Homens que desistem das mulheres

“Herbívoros”, uma nova categoria social no Japão do século XXI

homens

(EFE) – A crise, o pessimismo e a falta de comunicação são os motivos que levam cada vez mais rapazes japoneses a mostrarem indiferença com relação ao sexo e se dedicarem ao cuidado pessoal, algo que deu lugar a uma nova categoria social batizada de “herbívoros”.

Segundo uma pesquisa do Ministério de Saúde japonês divulgada este ano, 21,5% dos homens entre 20 e 25 anos expressa indiferença ou aversão ao sexo, embora o número seja maior entre os adolescentes de 16 a 18 anos, grupo em que 36,1% não estão interessados em relações sexuais.

Os considerados “herbívoros” geralmente se interessam por moda, são menos competitivos em seus ambientes de trabalho, são mais apegados a suas mães e têm sempre problemas nos respectivos orçamentos.

Mas, sobretudo, não estão interessados em sair com mulheres, de acordo com Megumi Ushikubo, autora do livro “Soshokukei Danshi Olho-man Ga Nippon wo Kaeru” (“Os refinados homens herbívoros estão mudando o Japão”).

Em um país com uma das taxas de natalidade mais baixas do planeta (1,3 filho por mulher) e que, além disso, envelhece rapidamente, este fenômeno social é preocupante frente a um futuro no qual os jovens não encontram as condições para desenvolver uma família.

De acordo com dados oficiais, em 2009, em meio à crise financeira, 1,78 milhão de japoneses – principalmente jovens – tinham empregos apenas em período parcial, número que parece seguir aumentando.
Estes jovens, que vivem uma situação de instabilidade trabalhista, ganham em torno de 2 milhões de ienes anualmente (17.656 euros), menos que a renda per capita de 31.414 euros que o país registrou em 2010.

Por outro lado, apenas 68,8% dos estudantes universitários que vão se formar em março tinham emprego assegurado no final do ano passado, um número alarmante em um país onde há pouco o cidadão podia assegurar o futuro de sua carreira com tranquilidade.

Diante deste panorama, os jovens “não têm a mesma confiança” que seus antecessores, que graças à sua estabilidade podiam comprar casas ou automóveis com vistas a formar uma família, disse à Agência EFE Renato Rivera, sociólogo especializado em estudos japoneses.

Atualmente, parte dos jovens não pode convidar as mulheres do país a um bom restaurante ou ao cinema, nem adquirir automóveis caros em um país tradicionalmente caracterizado pelo luxo. Sem deixar de ser consumidores, os “herbívoros” preferem comprar artigos de moda e cuidado pessoal.

Ainda fazem parte deste panorama as redes sociais virtuais e a proliferação dos telefones celulares, utilizados por quase todos os adolescentes para trocar mensagens de texto, em detrimento de uma comunicação direta verbal.

Para os especialistas, uma parte dos jovens japoneses parece ter entrado em um círculo vicioso e não socializa com mulheres por falta de recursos e por incapacidade de comunicar-se, portanto tornam-se mais introvertidos e se desinteressam pelo sexo.

“É como estar em uma dieta: de tanto deixar de comer, o apetite se reduz”, avalia Rivera, professor da Universidade de Meiji, em Tóquio.

Para o sociólogo, os “herbívoros” se parecem um pouco com os “otakus” (fanáticos por mangás e animações), que passam a maior parte do tempo conectados a computadores e videogames.

A diferença, segundo Rivera, é que em geral os “otakus” são mais anti-sociais, têm interesse pelo sexo mas não pelas relações permanentes, e contam com maior poder aquisitivo, já que são eternos consumidores das novidades tecnológicas.

O carnaval da clamídia. Uma em cada dez jovens brasileiras tem a doença, que cega, causa enfermidades respiratórias, infertilidade e facilita a Aids

Estudo realizado pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids e divulgado na manhã desta quinta-feira (27) constata que 9,8% das jovens brasileiras têm clamídia. A pesquisa foi feita com jovens que buscaram atendimento nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, foram colhidos os dados de 2.071 mil garotas entre 15 e 24 anos por todo o país. 4% das jovens também tiveram resultado positivo para a presença de gonorreia, outra doença sexualmente transmissível.

A clamídia afeta principalmente os órgãos genitais e, se não tratada, é uma das principais causas de infertilidade entre homens e mulheres. Infectados pela doença também têm de três a seis vezes mais chances de contrair HIV.

Valdir Monteiro Pinto, coordenador do estudo no CRT/DST-Aids, alerta que a infecção pode ser assintomática em até 80% das mulheres e em 50% dos homens. Quando aparecem, os principais sintomas são: dor ou ardor ao urinar, presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual, dor nas relações sexuais, dor no baixo ventre e doença inflamatória pélvica.

Não existe vacina contra a doença. O uso de preservativos durante as relações sexuais é a melhor forma de prevenção. Uma vez detectada a infecção, o tratamento é feito com antibióticos.

Fonte: Mídia News

SUS é coisa de pobre. Nas classes altas, as meninas vão para os médicos particulares, que não notificam os casos.

Pelos costumes vigentes o certo é fazer sexo na mesma faixa etária. Essas garotas têm nojo de fazer sexo com pessoas mais velhas. E nenhuma repulsa em ter ou pegar clamídia com os irresponsáveis parceiros ou parceiras da mesma idade. Que a promiscuidade sexual, apenas entre os jovens, vem sendo exaltada nas novelas da Globo e nos sites de relacionamentos da internet.

In Wikipédia: A clamídia é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Afeta os órgãos genitais masculinos ou femininos. Assim como os Vírus e as rickettsias, a clamídia é um parasita intracelular obrigatório. Pode produzir esporos, o que torna sua disseminação mais fácil. Na verdade, existem apenas tres tipos de Chlamydia. São elas: Chlamydia trachomatis, Chlamydia pscittaci e Chlamydia pneumoniae. E todas elas causam doenças aos seres humanos. A espécie Trachomatis causa cegueira e DSTs. A espécie Pneumoniae causa doenças respiratórias semelhante a pneumonia causada por Micoplasmas. A espécie Psitaci causa ornitose (doença respiratória nos pulmões)e é transmitida pelas aves.

Em torno de 3/4 das mulheres e metade dos homens infectados não apresentam sintomas. Caso os sintomas apareçam, eles geralmente se manifestam entre 1-3 semanas depois da contaminação através do sexo.

Nas mulheres a bactéria inicialmente infecta o cérvix e a uretra. Mulheres que apresentam sintomas podem ter secreções vaginais anormais e sensação de queimação ao urinar. Quando a infecção se espalha do cérvix aos tubos de falópio algumas mulheres ainda podem não apresentar nenhum sintoma, outras têm dores no abdômen inferior e na parte de baixo das costas, náusea, febre, dor durante o sexo e sangramento entre os ciclos menstruais. Infecção de clamídia no cérvix pode se espalhar para o reto.

Homens com sintomas podem ter secreções no pênis ou sensação de queimação ao urinar. Homens também podem ter queimação e coceira ao redor da abertura do pênis. Dor e inchaço nos testículos são incomuns.

Homens ou mulheres que tiveram intercurso anal receptivo podem adquirir infecção de clamídia no reto, o que pode causar dor na região, secreções ou sangramento. Clamídia também pode acontecer na garganta de homens e mulheres que tiveram sexo oral com parceiros infectados.

Clamídia pode ser facilmente tratada e curada com antibióticos. Todos os parceiros sexuais devem ser avaliados, testados e tratados. Pessoas com clamídia devem abster-se de intercurso sexual até que elas e seus parceiros sexuais estejam completamente curados, do contrário a infecção pode ocorrer novamente. Ter múltiplas infecções de clamídia pode colocar a mulher sob alto risco de complicações reprodutivas, incluindo infertilidade nas mulheres.

Cervicite por clamídia em uma paciente do sexo feminino caracterizada por corrimento cervical mucopurulenta, eritema e inflamação.
Cervicite por clamídia em uma paciente do sexo feminino caracterizada por corrimento cervical mucopurulenta, eritema e inflamação.
Conjuntivite causada pela clamídia
Conjuntivite causada pela clamídia
Em doentes do sexo masculino podem aparecer uma secreção branca, turva ou aquosa na ponta do pênis.
Em doentes do sexo masculino podem aparecer uma secreção branca, turva ou aquosa na ponta do pênis.

