Cachoeira e o assassino do jornalista Valério Luiz

Tem seis meses que está preso incomunicável, em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio Carone, porque denunciou  e provou a bandidagem da política mineira, envolvida com drogas, assassinatos e assaltos aos cofres públicos.

Outro meio de calar um jornalista chamo de solução final: o assassinato. Aconteceu com Valério Luiz, que teve a coragem de denunciar o uso do time de futebol Atlético Goianiense na lavagem de dinheiro do cartório de Maurício Sampaio e de empresas do bicheiro Cachoeira & outros.

A corrupção acontece pela harmonia dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

É esta ligação Cachoeira-Sampaio, ora escancarada, e o uso do Atlético para safadezas mil, que motivaram a morte encomendada de Valério Luiz, que não sabia da missa um terço.

Por estes Brasis da escuridão, cartolas usam times de futebol para o tráfico de pessoas (passe de jogadores), de drogas, lavagem de dinheiro, esquentamento de notas frias, comedouro de verbas públicas e curral eleitoral.

 

Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, posta foto com acusado de ser mandante de assassinato de jornalista

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Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, postou na última quinta-feira (12/6) uma foto mostrando seu novo brinco. Ao fundo, está o réu Maurício Sampaio, denunciado como mandante do assassinato do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, sorrindo distraído.

A foto foi retirada do instagram de Andressa, mas Valério Luiz, filho do cronista, a divulgou em sua página do Facebook. A empresária colocou a sua página da rede social no modo “privado”, impedindo pessoas que não a seguem de visualizarem suas imagens.

O empresário Carlos Cachoeira foi apontado como chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal em uma operação deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) conhecida como Operação Monte Carlo. Na época, vários políticos foram apontados como envolvidos no esquema. O empresário foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. Carlos Cachoeira recorreu da sentença e aguarda pela decisão em liberdade.

O processo do ex-dirigente do Atlético Clube Goianiense Maurício Sampaio continua em aberto, sendo que além de Sampaio mais quatro pessoas também foram denunciadas como tendo participação no crime de Valério Luiz. Todos os acusados aguardam o julgamento em liberdade.

No início deste mês, o Ministério Público de Goiás requereu a prisão preventiva de Sampaio pelos crimes de peculato, cobrança de tributo indevido ou com emprego de meio gravoso e modificação do sistema de informações sem autorização. O pedido foi negado pela Justiça no mesmo dia. O MP também instaurou uma ação civil pública contra ele e seus três filhos por improbidade administrativa.

Mulher de Cachoeira candidata deputado federal de Goiás

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Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, se filiou ao PSL em Goiás e já deu início aos planejamentos sobre uma candidatura nas eleições de 2014. A mulher do bicheiro, além de entrar no noticiário político em consequência de ser mulher do empresário e por ter sido denunciada pelo MPF por suspostamente ameaçar um juiz que cuidava do caso de seu marido, Andressa se torna protagonista, frisando que “no ano passado, disse a amigos que escolheria como plataformas a legalização dos jogos de azar e o combate à corrupção”. [Todo mundo combate a corrupção. É o povo nas ruas. É Andressa. É a direita. É a coluna do meio. E  a esquerda].

O assunto é um dos destaques da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, assinada pela jornalista Vera Magalhães nesta segunda-feira (14).

Na época em que Cahoeira estava preso sob acusação de comandar um esquema de jogo olegal revelado por uma operação policial, Andressa foi denunciada pelo Ministério Público Federal por tentar ameaçar e chantagear o juiz da Operação Monte Carlo, Alderico Rocha Santos, em troca da liberdade do marido. A denúncia chegou a ser confirmada pelo MP e externou que Andressa teria entregue ao juiz, um pedaço de papel com o nome de três conhecidos do magistrado. Ela teria dito possuir um dossiê que envolveria Alderico Rocha Santos. O magistrado entendeu a ameaça como corrupção ativa, prevista pelo Código Penal, e acionou a Polícia Federal. Ela pagou fiança de R$ 100 mil à Justiça Federal, em agosto do ano passado, para não ser presa.

