Cunha indicou um comparsa do bicheiro Cachoeira para ser relator do impeachment de Dilma

O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), da quadrilha de Cachoeira, relator da comissão especial montada para analisar o impeachment de Dilma Rousseff, fez a leitura de parte do parecer sobre o impedimento da presidenta nesta quarta-feira no plenário. O prazo para a apresentação do relatório terminaria na sexta-feira, mas os deputados anteciparam a data em dois dias. Os golpistas estão com pressa.

O parecer entrará na pauta da Câmara 48 horas após a publicação do documento no Diário da Câmara. A expectativa, com isso, é que o processo deve ser votado no plenário entre os dias 15 e 19 de abril.

Leia aqui o relatório.

“Se Cachoeira falar, Lava Jato vira literatura infantil”

Goiás 247 – O colunista Janio de Freitas, da Folha de S. Paulo, alertou para o potencial bombástico das revelações que ainda podem ser feitas pelo ex-senador Demóstenes Torres, que, dias atrás, abriu fogo contra o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) (saiba mais aqui), e por seu amigo Carlos Cachoeira. Leia abaixo:

OS COFRES

O ex-senador Demóstenes Torres foi o único a pagar no caso em torno de Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Falou agora pela primeira vez, sobre vínculos político-financeiros entre Carlinhos e o senador Ronaldo Caiado. Mas poucos talvez saibam como Demóstenes sobre os porões éticos de Brasília. Com muitas provas, porque seu amigo Carlinhos não é amador, como ficou provado desde o “caso Waldomiro” e, depois, com as gravações “não identificadas” na Praça dos Três Poderes.

Se os dois abrirem mais a memória, a Lava Jato ficará reduzida a literatura infantil.

MORO

Nota do redator deste blogue: Cachoeira, o maior jornalista da Globo, seleciona os furos. Depois vem Moro, com os vazamentos. (T.A.)

Leilão dos bens da organização criminosa de Carlinhos Cachoeira

Justiça Federal deferiu pedido do MPF/GO para que alienação fosse antecipada

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) obteve decisão da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás deferindo a alienação antecipada de imóveis que estavam em nome de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado de Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como “Carlinhos Cachoeira”, que seria o real proprietário dos bens.

Ao todo, são 22 lotes e um barracão, com valor de avaliação parcial superior a R$ 3 milhões de reais, localizados nos municípios goianos de Anápolis, Caldas Novas e Goiatuba. Os bens foram sequestrados na Operação Monte Carlo e estavam depositados sob responsabilidade de Adriano, até a decisão final dos processos.

De acordo com as apurações feitas pelo MPF/GO, benfeitorias foram realizadas em diversos imóveis, permitindo aos réus o auferimento de lucro, que não era comunicado à Justiça. Constatou-se que havia a sonegação e o repasse incompleto ou falso de informações acerca da situação dos imóveis ao Poder Judiciário, como forma de ludibriar o juízo quanto ao real valor dos bens e sua capacidade de lucro.

Nos pedidos de alienação antecipada, o MPF/GO demonstrou existir “uma situação de penumbra e má-fé sobre a real situação dos imóveis e sua manutenção, restando claro o modo temerário de gestão do conjunto patrimonial”.

Com a decisão, os imóveis devem ser alienados em quatro leilões, que serão realizados entre 30 de outubro e 27 de novembro deste ano.

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Cachoeira e o assassino do jornalista Valério Luiz

Tem seis meses que está preso incomunicável, em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio Carone, porque denunciou  e provou a bandidagem da política mineira, envolvida com drogas, assassinatos e assaltos aos cofres públicos.

Outro meio de calar um jornalista chamo de solução final: o assassinato. Aconteceu com Valério Luiz, que teve a coragem de denunciar o uso do time de futebol Atlético Goianiense na lavagem de dinheiro do cartório de Maurício Sampaio e de empresas do bicheiro Cachoeira & outros.

