Papa: “O Filho de Deus veio a este mundo como desabrigado”

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Por Scott Malone

WASHINGTON (Reuters) – O papa Francisco almoçou com 200 pessoas que estão desabrigadas ou vivendo na pobreza em Washington nesta quinta-feira, e lhes disse que não há justificativa social ou moral para a falta de moradia.

Depois de fazer um discurso no Congresso dos Estados Unidos no qual exortou os legisladores a fazerem mais para ajudar as pessoas mais vulneráveis da sociedade, Francisco visitou uma instituição de caridade católica que oferece alimento, assistência médica e ajuda para arrumar emprego.

“Não conseguimos encontrar justificativa social ou moral, absolutamente nenhuma justificativa, para a falta de moradia”, afirmou o pontífice aos funcionários, doadores e frequentadores da instituição na capital do país mais rico do mundo.

Francisco fez da defesa dos pobres o cerne de seu papado, inspirado no tempo que passou nas favelas e nos sopões de rua quando ainda era um religioso atuando na Argentina antes de ser eleito em 2013 como o primeiro papa latino-americano.

Também na condição de primeiro papa a discursar na legislatura dos EUA, ele disse aos parlamentares para “terem em mente todas aquelas pessoas ao nosso redor que estão presas em um ciclo de pobreza. Elas também precisam que lhes deem esperança”.

Algumas das pessoas que o líder católico encontrou na instituição disseram esperar que suas palavras levem o Congresso e outras autoridades eleitas a fazerem mais pelas necessidades dos pobres.

“Você nunca os ouve falar sobre a falta de moradia ou sobre como anda o mercado de trabalho. Você ouve que o mercado de trabalho está ruim, mas não os ouve dizer ‘O que podemos fazer para ajudar?’”, afirmou Angela Ford, de 45 anos, que perdeu o emprego que tinha na indústria automobilística anos atrás e mora em um local providenciado pela igreja.

“Com todas essas mensagens políticas negativas, é ótimo ter alguém positivo aqui”.

O papa abençoou a refeição de peito de frango desossado e salada de macarrão para o grupo antes de se misturar à multidão, trocando apertos de mão e parando para tirar fotos enquanto admiradores gritavam “Papa! Papa!” em espanhol. Ele relembrou a história bíblica do nascimento de Jesus, que começa relatando como seus pais não conseguiam encontrar um lugar para ficar em Belém.

“O Filho de Deus veio a este mundo como desabrigado”, disse Francisco. “O Filho de Deus soube o que é começar a vida sem um teto”.

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ESTADOS UNIDOS
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Papa Francisco se encontra com sem-teto nos Estados Unidos: “O Filho de Deus entrou neste mundo como uma pessoa que não tem casa. O Filho de Deus sabe o que é começar a vida sem um teto”

 

 

“Na oração, não há pessoas de primeira classe ou segunda; há fraternidade”

 

 

Jans tot Sint Geertgen, 1490
Jans tot Sint Geertgen, 1490

por Alessandra Borges

Nesta quinta-feira, 24, após ser o primeiro Papa a discursar no Congresso dos Estados Unidos, Francisco, seguiu para o Centro Caritativo da Paróquia de São Patrício, em Washington, onde se encontrou com os sem-teto e os abençoou.

Em suas primeiras palavras, o Santo Padre, agradeceu pelo acolhimento e os esforços para que este encontro pudesse ser realizado. O Pontífice disse que ao olhar para aquelas pessoas ele viu o rosto de São José, santo, que serviu para ele de apoio e fonte de inspiração.

 

“Na vida de São José, houve situações difíceis de enfrentar. Uma delas aconteceu quando Maria estava prestes a dar à luz Jesus. A Bíblia é muito clara: não havia lugar para eles na hospedaria. Imagino José, com sua esposa prestes a ter o filho, sem um teto, sem casa, sem alojamento”, refletiu Francisco.

