Ali Kamel é manipulador e faz jornalismo de hipóteses

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Neste blog existem várias reportagens, artigos, entrevistas denunciando o jornalismo das empresas Globo como manipulador, parcial, tendencioso, mentiroso e vendido. Vide links. Um jornalismo baseado em hipóteses.

E quem dirige esse jornalismo safado, vendido (vide relatório do honrado deputado Djalma Aranha Marinho, hoje nome do plenário da Comissão de Constituição e Justiça), principalmente o da TV Globo?

Os manipuladores são os jornalistas que exercem os cargos da máxima confiança dos proprietários. Um diretor de jornalismo aprova a pauta de reportagens, seleciona os textos, as imagens e os áudios. Tudo conforme os interesses dos patrões.

Um jornalismo livre apenas é possível quando o Conselho de Redação, exclusivamente eleito por empregados sem cargos de chefia, decide a linha editorial.

A criação dos Conselhos deveria constar da Lei dos Meios, que o Brasil não possui, para evitar o monopólio, que cria o atual jornalismo manipulador do pensamento único, da censura dos empresários, do nefasto e profético Big Brother (O grande irmão Marinho, empregador de Ali Kamel) previsto por Georger Orwell.

Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)
Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)

 

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pensamento único censura justiça

Com o monopólio dos meios, a liberdade de imprensa constitui uma propriedade das empresas, e não um direito do jornalista.

O jornalismo é feito de hipóteses. Em geral, um enunciado (ou conjunto de enunciados) que possa ser colocado à prova, atestado e controlado só indiretamente, isto é, através das suas consequências. A característica da hipótese é, portanto, que ela não inclua nenhuma garantia de verdade nem a possibilidade de uma verificação direta.

A manipulação começa pela escolha do jornalista (o patrão sabe que tipo de texto escrito se pode esperar de um editor que ele empregou). A preferência das fontes de informação (agências nacionais e estrangeiras, autoridades, pessoas de prestígio etc), sem esquecer que Carlinhos Cachoeira era ouvido e cheirado pela Veja e Globo. O abuso dos releases. A definição do espaço na imprensa, no jornalismo on line; e do tempo na tv e rádio.  E a mensagem vai da mentira a uma meia-verdade. De um balão de ensaio à propaganda (repetição) dos teasers.

tv globo

Kamel versus Nassif: a diferença de tratamento que a Justiça dá a casos semelhantes

 

por Paulo Nogueira

Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça
Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça

Da Justiça se espera ao menos uma coisa: que seja coerente nas decisões.

É a única forma que os cidadãos têm de medir eventuais consequências jurídicas de suas ações.

Estou falando isso a propósito da decisão da Justiça do Rio de condenar Luís Nassif a pagar 50 mil reais de indenização para Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.

A juíza Larissa Pinheiro Schueler baseou sua decisão no fato de Nassif haver afirmado que Ali Kamel é “manipulador” e faz “jornalismo de hipóteses”. Isso, segundo ela, extrapolaria o “direito à informação”.

Aplique esta mesma lógica não apenas para Nassif, mas para a mídia em geral. Não faz muito tempo, no âmbito da mesma Globo de Kamel, os nordestinos foram chamados de “bovinos” por Diogo Mainardi.

Se “manipulador” custa 50 mil reais, qual seria a indenização para “bovinos”? Ou, já que falamos de Mainardi, de “anta”, como ele tratava rotineiramente Lula em seus dias de colunista da Veja?

A Justiça deveria, em tese, ser igual para todos, mas é mais igual para alguns do que para outros.

monopólio tv censura

Há uma decisão jurídica recente que demonstra isso com brutal precisão.

O jornalista Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, foi processado por Collor. Quer dizer: Collor fez o que Kamel fez.

Com uma diferença: perto do que Nunes disse dele, Nassif arremessou flores na direção de Kamel.

Começa no título: “O farsante escorraçado da Presidência acha que o bandido vai prender o xerife”.

Um trecho: “… o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.”

