Alex: Duas vezes preso pela ditadura militar

O Papa da Crônica Social

 

por Fernando Machado

 

“Eu não quero realismo. / Eu quero magia. Magia. / É isso o que eu tento dar às pessoas. / Eu transfiguro as coisas. / Eu não digo a verdade. Eu digo o que deveria ser a verdade”. É uma frase de Blanche DuBois do filme Um Bonde Chamado Desejo interpretado por Vivien Leigh que divide a telona com Marlon Brando, era um pensamento que Alex gostava de interpretar para os amigos mais íntimos. Nunca entendi o porque e agora muito menos. Alex pertencia a linhagem eruditos que encarava o jornalismo como uma máquina de emoção.

Alex de black-tie e com sua inseparável máquina de datilografia
Alex de black-tie e com sua inseparável máquina de datilografia

Pois bem, foi encerrada, hoje com a sua morte, uma das mais importantes páginas da história social pernambucana. Alex ajudou a escrever os momentos mais curiosos, mais encantadores e mais corajosos de nossa vida na sociedade. Conquistou leitores de peso como Gilberto Freyre, Nilo Pereira, Mauro Mota, Marcos Vilaça etc. Com o tempo foi relegado a um segundo plano mesmo depois de ter sido alçado como um símbolo do autentico cronista mundano. E os pernambucanos passaram a reverenciá-lo como um símbolo autentico da intelectualidade.

Alex pelo pincel de Walter Vieira
Alex pelo pincel de Walter Vieira

Alex, ou melhor José de Sousa Alencar, com s, nasceu no dia 5 de agosto de 1926, em Água Branca, Alagoas. Estreou no jornalismo no Diário de Pernambuco, no inicio dos anos 50, como critico de cinema e com o pseudônimo de Ralph. Ele era um apaixonado pela sétima arte, tanto que, em 1952, foi assistente do filme O Canto do Mar, dirigido por Alberto Cavalcanti. Em 1958 foi convocado por Esmaragdo Marroquim para o Jornal do Commercio, onde assumiu a coluna social do matutino, marcando época e criando um colunismo social moderno, onde ficou até 1997.

Alex entrevistando o ator e agora padre José Ramos (Foto Clovis Campelo)
Alex entrevistando o ator e agora padre José Ramos (Foto Clovis Campelo)

Algum tempo depois o Jornal do Commercio dispensou e foi a partir dai que aconteceu seu ocaso espiritual. Alex estava para o Jornal do Commercio como João Alberto está para o Diário de Pernambuco. Alex carregou o Jornal do Commercio durante toda crise, exigindo dos amigos que fizessem uma assinatura do jornal. E como ele tinha prestigio e fama se transformou no papa da crônica social de Pernambuco. Foi uma vitima do preconceito, principalmente na época dos trotes das universidades do Recife, era o alvo dos feras.

Nelbe Souza, Zayra Pimentel e Sonia Maria Campos (Fotos da Coluna de Alex no JC)
Nelbe Souza, Zayra Pimentel e Sonia Maria Campos (Fotos da Coluna de Alex no JC)

E num ato de rebeldia transformou, Consuelá, um travesti, num ícone das paginas sociais da região. Muitas socialites não engoliram isso. Foi um grande mestre. Em dezembro de 1972 iniciei no jornalismo com ele por indicação da jornalista Leticia Lins. Trabalhei ao seu lado e Silvio Niceas por 24 anos, com direito a um hiato de três anos quando fui trabalhar no Diário de Pernambuco. Alex foi o primeiro cronista social a entrar na Academia Pernambucana de Letras,. Foi eleito no dia 2 de julho de 1970, e empossado no dia 4 de agosto de 1970, sendo saudado pela Acadêmica Dulce Chacon na cadeira número 10 que pertencia a Cleofas Oliveira.

Fernando Machado, Muciolo Ferreira e Alex no dia que completou 87 anos (Foto Romero )
Fernando Machado, Muciolo Ferreira e Alex no dia que completou 87 anos (Foto Romero )

Escreveu cinco livros e num deles O Tempo não Retorna frisou que a solidão foi uma fera que aprendeu a domesticar. No livro Anotações do Cotidiano refletiu melhor: “Quinze anos depois eu percebo que há um pouco de charme e de pretensa literatura na confissão, mas é falsa”. Também coordenou o Miss Pernambuco de 1956 (Nelbe Souza), 1957 (Zayra Pimentel) e 1958 (Sônia Maria Campos). Foi a primeira pessoa a entrar no ar na TV Jornal do Commercio, onde apresentou por muitos anos o programa Hora do Coquetel, ao lado de uma de suas musas Violeta Botelho.

