A justiça de Goiás facilitou e um dos assassinos do jornalista Valério Luiz terminou preso em Portugal

Açougueiro Marquinhos fugiu de Goiás e terminou preso em Portugal
Açougueiro Marquinhos fugiu de Goiás e terminou preso em Portugal

Portugal/ TSF – Um homem procurado pelas autoridades brasileiras pelo assassinato do jornalista desportivo Valério Luiz foi capturado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) nas Caldas da Rainha, onde se encontrava a residir, anunciou hoje o organismo.

O homem, de 30 anos, de nacionalidade brasileira, «era procurado pelas autoridades do seu país de origem, para cumprimento de pena até 30 anos de prisão, pela prática do crime de homicídio qualificado do jornalista, radialista e cronista desportivo Valério Luiz», esclareceu o SEF em resposta à Lusa.

Na sequência do crime, praticado em julho de 2012, em Goiânia (Brasil), o homem tinha pendente um mandado de captura internacional e, segundo o SEF, após ter sido confirmado o seu paradeiro em Portugal, na madrugada de quinta-feira foi montado um dispositivo operacional junto à sua residência.

O homem ter-se-á apercebido do dispositivo e, por volta das 10:00, «pôs-se em fuga, saltando de uma altura de um 3.º andar para as traseiras da sua residência e descendo através das varandas dos outros andares do mesmo imóvel», explicou o SEF.

Na fuga o homem foi auxiliado por um conterrâneo (também residente nas Caldas da Rainha e cujo local de trabalho se situa perto da casa do homicida), que «o transportou de carro para um local afastado».

Na operação de captura, durante cerca de duas horas foram «controladas as centrais de transportes rodoviárias e ferroviárias da zona, todas as artérias da cidade e a morada de onde tinha encetado a fuga», pode ler-se no mail com os esclarecimentos pedidos pela Lusa.

O homicida acabou por ser localizado novamente cerca das 12:30, junto da sua morada, tendo sido detido pela equipa que aí se encontrava em vigilância, sem resistir à detenção.

O detido estava ao final da tarde hoje a ser ouvido no Tribunal da Relação de Lisboa para validação da detenção e aplicação das respetivas medidas de coação.

Conversa de sogra

Em entrevista ao Jornal Opção nesta segunda-feira (11/08), Rozamar José Leite de Souza, sogra de Marcus Vinícius Pereira Xavier, confirmou a participação do genro no assassinato de Valério Luiz. “Meu genro é uma pessoa muito boa e se arrependeu do que fez. Ele é o menos culpado. A participação dele foi emprestar a moto e ter feito amizade com gente errada”, disse a senhora.

Segundo investigação da Polícia Civil de Goiás, Marquinhos emprestou a moto utilizada no crime e disponibilizou o açougue, bem próximo ao local dos tiros, como ponto de apoio para o PM Ademá Figueredo executar o radialista. O sargento Da Silva e o faz-tudo Urbano Malta articularam o assassinato, a mando do ex-cartola e ex-cartorário Maurício Sampaio.

Apesar do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) de Portugal ter publicado nota informando uma verdadeira operação de captura de Marcus Vinícius, a sogra do réu afirma que este se entregou após uma revelação divina concedida a Azelina Xavier, esposa do então procurado: “Ela pediu orientação para Deus e Ele falou para o Marquinhos se entregar”.

A morte encomendada de Valério Luiz

Ontem teve passeata em Goiânia contra a impunidade do mandante chefe de uma quadrilha de pistoleiros, formada por soldados estaduais, que matou o jornalista Valério Luiz.

O mandante, o rico cartolário Maurício Sampaio, cartola, e agiota imobiliário amigo de Cachoeira e de policiais assassinos
O mandante, o rico cartolário Maurício Sampaio, cartola, e agiota imobiliário amigo de Cachoeira e de policiais assassinos

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Goiânia, a escalada da violência na terra governada por Cachoeira

Em terra que assassino de jornalista tem ex-desembargadores como advogados, nem a Força Nacional controla a violência.

