Encurtemos as distâncias entre o salário mínimo e o salário dos desembargadores, dos coronéis da PM, dos senadores, entre um favelado e um banqueiro, entre os palácios e favelas

justiça social Amorim

Essa distância o papa Francisco vem mostrando nos sermões.

No Brasil as desigualdades são cruéis. Pastores, com seus palacetes e aviões de luxo, pregam o fanatismo religioso. É difícil neste mundo cruel ser cristão, pregar o amor, que apenas existem – ensinou Jesus – dois mandamentos que é um só: amar a Deus e amar o próximo.

Não existe justiça social nos despejos judiciários. Não existe amor em uma sociedade que convive com o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e 500 mil prostitutas infantis.

Os governantes apenas trabalham pelos empresários financiadores de campanhas eleitorais. Nada se faz que preste para o povo. O Rio de Janeiro possui 1 mil e 100 favelas. São Paulo, 2 mil 627 favelas.

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Aproximar-se das pessoas marginalizadas, encurtar as distâncias até chegar a tocá-las sem ter medo de se sujar: eis a «proximidade cristã» que nos mostrou concretamente Jesus libertando o leproso da impureza da doença e também da exclusão social. A cada cristão, à Igreja inteira, o Papa pediu que tenha uma atitude de «proximidade»; fê-lo durante a missa na manhã de sexta-feira, 26 de Junho, na capela da Casa de Santa Marta. A próxima celebração está prevista para terça-feira 1 de Setembro.

«Quando Jesus desceu do monte, grandes multidões o seguiam»: Francisco iniciou a homilia repetindo precisamente as primeiras palavras do Evangelho de Mateus (8, 1-4) proposto pela liturgia. E toda aquela multidão, explicou, «tinha ouvido as suas catequeses: ficaram maravilhados porque falava “com autoridade”, não como os doutores da lei» que eles estavam habituados a ouvir. «Ficaram maravilhados», especifica o Evangelho.

Portanto, precisamente «estas pessoas» começaram a seguir Jesus sem se cansar de o ouvir. A ponto que, recordou o Papa, elas «permaneceram o dia inteiro e, por fim, os apóstolos» deram-se conta de que tinham certamente fome. Mas « para eles ouvir Jesus era motivo de alegria». E assim «quando Jesus terminou de falar, desceu do monte e as pessoas seguiam-no» reunindo-se «em volta dele». Aquela gente, recordou, «ia pelas estradas, pelos caminhos, com Jesus».

Contudo, «havia também outras pessoas que não o seguiam: observavam-no de longe, com curiosidade», perguntando-se: «Mas quem é ele?». Aliás, explicou Francisco, «não tinham ouvido as catequeses que tanto surpreendiam». E assim havia «pessoas que olhavam da calçada» e «outras que não podiam aproximar-se: era-lhes proibido pela lei, porque eram «impuros». Precisamente entre elas estava o leproso do qual fala Mateus no Evangelho.

«Este leproso – realçou o Papa – sentia no coração o desejo de se aproximar de Jesus: tomou coragem e aproximou-se». Mas «era um marginalizado», e portanto «não podia fazê-lo». Porém, «tinha fé naquele homem, tomou coragem e aproximou-se», dirigindo-lhe «simplesmente o seu pedido: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me”». Disse assim «porque era “impuro”». Com efeito, «a lepra era uma condenação definitiva». E «curar um leproso era tão difícil quanto ressuscitar um morto: por esta razão eram marginalizados, estavam todos ali, não podiam misturar-se com as pessoas».

Porém havia, prosseguiu Francisco, «também os automarginalizados, os doutores da lei que olhavam sempre com aquele desejo de pôr Jesus à prova para o fazer cair e depois condenar». Ao contrário, o leproso sabia que era «impuro, doente, e aproximou-se». E «o que fez Jesus?», questionou-se o Papa. Não ficou parado, sem o tocar, mas aproximou-se ainda mais e estendeu-lhe a mão curando-o.

«Proximidade», explicou o Pontífice, é uma «palavra tão importante: não se pode construir comunidades a sem proximidade; não se pode fazer a paz sem a proximidade; não se pode fazer o bem sem se aproximar». Na realidade, Jesus poderia ter-lhe dito: «Que tu sejas curado!». Ao contrário, aproximou-se dele e tocou-o. «Mais ainda: no momento em que Jesus tocou o impuro, tornou-se impuro». E «este é o mistério de Jesus: assumir as nossas sujidades, as nossas impuridades».