Segundo as palavras do Sumo Pontífice, Jesus entrou no mundo com uma pessoa que não tem casa e, deste modo Francisco propôs aos presentes uma reflexão sobre os questionamentos de José naquele momento que não tinha uma casa para oferecer ao Filho de Deus.

“São perguntas que muitos de vós podem pôr-se cada dia. As perguntas de José perduram até hoje, acompanhando todos aqueles que, ao longo da história, viveram e estão sem uma casa. Foi a fé que permitiu a José encontrar a luz naquele momento que parecia uma escuridão completa; foi a fé que o sustentou nas dificuldades da sua vida. Pela fé, José soube seguir em frente, quando tudo parecia sem saída”, disse Francisco.

O Pontífice destacou que não podemos encontrar justificativas morais e sociais para aceitar a carência de habitação. Afirmou também que Deus olha por cada pessoa e não a abandona.

“É a fé que nos diz que Deus está connosco, que Deus está no meio de nós e a sua presença incita-nos à caridade; aquela caridade que nasce do apelo de um Deus que não cessa de bater à nossa porta, à porta de todos para nos convidar ao amor, à compaixão, a darmo-nos uns aos outros”, afirmou o Santo Padre.

A oração é capaz de unir os povos, principalmente a Deus, por isso reforçou que quando rezamos nos aproximamos uns dos outros.

“Na oração, não há pessoas de primeira classe ou segunda; há fraternidade. É na oração que o nosso coração encontra a força para não se tornar insensível, frio perante as situações de injustiça”, frisou.

Ao final do seu discurso, Papa Francisco, pediu a todos que rezassem a oração do “Pai Nosso” – cada qual em sua língua materna – como um gesto de fraternidade e proximidade.

 

Discurso do Papa Francisco no encontro com sem-tetos

 

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Queridos amigos!
A primeira palavra que quero dizer-vos é «obrigado». Obrigado por me acolherem e pelo esforço feito para que este encontro se pudesse realizar.

Aqui recordo uma pessoa que amo e que foi muito importante na minha vida. Serviu-me de apoio e fonte de inspiração. É uma pessoa a quem recorro quando estou com algum problema. Vós fazeis-me lembrar São José. Os vossos rostos falam-me do dele.

Na vida de São José, houve situações difíceis de enfrentar. Uma delas aconteceu quando Maria estava prestes a dar à luz a Jesus.

Diz a Bíblia: «Quando eles se encontravam [em Belém], completaram-se os dias de [Maria] dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (Lc 2, 6-7).

A Bíblia é muito clara: não havia lugar para eles na hospedaria.

Imagino José, com a sua esposa prestes a ter o filho, sem um tecto, sem casa, sem alojamento.

O Filho de Deus entrou neste mundo como uma pessoa que não tem casa. O Filho de Deus sabe o que é começar a vida sem um teto.

Imaginemos as perguntas que José se punha naquele momento: Como é possível? O Filho de Deus não tem um teto para viver? Por que estamos sem casa? Por que estamos sem um teto? São perguntas que muitos de vós podem pôr-se cada dia. Como José, questionais-vos: Por que estamos sem um teto, sem uma casa? Mas tais perguntas, será bom que no-las ponhamos também todos nós: Por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não têm um teto, porquê?

As perguntas de José perduram até hoje, acompanhando todos aqueles que, ao longo da história, viveram e estão sem uma casa.

José era um homem que se punha perguntas, mas sobretudo era um homem de fé. Foi a fé que permitiu a José encontrar a luz naquele momento que parecia uma escuridão completa; foi a fé que o sustentou nas dificuldades da sua vida. Pela fé, José soube seguir em frente, quando tudo parecia sem saída.

Perante situações injustas, dolorosas, a fé oferece-nos a luz que dissipa a escuridão. Como sucedeu com José, a fé abre-nos à presença silenciosa de Deus em cada vida, em cada pessoa, em cada situação. Ele está presente em cada um de vós, em cada um de nós.

