Preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual na Faculdade de Medicina da USP

universidade USP

Sou Fernanda Luccas, doutoranda em Ciência Ambiental na USP e diretora da APG USP Capital.

A Associação de Pós-Graduandos Helenira ‘Preta’ Rezende, que representa os pós-graduandos do campus capital da USP, lançou no último dia 18/11, terça-feira, durante a 962a sessão do Conselho Universitário da USP, carta denúncia sobre os casos de estupro e discriminações de gênero, sexualidade, etnia e assédio moral, tanto na Faculdade de Medicina como em toda a universidade. Na visão da entidade, a instituição tem sido negligente e lenta em dar respostas à comunidade.

Venho aqui portanto, para pedir a divulgação desta carta e também, caso seja interessante, oportunamente gostaríamos de pedir um espaço para falarmos de nosso programa, pois entendemos que a pós graduação no Brasil tem muito a contribuir com a politização sobre diversos assuntos em pauta no Brasil. Muito Obrigada!

CARTA DENÚNCIA

Um jornal que defende a política de Alckmin na USP
Um jornal que defende a política de Alckmin na USP

 

Exmo Srs. Membros do Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo.

É com imensa preocupação que observamos nos últimos dias o nome de nossa universidade estampado nos jornais de maiores alcances regional e nacional de nosso país.

As notícias não são boas, associam o nome da Faculdade de Medicina da USP ao descaso e à completa falta de apoio frente a denúncias de preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual, resultando muitas vezes na perseguição das vítimas.

Isto ocorre frente à lentidão e ausência de posicionamento institucional no trato dos casos denunciados nas instâncias internas da faculdade, culminando no afastamento do Prof. Dr. Paulo Saldiva da Universidade de São Paulo, obrigando portanto, as vítimas a buscarem justiça em instâncias externas à Universidade.

Há aproximadamente dois meses o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou à Faculdade de Medicina da USP informações sobre casos de trotes violentos e violação de direitos humanos em festas.

Somente sob os holofotes e atenção da grande mídia, o diretor da FMUSP se pronunciou, afirmando que até a próxima semana seriam tomadas todas medidas necessárias para evitar a repetição de tais violações, bem como, enviados os documentos que relatam os incidentes questionados pelo MPE.

Se não fosse o suficiente, no dia 14/11/14 (sexta feira) foi publicado pela Rede Brasil Atual a denúncia de que o mesmo diretor da FMUSP, pressionou os Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo para não realizarem a audiência pública das denúncias de abusos, tentando exaustivamente por telefone, realizar uma manobra para inviabilizá­-la por falta de quórum.

A Universidade de São Paulo têm colecionado e protagonizado, ao longo de pelo menos os últimos 5 anos, denúncias de múltiplas formas de violência e desrespeito, afetando especialmente as categorias menos prestigiadas da universidade, como alunos de graduação, pós graduação e funcionários.

Denúncias relatando violência moral, como por exemplo, o constante e velado assédio moral por parte de professores aos seus alunos graduandos e pós graduandos, sobretudo ao gênero feminino e à comunidade LGBT, como também a violência sexual, moral e de cunho preconceituoso, praticada entre alunos em festas e trotes universitários, têm sido parte da rotina desta universidade.

Aqui colocamos uma reflexão: se os próprios diretores, professores, alunos e sociedade civil concordam que qualquer tipo de violência não pode ser naturalizada e deve ser punida, então essa rotina de violência mais velada ou mais extrema, porém causadora de danos humanos profundos, deveria ser investigada, punida e prevenida.

Contudo, o discurso por parte dos gestores da USP observado na mídia está diametralmente distante da prática que encontramos em nosso cotidiano, como demonstrou a recente tentativa de esvaziamento da audiência da ALESP.

Este fato configura uma absoluta negligência de quem deveria, por obrigação, dar o melhor exemplo, seja investigando e punindo com o rigor da lei os responsáveis pelos abusos, seja pela criação de instrumentos, orgãos e políticas educacionais que evitem a ocorrência de novos casos.