Crimes

Carlos Augusto Ramos, também denominado pela imprensa como Carlinhos Cachoeira, é um empresário preso sob acusações de envolvimento no crime organizado e por corrupção. Ele foi preso no dia 29 de fevereiro de 2012 como resultado da Operação Monte Carlo e só foi solto no dia 20 de novembro do mesmo ano, quando caiu a prisão preventiva em relação a outro caso que tramita no Distrito Federal, da Operação Saint-Michel.

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), através do desembargador Fernando Tourinho Neto, Cachoeira estava sendo prejudicado por excesso de tempo de prisão preventiva, quando ainda não há condenação, por culpa dos juízes responsáveis pelos desdobramentos da Operação Monte Carlo na Justiça Federal em Goiás. Já o Ministério Público Federal (MPF) alegou que a culpa do atraso era da defesa, que ingressava com vários recursos sem necessidade. A Operação Monte Carlo apurou esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste. (JusBrasil)

Justiça Cupido banca o casamento e a lua de mel de Cachoeira

BRA^BA_COR é muito desaforo

Justiça brasileira é assim mesmo: O jornalista Ricardo Antunes pobre de marré deci está preso desde o dia 5 de outubro último, incomunicável, em presídio de segurança máxima, por escrever em um blogue desconhecido coisas consideradas duras para Antônio Lavareda, governador Eduardo Campos e prefeito João da Costa.

A mulher de Cachoeira ameaçou um juiz e está solta. Tem até um jornalista que foi assassinado em Goiana, por escrever que um clube de futebol andou recebendo dinheiro de Cachoeira.

Para Ricardo, a lua de fel.

Para Cachoeira, a lua de mel.

foto do casamento

fotos do casamento

pés 1

pés 2

cachoeira beijo

As imagens que mostram o empresário Carlinhos Cachoeira passando a lula de mel com a mulher, Andressa, neste domingo em um resort de luxo na Bahia, gerou críticas na Internet na manhã desta segunda-feira.

Nas redes sociais, internautas criticaram a liberdade do bicheiro, condenado em dezembro do ano passado a 39 anos de prisão por formação de quadrilha, corrupção ativa, violação de dados sigilosos, advocacia administrativa e peculato. Ele, que se casou com Andressa em dezembro, foi solto poucos dias depois de ser preso.

‘Crime compensa’

Pela Facebook, usuários da rede fizeram uma montagem em que aparece Cachoeira no hotel localizado na Península de Maraú, no litoral baiano, e uma imagem ao lado de uma cela superlotada. Na foto do contraventor, aparece o título ‘bandido rico’, enquanto a foto com os presos é descrita como “bandido pobre”.

No Twitter, os usuários usavam de revolta a ironia para criticar a notícia. “O crime compensa, pelo menos para Cachoeira”, postou um internauta. “Flanelinha fica 8 anos preso acusado de passar nota falsa de R$ 20″ Enquanto isso, Cachoeira curte as belezas da Bahia”, disse outro. (Jornal O Dia)

Lua de mel do bicheiro

por Amanda Almeida

A lua de mel do bicheiro Carlinhos Cachoeira, condenado por formação de quadrilha e tráfico de influência na Operação Saint Michel e réu em outros três processos, ganhou as redes sociais ontem. Internautas interpretaram como um “escárnio” os momentos de diversão do contraventor, flagrado em fotos, ao lado da mulher, Andressa Mendonça. Na Península de Maraú, no Sul da Bahia, Cachoeira chegou a ser tratado como celebridade por turistas, que pediram para fotografar o protagonista da CPI frustrada no Congresso. Ele está proibido de deixar o país, mas pode se deslocar em território nacional, desde que comunique à Justiça.

Os dois se casaram em 28 de dezembro, depois de Cachoeira ter passado uma temporada de nove meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Libertado em 20 de novembro, com um habeas corpus da 5ª Vara Criminal da capital federal, o contraventor fez questão de cumprir a promessa, registrada em áudios da Polícia Federal, de se casar com Andressa ainda em 2012. Os dois fizeram uma cerimônia discreta, em Goiânia, que reuniu apenas amigos mais próximos e parentes. Ele beijou os pés da noiva em “agradecimento” pela companhia no “ano difícil”.