A corrupção acontece pela harmonia dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

É esta ligação Cachoeira-Sampaio, ora escancarada, e o uso do Atlético para safadezas mil, que motivaram a morte encomendada de Valério Luiz, que não sabia da missa um terço.

Por estes Brasis da escuridão, cartolas usam times de futebol para o tráfico de pessoas (passe de jogadores), de drogas, lavagem de dinheiro, esquentamento de notas frias, comedouro de verbas públicas e curral eleitoral.

 

Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, posta foto com acusado de ser mandante de assassinato de jornalista

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Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, postou na última quinta-feira (12/6) uma foto mostrando seu novo brinco. Ao fundo, está o réu Maurício Sampaio, denunciado como mandante do assassinato do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, sorrindo distraído.

A foto foi retirada do instagram de Andressa, mas Valério Luiz, filho do cronista, a divulgou em sua página do Facebook. A empresária colocou a sua página da rede social no modo “privado”, impedindo pessoas que não a seguem de visualizarem suas imagens.

O empresário Carlos Cachoeira foi apontado como chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal em uma operação deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) conhecida como Operação Monte Carlo. Na época, vários políticos foram apontados como envolvidos no esquema. O empresário foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. Carlos Cachoeira recorreu da sentença e aguarda pela decisão em liberdade.

O processo do ex-dirigente do Atlético Clube Goianiense Maurício Sampaio continua em aberto, sendo que além de Sampaio mais quatro pessoas também foram denunciadas como tendo participação no crime de Valério Luiz. Todos os acusados aguardam o julgamento em liberdade.

No início deste mês, o Ministério Público de Goiás requereu a prisão preventiva de Sampaio pelos crimes de peculato, cobrança de tributo indevido ou com emprego de meio gravoso e modificação do sistema de informações sem autorização. O pedido foi negado pela Justiça no mesmo dia. O MP também instaurou uma ação civil pública contra ele e seus três filhos por improbidade administrativa.

Os soldados estaduais de Goiás vão bater legal

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Taí não precisa de lei antiterrorismo para bater no povo. Isso a polícia faz nos dias profanos e santos.

Brecha na lei sempre teve.

Para o bem de Cachoeira.

Para o bem de Maurício Sampaio, que pagou a pistolagem (atiradores de aluguel misturados com policiais) para matar o jornalista Valério Luiz.

Eta Brasil globeleza.

A morte encomendada de Valério Luiz

Ontem teve passeata em Goiânia contra a impunidade do mandante chefe de uma quadrilha de pistoleiros, formada por soldados estaduais, que matou o jornalista Valério Luiz.

O mandante, o rico cartolário Maurício Sampaio, cartola, e agiota imobiliário amigo de Cachoeira e de policiais assassinos
O mandante, o rico cartolário Maurício Sampaio, cartola, e agiota imobiliário amigo de Cachoeira e de policiais assassinos

Leia aqui

A “Operação Banqueiro” e como se uniram as duas maiores fábricas de dossiês da República

Por Luís Nassif

 

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O livro “Operação Banqueiro”, do jornalista Rubens Valente, caminha para se tornar um clássico na devassa das relações Estado-lobbies privados, especialmente o capítulo “As ameaças do grande credor”, que descreve a correspondência do super-lobista Roberto Amaral com Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity, reportando e-mails e conversas que manteve em 2002 com o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o candidato José Serra.

As mensagens constam de dez CDs remetidos à Procuradoria Geral da República em Brasília – e que permaneceram na gaveta do PGR Roberto Gurgel, que não tomou providência em relação ao seu conteúdo.

Nas mensagens a FHC e Serra, Amaral insiste para que se impeça a justiça de Cayman de entregar a relação de contas de brasileiros nos fundos do Opportunity. Amaral acenava com os riscos de se abrir os precedentes e, depois, o Ministério Público Federal investir sobre as contas do Banco Matrix – de propriedade de André Lara Rezende e Luiz Carlos Mendonça de Barros, figuras ativas no processo de privatização. E, principalmente, sobre as contas de Ricardo Sérgio, colocado por Serra na vice-presidência internacional do Banco do Brasil.