Não encontramos qualquer tipo de justificação social, moral ou doutro género para aceitar a carência de habitação. São situações injustas, mas sabemos que Deus está a sofrê-las juntamente connosco, está a vivê-las ao nosso lado. Não nos deixa sozinhos.

Sabemos que Jesus não quis apenas ser solidário com cada pessoa, não quis apenas que ninguém sentisse ou vivesse a falta da sua companhia, da sua ajuda, do seu amor; mas Ele próprio Se identificou com todos aqueles que sofrem, que choram, que padecem qualquer tipo de injustiça. Ele no-lo diz claramente: «Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me» (Mt 25, 35).

É a fé que nos diz que Deus está convosco, que Deus está no meio de nós e a sua presença incita-nos à caridade; aquela caridade que nasce do apelo de um Deus que não cessa de bater à nossa porta, à porta de todos para nos convidar ao amor, à compaixão, a darmo-nos uns aos outros.

Jesus continua a bater às nossas portas, à nossa vida. Não o faz magicamente, nem o faz com truques, com vistosos placares ou fogos-de-artifício. Jesus continua a bater à nossa porta no rosto do irmão, no rosto do vizinho, no rosto de quem vive junto de nós.

Queridos amigos, uma das formas mais eficazes de ajuda, temo-la na oração. A oração une-nos, irmana-nos, abre-nos o coração e lembra-nos uma verdade maravilhosa que às vezes esquecemos. Na oração, todos aprendemos a dizer Pai, papá, pelo que nela nos encontramos como irmãos. Na oração, não há ricos e pobres; há filhos e irmãos. Na oração, não há pessoas de primeira classe ou segunda; há fraternidade.

É na oração que o nosso coração encontra a força para não se tornar insensível, frio perante as situações de injustiça. Na oração, Deus continua a chamar-nos e incitar-nos à caridade.

Como nos faz bem rezar juntos! Como nos faz bem encontrarmo-nos naquele espaço onde nos olhamos como irmãos e nos reconhecemos necessitados do apoio uns dos outros. Hoje quero unir-me a vós, preciso do vosso apoio, da vossa proximidade. Quero convidar-vos a rezar juntos uns pelos outros, uns com os outros. Assim, poderemos prestar este apoio que nos ajuda a viver a alegria de saber que Jesus está sempre no meio de nós. Aceitais?
Pai nosso…

Antes de vos deixar, gostaria de dar-vos a bênção de Deus:
O Senhor vos abençoe e proteja;
O Senhor vos olhe com benevolência e mostre a sua bondade;
O Senhor vos olhe com amor e conceda a sua paz (cf. Nm 6, 24-26).
E não vos esqueçais de rezar por mim.

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Democracia participativa en la ciudad

por Fernando Caballero Baruque

 

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¿Qué piensan los políticos municipales sobre la participación ciudadana? Para algunos participar significa exclusivamente votar cada 4 años un programa electoral que nadie lee y guardar silencio hasta las siguientes elecciones. Para otros de ninguna manera.

En los programas electorales municipales, donde no hay injerencias ni de la Troika ni de Berlín, el equipo de gobierno -y el presupuesto disponible- deciden las prioridades. Los programas son cerrados pero… ¿Deben ser también un contrato con los ciudadanos que los votan?

¿Qué pasa por la mente de un alcalde cuando tiene que administrar en plena crisis la principal partida -la urbanística- de un limitadísimo presupuesto municipal? Por ejemplo podría pensar en ir dejando resueltos problemas puntuales locales, sin endeudarse, en espera de mejores tiempos en los que acometer obras de transformación si de verdad se precisaran. Pero desengañémonos. Lo que – con honrosas excepciones – termina haciendo es dejar su impronta en la historia de la ciudad lanzándose a grandes obras, tan costosas como innecesarias y generalmente al margen de los vecinos cuando no en su contra… salvo que éstos sean “los comerciantes de la zona”, colectivo-pretexto siempre listo para ser invocado en estos casos.