O site Consultor Jurídico noticiou o caso assim:

“Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) “Embora carregada e passional, não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelo jornalista réu, considerando o contexto da matéria crítica jornalística. Assim, embora contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica”, disse a juíza.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.”

Um momento. Ou melhor: dois momentos. “Irrelevante” a decisão do STF? Então você é absolvido de acusações na mais alta corte do país e mesmo assim isso não vale nada? Podem continuar a chamar você de bandido sem nenhuma consequência?

A juíza aplicou uma espetacular bofetada moral no STF em sua sentença. Como para Augusto Nunes, também para ela não houve nenhuma consequência.

Se um juiz trata assim uma decisão da Suprema Corte, qual o grau de respeito que os cidadãos comuns devem ter pela Justiça?

O segundo momento é por conta da expressão “certa carga demeritória”. Raras vezes vi uma expressão tão ridícula para insultos e assassinato de imagem.

Regular a mídia é, também, estabelecer parâmetros objetivos para críticas e acusações feitas por jornalistas.

Não é possível que “manipulador” custe 50 mil reais e “bandido”, “chefe de bando”, “farsante” e “destaque da bancada do cangaço” zero.

Quando você tem sentenças tão opostas, é porque reinam o caos e a subjetividade.

A única coisa que une o desfecho dos dois casos é que jornalistas de grandes empresas de mídia se deram muito bem.

Isso é bom para eles e as empresas nas quais trabalham.

Para a sociedade, é uma lástima.

Enio
Enio
O debate da lei dos meios na Argentina
O debate da lei dos meios na Argentina

Romântica e amorosa prisão, na Bahia, do porteiro que acendeu a bomba que matou o cinegrafista Santiago. Teve beijinhos e abraços da namorada que viajou no mesmo avião com a polícia, advogado e TV Globo

Versão da Revista Veja: [O porteiro] Caio Silva de Souza, o suspeito de acender e disparar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, durante protesto no Rio de Janeiro, foi preso em Feira de Santana, na Bahia.

Caio Silva de Souza foi localizado em uma pousada perto da rodoviária da cidade, que fica a 116 quilômetros da capital Salvador.

A prisão foi feita por volta das 3 horas (2 horas na Bahia) pelo delegado Maurício Luciano, responsável pelo caso. Ele estava acompanhado pelo advogado Jonas Tadeu Nunes. Em entrevista à GloboNews, o delegado afirmou que o suspeito estava sozinho no quarto da pousada no momento da prisão, assustado e nervoso. “Com ajuda do advogado (Jonas Tadeu), ele se entregou. Não houve resistência”.

Além do delegado, a operação para prender o rapaz teve a participação de outros quatro policiais civis do Rio. A namorada dele também estava presente. Confira 

A Globo filmou a prisão e escondeu a namorada do porteiro
A Globo filmou a prisão e escondeu a namorada do porteiro

Versão do JC Net: O recepcionista da pousada Hergleidson de Jesus Moreira disse que Souza se hospedou por volta das 16h de terça-feira (11) com o nome de Vinícius Marcos de Castro. Ele não soube informar se o suspeito apresentou algum documento porque não estava trabalhando no momento do check-in.

Por volta das 22h, o recepcionista conta que um homem ligou para a pousada dizendo ser irmão de Souza. Ele disse para o recepcionista que chegaria mais tarde para se hospedar e pediu para falar com o suspeito.

Segundo Moreira, por volta das 3h (horário de Brasília) chegaram na pousada policiais civis, acompanhados do advogado e da namorada do suspeito. Após a mulher e o advogado conversarem com o manifestante, ele deixou o quarto acompanhado por dois policiais civis.

O REENCONTRO DOS NAMORADOS

[O advogado] Jonas Tadeu disse: “Ele não foi preso, eu entrei no quarto com a namorada dele, conversamos e ele se apresentou à autoridade”. É importante salientar que Caio Silva de Souza não conhecia o advogado. Quem entrou primeiro no quarto: o advogado ou a namorada? Um idílico e saudoso e desesperado encontro que a imprensa censurou.