Investigado pelas operações Saint Michel e Monte Carlo, Cachoeira se tornou um dos alvos da CPI que levou seu nome no Congresso. Além de analisar o esquema de jogo ilegal, a comissão tinha o objetivo de desvendar as ligações de políticos, autoridades e empresários flagrados em conversas com Cachoeira, como o ex-senador Demóstenes Torres, diretores da Delta e o governador de Goiás, Marconi Perillo. O grupo, no entanto, concluiu os trabalhos com um relatório de uma lauda e meia, que não pedia o indiciamento de ninguém.

Em um dos processos em que é réu, um desdobramento da Operação Saint Michel, que trata de máquinas estrangeiras, Cachoeira foi proibido pela Justiça de deixar o país e exigiu que saídas de Goiânia fossem comunicadas, o que, segundo o advogado Antônio Nabor Bulhões, que o defende, “tem sido feito rigorosamente”. (Transcrevi trechos. Diário de Pernambuco)

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CPI do Cachoeira denuncia apenas trinta. Faltam os governadores e outros peixões

A CPI do Cachoeira entregou nesta terça-feira (18) um pedido ao Ministério Público Federal de Goiás para acionar Justiça Federal para sequestrar 167 imóveis de pessoas e empresas denunciadas nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, que investigaram um bilionário esquema de exploração de jogos ilícitos e de corrupção e lavagem de dinheiro comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

OS DENUNCIADOS

1. Edvaldo Cardoso de Paula

2. Eliane Gonçalves Pinheiro

3. Lúcio Fiúza Gouthier

4. Marcello de Oliveira Lopes.

5. José Carlos Feitosa (Zunga).

6. Joaquim Gomes Thomé Neto

7. Jairo Martins de Souza.

8. Rodrigo Jardim do Amaral Mello.

9. José Raimundo Santos Lima.

10. Marco Aurélio Bezerra da Rocha.

11. Santana da Silva Gomes.

12. Elias Vaz de Andrade

13. Fernando de Almeida Cunha

14. Wladimir Garcez Henrique

15. Gleyb Ferreira da Cruz.

16. Geovani Pereira da Silva.

17. Lenine Araújo de Souza.

18. Adriano Aprígio de Souza.

19. Idalberto Matias de Araújo.

20. André Teixeira Jorge

21. Leide Ferreira Cruz.

22. Andressa Alves Mendonça de Moraes

23. Andréa Aprígio de Souza

24. Cláudio Dias Abreu.

25. Rossini Aires Guimarães.

26. Fernando Antônio Cavendish Soares

27. Antônio Pires Perillo

28. Rubmaier Ferreira de Carvalho

29. Carlos Cachoeira

30. Policarpo Júnior

 

Cachoeira volta a viver no luxo

A Justiça condenou o bicheiro Carlinhos Cachoeira a cinco anos de prisão. Entretanto, decidiu soltar Cachoeira para que ele possa recorrer da sentença em liberdade. Por volta da meia noite, ele saiu do presídio da Papuda, em Brasília, dentro de um carro. A viagem até Goiânia durou 2h30. O bicheiro dormiu na casa dele, com a mulher Andressa Mendonça. Na manhã desta quarta-feira (21), um entregador levou para o bicheiro uma cesta de café da manhã, encomendada por Andressa. Vídeo

Márcio Thomaz Bastos pediu o boné e perdeu o bornal no caso do bordel de Cachoeira

 Por: Luciana Lima, da Agência Brasil
Brasília – O escritório do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos deixa hoje (31) a defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com a advogada Dora Cavalcanti Cordani, que pertence ao escritório, a petição informando a saída do caso será protocolada hoje.
Ela informou ainda que a saída não guarda relação com a suposta tentativa de suborno por parte da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça. Segundo a advogada, já havia um acordo com a família de Cachoeira que previa a saída após as audiências na 11ª Vara Federal em Goiânia ocorridas na semana passada.
“Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo”, explicou a advogada. Thomaz Bastos já estava fora do caso há duas semanas. Ele foi ministro da Justiça na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Cachoeira é acusado de envolvimento em um esquema de jogos ilegais e de liderar uma organização criminosa que teria cooptado políticos e empresários. Ele está preso desde o dia 29 de fevereiro, em Brasília. Ontem (30), a mulher de Cachoeira foi detida sob suspeita de tentar subornar o juiz responsável pela investigação Alderico Rocha Santos.
Andressa prestou depoimento na Polícia Federal em Goiânia, foi liberada, mas terá que pagar R$ 100 mil de fiança. Além disso, Andressa – considerada pelo Ministério Público como mensageira do grupo de Cachoeira – ficou impedida de ter contato com os réus no processo, inclusive com seu marido. Caso ela desrespeite essa determinação, poderá ser presa.
Transcrito do blogue de Daleuson Menezes, Repassando Tudo.