Está en curso la revisión del planeamiento urbanístico de Madrid. Técnicamente se conoce como “Plan General de Ordenación Urbana”. El “Plan General” es como “la Constitución” de la ciudad. De él emana todo lo relacionado con el urbanismo y la vivienda.

Para imaginarse lo que significa vean este simple dato: más de la mitad de los expedientes municipales de Madrid tiene que ver con Urbanismo y Vivienda. Entre el 20 y el 25% con Economía y Hacienda y el 25-30% restante con todo lo demás. Es decir, la documentación oficial que produce un Ayuntamiento en materia de urbanismo y vivienda casi dobla a la relacionada con el tráfico, transporte, limpieza, seguridad, artes, deportes y dependencia, ¡juntos! Piensen por tanto en cómo todos estos ámbitos de la vida ciudadana se ven condicionados por las políticas urbanística y de vivienda.

Como cualquier otro documento legal, tiene como Preámbulo una Memoria justificativa que expone tanto los criterios estratégicos en que se fundamenta, como los procedimientos jurídicos y técnicos para llevarlos a cabo.

Dicha Memoria ha sido impecablemente elaborada por el equipo técnico del área, que gestionó de forma modélica la aportación de organizaciones profesionales y diferentes sectores de la sociedad civil. Es todo un catálogo de buenas prácticas y maravillosas intenciones. En él el Ayuntamiento, a lo largo de su mandato, se compromete a cosas como éstas:

– Desarrollar planes de regeneración integrada de áreas vulnerables, atendiendo a los intereses de grupos sociales desfavorecidos (mayores, niños, mujeres, discapacitados, jóvenes, inmigrantes).

– Construir modelos de participación ciudadana para tomar decisiones colectivas especialmente en el diseño de los espacios públicos de su entorno cercano.

– Potenciar la igualdad entre mujeres y hombres para conseguir una ciudad socialmente cohesionada, implicándolos activamente en la planificación urbanística a fin de optimizar su tiempo y conciliar la vida personal, familiar y profesional.

– Realizar actuaciones de acupuntura urbana: es decir intervenciones estratégicas públicas o privadas que irradien sucesivas actuaciones contiguas, suya suma conseguirá progresivamente la regeneración social y urbana del barrio.

– Configurar un sistema integral de equipamientos básicos (colegios, hospitales, centros de día, centros culturales, polideportivos…), procurando maximizar la rentabilidad social de los existentes, fomentando su rehabilitación y haciendo más atractiva su presencia.

– Implantar sistemas de información geográfica mediante indicadores que diagnostiquen permanentemente las condiciones de habitabilidad.

– Producir energías limpias y renovables tanto cerca de las viviendas como a escala urbana y transformar la red eléctrica convencional en inteligente.

– Convertir la ciudad en una smart-city (ciudad inteligente).

Si la alcaldesa, que en un patinazo verbal condenó los “atentados” de Gamonal, lo leyera, pensaría que se trata del comunicado de una banda técnico-subversiva. Pero no se preocupen, lo rubricará. ¿Quién puede estar en contra? Muy al contrario lo presentará con orgullo, pronunciando siempre que pueda las palabras “sostenibilidad”, “participación ciudadana”, “smart-city” y el resto del repertorio.

El problema por tanto es cómo se interpretan los textos, ¿Qué se entiende por “potenciar”, “optimizar”, “impulsar” o “transformar”? Evidentemente tanto los técnicos redactores, como los representantes sociales que intervinieron o cualquiera de nosotros mismos, entendemos perfectamente “qué” quieren decir esos hermosos párrafos. Pero ¿qué querrán entender los políticos? y sobre todo ¿qué decidirán hacer?

Política de proximidad

Para quien sólo se “potencia”, “optimiza”, “impulsa” y sobre todo se “transforma” a base de grandes obras, va a tener razón la alcaldesa, pues Gamonal es todo un atentado a sus esquemas conceptuales, a su forma de concebir el progreso urbano y -si hacer política es administrar presupuestos- a su modelo de hacer política.

