A pá de cal na carreira política de Aécio

por Luis Nassif

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[ESPOSA, FILHA, IRMÃO E MÃE DE AÉCIO NEVES ABRIRAM “OFFSHORE” EM LIECHENSTEIN. TUDO INDICA QUE A JUSTIÇA DIRÁ QUE AÉCIO “NÃO SABIA”, “NÃO ERA O TITULAR” E NÃO QUEIRA SABER A ORIGEM DO DINHEIRO]

A carreira política de Aécio Neves – ou ao menos suas pretensões de voltar a se candidatar à presidência da República – terminará nos próximos dias.

Sua declaração recente, apresentando o governador de São Paulo Geraldo Alckmin como o próximo candidato do PSDB, foi mais que um gesto de elegância: respondeu a uma avaliação realista do que o espera pela frente.

Não se sabe bem o que virá da Lava Jato.

Autoridade com acesso integral ao inquérito informa o seguinte:

Não há como conter vazamentos, que partem dos advogados, delegados e procuradores e do próprio juiz, que está dando publicidade a todos os depoimentos. Especificamente no caso da capa da Veja, o vazamento foi do advogado do doleiro Alberto Yousseff.

Até agora, os vazamentos foram seletivos, aliás “completamente seletivos”, diz ele. Quando o inquérito total vier à tona, haverá “bombas de hidrogênio”, supõe que envolvendo próceres da oposição. Não avançou sobre quem estaria envolvido, portanto não se sabe se a bomba atingirá Aécio ou não.

Mesmo que não atinja, o fantasma que persegue Aécio atende pelo nome de “ação penal 209.51.01.813801-0”.

Em 8 de fevereiro de 2007 foi deflagrada a Operação Norbert, visando apurar denúncias de lavagem de dinheiro na praça do Rio de Janeiro. Conduzida por três jovens brilhantes procuradores – Marcelo Miller, Fabio Magrinelli e José Schetino – foi realizada uma operação de busca e apreensão nos escritórios de um casal de doleiros do Rio de Janeiro.

No meio da operação, os procuradores se depararam com duas bombas.

A primeira, envolvia o corregedor do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Carpena do Amorim.

Carpena foi peça central no assassinato de reputação da juíza Márcia Cunha, trabalhando em parceria com a Folha de S. Paulo no período em que o jornal se aliou a Daniel Dantas. Coube a Carpena endossar um dossiê falso preparado por um lobista ligado a Dantas, penalizando uma juíza séria.

Ao puxar o fio da meada de uma holding, os procuradores toparam com Carpena. O caso foi desmembrado do inquérito dos doleiros, tocado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e resultou na condenação do ex-juiz a três anos e meio de prisão.

O segundo fio foi puxado quando os procuradores encontraram na mesa dos doleiros uma procuração em alemão aguardando a assinatura de Inês Maria, uma das sócias da holding Fundação Bogart & Taylor – que abriu uma offshore no Ducado de Lichtenstein.

Os procuradores avançaram as investigações e constataram que a holding estava em nome de parentes de Aécio Neves: a mãe Inês Maria, a irmã Andréa, a esposa e a filha.

Como o caso envolvia um senador da República, os três procuradores desmembraram do inquérito principal e encaminharam o caso ao então Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Foi no mesmo período em que Gurgel engavetou uma representação contra o então senador Demóstenes Torres.

O caso parou na gaveta de Gurgel.

No próximo mês deverá ser apreciado pelo atual PGR Rodrigo Janot. Há uma tendência para que seja arquivado. Alega-se que Aécio não seria titular da conta – que está em nome de familiares – mas apenas beneficiário. Certamente não se levantará a versão jabuticaba da “teoria do domínio do fato”, desenvolvida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Arquivado ou não, certamente será a pá de cal nas pretensões políticas de Aécio.