Em ritmo de pagode universitário todo tipo de crime acontece em Goiânia. Capital em que impera o terrorismo policial e o mando de Cachoeira.

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Entidades da imprensa protestam contra a liberdade da quadrilha do milionário Maurício Sampaio que matou jornalista

O cartorário e empresário Maurício Sampaio paga a vários ex-desembargadores para ser seus advogados em diferentes crimes financeiros, e liberar a quadrilha que matou o cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira.

O maior cartório de Goiás, o de Maurício Sampaio, praticou safadezas mil, que estão sendo investigadas pelo Conselho Nacional de Justiça.

O podre, pode de rico, Maurício Borges Sampaio (com a mão no bolso)
O podre, pode de rico, Maurício Borges Sampaio (com a mão no bolso)

 

Podre de rico, Maurício Sampaio é o maior proprietário de imóveis do Estado,  grileiro, e diretor do Atlético Clube Goianiense lavava dinheiro para o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Foi esta denúncia de Valério Luiz a motivação do seu assassinato, praticado por pistoleiros profissionais e apadrinhados de Maurício Sampaio.

Valério Luiz, covardemente assassinado no exercício da profissão de risco no Brasil: o jornalismo verdadeiro
Valério Luiz, covardemente assassinado no exercício da profissão de risco no Brasil: o jornalismo verdadeiro

Informa o Portal da Imprensa:  Na última quinta-feira, entidades representativas da imprensa em Goiás se reuniram em audiência pública na sede da Assembléia Legislativa, em Goiânia, para protestar contra o assassinato do jornalista Valério Luiz de Oliveira, em julho do ano passado, em frente à Rádio Jornal 820 AM, local onde trabalhava.

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Um dos vários protestos realizados pelos jornalistas contra a impunidade em Goiás, terra da pistolagem
Um dos vários protestos realizados pelos jornalistas contra a impunidade em Goiás, terra da pistolagem

 

Segundo o Terra, a investigação policial sobre o caso, que durou 8 meses, concluiu que o radialista foi morto a tiros por ter feito comentários críticos contra a então diretoria do Atlético Clube Goianiense e que o empresário e ex-vice-presidente do Clube, o cartorário Maurício Sampaio, foi o mandante do crime. Urbano de Carvalho Malta e o sargento da PM, Djalma da Silva, teriam organizado o assassinato com o auxílio do açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier. Ainda segundo o inquérito, o cabo da PM, Ademá Figueiredo, foi o executor do radialista.

Marcus Vinícius Pereira Xavier, o açougueiro do assassino Maurício Sampaio
Marcus Vinícius Pereira Xavier, o açougueiro do assassino Maurício Sampaio

Todos os acusados estão em liberdade por concessão de habeas corpus. O juiz responsável pelo caso ainda vai estabelecer se realizará ou não um júri popular. No entanto, a família de Valério pede a federalização do julgamento, pois acredita que as dificuldades enfrentadas para manter os acusados presos ocorrem pela possível influência do poder econômico do empresário Maurício Sampaio junto ao Judiciário do Estado. A ideia já foi apoiada pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

Para o presidente da Associação Goiana de Imprensa, Valterli Guedes, o assassinato de Valério Luiz constituiu um atentado contra toda sociedade e, principalmente, contra todos os comunicadores. “Crimes desta natureza precisam ser punidos como prevenção contra outras situações deste tipo”, disse o presidente, informando que já levou o caso a Associação Brasileira de Imprensa, em busca de apoio.

Romes Xavier, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de Goiás, ressaltou que de acordo com pesquisa feita pela entidade, Valério é o único jornalista que atuava na cobertura esportiva assassinado no Brasil. “Não temos em arquivo um caso em Goiás, e no Brasil, de um jornalista esportivo que foi assassinado por emitir sua opinião”, pontuou. “Nós lutamos para que tenhamos o direito de emitir opiniões, sem ter que pagar com a própria vida pelo aquilo que se fala”, disse.