Violeta Botelho Maia a musa de Alex (Fotos Clóvis Campelo)
Violeta Botelho Maia a musa de Alex (Fotos Clóvis Campelo)

Alex teve papel importante nos bailes municipais do Recife. Foi ideia dele usar o primeiro andar do Clube Português do Recife para camarotes. Um gesto muito bonito e digno de registrar, quando Alex foi afastado do Jornal do Commercio, coube a Eduardo Monteiro ao convidá-lo para trabalhar na Folha de Pernambuco. Poderia escrever muito mais, porém a tristeza que estou passando não vai dar para dizer mais nada, apenas ratificar Alex, você foi um dos monstros sagrados no jornalismo pernambucano. E como frisava Ibrahim Sued: Sorry, periferia!

 

Transcrevi trechos do necrológio escrito por Fernando Machado. Que foi republicado no Facebook por vários jornalistas. E com os devidos comentários:

Aldira Alves Porto: Um sábado triste

Helio Garret Vasconcelos: Fez muito pelo jornal escrito

Ricardo Antunes: Morreu triste e magoado com muita gente que lhe paparicava quanto tinha poder e a coluna

Raimundo Carrero: Uma grande pena, de verdade…

Talis Andrade: Alex me confidenciou que foi preso duas vezes pelos militares. Sequestrado para informar os nomes dos jovens oficiais homossexuais, como se fosse possível um cronista social possuir a chave de todos os armários. E como castigo, por ter informado que o viúvo Castelo Branco estava noivo de uma pernambucana, tia de um jornalista que trabalhou na sucursal do JB com Ricardo Noblat, também amigo meu, e que até hoje faz parte da equipe de jornalistas de José de Souza Alencar, membro da Academia Pernambucana de Letras. Pela manhã, na redação vazia do Jornal do Comércio e Diário da Noite, encontrei Alex várias vezes. Ele ia redigir suas críticas de cinema e teatro; eu, para fechar o Diário da Noite, e pela amizade com as revisoras – na época, final dos anos 50, a única presença feminina na imprensa pernambucana, totalmente machista. Alex terminou fazendo apenas crônica social, e escrevendo sobre comportamento e costumes. Foi humilhantemente encostado pela atual direção do Jornal do Comércio. Eu, quando diretor responsável do JC, tive a honra de colocar na Carteira de Trabalho dele a promoção de repórter para redator.

Raimundo Carrero: Muito bom texto, Talis…

Gilvandro Filho: Morre Alex

Alexandra Torres: Que ele tenha um bom regresso à Pátria Maior. Deus o abençoe.

Ana Aragao: O fim de uma era

Liborio Melo: Trabalhei anos com ele, no Jornal do Commercio. Figura humana única.

Sergio Moury Fernandes: Grande figura humana. Descanse em paz

alex foca

Ivan Maurício: O repórter policial José de Souza Alencar, o Alex, no começo de sua carreira, fazendo um “bico” no “Diario de Pernambuco” (foto).

Alex é alagoano de Água Branca e seu primeiro emprego em Pernambuco foi na Prefeitura do Recife nomeado por Miguel Arraes.

Alex também foi crítico de cinema no “Jornal do Commercio”, com o pseudônimo de Ralph, e ganhou notoriedade como cronista social.

Como escritor foi integrante da Academia Pernambucana de Letras.

Foi, arbitraria e injustamente, preso durante o regime militar.

Tenho em meu poder (só não consegui encontrar agora) a entrevista de Alex ao “Jornal da Cidade” onde ele relata em detalhes sua prisão pelo DOI-CODI. Na época, ele pediu para que não publicássemos pois ainda vivia atormentado com a violência que sofreu.

Assim que achar este texto publicarei aqui no Facebook.

Fica a minha homenagem a esse companheiro que muito dignificou a profissão de jornalista. Culto, preparado e íntegro.

Viva Alex!!!

Preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual na Faculdade de Medicina da USP

universidade USP

Sou Fernanda Luccas, doutoranda em Ciência Ambiental na USP e diretora da APG USP Capital.

A Associação de Pós-Graduandos Helenira ‘Preta’ Rezende, que representa os pós-graduandos do campus capital da USP, lançou no último dia 18/11, terça-feira, durante a 962a sessão do Conselho Universitário da USP, carta denúncia sobre os casos de estupro e discriminações de gênero, sexualidade, etnia e assédio moral, tanto na Faculdade de Medicina como em toda a universidade. Na visão da entidade, a instituição tem sido negligente e lenta em dar respostas à comunidade.

Venho aqui portanto, para pedir a divulgação desta carta e também, caso seja interessante, oportunamente gostaríamos de pedir um espaço para falarmos de nosso programa, pois entendemos que a pós graduação no Brasil tem muito a contribuir com a politização sobre diversos assuntos em pauta no Brasil. Muito Obrigada!

CARTA DENÚNCIA

Um jornal que defende a política de Alckmin na USP
Um jornal que defende a política de Alckmin na USP

 

Exmo Srs. Membros do Conselho Universitário (CO) da Universidade de São Paulo.

É com imensa preocupação que observamos nos últimos dias o nome de nossa universidade estampado nos jornais de maiores alcances regional e nacional de nosso país.

As notícias não são boas, associam o nome da Faculdade de Medicina da USP ao descaso e à completa falta de apoio frente a denúncias de preconceito, racismo, homofobia, abusos morais e violência sexual, resultando muitas vezes na perseguição das vítimas.

Isto ocorre frente à lentidão e ausência de posicionamento institucional no trato dos casos denunciados nas instâncias internas da faculdade, culminando no afastamento do Prof. Dr. Paulo Saldiva da Universidade de São Paulo, obrigando portanto, as vítimas a buscarem justiça em instâncias externas à Universidade.

Há aproximadamente dois meses o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou à Faculdade de Medicina da USP informações sobre casos de trotes violentos e violação de direitos humanos em festas.

Somente sob os holofotes e atenção da grande mídia, o diretor da FMUSP se pronunciou, afirmando que até a próxima semana seriam tomadas todas medidas necessárias para evitar a repetição de tais violações, bem como, enviados os documentos que relatam os incidentes questionados pelo MPE.

Se não fosse o suficiente, no dia 14/11/14 (sexta feira) foi publicado pela Rede Brasil Atual a denúncia de que o mesmo diretor da FMUSP, pressionou os Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo para não realizarem a audiência pública das denúncias de abusos, tentando exaustivamente por telefone, realizar uma manobra para inviabilizá­-la por falta de quórum.

A Universidade de São Paulo têm colecionado e protagonizado, ao longo de pelo menos os últimos 5 anos, denúncias de múltiplas formas de violência e desrespeito, afetando especialmente as categorias menos prestigiadas da universidade, como alunos de graduação, pós graduação e funcionários.

Denúncias relatando violência moral, como por exemplo, o constante e velado assédio moral por parte de professores aos seus alunos graduandos e pós graduandos, sobretudo ao gênero feminino e à comunidade LGBT, como também a violência sexual, moral e de cunho preconceituoso, praticada entre alunos em festas e trotes universitários, têm sido parte da rotina desta universidade.

Aqui colocamos uma reflexão: se os próprios diretores, professores, alunos e sociedade civil concordam que qualquer tipo de violência não pode ser naturalizada e deve ser punida, então essa rotina de violência mais velada ou mais extrema, porém causadora de danos humanos profundos, deveria ser investigada, punida e prevenida.

Contudo, o discurso por parte dos gestores da USP observado na mídia está diametralmente distante da prática que encontramos em nosso cotidiano, como demonstrou a recente tentativa de esvaziamento da audiência da ALESP.

Este fato configura uma absoluta negligência de quem deveria, por obrigação, dar o melhor exemplo, seja investigando e punindo com o rigor da lei os responsáveis pelos abusos, seja pela criação de instrumentos, orgãos e políticas educacionais que evitem a ocorrência de novos casos.

Esta negligência demonstra também, os valores ultrapassados, machistas, sexistas, despotistas e antidemocráticos praticados e afirmados nesta instituição e portanto, torna seus gestores co­responsáveis e co­autores de todos os casos e práticas violentas em vigor na universidade.