O monopólio da Globo (televisões, rádios e jornais impressos e online) esconde a namorada de Caio. Informa o G1: A prisão foi efetuada pelo delegado que investiga o caso, Maurício Luciano de Almeida e Silva. Ele estava acompanhado do advogado de Caio, Jonas Tadeu, que também defende outro rapaz envolvido no caso, Fábio Raposo, que está preso no Rio. Leia  

O advogado Jonas Tadeu defender os dois presos é uma situação bastante esquisita. Que um incrimina o outro. O Jonas é mais um advogado do diabo, para um dos presos. Presos que não conhecia. O que é mais estranho ainda (vale o trocadilho).

Esta exclusividade da Globo gerou uma briga com a Band, a mesma exclusividade que a Globo tinha garantida com as denúncias do “jornalista” e bicheiro Carlinhos Cachoeira. Uma briga que deixa no ar a pergunta: que avião foi usado na viagem para prender Caio na Bahia? O da Globo? O da polícia? Ou um avião de carreira? Melhor perguntado: a polícia deu carona aos jornalistas, ou a Globo patrocinou a viagem da polícia, mais advogado e namorada do preso?

BRIGA DE COMADRES

Escreve Daniel Castro/ Net:

A exclusividade da Globo no registro da prisão de Caio Silva de Souza, 25, suspeito de ter atirado o artefato explosivo que causou a morte do cinegrafista Santiago Andrade, na quinta-feira passada no Rio de Janeiro, gerou revolta nos bastidores da Band.

Os jornalistas da emissora não se conformam o fato de a Globo ter tido acesso com exclusividade a uma operação policial que prendeu um dos envolvidos na morte de um profissional da própria Band.

Protegidos pelo anonimato, eles acusam o Polícia Civil do Rio de Janeiro de privilegiar a Globo, como já ocorreu anteriormente em operações da Polícia Federal, como a que prendeu, em setembro de 2005, o ex-prefeito Paulo Maluf e seu filho, Flavio Maluf. Na época, o repórter Cesar Tralli se fantasiou de agente policial.

A Globo nega ter sido favorecida pela polícia. Em nota, diz que sua “equipe seguiu os investigadores, a partir de informações apuradas pela reportagem, profissionalmente”. A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro não comentou até a conclusão deste texto.

A prisão de Souza foi acompanhada pela repórter Bette Lucchese, um cinegrafista e um técnico. Eles seguiram os policiais desde o Rio de Janeiro. Viajaram no mesmo avião que os policiais até Salvador e acompanharam os agentes de carro até Feira de Santana. Retornaram no mesmo avião e registraram toda a ação.

A versão da Globo de que seus jornalistas seguiram os investigadores não convence os profissionais da Band. “Se os jornalistas da Globo foram juntos com a polícia é porque foram convidados ou autorizados”, diz, revoltado, um repórter.

Quem conhece os bastidores das operações policiais sabe que repórteres não seguem investigadores. É a polícia que avisa quando realiza uma prisão ou operação especial. Do contrário, a polícia poderia impedir os jornalistas de segui-los, e até prendê-los, sob a acusação de tentativa de obstrução da Justiça.

A polícia também poderia impedir os repórteres sob o argumento de risco à vida.

A Globo enviou a seguinte nota:

“A equipe da TV Globo viajou em avião de carreira, pagando suas despesas, como é norma da emissora. Em terra, chegou até Feira de Santana, em táxi pago pela equipe. Não é verdade que a equipe foi convidada pela Secretaria de Seguranca. A equipe seguiu os investigadores, a partir de informações apuradas pela reportagem, profissionalmente. O jornalismo da Globo não obteve qualquer favorecimento. Desde o início da cobertura, a TV Globo vem dando informações em primeira mão sobre o caso, adotando os princípios de trabalhar com isenção, precisão e agilidade, observados pelo jornalismo da emissora.”