 

Assassino do jornalista Valério Luiz começa a pagar pelos seus crimes

Maurício Sampaio, ora preso, ora solto
Maurício Sampaio, ora preso, ora solto

 

A coragem do juiz Fernando de Mello Xavier talvez seja o começo do tabelião Maurício Borges Sampaio começar a pagar pelos seus crimes, principalmente o assassinato do jornalista Valério Luiz.

Primeiro vai ser pego por ser ladrão. Escreve Bruna Carneiro: O juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, determinou nesta segunda-feira (19) o afastamento cautelar de Maurício Borges Sampaio do cargo que ocupa no 1º Tabelionato de Protesto e Registro de Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas de Goiânia.

Além do afastamento do cartório a Justiça também emitiu uma liminar que bloqueia os bens de Maurício até o limite de R$ 15.930.848,79, alcançando, ainda, os bens móveis.

A medida foi tomada baseada no ato de improbidade administrativa em que o Ministério Público (MP) estadual alegou que Maurício teria obtido vantagem patrimonial durante o exercício irregular do cargo no cartório.

A decisão foi emitida no mesmo dia em que o desembargador Fausto Moreira Diniz decidiu revogar a decisão anterior que reintegra Sampaio à titularidade do tabelionato.

Maurício Sampaio é acusado de ser mandante do assassinato do cronista Valério Luiz, que aconteceu em julho de 2012. O cronista foi morto com seis tiros quando saia da Rádio Jornal (820AM), no Setor Serrinha, em Goiânia.

 

“Jornalista bom é jornalista morto”

 

Valério Luiz

Jornalista Valério Luís de Oliveira assinado em Goiás

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Jornalista Valério Luiz assassinado em Goiás
Jornalista Valério Luiz assassinado em Goiás

 

Exmo senhor presidente da FENAJ – Jornalista Celso Schöreder – Venho diante de Vossa Senhoria, como representante máximo da entidade que representa os jornalistas brasileiros, retratar-me publicamente de expressões ditas por mim em encontro informal com jornalistas na cidade de Goiânia, capital de Goiás, no último final de semana. Na ocasião disse, em tom jocoso, uma lamentável expressão: “jornalista bom é jornalista morto”. O fiz não por acreditar em tal dito, mas sim em tom de pilhéria, num encontro informal com conhecidos meus na imprensa local e dentro de uma conjuntura muito específica no dia do citado episódio. Mesmo assim reafirmo que esta não é minha opinião. Como membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB sempre atuei de maneira intransigente, muitas vezes defendendo jornalistas, em favor dos direitos elementares do ser humano. Pela minha trajetória pessoal e profissional, aqueles que me conhecem sabem que a expressão, por mim dita num momento de extrema infelicidade não é minha real opinião sobre estes profissionais por quem tenho profunda admiração. Diante do exposto venho desculpar-me publicamente com todos os jornalistas brasileiros que exercem uma profissão fundamental para o pleno exercício da democracia e o faço através desta correspondência a Vossa Senhoria que preside uma entidade que sempre lutou em defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e dos jornalistas brasileiros. Goiânia, 09 de outubro de 2012. Sebastião Ferreira Leite Advogado

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A justiça do empate beneficia dono de cartório apontado pelos pistoleiros como mandante do assassinato de jornalista

Maucício Sampaio já estou solto pela justiça do empate. Para muitos, até que ele demorou na prisão
Maucício Sampaio já está solto pela justiça do empate. Para muitos, até que ele demorou na prisão

Foi concedido, nesta quinta-feira (28), na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), o habeas corpus (HC) a Maurício Borges Sampaio. A votação terminou empatada com dois votos concedendo e dois negando a soltura, mas em caso de empate a decisão deve ser benéfica ao réu. Os desembargadores que votaram a favor alegaram que o réu não compromete as investigações. O alvará de soltura será encaminhado à Central de Mandados do TJGO. Ainda hoje este alvará será entregue na Casa de Prisão Provisória.

