Brasil é 1º em mortes de jornalistas nas Américas

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

 

O Brasil se tornou o país com o maior número de jornalistas mortos nas Américas, segundo o relatório anual da organização Repórteres sem Fronteiras (RFS), com sede em Paris, divulgado em 2o14.
Com cinco jornalistas mortos no país em 2013, o Brasil passou o México (duas vítimas), considerado um “país muito mais perigoso (do que o Brasil)”, diz o relatório.
A organização calcula que 114 jornalistas foram feridos desde junho de 2013 por conta dos protestos que tomaram conta do Brasil, no que a RSF chama de “primavera brasileira”.
“A dura repressão policial que ocorreu no Brasil em 2013 também atingiu os profissionais da informação. Essa primavera brasileira provoca um forte questionamento em relação ao modelo midiático dominante e coloca em evidência os sinistros hábitos mantidos pela polícia militar desde a ditadura”, afirma o relatório.
Para a organização, “mais de dois terços dos casos (de violência contra jornalistas nos protestos) são atribuídos às forças policiais”.

JORNALISTAS MORTOS

Cláudio Moleiro de Souza (12/10/2013) – Rádio Meridional – assassinado com um tiro no pescoço na rádio onde trabalhava, em Rondônia. A polícia descartou a possibilidade de roubo como motivo do crime e afirmou que Souza foi vítima de um atentado.

José Roberto Ornelas de Lemos, 45 anos (11/06/2013) – Hora H – foi executado com 44 tiros em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro enquanto fazia compras em uma padaria. Um carro com quatro pessoas estacionou na frente do local e começou a atirar em sua direção. Segundo sua família, Lemos já havia recebido ameaças de morte em razão da linha editorial do jornal, bastante crítica em relação à polícia e às autoridades locais.

Walgney Assis Carvalho, 43 anos (14/04/2013) – Jornal Vale do Aço – o fotógrafo foi assassinado com um tiro nas costas em um restaurante em Coronel Fabriciano (MG) por um motoqueiro que fugiu após os disparos. Carvalho teria informações sobre o assassinato de um colega de trabalho (Rodrigo Neto de Faria), morto um mês antes.

Rodrigo Neto de Faria, 38 anos (08/03/2013) – Rádio Vangarda AM / Vale do Aço – morto a tiros por dois homens enquanto saía de um bar em Ipatinga (MG). Autoridades federais acreditam em excecução. O jornalista havia denunciado o envolvimento de policiais em crimes. Suas denúncias haviam sido feitas à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Mafaldo Bezerra Goes, 61 anos (22/02/2013)- Rádio FM Rio Jaguaribe – morto a tiros por dois motoqueiros em Jaguaribe, no Ceará. Goes denunciava em seus programas nomes de suspeitos de crimes e teria sido assassinado por ordem de um traficante preso.

 

 

 

 

Polícia mata o mais perigoso bandido do Rio de Janeiro

 

A polícia social do Rio de Janeiro divulga: “Em legítima defesa,  a patrulha que vigiava a fronteira da favela em guerra, foi forçada a  atirar, até que quatro tiros acertassem o corpo do perigoso bandido, traficante, e serial killer Patrick Ferreira de Queiroz. Era matar ou morrer”.

Patrick Ferreira de Queiroz, criança de 11 anos, considerado perigoso bandido, que sempre andava armado
Patrick Ferreira de Queiroz, criança de 11 anos, considerado perigoso bandido, que sempre andava armado

Um, dois, três, quatro tiros em uma criança de onze anos. É muita covardia e crueldade 

 

Hoje o jornal “O Dia” desmente a polícia. Escreve Helio Almeida: O ajudante de caminhão Daniel Pinheiro de Queiroz, de 48 anos, negou nesta sexta-feira que seu filho, Patrick Ferreira de Queiroz, de 11 anos, estava armado quando foi morto por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, na quinta-feira. No Instituto Médico Legal (IML) para a liberação do corpo, ele defendeu o menor e disse o filho não estava envolvido com o tráfico de drogas.