Parte das mensagens havia sido divulgada em 2011 pela revista Época.

São relevantes para demonstrar que o Opportunity tornou-se uma questão de Estado, com envolvimento direto de FHC (tratado como “pessoa” nos emails entre Amaral e Dantas), José Serra (alcunhado de “Niger”) e Andréa Matarazzo (tratado como “Conde”). Dantas era alcunhado de “grande credor”.

Mostra também como Gilmar Mendes, então na AGU (Advocacia Geral da União), foi acionado em questões que interessavam ao Opportunity junto à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).

Não apenas por isso, mas pelo levantamento minucioso de decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), das pressões sobre procuradores e policiais, da atividade pró-Dantas de advogados ligados ao PT, trata-se de obra definitiva para se entender os meandros da estratégia que resultou na anulação da Operação Satiagraha.

Em entrevista a Sérgio Lyrio, da Carta Capital, Valente afirma que “sem Mendes na presidência do Supremo, nem todo o prestígio de Dantas teria sido capaz de reverter o jogo de forma tão espetacular”.

É mais do que isso. Nem Mendes nem Dantas individualmente teriam o poder de influenciar os quatro grandes grupos de mídia. O único personagem com capacidade de unir todas as pontas em torno de uma bandeira maior – a conquista da presidência da República – era José Serra. É a partir dele que deve ser puxado o fio da meada.

Satiagraha foi a Primeira Guerra Mundial da mídia, um ensaio para as guerras seguintes, nas eleições de 2010 em diante.

As fábricas de dossiês

Valente não aborda o papel da mídia e a maneira como eram construídos os dossiês. Os dados abaixo são de levantamentos antigos do Blog, aos quais se somam algumas revelações adicionais do livro.

Na série “O caso de Veja” havia mostrado a maneira como Dantas e a Veja se valiam de dossiês para fuzilar não apenas adversários políticos, mas magistrados e jornalistas que ousassem investir contra os interesses do banqueiro. É a mesma tecnologia – de dossiês e assassinatos de reputação, com ampla repercussão midiática – reproduzida no modo Cachoeira-Veja de atuar e, antes, no modo Serra exemplificado no caso Lunus.

Dois capítulos da série merecem atenção especial:

O caso Edson Vidigal – (): Desembargador do STJ, Vidigal confirmou uma sentença contra Dantas. Veja fuzilou-o em uma matéria com acusações dúbias.

O caso Márcia Cunha – uma juíza séria, do Rio, foi fuzilada pela Folha por contrariar interesses de Dantas e ter recusado proposta de suborno. Tempos depois, constatou-se sua inocência e comprovou-se a tentativa de suborno.

A montagem da central de dossiês

É na operação Lunus que estão as pistas para se chegar ao início do nosso modelo. Ele nasce com a nomeação de José Serra para Ministro da Saúde. Através da CEME (Central de Medicamentos), Serra monta o embrião da sua indústria de dossiês, contratando três especialistas em trabalhos de inteligência: o subprocurador da República José Roberto Santoro, o policial federal Marcelo Itagiba e o ex-militar Enio Fonteles, dono da Fence Consultoria Empresarial, especializada em arapongagem.

A primeira grande ação do grupo foi a Operação Lunus. Usou-se o poder de Estado para tal.

A aproximação com Cachoeira

O esquema Serra gerou dossiês contra competidores internos no PSDB – Paulo Renato de Souza, Tasso Jereissatti e Aécio Neves.

Já no governo Lula, o passo seguinte do grupo foi na operação Valdomiro Diniz, primeiro petardo contra o então Ministro-Chefe da Casa Civil José Dirceu.

Foi divulgado vídeo de 2002, no qual Valdomiro, servindo no governo Benedita da Silva, pedia propina a Carlinhos Cachoeira. Quando o vídeo vazou, Valdomiro trabalhava como assessor da Casa Civil. A bomba acabou explodindo no colo de Dirceu, que pagou o preço de não ter ouvido assessores sobre o passado de Valdomiro.