O mais grave e mais estarrecedor é que, em sendo a USP uma universidade pública, sustentada pelos impostos de toda a população paulista, dos mais pobres aos mais ricos, ela têm por obrigação moral servir à sociedade e estar sempre na posição vanguarda em tudo, não apenas em sua produção acadêmica ou nos títulos de seus professores que embelezam as paredes da instituição.

Essa rotina violenta quase enraizada, institucionalizada pela negligência de seus gestores, se tornou uma importante força motriz do declínio da qualidade do ensino e de formação humanística oferecida ao corpo discente como também, do conhecimento que ultrapassa os muros da instituição e chega para a sociedade.

A negligência e porque não, a negação de todas as formas de violência moral e sexual existentes na USP é outrossim, uma faceta pouco palatável à opinião pública, de um projeto violento e segregador que vem sendo construído pelos gestores e governo do estado de São Paulo, que a cada dia torna a universidade menos pública.

Isto ocorre na medida em que se dificulta o acesso do público em geral aos acervos nas bibliotecas e de todos os espaços que poderiam ser utilizadas coletivamente, mas não o são em função das catracas, câmeras de vigilância e PM dentro de campus ­ que supostamente protegeriam o patrimônio estrutural e a integridade física das pessoas que utilizam tais espaços, o que também não procede, considerando os dados divulgados na mídia, que mostram o crescente aumento de roubos e outras formas de violência desde a instauração da PM dentro do campus.

Muitas das vezes em que vítimas denunciam os erros ocorridos no interior desta instituição, imediatamente são colocadas na posição de agentes que visam depreciar a imagem da universidade, têm suas denúncias dissolvidas sob a alegação de exagero ou pouco discernimento político, passando portanto por um processo de silenciamento e responsabilização por todos os malfeitos.

Desta forma, aqueles que violentam ou permitem a violência na instituição, sentem­-se protegidos e tudo continua como sempre, em prol de uma moral e um nome a ser zelado diante da opinião pública.

Portanto, os diretores, a reitoria, o governo do estado de São Paulo e todos os que têm vetado as investigações é que são o cerne da violência observada nesta universidade e isto precisa ser revisto, investigado, modificado e retirado.

Que se retire o cerne do mal pela raiz.

Neste contexto, viemos por meio desta carta, a denunciar a violência e negligência alertando que todas estas situações são de integral responsabilidade da instituição e que, se queremos zelar pelo nome, pela qualidade e pela credibilidade dela, investigar e punir com rigor e transparência, doa a quem doer, sendo exemplo no combate e prevenção do racismo, sexismo, machismo e homofobia é a atitude que se espera dos gestores daquela que foi por muito tempo, uma das mais importantes, conceituadas e arrojadas universidades do país.

Respeitosamente, Associação dos Pós Graduandos Helenira “Preta” Rezende (APG USP Capital)

 

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Vandalismo nas ruas

As manifestações de rua são necessárias e democráticas.

Existe o vandalismo gratuito. Tipo depredação dos equipamentos urbanos e comunitários, que acontece com ou sem protesto de rua.

responsabilidade

Os serviços públicos estão sucatados. Basta uma olhada nas escolas pichadas e o quebra-quebra de cadeiras, o desvio da grana da merenda escolar, o bulismo, os estupros de menores.

Nos hospitais e postos de saúde, as filas, o roubo de medicamentos, a gazeta dos médicos, os prédios sujos, as mortes por infecção hospitalar, e os macabros atestados de óbito por causa desconhecida.

No Brasil nada cordial, a queima de mendigos, os linchamentos, a violência policial.

Cresce a lista de pessoas desaparecidas, e de presos sob a guarda do Estado, as chacinas e as mortes de “bandidos” pés-rapados na farsa dos tiroteios, uma  selvajaria que levou o  governador Geraldo Alckmin a proibir que os soldados  prestem socorro às vítimas da violência. Para evitar assassinatos dentro de viaturas militares.

Publicado no último dia 12, jornal O Dia. Rio de Janeiro, no Morro do São João, no Engenho Novo, uma invasão da polícia de Sérgio Cabral terminou com um jovem morto.