UNA PROFESORA SUSPENDIDA POR UN LIBRO QUE CONTIENE UNA HISTORIA DE AMOR ENTRE MUJERES

professor pag 12

Por Mariana Carbajal

En una decisión polémica, una profesora de Lengua y literatura de un colegio secundario de San Luis fue sancionada con una suspensión de 90 días, sin goce de sueldo, por promover en una clase de cuarto año la lectura de un libro, Hay una chica en mi sopa (Planeta, 2011), que narra la historia de una adolescente que se siente atraída por su profesora de alemán. El Ministerio de Educación de la provincia le aplicó la sanción luego de que un grupo de padres y madres cuestionaron el texto como “pornográfico” y un “atropello” a la educación de sus hijos. Varios alumnos y alumnas dijeron que les daba vergüenza leerlo en voz alta. Inmediatamente, los directivos de la escuela ordenaron el secuestro de los libros y los guardaron en un depósito del edificio escolar hasta que los padres los retiraran del establecimiento. La docente no tuvo oportunidad de defender la elección del texto. En diálogo con este diario, explicó que buscó cumplir con el abordaje transversal que plantea la Ley de Educación Sexual Integral. El episodio generó el lunes pasado una marcha de organizaciones sociales y sindicales en apoyo a la profesora. Tanto el gremio docente ASDE como la Secretaría de Género e Igualdad de Oportunidades de la CTA en San Luis salieron a respaldarla, repudiaron la actitud de las autoridades educativas –frente al planteo de los padres y madres– y advirtieron que se perdió una oportunidad de convertir “un desacuerdo en un acto educativo”. ¿Tuvo la sanción un carácter aleccionador frente a una docente que se ocupó de la educación sexual integral en una provincia donde de “ese tema” casi no se habla? ¿Pueden los padres y madres definir los contenidos que se traten en las aulas? ¿Cómo se pueden trabajar los lineamientos curriculares para la educación sexual en las distintas materias? A partir del caso de San Luis, expertas consultadas por Página/12 se explayan sobre el tema.

Modos

La profesora sancionada se llama Romina García Hermelo. Tiene 30 años y hace tres que es docente en el Colegio Nicolás Antonio de San Luis, más conocido como Bellas Artes, de la capital provincial. Es una escuela pública. Y por tanto laica. Sin embargo, en la sala de profesores hay colgado un afiche con el rostro del flamante Papa argentino, Francisco. García Hermelo tenía a su cargo la materia Lengua y literatura en el curso de 4 año “C”.

Romina García Hermelo, profesora de Lengua y literatura, fue suspendida tres meses en su cargo en una escuela pública de San Luis, Argentina
Romina García Hermelo, profesora de Lengua y literatura, fue suspendida tres meses en su cargo en una escuela pública de San Luis, Argentina

Hay una chica en mi sopa es de la joven escritora peruana Silvia Núñez del Arco Vidal, esposa del polémico periodista Jaime Bayly. Es su segundo libro. “En líneas generales el libro narra la vida de una adolescente que se enamora –al punto de obsesionarse– de su profesora y relata ciertas incertidumbres en su vida en general y en su sexualidad en particular”, describió la docente.

–¿Por qué eligió ese libro para ese curso? –le preguntó Página/12.

–En cuarto año los chicos y chicas tienen 15 y 16 años. Sinceramente creo que el libro es apropiado para esa edad. El año pasado lo usé y me fue muy bien, surgieron dinámicas interesantes. Y en caso de que no lo fuera para algunos padres, madres o incluso el equipo directivo, los modos fueron realmente injustos para mí. Creo que la situación podría haber sido tranquilamente solucionable en el interior de la institución. No es una lectura pornográfica, menos hace apología del uso de estupefacientes, como alegaron algunos padres. En la sanción que me aplicó el Ministerio de Educación no hay un informe técnico que afirme eso. El tema de la sexualidad circula en relatos de grandes autores de todos los tiempos, pensemos en eso. La historia de la chica protagonista es narrada de un modo fresco, es una lectura fácil y atrapa al adolescente. Te resalto que todos los años tengo alumnas que ya son mamás. Estas lecturas muchas veces disparan temáticas que los chicos aprenden del peor modo, por los medios, por Internet. Pienso en la Ley de Educación Sexual Integral, que propone un abordaje transversal a la hora de pensar la educación sexual, y desde la literatura la propuesta claramente es acercar lecturas a los chicos y chicas, en un marco de contención y apoyo, en este caso del docente, para que puedan reflexionar en torno de su sexualidad.

Sinvergüenza

El episodio que desembocó en la sanción comenzó a escribirse el 8 de mayo, cuando un grupo de alumnos de 4 “C” les plantearon a directivos del colegio que se “sentían mal” con el libro porque “la profe nos obliga a leer en voz alta y nos da vergüenza” y “nos pone un uno si no lo traemos y leemos”. También alegaron que les había dicho “que es natural que una chica se enamore de otra”, y que “no la cataloguen como lesbiana”. Ese mismo día, según surgen de las actas del colegio –a las que tuvo acceso este diario y confirmó la asesora pedagógica de la institución, Patricia

Echaniz – se ordenó a los alumnos dejar en depósito en dirección el libro para que lo retirasen sus tutores. Al día siguiente, 9 de mayo, los directivos convocaron a una reunión a padres y madres de los estudiantes de 4 “C” para hablar del tema. Una madre llegó a decir que con esa lectura el trabajo que ella había hecho en toda su vida, “en poco menos de dos horas, la profesora lo destruyó”, es “una sinvergüenza y se lo reconoce en su presencia, es una atrevida”. Los padres pidieron que se la sacara del curso. Alegaron que el libro es “pornografía”. “No está bien llevar esa lectura a chicos adolescentes, inculcarles política, sexo”, dijo otra madre. También se cuestiona que la docente “no crea en nada”, que haya pedido “investigar sobre el movimiento zapatista” y que respete la diversidad sexual. García Hermelo cuestiona que no haya sido invitada a participar ni en la primera reunión con los alumnos ni en la segunda con los padres, y que tampoco el colegio haya generado otra instancia de diálogo para poder hablar sobre los cuestionamientos hacia el libro y su persona. Niega que amenazara a los alumnos con ponerles un 1 si no lo leían.

García Hermelo hizo una presentación ante el Inadi porque entendió que fue discriminada por su forma de pensar y hasta de vestir. “No sólo los puso incómodos el libro, sino también cómo pensaba”, apuntó.

Sin defensa

La profesora fue informada de ambas reuniones luego de que tuvieran lugar, y le dijeron que podía hacer su descargo. Lo entregó el martes 14. “En ese momento en el colegio, mientras entrego la nota de descargo llaman del Ministerio de Educación para pedir mi DNI y dirección, o sea, la sanción la tenían antes de escuchar y leer la nota de descargo. Lo corroboro, ya que al otro día recibo la sanción de suspensión por 90 días, sin goce de haberes y me instruyen un sumario”, señaló. En la notificación de suspensión –a la que accedió Página/12– el Ministerio de Educación señala que el texto es “pornográfico” y “obsceno” y que “hace apología del uso de estupefacientes”. “No realizaron ningún informe técnico del libro, es decir, no mencionan argumentos sólidos o alguna evaluación seria sobre el libro. Es decir, el ministerio me sanciona en base a un acta de padres y el equipo directivo, sin mi presencia, o sea que no pude justificar la elección de la lectura”, objetó García Hermelo. “Antes de que entregara la nota de descargo, los padres salen en algunos medios y piden audiencia con el ministro de Educación, Marcelo Sosa. El ministro los atiende y decide proceder de ese modo. Me gustaría destacar que los padres no proponen una reunión conmigo, o sea, ningún padre se me acerca, como tampoco el equipo directivo para poder dialogar sobre esta lectura en el interior de la institución. Por otro lado, el ministerio avasalla mi derecho como ciudadana a la legítima defensa, para que pueda fundamentar pedagógicamente el libro. Me sacan del colegio como si fuera una degenerada, una violadora de adolescentes. Eso es lo grave”, consideró la profesora.