Esta negligência demonstra também, os valores ultrapassados, machistas, sexistas, despotistas e antidemocráticos praticados e afirmados nesta instituição e portanto, torna seus gestores co­responsáveis e co­autores de todos os casos e práticas violentas em vigor na universidade.

O mais grave e mais estarrecedor é que, em sendo a USP uma universidade pública, sustentada pelos impostos de toda a população paulista, dos mais pobres aos mais ricos, ela têm por obrigação moral servir à sociedade e estar sempre na posição vanguarda em tudo, não apenas em sua produção acadêmica ou nos títulos de seus professores que embelezam as paredes da instituição.

Essa rotina violenta quase enraizada, institucionalizada pela negligência de seus gestores, se tornou uma importante força motriz do declínio da qualidade do ensino e de formação humanística oferecida ao corpo discente como também, do conhecimento que ultrapassa os muros da instituição e chega para a sociedade.

A negligência e porque não, a negação de todas as formas de violência moral e sexual existentes na USP é outrossim, uma faceta pouco palatável à opinião pública, de um projeto violento e segregador que vem sendo construído pelos gestores e governo do estado de São Paulo, que a cada dia torna a universidade menos pública.

Isto ocorre na medida em que se dificulta o acesso do público em geral aos acervos nas bibliotecas e de todos os espaços que poderiam ser utilizadas coletivamente, mas não o são em função das catracas, câmeras de vigilância e PM dentro de campus ­ que supostamente protegeriam o patrimônio estrutural e a integridade física das pessoas que utilizam tais espaços, o que também não procede, considerando os dados divulgados na mídia, que mostram o crescente aumento de roubos e outras formas de violência desde a instauração da PM dentro do campus.

Muitas das vezes em que vítimas denunciam os erros ocorridos no interior desta instituição, imediatamente são colocadas na posição de agentes que visam depreciar a imagem da universidade, têm suas denúncias dissolvidas sob a alegação de exagero ou pouco discernimento político, passando portanto por um processo de silenciamento e responsabilização por todos os malfeitos.

Desta forma, aqueles que violentam ou permitem a violência na instituição, sentem­-se protegidos e tudo continua como sempre, em prol de uma moral e um nome a ser zelado diante da opinião pública.

Portanto, os diretores, a reitoria, o governo do estado de São Paulo e todos os que têm vetado as investigações é que são o cerne da violência observada nesta universidade e isto precisa ser revisto, investigado, modificado e retirado.

Que se retire o cerne do mal pela raiz.

Neste contexto, viemos por meio desta carta, a denunciar a violência e negligência alertando que todas estas situações são de integral responsabilidade da instituição e que, se queremos zelar pelo nome, pela qualidade e pela credibilidade dela, investigar e punir com rigor e transparência, doa a quem doer, sendo exemplo no combate e prevenção do racismo, sexismo, machismo e homofobia é a atitude que se espera dos gestores daquela que foi por muito tempo, uma das mais importantes, conceituadas e arrojadas universidades do país.

Respeitosamente, Associação dos Pós Graduandos Helenira “Preta” Rezende (APG USP Capital)

 

estupro belgica

Lugar de estudante é na cadeia. A USP quartel de Alckmin

Ao menos 20 estudantes da Universidade de São Paulo (USP) seguiam acampados em frente ao 91º Distrito Policial da capital paulista, na Vila Leopoldina, Zona Oeste da cidade, no fim desta manhã, segundo o Diretório Central Estudantil (DCE). Eles protestam contra a prisão dos dois estudantes. Leia a versão da Globo que ama os cantores de rock e faz da coleta de dinheiro do Brasil Esperança o mais rendoso programa de salvação das 250 mil crianças prostitutas e dos filhos da rua.

Estudante "vândalo", "terrorista", "bandido", "quadrilheiro", membro de perigosa "facção criminosa", preso pela mansa  polícia de Alckmin
Estudante “vândalo”, “terrorista”, “bandido”, “quadrilheiro”, membro de perigosa “facção criminosa”, preso pela mansa polícia de Alckmin
usp-livre-144

A Justiça acaba de conceder o relaxamento judicial da prisão de Inauê Taiguara e João Vitor, presos arbitrariamente no último dia 12, durante a reintegração de posse da reitoria.