É uma realidade, prosseguiu o Papa, que são Paulo explica bem quando escreve: «Sendo igual a Deus, não considerou esta divindade um bem irrenunciável; aniquilou-se a si mesmo». E, em seguida, Paulo vai além afirmando que «se fez pecado»: Jesus tornou-se ele mesmo pecado, Jesus excluiu-se, assumiu a impureza para se aproximar do homem. Por conseguinte, «não considerou um bem irrenunciável ser igual a Deus», mas «aniquilou-se, aproximou-se, fez-se pecado e impuro».

«Muitas vezes penso – confidenciou Francisco – que é, não quero dizer impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos». E «Jesus sujou-se» com a sua «proximidade». Mas depois, narra Mateus, foi inclusive além, dizendo ao homem libertado da doença: «Vai ter com os sacerdotes e faz aquilo que se deve fazer quando um leproso é curado».

Em síntese, «aquele que estava excluído da vida social, Jesus inclui-o: inclui-o na Igreja, inclui-o na sociedade». Recomenda-lhe: «Vai para que todas as coisas sejam como devem ser». Portanto, «Jesus nunca marginaliza, nunca!». Aliás, Jesus «marginalizou-se a si mesmo para incluir os marginalizados, para nos incluir a nós, pecadores, marginalizados, na sua vida». E «isto é bom», comentou o Pontífice.

Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento e seguem Jesus na história porque ficaram maravilhadas com o seu modo de falar», realçou Francisco. E «quantas pessoas observam de longe e não compreendem, não estão interessadas; quantas pessoas observam de longe mas com um coração maldoso, a fim de pôr Jesus à prova, para o criticar e condenar». E, ainda, «quantas pessoas observam de longe porque não têm a coragem que teve» aquele leproso, «mas desejariam muito aproximar-se». E «naquele caso Jesus estendeu a mão primeiro; não como neste caso, mas no seu ser estendeu-nos a mão a todos, tornando-se um de nós, como nós: pecador como nós mas sem pecado; mas pecador, sujo com os nossos pecados». E «esta é a proximidade cristã».

«Palavra bonita, a da proximidade, para cada um de nós», prosseguiu o Papa. Sugerindo que nos questionemos: «Mas sei aproximar-me? Eu tenho a força, a coragem de tocar os marginalizados?». E «também para a Igreja, as paróquias, as comunidades, os consagrados, os bispos, os sacerdotes, todos», é bom responder a esta pergunta: «Tenho a coragem de me aproximar ou me distancio sempre? Tenho a coragem de encurtar as distâncias, como fez Jesus?».

E «agora no altar», sublinhou Francisco, Jesus «aproximar-se-á de nós: encurtará as distâncias». Portanto, «peçamos-lhe esta graça: Senhor, que eu não tenha medo de me aproximar dos necessitados, dos que se vêem ou daqueles que têm as chagas escondidas». Esta, concluiu, é «a graça de me aproximar».

Saad Murtadha
Saad Murtadha

Cachoeira e o assassino do jornalista Valério Luiz

Tem seis meses que está preso incomunicável, em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio Carone, porque denunciou  e provou a bandidagem da política mineira, envolvida com drogas, assassinatos e assaltos aos cofres públicos.

Outro meio de calar um jornalista chamo de solução final: o assassinato. Aconteceu com Valério Luiz, que teve a coragem de denunciar o uso do time de futebol Atlético Goianiense na lavagem de dinheiro do cartório de Maurício Sampaio e de empresas do bicheiro Cachoeira & outros.

A corrupção acontece pela harmonia dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário.

É esta ligação Cachoeira-Sampaio, ora escancarada, e o uso do Atlético para safadezas mil, que motivaram a morte encomendada de Valério Luiz, que não sabia da missa um terço.

Por estes Brasis da escuridão, cartolas usam times de futebol para o tráfico de pessoas (passe de jogadores), de drogas, lavagem de dinheiro, esquentamento de notas frias, comedouro de verbas públicas e curral eleitoral.

 

Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, posta foto com acusado de ser mandante de assassinato de jornalista

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Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, postou na última quinta-feira (12/6) uma foto mostrando seu novo brinco. Ao fundo, está o réu Maurício Sampaio, denunciado como mandante do assassinato do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, sorrindo distraído.

A foto foi retirada do instagram de Andressa, mas Valério Luiz, filho do cronista, a divulgou em sua página do Facebook. A empresária colocou a sua página da rede social no modo “privado”, impedindo pessoas que não a seguem de visualizarem suas imagens.