Imagem do google simbolizando cena típica do então PGR Roberto Gurgel
Imagem do google simbolizando cena típica do então PGR Roberto Gurgel
O casamento da mãe de Aécio

Comentário de Clever Mendes de Oliveira

Luis Nassif,

O problema desta história de dinheiro no estrangeiro da família de Aécio Neves é porque quem a propaga desconhece a particularidade do casamento de Inês Maria, a mãe de Aécio Neves, com o banqueiro Gilberto Faria, filho do fundador do Banco da Lavoura, Clemente Faria.

O Banco da Lavoura foi o maior banco do país no final da década de 40 e do Banco da Lavoura surgiram dois bancos, o Banco Real com Aloysio Faria e que depois foi incorporado pelo ABN AAMRO que depois foi vendido para o Santander e o Banco Bandeirantes com Gilberto Faria. Gilberto Faria era pai de Clemente Faria Neto que faleceu em 12/07/2012 em um acidente aéreo e era grande empresário dividindo com o irmão Gilberto Faria Júnior a direção de um grupo empresarial que reunia cerca de 20 empresas entre elas a Minasmáquinas, revendedora de caminhões, máquinas pesadas e automóveis de luxo da marca Mercedes-Benz, e das rádios Alvorada, em Belo Horizonte, Sulamérica Paradiso, do Rio, e Jovem Pan, de Santos. Além disso, Clemente Faria Neto antes do segundo casamento dele fora casado com Ângela Gutierrez. Não é de se estranhar que o grande empresariado brasileiro se encaminhou para apoiar Aécio Neves. E é interessante ver que esses empresários todos investem em meios de comunicação. O pai de Clemente Faria Neto, Gilberto Faria, padastro de Aécio Neves era dono (ou detinha parte) da Transamérica.

Enfim, os milionários não são muito de abrir mão do dinheiro de seus antepassados, mas os quase trinta anos de casamento da mãe de Aécio Neves com o banqueiro Gilberto Faria e que perdurou até a morte do banqueiro em 01/10/2008 formaram vínculo forte para permitir essas contas ainda mais em um paraíso fiscal como é o do Ducado de Linchestein.

O problema de Aécio Neves será permanecer durante quatro anos apresentando atestado de bom comportamento. E não basta isso para o sucesso dele. É preciso que o PT fracasse no segundo governo da presidenta Dilma Rousseff [Transcrevi trechos. T.A.]

BH, 02/01/2015

aécio corrupção mídia

Propaganda dos predadores internacionais da Petrobras

petrobras BBC

Na imprensa internacional, três meios conservadores foram escalados, pelas multinacionais, para promoção de uma campanha que visa privatizar a Petrobras, e conquistar os campos de petróleo e gás do Pré-sal.

Depois da conquista da Vale do Rio Doce, ex-estatal entregue por Fernando Henrique, que disputa com a Petrobras o ranking da maior empresa da América Latina, e da entrega do nióbio por Fernando Collor, os piratas pretendem o mesmo entreguismo de Dilma, o dá ou desce, o dá ou sai da presidência do Brasil.

É uma campanha golpista internacional, que tem no Brasil o apoio dos quinta-coluna, traidores da Pátria.

Os três mosqueteiros barra pesada são El País da Espanha, El Clarín da Argentina, e a British Broadcasting Corporation (BBC), todos com versões em português, e edições diárias, especialmente para o Brasil.

O noticiário de propaganda tem verberação na imprensa brasileira, como sempre aconteceu com os jornais em língua nativa dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha e Itália, países que sediam as multinacionais que compraram as estatais brasileiras em leilões fajutos, e (pasmem!) com dinheiro emprestado pelo BNDES. E acreditem se quiser: venderam as empresas brasileiros a preço de banana, e oferecendo mil e uma facilidades a troco de nada.

Os caras de pau entregam as riquezas do Brasil e não recebem nada. Traem o Brasil sem levar as trinta moedas de praxe. Taí o exemplo da santa honestidade de um Daniel Dantas, um dos leiloeiros de Fernando Henrique, o príncipe da privataria.