Carlinhos Cachoeira e Jairo

A partir dessa primeira abordagem de Santoro sobre Cachoeira, muda o comportamento da mídia. De bicheiro suspeito, passa não apenas a ser blindado como torna-se íntimo colaborador da revista Veja em uma infinidade de escândalos com objetivos políticos. É como se a operação Lunus estivesse sendo reproduzida em uma linha de montagem.

A de maior impacto foi o do grampo no funcionário dos Correios Maurício Marinho, que resultou por linhas tortas no escândalo do “mensalão”.

Os factoides contra a Satiagraha

Quando surgiram os primeiros boatos sobre o cerco a Dantas, a primeira investida foi uma capa de Veja, “Medo no Supremo”, de 22 de agosto de 2007, em que cozinhava um conjunto de informações velhas, para dar a impressão de que o STF estava ameaçado pelo grampo. Mereceu um dos capítulos da minha série “O caso de Veja”

1. Os dois habeas corpus em favor de Daniel Dantas.

Gilmar tratou o caso como se o estado de direito estivesse ameaçado. Sucessivas invasões de escritórios de advocacia pela Polícia Federal forneceram-lhe o álibi necessário. Mas avançou muito além do habeas corpus, com discursos bombásticos que, repercutidos pela mídia, criaram o clima de resistência à Satiagraha. No livro, Valente esmiuça todas as decisões controvertidas de Gilmar para anular a operação.

2. O grampo sem áudio.

O tal grampo de conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres – principal parceiro de Veja na conexão Carlinhos Cachoeira.

Jamais apareceu o áudio. Investigações divulgadas na época mostravam ser impossível grampear telefones do Senado. Sequer se conferiu se, na tal hora do suposto grampo, houve de fato ligações telefônicas entre Gilmar e Demóstenes, ou ao Senado.

Era um grampo consagrador para Demóstenes, onde os dois colegas lembravam as grandes ações cívicas do senador.

3. O grampo no Supremo Tribunal Federal.

Um assessor de segurança do STF passou para a revista Veja a informação de que havia detectado grampo em uma das salas do Supremo. Mereceu capa e, com base no alarido, foi criada a CPI do Grampo

Quando o relatório da segurança do STF foi entregue à CPI, constatou-se que haviam sido captado sinais de fora para dentro do órgão. Logo, jamais poderia ser interpretado como grampo. Coube a leitores do Blog derrubar essa armação.

Na CPI ficou-se sabendo que o relatório com as conclusões falsas saíram do próprio gabinete da presidência do STF.

Foi tão grande a falta de reação dos demais ministros, ante a manipulação do suposto grampo, que chegou-se a aventar a fantasia de que Gilmar teria mandado grampeá-los para mantê-los sob controle.

Nesse período, Jairo Martins, o araponga que armou o grampo dos Correios, assessorava Gilmar.

4. A reunião com Nelson Jobim e Lula.

Mesmo depois da Satiagraha, manteve-se o mesmo modo de operação no julgamento da AP 470. Há um encontro entre Gilmar e Lula no escritório de Nelson Jobim. Passa um mês, sem que nada ocorra. De repente, alguém se dá conta do potencial de escândalo que poderia ser criado. Gilmar concede então uma entrevista bombástica, indignada, dizendo ter sido pressionado por Lula.

Dos três presentes ao encontro, dois – Jobim e Lula – negam peremptoriamente qualquer conversa mais aprofundada sobre o mensalão.

Foi em vão. A versão de Gilmar é veiculada de forma escandalosa pela revista Veja, criando o clima propício ao julgamento “fora da curva” da AP 470. O mesmo Gilmar do grampo sem áudio e da falsa comunicação de grampo no STF.

São quatro episódios escândalos inéditos na história do Supremo, todos os quatro tendo como origem Gilmar Mendes.(Transcrevi trechos. Leia mais)

 

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