El lunes pasado se realizó una marcha frente al Ministerio de Educación para apoyar a la docente, en la que participaron “padres autoconvocados”, organizaciones gremiales y sociales. El martes, el ministro Sosa aceptó recibir a García Hermelo y le comunicó que el gobierno daba marcha atrás en el quite de sueldo impuesto en un primer momento. En la resolución N 73, fechada el 15 de mayo, en la que consta la sanción, quedó asentado que la jefa del Programa de Educación Obligatoria sugirió la suspensión por 90 días y la sustanciación del sumario administrativo “a los fines de preservar el orden institucional y llevar tranquilidad a la comunidad educativa”. El gremio docente Asde, de San Luis, se solidarizó con la docente y señaló que se avergüenza de las autoridades que, “en lugar de convertir un desacuerdo en un acto educativo, han enseñado a alumnos y padres el prejuicio, la intolerancia, el culto al pensamiento único y el irrespeto, además de la inequidad al condenar ferozmente a un docente altamente calificado, en su ausencia, sin darle el derecho de defensa que corresponde”.

No conjugar amor

por Manuela Amaral

 

BeijoFINAL

Descobrimos coisas
que ninguém mais sabe
Coisas diversas do saber comum.
A transfusão que existe no beijar
quando a ternura é líquida
E a transparência
opaca
do suor
quando o amor é feito
E o jeito nos fica
de namorar o corpo
E o exagero em tudo que se diz
nas juras repetidas.
Descobrimos coisas
que ninguém mais sabe
e que aprendemos juntas.

 

Homofobia nas escolas: o menino de dez anos com sapato lilás

Em escola de Araçatuba, no interior de São Paulo, um menino de 10 anos, foi agredido e chamado de viado porque usava sapato de cor lilás da mãe.

BRA^SP_FDR estudante de 10 por ir à escola com chinelo lilás

A homofobia e o racismo caminham junt@s. E ainda existe quem escreva livro para afirmar que não existe racismo no Brasil, para reforçar o mito do país cordial.

É preciso cuidar do bulismo com seus espancamentos, estupros e furtos, que o líder de uma gangue pode ser um psicopata.

Publica hoje o jornal Público: Mais de 40% da juventude lésbica, gay ou homossexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico. A conclusão está contida no relatório sobre homofobia e transfobia nas escolas portuguesas apresentado nesta terça-feira pela Rede Ex-Aequo, uma associação dedicada ao combate de todas as formas de discriminação com base na orientação sexual.

O relatório, remetido ao Ministério da Educação e Ciência, apresenta os resultados de 37 denúncias de casos de homofobia e transfobia ocorridos entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012. Nele ecoam queixas de alunos que dizem ouvir dos professores brincadeiras como “Não sabia que os maricas fazem desporto com facilidade e agilidade” ou “Tênis rosa ou cores fortes são abichanados”. Há adolescentes que clamam ter entrado em depressão por terem visto o seu nome numa casa de banho seguido de epíteto “Lésbicas do c…”.

Mas também há a queixa de uma professora que diz ter visto um colega querer baixar a nota de um aluno depois de ter percebido que ele era gay. E, pela primeira vez, chegaram à Rede Ex-Aequo queixas sobre práticas discriminatórias em escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

Para além dos 42% que se dizem vítimas directas de bullying homofóbico, 67% dos jovens declararam tê-lo presenciado e 85% afirmaram já ter ouvido comentários homofóbicos na escola que frequentam. Na óptica da Rede Ex-Aequo, o “ambiente de intolerância” que se vive nas escolas portuguesas degenera em “situações de baixa auto-estima, isolamento, depressões e ideação e tentativas de suicídio”, contribuindo ainda para o insucesso e para o abandono escolar de muitos jovens.

“Denotou-se um aumento exponencial de denúncias de homofobia nas praxes, sendo três instituições do ensino superior visadas”, denuncia ainda a associação, para a qual “este é um problema que necessita de ser resolvido e com urgência”.

Considerando que os resultados do relatório não podem ser ignorados, a Rede Ex-Aequo recomenda às escolas que façam incluir o bullying homofóbico na lista de comportamentos proibidos pelos respectivos regulamentos internos. Além de defender a formação de professores e funcionários, a associação reclama ainda a integração do tema da orientação sexual no currículo escolar.

La militancia lgbtt. Orgullo monstruo

La española Beatriz Preciado acuñó el concepto de “multitudes queer”, un modo político de enfrentarse desde lo raro y lo variado a lo que se supone que es normal. Qué relación tiene esta multitud de muchxs y distintxs con la historia de la militancia lgbtti y qué aporta a la humanidad.

orgulho LGTB gay indignados

Por Vero Marzano y Sonia Gonorazky

Durante mucho tiempo los grupos lgtbi se construyeron a partir del autorreconocimiento de sus integrantes como sujetos alienados, minorías expuestas a la arbitrariedad de “no tener derechos” reconocidos socialmente. Como pidiendo permiso, reclamaron y reclaman integrarse (y ser integradxs) a la mundanidad bien vista de la normalidad.

En los años ’80, y en consonancia con muchos otros movimientos sociales, empezó a cobrar fuerza otra modalidad de situarse en el mundo, la forma queer, que irrumpe en la arena política con posiciones fuertes, invirtiendo el sentido del estigma y celebrando las variaciones más que la variedad. Quizá pueda verse a las multitudes queer ponerse en evidencia dentro de las marchas del orgullo y de las contramarchas, de los cientos de grupos de dos, de cinco activistas que se arman, se desarman, se rearman, de las intervenciones en el espacio público, de los pasquines que circulan callejera y cibernéticamente o en esos “raros” discursos que intervienen esporádicamente la hegemonía mediática.

Múltiples en sus expresiones y discursos, lxs sujetxs de las multitudes queer no buscan uniformidad de criterios, ni unidad en la diferencia: son muchxs y distintxs; no sostienen demandas efectistas y lineales, fácilmente traducibles en slogans y titulares, sino más bien cuestionamientos, indagaciones, preguntas incómodas, pero ¡atenti!, comparten ciertas bases sólidas, por ejemplo, las luchas contra las imposiciones de la normalidad entendida como congruencia sexo/género/estereotipo y contra los atropellos de la heterosexualidad y el racismo como regímenes de opresión.

Preciado nos advierte sobre dos posibles lecturas erróneas pero frecuentes de “lo queer”. Por un lado, la que propende a la segregación del espacio político convirtiendo a las MQ en una reserva de transgresión y “la potencia política de los anormales en una óptica de progreso”. Y por otro lado, la que entiende que las estrategias de las MQ se oponen a las estrategias identitarias (o proponen una nueva, la queer), tomando la multitud como una acumulación de individuos soberanos e iguales ante la ley, sexualmente irreductibles, propietarios de sus cuerpos y que reivindicarían su derecho inalienable al placer. Esta interpretación silencia los privilegios de la mayoría y de la normalidad (hetero)sexual, que no se reconoce como identidad dominante.

“Cuerpos transgéneros, hombres sin pene, bolleras lobo, ciborgs, femmes butchs, maricas lesbianas…” Para Preciado el sujeto de la política queer es la multitud sexual. Propone abandonar conceptos marcados por la debilidad como “diferencia sexual”, “minorías” y todos los esencialismos de las políticas feministas y homosexuales. Lo que está en juego, indica, es cómo resistir o reconvertir las formas de subjetivación sexopolíticas de una modernidad que, a pesar de su persistencia, quedó atrás hace varios lustros.

Ni hombres ni mujeres, ni hétero ni homosexuales, las MQ se reivindican y actúan dentro de la “anormalidad” que les atribuye la sociedad. Lejos de la patologización y el miedo, engordan (o aumentan) ese alejamiento de las normas y las convenciones y lo convierten en “monstruosidad”. Una monstruosidad gozosa y provocativa, llena de potencia, que cuestiona los binarismos clásicos y tranquilizadores de la sexología y otros discursos modernos.

¿Qué piensan las MQ concretamente? Reconocen que en la visibilidad existe resistencia, protección y posibilidad. También que permanecer demasiado tiempo al amparo de una categoría produce efectos anquilosantes. Proponen moverse para resistir los efectos de la política de nombrar, etiquetar, encasillar y diferenciar para entonces jerarquizar, discriminando. Eso es la biopolítica, artimaña que invisibiliza, bajo consignas “igualitarias”, puntos de vista de un sujeto que —irónicamente o no— es siempre blanco, hétero, varón, propietario.