Ruth Costas, da BBC, propaga que o mercado não recebeu com agrado a indicação do novo presidente da Petrobras. Carla Gimènez, do El País, reforça: “Nome de Bendine traz de volta incerteza ao cenário financeiro”.

“A indicação, feita pela presidenta Dilma Rousseff, foi mal recebida no mercado, pela pouca afinidade do executivo com o mundo do petróleo, uma vez que a sua experiência se resume apenas ao maior banco público do país, onde ingressou em 1978”.

Carla seleciona seus entrevistados, todos esquecidos que, desde que foi fundada, os presidentes da Petrobras, na sua maioria, eram   militares, inclusive vários marechais.

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Por que o “minimizou”?

Eis a continuação da Reportagem de Ruth: Em Belo Horizonte, onde participou de um evento em comemoração aos 35 anos do PT, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, minimizou a importância da má recepção do nome do ex-presidente do Banco do Brasil pelo mercado. “Às vezes, (o mercado) faz avaliações que depois não se confirmam”, disse.

[“Má recepção” de quem? Se dos piratas, dos especuladores, dos predadores internos e externos da Petrobras, excelente para o Brasil a indicação do Bendine. O bem para uma Petrobras do Brasil e dos brasileiros. A adjetivação de “minimizou” de Ruth não tem nenhum peso]

Petro patrimonio

E Ruth doutrina:]  Abaixo, confira quais serão os principais desafios a serem superados pelo novo presidente da Petrobras:

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Credibilidade nacional ou internacional?

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Desde setembro, a estatal perdeu dois terços de seu valor na bolsa de São Paulo em função da crise em que está mergulhada.

petrobras golpe
Bendine precisará restaurar a confiança de parceiros e investidores – o que não será tarefa fácil, a julgar pela queda no valor das ações da empresa provocada pelo anúncio de sua nomeação, nesta sexta-feira.
Essa reconstrução da credibilidade passa, em parte, por evitar que a empresa perca o grau de investimento, o que dificultaria a captação de recursos para grandes projetos.
Analistas [quais analistas? Os predadores da Petrobras?] dizem que o novo presidente precisará ter uma postura firme de colaboração com a investigação da Lava Jato, mas também deve ser rápido em sinalizar que o escândalo não continuará a ‘paralisar’ as atividades da empresa.

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[Os desafios apontados são os mesmos colocados pelos defensores do retorno da ditadura, do terceiro turno, dos golpistas que tramam o impeachment de Dilma. Dos que querem politizar a Lava Jato, na mão de delegados e togados que participaram da campanha eleitoral como fanáticos eleitores de Aécio Neves]

Petrobras historia
Também há certa apreensão sobre como ele [Bendine] responderá às pressões políticas. Para alguns analistas, as finanças da Petrobras sofreram nos últimos anos em função de a companhia ter subordinado sua política de preços ao interesse do governo de segurar a inflação.
O fato de Bendine ter afirmado em algumas ocasiões, quando era presidente do Banco do Brasil, que o papel do banco público “não é dar lucro”, alimenta algumas dúvidas sobre se ele priorizará a saúde financeira da Petrobras em suas decisões.

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[Politicamente, o importante é presidir a Petrobras com uma visão patriótica, nacionalista. O papel de uma estatal não é a ganância do lucro, o capitalismo selvagem, a prioridade de aumentar o preço do gás e da gasolina para enriquecer 1% da população mundial]

petrobras produção

Moral dos funcionários intacta

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Por muito tempo, trabalhar para a Petrobras foi motivo de orgulho. Hoje, há funcionários que escondem símbolos da empresa ao sair de sua sede, no centro do Rio, para evitar comentários desagradáveis.
Há um desânimo entre técnicos que, aos olhos da sociedade, deixaram de ser parte de uma das empresas mais eficientes do país para serem funcionários de uma “máquina de desviar recursos”.
O novo presidente precisará reverter esse pessimismo para conseguir os melhores resultados dos quadros da estatal.

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[Afirmativas mentirosas, de propaganda marrom.

