A imprensa desvaloriza o professor

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O Dia do Professor foi festejado com marchas de protesto por todo o país. É uma profissão que a imprensa e os governos juram exaltar. E usam os sinônimos mestre, docente, educador, formador, instrutor, mentor, orientador, pedagogo, preceptor etc. Dizem que o futuro da Nação depende da formação de mão de obra qualificada e outras conversas jogadas fora de que o professor é um vocacionado, e a profissão um apostolado. Mas determinam um lugar para o professor: a sala de aula, e que não deve ir para a rua. Ou melhor, não tem nada a reivindicar, a reclamar, a idealizar e a sonhar.

Quando o professor abandona as quatro paredes da escola provoca o caos, a anarquia, o vandalismo, atrapalha o trânsito, faz política contra governadores e prefeitos que investem na Educação e na qualidade do ensino público.

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ESCOLA PÚBLICA: TRISTEZA E DOR!

por Eduardo Aquino

Esta semana, conversando com um dos professores mais dedicados, talentosos e idealistas que conheci nestes trinta anos, ouvi ao final de uma avaliação que fazíamos sobre a crise da educação: “Aquino, estou morrendo a cada dia que entro na escola. E essa doença é mais terrível que qualquer outra, morro diariamente de tristeza e dor na alma, da angústia de quem ama a educação!”.

Fiquei triste pois tenho um especial carinho pela educação. Em especial, pela classe dos professores, heróis anônimos de guerras diárias e anônimas. Fui, nestas últimas três décadas, testemunha e parceiro em diversas tentativas de valorização, estruturação e renovação da mais nobre das instituições criada pela civilização que é a escola. Base de tudo, início de tudo, ela tem a maior das responsabilidades dentro de uma sociedade que se pretende minimamente saudável e justa. Que o diga países como a Coréia do Sul e outros asiáticos que radicalizaram e colocaram a formação escolar como o bem mais crucial e duradouro para se pensar uma nação. Dito e feito: passou de uma nação subdesenvolvida, pobre e inviável para uma potência de ponta, um “tigre” que hoje dá aula para o mundo! Um professor coreano é quase um ídolo, tal a nobreza, a admiração que desperta. Alguns, ao darem aulas na internet, têm mais acesso que cantores pop, atletas famosos, artistas de cinema. Carreira disputada, bem remunerada, mas, principalmente, respeitada por alunos, pais, governo e sociedade.

Mas porque começar por um caso de sucesso absoluto se o tema é a triste realidade da Educação no Brasil? Singelamente para lembrar que até o mais caótico e desesperador caso de abandono, carência e abuso tem sempre um contra-ponto profundo, uma esperança perseverante. Por que um psiquiatra vem aqui para falar do atual momento das comunidades escolares? Passei 25 anos da minha vida dando palestras, fazendo cursos, projetos, escrevendo livros parapedagógicos para escolas privadas e públicas, assim como atendendo pais, alunos e educadores na minha clínica.

FALÊNCIA MÚLTIPLA

E fui constatando o adoecimento crônico desta comunidade. Está havendo uma falência múltipla de órgãos: começa no MEC e vai impiedosamente devastando o setor, os políticos, a péssima formação universitária, o abominável avanço de ano automático e seus analfabetos funcionais em ensino médio, o abandono absoluto das escolas, infectadas pela violência, desinteresse absoluto das últimas gerações de estudantes, pais ausentes, absenteísmo de professores, salários incompatíveis com o alto grau de estresse e periculosidade que é a profissão de educador.

Volto a advertir e disponibilizo para quem se interessar o site wwwbemvindoavida.com.br. Nele, o projeto Ecologia Humana nas Escolas mostra que é urgente e imprescindível a inserção das Ciências do Comportamento como matéria paradidática. Mostra também que toda comunidade escolar deveria ter uma equipe de saúde ligada ao psiquismo, como psiquiatra, psicólogo, psicopedagoga e professores que se interessem por temas como neurociência e outras ciências comportamentais, permitindo atendimento nas comunidades escolares, ainda que à distância.