O empresário Carlos Cachoeira foi apontado como chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal em uma operação deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) conhecida como Operação Monte Carlo. Na época, vários políticos foram apontados como envolvidos no esquema. O empresário foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. Carlos Cachoeira recorreu da sentença e aguarda pela decisão em liberdade.

O processo do ex-dirigente do Atlético Clube Goianiense Maurício Sampaio continua em aberto, sendo que além de Sampaio mais quatro pessoas também foram denunciadas como tendo participação no crime de Valério Luiz. Todos os acusados aguardam o julgamento em liberdade.

No início deste mês, o Ministério Público de Goiás requereu a prisão preventiva de Sampaio pelos crimes de peculato, cobrança de tributo indevido ou com emprego de meio gravoso e modificação do sistema de informações sem autorização. O pedido foi negado pela Justiça no mesmo dia. O MP também instaurou uma ação civil pública contra ele e seus três filhos por improbidade administrativa.

É preciso prender todos que abusam das crianças: do pedófilo, do escravocrata ao traficante de órgãos

O tarado de Vitória, Espírito Santo
O tarado de Vitória, Espírito Santo
O pedófilo da Bahia
O pedófilo da Bahia

O Brasil, para a Polícia Federal e Unesco, possui 250 mil prostitutas infantis. Para as ONGs, 500 mil. Ninguém depende das redes sociais para pegar crianças. Elas estão em cada semáforo, em cada esquina das cidades. Certas notícias considero campanha contra a liberdade de expressão na internet.

Um pedófilo vai para a rede por exibicionismo, pela emoção de correr o perigo, e pretende ser descoberto, preso e punido. Acontece com o serial killer.

Que a polícia cace e prenda os pedófilos dentro e fora das redes sociais, seja mulher, seja homem.

Pedofilia, uma perversão sexual

Quando a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes, pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

O tráfico de órgãos de crianças

Nunca vi crianças ricas nas filas de transplantes.

Que tráfico de crianças existe, existe. Na Páscoa, deste ano, o Papa Francisco fez oportuna condenação.

O tráfico de crianças constitui um crime bárbaro contra a humanidade.

Desconfio das mortes por balas perdidas. Que seja proibido, nestes casos, a doação de órgãos, sem a devida investigação policial, e a identificação do assassino. Pode ser morte encomendada.

É frequente a morte de crianças por causa desconhecida. O cadáver deveria, por motivos óbvios, ser considerado impróprio para doação de órgãos.

O destino das crianças

O lugar dos pedófilos e dos traficantes é na cadeia. Mas precisamos cuidar de nossas crianças. A criança filha da rua, a criança drogada, a criança prostituta, a criança soldado da milícia ou soldado do traficante, a criança que realiza trabalho escravo, notadamente como babá em casas de famílias da classe média, e considerada filha de criação. Da adoção para doar órgãos. Idem as vítimas dos despejos judiciais. Que se investigue o paradeiro de milhares de crianças desaparecidas. Muitas são enterradas como indigentes nas valas comuns dos cemitérios públicos, sem que os pais sejam notificados.

Corre na internet o rumor de um extermínio de crianças em Fortaleza. É urgente que alguma autoridade investigue, para desmentir o boato.

 

Quanto vale um brasileiro? Nas indenizações por morte violenta, alguns trocados

O que mata mais no Brasil violento: morte matada ou morte morrida? A polícia mata, a milícia mata, o assaltante de rua mata, o trânsito mata. É um país de assassinos. Dos desaparecidos. Dos cemitérios clandestinos. Da escravidão. Dos atestados de óbito por causa desconhecida. Das 500 mil crianças prostitutas condenadas a morrer antes da maioridade. Dos filhos da rua e dos f.d.p. nos mais altos cargos dos cinco poderes: o econômico, o judiciário, o executivo, o legislativo, a imprensa.

Dou um exemplo desta semana: assassinaram três jornalistas. Que indenização vão receber as famílias dos mortos?

Sei que um brasileiro vale menos que um argentino. Eis a prova:

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Tragedia en Mendoza: pagarán $700 mil por cada víctima fatal del accidente en San Martín

Se calcula que esa cifra deberán abonar los dueños del camión que protagonizó el choque que provocó 16 muertes. Sólo con los fallecidos, el monto ronda los $11 millones. Podría ser más si los sobrevivientes deciden hacer demandas.