“Escutei os tiros e dez minutos depois um menino disse que o Patrick tinha sido baleado. Vi o corpo do Patrick com a mochila e radinho. O PM me mostrou a arma dizendo que era do Patrick, só que mais tarde me mostrou outra arma”, disse Daniel, pai de mais seis filhos.

Daniel Pinheiro de Queiroz, de 48 anos, negou nesta sexta-feira que seu filho, Patrick Ferreira de Queiroz, de 11 anos, estava armado quando foi executados por PMs assassinos
Daniel Pinheiro de Queiroz, de 48 anos, negou nesta sexta-feira que seu filho, Patrick Ferreira de Queiroz, de 11 anos, estava armado quando foi executados por PMs assassinos

Segundo o pai da criança, Patrick estava brincando, soltando pipa, quando foi baleado. Daniel Pinheiro disse ainda não acreditar na morte da criança. “Quando lembro do meu filho, acho que nada disso aconteceu”.

A prima de Patrick, que não quis se identificar, afirmou que ele foi executado. “Deram um tiro e ele caiu sentado. Quando chegaram perto, eles deram mais três tiros. Meu primo disse que tava com sede e o policial pegou água e jogou na cara dele”, afirmou.

As armas utilizadas pelos policiais militares foram apreendidas e foi aberto um inquérito para apurar a morte do garoto. O inquérito decidirá que os militares devem ser condecorados como heróis. Pela  coragem de enfrentar o perigoso menino de 11 anos. Que bem merecia a pena de morte decidida pela Polícia Militar de Pezão. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o policiamento está reforçado na Camarista Méier e o clima na comunidade é de tranquilidade nesta manhã.

Como acontecia na ditadura militar, para evitar qualquer manifestação, ainda não se sabe o local, dia e hora do sepultamento de Patrick, cujo corpo não foi ainda liberado.

Será enterrado em uma cova rasa, como indigente.

 

 

Por que não se pede um exame do estado mental de juiz, desembargador, ministro, promotor, procurador, delegado?

Advogados estão em segundo lugar no ranking das 10 profissões com mais psicopatas

 

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Ter um colega de trabalho psicopata pode ser mais comum do que se imagina e isso não significa que alguém será cortado com uma serra elétrica. Falta de empatia, tendência à insensibilidade, desprezo pelos sentimentos de outras pessoas, irresponsabilidade, irritabilidade e agressividade são as principais características da psicopatia, um transtorno de personalidade antissocial.

A publicação britânica The Week divulgou duas listas: uma com as profissões que mais possuem psicopatas e outra com as que possuem menos psicopatas. Veja

Brasil tem mais cursos de Direito do que todos os países do mundo juntos

 

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País possui mais de 1.200 faculdades, contra 1.100 do resto do mundo. O número de advogados também é bastante alto, chegando a 800 mil. Segundo a pesquisa, poderiam existir muito mais.

O Brasil possui 1.240 cursos superiores de Direito. Com esse número, o país se consagra como a nação com mais cursos de Direito do mundo todo. A soma total de faculdades de direito no mundo chega a 1.100 cursos. As informações foram divulgadas, no blog Leis e Negócios do Portal IG.

Conforme afirma a reportagem, se todos os bacharéis em Direito passassem no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – pré-requisito para poder advogar no Brasil -, o país computaria mais de três milhões de advogados.

Gostaria que me corrigissem se estou enganado: o exame da OAB não exigido nos concursos de juiz, de delegado, do procurador e outras carreiras da reserva de mercado criada para os donos de canudo das 1. 200 faculdades de direito.

O exame da OAB não é mais difícil que o exame nacional do ensino médio (Enem).

 

Lavador de carros passa no exame da OAB antes de se formar 
advogado dinheiro

É bom relembrar que um lavador de carros.

Fonte: Nação Jurídica.

Mexico. La infausta noche de Iguala para 48 estudiantes de Ayotzinapa: dos heridos graves, tres muertos y 43 desaparecidos, acerca de los cuales, un mes después, no se sabe nada de su paradero

por Juan Pablo Becerra-Acosta M.