Las tecnologías 3D

Las MQ proponen principalmente tres banderas para su programa. Se trata de acciones o enfoques francamente deconstructivos, que parten de lecturas intencionadas de Foucault, Wittig, Derrida, De Lauretis, Hardt y Negri, y otrxs, y que decidimos llamar, polisémicamente, “el enfoque 3D”. Estas son:

l Des-identificarse de las categorías hegemónicas. Lesbianas que no son mujeres, putos que no son hombres, trans que no son hombres ni mujeres, etc. permiten cuestionar a los sujetos políticos clásicos y, al mismo tiempo, producir prácticas hiperidentitarias que los parodian y debilitan.

l Des-ontologizar el sujeto de la política sexual, repensando cuáles son esos sujetos sin considerar nada como evidente. Ejemplo de este proceso es el cuestionamiento, por parte de las lesbianas negras, chicanas y marimachas, al sujeto dominante de la teoría feminista standard (mujer, femenino, blanco y heterosexual).

l Des-territorializar la heterosexualidad. La emergencia de los cuerpos que encarnan las MQ en los espacios individuales tanto como en los urbanos supone una resistencia activa a los procesos de “llegar a ser normal” y detona inevitablemente la metamorfosis de la heterosexualidad. Sí: leíste bien. Cambios dentro del propio régimen político que constituye la matriz hétero, produciendo infinidad de opciones legítimas.

Y por casa, ¿cómo andamos?

En Argentina, legislaciones como el matrimonio igualitario y la Ley de Identidad de Género pueden atemorizar o generar desconfianza frente al riesgo de que conduzcan —intencionadamente o no— a las trampas de un sistema republicano universalizador que, lejos de cuestionarse a sí mismo, se reafirma asimilando bolsones de sujetxs hasta hoy en los márgenes, pero ahora necesarixs para expandir sus fronteras y mantener su hegemonía. Así, desde una lectura ingenua y lineal podríamos decir que las recientes leyes, en lugar de des-identificar, identifican; en lugar de des-ontologizar, ontologizan y en lugar des-territorializar, territorializan.

Pero si consideramos las advertencias de no caer en poses transgresoras que sólo pueden sostenerse en las políticas de mercado o invisibilizando los privilegios heterosexuales, decididamente apostamos a la potencia que conllevan los cuerpos de las MQ como “horadadores” de todas las seguridades sexopolíticas por el solo hecho de hacer uso de las instituciones hegemónicas. Aun cuando la única ilusión que persigan legítimamente los sujetos individualmente sea la ilusión de la “normalidad”.

De ese modo los usos de la ley de identidad de género recientemente sancionada nos permite reapropiarnos de las tecnologías del género estatales y reconvertir las formas heterosexuales de varón y mujer y sus relaciones de poder, encarnándolas monstruosamente: en Argentina hoy bien se puede ser varón sin pene, mujer sin concha, y todas las variantes que la imaginación nos permita, aun cuando quienes mayoritariamente hagan uso de la ley sólo busquen ser “lo más normales que sea posible”. Y esto definitivamente cambia el panorama de la política sexual. Porque lo que importa es la invención de nuevos imaginarios, el corrimiento de los límites, el traspaso de ciertas fronteras para todxs y para cada unx. Porque lo que buscamos es desterritorializar la heterosexualidad que como régimen domina el escenario político y social en el que nos movemos. Y porque finalmente “la sexopolítica no es sólo un lugar de poder, sino sobre todo un espacio de creación”.

En síntesis, las políticas de las MQ se oponen a las instituciones tradicionales soberanas y universalmente representativas. Justamente porque sus estrategias inauguran procesos de metamorfosis del espacio urbano, del conjunto social y de los sujetos políticos corrientes, inyectando en su seno monstruosidades queer que se meten por los orificios de la heterosexualidad y dan como resultado otros sujetos, que quizás aún no tengan un lenguaje propio. Construir ese lenguaje es tal vez un desafío similar al de Wittig en El cuerpo lesbiano y podría ser, por qué no, una de las próximas luchas.

RAZONES PARA NO INTERVENIR QUIRURGICAMENTE LOS CUERPOS DE NIÑOS Y NIÑAS INTERSEX

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Será lo que quiera ser

Las personas intersex suelen ser presentadas como pacientes, siempre sometidas a la necesidad de rectificación. La historia de un bebé que llegaba a Buenos Aires para una “corrección quirúrgica” fue recogida por los medios en esa clave. Sin embargo, el trabajo del activismo, la voz de la militancia intersexual y los nuevos aires que corren en la Argentina contribuyeron a dar vuelta un destino de mutilación. El Garrahan confirmó a Soy que no habrá cirugía. Si este caso no sienta un precedente para el poder médico, sin dudas es una oportunidad para reflexionar sobre los derechos de los cuerpos de todxs.

Por Sebastián Hacher

En Oberá, Misiones, nació una criatura intersex, con genitales masculinos y femeninos. La noticia llegó a los medios nacionales e instaló el tema en la opinión pública, como antes lo hizo el cine con la película XXY, y como sucede cada tanto, cuando una historia personal se vuelve “caso” y entonces trasciende las cuatro paredes del consultorio médico donde suele transcurrir. La ambigüedad genital no es algo tan fuera de lo común como se cree: en el mundo, uno de cada 4500 bebés nace con esas características, aunque algunas estadísticas indican que podrían ser cuatro veces más. Siempre aparecen las cifras cuando se habla de personas intersex. En general, como en los años ’50 que se instaló de una vez y para siempre el famoso 10 por ciento para fijar un tope a la existencia homosexual, el número va dirigido a dar cuenta de la rareza, esgrimir que son pocos los casos, una aguja en un pajar. En la Argentina, el hospital Garrahan recibe un promedio de quince pacientes intersex al año. Muchos de esos pacientes son intervenidos quirúrgicamente. En algunos casos, según dicen los médicos, ante la presencia de potenciales tumores porque la salud está en peligro. En otros, sencillamente porque la indefinición genital no es soportada por el entorno social. Se trata, dice el sentido común, de “normalizar” el cuerpo que no encaja en el binomio masculino-femenino. Mientras tanto, organismos internacionales y nacionales, como el Inadi, vienen declarando que “se debe asegurar la integridad corporal y la salud de los niños y niñas intersexuales. Es necesario proporcionar apoyo psicosocial y no patologizante a sus familias en lugar de cirugías o intervenciones médicas –a menos que se trate de intervenciones para salvar su vida–, cuyas consecuencias sean irreversibles”. ¿Por qué hay tanta distancia entre estas declaraciones, que están fundamentadas en cuestiones que también pertenecen al sentido común (por ejemplo, ¿a quién se le ocurre corregir la sexualidad de alguien quitándole para siempre la posibilidad de placer?) y la liviandad con que se asume que hay que corregir un cuerpo?

¿Una vida o un caso clínico?

El caso de la criatura de Oberá trascendió por sus propios motivos: los padres –él de 22 años, ella de 16– viven en un rancho de madera y son tareferos: cosechan la hoja de yerba mate en las peores condiciones posibles. La emergencia de la situación económica y la angustia de la familia –¿será más nena que varón?, ¿será más varón que nena?– atrajeron la atención de la prensa. Inmediatamente se planteó la urgencia del bisturí: cortar la carne inclasificable, como si de esa forma se pudiera calmar la angustia. De la mano de ese no saber cómo actuar, la presencia de X en el hospital de Oberá –la llamaremos así para preservar su identidad, y luego volveremos sobre el punto– se transformó en todo un suceso. Luego del parto, los médicos consiguieron una ambulancia para que la madre y la criatura viajaran a Posadas a hacerse los análisis necesarios. Antes, durante el embarazo, habían intentado seis veces averiguar el sexo del bebé. No hubo caso. En los medios de comunicación misioneros se decretó que era más “nena que varón”, y que eso inclinaría la balanza hacia una operación para “corregir” la anomalía y convertirla en una nena hecha y derecha. Los medios no ahorraron detalles: las notas consignaron el nombre completo de la madre –que es menor de edad– y, por si no alcanzara, la ilustraron con una foto de ella con el bebé en brazos y dieron datos del barrio en el que viven. Nadie tomó en cuenta la situación a la que queda expuesta la familia de X, que –pase lo que pase desde el punto de vista médico– tendrá que volver a vivir al mismo barrio de tareferos, en el mismo rancho de madera, con los mismos vecinos y la misma vulnerabilidad de siempre. Lo extraño del caso es que, con excepción del Inadi, casi ninguno de los actores sociales que suelen indignarse con tal o cual cobertura mediática puso en tela de juicio la difusión de identidad de X y sus padres. Como si el ser pobres y tener un intersexual en la familia los eximiera del derecho a la intimidad.