Eles estão no Centro de Detenção Provisória Osasco II e serão liberados ainda hoje. O processo contra eles, com as acusações de formação de quadrilha, furto qualificado e depredação ao patrimônio público, continuará existindo e é preciso lutar contra estes processos.

Chile. “Facção criminosa estudantil” contra privatização do ensino

Para os velhos coronéis da PM, na USP existe uma “facção criminosa”. O governador Alckmin trava um heróico combate. Rodas de estudantes são expulsos da universidade, e presos no campus e nas ruas. Veja link USP. Quando os estudantes são tratados como se fossem bandidos, sinal de que persiste a ditadura de 64.

O mesmo acontece na Espanha de Franco. No Chile de Pinochet. Apresento “a facção criminosa dos estudantes do Chile”, que luta contra a positivista “ordem e progresso” desde os tempos de Pinochet. Um direitista advertia: “Nas marchas estudantis eles usam meninas bonitas para atrair o povo. Parecem xucretes”. Na aparência física, não vou negar, lembram as adolescentes de Xuxa, douradas princesas que nem a Branca de Neve, que seguiam à moda Barbie, a boneca da ditadura brasileira. Joffre Dumazedier, meu professor no Ciespal, dizia que as chilenas são as mulheres mais bonitas da América do Sul.

O Brasil era feliz e nem sabia do que acontecia nas favelas e senzalas e porões do DOI-Codi.

CUANDO EL LUCRO ESTÁ EN EL REGLAMENTO

derecho-en-paro-fotografo-Juan-Josè-Toro-Letelier

Año 2013 y el movimiento estudiantil sufre los embates de haber tenido su máximo auge hace dos años. Lejos de ser negativo, las organizaciones que han conformado la movilización han buscado y encontrado formas de agruparse en torno a ejes comunes y objetivos claros. Es así como las universidades privadas han logrado organizarse dentro de este nuevo panorama, aunque con ciertos obstáculos. Originalmente publicada en el número 59 de la RBP.

por Ricardo Pérez, Francisco Solís y Ángel Martin

Daniela López, ex presidenta FEUCEN
Daniela López, ex presidenta FEUCEN

Cuando ya se cumplen dos años de las históricas movilizaciones de 2011, los estudiantes de las universidades privadas se encuentran mejor articulados que nunca. No obstante, aún deben sortear algunas dificultades como el rechazo rotundo de ciertas instituciones a que los alumnos discutan, o puedan organizarse en centros de estudiantes. También hay que considerar la firma de un contrato de matrícula, en donde se acepta un reglamento que remite al estudiante solamente a su pupitre. Así, se convierte lo más rápido posible en capital humano para la injusta sociedad que queremos cambiar.

El Movimiento de Estudiantes de Educación Superior Privada, MESUP, nació en el contexto del movimiento estudiantil durante 2011. Está conformado por distintas formas organizativas del estudiantado (asambleas, coordinadoras, federaciones, estudiantes de base), y se plantea como objetivo principal el “levantamiento político-organizacional de los estudiantes de educación superior privada”.

Camila Vallejo, ex presidenta da Fech
Camila Vallejo, ex presidenta da Fech

Utilizando las virtudes de las redes sociales, y descubriendo a Facebook como una de las tantas formas de hacer entrevistas, pillamos a Manuel Erazo, estudiante de la Universidad ARCIS y vocero del Mesup. Manuel nos ayudó a entender mejor la situación de los compañeros con respecto a sus posibilidades de organización.

“Por acreditación no se les debe prohibir a los estudiantes tener federaciones o centros de estudiantes, ya que ésta es una de las condiciones para que la universidad sea acreditada. Pero en la U. de las Américas, por ejemplo, se les prohíbe a sus alumnos organizarse”, explica.

Indignado, Manuel nos manda el link de los estatutos internos de la U. Andrés Bello, casa de estudios que hoy cuenta con el mayor número de estudiantes matriculados. En su artículo 7 indica las infracciones graves: “repartir panfletos o dar a conocer públicamente información no oficial que dañe la imagen de la Universidad. Incitar, promover o participar en la suspensión arbitraria de las actividades académicas, o en paros estudiantiles”. Y las gravísimas: “participar o inducir a la toma de alguna dependencia de la Universidad, en cualquiera de sus campus”.