 

El lugar del segundo tiroteo, donde murieron dos muchachos. (Jorge Carballo)
El lugar del segundo tiroteo, donde murieron dos muchachos. (Jorge Carballo)

Iguala, Guerrero
Aquella fue una noche infausta para 48 estudiantes de Ayotzinapa. Fue la noche negra de Iguala, que ocurrió justamente hace un mes, el 26 de septiembre. Fue una noche violenta que se extendió hasta la madrugada y la mañana del 27 de septiembre. Una noche que difícilmente olvidará Guerrero. Y México.

Pero, todo inició horas antes, la tarde de aquel viernes…

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18:00 horas. Explanada frente al palacio municipal de Iguala. María de los Ángeles Pineda Villa, esposa del alcalde José Luis Abarca, espera a que se llene el lugar para dar su segundo informe de labores al frente del DIF municipal. En los días previos se había anunciado por toda la ciudad que, después del mensaje de la mujer, el grupo musical Luz Roja de San Marcos daría un concierto. Que habría fiesta. Bailongo. Y cómo no: se trataba de “El Festejo” de “La Señora”, como se le conoce aquí a la mujer. La promesa de un variado repertorio de cumbias y charangas abarrotó el lugar hasta después de las diez de la noche.

El Alcalde de Iguala, José Luis Abarca, y su esposa María de los Ángeles Pineda | AGENCIA REFORMA
El Alcalde de Iguala, José Luis Abarca, y su esposa María de los Ángeles Pineda | AGENCIA REFORMA

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18:00 horas. Municipio de Tixtla. Escuela Normal Rural Ayotzinapa. Estudiantes abordan dos camiones Estrella de Oro con destino a Iguala, distante a 130 kilómetros. El traslado habitual en autobús es de dos horas.

21:00 horas. Los estudiantes arriban a Iguala. Ahí toman en su poder otros dos autobuses, ahora de la empresa Costa Online. Intentan capturar una tercera unidad. El chofer se resiste y lo lesionan. Los jóvenes usan los cuatro autobuses capturados para ingresar a Iguala.

Elementos de la policía local reportan al Centro de Control de la Policía el arribo de los autobuses de los estudiantes de Ayotzinapa y… de “algunas otras personas” dentro de las unidades. Así lo declara ante la PGR David Hernández Cruz, quien estaba a cargo del centro. Así transmitió el parte que le daban los uniformados: que llegaban estudiantes de Ayotzinapa y… “otras personas”.

Los agentes policiales asumen que los estudiantes se dirigen hacia el centro de la ciudad para sabotear la celebración de “La Señora”. En mayo de 2013 los estudiantes ya habían arremetido en un par de ocasiones contra las instalaciones del ayuntamiento, esto a consecuencia de la desaparición y posterior asesinato de Arturo Hernández Cardona, dirigente del Frente Unidad Popular, homicidio del que se acusa al alcalde hoy prófugo. Ahí surgió el encono de la pareja gobernante de Iguala hacia los estudiantes.

En el festejo de la esposa de Abarca alguien se acerca al alcalde y le informa lo que acontece. Él comenta con su mujer lo que le dicen. Por la frecuencia radial de la policía se escucha minutos después una instrucción terminante proveniente del secretario de Seguridad de Iguala, Felipe Flores Velázquez: interceptar los autobuses de los estudiantes y pedir apoyo a la policía de Cocula. “Es orden de A-5”, se instruye a los policías. “A-5”, la clave para identificar al presidente municipal. Es orden de José Luis Abarca. Y presuntamente de su señora, coautora intelectual, según afirma la PGR. Orden de ellos al jefe policial. Y de éste, a la tropa.

Los policías bloquean la carretera y tratan de evitar el desplazamiento de los autobuses de los estudiantes. Primera balacera. Un policía municipal dispara y su proyectil mata a uno de los estudiantes, Daniel Solís Gallardo, oriundo de Zihuatanejo. Los jóvenes “y otros sujetos”, según la indagatorias de la PGR, intentan darse a la fuga en uno de los autobuses retrasados. De hecho, escapan momentáneamente por el periférico de la ciudad. Incluso se detienen y platican con periodistas locales. La policía de Iguala empieza el rastreo de la unidad.