Cortar por lo sano

“Es una indicación del cirujano: operar en el mejor momento del paciente”, dijo a Soy, bajo reserva de identidad, uno de los médicos que atendió a X en su ciudad natal. “No es una urgencia la corrección quirúrgica en el primer año. Es mejor esperar hasta el segundo año, cuando los tejidos están más firmes. Lo que se decide es cuál es el mejor sexo para la paciente.”

Pero, ¿cómo saber, a futuro, cuál será ese “mejor sexo” para un paciente que no tiene conciencia de sí mismo? ¿Se puede hablar de corrección cuando se avasalla el futuro incierto de alguien? Mauro Cabral, uno de los activistas intersex más reconocidos en el país e internacionalmente, explica que sólo la medicina se arroga el poder de decidir qué hacer. “La medicina –dice– cree que sabe cómo leer el futuro de las personas en la configuración de sus genitales. A ese supuesto saber no se le puede oponer otro; sólo se lo puede enfrentar con la repetición incesante del no saber. Porque no se sabe, precisamente, es que es mejor no cortar y coser. Nadie sabe cuál será el cuerpo que hará más feliz a tal o cual persona, ¿por qué mutilar la carne como apuesta a una felicidad que siempre, y para todxs, es incierta?”

En los medios de comunicación, la respuesta no aceptó ninguna vacilación, fue directo al punto: la historia de X se convirtió en la historia edificante de una mamá que tenía que llegar con su hija a Buenos Aires para ser operada y, así, ser “normal”.

Una de las primeras organizaciones en pronunciarse fue la CHA (Comunidad Homosexual Argentina). En un comunicado, la organización explicó que rechazaba “cualquier tipo de tratamiento invasivo e irreversible, como la cirugía forzada de normalización de genitales, cuando ésta sea dispuesta sin el consentimiento libre e informado de la persona”. Es necesario, decía la declaración, “entender que la identidad de género no se constituye con un bisturí. Esta necesidad, de parte del cuerpo médico de “normalizar” con urgencia, responde más a cuestiones relacionadas con la transfobia que a la salud en general”.

Quizá por el alerta que dieron los activistas, quizá porque el país posley de género ya no es el mismo, el afán quirúrgico (en las notas se decía que la señora llegaba a Buenos Aires y en dos o tres días la criatura estaba operada) no prosperó. El viaje a Buenos Aires se hizo con apoyo del Ministerio de Salud de la Nación, no para operar de forma urgente, sino para tener un diagnóstico certero. “Nuestro rol –explicaron al Soy desde esa cartera– fue el de ayudar a la gente de la provincia a traer a la mamá y al bebé al Garrahan para hacerse los estudios. Lo que se consideró es que lo más importante era contener a la familia. Desde el punto de vista médico el ministerio no se quiso meter en decisiones que son de las familias. Es un tema muy complejo.”

En el Garrahan, X y su madre fueron atendidas por un equipo de endocrinología que sugirió no intervenir de forma quirúrgica. Si bien el hospital tiene la –sana– costumbre de no dar información sobre sus pacientes, Soy pudo saber que los médicos desmintieron la versión que indicaba que se trataba de una criatura “más nena que varón”. “A diferencia de lo que se dijo en Misiones –explicó una fuente del hospital–, lo que hay es un pene con una apertura mayor que lo normal. Había penes y testículos palpables. La información de que era una nena era un error.” Más allá del dato y de que se siga diciendo que era una nena o un nene por lo que se ve, lo que queda en evidencia es que además de la intromisión en la intimidad y en el futuro de una persona que implica la intervención, muchas veces los datos clínicos también son inciertos, contradictorios o con margen de error. En el Garrahan, finalmente, se pronunciaron: “La posición de la mayoría es por la no intervención, sino más ir por el lado de la contención de la familia, que está en una situación mucho más compleja”.

La psicóloga Valeria Paván es coordinadora del Area de Salud de la CHA y desde hace siete años trabaja en un programa de atención integral para personas trans en el Hospital Durán. “En nuestra opinión –explica–, lo mejor es esperar y darnos un tiempo para ver cómo esa persona se expresa. Unas personas empiezan a expresar su identidad antes de conocer la diferencia anatómica entre los sexos. Entonces, tampoco es que la expresión no tarda demasiado. Yo ahora estoy acompañando a una niña trans de cinco años, que empezó a manifestarse así desde los dos años, y que sabe que su cuerpo no corresponde anatómicamente a su identidad.”

¿De dónde viene la ansiedad por operar? “Viene –explica Paván– de la imposibilidad cultural de soportar una cosa así. La ansiedad tiene que ver con que culturalmente no nos bancamos salirnos del binario, y lo primero que se nos ocurre como salida a una situación tan complicada es mutilar.”

Verdad y consecuencias

En su único contacto con la prensa, la jefa del Servicio de Endocrinología del Garrahan, Alicia Belgorosky, explicó que en el 20 por ciento de los niños intersexuales, la causa es “una alteración genética” y que se puede identificar el gen alterado. En el otro 80 por ciento, dijo, “la ciencia aún no ha podido establecer los orígenes”.

Pero si la ciencia no sabe por qué nacen personas intersex, ya hay elementos, por lo menos a nivel estatal, para saber qué hacer o qué no hacer. Ante las noticias de que la intervención quirúrgica era inminente, el Inadi explicó que “las personas intersexuales tienen derecho a la integridad y la autodeterminación de su propio cuerpo”. Y que “el consentimiento previo, libre y completamente informado del individuo intersexual es un requisito que se debe garantizar en todos los protocolos y prácticas médicas”.

Desde el punto de vista legal, ese “consentimiento previo”, es imposible de conseguir cuando se trata de un bebé nacido. El bebé es una persona incapaz, representada por sus padres. Todas las fuentes consultadas por Soy para esta nota coinciden en ello: quienes deben recibir contención y apoyo son los padres: ellos necesitan un espacio que los tranquilice, que los ayude a entender que la persona que trajeron al mundo no es lo que ellos esperaban. Y que tiene derechos y un futuro que corre peligro de ser mutilado junto con su cuerpo. ¿Qué va a pasar cuando crezca y pregunte qué le hicieron? ¿Por qué no esperar a que el niño o la niña pueda decidir por sí mismo?

La voz de los cuerpos

Las organizaciones intersex en los últimos tres años pidieron, en dos foros internacionales, “poner punto final a las prácticas mutilantes y normalizadoras”.

La mutilación genital de niños y niñas intersex puede, incluso, ser considerada una forma de tortura. El que lo señaló así es el relator especial sobre tortura de las Naciones Unidas. En una declaración de principios de febrero dijo que “los niños que nacen con características sexuales atípicas suelen ser objeto de asignación sexual irreversible, la esterilización involuntaria, cirugía genital de normalización llevada a cabo sin su consentimiento o el de sus padres, en un intento por fijar su sexo”, lo que les produce “infertilidad permanente, irreversible y puede causar un sufrimiento mental grave”.

La activista Cheryl Chase, directora ejecutiva y fundadora de la Sociedad Intersexual de Norteamérica, en uno de sus trabajos –un escrito presentado ante la Corte Constitucional de Colombia– explica parte de los horrores que implica la “corrección genital”.

“La reducción quirúrgica de un clítoris alargado –explica– puede en ocasiones afectar la sensación y, por tanto, reducir el potencial orgásmico y el placer genital y, al igual que la ablación de los testículos, es irreversible.” El tejido retirado del clítoris, dice, “nunca puede ser restaurado; las cicatrices producidas por la cirugía no pueden repararse”.

Un pene pequeño es capaz de proporcionar excitación sexual, placer genital y orgasmo. Uno mutilado, no. “Existe evidencia considerable –dice Chase– de que la cirugía genital puede causar daño, incluyendo daños físicos como cicatrices, dolor crónico, irritación crónica, reducción de la sensación sexual y daño psicológico. Por lo demás, aparte del daño específico de la cirugía genital, la cirugía nunca carece de riesgos.”

