Os trotes universitários e a liberdade do corpo

Os estudantes hoje nos quatros cantos do mundo civilizado
Os estudantes hoje nos quatro cantos do mundo civilizado

Os estudantes universitários brasileiros apenas pensam naquilo…

Os trotes sempre foram para protestos sociais e políticos. Viraram uma parada sadomasoquista.  Os veteranos realizam as mais diferentes práticas de assédio moral e de assédio sexual & outras desumanas violências. Na Universidade Federal de Juiz de Fora, em abril último, uma caloura, de menor, terminou currada. Isso no campus, onde estão sendo construídos prédios à Delta, inclusive um hospital super, super faturado. Na Funec, em Santa Fé do Sul, em São Paulo, outra aluna teve que abandonar a faculdade, pelas queimaduras que lhe marcaram o corpo e a alma. Veja vídeo 

Não é de estranhar que os estudantes realizem as mesmas sessões de tortura dos porões da ditadura militar, práticas que as polícias dos governadores e os guardas municipais dos prefeitos realizam diariamente contra o povo. Idem a justiça nos despejos contra os sem terra e os sem teto. Aconteceu com a justiça de São Paulo no massacre nazista do Pinheirinho, em São José dos Campos. Acontece com a justiça dos novos e modernos prédios com rachaduras do Rio de Janeiro, na desapropriação de 400 fazendas doadas pelo governador Sérgio Cabral para a construção, com dinheiro & outras facilidades públicas, da  Eikelândia, um complexo portuário industrial, que vai destruir matas, bosques, verdes vales, lagoas, praias, e poluir o ar, rios e mares. É um projeto que desmoraliza a Rio+20. Contra a economia verde e a economia azul, defendidas pela Cúpula dos Povos por Justiça Social, conferência mundial que também será realizada no Rio, neste mês de junho.

Passeata estudantil pela permanência da polícia no campus da USP
Passeata estudantil pela permanência da polícia no campus da USP
Estudante indignado brasileiro
Estudante indignado brasileiro
Polícia não precisa de infiltrados nos movimentos estudantis
Polícia não precisa de infiltrados nos movimentos estudantis

 “E o teu futuro espelha essa grandeza…” Os trotes universários retratam um Brasil (d0) real. Nosso comportamento, nossos costumes 

Trote inspirado no educativo programa BBBrazil
Trote inspirado no educativo programa BBBrazil
Trote que lembra os heróis de Bial
Trote que lembra os heróis de Bial
Trote que lembra os programas do Faustão, o grande educador das massas
Trote que lembra os programas do Faustão, o grande educador das massas

OS TROTES TAMBÉM REPETEM AS CENAS DOS PORÕES DA DITADURA.  São realizados por anormais. E explicam porque os estudantes não estão engajados na campanha de punição para os sequestradores e torturadores do regime militar. A tortura do afogamento era assim. Realizada com água doce ou salgada. Os universitários usam cachaça

 

OUTRO TIPO DE TORTURA: QUEIMAR O CORPO DO PRESO. Com fios condutores de eletricidade, chama de isqueiro, de cigarro, com ácido e outras substâncias. Duas fotos de trote

Fi-lo porque qui-lo, defendeu um torturador estudantil. Outra frase repetida: O corpo é meu, faço com ele o que quero. Certamente que sim. Depois da faculdade, o corpo pode ser sujeitado a todo tipo de trabalho. “Que ser livre é fácil. Difícil é viver em liberdade”, ensina Gide. Aprenda (vídeo)

Aprende a cantar. Defende a Cultura brasileira. Diz não ao Rock in Rio, que mata o samba, o frevo, a música popular brasileira.

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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