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Ignacio Zavala Tello
zavala.ignacio@diariouno.net.ar

Casi $11 millones deberán pagar las empresas brasileñas propietarias del camión y el semirremolque que protagonizaron la denominada “tragedia de la ruta 7” en San Martín. La cifra se calcula sólo para las víctimas fatales, pero ascendería si quienes sobrevivieron anteponen medidas judiciales.

Mientras continúan las pericias para intentar determinar si el camionero Genesio Mariano (35) realmente estaba bajo los efectos de alcohol y drogas como afirmaron varios testigos, el representante legal de las compañías brasileñas en Mendoza le confirmó a Diario UNO que deberán desembolsar unos $700 mil por víctima. Así, sólo por las 15 víctimas fatales (sin contar al camionero, que fue quien ocasionó el siniestro), la suma ascendería a los $10 millones y medio.

“El monto del pago (de las indemnizaciones), ya sea por un arreglo o por sentencia firme que se determine, a ojo experimentado, en promedio va a rondar los $700 mil por víctima. Podrá ser menos o más, dependiendo de cada caso”, especificó Alejandro Miguel Nacevich, representante legal de ACM Transportes y Toso Limitada. Ese monto incluiría los conceptos de daños moral y psicológico, y lucro cesante.

El abogado precisó que, si bien siempre se mencionó a ACM como la propietaria del camión, tanto el chofer como el tractor pertenecían a Toso. Esta empresa alquilaba el semirremolque de ACM, pero ambas serán las responsables legales en caso de que lo determine la Justicia.

Más aportes a la investigación

Según explicó Nacevich, el martes pasado, los dueños de ambas empresas brasileñas llegaron a Mendoza para ponerse a disposición del fiscal que investiga el tremendo siniestro vial.

“Nos apersonamos en la fiscalía de San Martín, adjuntamos la póliza de seguro de responsabilidad civil que les exigen a las empresas de transporte internacional por daños a terceros y vimos el vehículo siniestrado”, detalló el letrado.

De acuerdo con la versión de Nacevich, entre esos aportes también figura el informe de GPS, que echará luz sobre el recorrido que realizó Mariano entre las 15 y las 17.30, lapso en el que se genera el vacío investigativo.

De acuerdo con la información del sistema satelital, los propietarios de ACM indicaron que el enorme transporte de cargas circulaba a unos 50 kilómetros por hora y no a más de 100 como indicaron fuentes policiales tras el incidente. Nacevich indicó que la velocidad no será determinante, debido a que los efectos son los mismos. “Quedó molido. Evidentemente, despacio no iba. Además, están las imágenes de los testigos presenciales donde uno ve que el camión no iba despacio. Si iba a 50 o a 200 (km/h) lo va a determinar una pericia mecánica. De todas maneras, en la responsabilidad y en la indemnización no hace diferencia”, sentenció el abogado especializado en comercio internacional y transporte.

Respecto de la hipótesis que plantearon los empresarios brasileños de que su chofer había sido asaltado, el abogado mendocino se atajó: “No lo descarto, pero tampoco lo afirmo”.

Identifican los dos últimos cuerpos

Una semana pasó y sólo entonces los 16 fallecidos tras el siniestro vial pudieron ser identificados. Ayer se confirmó que el cadáver masculino, que no podía ser individualizado por no contar con muestras de ADN que cotejar, es del camionero brasileño y que el cuerpo femenino es de una turista norteamericana.

Genesio Mariano, el chofer oriundo de Brasil, fue identificado luego de que su medio hermano Roberto Fernandes de Jezuz (23) aportara muestras de sangre la tarde del jueves en el Cuerpo Médico Forense.

Los peritos también confirmaron que el cuerpo de mujer que faltaba reconocer es de Tyler Mooney Sabrooke, una turista norteamericana que fue reconocida visualmente por familiares que llegaron de Estados Unidos debido a que no estaba calcinada, sino que fue rescatada del micro y falleció en el hospital.

Rede Globo: “O excesso ou a omissão” da polícia nos protestos

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Os comentários entre colchetes são do único jornalista editor deste blogue (Talis Andrade).

A Rede Globo divulgou o seguinte editorial:

Não é só a imprensa que está de luto com a morte do nosso colega da TV Bandeirantes Santiago Andrade. É a sociedade.

Jornalistas não são pessoas especiais, não são melhores nem piores do que os outros profissionais. Mas é essencial, numa democracia, um jornalismo profissional, que busque sempre a isenção e a correção para informar o cidadão sobre o que está acontecendo. E o cidadão, informado de maneira ampla e plural, escolha o caminho que quer seguir. Sem cidadãos informados não existe democracia.