A vítima foi identificada como José Carlos Lopes Junior que, coincidentemente, morreu no dia do aniversário de 19 anos. Após o intenso tiroteio, dezenas de moradores da favela, que conta com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro de 2011, fecharam a Rua Barão de Bom Retiro, onde incendiaram dois ônibus.

 Transcrevo de reportagem de Flavio Araújo e Marcelo Victor: Pai do rapaz morto, José Carlos Lopes fez grave denúncia contra os milicos da UPP: “Mandaram meu filho ajoelhar e o assassinaram. Que polícia é essa? Por isso que sumiram com o Amarildo e não acontece nada”, disse, referindo-se ao auxiliar de pedreiro morto após sessão de tortura em julho, na Favela da Rocinha.

Santiago

tiro na cabeça

Denunciam as Mães de Maio: O jornal “A Cidade”, de Ribeirão Preto, publicou uma matéria (e uma seqüência de fotos espetacular) que dá mais algumas amostras do grau de selvageria, despreparo e descontrole da polícia de Alckmin.

Adolescentes entre 12 e 17 anos foram agredidos e ameaçados depois de uma confusão em uma escola na pequena cidade de São Simão. O estopim foi o roubo de um cartão de memória de um aluno. Houve quebra-quebra e depredação. Seguiu-se um “protesto”. A PM foi chamada.

De acordo com a publicação, um menino de 12 anos foi levado pelo braço. Garotos e garotas foram algemados e forçados a se ajoelhar no chão. Três meninas foram jogadas na viatura depois de ser capturadas pelos cabelos e apanhar.

O confronto no colégio representa, de certa forma, um microcosmo do que vem acontecendo nas manifestações. Se a PM não consegue conter um grupo de crianças, como vai lidar com milhares de adultos?

Um certo capitão Maurício Tavares explicou o seguinte: “Essas crianças têm índole violenta. É preciso cuidado. As pessoas podem se machucar gravemente”.

Para o capitão de fila de melão: as “crianças têm índole violenta”, e ele comanda fardados pacíficos”.

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Itajaí. Foto de Zé Rogério/RICTV

Em Itajaí, Santa Catarina,a comunidade do bairro Cordeiros, deteve um suspeito de ter assaltado uma lanchonete na tarde desta quinta-feira 13.

O homem linchado e amarrado no poste por populares tem 26 anos, mas não registra passagens pela polícia.

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Em São Luiz, a população do Bairro Radional amarrou um homem também acusado de roubo, no dia 8 de junho de 2012.

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No Paraná, em 6 de setembro último, um idoso causou transtornos no Conjunto Vivi Xavier, zona Norte de Londrina. Vivendo sozinho em uma pequena casa de fundos na Rua Elvis Presley, Antonio Borges teve um surto e acabou sendo agredido e amarrado a um poste.

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Em janeiro último, no dia 6, um “ladrão” foi surpreendido quando tentava invadir uma casa na Vila Roberto, em Birigui (SP).

Toda imprensa deu destaque aos estudantes da faculdade Cásper Libero, de São Paulo, que no trote deste ano, no último dia 11, amarrou um calouro ao poste por mais de 40 minutos.

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No mesmo trote uma uma estudante aparece com uma banana na boca. Segundo relatos dos estudantes, as meninas e alguns meninos tinham que reproduzir sexo oral na fruta ou em um pepino.

Assédio moral e assédio sexual: treino de felação
Assédio moral e assédio sexual: treino de felação

Além disso, uma estudante teria ficado ferida nas mãos e nas pernas após ter peças das roupas cortadas à tesoura. Muitos alunos ficaram apenas de cueca ou de calcinha e sutiã.

Os futuros estupros depois serão escondidos, como aconteceu na Universidade Federal de Juiz de Fora, Minhas Gerais.

O escracho no Brasil

O escracho no Brasil era praticado nos trotes universitários. Proibidos, pelo golpe de 64, foram transformados em carnaval fora de época. Atualmente virou um zona: os estudantes promovem orgias, assédio sexual, assédio moral, inclusive existem casos de mortes e estupros.

O último trote que participei aconteceu em Natal, em 1061, no primeiro ano do governo de Aluísio Alves. Abria o trote uma faixa: “A entrada no Palácio Potengi é Clara e Franca”, nomes de duas jovens da alta sociedade de Natal, consideradas amantes de Aluísio. Naqueles tempos não existia o politicamente correto de chamar uma amante de “noiva”.