Al ciudadano normal le resulta inalcanzable la “alta política”, la que practica el Ministerio de Economía ante el BCE o el de Industria ante la Casa Rosada. Aunque no termine de entender qué hacían Wert en Londres, Valcárcel en Kiev o Rajoy en el despacho oval, no duda que debieron tratar temas importantísimos. Sin embargo sí duda de la utilidad de construir un parking subterráneo, de pago y con plazas en propiedad a 20.000 Euros cuando ahora tiene el mismo servicio gratis y sin obras. De que se presupuesten ocho millones de Euros para “potenciar”, “impulsar” y transformar” un barrio y cero para lo único que habían pedido: una guardería.

Los ciudadanos burgaleses salieron a la calle porque les estaban avasallando delante de su casa con algo que tienen perfectamente identificado y para lo que sí saben -y quieren- opinar. Entienden y visualizan con exactitud los costos económicos y funcionales de peatonalizar una calle o de abrir una gran avenida.

El desarrollo de las ciudades y la “recuperación inmobiliaria” española -y no sólo española- tendrá mucho más que ver con esos juiciosos párrafos del preámbulo que con nuevos desarrollos urbanísticos. Váyanse ustedes acostumbrando a términos como “Regeneración integrada de áreas vulnerables”, “Regeneración de barrios” y “Ciudad inteligente”. Lean lo que dicen Jordi Borja sobre la “Apropiación ciudadana del espacio público” y Jaime Lerner sobre la “Acupuntura urbana”, conceptos expresamente recogidos el texto. Indaguen acerca de los “Sistemas integrales de equipamientos básicos” y su consecuencia directa: Los “edificios polivalentes”.

Luego piensen en su ciudad, seguramente sobredimensionada en costosísimos espacios deportivos, los más caros de todos y… arruinada. Piensen por ejemplo en Madrid, dueña de la trilogía “Palacio de los Deportes”+”Vista Alegre”+“Madrid-Arena”. Dueña a su vez, tanto de un anfiteatro válido para corridas de toros, conciertos de Los Beatles o finales de Copa Davis contra Estados Unidos, como de una insostenible e infrautilizada “Caja Mágica”. Recuerden el “Allianz-Arena” de Munich, que cambia de color según juegue cada uno de los dos equipos de la ciudad o la selección nacional y luego calculen el costo de tener “La Peineta” más el nuevo “Santiago Bernabéu”.

Ese mismo derroche se produce silenciosamente en plazas, espacios interbloques y todo tipo de ámbitos intermedios entre edificaciones, especialmente de la periferia urbana. La “apropiación ciudadana del espacio público” pasa por diagnosticar las necesidades del entorno, estudiar del uso idóneo del espacio libre y recuperar las plantas bajas para utilización dotacional y comercial, (considerando para ello la movilidad, el arbolado, la escorrentía, reciclaje del agua, recogida de basuras, etc.) Apunten otro término: “Urbanismo de proximidad”, que viene a significar “Incrementar el bienestar de muchos ciudadanos a muy bajo costo” y lleva aparejado otro concepto ahora de moda: “Democracia participativa”. ¿Se imaginan que los usuarios no intervengan en la transformación de su espacio vital común? ¿Que tengan que limitarse a votar cada cuatro años? Participar significa controlar, desde los residuos a las cuentas y balances, desde el cumplimiento de horarios del transporte público al cumplimiento de los programas electorales.

Pero desgraciadamente los tiros van por otro lado. El urbanismo de prximidad taombién es aplicable a los espacios emblemáticos con simbología nacional. En estos días la reforma de la Puerta del Sol está dejando en evidencia tanto al Ayuntamiento como al Gobierno regional. El Colegio de Arquitectos ha convocado un concurso -no vinculante- en el que ha ganado una propuesta minimalista que recupera su configuración original. Pero ambas administraciones no van por esa línea. Para ellas “habilitar” espacio para uso público y “optimizar” económicamente la plaza, significa “privatizarla” a base de terrazas. Tras la remodelación, el espacio icónico de las concentraciones de la izquierda -equivalente a la Plaza de Colón para la derecha- fragmentado mediante terrazas, parterres, bancos, toldos, árboles y escalones, perderá la capacidad física de albergar otro 15-M. Políticamente habrá quedado reducido a “la nada”, otra palabra de moda.