A verdade verdadeira é que o orgulho de trabalhar na Petrobras jamais foi abalado. Os pretoleiros estão nas ruas do povo reivindicando a nacionalização e a estatização da Petrobras, livre, para todo o sempre, dos predadores internacionais.

A Federação Única dos Petroleiros lançou campanha nacional para assinatura do seu manifesto “Defender a Petrobras é defender o Brasil”, e declara seu apoio a Dilma e condena a conspiração golpista. Clique aqui  

Passeata no Rio de Janeiro
Passeata no Rio de Janeiro

Os comentários entre colchetes são do editor desde blogue, que preferiu responder propaganda com contrapropaganda. T.A.]

Cartazete publicado no portal da Federação Única dos Petroleiros
Cartazete publicado no portal da Federação Única dos Petroleiros

 

Fernando Henrique sempre foi golpista

FHC

 

No momento que a Grécia respira liberdade, depois de uma eleição democrática domingo passado, e da Espanha ter realizado ontem, em Madri, uma marcha para mudar o governo nas urnas, Fernando Henrique prega o golpe à Honduras, pelo retorno de um regime militar. Ou de um civil títere dos militares da direita fascista.

elmundo. podemos

Muitos dizem que FHC está gagá. Acredito que não. Ele sempre foi golpista.

Informa 247: “Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso retoma, de forma sutil, sua pregação anti-Dilma; segundo ele, o sistema político brasileiro apodreceu e a punição relativa ao escândalo da Petrobras deve chegar aos ‘mais altos hierarcas’ da república; ‘No passado, seriam golpes militares. Não é o caso, não é desejável nem se veem sinais’, diz ele; ‘Resta, portanto, a Justiça [de Gilmar Mendes?]. Que ela leve adiante a purga; que não se ponham obstáculos insuperáveis ao juiz, aos procuradores, delegados ou à mídia. Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas’ [Daniel Dantas que promoveu os leilões da telefonia?]; depois de José Serra afirmar que Dilma não completará seu mandato e Aécio Neves dizer que a Petrobras foi ‘destruída’, tucanos retomam a ofensiva [golpista]”

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O sistema brasileiro apodreceu quando Fernando Henrique comprou o Congresso para duplicar seu governo de quatro para oito anos.

FHC realizou o governo mais corrupto da História do Brasil. Nomeou o genro para destruir a Petrobras, que foi fatiada, e fez cinco leilões fajutos dos nosso campos de gás e petróleo.

Comenta Maria Luiza Quaresma Tonelli: “Se Lula não tivesse vencido a primeira eleição e se estivéssemos sendo governados pelos tucanos o Brasil hoje seria uma Grécia. Falido. Agora vem esse lacaio dos EUA pregar, de forma subliminar, um golpe judicial.

Que Zeus nos proteja e não permita que Eduardo Cunha seja eleito presidente da Câmara dos Deputados”.

FHC sempre foi golpista. Desde abril de 1964. Está na lista dos que receberam dinheiro da CIA. É o Carlos Saúl Menem do Brasil. Safado todo. Acontece que Nenem está preso.

FHC permanece solto, porque no último mês do oitavo ano terminal do seu governo, sancionou uma lei de anistia para os seus crimes, o foro especial, a justiça secreta.

FHC, tendo José Serra como ministro do Planejamento, arquitetou e entregou as riquezas do Brasil, a água, o nióbio, o ouro, o petróleo, e 76 por cento das estatais, incluindo portos, aeroportos, ferrovias, telefonia, energia, centros espaciais, rodovias para pedágio, transformou o Brasil em uma Grécia, em uma Espanha, em um Portugal, e sonha que o Brasil vire uma republiqueta de banana como é a golpeada Honduras, o golpeado Paraguai.

Serra foi entreguista e corrupto como ministro do Planejamento e da Saúde, e como governador de São Paulo das propinas do metrô & outras & outras. Sua história de exilado é muito parecida com a de Fernando Henrique. Tanto que saiu do Chile para a Itália, sua outra pátria, no governo de Pinochet. E da Itália para os Estados Unidos onde gozou um privilegiado “exílio”.