Incluso desde el punto de vista estrictamente médico, sostiene Chase, lo mejor es esperar. “Cuando la niña haya crecido”, dice refiriéndose al caso concreto que analiza, “sus genitales serán más grandes y será por tanto más fácil para un cirujano trabajar en ellos. Una razón de los pobres resultados quirúrgicos puede ser que el tejido de la cicatriz sea afectado negativamente por los cambios en el tamaño y forma que acompañan al crecimiento normal y al desarrollo de la pubertad; la cirugía realizada después de la pubertad evitaría tal riesgo”.

Esa espera, ese darle la oportunidad de resolver por sí misma a la persona, choca contra la ansiedad social: contra ese miedo atávico que producen los cuerpos distintos y que, en el caso de los niños intersex, pretende dirimirse en la mesa de operaciones.

“La intersexualidad aterroriza –dice Mauro Cabral–, porque abisma preguntas que enloquecen: ¿qué es un hombre? ¿Qué es una mujer? ¿Qué es un ser humano? ¿Qué es un cuerpo? ¿Qué es un derecho, qué es la ley? ¿Qué es el deseo? ¿Y qué hay de la carne en todo eso? Cortar por lo sano –literalmente– parece ser la manera más rápida de sacudirse esas preguntas toda vez que reciben su actualización intersex. Y eso es lo más triste, porque en ese abismo nos miramxs todxs, y a la angustia no la salva ningún tajo abierto en ningún quirófano sacrificial.”

¿Quién ayudará a los padres de X no ya a responder, sino a formularse esas preguntas? El caso saltó a la esfera pública y con ello ya produjo un daño: los dejó expuestos, lo puso en la picota. Por suerte, en materia del derecho a la identidad argentina ya no es la misma que hace años. Quizá sea hora de que la intersexualidad empiece a estar en la agenda pública. Por X y por todas las criaturas por venir. (Página 12)

Seis sessões para aprender a fazer sexo

por Mafalda Santos

as sessões

Na calha dos óscares, hoje decidi falar de um tema que é abordado por um dos filmes que ainda se encontra em exibição nas salas de cinema portuguesas e que levou a que Helen Hunt tivesse sido nomeada, este ano, para melhor atriz secundária pela Academia: Seis Sessões ou “The Sessions”, no título original.

“Seis sessões” conta a história verídica do jornalista, poeta e escritor Mark O’Brien, que em criança contraiu poliomielite e que, derivado disso, ficou paralisado até ao resto da sua vida. Mark, apesar de paralisado e condenado a uma maca e a um “pulmão de ferro” que lhe garantia o oxigénio necessário à sua sobrevivência, tinha – à semelhança do comum dos mortais – desejos sexuais que, derivado do seu estado e condição física, não eram satisfeitos ou resolvidos. Por isso, aos 38 anos e ainda virgem, decidiu recorrer a uma terapeuta sexual para o ajudar a ultrapassar esta situação, garantir-lhe confiança enquanto ser sexual ativo e ir até onde nunca ninguém tinha ido.

O filme é uma história comovente, divertida e bastante humana de uma questão que é tudo menos pacífica: as “surrogates” (título original em inglês), que se assumem como terapeutas sexuais e que ajudam a ultrapassar os mais variados traumas, a descobrir o corpo e a permitir que muitos homens em condições físicas adversas (e não só), obtenham o prazer e a confiança de tirar partido e satisfação da experiência sexual plena.

Mas isso não é o que uma vulgar prostituta também faz, perguntam muitos de vocês? Haverá quem diga que sim e há quem diga que não, pelo menos assim defendem estas terapeutas sexuais que, nos Estados Unidos, têm um código de ética e uma Associação Profissional regulada.

Terapeuta ou prostituta? As opiniões dividem-se.

Há diferenças entre uma terapeuta sexual (surrogate) e uma prostituta – e embora a profissão seja polémica e existam códigos de conduta – a verdade é que há estados norte-americanos que não a aprovam e permitem. A linha que divide esta atividade pode ser ténue e confusa para muitos, ficando sempre uma certa indecisão sobre o que acontece entre quatro paredes, mas para estas terapeutas sexuais, o foco da questão não é o sexo, mas sim a familiaridade e a intimidade criada com o paciente, levando-o a quebrar os seus próprios preconceitos e barreiras. Não se procura o prazer pelo simples prazer. Procura-se ultrapassar problemas, aprender, libertar fantasmas e ajudar a que estes homens, no futuro, consigam – com base nos conselhos recebidos – ter uma vida sexual normal e satisfatória com as suas companheiras sem recorrer a mais nenhuma terapia sexual. E isso, tanto se adequa a um deficiente ou paraplégico que não sabe como iniciar a sua vida sexual ou o que fazer, por total ausência de contacto físico nesse sentido, como a um homem perfeitamente normal que viva assombrado pelo medo de não proporcionar prazer.

A terapia também se paga… e bem!

Na Europa não há equiparação possível. Não há cá “surrogates” que valham aos nossos deficientes ou aos nossos homens que tenham problemas sexuais e necessitem de ajuda. Ou resolvem a coisa com psicoterapia e eventuais tentativas de erro, ou estão entregues à sua própria sorte. A profissão “terapeuta sexual” não existe nem é reconhecida e tudo o que recorra a serviços que envolvam sexo pelo meio e que são pagos, só há uma catalogação possível: prostituição.

Voltando ao filme “Seis Sessões” e ao papel interpretado por Helen Hunt – que deu vida à terapeuta sexual (ou surrogate) Cheryl Cohen Greene – hoje com 68 anos e ainda em exercício das suas funções, a mesma refere; “Necessitamos de um parceiro para resolver a maior parte dos nossos problemas sexuais e para os homens solteiros e sem companheira, isso é um enorme problema.”

A senhora Greene, que permaneceu amiga do escritor Mark O’Brien até à morte do mesmo em 1999, continua casada com um “maravilhoso e compreensivo companheiro”, segundo palavras da mesma, podendo lucrar por ano, mais de 50 mil dólares. O preço das consultas ronda os 300 dólares e tem a duração de 2 horas, não ultrapassando em número, as seis sessões. Geralmente é na sexta e última sessão que ocorre penetração e, por regra, não existe mais contacto físico ou presencial. O objetivo não é tornar a terapia recorrente, como se fossemos ao psicólogo ou fidelizar clientes. O objetivo é dar-lhes as ferramentas para, a partir daqui, dependerem de si próprios.

E se a senhora Greene foi uma percursora deste tipo de terapia, hoje podemos dizer que o preço dos seus serviços até é bastante em conta e com um grande desconto, pois há surrogates a cobrar entre 3.000 e 5.000 dólares por sessões de duas horas e com um número mínimo que variam entre as 12 e as 15, ou seja, mais do dobro que as praticadas pela senhora Greene.

Caso para dizer que, como em tudo na vida, a quantidade nem sempre significa qualidade do serviço.

¿CUÁNTOS AMORES ENTRAN EN SU SOLO CORAZÓN?

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A corazón abierto

SOCIEDAD. Palabras más, palabras menos, poliamor quiere decir mantener relaciones sexuales, amorosas y duraderas con más de una persona a la vez y con el consentimiento y el acuerdo de todos y/o todas las implicadas. Podría parecer una actualización del amor libre de los ’60, pero ahora resulta que importa la estabilidad. Tiene algo del aroma de los swingers de los ’90 –depende en qué parte de la acción– pero los swingers no hablan de amor y los poliamorosos podrían, incluso, no tener sexo. Hay quien dice que se trata del fin de las parejas y quien cree que es sólo una adaptación más de los vínculos familiares que ya han sobrevivido a más catástrofes que las mismas cucarachas. Para saber, en definitiva, habrá que experimentar; o al menos leer lo que sigue.

coração

Por Maria Mansilla

No es un deporte tan extremo como enamorarse de un/a policía. Vale la aclaración porque ésa fue una de las primeras respuestas que recibimos al comenzar el tanteo para dar música a estos párrafos. Composición tema: “Poliamor”. A modo de pesquisa informal, esta cronista envió un mensaje a algunas conocidas y sobrinas: ni sumisas ni devotas sino mujeres bastante libres, lindas y locas.