No trote, além de cartazes e fantasias criticando os políticos, um caixão de defunto, com um rabo de fora. Na tampa do caixão o nome Leão do secretário de Segurança do Estado.

Os estudantes cercaram o Palácio Potengi, sede do governo, e apesar das ameaças de um pelotão da polícia, só dispersaram depois de recebidos pelo governador. Foi entregue uma lista de reivindicações.

Sobre os trotes, o testemunhal de Cristina Moreno de Castro: a “UFMG vem sendo palco de trotes com cunho racista e nazista, que nunca tinham sido vistos lá”.

Outra prática de escracho: a serração da velha. Escreve Câmara Cascudo: “No Brasil conheceu-se desde princípios do sec. XVIII a cerimônia caricata de serrar a velha durante a Quaresma. Os dias variavam, vindo até o Sábado de Aleluia. Um grupo de foliões serrava uma tábua, aos gritos estridentes e prantos intermináveis, fingindo serrar uma velha que, representada ou não por algum vadio da banda, lamentava-se num berreiro ensurdecedor: Serra a velha! Serra a velha! E a velha gritando, gritando. Vezes ocorria essa comédia diante da residência de pessoas idosas (…).

Vez por outra a Serração da Velha era feita fora da Quaresma e com intenção política, demonstração de desagrado, à porta de um chefe decaído ou derrotado nas eleições”.

Estudante, participei de uma Serração da Velha. Isso acontecia na noite escura. Para incomodar o sono de agiotas e avarentos e políticos. Gritava-se: “Quando tu morrer que vais levar para o inferno? Teu palacete? Tua botija de ouro? O dinheiro da prefeitura?” Eram listados os bens do figuraço. Qualquer luz acesa na residência, a turma da baderna corria.

A queimação de Judas

Historia Cascudo: “São bonecos de palha ou de pano, rasgados e queimados no Sábado de Aleluia. Tradição popularíssima na Península Ibérica, radicou-se em toda a América Latina desde os primeiros séculos da colonização européia. No Rio de Janeiro oitocentista os Judas tinham fogos no ventre e apareciam conjugados com demônios, ardendo todos numa apoteose policolor, extremamente aplaudida pelo povo e registrada por Debret”.

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Apesar de proibida, a malhação de Judas persiste.

Em Curitiba, boneco representando o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, foi "malhado" na Boca Maldita
Em Curitiba, boneco representando o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, foi “malhado” na Boca Maldita

Escreve Sílvio Anaz:
Políticos são os Judas preferidos dos brasileiros

“Desde os tempos coloniais, o brasileiro tem incluído as autoridades e os principais problemas públicos entre os Judas da vez. Na tradicional malhação da rua dos Lavapés (em João Pessoa), que existe desde a década de 20, vários Judas são preparados para dar conta de todos os desafetos da comunidade. Entre eles estão sempre os moradores mais ranzinzas e os políticos mais rejeitados. Em 2007, foram oito os Judas malhados na rua dos Lavapés. Seis representavam políticos, do prefeito da cidade aos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Um representava um personagem corrupto de uma popular novela da televisão e, o oitavo, referia-se a um dos moradores do bairro.

Galeria de fotos

Os ingleses queimam Guy Fawkes

Guy Fawkes

No reinado de Jaime I, filho de Maria Stuart, a Inglaterra teve várias conjuras. A mais perigosa, para André Maurois, “foi a célebre Conspiração da Pólvora (1605). Era seu objetivo matar ao mesmo tempo o rei, os Lordes e os Membros dos Comuns que estivessem presentes, fazendo ir pelo ar a Câmara dos Lordes quando todos lá estivessem reunidos. Como os protestantes estavam privados, de súbito, dos seus chefes, uma rebelião católica teria talvez triunfado, porque se contava com a inércia das massas. Pela qualidade dos culpados e pelos métodos empregados, a conspiração evoca quanto a nós as dos terroristas russos nos fins do século XIX. Os conjurados eram fidalgos. O mais célebre deles, Guy Fawkes, aprendera a arte das minas e túneis na campanha de Flandes.