Que se pode dizer de Aécio, que foi funcionário da ditadura, e transformou todo um Estado em um feudo familiar, que tomou posse das riquezas  das Minas Gerais?

A resposta veio dos mineiros que elegeram um petista governador.

 

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O escritor e poeta Fernando Monteiro define bem FHC: “Um super-safado macunaíma (sem graça) travestido de ‘scholar’ de boca mole

 

 

Gilmar, um ministro de bengala, defensor dos corruptos e corruptores tucanos

por Gilmar Crestani
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Atendendo solicitação de FHC, Gilmar Mendes, assim como fizera com Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres, Daniel Dantas, Roger Abdelmassih, continua sua luta solitária protegendo corruptos e bandidos.

[E doleiros da raça de um Naji Nahas, de um Alberto Youssef]

 

Por que a mídia protege corruptores do PSDB?

 

censura tv imprensa rádio jornalismo

 

A pergunta que não quer calar: Quando se trata de corrupção, por que a velha mídia não cobra dos grandes grupos empresarias tanto quanto cobra dos partidos? Agora que passaram as eleições, Aécio Neves não precisa mais explicar a construção de aeroportos nas fazendas da família? Imagine o que diriam os A$$oCIAdos do Instituto Millenium se Dilma tivesse beneficiado alguém de sua família como faz Aécio Neves em relação aos seus familiares empregados por ele quando governador?!

A corrupção corporativa nasceu com Cabral trocando espelhinho. De lá para cá, toda vez que um corruptor era preso, havia um Gilmar Mendes para dar, contra todas as provas, dois habeas corpus em menos de 24 horas. O histerismo do PSDB com a corrupção instalada na Petrobrás vem de seus finanCIAdores. É por aí que se explica porque o PSDB prefere o financiamento privado ao financiamento público. Mesmo estando 6 x 1, quando não havia mais votos para provar o contrário, Gilmar Mendes senta no processo que já está decido. Como Gilmar Mendes pretende mudar este placar? Corrompendo seus pares? Que tipo de negociata ele propõe para mudar este placar? Será que ele toma a si por parâmetro para julgar seus pares? Por que as derrotas impostas a ele no TSE levou-o a chamar o TSE de Tribunal Nazista [para defender o governador ladrão José Roberto Arruda]? A tentativa da PEC da Bengala tem a ver com o domínio do PSDB nas cortes superiores.

Assim como todos os partidos tinham operadores na Petrobrás, o PSDB tem Gilmar Mendes no STF.

Por que Aécio está histérico? 5 empreiteiras da Lavajato dividiram obras da Aéciolândia

 

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Nas últimas entrevistas de Aécio Neves (PSDB), ele aparece praticamente histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na operação Lavajato para atacar o governo Dilma, uma forma de afastar os holofotes dos tucanos. Mas vai ser difícil.
Como se não bastasse antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras vir do governo FHC, como se não bastasse o inquérito que liga Youssef à Cemig, basta olhar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.
Para quem não se lembra, a “grande” obra de Aécio Neves (PSDB-MG) como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campus universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, cujo custo foi cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros até apelido de Aéciolândia ou Neveslândia.

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Além da obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investir em saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.
O próprio resultado deixou “batom na cueca” escancarado em praça pública, pois basta observar que dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.

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Ora, se um Consórcio ganhou um dos prédios com preço menor, teria que construir os dois prédios, pois nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.

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Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.
O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação, pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

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No final das contas, 9 grandes empreiteiras formando três consórcios, executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lavajato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.

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Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é.

 

 

A filharada de Serra, Fernando Henrique e Lula

Verônica já foi sócia do filho mais velho de Fernando Henrique (um escritório internacional de lóbi) e da irmã do capo Daniel Dantas, que tem uma história banhada com o sangue da Guerra de Canudos. Faz parte de uma tradicional elite que escravizou o povo, e que continua roubando o povo.