Desde as primeiras grandes manifestações de junho, que reuniram milhões de cidadãos pacificamente no Brasil todo, grupos minoritários acrescentaram a elas o ingrediente desastroso da violência. E a cada nova manifestação, passaram a hostilizar jornalistas profissionais.

Foi uma atitude autoritária, porque atacou a liberdade de expressão; e foi uma atitude suicida, porque sem os jornalistas profissionais, a nação não tem como tomar conhecimento amplo das manifestações que promove. [Fica explícito que, para a Rede Globo, os autores do assassinato Santiago Andrade já foram identificados pela polícia]

Também a polícia [os soldados estaduais, comandados pelos governadores] errou – e muitas vezes. Em algumas, se excedeu de uma forma inaceitável contra os manifestantes; em outras, simplesmente decidiu se omitir. E, em todos esses casos, a imprensa denunciou. Ou o excesso ou a omissão. [Não é verdade. A Rede Globo sempre escondeu a violência policial, preferindo mostrar, exclusivamente, o vandalismo de protestantes e infiltrados]

A violência é condenável sempre, venha de onde vier. Ela pode atingir um manifestante, um policial, um cidadão que está na rua e que não tem nada tem a ver com a manifestação. E pode atingir os jornalistas, que são os olhos e os ouvidos da sociedade. Toda vez que isso acontece, a sociedade perde, porque a violência resulta num cerceamento à liberdade de imprensa.

Como um jornalista pode colher e divulgar as informações quando se vê entre paus e pedras e rojões de um lado, e bombas de efeito moral e bala de borracha de outro?

Os brasileiros têm o direito de se manifestar, sem violência, quando quiserem, contra isso ou a favor daquilo. E o jornalismo profissional vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum.

Exatamente como o nosso colega Santiago Andrade estava fazendo na quinta-feira passada. Ele não estava ali protestando, nem combatendo o protesto. Ele estava trabalhando, para que os brasileiros fossem informados da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e pudessem formar, com suas próprias cabeças, uma opinião sobre o assunto.

Mas a violência o feriu de morte aos 49 anos, no auge da experiência, cumprindo o dever profissional.

O que se espera, agora, é que essa morte absurda leve racionalidade aos que contaminam as manifestações com a violência. A violência tira a vida de pessoas, machuca pessoas inocentes e impede o trabalho jornalístico, que é essencial – nós repetimos – essencial numa democracia.

A Rede Globo se solidariza com a família de Santiago, lamenta a sua morte, e se junta a todos que exigem que os culpados sejam identificados, exemplarmente punidos. E que a polícia investigue se, por trás da violência, existe algo mais do que a pura irracionalidade. [Este “algo mais” é o politicismo. Na primeira manchete sobre a morte de Santiago Andrade, a Rede Globo envolveu o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, que faz oposição ao governador Sérgio Cabral. É importante investigar se o assassinato de Santiago foi um crime político, uma morte encomendada. Isso sem partidarismo]

BOMBA: ADVOGADO QUE ME ACUSA DEFENDEU CHEFE DA MILÍCIA
por Marcelo Freixo

Vejam que coincidência! O advogado Jonas Tadeu Nunes (OAB/RJ 49.987), que me acusou de ter ligações com o homem que detonou o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, defendeu o miliciano e ex-deputado estadual Natalino José Guimarães, que chefiou a maior milícia do Rio de Janeiro.

Eis a peça que faltava no quebra cabeça destas acusações absurdas. Natalino foi preso em 2008 graças às investigações da CPI das Milícias, presidida por mim na Assembleia Legislativa. À época, mais de 200 pessoas, entre elas várias autoridades, foram indiciadas. Natalino e seu irmão, Jerominho, que dividiam o poder, cumprem pena em presídios federais.
Seis anos depois, Jonas apresenta contra mim uma história cheia de contradições e fragilidades.
O mais assustador é a imprensa repercutir uma informação tão grave e duvidosa sem checar minimamente o histórico da fonte.

Para entender a guerra judicial de Ali Kamel contra os principais jornalistas brasileiros, conheça o dia em que morreram as notícias de televisão

justiça inocência togado

A influência da Globo sobre os três poderes – o executivo, o judiciário e o legislativo – permanece. O que morreu foi o poder  da Globo de eleger governadores no Rio de Janeiro e presidentes da República. O poder vinha do monopólio que continua, e da crença do povo na infalibilidade do Repórter Esso.