Corresponderá a futuros ayuntamientos de izquierda recomponer la situación. No cabe esperar que el Partido Popular, que no practica la democracia interna dentro de su partido, proponga potenciar la democracia participativa para el conjunto de los ciudadanos. Y UPyD está a otra cosa. Pero se equivocará esa izquierda si afronta la regeneración urbana exclusivamente desde su óptica. Necesitará buscar consensos con la derecha. En democracia las transformaciones urbanas duraderas y eficaces de las ciudades occidentales se hicieron siempre, repito siempre, mediante acuerdos.

 

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Goiânia, a escalada da violência na terra governada por Cachoeira

Em terra que assassino de jornalista tem ex-desembargadores como advogados, nem a Força Nacional controla a violência.

Em ritmo de pagode universitário todo tipo de crime acontece em Goiânia. Capital em que impera o terrorismo policial e o mando de Cachoeira.

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Papa Francisco: “É muito difícil de conduzir uma família para a frente sem ter uma casa”

Vaticano – O papa Francisco apelou hoje (22), nas vésperas do Natal, às autoridades políticas e aos serviços sociais do mundo inteiro para que façam “todo o possível para que todas as famílias possam ter uma casa”.

Da janela do apartamento, para milhares de fiéis reunidos para a Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o papa argentino disse: “Vejo lá em baixo, escrito em letra grande [numa faixa] ‘Os pobres não podem esperar’. É lindo isso!”, disse Francisco, que foi em seguida muito aplaudido.

“Há tantas famílias sem casa, seja porque nunca tiveram ou porque perderam por tantas razões diferentes. Famílias e casas andam de mãos dadas. É muito difícil de conduzir uma família para a frente sem ter uma casa”, disse o pontífice.

Francisco convidou “todas as pessoas, serviços sociais e autoridades a fazerem tudo ao seu alcance para garantir que todas as famílias tenham uma casa”.

O papa dirigiu-se, por fim, às dezenas de manifestantes que se reuniram contra a austeridade na Praça de São Pedro, apelando para que recusem o confronto. As forças policiais italianas tinham reforçado a segurança em torno do Vaticano, como medida de precaução.

No fim da sua curta aparição, o papa desejou a todos “um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade”. (Agência Brasil)

SOLUCÃO À BRASILEIRA

VIADUTO

Comenta a TV Revolta: Então quer dizer que gastando milhares de reais dos cofres públicos com pedras para colocar em baixo do viaduto vai resolver a situação dos moradores de rua, né? E o pior que nós estamos bancando essas coisas sem poder opinar.
Estamos nas mãos desses canalhas! Até quando?
Indicação de vídeo: Vereador de Piraí diz que mendigo deveria ‘virar ração’http://www.youtube.com/watch?v=OtHMmlXJDUw
“A lei, no Brasil, só serve para político e vagabundo, não para trabalhador”, afirma catador de papelão. Assista:
http://www.folhapolitica.org/2013/06/a-lei-no-brasil-so-serve-para-politico.html

Três desabrigados convidados para festejar o aniversário de Francisco

«Viríeis à festa de aniversário do Papa Francisco?». Ao ouvir estas palavras esfregaram os olhos para entender se ainda dormiam. Duvidaram se tinham compreendido bem a pergunta. Depois de um instante de desorientação e admiração, começaram a arranjar aquilo que é a sua cama, feita de papelão e cobertas arrumadas do melhor modo possível para se proteger do frio pungente das noites romanas.