En la confusión, policías detienen y disparan al autobús que transportaba al equipo de jóvenes futbolistas Los Avispones de Chilpancingo. El chofer, Víctor Lugo Ortiz, uno de los menores de edad, que jugaba de medio en el equipo, David García, y una mujer que viajaba en un taxi que por ahí pasaba, Blanca Montiel Sánchez, morirán por las balas.

Más tarde, el autobús en fuga es interceptado sobre el periférico y la calle Juan N. Álvarez. Es cocido a tiros. Los jóvenes descienden de la unidad. Una docena corre a ocultarse en casas de las calles aledañas donde vecinos les abren las puertas.

Un estudiante, Yosivani Guerrero, del pueblo de Omeapa, municipio de Tixtla, no alcanza a huir: cae baleado en una esquina. Morirá. Dos estudiantes quedan heridos en el lugar. Graves. Al primero, Aldo Gutiérrez, una bala calibre .223 le atraviesa la cabeza de lado al lado. Ha quedado como muerto, en coma.

Hoy, todavía hospitalizado, 86 por ciento de su cerebro no funciona. El otro, Édgar Andrés Vargas, que recibió un balazo en la cara, en la boca, quedó desfigurado. Espera una operación reconstructiva en México.

Los policías logran capturar a 44 estudiantes. El grupo de detenidos es ingresado a la Central de Policía de Iguala. Ya más noche, son sustraídos por policías de Cocula. Policías que, al igual que los de Iguala, sirven al cártel de Guerreros Unidos.

Para tratar de encubrir sus hechos, los policías de Cocula cambian el balizado de sus unidades y alteran las bitácoras. Semanas después la PGR los descubre: las bitácoras originales fueron encontradas en un chaleco en las instalaciones de la policía municipal.

Los capturados, el “grupo de personas, entre los que se presume que estaban los estudiantes”, se asienta en la investigación de la PGR, son subidos a una camioneta de redilas blanca. Alguien entre los policías delincuentes afirma que los estudiantes trabajan para el cártel de Los Rojos que opera en Chilpancingo, banda rival de la de Iguala. Por órdenes de Sidronio Casarrubias, líder de Guerreros Unidos (que hoy se encuentra ya recluido en el Cefereso número 1 del Altiplano), trasmitidas por mensaje de texto al teléfono móvil de uno de sus sicarios, conocido como El Gil, los retenidos, entre éstos 43 de los estudiantes, son conducidos por un camino de terracería hacia la zona de Pueblo Viejo, hacia las faldas de cerros circundantes de Iguala, muy cerca de la pequeña población campesina de Las Parotas. Justo al área en la cual han sido descubiertas fosas clandestinas con cadáveres…

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La mañana del sábado 27 de septiembre, a 200 metros del periférico, en un camino de terracería ubicado entre un hotel y una cancha de futbol, aparece tirado el cadáver de uno de los normalistas, Julio César Mondragón. El cuerpo yace prácticamente intacto, pero el rostro está despedazado, desollado: literalmente le arrancaron la cara. La cuenca de los ojos está vacía. Hay sangre regada alrededor de su cabeza.

Aquí se encontro el cuerpo de Julio César con la cara destrozada. (Jorge Carballo)
Aquí se encontro el cuerpo de Julio César con la cara destrozada. (Jorge Carballo)

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La infausta noche de Iguala para 48 estudiantes de Ayotzinapa: dos heridos graves, tres muertos y 43 desaparecidos, acerca de los cuales, un mes después, no se sabe nada de su paradero…

 

Rocha
Rocha

Mexico, 43 normalistas desaparecidos. Arzobispo de Acapulco: “Este caso ha derramado el vaso de miles de familias que siguen esperando a sus desaparecidos”