Transcrevo do blogue Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim:

CPMI DO CACHOEIRA CONVOCARÁ JORNALISTA DA VEJA PARA DEPOR

Nesta segunda, juiz que investiga o caso Cachoeira acusou a mulher do contraventor de tentar chantageá-lo com base em dossiê produzido pelo diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior.

por Najla Passos

O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior, será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

Nesta segunda (30), a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Junior, no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança.

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês

Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. Veja aqui

Mensageira do grupo criminoso de Cachoeira

A empresária Andressa Mendonça, 30 anos, tornou-se “mensageira do grupo criminoso” do marido, o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos , o Carlinhos Cachoeira, de acordo com o Ministério Público Federal em Goiás. A informação foi dada pelo procurador Daniel Resende Salgado, que concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (30).
Andressa é suspeita de ter tentado chantagear o juiz federal Alderico Rocha Santos, responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do bicheiro em fevereiro. Nesta segunda, ela foi ouvida sobre essa suspeita pela Polícia Federal.
“A ousadia da companheira de Carlinhos Cachoeira ao chantagear e ofertar vantagem ao juiz federal, somada às galhofas observadas durante a audiência, mostra o desprezo e a afronta de Carlos Augusto de Almeida Ramos e de pessoas ligadas ao capo do grupo criminoso aos órgãos de persecução e ao poder judiciário. A gravidade do fato é latente, uma vez que a chantagem a um magistrado, no exercício de suas atribuições, com o escopo de pressioná-lo a decidir conforme os interesses do preso, é uma afronta ao próprio Estado Democrático de Direito. É fato inadmissível e que deve ser neutralizado, de forma rigorosa, pelas agências formais de controle”, afirmou o procurador.
Na entrevista, Daniel Resende Salgado disse que a organização denunciada pela Operação Monte Carlo continua atuando e afirmou: “É plenamente possível ele [Cachoeira] comandar o grupo, mesmo preso, através dela”.
Inquéritos
Suspeita de tentar chantagear o juiz federal responsável pelo processo da Operação Monte Carlo, Andressa é investigada em dois inquéritos abertos pelo MPF. De acordo com a procuradora Léa Batista, que também participou da entrevista coletiva, serão apurados os crimes de corrupção ativa, em um dos inquéritos, e lavagem de dinheiro, em outro.
Vídeo paródia com a musa de Cachoeira e da CPI

Amor em tempo de cárcere

 

POR O SANTO OFÍCIO |

Por Kiko Nogueira

Andressa Mendonça, a bonita mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, enviou-lhe um bilhete romântico. Como ela não recebeu autorização para vê-lo na sede da Polícia Federal em Goiânia, restou-lhe deitar algumas linhas apaixonadas. Ela não liberou o conteúdo para os repórteres, mas deixou-o convenientemente à mostra para um fotógrafo local.

“Você é o amor da minha vida. Nosso amor é maior do que qualquer dificuldade. Você tem uma mulher que te ama”. Andressa também deixou claro que está orando por Cachoeira — que, segundo ela, está muito deprimido e há um mês passa por tratamento psiquiátrico. Ela estaria também medicada com antidepressivos.

Todas as cartas de amor, escreveu o poeta português Fernando Pessoa no que deve ser uma das citações mais manjadas de todos os tempos, “são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”. Quando a mensagem é de ou para um detento, porém, a coisa ganha em beleza trágica e em urgência – embora, eventualmente, continue ridícula.

As regras para mandar uma carta amorosa a alguém que possa te encontrar em 15 minutos no bar não podem valer para alguém que você só possa ver daqui a 15 anos.