Não acontece todos os dias o que sucedeu a três homens de quarenta anos, sem-tecto, que juntamente com muitos outros encontram refúgio habitualmente debaixo do pórtico do prédio da Sala de Imprensa da Santa Sé, na via della Conciliazione. Na manhã de terça-feira, 17 de Dezembro, o arcebispo esmoler Konrad Krajewski apresentou-se muito cedo. Dirigiu-se a um deles, os primeiros que viu, com aquele convite inesperado: festejar o septuagésimo sétimo aniversário do Papa Francisco.

Aos três – um eslovaco, um polaco e um checo com o seu inseparável cão – não parecia verdade. Encheram a bagageira do carro do esmoler com as suas pobres coisas, subiram e ajeitaram o cãozinho no meio deles, e partiram em direcção da Casa de Santa Marta.

À sua chegada, os três pobres receberam grande admiração e simpatia. Esperaram que terminasse a missa, na qual participaram os funcionários da Casa juntamente com o director. Depois, o esmoler apresentou-os ao Pontífice. Tinham uma prenda especial para ele: um raminho de girassóis, porque estas flores, como explicou D. Krajewski, se voltam sempre para o sol, como a Igreja olha sempre para o seu «sol», Cristo.

O Papa Francisco convidou-os a tomar o pequeno almoço com ele no refeitório de Santa Marta. Trocaram algumas palavras, num clima de muita familiaridade e confidência. «Vale a pena ser pobre – exclamou a um certo ponto um dos três dirigindo-se ao Pontífice – porque podemos ser recebidos pelo Papa!».

mendigos

Comenta Pablo Ordaz/ El País: A sala de imprensa do Vaticano, que desde quando Jorge Mario Bergoglio chegou, há nove meses, não tem nem um dia de sossego, divulgou duas fotografias do encontro. Nelas se veem três dos homens sem lar –um deles com seu cachorro em braços- ao lado do Papa e do Arcebispo da Esmolaria Apostólica, o polonês Konrad Krajewski. Foi ele quem selecionou os mendigos em um bairro próximo à Santa Sede e os convidou a tomar café da manhã na residência de Santa Marta.

O gesto do papa Francisco não causou estranhamento porque já é costume que em todos seus deslocamentos –Lampedusa, Sardenha, Rio de Janeiro ou Assis—reserve um tempo significativo para falar ou compartilhar a comida com os mais desfavorecidos, sejam imigrantes sem documentação, doentes, presos ou, como neste caso, pessoas sem um teto.

É verdade que a fotografia pode causar perplexidade –os olhares tímidos de três homens maltratados pela vida ante a presença do Papa— e talvez pudesse ser chocante com outro protagonista – “quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita (Mateus 6,1-18)”-, mas não Jorge Mario Bergoglio. Desde muito antes de ser eleito Papa, já como arcebispo de Buenos Aires, o cardeal argentino utilizou sua forte personalidade para colocar o foco da mídia sobre a tragédia da desigualdade.

Já foram muitas intervenções com palavras fortes contra os líderes políticos e econômicos que, com suas decisões, favorecem a desigualdade. Mas também contra “os cristãos de vida dupla”, que com uma mão dão esmola à Igreja e com a outra fraudam o Fisco ou subornam: “Melhor seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar”. Desde o primeiro dia após sua eleição como Papa, Jorge Mario Bergoglio insiste de vez em quando que deseja “uma Igreja pobre para os pobres”. Sua decisão de tomar café da manhã no dia de seu aniversário com quatro desfavorecidos não parece, portanto, uma pose, uma imagem para o público, mas sim um compromisso com aqueles que, por não ter, não têm um teto que lhes abrigue.

Papa Francisco: encontrar os mais necessitados não significa dar esmola olhando-os de longe mas fitando-os nos olhos, tocando-os como fazia Jesus. Ide, procurai e encontrai-vos com os mais necessitados

«Com Jesus e São Caetano, vamos ao encontro dos mais necessitados!», o Papa Francisco afirma que os cristãos são chamados a «edificar, criar e construir uma cultura do encontro». E encontrar os mais necessitados não significa dar esmola olhando-os de longe mas fitando-os nos olhos, tocando-os como fazia Jesus. «Ide, procurai e encontrai-vos com os mais necessitados – disse o Papa – mas não sozinhos: com Jesus e com São Caetano!»