Las sanciones van desde amonestaciones hasta la expulsión de la institución. “Esto ocurre también en el DuocUC, el INACAP y en el Instituto Profesional de Chile”, denuncia Manuel.

La labor ha sido compleja, pero de todas formas los estudiantes del Mesup han encontrado la forma de seguir sumando compañeros a partir de la solidaridad y el apoyo mutuo. “Nuestro aporte como Mesup se basa en ayudar a sus alumnos, asesorarlos en cómo pueden levantar sus organizaciones, sin correr riesgo de suspensión. También nosotros vamos a aquellas universidades para entregar panfletos, dado que si lo hacen sus propios estudiantes quedan automáticamente sancionados”.

Desde la organización, en este momento apuntan a las instituciones y a los decretos que les niegan la libre asociación. Asimismo, apelan a una democratización interna que les permita trabajar junto a sus académicos y funcionarios.

chile educ indignados

El negocio millonario que los estudiantes de la U. Central supieron cuestionar

Mientras a comienzos de 2011, en las universidades pertenecientes al CONFECH, los estudiantes discutían cuáles eran las mejores formas de movilización para hacer del conflicto por la educación, un tema de debate público; los estudiantes de la U. Central vivían las contradicciones del mercado de manera mucho más explícita. Se trataba de la compra de su casa de estudios, en 35 mil millones de pesos, por parte de la sociedad de inversiones Norte Sur, estrechamente ligada a la Democracia Cristiana.

“Esto generaría un negocio redondo, y a la vez se lucraría con el esfuerzo de nuestras familias que se endeudan continuamente. La clase política actual y el empresariado nuevamente se saldrían con la suya, si no fuera por la organización estudiantil y el empoderamiento al derecho a ser estudiante” señala Daniela López, presidenta de la Federación de Estudiantes (Feucen) entre 2011 y 2012. La suspensión de la venta sería a la larga una de las pocas victorias del movimiento el 2011.

“Si bien ha existido una autocrítica al cómo participamos como universidad en el movimiento estudiantil, y qué pasó con los estudiantes luego de siete meses entre paros y tomas, debemos tener la sabiduría de entender que nada ha acabado. Todavía debemos cuestionarnos muchas prácticas existentes al interior de nuestra universidad. Seremos vitales para el proceso de constitución y organización de nuevos actores políticos en las luchas sociales” afirma.

Hoy, los compañeros de la Universidad Central se encuentran en pleno proceso de elección de su federación. El fortalecimiento de la organización estudiantil se ve reflejado en la madurez de un proceso democrático, que se propone como tarea constituir un actor en el mundo de las privadas que concibe un modelo de educación distinto. “Porque creemos en una sociedad de derechos, en donde las relaciones humanas no están mediadas por el dinero” señala Daniela.

Entre la crisis y la indiferencia: El caso SEK

En lo más alto de Peñalolén, donde sólo se llega en un bus de acercamiento y los árboles reinan sobre los edificios, se encuentra el campus Parque Arrieta de la Universidad Internacional SEK. En el lugar, declarado Monumento Histórico Nacional, se imparten las carreras de Arqueología, Historia del Arte y Conservación.

“Es todo súper raro, nunca hemos tenido estatutos que permitan la organización estudiantil” afirma Amparo Barros, estudiante de Conservación y Restauración, y actual presidenta del centro de alumnos de su carrera. Los estudiantes no cuentan con ninguna base jurídica para organizarse, por lo que la realización de elecciones es muy difusa. “Para las elecciones votó como un cuarto de la carrera, fue súper poco serio y eso nos hace poco representativos”, agrega. Además, la reglamentación de la universidad, a pesar de permitir que los estudiantes tengan representantes, no les confiere voz ni voto.