Levantan normalistas y padres de familia protesta en aeropuerto de Acapulco

Protestan y tomaron las instalaciones del aeropuerto internacional "Juan Álvarez". Foto El Sol de Acapulco
Protestan y tomaron las instalaciones del aeropuerto internacional “Juan Álvarez”. Foto El Sol de Acapulco

por Héctor Briseño

 

Alrededor de las 15.30 horas concluyó el mitin de normalistas de Ayotzinapa en el aeropuerto internacional Juan Alvarez, de este puerto, el cual permaneció tomado por aproximadamente cinco horas por más de mil manifestantes que exigen justicia por el caso Iguala y la presentación con vida de los 43 estudiantes dasaparecidos desde el 26 de septiembre.

El único daño que hubo a las instalaciones de la terminal aérea fueron numerosas pintas como:“Peña cómplice” “Peña asesino qudate en China”, “Faltan 43”, entre otras.

Normalistas y padres de familia de los 43 jóvenes desaparecidos ‘tomaron’ a las 12:30 horas el Aeropuerto Internacional de Acapulco para exigir justicia, sin permitir la entrada o salida de pasajeros.

Un grupo de turistas intentó ingresar a las instalaciones del aeropuerto; sin embargo, fueron regresados por los guardias de seguridad privada. Una viajera comentó que uno de los vuelos a la ciudad de Toluca había sido cancelado.

Personal de seguridad mantiene cerrado los accesos, en tanto que los manifestantes han formado una valla humana en el perímetro de esta terminal aérea, y aseguraron que será un cierre pacífico durante el cual realizarán un mitin.

Entre los manifestantes un orador insistió que el acuerdo con los policías federales, durante la mañana, fue que la manifestación sería pacífica o de lo contrario vendría la represión.

Previo a ello, una comisión de familiares, encabezada por Felipe de la Cruz, padre de uno de los normalistas desaparecidos, ingresó a las oficinas de la administración para presentar su demanda. Al interior del aeropuerto, algunos hicieron pintas.

La movilización de este lunes inició desde las ocho de la mañana y durante su avance hubo tensión e incluso un enfrentamiento a pedradas con policías antimotines que pretendían impedir el paso de la marcha sobre Boulevard de las Naciones; sin embargo, después de media hora de diálogo, los efectivos cedieron el paso a los manifestantes que suman alrededor de 700 personas.

Resultado de ese enfrentamiento se reportan tres policías heridos, uno de ellos tuvo que ser ingresado a quirófano.

A la protesta de este día se adhirieron estudiantes del Frente Único de Normales Públicas del Estado de Guerrero (Funpeg), integrantes de la Coordinadora de Trabajadores de la Educación en Guerrero (Ceteg) y el Consejo de Ejidos y Comunidades Opositoras a la Parota (Cecop).

Al concluir la protesta, el Aeropuerto de Acapulco informó que un contingente aproximado de entre mil y mil quinientas personas se manifestó en las instalaciones aeroportuarias de manera pacífica, por los acontecimientos que se han registrado en el estado de Guerrero y que han alterado el orden en dicha entidad.

Aseguró que en todo momento los manifestantes han guardado compostura y si bien hicieron pintas en diferentes áreas exteriores, no ocasionaron daños mayores contra las instalaciones del Aeropuerto. Las aerolíneas: Aeroméxico, Interjet y United cancelaron sus vuelos programados durante este periodo, y estarán comunicando a sus pasajeros, la reprogramación de ellos en horarios posteriores.

Las instalaciones del Edificio Terminal se encuentran operativas, ya que la manifestación se realizó fuera del edificio; los pasajeros que llegaron en los horarios del bloqueo fueron atendidos y trasladados a diferentes puntos de la ciudad. El aeropuerto recomendó a los pasajeros de salida tener comunicación con las aerolíneas para información de la reprogramación de vuelos.