MS

 Por Catherine Moraes

Depois de 26 dias detido, o empresário Maurício Sampaio deixou o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia ontem, por volta das 16h50, na companhia dos advogados Neilton Cruvinel Filho e Ney Moura Teles. Apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual como mandante do assassinato do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, ele estava preso desde o dia 2 de fevereiro e foi beneficiado com habeas-corpus referente à prisão temporária. Magro e aparentemente abatido, Sampaio disse que Deus sabe que ele é inocente e que estava aliviado com a decisão.

A decisão do habeas-corpus foi tomada pela 1ª Câmara Criminal, durante sessão turbulenta na tarde de ontem. O julgamento teve início às 13 horas com leitura do relatório do inquérito e defesa do advogado, Ney Moura. Em seguida, os desembargadores Ivo Favaro (presidente), Itaney Francisco Campos, José Paganucci Júnior, Avelirdes Pinheiro de Lemos e Gerson Santana Cintra apresentaram suas justificativas e revelaram os votos.

Paganucci, relator, votou a favor da manutenção da prisão assim como a desembargadora Avelirdes. Gerson Cintra votou pela soltura e o desembargador Itaney Campos, que chegou 10 minutos atrasado, se negou a votar, por direito, já que perdeu a leitura do inquérito e também parte da exposição de Ney Moura. Em seguida, o presidente da Câmara, Ivo Favaro, foi favorável à soltura e o resultado terminou em 2 a 2. Segundo a legislação criminal, como o empate favorece o réu, Sampaio foi posto em liberdade.

Itaney Campos justificou o atraso dizendo que permaneceu com o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Ney Teles de Paula, até por volta do meio-dia e não conseguiu almoçar e retornar antes das 13h. “Peço que justifiquem minha ausência já que perdi a leitura do relatório e também parte da apresentação do advogado Ney Moura”, afirmou. Caso tivesse votado pela manutenção da prisão, Sampaio não seria solto.

[ADVOGADO DOS PISTOLEIROS MANDA VIÚVA “RODAR BOLSINHA”]
A votação da Câmara Criminal, foi acompanhada por amigos e familiares de Valério Luiz. O pai, Mané de Oliveira, os filhos Valério Filho e Laura Oliveira, a viúva Lorena Oliveira e o sogro Waterloo Nascimento vestiam camisetas com a escrita: “Não deixem que o povo esqueça esse crime”. Após a decisão para a liberdade de Maurício Sampaio, eles protestaram exaltados.

Lorena e Mané de Oliveira se mostraram alterados, e Lorena chegou a chamar os desembargadores de assassinos. Um dos advogados de Maurício teria dito a ela para “rodar bolsinha” e foi rebatido pelo pai da viúva. Aos gritos, Mané foi retirado da sala por policiais militares, assim como Lorena. Também nervoso, o advogado Neilton Cruvinel, que defende o empresário, disse a ela que o verdadeiro mandante estava solto. “Vocês acabaram com minha vida”, gritava Lorena enquanto era arrastada para fora da 1ª Câmara.

Chorando e visivelmente abalado, Mané de Oliveira permaneceu no corredor de entrada do TJGO manifestando sua indignação. “Eu acreditei na Justiça, como esse criminoso pode ser solto? Eu estou com medo, mas só vou parar de lutar quando eu morrer e isso pode acontecer. Eu nunca tinha sido roubado na minha vida e depois da morte do meu filho fui assaltado, sofri atentado. É muita coincidência não?”, gritava.

