como o elo entre a corrupção na Petrobras e caciques do PMDB, o lobista Fernando Baiano começou a negociar um acordo de delação.

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Aliados de Temer dizem que ele não tem preocupação pessoal com o assunto, mas acham que o vice pode sair chamuscado se revelações atingirem a cúpula do PMDB. Renan, Jucá e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), são investigados. Transcrito da Folha de S. Paulo/ Jornal Agora MS. Confira        

 

Adnael
Adnael

POIS-É... temer golpe protesto analfabeto político

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