 

Responsabilidad de autoridades en caso Ayotzinapa “es muy clara”: Arzobispo de Acapulco

Acapulco. Elementos de la Policía Federal impiden el paso a normalistas (José Antonio Belmont)
Acapulco. Elementos de la Policía Federal impiden el paso a normalistas (José Antonio Belmont)

por Héctor Briseño

 

Dolor y desconcierto causa el largo tiempo que ha transcurrido desde la desaparición de los normalistas de Ayotzinapa, expresó el arzobispo de Acapulco, Carlos Garfias Merlos. Agregó que las exigencias sociales son legítimas, pero no son suficientes.

En conferencia de prensa en la catedral Nuestra Señora de la Soledad, del Zócalo, con motivo del encuentro nacional Ultreya -que iniciará este sábado con la asistencia de cientos de familias de diversas regiones del país- Garfias Merlos señaló: “Duele a sus familias, desde luego. Duele también a la sociedad que se siente agraviada en ese hecho tan condenable”.

Indicó que la responsabilidad de las autoridades está muy clara y la exigencia de que cumplan sus obligaciones es legítima. El caso ha provocado la solidaridad de muchos sectores de la sociedad; sin embargo, “las marchas y demás manifestaciones si se realizan de manera pacífica, son necesarias, pero insuficientes pues se necesitan acciones para reconstruir el tejido social y para el esfuerzo cotidiano por la paz”.

El arzobispo recalcó que “este caso ha derramado el vaso de miles de familias que siguen esperando a sus desaparecidos. Hoy quiero hacer un llamado a la sociedad a participar de manera decidida haciendo esfuerzos para la construcción de la paz en todo los ambientes”. Agregó que “lo que sigue es participar de manera propositiva aportando lo que cada quien tiene desde la educación, la economía, la cultura, la organización”.

 

Normalistas atacan palacio de gobierno de Guerrero

El fuego consumiendo los vehículos. (Rogelio Agustín Esteban)
El fuego consumiendo los vehículos. (Rogelio Agustín Esteban)
En uno de los vehículos los manifestantes escribieron un mensaje en el que demandan justicia. (José Antonio Belmont)
En uno de los vehículos los manifestantes escribieron un mensaje en el que demandan justicia. (José Antonio Belmont)

por José Antonio Belmont y Rogelio Agustín Esteban

Integrantes de la Normal Rural de Ayotzinapa atacaron el palacio de Gobierno de Guerrero, donde le prendieron fuego a diversos vehículos y lanzaron piedras contra el edificio.

Los estudiantes llegaron en al menos 20 autobuses y sobre la entrada principal de la sede gubernamental colocaron camiones repartidores y otros vehículos, los cuales incendiaron.

En la parte frontal del edificio le prendieron fuego a cinco unidades, mientras que en la parte posterior fue a tres.

Los manifestantes también lanzaron bombas molotov y piedras al edificio.

Los jóvenes, la mayoría de ellos encapuchados, exigen la presentación con vida de sus 43 compañeros desaparecidos desde el 26 de septiembre en Iguala.

Sin presencia policiaca, el incendio duró varios minutos, pero bomberos que llegaron al lugar lograron sofocarlo.

Los estudiantes se retiraron rápidamente en los autobuses que llegaron, así como en otras camionetas.

 

No es creíble el informe de PGR sobre restos calcinados: padre ‘Goyo’

Hernandez
Hernandez

Por Ernesto Martínez Elorriaga

 

El obispo de la diócesis de Apatzingán, Gregorio López Gerónimo, declaró que no cree en el informe de la Procuraduría General de la República porque no es posible que entre tres sujetos hayan podido incinerar a los 43 normalistas desaparecidos en Ayotzinapa.

“Yo creo que ese teatro montado ni los niños se la creen. Un cuerpo para ser calcinado requiere de altas temperaturas y para calcinar a 43 se requirió de mucho tiempo y tres fulanos no podrían contener a 43 jóvenes”, apuntó el padre Goyo, como le dicen en Apatzingán, quien subrayó que las pruebas presentadas no cuadran.

Dijo que es necesario crear una mesa de seguridad y justicia a nivel nacional donde se involucren todos los sectores de la sociedad. “México ocupa una revolución no una involución, es decir no debe ser a través de la violencia como se logre la transformación del país”.