 “HÁ QUALQUER COISA NO AR, ALÉM DOS AVIÕES DE CARREIRA”

A frase é do Barão de Itararé. Esta exclusividade da TV Globo visa divulgar uma única versão do caso do assassinato do jornalista Santiago Dantas. A versão da Globo é a versão da polícia, e vice-versa.

Agora a história do avião não foi bem contada. E todo mundo sabe das ligações da Globo com o governador Sérgio Cabral.

A peça mais importante para prender Caio foi a namorada, que também não conhecia o advogado Jonas Tadeu.

Sei que rolou beijos e abraços no reencontro dos dois namorados. Nada mais natural.

A Globo das novelas picantes, do primeiro beijo gay, do primeiro beijo lésbico, das cenas de sexo no BBBrasil e novelas, esconde a presença da namorada de Caio.

Veja a entrevista. A jornalista Beth Lucchesi, da Globo, diz que estava no mesmo avião com a polícia e Caio. Clique aqui

Beth não cita a namorada. Como foi a viagem de volta dos namorados?

Os soldados estaduais de Goiás vão bater legal

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Taí não precisa de lei antiterrorismo para bater no povo. Isso a polícia faz nos dias profanos e santos.

Brecha na lei sempre teve.

Para o bem de Cachoeira.

Para o bem de Maurício Sampaio, que pagou a pistolagem (atiradores de aluguel misturados com policiais) para matar o jornalista Valério Luiz.

Eta Brasil globeleza.

Lei antiterrorismo para legalizar o prende e arrebenta dos soldados dos governadores

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No Brasil que, em cada esquina, se compra livremente rojões, foguetes e morteiros, o governo quer prender por 30 anos quem faz greve, quem participa de protestos nas ruas contra a corrupção.

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A tirania se faz com o povo sem liberdade de expressão, com a prisão dos líderes dos movimentos sociais e das lideranças sindicais e estudantis.

A lei antiterror dá validade às versões rocambolescas da polícia. E oferece todo poder aos tribunais militares de coronéis “togados”. É a volta da ditadura disfarçada em “democracia”.

A lei antiterror não valerá para prender bandidos que a imprensa chama de corruptos: os membros das quadrilhas do juiz Lalau, de Salvatore Cacciola, do juiz Mattos, do banqueiro Daniel Dantas, do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do mensalão tucano e outras e outras, que o Brasil continua empestado de ladrões do dinheiro público e piratas estrangeiros.

Escrevem Ayrina Pelegrino e Luka Franca: O enunciado do artigo 2 do PLS 499/13 (Projeto de Lei do Senado), também conhecido como Lei Antiterrorismo, define como terrorismo o ato de “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade da pessoa”. A pena seria de 15 a 30 anos de prisão e, em caso da ação resultar em morte, a punição mínima chegaria a 24 anos.

No sistema penal brasileiro, a legislação mais próxima da Lei Antiterrorismo foi criada ainda durante o regime civil-militar e conseguiu se manter válida durante o processo constituinte de 1988. Trata-se da Lei de Segurança Nacional que, em seu artigo 20, impõe pena de 3 a 10 anos de reclusão, aumentada até o triplo no caso de morte, para quem “devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas”.

Segundo a advogada e membro do Comitê Popular da Copa de São Paulo, Juliana Brito, o Código Penal já serviria para dar tratamento a possíveis entreveros durante o período de grandes eventos no Brasil. “Poderiam muito bem ser enquadrados como dano ao patrimônio, homicídio, tentativa de homicídio ou sequestro. Há outros crimes previstos na legislação que poderiam dar conta [de penalizar algum entrevero durante grandes eventos]”, afirma.

Brito afirma também que o texto do PL não é explícito, ou seja, não designa exatamente o que seriam ações que possam espalhar o terror ou pânico generalizado. “[O projeto] é muito abstrato. Podemos compreender então que uma matéria distorcendo a realidade pode espalhar o terror ou o pânico, e aí a empresa responsável por essa matéria também seria processada?”, questiona.