[DA MÁFIA FOI SOLTO O PRESO RICO] 

Integrante da 1ª Câmara Criminal, o desembargador Gerson Cintra pontuou sobre a defesa de Ney Moura sobre o pedido de Habeas Corpus, não aceitando, inclusive, alguns argumentos. Apesar disso, disse acreditar que a prisão de Maurício foi ilegal porque “a prisão temporária é destinada à investigação e não foram expostos dados concretos sobre a necessidade da prisão. O Estado não pode tratar como culpado alguém que nem foi julgado”, argumentou.

No pedido de Habeas Corpus, Ney afirmou que o cliente estava 10 kg mais magro e depressivo [COITADINHO, QUE PENINHA, QUE SOFREDOR!]. Apesar disso, Gerson afirmou que não foi apresentado nenhum atestado médico assim como possível descaso do poder público se negar a dar assistência ao preso.

Outra argumentação do advogado dizia respeito à possível incompetência da juíza substituta Denise Gondim, que decretou o mandado de prisão temporária. Isso porque ela atuava como substituta às férias de Lourival Machado, que exercia férias no período da solicitação de prisão. “Não há do que se falar em falta de competência. Por lei, ela tem o direito de julgar e a ação dela foi reiterada pelo Lourival. Apesar disso, ela não explicitou o motivo imprescindível pelo qual ele deveria ficar preso”, completou.

Para o desembargador, isso torna a prisão ilegal já que o inquérito e as decisões não constam os motivos pelos quais a detenção de Sampaio era extremamente necessária. “Houve um constrangimento ilegal e privação de liberdade grave. A polícia chegou a afirmar que o risco que Maurício oferecia era de desaparecer com a arma do crime. Apesar disso, foi encontrada uma arma idêntica ao do crime na casa do Djalma da Silva, inviabilizando a prisão de Sampaio”, finalizou. Questionada sobre a afirmação, a delegada Adriana Ribeiro afirmou que a arma do crime era “niquelada”, já a encontrada na casa, era preta. “Ainda não foi feita a balística, mas uma pré-prova indicou que a arma encontrada não é a do crime.

[FICARAM OS ENVOLVIDOS NOUTRAS CHACINAS]

O julgamento da Câmara Criminal de ontem diz respeito apenas à prisão temporária, com validade de 30 dias, que venceria amanhã e se estenderia até segunda-feira (4). Isso porque um novo pedido de prisão preventiva e a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-GO), oferecida na última quarta-feira (27), ainda não haviam sido anexados ao processo.

Desta forma, a prisão preventiva será julgada pelo juiz Lourival Machado, da 2ª Vara Criminal ainda nos próximos dias para todos os investigados: Maurício Sampaio, cabo Ademá Figueiredo, o açougueiro Marcos Vinícius Pereira Xavier, Urbano de Carvalho Malta e o sargento Djalma da Silva. Se não for decretada a prisão preventiva deles, todos serão liberados na segunda-feira (4).

Os bandidos que mataram o jornalista Valério Luiz

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Polícia Civil não divulga os nomes dos três suspeitos de matarem o cronista esportivo Valério Luiz, 49, no último dia 5 de junho do ano passado, em frente à Rádio Jornal 820, no Setor Serrinha. As prisões aconteceram na madrugada de ontem, em Goiânia. A partir de 4h30 da manhã os delegados, agentes e inspetores da delegacia de Investigação em Homicídios e GT3 – grupo especializado – iniciaram a cumprir os seis mandado de busca e apreensão e três de prisão.

Colunista esportivo Valério Luiz, 49, foi morto no dia de junho de 2012, em frente à Radio Jornal 820, em Goiânia, com sete tiros disparados por um homem, que pilotava uma motocicleta de 125 cilindradas e cor preta. Ele foi contratado por um militar que, sob orientações de um funcionário de um empresário famoso de Goiânia, adquiriu o revólver 357 e a moto do crime.