A história de Daniel Dantas é a história secreta das privatizações de Fernando Henrique (76 por cento das estatais e riquezas pátrias foram vendidas, e o dinheiro pegou sumiço, voou na banda podre, e era dinheiro emprestado pelo BNDES, isto é, o amigo do rei pegava dinheiro do governo para colonizar as empresas do povo, e para comprar o verde, o amarelo e o azul da Bandeira do Brasil, cores que simbolizam nossas matas, nosso ouro, nossos minérios, nossos rios e fontes e aquíferos.

A irmã de Dantas, que também tem o nome de Verônica, esteve presa na Polícia Federal, e foi solta por dois milagrosos habeas corpus, concedidos em menos de 48 horas, pelo salvador Gilmar Mendes.

Ninguém é sócio sem oferecer sua parte.

Os manos ladrões Verônica e Daniel Dantas deixam a carceragem da PF
Os manos ladrões Verônica e Daniel Dantas deixam a carceragem da PF

 

O filho playboy, apesar de escondido pela imprensa, vai bem, obrigado, que Fernando Henrique sempre foi um grande benfeitor da família. Até as netinhas estão com o futuro ricamente garantido.

Entrar nos negócios do ouro azul no Brasil é preciso apenas ser amigo dos governadores e de Ana, a prostituta respeitosa das outorgas de água para fábricas de água mineral, cerveja, sorvete, refrigerantes, bebidas frias e quentes.

Pode faltar água em São Paulo, para a classe média baixa e pobres, mas fábricas como Ambev, Coca-Cola, Nestlè etc, além de atender o consumo local (São Paulo) e nacional,  vão continuar com o seu rico e secreto comércio de exportação. A parte mais preciosa do negócio é a água, graciosamente adquirida.

Foi assim que Jorge Paulo Lehman se tornou a primeira riqueza do Brasil, e a segunda da Suíça, onde reside e tem nacionalidade. Possui um patrimônio estimado em 21,9 bilhões de dólares, e deve pagar uma porcaria de imposto.

Lemann também é dono da rede de fast food Burger King,6 7 da B2W, grupo que reúne as empresas de varejo e comércio eletrônico Lojas Americanas, Americanas.com, Submarino e Shoptime, além de outros interesses. Faz negócios geralmente em parceria com Marcel Hermann Telles e Carlos Alberto Sicupira, seus sócios há quase quatro décadas.

royalties água

 

E se Verônica fosse filha de Lula?

Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.

Verônica Serra
Verônica Serra

por Paulo Nogueira

 

Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.

E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?

Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.

Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.

Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.

Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.

Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.

Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.

Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.

Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.

Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.

Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.

Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.

Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.

Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)

Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.

 

Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros

 

Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.

O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.

Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.

Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.

Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.

Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.

Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.

Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Jorge Paulo Lemann
Jorge Paulo Lemann

 

A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.

Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.

Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.

O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.

Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.

O filho de Lula não.

Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.

 

 

 

Uma torre de telefonia custa mais de um bilhão. E Vale do Rio Doce foi vendida por 2 bi

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Que negoção para o Brasil. Fernando Henrique vendeu a Vale do Rio Mais do Que Doce por duas torres de telefonia. Por um pouco mais de 2 bilhões entregou a Vale, que vale mais de 3 trilhões para a pirataria internacional. Coisa para nenhum tucano botar defeito.

A Oi anunciou ontem sua quinta operação de venda de torres de telefonia. Dessa vez tratava-se de um lote de 1.641 equipamentos de telefonia móvel comprados pela SBA Torres Brasil por R$ 1,172 bilhão.

A operadora já soma quase R$ 7 bilhões em bens vendidos desde o fim de 2012, quando iniciou a estratégia de se desfazer de ativos não-estratégicos para reduzir sua dívida – R$ 30,29 bilhões no trimestre encerrado em março. Desde então, a Oi já vendeu 4.856 torres de telefonia móvel, 6.339 fixas, para a SBA e para a BR Towers, um imóvel e a empresa de cabos submarinos Globenet.