Lo anterior es preocupante, particularmente ahora que el rector de dicha universidad, Alejandro Ormeño, será formalizado por posible soborno en la entrega de la acreditación. En caso de que la situación llegue a un extremo, los estudiantes no tienen ningún estamento para defenderse. Sin embargo, Barros advierte que “la gente que viene acá sólo se interesa por ir a clases. Citamos a asambleas y llegan diez personas, nadie se preocupa de lo que pueda pasar”.

¿Y qué van a hacer si pasa lo peor, si cierran la universidad? La estudiante mira preocupada. “No podemos hacer nada, no tenemos una estructura que nos represente, que nos defienda”. Como universidad, tampoco cuentan con una federación, y los consejos en los que participan representantes de las carreras, no son periódicos ni constructivos. Según Barros “nos juntamos, conversamos, pero nunca llegamos a ninguna conclusión”. ¿Y qué haría ella? Concluye certera: “Yo me iría a Buenos Aires”.

Existe, sin duda, una curiosa paradoja. Mientras algunos estudiantes se enfrentan a sus rectores e instituciones por su derecho a la organización, hay muchos otros que simplemente se enajenan del conflicto, aun siendo una de las partes más afectadas.(Revista Bello Público)

estudantes chile

educ chile 17 nov

Os 72 da USP

por Pedro Abelardo

72

72 estudantes acusados de dano ao patrimônio publico

Quatro secretarias da Polytecchique de São Paulo

Quatrocentos mil reais em hora extra

.

72 estudantes acusados de formação de quadrilha

Diretor do campus da Harvard paulistana

Dois milhões de reais em fundação

.

72 estudantes acusados de pichação

Diretor do Programa de Corrupção Continuada da Polytecchique de São Paulo

Tapete persa de quarenta mil reais

.

72 estudantes acusados de descumprimento da ordem judicial

Diretor da Sorbonne brasileira

Recusa-se a pagar os salários dos funcionários da limpeza

.

O que o ministério publico entende por justiça?

Para que servem as leis (?) para o publico?

O dinheiro e as leis deste publico… não são privados?

.

Para uma sociedade retrócida pelo medo

A violência e a cura de sua hipocrisia

O sangue inocente e a tinta da felicidade

.

“A violência e tão fascinante…”  “E o fascismo e fascinante deixa a

gente ignorante e fascinada.”

.

“…mas o ódio cega e você não percebe, mas o ódio cega e você

não percebe, mas o ódio cega”

Jornal da USP

usp 3

2 usp

Marchas en Brasil. Un discurso donde se pide más derechos ciudadanos

Con una movilización nacional inédita en su historia, Brasil está ingresando en un cambio profundo. Distintos sectores sociales, hasta ahora pasivos, están reclamando un cambio de agenda política. Después de una década de mejoras sociales y económicas, los brasileños desafían al gobierno de Dilma Rousseff a incorporar esas demandas.

Brasil calle

Brasil: la política en las calles

por Federico Vázquez

Télam

¿Qué pasa en Brasil? Como todo momento en que algo profundo parece estar cambiando, lo interesante es plantearse preguntas, antes que cerrar respuestas veloces. Más cuando la distancia (no la geográfica, sino la enorme distancia comunicacional y cultural que todavía persiste entre nuestros países) nos llama a la cautela en las definiciones.

Son ya varios los días de manifestaciones multitudinarias en decenas de ciudades de Brasil. Desde la megalópolis de San Pablo, hasta la nordestina y pequeña Aracajú, cientos de miles de personas salieron a las calles. Es una de las pocas veces en la historia de Brasil que existe algo así como una protesta de alcance “nacional”. En la complejidad del país vecino, Brasil construyó un sindicalismo combativo y que pudo con éxito construir una herramienta política y llegar al gobierno pero, al mismo tiempo, nunca realizó una huelga simultánea en todo el país. En definitiva: a diferencia de la historia Argentina, con una tradición muy fuerte de movilizaciones populares y ciudadanas, en Brasil la ocupación del espacio público por parte de manifestantes, al menos con estos grados de masividad, es algo muy excepcional.

“Es una de las pocas veces en la historia de Brasil que existe algo así como una protesta de alcance nacional.”