Quem dera se a grande mídia tivesse espaço para programas lúdicos e interessantes que democratizassem para todos temas que andam espalhando a angústia pela humanidade. Afinal, parte grande destas “escolas doentes” está contaminada por transtornos e distúrbios comportamentais que acometem igualmente professores, pais, alunos e funcionários.

Há muitos falsos diagnósticos de hiperatividade infantil, desordens escolares e distúrbios de aprendizado que, no fundo, são causados por sono insuficiente, excesso de telas, falta de limites, bebidas, drogas e sexo banalizado.

DESÂNIMO

Impressiona o número de professores com distúrbios mentais, desanimados, infelizes e temerosos da agressividade dos alunos (com a Síndrome de Burnout). Hoje, mal ou bem comparando, vejo uma similaridade com os antigos instrutores da Febem, que enfrentavam a cada dia o inferno da “reeducação de infratores”.

O primeiro passo é repensar a estrutura física das escolas, achar uma alternativa aos arqueológicos quadros negros, criar um ambiente que volte a dar, desculpe o termo, mais “ tesão” para quem ensina, aprende e frequenta a escola.

Quem age constrói, quem reage destrói. Sei que a maioria das pessoas tem ótima índole, mas pecam por serem silenciosas e passivas. De escândalo em escândalo, nos roubam as verbas da merenda escolar, desviam dinheiro para equipar a saúde pública, enterram na Suíça o orçamento das moradias e sanitarismo. E nós não falamos nada. Que direito teremos de reclamar da pocilga que habitamos?

Só lembrando: a palavra mestra é ESTÍMULO! Pois só ele gera resposta. Chega desse papo de motivação. Ninguém aguenta a cada dia criar “motivos” para viver, mudar, criar um novo tempo! (transcrito de O Tempo)

Marchas en Brasil. Un discurso donde se pide más derechos ciudadanos

Con una movilización nacional inédita en su historia, Brasil está ingresando en un cambio profundo. Distintos sectores sociales, hasta ahora pasivos, están reclamando un cambio de agenda política. Después de una década de mejoras sociales y económicas, los brasileños desafían al gobierno de Dilma Rousseff a incorporar esas demandas.

Brasil calle

Brasil: la política en las calles

por Federico Vázquez

Télam

¿Qué pasa en Brasil? Como todo momento en que algo profundo parece estar cambiando, lo interesante es plantearse preguntas, antes que cerrar respuestas veloces. Más cuando la distancia (no la geográfica, sino la enorme distancia comunicacional y cultural que todavía persiste entre nuestros países) nos llama a la cautela en las definiciones.

Son ya varios los días de manifestaciones multitudinarias en decenas de ciudades de Brasil. Desde la megalópolis de San Pablo, hasta la nordestina y pequeña Aracajú, cientos de miles de personas salieron a las calles. Es una de las pocas veces en la historia de Brasil que existe algo así como una protesta de alcance “nacional”. En la complejidad del país vecino, Brasil construyó un sindicalismo combativo y que pudo con éxito construir una herramienta política y llegar al gobierno pero, al mismo tiempo, nunca realizó una huelga simultánea en todo el país. En definitiva: a diferencia de la historia Argentina, con una tradición muy fuerte de movilizaciones populares y ciudadanas, en Brasil la ocupación del espacio público por parte de manifestantes, al menos con estos grados de masividad, es algo muy excepcional.

“Es una de las pocas veces en la historia de Brasil que existe algo así como una protesta de alcance nacional.”


Sin no podemos ser conclusivos en el diagnóstico, podemos señalar algunos disparadores para pensar qué está ocurriendo en el país vecino:

-La represión. Las movilizaciones se multiplicaron después de que la policía militar reprimiera desbocadamente en las calles de San Pablo. Al otro día, la movilización se multiplicó. La reacción social frente a los abusos policiales parece estar marcando un pedido ciudadano que viene con atraso. Aún después de treinta años de democracia, las fuerzas de seguridad siguen actuando bajo lógicas represivas muy duras, independientemente del color político del gobierno. Existe una “seguridad militarizada” que es incluso usada por los gobiernos del PT a la hora de imponer alguna presencia estatal en las favelas, por ejemplo. Con algo de injusticia, la reacción social de estos días despertó recién cuando la Policía Militar la emprendió contra los jóvenes universitarios de clases medias. Como sea, este déficit democrático -que se ancla en una larga tradición donde la elite brasileña fue siempre refractaria a la participación popular en cualquiera de sus formas- parece ser uno de los nudos que deberá comenzar a desatar el gobierno de Dilma.