A operadora não revela quantas torres próprias ainda possui, mas em fevereiro a informação era de que planejava vender as cerca de 2 mil torres que ainda lhe restavam. Passaria, assim, a atuar só com o uso de equipamentos alugados.

Era bom saber por quanto FHC vendeu, nos leilões quermesses, martelados por Daniel Dantas, ladrão todo, a telefonia brasileira.

Infraestrutura já não é considerada ativo estratégico para as operadoras
Infraestrutura já não é considerada ativo estratégico para as operadoras

 

Violência na favela da Telerj patrocinada pela espanhola Vivo Telefônica e morte para os despejados da justiça e das privatizações de FHC

 

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logo psdb

logo telefonica

logo telerj

logo vivo

Fernando Henrique promoveu a quermesse da telefonia. O que era estatal, do povo, do Brasil, virou patrimônio estrangeiro, com a parceria de ladrões e traidores como Daniel Dantas, leiloeiro das companhias de telefone estatais, entregues a preço de banana.

Os piratas ganharam de quebra uma imensidão de prédios e terrenos que jamais foram avaliados. Uma negociata que nunca foi e será investigada, e os culpados continuarão impunes e enriquecidos. Esta mesma justiça, que se faz de cega, assinou e assina despejos e mais despejos, reconhecendo assim a honestidade das privatizações da telefonia.

Escreve Vinícius Lisboa, da Agência Brasil: “Tudo o que temíamos está acontecendo e de uma forma ainda pior”, avaliou o presidente da 55ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (Méier), Humberto Cairo, que vinha tentando mediar um consenso entre os invasores do antigo prédio da Telerj, no Engenho Novo, e a Telemar, que é dona do terreno. O prédio foi ocupado por cerca de 5 mil moradores há 11 dias. Após uma das lideranças dos manifestantes ser presa, o confronto se acirrou e os policiais usam bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para controlar a situação.

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Representante dos moradores da ocupação, Maria José Silva, também criticou a ação: “Estamos sendo tratados como bichos. A solução que eles deram é um massacre. Fomos até eles e pedimos para acompanhar a reintegração, mas eles não aceitaram e o que estamos vendo é esta violência, com ônibus queimado, policial ferido e criança ferida”.

 

“Muitas pessoas saíram desesperadas e deixaram as coisas lá dentro. Teve gente que saiu para trabalhar e agora não está conseguindo voltar nem para pegar os documentos”, conta Maria José, que não mora na comunidade, mas vinha acompanhando a ocupação de perto por morar em uma favela próxima. “Estão falando que lá tem traficantes, mas são pessoas humildes que precisam de uma moradia”, observou.

Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro (TELERJ) foi a empresa operadora de telefonia do grupo Telebrás no estado do Rio de Janeiro antes da privatização, tendo prestado esse serviço entre os anos 1975 e passou de empresa estatal a privada em 29 de julho de 1998 quando foi absorvida pela Telemar, sendo o serviço de telefonia celular da TELERJ chamado de TELERJ CELULAR adquirido pela Telefônica Celular, empresa ligada a um grupo espanhol chamado Telefonica de España, atualmente sob o nome de Vivo.

A JUSTIÇA EM PESO

Escrevem Douglas Corrêa e Vitor Abdala: Em nota, o governo do estado, informa que, cumpre ordem judicial expedida pela juíza da 6ª Vara Cível da Comarca Regional do Méier, Maria Aparecida Silveira de Abreu, que deferiu liminar para reintegração de posse do imóvel localizado na Rua 2 de Maio, no Engenho Novo. A Polícia Militar realiza a operação de apoio aos 40 oficiais de Justiça que cumprem o mandato.

 GUERRA CONTRA O POVO

Quem patrocina esta guerra da justiça contra o povo? Da polícia do Rio de Janeiro contra o povo? O povo sempre perde. Quem ganha com esta guerra?