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São Caetano,  fundador  da Ordem dos Caetanos ou Teatinos, nasceu em  1480, em Vicenza, de pais  ilustres  e  virtuosos. Logo após o batismo, foi a criança,  pela mãe oferecida e  consagrada à Santíssima Virgem. Não ficou sem efeito a oração de sua mãe.

Desde  pequeno Caetano mostrava grande amor à oração e às obras de caridade.  Exemplar em tudo, era entre os  companheiros de infância chamado “o Santo”.

A  vida de São Caetano, vivida através da pureza e penitência, apresenta ainda outras coisas à nossa consideração, por exemplo, o desapego dos  bens  terrestres e  a confiança ilimitada na Divina Providência. O mal de muita  gente  é uma preocupação exagerada com as coisas  do mundo. Com receio de experimentar prejuízo, não se dão à pena de  rezar de  manhã e de noite, de ouvir a santa Missa. A atenção está concentrada  num ponto só: ganhar dinheiro.  Que sem  a  bênção de Deus nada conseguem, é uma circunstância de que não se lembram. Não devemos pertencer  a  essa  classe de gente. A nossa  confiança deve estar em Deus, que veste os lírios  do campo e  dá alimento às aves do céu. Procuremos primeiro o reino dos céus e  tudo o mais  nos será dado por acréscimo.

Na arte sacra, São Caetano é representado com um livro e uma cruz nas mãos. Noutros locais e representado com o menino Jesus ao colo.

Três palavras que nunca se devem esquecer em casa: por favor, obrigado, desculpa

«Como é possível viver a alegria da fé hoje?». A pergunta do Papa Francisco serviu de fio condutor à peregrinação organizada pelo Pontifício Conselho para a Família por ocasião do Ano da fé. E à pergunta – que retomava o slogan escolhido para a iniciativa: «Família, vive a alegria da fé» – responderam com a sua presença jubilosa as mais de cem mil pessoas que se reuniram na praça de São Pedro provenientes de 75 países do mundo para participar no sábado à tarde, 26 de Outubro,  no encontro de oração e de testemunho, e domingo de manhã na celebração da Eucaristia, ambos presididos pelo Papa Francisco.

Durante a sugestiva vigília do sábado, depois de ter ouvido vários testemunhos de famílias, o Pontífice ofereceu uma meditação centrada nas canseiras e nas dificuldades de todos os dias, sobre a necessidade de comunicar, sobre  o peso dos silêncios. «Mas o que mais pesa – admoestou o Papa – é a falta de amor», a ausência de alegria nas casas.

No dia seguinte, celebrando a missa dominical, o bispo de Roma na homilia partindo das leituras  traçou três características da família cristã: a oração em comum, a preservação da fé e a vivência da alegria, aquela «verdadeira – explicou – que nos faz sentir a beleza de estar juntos, de nos apoiarmos reciprocamente»; em cuja base está a «presença de Deus» com «o seu amor acolhedor, misericordioso, respeitoso para com todos» e «paciente». Por fim, no Angelus, o Papa pediu para rezar pelas famílias em dificuldade.

Outro aspecto aprofundado pelo bispo de Roma concerniu o sacramento do matrimónio, com a exortação dirigida aos esposos a permanecer unidos “sempre e por toda a vida”, sem “dar importância a esta cultura do provisório que nos transtorna a vida”. A este propósito, o Papa repetiu as três palavras-chave já sugeridas durante a missa no dia mariano de 13 de Outubro passado, “para não lançar pratos” entre marido e esposa: por favor, obrigado, desculpa. Por fim, indicando o ícone da Apresentação de Jesus no templo, colocado ao lado da cátedra, o Pontífice relançou o diálogo entre as gerações, sobretudo entre jovens e idosos, entre avós e netos.