“¿Poliamor es enamorarse de un policía?”, bromeó la jovencita. “¿Se trata del liberalismo más cool o del machismo más heavy?”, problematizó la artista mexicana, desde San Telmo. “Mi cabeza de puérpera no da para tanto”, respondió Ana, dando la teta en Parque Chas. “No sé de nadie, y mirá que entre mis amigas hay variedad, eh”, esbozó Claudina haciendo topless en Buzios. “De cerca nadie es normal, ¡pero no conozco para ese lado!”, respondió Ale preparando un examen, desde Caballito.

Sépanlo, chicas: en el Poliamor hay equipo. Es la reinvención del amor libre abrazado por anarquistas y hippies, pero en versión 2.0. Su viejo testamento es una declaración de principios: le dice sí a las relaciones responsables, éticas e intencionales y no a la monogamia obligatoria. Es una manera honesta, sincera y lúdica de reconocer que a lo largo de tu vida pueden gustarte y emocionarte distintas personas, y que no es de extraterrestres ni degenerados ni enamoradizos crónicos desear a más de una a la vez.

Las maneras de ejercerlo son montones: pueden compartir techo y sentirse una familia, encontrarse sólo en la cama y hasta pueden tener un vínculo afectivo que no necesariamente incluya sexo. Una persona soltera puede ser poliamorosa. Pero lo más común es que el puente se tienda desde una pareja. Puede que tengan un encuentro grupal o no; puede que en la tríada convivan un chico hétero, una mujer bisexual y su novia lesbiana. No son polígamos: todos tienen derecho a estar con alguien más. No son swingers: las nuevas relaciones no se limitan a una calentura. Es más: la aclaración suena ambigua pero los poliamorosos pregonan que hasta pueden no tocarse, no enamorarse, pero sí sentir un enganche afectivo extraordinario… y esto ya merece el mote de asumirlo como un “lazo secundario” que supone un… “Tenemos que charlar”. Y bienvenido nuevo novio/a/amante/cómplice. Y hasta vale el acuerdo de establecer la “polifidelidad”: sólo se disfruta del sexo entre el equipo oficial. También pueden no conocerse entre sí pero saber que en algún lugar están. Me gustas tú y tú y tú. Quizás se encuentren para los cumpleaños, las noches del cine al 3 x 1 o en el chat de FB, ayudándose a traducir una frase si esa otra ventana de la relación se abrió durante un viaje. Puede haber amor fugaz, sexo casual, metejón a primera vista: cualquier cosa, menos vivirlo en secreto. El poliamor no supone estar todo el tiempo olfateando gente nueva; sí poder hacerse cargo si algo pasa, poder elegir no tener que elegir, dejar andar el deseo. “Ya entendí: debo dejar abierto mi corazón a cualquier configuración”, escribió Manuel en un foro de Yahoo groups.

El tema provoca hasta a las monógamas seriales. Su potencia recuerda al caso de la paciente del pensionado de señoritas según Freud; ella recibe una carta de su amante, él le dice te abandono, a ella le da un ataque y a sus roommates… también. La identificación histérica se hace pagana cuando reconoce que otra forma de amar es posible. Por eso, quizá, esta nota no sale a propósito de San Valentín sino de Carnaval.

Tres horas después de iniciada la pesquisa, vuelven a llover mensajes. “¡Me acordé! En Cuzco conocí a un peruano que vive allí con sus dos mujeres catalanas”, escribe la mexicana. “Ey, en Discovery Channel están dando un especial de Poliamor”, avisa la puérpera. “Chicas, ¡conozco un caso!”, exclama Eleonora desde algún bar con wi-fi. “Tía, la película El sexo de los ángeles habla de eso.”

Amor Libre rima con la libertad de elegir vivir según lo que se siente. Y con la madura aceptación de que la otra persona no sólo no es de tu propiedad privada sino que también desea y decide. Los manotazos al celular por un SMS in fraganti, en su cosmovisión, kaput. La infidelidad se piensa desde otra perspectiva: lo peor no es que te acuestes con otra persona, tampoco que la ames o te atraiga, sino que mientas. NO al fraude. NO a las aventuras secretas. NO al sexo casual sin compromiso. En su versión moderna sigue postulando todo eso. Y más.

Despenalizar los cuernos

¿Qué habría dicho Borges de saber que iban a citarlo en un foro de amor libre virtual?

“El nombre de una mujer me delata / Me duele una mujer en todo el cuerpo.”

Algunas personas llegan hasta aquí para superar un engaño o porque reconocen que no están para quedarse con las ganas, que no pueden controlarlo (“La mejor manera de librarse de la tentación es caer en ella”, propuso Truman Capote).

“Yo salí del closet primero de una forma. Después, dije: ‘Creo que amo a dos personas’. No era fácil. Mis amistades decían no puede ser, tenés que elegir. Siempre estaba todo mal. Yo decía ¡es lo que siento! Un día en un chat una chica me dijo sos poliamor. Y pensé ah, esto existe. Me puse a averiguar y dejé de sentirme tan sola.”

La revolución interior de Melakki (37), diseñadora web, comenzó a fines de los años ’90. Entonces ya estaba de novia con Boolap (40), también diagramador, acababan de mudarse juntos. “Ahí Mel conoció a una chica, comenzó a ir a casa, nos sentíamos muy bien pero ninguno entendía de qué iba”, cuenta él. Hasta que entendieron. “Cuando ellas estaban juntas yo trataba de no joder. Igual, teníamos una relación de familia muy linda… superados los celos del principio”, aclara.

Los poliamorosos vivieron en Miami (en la primavera gay post Clinton), volvieron a Buenos Aires, luego se instalaron en Madrid. “Allá, todos nos conocían como Los Tres. No había parientes, no había resquemor ni críticas, la pasamos muy bien.” Chueca fue su lugar en el mundo, y la Marcha del Orgullo local su fiestón favorito. Hasta se emocionaron cuando un candidato a alcalde, Alberto Ruiz Gallardón, del Partido Popular, en sus promesas de campaña incluía legalizar los trinomios. El muy pillo ganó las elecciones, y nunca lo hizo.

Al volver, en el 2009, explotaron las burbujas. No hubo quórum. ¿No te hace mal que ella esté con él también? Cada vez que te vas, ¿qué pasa en esa casa? ¿Qué hace él estando de viaje? “¿Qué le explico a mi hija cuando me pregunte?”, cuestionó su hermana y la hizo corta: les prohibió acercarse. “Acá la gente es abierta pero más criticona. Te miran con cara rara; bueno, al menos no disimulan”, analiza Boop. Y reconoce que la peor pesadilla suele ser vencer los tabúes de la familia de origen.

“A la sexualidad no la inventó nadie ni nació siendo cautiva. Sin embargo, a lo largo de la historia hemos sido justamente los seres sexuales quienes colocamos más o menos candados a sus distintas posibilidades de expresión. Aun así la sexualidad siempre ha sido libre en el pensamiento y las acciones de las personas que han luchado contra la ignorancia y las limitaciones de su época –reconoce la investigadora Paulina Millán Alvarez, del Instituto Mexicano de Sexología–. La sexualidad no es una simple receta de cocina ni un continuo destinado a repetirse, intacto y limitadamente –qué aburrido sería, ¿no?–. La diversidad es la posibilidad de adentrarnos en la cocina del placer y de ver los miles de rostros humanos que la representan, la posibilidad de darnos, de ser únicos y, a la vez, de nunca sentirnos solos.”

El idilio de Boo + Mel + Clara se terminó. Composición tema: “Tener un hijo”. A Clara le costaba pensar cómo iba a enfrentar la situación, por ejemplo, en el colegio. “Yo creo que está cambiando la sociedad, para mí no es tan complicado, creo que es preferible vivir con honestidad y no enterarte a los 20 que tu papá tuvo una doble vida.” Boop la apoya: “A mí esta experiencia me sirve para vivir sin esconder nada.” Se fue un amor, llegaron otro/a/os/as.

El amor sin geografía

El Nuevo Testamento de las Relaciones Abiertas nombra de una manera más compleja esta realidad. Piensa a los poliamorosos como nuevos actores dentro del movimiento social de la diversidad sexual (y, yendo más al fondo, de las relaciones sexopolíticas), un poco más visibles en esta época de ampliación de derechos para las identidades emergentes. Reconoce que se sacuden los mandatos religiosos, familiares, morales, culturales, legales, estatales, fantásticos, institucionales. Y que a veces ni siquiera se sienten representados como parte de las “nuevas familias”; prefieren descartar esa palabra que nombra a la célula de la sociedad patriarcal. Mejor “núcleos afectivos”, como explica la fotógrafa, escritora y militante marian pessah: nombrados así, suponen otra forma de abrir las posibilidades sin pasar por la familia que remite a un hombre –blanco, heterosexual y de clase media– y una mujer –sumisa a los mandatos de su esposo– y de un nene y una nena (“¡hasta los hijxs deben ser la parejita hétero!”) y a todo el ideal de la casa propia, el perro y el auto. Por eso, al hablar de núcleos afectivos no rearmás sino que hacés, sos actora desde la imaginación.