Sin no podemos ser conclusivos en el diagnóstico, podemos señalar algunos disparadores para pensar qué está ocurriendo en el país vecino:

-La represión. Las movilizaciones se multiplicaron después de que la policía militar reprimiera desbocadamente en las calles de San Pablo. Al otro día, la movilización se multiplicó. La reacción social frente a los abusos policiales parece estar marcando un pedido ciudadano que viene con atraso. Aún después de treinta años de democracia, las fuerzas de seguridad siguen actuando bajo lógicas represivas muy duras, independientemente del color político del gobierno. Existe una “seguridad militarizada” que es incluso usada por los gobiernos del PT a la hora de imponer alguna presencia estatal en las favelas, por ejemplo. Con algo de injusticia, la reacción social de estos días despertó recién cuando la Policía Militar la emprendió contra los jóvenes universitarios de clases medias. Como sea, este déficit democrático -que se ancla en una larga tradición donde la elite brasileña fue siempre refractaria a la participación popular en cualquiera de sus formas- parece ser uno de los nudos que deberá comenzar a desatar el gobierno de Dilma.

-La participación política. A diferencia de otros procesos políticos en la región (como el argentino o el venezolano) la década de gobiernos del PT en Brasil no fue acompañada por una militancia política masiva. Los gobiernos de Lula y Dilma no tuvieron en su agenda una convocatoria a la movilización de su base electoral. Menos aún en los jóvenes. Una de las características de Brasil es que la iniciativa de la participación social y política tiene aún un protagonismo destacado de las ONG. Las organizaciones de la sociedad civil sin pertenencia partidaria siguen cuasi monopolizando la noción de “participación”, de hacer “algo más” que el compromiso cívico del voto cada dos años. Mientras tanto, la militancia partidaria y de los movimientos sociales como el MST o los sindicatos se encuentran encapsulados en círculos más estrechos y no parecen haber tenido en estos años un crecimiento relevante en la escena pública. De hecho, en las movilizaciones de estos días, los partidos que forman parte del gobierno (principalmente el PT y el PCdoB) llamaron a sus militantes a ir a las calles, intentando tejer algún puente con las demandas de los manifestantes que, a priori, tienen más que ver con la izquierda que con los sectores conservadores. Sin embargo, el experimento terminó mal: las modestas columnas partidarias fueron abucheadas, y los manifestantes más exaltados arrebataron y quemaron banderas del Partido de los Trabajadores. En definitiva, estos diez años de gobierno de la izquierda brasileña no tuvieron un correlato en el “control político de la calle”. Mientras la sociedad permaneció desmovilizada esta ausencia no pareció tener mayores consecuencias para el gobierno, pero en un contexto de efervescencia social como el que está atravesando Brasil, esta carencia se vuelve notoria.

Más allá de la movilización callejera, existe una idea extendida de que las prácticas políticas no se modificaron. No casualmente el momento de mayor debilidad del PT -al menos hasta ahora- fueron las denuncias de compra de voluntades de diputados de otras fuerzas por parte del partido de gobierno en el 2005. Un hecho que rozó al propio Lula y rompió el halo de transparencia que había construido el PT desde su fundación en los años 80. Tal vez por eso, algunos figuras del gobierno comenzaron a señalar la necesidad de encarar una reforma política.