O advogado Carlos Márcio Rissi Macedo, sócio do GMPR Advogados (Gonçalves, Macedo, Paiva & Rassi), acredita que é necessário que o Brasil tenha uma legislação que efetivamente criminalize e discipline meios de investigação e cooperação internacional contra o terrorismo. Porém, Macedo também aponta que o texto do PL não deixa explícito o que seria definido realmente como terrorismo. Segundo ele, até as manifestações que vem ocorrendo no Brasil poderiam acabar se enquadrando nesse conceito, o que é perigoso. “Tenho sérias dúvidas do que seria ‘provocar ou infundir terror ou pânico’. Este conceito é altamente abstrato, podendo dar margem a interpretações arbitrárias do texto lei, o que coloca em risco o estado de direito”, afirma.

Aumento da criminalização política

Para Juliana Brito o projeto o fato do projeto ser genérico e poderia enquadrar diversas formas de intervenção política que movimentos sociais adotam. “O interesse [deste projeto] é muito claro. É o de criminalizar os movimentos sociais e recrudescer o estado penal no Brasil, aproveitando para isso um período de Copa do Mundo onde os direitos constitucionais estão em suspenso e aí fica valendo uma lei [ em um momento que] a Copa vai passar, mas a lei vai ficar”. Segundo ela, “no momento em que existe um momento de mobilizações e a reação frente a elas não é de diálogo, mas de enfrentamento policial para impedir as manifestações não dá para dizer que nós temos os direitos constitucionais garantidos” e a Lei Antiterrorismo só viria a reafirmar isso. (Transcrevi trechos).

Navega na internet o seguinte post:

medo

 

O Assange do Governador Eduardo Campos

Julian Assange
Julian Assange

São tantos os boatos sobre a prisão do jornalista Ricardo Antunes, que não entendo o silêncio pusilânime e covarde e cúmplice dos jornalistas independentes e blogueiros. Existe o rumor que, preso em uma cadeia de segurança máxima, e incomunicável, vem sendo torturado. Outros falam que tentou o suicídio. Espero que não apareça “suicidado”.

Tudo indica que até agora a polícia do governador Eduardo Campos não encontrou as provas necessárias para enquadrar Ricardo Antunes por crime de extorsão. Nem como revelar que notícia vale um milhão de dólares. Ou provar a burrice de um jornalista receber um resgate de dois milhões de reais, para ser pago em trinta prestações de 50 mil. Faça a contagem dos anos.

E, ainda, denunciar quais jornalistas chantagistas e quadrilheiros, envolvidos na “grande rede” usada por Ricardo para espalhar “calúnias”, “mentiras”, “difamações”.

Sei que a polícia anda investigando, investigando, investigando, ouvindo testemunhas a dedo.

Revela Pierre Lucena:
“Hoje fui depor no GOE, já que fui citado no caso.
Nem é preciso dizer o quão constrangedor é este fato.
Pra começar, porque nao temos nada a ver com isso.
Segundo, porque no eu penso como José Adalberto, espero que se recupere.
Terceiro, porque realmente a única coisa que sei é o que falaram, e neste caso, o único objetivo era afastar o blog deste fato. Tanto que sempre optei por não falar nada, porque é algo que não me diz respeito.
Não sei das possíveis provas recolhidas contra ele.
Bom… Espero que as coisas se esclareçam e que Ricardo se reorganize, Todo mundo tem direito de se recuperar.
É isso”.

Na semana que Ricardo Antunes foi preso, Antônio Lavareda jantou com o governador Eduardo Campos no Palácio das Princesas. Ricardo foi pego no dia 5 último, antevéspera das eleições, numa armadilha da polícia do governador.

É um triste, lamentável, aterrorizador precedente. Ricardo Antunes não é nenhum bicheiro Cachoeira. Pobre de marré deci, e pacífico, devia responder o processo em liberdade. É, talvez, a polícia esteja certa. Ricardo solto pode ser assassinado. Dentro e fora do presídio, corre perigo. Todo cidadão tem direito de se defender. Ricardo, não. Continua incomunicável, proibido de escrever, de receber visitas.

Ricardo é o Assange de Eduardo Campos.