O povo bobo da Globo não existe mais, que o jornal dito Nacional, engradado entre duas novelas, vem perdendo audiência.

Foi um processo lento, que começou com a eleição de Leonel Brizola governador.  E acelerou com a democratização da internet, a leitura dos blogueiros que desmascararam a mistificação, a parcialidade, os nefastos interesses da família Marinho, associada ao capitalismo estrangeiro, conforme esclareceu relatório do bravo deputado e jurista Djalma Marinho, em uma CPI do Congresso, que o ditador Castelo Branco abafou.

Ali Kamel, a musa Eco da Tv do Império, usa o narcisismo de juízes e desembargadores para a “judicialização e asfixia econômica dos blogs”.

O assédio judicial, o stalking policial, a prisão e o exílio são formas de censura. A solução final da censura é o apagão dos blogs ou o assassinato.

Na virada deste ano 13, o Brasil tinha dois jornalistas presos, dois exilados, e no dia 5 de janeiro assassinaram um radialista.

tv televisão

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens/ in Rebelión

No estoy seguro de la fecha exacta en la que tuvo lugar la muerte de las noticias en la televisión. El descenso fue gradual, un deslizamiento hacia lo chabacano, lo trivial y lo fútil, hacia la charada en los canales de noticias por cable como Fox y MSNBC en los cuales los conductores presentan a los títeres políticos de las corporaciones a través de elogios o el ridículo y tratan las debilidades de las celebridades como noticias legítimas. Pero si tuviera que elegir una fecha en la cual la televisión comercial decidió que acumular dinero corporativo y proveer entretenimiento era su misión principal, cuando decidió conscientemente convertirse en un acto carnavalesco, sería probablemente el 25 de febrero de 2003, cuandoMSNBC sacó de las ondas a Phil Donahue por su oposición a los llamados a la guerra en Iraq.

Donahue y Bill Moyers, los últimos hombres honrados de la televisión de EE.UU., fueron las únicas personalidades honestas en las noticias estadounidenses que presentaron los puntos de vista de los que cuestionaban la carrera hacia la guerra de Iraq. General Electric y y Microsoft –fundadores de MSNBC y contratistas de la defensa que iban a obtener enormes beneficios de la guerra– no podían tolerar una voz discrepante. Donahue fue despedido y en PBS Moyers fue sometido a una tremenda presión. Un memorando interno de MSNBC filtrado a la prensa señalaba que Donahue perjudicaba la imagen de la red. Sería “una cara pública difícil para NBC en un tiempo de guerra”, decía el memorando. Donahue nunca volvió a las ondas.

Las celebridades que actualmente reinan en la televisión comercial, que se presentan como liberales o conservadores, leen los mismos guiones corporativos. Difunden los mismos chismes de la corte. Ignoran lo que el Estado corporativo quiere que ignoren. Defienden lo que el Estado corporativo quiere que defiendan. No cuestionan o reconocen las estructuras del poder corporativo. Su papel es canalizar la energía del televidente hacia nuestro difunto sistema político para hacernos creen que demócratas o republicanos no son peones de las corporaciones. Los shows en el cable, cuyos presentadores hiperbólicos trabajan para infundirnos temor a los liberales o a los conservadores autodeclarados, forman parte de un sistema político amañado, en el cual es imposible votar contra los intereses de Goldman Sachs, Bank of America, General Electric o ExxonMobil. Esas corporaciones, a cambio de la propaganda basada en el miedo, pagan los generosos salarios de las celebridades noticiosas, usualmente millones de dólares. Hacen que sus espectáculos sean lucrativos. Y cuando hay guerra esas personalidades de las noticas asumen sus papeles “patrióticos” como porristas, como hizo Chris Matthews –que gana unos 5 millones de dólares al año– junto con otros presentadores deMSNBC y Fox.

No importa que esas celebridades y sus invitados, usualmente generales retirados o funcionarios del gobierno, hayan interpretado la guerra de manera terriblemente equivocada. Tanto como no importa que Francis Fukuyama y Thomas Friedman se hayan equivocado sobre las maravillas del capitalismo corporativo sin trabas y de la globalización. Lo que importaba entonces y lo que importa ahora es la simpatía –conocida en la televisión y la publicidad como el score Q– no la honestidad y la verdad. Las celebridades de las noticias de la televisión están en el negocio de las ventas, no del periodismo. Trafican con la ideología del Estado corporativo. Y demasiados de nosotros lo aceptamos.