-La crisis “electoral” de los sectores medios. Las manifestaciones son masivas, las del día jueves, en todo Brasil, movilizaron a más de un millón de personas. Cualquier movimiento que involucra a esa masa de gente supera una característica de clase social pura y dura. Cuanto menos, su influencia derrama necesariamente sobre todo el conjunto social. Así y todo, hay que señalar lo evidente: no son los sectores más humildes los que están saliendo a las calles, sino los sectores medios y medios altos. Según la encuestadora Datafolha, el 77% de los que participaron en las marchas tienen estudios universitarios. La convocatoria por las redes sociales, el foco puesto en los gastos para el mundial de fútbol, la acusación genérica de “corrupción” a los políticos y funcionarios, son algunas señas que también denotan una pertenencia social y cultural de los manifestantes. Se trata de una bronca difusa, extensa y la vez opaca, que se expresa por meta-consignas, antes que por reclamos concretos. Como dicen muchos de los manifestantes las movilizaciones son “por todo”, para “cambiar al país”.  Una crisis de representación, pero con una característica fundamental: no es una crisis global del sistema político, en tanto no alcanza a las grandes mayorías, sino a un sector social minoritario, aunque numeroso y con una gran influencia en la construcción de la agenda social. Una masa social quedó fuera de la hegemonía electoral que supo construir Lula y luego Dilma. La crisis de este sector es clara: desde hace una década no consigue ganar elecciones presidenciales. Es la versión brasileña del drama de las oposiciones políticas sudamericanas: sus bases electorales, poderosas en su influencia aunque minoritarias electoralemente, se encuentran frustradas. La consolidación de este escenario (que, además, no parece por ahora mostrar signos reales de agotamiento en tanto todos los sondeos marcan una muy probable reelección de Dilma el año que viene) parece estar llevando a los sectores medios algo así como una “política por mano propia”, ante la baja performance de sus representantes partidarios. En este aspecto, Brasil parece continuar una dinámica que ya se presentó en Argentina y Venezuela.

“El Brasil del hambre y la pobreza extrema, que fue la agenda de Lula, necesita un reemplazo.”


-La necesidad de una agenda nueva. Amén de estos intentos de caracterización, hay un hecho significativo: la agenda de las protestas, aun con su tono difuso, muestra los síntomas de una sociedad que, en estos años, mejoró. Pedir “mejor educación”, “mejor salud”, o incluso discutir si los recursos públicos deben ir hacia la organización de una Copa del Mundo muestra que, de mínima, hay algo que repartir. Lo que parece haber permeado (aún entre los sectores opositores) es un discurso, donde se pide más derechos ciudadanos. Pensando en términos regionales, el clima de época que impusieron los gobiernos progresistas construyeron un sentido común de “izquierda” (distribución del ingreso, igualdad, defensa de lo público, participación política, no represión de la protesta, etc). Volviendo a Brasil,  la emergencia de una agenda basada en una expansión de la cobertura social (con el trípode de transporte, salud y educación, que denota una pertenencia urbana, tener un trabajo y expectativas sobre el futuro personal) pone al gobierno de Dilma ante el desafío de incorporar esas demandas, en tanto no constituyen un cuestionamiento al rumbo de su presidencia pero sí la necesidad de una profundización.

El Brasil del hambre y la pobreza extrema, que fue la agenda de Lula, necesita un reemplazo. Por la enorme virtud de haber conseguido arrimar mucho sus objetivos. Y en ese sentido, la pregunta es en qué medida la agenda esbozada por las calles estos días terminará marcando una nueva agenda al gobierno de Dilma.

São Paulo: Coronel da PM dá aula na USP amanhã

USP demonstra quem dá as cartas no campus. Exatamente um ano após a Tropa de Choque invadir a universidade, oferecerá a um coronel da PM o espaço privilegiado de uma sala de aula para que ele possa ensinar aos estudantes os motivos pelos quais eles devem se submeter a uma vida vigiada. Imperdível!
Os magníficos
Os magníficos

Sob o pretexto de discutir o tema “Segurança e Privacidade”, a Comissão de Ética da USP e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) realizarão amanhã, às 15 horas, na sala de eventos do IEA, a primeira mesa-redonda do ciclo Ética e Universidade, que contará com a exposição do coronel Glauco Carvalho, da Polícia Militar.

Credenciais do Coronel

Glauco dirige desde junho o Comando de Policiamento de Área Metropolitana-7, responsável pela “polícia ostensiva e pela preservação da ordem pública” nos municípios de Guarulhos, Arujá, Santa Isabel, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Cajamar e Mairiporã [região que entre junho e setembro registrou mais de 75 homicídios].

Mas as credenciais da figura são mais graúdas. O coronel atuou por cinco anos no comando geral da PM e Casa Militar, responsável pela segurança direta do palácio do governo do estado, nas gestões Claudio Lembo e Geraldo Alckmin.