Parece que la globalización les trajo aire fresco a algunos vínculos. “La globalización, con la multiplicidad de culturas amorosas, influye en desnaturalizar la idea de la familia nuclear y la pareja heterosexual como formas ‘naturales’ de unión y convivencia, y la procreación como objetivo ‘natural’ de la sexualidad”, entiende Diana Maffía. Y cuenta dos experiencias que la dejaron pensando: un diplomático africano le propuso discutir la legitimación del matrimonio con más de una esposa, ya que en su cultura eran polígamos, pero en nuestro país sólo podía poner a una de ellas bajo la protección legal del vínculo (por ejemplo, obra social). Otra, en un Congreso en México una mujer norteamericana que había sido hippie le decía con tristeza que hacía varios años que vivía allí pero sus amigas no querían compartir a sus parejas, y ella se sentía muy sola.

Los poliamorosos están cada vez menos solos, al menos cada vez menos invisibles. Hay organizaciones en distintos lugares del mundo que funcionan como punto de encuentro, también en la red hay varias Polyamory Communities que hablan todos los idiomas (¡pero con emoticones sobra!). No faltó el Poly Living de San Francisco. “Considero que en los circuitos citadinos y de costumbres urbanas donde existen colectivos o grupos de diversidad sexual, existe más apertura para la visibilidad de sexualidades por fuera de la heteronorma. Entonces cabe la posibilidad de una mayor integración y reconocimiento de las diferencias”, celebra Mabel Bellucci, activista feminista queer, integrante del colectivo editor de Herramienta. Y avisa: “En cambio, en esos ámbitos la discriminación se desplazó hacia la condición de clase y de etnia. Así, estos sectores comenzaron a ser los diferentes. Al mismo tiempo, aparece una mayor concentración de la violencia hacia las mujeres”.

También en los medios y en la industria del entretenimiento se tejen historias de relaciones abiertas. ¿Pero hasta qué punto no hay demasiado relato escrito por y para los hombres? ¿Es copia fiel lo que muestra la película Vicky Cristina Barcelona? “¡Es una estupidez comercial, Woody Allen necesitaba dinero!”, exclama marian pessah, una experta en el tema que reconoce “no hay expertas en este tema” (y ni mencionarle la obra de José María Muscari con Moria Casán e hija). “Ya no llamo a esta lucha poliamor –nunca lo hice– ni amor libre. He llegado a la conclusión de que el tema eje es la Ruptura de la Monogamia Obligatoria. Me gusta ese nombre porque a la ruptura la ponemos afuera, en el sistema, y nunca en nuestros cuerpos. Si vamos a lastimar a alguien, no sirve. El sufrimiento es inherente a la vida, como la felicidad. No se sufre por estar en una relación abierta o cerrada, se sufre por las condiciones que se ponen o imponen. Con Clarisse, mi compañera desde hace 9 años, con quien llevamos esta lucha y hemos aprendido mucho, le damos gran importancia a la palabra, a expresarnos, ese es nuestro código y así funcionamos –bien–. Apostamos al amor pero también al placer, cosa muy subversiva para las mujeres en el patriarcado, así como a la complicidad entre nosotras ya que siempre las mujeres fuimos tentadas a pelearnos, a competir. ¿Cuándo vamos a liberarnos si nos peleamos entre nosotras?”

“¿Por qué no le quitamos el ‘poli’ y dejamos el ‘amor’? El amor siempre debería ser múltiple, y se puede dar de cualquier manera”, comparte Fernando en uno de los foros. “Todos y todas tenemos un poliamoroso dentro, lo importante es reconocerlo”, interviene Diana Neri Arriaga, profesora de filosofía y en una relación abierta con Sergio e Israel. En su caso, desde hace 5 años está con Sergio, desde hace 4 conviven con Israel. Casiconviven, mejor dicho: tienen su catedral en común, pero cada uno también mantiene su capilla, perdón, su departamento. Diana es la única heterosexual de la relación. “Lo que hacemos es desafiar la doble moral, encarar la honestidad y respetar la libertad del otro. Las personas tenemos esa capacidad de involucrarnos amorosamente con más de una persona. No es la panacea el poliamor pero sí es una posibilidad que nos acerca a una forma de amar distinta.”

La solución al problema del marido

Antes y ahora, las relaciones abiertas colaboran con la saludable desidealización del amor romántico, reformula valores a favor de nuevos derechos (como los sexuales), libra batalla por recuperar nuestros cuerpos, transgrede la política sexual hegemónica.

Las Wollstonecrafts, Woolfs y compañía estarían chochas. Y las adorables anarquistas, ni hablar: ellas sí que le hicieron lobby al plan, y el periódico La voz de la Mujer fue su instrumento. “Uno de sus artículos muestra que el ideal de las redactoras de una unión y disolución libres, con las mujeres tomando la iniciativa, estaba lejos de ser aceptable para los hombres, incluso dentro del mismo movimiento –analizó la socióloga inglesa Maxime Molyneaux en su ensayo Ni Dios, ni patrón, ni marido. Feminismo anarquista en la Argentina del sigo XIX–. Ellas veían al amor libre como la solución al problema de las relaciones entre sexos; cuando el matrimonio, la causa de la miseria y la desesperación desapareciera la casa se volvería ‘Un paraíso de delicias’. Los hombres y las mujeres serían libres de entrar en relaciones con quien eligieran y de disolverlas a voluntad, sin los efectos corrosivos del derecho, el Estado y la costumbre. Esta visión ignoraba tanto la subordinación compleja e internalizada de las mujeres como los modos de opresión y el sentido de superioridad internalizados por los hombres.”

¿Y si lanzamos entre la rueda de amigas una nueva pregunta: quién sabe de parejas decadentes, quién oyó hablar de infidelidad? El poliamor rompe con varios tabúes. Uno de ellos, el engaño. “Hasta hace poco tiempo, la fidelidad de la mujer estaba vinculada a sostener la legitimidad de la progenie, y la del varón a asegurar el sostenimiento económico del hogar –historiza Maffía–. Por eso una mujer cometía adulterio si tenía al menos una relación sexual fuera del matrimonio, mientras en el varón no tenía nada que ver la sexualidad, sino que debía probarse que ‘mantenía manceba’, es decir que le pasaba dinero a otra. La fidelidad romántica está asociada al mantenimiento del vínculo monogámico, pero la fidelidad del poliamor debería repensarse en términos de pactos diferentes a ambos aspectos.”

La solución al problema de la mujer

¿Será que de alguna forma el amor libre contribuye al Women’s Lib? Maffía advierte: “No sé si esta apertura es igualmente ventajosa para varones y mujeres, eso depende de muchas cosas. Me inclino más por pensar que tal vez el Estado no debe regular en absoluto las formas de convivencia, y sí repensar completamente las políticas del cuidado, no privatizarlas sino asumirlas como responsabilidades sociales integrales. Pero eso significa repensar toda la economía y toda la política, como afortunadamente venimos haciendo las feministas desde hace años”.

¿Se podrá soñar hoy, cien años después, que superar patrones sexistas y desnaturalizar el Derecho a los Celos podría ser una acción posible contra la violencia doméstica? “En mi último libro Amor, placer, rabia y revolución hablo de eso –agrega marian pessah–. Hacernos cargo del deseo de la otra, ponerle nombre y apellido, es en sí mismo generador de violencia. Sólo falta poner un dispositivo en el cerebro con una luz que se encienda cada vez que una siente atracción por otra persona que no es su pareja. Eso es violencia, como toda propiedad privada es un cerco, un encierro. Liberarnos libera.”

Ya lo escribió Emma Goldman en Matrimonio y amor, en 1917: “¿Amor libre? Como si el amor pudiese otra cosa que ser libre. El hombre ha comprado cerebros, pero ni todos los millones del mundo han podido comprar amor.”