La mentira por omisión sigue siendo una mentira. Lo que saca a la luz su complicidad con el poder corporativo es lo que esas celebridades de las noticias no mencionan. No hablan de la Sección 1021 de la Ley de Autorización de la Defensa Nacional (NDAA), una cláusula que permite que el gobierno utilice a los militares para detener a ciudadanos estadounidenses y despojarlos del debido proceso. No critican la destrucción de nuestras libertades civiles más básicas, permitiendo actos como las escuchas sin mandato judicial y las órdenes ejecutivas de asesinato de ciudadanos estadounidenses. No dedican mucho tiempo a los climatólogos para que expliquen la crisis que se apodera de nuestro planeta. No enfrentan el ataque implacable de la industria de los combustibles fósiles contra el ecosistema. Muy pocas veces presentan documentales o informes noticiosos largos sobre nuestros pobres urbanos y rurales a los que han vuelto invisibles, sobre las guerras de Iraq y Afganistán o la corrupción corporativa en Wall Street. No les pagan para que lo hagan. Les pagan para que impidan un debate significativo. Se les paga para que desacrediten o ignoren a los críticos más astutos del corporativismo, entre ellos Cornel West, Medea Benjamin, Ralph Nader y Noam Chomsky. Se les paga para que parloteen atolondradamente, hora tras hora, llenando nuestras cabezas con el teatro del absurdo. Muestran clips de sus rivales en la televisión que los ridiculizan y a cambio ridiculizan a sus rivales. Las noticias de la televisión parece que se han tomado del retrato de Rudyard Kipling de los monos de Bandar-log en el “Libro de la Selva”. Los Bandar-log, considerados dementes por los otros animales de la selva por su total ensimismamiento, falta de disciplina e ilimitada vanidad, cantan al unísono: “Somos grandes. Somos libres. Somos maravillosos. ¡Somos los más maravillosos de toda la selva! Todos lo decimos y por lo tanto debe de ser verdad”.

Cuando hablé con él por teléfono recientemente en Nueva York, Donahue dijo, hablando de la presión a la que la red lo sometió al final: “Se convirtió en algo absurdo”. Siguió diciendo: “Nos dijeron que teníamos que tener dos conservadores por cada liberal en el show. Me consideraban liberal. Solo podía presentar a Richard Perle, pero no a Dennis Kucinich. Se sentía el tremendo temor que los medios corporativos tenían de estar del lado impopular durante la preparación de una guerra. Y no olvidemos que el mayor cliente de General Electric entonces era Donald Rumsfeld [el secretario de Defensa de la época]. Los medios elitistas presentan al poder elitista. No se oyen otras voces”.

Donahue pasó cuatro años después de abandonar MSNBC haciendo el documental Body of War con otra directora/productora Ellen Spiro, sobre el veterano paralizado de la Guerra de Iraq Tomas Young. La película, financiada por el propio Donahue, comenzó cuando acompañó a Nader a visitar a Young en el Centro Médico Militar Nacional Walter Reed en Washington, D.C.

“Aquí yace este muchacho consumido por la morfina”, dijo Donahue. “Su madre, mientras miramos de pie junto a la cama, explica sus heridas. ‘Es un T-4. La bala pasó por la clavícula y salió entre los omóplatos. Está paralizado de las tetillas hacia abajo’. Estaba demacrado. Sus pómulos sobresalían. Estaba tan blanco como las sábanas en las que reposaba. Tenía 24 años… Pensé: ‘La gente debería ver esto. Es terrible’”

Donahue señaló que solo un mínimo porcentaje de estadounidenses tiene un pariente cercano que haya combatido en Iraq o Afganistán y una cantidad aún más pequeña hizo el sacrificio personal de un Tomas Young. “Nadie ve el dolor”, dijo. “La guerra se ha esterilizado”.

“Dije: ‘Tomas, quiero hacer una película que muestre el dolor. Quiero hacer una película que muestre de cerca lo que significa realmente la guerra, pero no puedo hacerla sin su permiso’” recordó Donahue. “Tomas dijo: ‘Yo también’”.

Pero una vez más Donahue chocó contra el monolito corporativo: Los distribuidores comerciales fueron renuentes a aceptar la película. A Donahue le dijeron que el filme, aunque había recibido muchos elogios de la crítica, era demasiado deprimente y desmoralizador. Los distribuidores le preguntaron quién iba a ver una película sobre alguien en una silla de ruedas. Donahue logró conseguir estrenos en Chicago, Seattle, Palm Springs, Nueva York, Washington y Boston, pero duró muy poco en cartelera.