QUEM SÃO

O funcionário de um grande empresário de Goiânia, Urbano de Carvalho Malta, de 33 anos, conhecido pelos policiais por ser informante de corporação e investigadores da Polícia Civil e Polícia Militar. O homem teria, segundo fontes do Diário da manhã, ligações com crimes praticados em grupos de extermínios. Não existe nenhuma passagem criminal nos registros policiais. A função de Urbano seria encontrar um policial que realizasse o serviço (execução do cronista), ou indicasse um profissional matador capacitado e discreto ao ponto de não falar quem queria a morte do cronista.

Urbano teria entregue R$ 100 mil ao policial, conforme as fontes deram conta. O militar não quis ser o autor do crime. Segundo as fontes da reportagem, Urbano teria sido surpreendido pela resposta do sargento Djalma Gomes da Silva, de 37 anos, e policial desde junho de 1997. O militar negou que participaria da ação, mas após insistência de Urbano, a relutância foi vencida. Da Silva, como é conhecido na corporação, aceitou que agiria somente de forma parcial, sem se envolver demais no caso. O militar preferiu encontrar a arma e motocicleta do crime. Encontrou. Em seguida, a responsabilidade dele seria a de conseguir o autor do homicídio. Deveria ser um homem conhecido e de responsabilidade aparentemente ilibada, sem levantar suspeitas.

As fontes do DM apontam que o proprietário de uma casa de carnes, no Parque Amazônia, em Goiânia. Marcus Vinícius Pereira Xavier, 28, tem passagem por furto e roubo. Ele é um informante do sargento e aceitou a proposta de matar Valério em troca de um valor não informado pela Polícia Civil. O mesmo valor não vazou nos bastidores das informações, mas afirmavam que cerca de R$ 500 mil teriam sido repassados ao pistoleiro.

O Policial e seu passado sujo

O policial militar é o mesmo que tentou atirar em um gerente de uma loja da Tim, no Flamboyant, em outubro de 2011. O militar foi filmado pelo esquema de segurança da loja autorizada com uma pistola, apontada para o homem. O procedimento ainda trancorre na corregedoria. Ele tambpem chegou a bater em um veículo importado, quando pilotava uma viatura em alta direção. A corregedoria, na sindicância, reconhece o erro por parte do militar. Ele Foi punido com “repreensão”, como destaca o texto da corregedoria. O militar é um dos citados no inquérito policial que investiga as mortes na chacina do Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia. O policial tem ao menos três ocorrências de homicídios e execuções.

As fontes do DM afirmam que as três fontes podem ter envolvimento com casos de extermínio em Goiás. Em um dos casos, segundo policiais afirmam, uma vítima teve a cabeça separada do corpo e foi carbonizada em pneus.

Dia do crime

Marquinhos, açougueiro e matador de aluguel, estava em uma motocicleta. Ele recebia ligações de Urbano, que estava de tocaia numa casa, em frente à rádio que Valério trabalhava. Urbano passou ao assassino a informação de que Valério havia acabado o programa e já estava saindo da rádio, para o carro Ford Ka preto. O carro de Valério estava estacionado na esquina da Rua Teixeira de Freitas com T-38, no Serrinha. Em seguida o motociclista segue nessa direção. É o tempo que Valério entra no carro. O radialista engata a primeira macha e já é surpreendido pelo primeiro disparo. Mesmo assim, o radialista segue, com o carro. Ele é seguido pelo motoqueiro. O motociclista para a moto em frente ao seu carro. Desce e dispara mais seis vezes. Após cometer o crime, o motociclista volta à moto e sai em disparada.

Marquinhos segue pela T38, até a próxima esquina. Vira à Avenida T-14, sobe na contra mão pela T-5, vai à Rua Carlos Chagas, passa em frente a uma emissora de televisão e desce pela Avenida S. O destino tomado pelo assassino de Valério não é conhecido pela Polícia Civil, que solicitou as imagens do sistema de segurança da emissora 35 dias após o ocorrido, mas o arquivo do sistema já havia sido apagado. Nesse ínterim, o Urbano sai da casa e é o primeiro a chegar à cena do crime. Ele observa o interior do carro, olha pros lados e vai embora. Uma viatura da Polícia Militar passou pelo local. Segundo testemunhas, a viatura não parou quando notou que Urbano estava próximo ao veículo, analisando se Valério estava devidamente morto.