-La participación política. A diferencia de otros procesos políticos en la región (como el argentino o el venezolano) la década de gobiernos del PT en Brasil no fue acompañada por una militancia política masiva. Los gobiernos de Lula y Dilma no tuvieron en su agenda una convocatoria a la movilización de su base electoral. Menos aún en los jóvenes. Una de las características de Brasil es que la iniciativa de la participación social y política tiene aún un protagonismo destacado de las ONG. Las organizaciones de la sociedad civil sin pertenencia partidaria siguen cuasi monopolizando la noción de “participación”, de hacer “algo más” que el compromiso cívico del voto cada dos años. Mientras tanto, la militancia partidaria y de los movimientos sociales como el MST o los sindicatos se encuentran encapsulados en círculos más estrechos y no parecen haber tenido en estos años un crecimiento relevante en la escena pública. De hecho, en las movilizaciones de estos días, los partidos que forman parte del gobierno (principalmente el PT y el PCdoB) llamaron a sus militantes a ir a las calles, intentando tejer algún puente con las demandas de los manifestantes que, a priori, tienen más que ver con la izquierda que con los sectores conservadores. Sin embargo, el experimento terminó mal: las modestas columnas partidarias fueron abucheadas, y los manifestantes más exaltados arrebataron y quemaron banderas del Partido de los Trabajadores. En definitiva, estos diez años de gobierno de la izquierda brasileña no tuvieron un correlato en el “control político de la calle”. Mientras la sociedad permaneció desmovilizada esta ausencia no pareció tener mayores consecuencias para el gobierno, pero en un contexto de efervescencia social como el que está atravesando Brasil, esta carencia se vuelve notoria.

Más allá de la movilización callejera, existe una idea extendida de que las prácticas políticas no se modificaron. No casualmente el momento de mayor debilidad del PT -al menos hasta ahora- fueron las denuncias de compra de voluntades de diputados de otras fuerzas por parte del partido de gobierno en el 2005. Un hecho que rozó al propio Lula y rompió el halo de transparencia que había construido el PT desde su fundación en los años 80. Tal vez por eso, algunos figuras del gobierno comenzaron a señalar la necesidad de encarar una reforma política.

-La crisis “electoral” de los sectores medios. Las manifestaciones son masivas, las del día jueves, en todo Brasil, movilizaron a más de un millón de personas. Cualquier movimiento que involucra a esa masa de gente supera una característica de clase social pura y dura. Cuanto menos, su influencia derrama necesariamente sobre todo el conjunto social. Así y todo, hay que señalar lo evidente: no son los sectores más humildes los que están saliendo a las calles, sino los sectores medios y medios altos. Según la encuestadora Datafolha, el 77% de los que participaron en las marchas tienen estudios universitarios. La convocatoria por las redes sociales, el foco puesto en los gastos para el mundial de fútbol, la acusación genérica de “corrupción” a los políticos y funcionarios, son algunas señas que también denotan una pertenencia social y cultural de los manifestantes. Se trata de una bronca difusa, extensa y la vez opaca, que se expresa por meta-consignas, antes que por reclamos concretos. Como dicen muchos de los manifestantes las movilizaciones son “por todo”, para “cambiar al país”.  Una crisis de representación, pero con una característica fundamental: no es una crisis global del sistema político, en tanto no alcanza a las grandes mayorías, sino a un sector social minoritario, aunque numeroso y con una gran influencia en la construcción de la agenda social. Una masa social quedó fuera de la hegemonía electoral que supo construir Lula y luego Dilma. La crisis de este sector es clara: desde hace una década no consigue ganar elecciones presidenciales. Es la versión brasileña del drama de las oposiciones políticas sudamericanas: sus bases electorales, poderosas en su influencia aunque minoritarias electoralemente, se encuentran frustradas. La consolidación de este escenario (que, además, no parece por ahora mostrar signos reales de agotamiento en tanto todos los sondeos marcan una muy probable reelección de Dilma el año que viene) parece estar llevando a los sectores medios algo así como una “política por mano propia”, ante la baja performance de sus representantes partidarios. En este aspecto, Brasil parece continuar una dinámica que ya se presentó en Argentina y Venezuela.