Comentó que de acuerdo con la experiencia con grupos de autodefensa en Michoacán, la autoría de los 43 normalistas asesinados es que el gobierno municipal y el crimen organizado eran lo mismo, eso aunado a que las autoridades federales y estatales fueron omisas ante los hechos que se desarrollaban en el estado de Guerrero.

Rius
Rius

Quando um pm vale vinte civis mortos

Advogados Ativistas

Situação caótica em Belém/PA. A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM), em retaliação à morte de um policial, realizou uma chacina com pelo menos 20 mortos até agora.

O que mais chama a atenção neste caso de Belém, é que a página do facebook da ROTAM anunciou que realizaria uma chacina e publicou balanço de mortos dividido por bairros ao longo da noite.

Sob a desculpa da segurança pública, as forças policiais brasileiras perpetuam um verdadeiro genocídio nas áreas pobres. Até quando?

 

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A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM) realizou uma chacina em Belém na madrugada de terça (04) para quarta (05) em retaliação à morte do cabo Antônio Marco da Silva Figueiredo (43 anos). Suspeita-se que o policial era ligado à uma milícia no bairro do Guamá e ficou conhecido pelos “esculachos” e execuções de muitos jovens nas periferias da cidade, fato que teria feito sua morte ser amplamente comemorada em diversos bairros periféricos.

Nota do editor do blogue: O Tribunal de Justiça do Pará faz que não sabe. Os soldados estaduais são comandados pelo governador. Nos países ocupados, os nazistas, para criar uma legenda do medo, cobrava a morte de um soldado por dez civis. Este tipo de vingança vale para todos os estados brasileiros. O Pará passou da conta…

A detenção do coronel Alexandre Fontenelle confirma que as máfias continuam agindo nas fileiras da polícia carioca

A maldição policial que domina o Rio
Prisão do coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Alexandre Fontenelle, nesta semana: PABLO JACOB
Prisão do coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Alexandre Fontenelle, nesta semana: PABLO JACOB

 

 

por Francho Barón/ El País/ Espanha

 

Enquanto o Governo do Rio de Janeiro luta com todas as forças para recuperar a confiança da sociedade em sua Polícia Militar e investe enormes somas de dinheiro em Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), com a finalidade de conquistar os moradores das favelas, o câncer da corrupção parece manter-se vivo no cerne da instituição. A detenção esta semana do coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, número três na pirâmide hierárquica da Polícia Militar e principal responsável pelo Comando de Operações Especiais (COE), que aglutina o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o Grupo Aeromarítimo (GAM) e o Batalhão de Choque, três das corporações de elite mais firmes e respeitadas do Rio, confirma que as máfias continuam agindo nas fileiras da polícia carioca e que o problema está longe de ser resolvido.

Fontenelle e outros 24 policiais, entre os quais cinco oficiais, foram capturados durante a operação Amigos S.A., sob a acusação de formar um grupo criminoso que cobrava grandes quantias de dinheiro de comerciantes, mototaxistas, transportadores e motoristas de vans ilegais de passageiros em troca de fazer vista grossa e permitir que continuassem operando irregularmente. A operação representa um novo golpe na credibilidade da polícia do Rio.

O fato é que Fontenelle se uniu há seis anos ao grupo de 24 policiais que tentou proibir judicialmente a exibição do premiado filme Tropa de Elite, no qual as torpezas da Polícia Militar carioca são apresentadas cruamente. O já ex-comandante do COE argumentou que o longa metragem ofendia a honra e a dignidade da instituição. A denúncia foi rejeitada por uma juíza, que a considerou improcedente.