Ameaça

Informação da reportagem do DM aponta que dois dias antes de morrer, Valério teve uma conversa com a esposa, a advogada Lorena Oliveira. Valério teria dito que estava temeroso com um empresário e dirigente esportivo. Ele havia feito um comentário que não agradou o homem.

A esposa teria dito ao comentarista esportivo que tomasse cuidado para não sofrer nenhum tipo de represália em coberturas esportivas. A resposta de Valério Luiz, segundo infirmaram as fontes do Diário da Manhã, foi: ‘se ele me pegar, ou mandar alguém me pegar, não vai me dar represália, ou qualquer outro tipo de coisa que prejudique meu trabalho. Vão é me matar’, disse.

Valério Luiz suspeitava do  empresário e dirigente esportivo Maurício Sampaio
Valério Luiz suspeitava do empresário e dirigente esportivo Maurício Sampaio

Justiça Cupido banca o casamento e a lua de mel de Cachoeira

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Justiça brasileira é assim mesmo: O jornalista Ricardo Antunes pobre de marré deci está preso desde o dia 5 de outubro último, incomunicável, em presídio de segurança máxima, por escrever em um blogue desconhecido coisas consideradas duras para Antônio Lavareda, governador Eduardo Campos e prefeito João da Costa.

A mulher de Cachoeira ameaçou um juiz e está solta. Tem até um jornalista que foi assassinado em Goiana, por escrever que um clube de futebol andou recebendo dinheiro de Cachoeira.

Para Ricardo, a lua de fel.

Para Cachoeira, a lua de mel.

foto do casamento

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pés 1

pés 2

cachoeira beijo

As imagens que mostram o empresário Carlinhos Cachoeira passando a lula de mel com a mulher, Andressa, neste domingo em um resort de luxo na Bahia, gerou críticas na Internet na manhã desta segunda-feira.

Nas redes sociais, internautas criticaram a liberdade do bicheiro, condenado em dezembro do ano passado a 39 anos de prisão por formação de quadrilha, corrupção ativa, violação de dados sigilosos, advocacia administrativa e peculato. Ele, que se casou com Andressa em dezembro, foi solto poucos dias depois de ser preso.

‘Crime compensa’

Pela Facebook, usuários da rede fizeram uma montagem em que aparece Cachoeira no hotel localizado na Península de Maraú, no litoral baiano, e uma imagem ao lado de uma cela superlotada. Na foto do contraventor, aparece o título ‘bandido rico’, enquanto a foto com os presos é descrita como “bandido pobre”.

No Twitter, os usuários usavam de revolta a ironia para criticar a notícia. “O crime compensa, pelo menos para Cachoeira”, postou um internauta. “Flanelinha fica 8 anos preso acusado de passar nota falsa de R$ 20″ Enquanto isso, Cachoeira curte as belezas da Bahia”, disse outro. (Jornal O Dia)

Lua de mel do bicheiro

por Amanda Almeida

A lua de mel do bicheiro Carlinhos Cachoeira, condenado por formação de quadrilha e tráfico de influência na Operação Saint Michel e réu em outros três processos, ganhou as redes sociais ontem. Internautas interpretaram como um “escárnio” os momentos de diversão do contraventor, flagrado em fotos, ao lado da mulher, Andressa Mendonça. Na Península de Maraú, no Sul da Bahia, Cachoeira chegou a ser tratado como celebridade por turistas, que pediram para fotografar o protagonista da CPI frustrada no Congresso. Ele está proibido de deixar o país, mas pode se deslocar em território nacional, desde que comunique à Justiça.