“No tenía el dinero necesario para publicar anuncios de página completa”, dijo. “Hollywood gasta a menudo más en pla romoción que en la película. Y por lo tanto fracasamos. Lo que pasa ahora es que los grupos por la paz la están proyectando. Abrimos la convención de Veteranos por la Paz en Miami. El fracaso no es nada nuevo para mí. Y sin embargo, me sorprende cuántos estadounidenses guardan silencio”.

Chris Hedges pasó casi dos décadas como corresponsal extranjero en Centroamérica, Medio Oriente, África y los Balcanes. Ha informado desde más de 50 países y ha trabajado para The Christian Science MonitorNational Public RadioThe Dallas Morning News y The New York Times, para el cual fue corresponsal extranjero durante 15 años.

 

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Assassinos de Décio Sá compram carcereiros. Mandam destruir provas. E caem na besteira de usar celular. Quando todo telefone é grampeado

A novela do julgamento dos assassinos de Décio Sá continua na polícia e na justiça. A quadrilha de agiotas que encomendou o crime foi pega com celular na cela de uma cadeia de segurança máxima. Muita burrice dos bandidos. Que todo celular, além de gravado é rastreado.

Presos em países desenvolvidos usam celular para criar páginas de relacionamentos amorosos na internet. No Brasil o sexo hetero e homo continua permitido nos presídios.

Para a polícia do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, polícia da idade das pedras, o celular constitui uma poderosa arma dos bandidos. Via celular, o desconhecido e poderoso chefe do PCB, Primeiro Comando do Brasil, governa todos os PCCs, Primeiro Comando das Capitais do Brasil.

Em São Paulo, o governador Alckmin decidiu armar a polícia com o mesmo potencial de fogo. Está trocando o armamento de grosso calibre – inclusive metralhadoras – pelo celular, comprovadamente, com mais poder de fogo.

O pode de fogo do celular. Sangrento embate da polícia com o PCC
O uso mortal do celular. Sangrento embate da polícia com o PCC

POLÍCIA DO NORDESTE MAIS INTELIGENTE QUE A POLÍCIA DO SUL

A polícia do Sul, científica e tecnologicamente despreparada, devia aprender com a polícia do Maranhão. Publica hoje o Jornal Pequeno:

O superintendente de Investigações Criminais, Augusto Barros, disse nesta segunda (4) que a polícia vai investigar a possível conivência de policiais no caso dos objetos encontrados nas celas do Presídio Militar, em São Luís, onde estão os presos da Operação Detonando, deflagrada no ano passado, para apurar o assassinato do jornalista Décio Sá. Durante revista realizada no sábado (2), celulares, chips, um DVD e um pendrive foram apreendidos nas celas dos suspeitos. [Onde tem DVD tem televisão]

“Isso deve ser investigado tanto na seara própria, que é a seara militar, uma vez que, quem tomava conta do presídio são efetivamente policiais militares e, eventualmente, também, da Polícia Civil, caso nós nos deparemos com algum ilícito [???] que deva ser apurado pela competência da Polícia Civil”, avisou o delegado.

Segundo a polícia, existem 10 celas dentro do presídio, quatro para presos militares e seis para abrigar presos civis. Em todas, teriam sido encontrados objetos proibidos. Dois celulares, dois chips de diferentes operadoras, um carregador de celular improvisado, cadernos com anotações, um DVD e um pendrive estavam no forro da cela onde estão presos o acusado José Miranda; o filho dele, Gláucio Alencar; e Fábio do Lago, o Buchecha. Os três são acusados de formar uma quadrilha de agiotas que teria [???] encomendado, em abril do ano passado, a morte do jornalista Décio Sá.

A vistoria foi motivada por denúncias anônimas. A polícia suspeita que os presos da Operação Detonando vinham intimidando possíveis testemunhas. Os depoimentos à Justiça foram suspensos na semana passada e serão retomados esta semana.

“Vamos pedir a quebra dos sigilos desses telefones para saber com quem eles se corresponderam, para saber se, de alguma forma, eles se relacionaram com pessoas tentando intimidações ou fazendo qualquer tipo de chantagem. Nós vamos trabalhar também numa linha de reconstituição de alguns documentos que estão rasgados e vamos estudar e periciar as mídias que foram apreendidas”, completou Augusto Barros.

[Que humor negro: Documentos rasgados! Que documentos? Quem rasgou?]