Há sites que se dedicam a dar um apoio a gente em cana. Uma igreja batista e uma organização de ex-presidiários dão dicas para amados se corresponderem e manterem, como diria Roberto Carlos, acesa a chama. Algumas delas poderiam ser bastante úteis para o casal Andressa e Cachoeira:

. As mulheres que procuram manter um relacionamento com um homem encarcerado terão seus motivos e sua sanidade questionados por amigos e familiares. É preciso ser forte e ter princípios firmes.

. Um prisioneiro divorciado reclamava da infidelidade da companheira numa carta. “Não importa há quantos anos dura uma relação, o tempo fica suspenso até que você seja libertado. Sempre que há nuvens negras (solidão ou noites vazias), junto com elas chegam ventos fortes (tentações) para trazer a chuva da infidelidade”.

. O amor no cárcere pode sobreviver, apesar de tudo conspirar em contrário, se as duas pessoas forem absolutamente honestas uma com a outra. A honestidade e a compreensão são a única saída. O casal deve saber que ambos estão cumprindo pena, não apenas uma parte. Há um poder redentor no amor que deve ser experimentado por aqueles que não têm medo de agir com cuidado e carinho.

. Se você não tem permissão para visitas íntimas, escreva usando sua imaginação. Feche os olhos e imagine os dois em momento de intimidade e escreva. Seja o mais específica possível. Caso isso a deixe desconfortável, sugira algo como “espera até você chegar em casa…”

. Expresse seu amor: seu marido pode saber que você o ama, mas lembra-lo disso numa carta vai deixa-lo feliz. Você pode escrever um poema ou copiar algum da internet. Você também pode apenas colocar no papel suas emoções e reforçar que ele está incluído em todas as suas esperanças e sonhos.

. Escreva sobre seu relacionamento. Como vocês se encontraram, as memórias em comum. Se não tiver nada de importante, invente um romance com final feliz. As emoções trazidas com esse tipo de coisa o encorajarão a ter bom comportamento e ser libertado tão logo seja possível.

 

Que é mais importante: ser senador ou bicheiro ou um amor bandido, bandido amor?

Senadores querem que suplente de Demóstenes explique relação com Cachoeira
Ao tomar posse na vaga aberta com a cassação do ex-senador Demóstenes Torres, o suplente Wilder Morais (DEM-GO) terá que explicar aos senadores a acusação de que foi indicado para o posto pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Um grupo de senadores considera que as explicações serão “inevitáveis”, especialmente à CPI do Cachoeira, uma vez que áudios da Polícia Federal apontam sete conversas entre o suplente e o empresário do ramo de jogos.

Suplente de Demóstenes se dizia grato a Cachoeira. Leia por Gabriela Guerreiro

Senador Wilder Morais
Senador Wilder Morais

 

Cachoeira
Cachoeira

 

E Cachoeira se diz grato ao senador, cuja esposa Andressa Alves Mendonça, musa da CPI, vive hoje com ele, simples bicheiro.

A MUSA DA CPI DO CACHOEIRA

Desde os governadores militares, as mulheres mandam em Brasília. Acontece o mesmo no Rio de Janeiro (a gangue dos guardanapos), em São Paulo, em Goiânia e outras capitais. O filme Bel Ami, que retrata a França colonialista antes da Primeira Grande Guerra, mostra como as mulheres jogavam as cartas do poder em Paris. São mulheres que preferem as sombras. Estão por trás da corrupção nos três poderes. Não confundir com as mulheres líderes de um povo, de um país. Uma Margaret Thatcher. Uma Dilma Rousseff. Uma Angela Merkel. Ou mulheres que participam da história política com a mesma grandeza dos maridos. Uma Cristina Kirchner na Argentina. Uma  Lucía Topolansky no Uruguai.

Andressa Mendonça simboliza o poder feminino do Brasil da corrupção. Tanto que foi convocada para depor na CPI do Cachoeira. Não sei qual tratamento lhe é devido.

É chamada pela imprensa, simplesmente, de “mulher”. De mulher do empresário goiano Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. Nas páginas policiais, esta mesma imprensa designa as mulheres dos bicheiros com outros termos.  Sempre depreciativos.

O trailer do filme.