Cabe lembrar que foi durante o governo de Claudio Lembo, em 2006, que ocorreram os extensos conflitos e assassinatos em série entre o PCC e a polícia, conflitos que agora voltam à tona. Ao final de 2006, o dedicado ajudante de ordens do governador teceu elogios ao chefe pelo apoio dado à corporação: “queremos agradecer em nome da sociedade paulista a forma com que o senhor conduziu o Estado e pelas virtudes demonstradas neste tempo todo”.

Glauco Carvalho foi também assessor do núcleo de estudos políticos da Fecomercio, presidido pelo ex-governador.Além dele, a mesa terá como debatedores o recém-eleito diretor da FFLCH, Sérgio Adorno, que apoia a divisão da faculdade e a presença da PM no campus, e Leandro Carneiro, do Instituto de Relações Internacionais da USP, defensor da política de segurança do governo do estado de São Paulo e adepto da política do punir mais é punir melhor.

Essa é a ética que nos quer ensinar João Grandino Rodas!

É a mesma ética das câmeras escondidas no bandejão, a mesma do código de ética que serviu para dar verniz democrático às expulsões de estudantes não apenas baseadas no regimento ditatorial de 1972, e que agora a burocracia nos quer empurrar garganta abaixo.Precisamos dizer não a essas regras de conduta que nada mais querem do que naturalizar a presença da PM no campus, não apenas reprimindo e vigiando, mas ditando os rumos da universidade.

Não aos coronéis nas salas de aula!

Fora com os milicos da USP!

O túnel das muitas rodas do tráfico

Eles descobriram por acaso o túnel de venda de drogas na USP.

O lugar foi descoberto ontem, sem querer, por policiais que cumpriam sete mandados de prisão contra suspeitos de matarem um policial militar da Rota em setembro.

Uma das extremidades do túnel fica a cerca de 50 metros de um muro que divide a favela da Cidade Universitária. Nesse muro, havia um buraco por onde era possível vender drogas para estudantes e frequentadores da USP.

“A pessoa não precisava nem entrar na favela. Só chegava no muro, dava o dinheiro para o ‘aviãozinho’ e ele voltava com a droga que ela quisesse”, afirmou o coronel César Augusto Morelli, comandante do Policiamento de Choque de São Paulo.

Além de servir para transportar a droga até o usuário, o túnel era utilizado como rota de fuga pelos criminosos.

Buraco de entrada na favela São Remo via muro da USP

A favela da USP
A favela da USP: convivência pacífica

Pelo rabo vive a praxe. O famoso tomar no…

por Paula Cardoso

Hospitalizado após introduzir vinho pelo ânus, um universitário do Tennessee, nos EUA, relançou a discussão sobre os excessos das repúblicas e o perigo da moda do butt chugging.

Inanimado e com indícios de sodomização. Como em tantas outras festas universitárias encerradas por um coro de sirenes – de carros patrulha e de ambulâncias –, também no campus do Tennessee todos os sinais de excessos apontavam para os suspeitos do costume: sexo e drogas.

Mas, para surpresa geral da nação norte-americana, o culpado pela hospitalização do estudante Alexander P. Broughton chama-se butt chugging. Sem rodeios: a prática de introduzir bebidas alcoólicas pelo ânus com a ajuda de um tubo.

Conferência de imprensa para afastar rumores gays

Ponto de partida para animados fóruns de discussão online, o pressuposto também enche páginas da imprensa norte-americana, pontuadas há várias semanas com ecos da polémica de Tennessee. Por exemplo, noticiava o The Washington Post, «os exaustivos interrogatórios policiais indicaram que os membros da república recorreram a tubos de borracha que, uma vez introduzidos nos seus rectos, serviram de via para a passagem de álcool para o organismo».

Resultado: apesar de Alexander Broughton ter sido o único hospitalizado – com 0,4% de álcool no sangue – as autoridades garantem que encontraram mais do que uma mão-cheia de estudantes inconscientes, lado a lado com tubos e garrafões de vinho.

Cenas de morte e acção de cinema

Foi o suficiente para fazer soar um alerta nacional de saúde, centrado nos perigos associados ao butt chugging. «A abundância de veias e vasos capilares na zona rectal faz com que o organismo absorva o álcool mais rapidamente, acelerando a sensação de embriaguez e aumentando o risco de morte».