Os dois se casaram em 28 de dezembro, depois de Cachoeira ter passado uma temporada de nove meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Libertado em 20 de novembro, com um habeas corpus da 5ª Vara Criminal da capital federal, o contraventor fez questão de cumprir a promessa, registrada em áudios da Polícia Federal, de se casar com Andressa ainda em 2012. Os dois fizeram uma cerimônia discreta, em Goiânia, que reuniu apenas amigos mais próximos e parentes. Ele beijou os pés da noiva em “agradecimento” pela companhia no “ano difícil”.

Investigado pelas operações Saint Michel e Monte Carlo, Cachoeira se tornou um dos alvos da CPI que levou seu nome no Congresso. Além de analisar o esquema de jogo ilegal, a comissão tinha o objetivo de desvendar as ligações de políticos, autoridades e empresários flagrados em conversas com Cachoeira, como o ex-senador Demóstenes Torres, diretores da Delta e o governador de Goiás, Marconi Perillo. O grupo, no entanto, concluiu os trabalhos com um relatório de uma lauda e meia, que não pedia o indiciamento de ninguém.

Em um dos processos em que é réu, um desdobramento da Operação Saint Michel, que trata de máquinas estrangeiras, Cachoeira foi proibido pela Justiça de deixar o país e exigiu que saídas de Goiânia fossem comunicadas, o que, segundo o advogado Antônio Nabor Bulhões, que o defende, “tem sido feito rigorosamente”. (Transcrevi trechos. Diário de Pernambuco)

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Polícia de Goiânia terminou greve. Estava parada desde o assassinato do jornalista Valério Luiz, dia 5 de julho

Seis tiros em Valério Luís
Seis tiros em Valério Luís

O cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, 49 anos, foi assassinado em frente à Rádio Jornal – 820 AM.

De acordo com o jornalista Cassim Zaidem, (veja vídeo) a pedido do governador Marconi Perillo, o secretário de Segurança Pública e Justiça, João Furtado Neto, escalou uma equipe para trabalhar exclusivamente no caso. O diretor de jornalismo disse ainda que a delegada-geral da Polícia Civil (PC), Adriana Accorsi, esteve no local do crime, juntamente com representantes da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH). Titular da DIH, Adriana Ribeiro está a frente do caso. Acontece que o governador não pede. Ordena. Quem pede justiça é o povo, a família do morto, os ameaçados jornalistas.

A imprensa publica hoje: Conforme a titular da Delegacia de Investigações em Homicídios (DIH), ainda é cedo para se falar em suspeitos (a morte encomendada aconteceu em julho último).

As investigações voltam com força total nesta segunda-feira, depois de decidido em assembleia dos servidores da Polícia Civil que a greve que já durava quase 30 dias se encerre. Agora, os agentes que iniciaram as investigações, e por conta da greve tiveram que amenizar o serviço, retomam os trabalhos para elucidar o crime.

O jornalista Mané de Oliveira, conforme matéria publicada em setembro no DM, acredita que o assassino de Valério Luiz de Oliveira seja de Rio Verde, no sudoeste goiano. Novamente, na tarde de ontem, Mané de Oliveira voltou a falar no assunto e reafirmou que “um dos assassinos de meu filho – que são três – é de Rio Verde. Os outros dois são de Goiânia”.

Mané de Oliveira, apesar de impaciente com a espera angustiante para saber quem executou o seu filho, além de ver os responsáveis pelo crime atrás das grades, está confiante no trabalho realizado pelas corporações e pelo Poder Judiciário. “Tenho fé que teremos em pouco tempo os nomes dos assassinos e mandantes desse assassinato que não só destruiu minha vida e desmoronou a minha família, mas também abalou toda a sociedade goiana e a imprensa nacional”, afirma o comentarista esportivo Mané de Oliveira (Dário da Manhã)