“El Brasil del hambre y la pobreza extrema, que fue la agenda de Lula, necesita un reemplazo.”


-La necesidad de una agenda nueva. Amén de estos intentos de caracterización, hay un hecho significativo: la agenda de las protestas, aun con su tono difuso, muestra los síntomas de una sociedad que, en estos años, mejoró. Pedir “mejor educación”, “mejor salud”, o incluso discutir si los recursos públicos deben ir hacia la organización de una Copa del Mundo muestra que, de mínima, hay algo que repartir. Lo que parece haber permeado (aún entre los sectores opositores) es un discurso, donde se pide más derechos ciudadanos. Pensando en términos regionales, el clima de época que impusieron los gobiernos progresistas construyeron un sentido común de “izquierda” (distribución del ingreso, igualdad, defensa de lo público, participación política, no represión de la protesta, etc). Volviendo a Brasil,  la emergencia de una agenda basada en una expansión de la cobertura social (con el trípode de transporte, salud y educación, que denota una pertenencia urbana, tener un trabajo y expectativas sobre el futuro personal) pone al gobierno de Dilma ante el desafío de incorporar esas demandas, en tanto no constituyen un cuestionamiento al rumbo de su presidencia pero sí la necesidad de una profundización.

El Brasil del hambre y la pobreza extrema, que fue la agenda de Lula, necesita un reemplazo. Por la enorme virtud de haber conseguido arrimar mucho sus objetivos. Y en ese sentido, la pregunta es en qué medida la agenda esbozada por las calles estos días terminará marcando una nueva agenda al gobierno de Dilma.

A corrupção é mãe de todos os crimes hediondos

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Dilma propôs uma nova legislação que considere a corrupção como crime hediondo. Isso depende de um plebiscito. Que o povo diga sim.

SIM. A corrupção pariu as quatro bestas do Apocalipse: a fome, a morte, a peste, a guerra. Só um corrupto, obviamente, defende a impunidade, uma justiça que não prende bandido de colarinho (de) branco: os empresários de obras super, super faturadas, ou inacabadas, e os negociadores de serviços fantasmas.

O Brasil precisa acabar com as chacinas dos fins de semana. A morte dos jovens pobres, dos negros pobres, dos moradores de rua (Belo Horizonte, em dois anos, trucidou cem filhos da rua).

policia terrorista 2

Quem rouba as verbas do SUS mata os doentes nas filas e dentro dos hospitais. Rouba as verbas para erradicar as doenças terceiro-mundistas como a dengue.  Quem rouba a merenda escolar mata os pobres estudantes pobres das escolas públicas.

Os principais vândalos desviaram o dinheiro da construção de mais escolas, mais hospitais, mais moradias populares, para edificar, a toque de caixa, estádios luxuosos, elefantes brancos e palácios com rachaduras como aconteceu com a sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com o estádio Engenhão, que pode ser derrubado com uma ventania.

Estes ladrões, sim, são os vândalos invisíveis, que destroçam os prédios públicos. O prefeito e o governador do Rio de Janeiro vão demolir um parque aquático, um estádio, um museu, uma escola, a décima melhor do Brasil, para doar os terrenos a um grupo de empresários liderados por Eike Batista.

A corrupção só acaba se for considerada um crime hediondo.

 

corrupção

O governo ajuda a Europa e esquece o pobre brasileiro pobre desempregado e com fome

Um bom calote faz disparar a bolsa.
Eis a melhor explicação:

O Brasil devia seguir o exemplo. E não raspar o tacho dos ministérios para fazer déficit primário, isto é, fazer caixa para pagar os juros da dívida. Isso se faz com o sacrifício do povo brasileiro.

Daí porque não entendo: se falta dinheiro para a saúde, para a educação, para construir moradias populares; se falta grana para pagar um salário mínimo e pensões e aposentadorias que proporcionem as três refeições diárias prometidas por Lula… por que ajudar os colonos?