O mesmo policial que outrora alardeou de forma persistente a decência e a ética profissional de sua corporação saiu na segunda-feira passada pela porta de sua residência no rico bairro carioca do Leme escoltado por vários agentes e em meio a uma nuvem de fotógrafos que não perdiam detalhes de sua cara inexpressiva. A operação Amigos S.A. foi o ponto culminante de meses de investigações e escutas telefônicas que levaram à detenção de Fontenelle e 24 comparsas. No momento da captura, o oficial se encontrava em seu apartamento acompanhado da mãe e irmã. Segundo fontes policiais, no interior do imóvel havia objetos ostensivos. Fontenelle, com camiseta esportiva, tinha em sua carteira um papel simplório com rabiscos do que claramente era a contabilidade e a partilha de uma propina. “Eu 10.000”, dizia uma linha do documento. A polícia também apreendeu uma escritura de um imóvel na turística e glamorosa cidade costeira de Búzios, em seu nome.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, os 25 acusados criavam obstáculos ao trabalho da polícia no bairro periférico de Bangu, “deixando de servir à população”. A promotoria garante que o 14º Batalhão da Polícia Militar, que opera em Bangu, se transformou em uma “vitrine de negócios” ou numa “verdadeira sociedade anônima na qual os lucros provinham da arrecadação de subornos por parte de diversas equipes de policiais responsáveis por patrulhar a área”. Grande parte dos lucros era destinada ao que a promotoria denomina “a Administração”, que em português claro seria a cúpula policial encarregada de comandar a tropa, dar exemplo e manter a paz e a ordem nesse bairro pobre. Comerciantes, transportadores, mototaxistas e vans piratas pagavam semanal ou mensalmente quantidades de dinheiro que oscilavam entre 50 reais e 10.000 reais em troca de obter uma licença oficiosa para continuar com as atividades ilegais.

Da Operação Amigos S.A. se extraem três conclusões imediatas: primeiro, que a cruzada contra a corrupção policial lançada há anos pelo secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, continua em vigor. Com suas luzes e sombras, a gestão de Beltrame à frente das polícias do Rio não dá margem a dúvidas sobre sua determinação de limpar uma imagem historicamente manchada por inumeráveis episódios de corrupção. Em segundo lugar, a detenção de Fontenelle e seus comparsas deixa um sabor amargo, pois confirma fielmente que nem o mais alto escalão policial está livre de suspeita. Ainda assim, Beltrame declarou que não fará mudanças no comando da Polícia Militar, pelo menos de momento. Por último, o golpe da máfia policial de Bangu ocorre a pouco menos de três semanas das eleições presidenciais e para governador, algo que poderia interpretar-se como um sinal do atual governador, Luiz Fernando Pezão, para o eleitorado carioca, cansado dos frequentes casos de corrupção e amedrontado pela insegurança.

Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, quase todos os indicadores de criminalidade pioraram no Estado durante os primeiros oito meses do ano, comparados com o mesmo período de 2013. Os aumentos mais significativos ocorreram nos seguintes indicadores: homicídios dolosos (11,4%), tentativas de homicídio (31%), roubos a comerciantes (23,5%), roubos de transeuntes (40,3%) e furtos de veículos (31%).

Nem os padres escapam

O crime no Rio de Janeiro não distingue classes, raças nem crenças. Isso ficou evidente na noite da segunda-feira passada, quando o carro oficial do arcebispo da cidade, o cardeal Orani João Tempesta, foi interceptado no bairro de Santa Teresa por três homens armados. No interior do veículo estavam o máximo representante do Vaticano no Rio, um seminarista, o fotógrafo da Arquidiocese e o motorista. Segundo o cardeal, um dos assaltantes o reconheceu imediatamente e pediu desculpas pelo roubo, mas isso não serviu para que a quadrilha reconsiderasse sua ação. Com as armas apontadas para os religiosos, os delinquentes levaram o anel, o colar, o crucifixo, a caneta e o telefone celular do arcebispo. Levaram também todo o material de trabalho do fotógrafo.

Tempesta, que é próximo ao Papa Francisco, conhecido pelo seu trabalho pastoral permanente e muito próximo aos estratos sociais mais humildes, não interrompeu sua agenda após o incidente. No entanto, os ladrões sim alteraram seus planos. Os pertences do religioso foram abandonados em plena rua, em um ato que pode ser interpretado como um posterior arrependimento. O cardeal recuperou tudo. Seu fotógrafo, porém, não teve a mesma sorte.

 

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