Guy Fowkes
Guy Fowkes

Guy Fawkes e os seus amigos alugaram, primeiro, uma loja frente ao Parlamento, mas em breve descobriram por um acaso um local, situado exatamente debaixo da Câmara dos Lordes, o que dispensava de cavarem eles a mina. Alugaram o local e foram amontoando barris de pólvora, escondidos debaixo de feixes de lenha. O atentado teria atingido os seus fins, se os conspiradores não julgassem indispensáveis prevenir alguns dos partidários para organizar a revolta, após a explosão. Um dos que sabiam do segredo achou de seu dever informar o governo. Guy Fawkes ficou só, corajosamente, para acender a mecha no momento preciso; foi preso (5 de novembro de 1605) e supliciado.

Decapitação de Guy Fawkes
Decapitação de Guy Fawkes

Com ele morreram os cúmplices e também o Provincial dos jesuítas ingleses, Garnet, acusado de ter aconselhado o crime. Parece que a acusação era falsa. Henry pecou apenas pelo silêncio, mas a indignação provocada pela descoberta de tão grave atentado, que pouco faltou para ser perpetrado, tornou os católicos mais suspeitos do que nunca. Privaram-nos dos direitos políticos como também os declararam incapazes de exercer as profissões de advogado e médico e até de gerir os bens dos filhos menores. A Conspiração da Pólvora consumou por muito tempo a ruína do catolicismo na Inglaterra. O papismo, para muitos espíritos ficou ligado à sombria imagem de conspiração contra a segurança do Estado – que nunca chegou a provar-se; durante um século todo o homem político, todo o soberano suspeito de aliança com Roma, era condenado pela opinião pública”.

A distorção da personagem histórica Guy Fawkes no Anonymus precisa ser estudada. Uma história em quadrinhos e o cinema criaram uma máscara hoje cultuada.

Anonymus
Anonymus

Defender o ensino público e condenar os desvios de verbas da educação

BRA_OG contra ensino públicoO governo perde uma dinheirama com o comércio do ensino privado. O escândalo da Operação Porto Seguro provou esta safadeza impune.

Os trotes acadêmicos não devem ser realizados para humilhar os calouros. Basta de bebedeira, orgia, assédio sexual, assédio moral e bullying. A politização dos trotes já!

Defender o ensino público começa pela fiscalização do luxo das reitorias, da mordomia magnífica dos reitores. Pela fiscalização, promovida pelos estudantes, dos elefantes brancos, das obras inacabadas e contratação de serviços fantasmas.

Uma menina de 13 anos, com seu Diário de Classe no Facebbok, conseguiu mudar a escola que estuda. Diretório acadêmico sem uma página na internet é sinal de cumplicidade pelo silêncio.

Os estudantes brasileiros precisam conhecer os movimentos estudantis do Chile.

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Represión estatal a movilizaciones sociales: La impunidad de la violencia

Agosto de 2011 quedará grabado en la memoria de las personas como uno de los meses donde la represión del Estado al movimiento social fue tremendamente violenta. En ese momento la demanda por una educación gratuita, de calidad para todos  y todas concitó un apoyo del 89% de la población. Y se manifestaba enérgicamente en la calles al son de caceroleos o cortes de ruta. El día 4 de agosto tuvo su punto más álgido. El 25 del mismo mes, un policía asesinó al joven Manuel Gutiérrez.

Por Gonzalo Espinoza

 Comenzaba agosto y el movimiento estudiantil había sorteado la Copa América y con ello volvía a cobrar relevancia en la agenda nacional. Miles de estudiantes a lo largo de Chile paralizaron sus establecimientos y salieron a las calles para demostrar el descontento con el actual sistema de educación y demandar uno nuevo. Ante la nula respuesta de Piñera, para el 4 de agosto se convocaron dos marchas que marcarían un hito en la movilización.

Ese día la represión policial fue expresión de la dureza con la que el gobierno enfrentaba a los estudiantes. La violencia callejera fue el método que utilizaron los manifestantes para responder. Durante la noche el humo del fuego era el símbolo de la batalla, el ruido de las cacerolas sonaba al unísono con los cantos y las piedras que chocaban contra los carros policiales. La imagen de la dictadura parecía volver a aplastar a los que clamaban por justicia.  Al término de la protesta las calles eran de gas lacrimógeno, mojadas por el chorro del guanaco, pero con aires de valentía por la vehemencia con la cual la gente no permitió que su voz fuera silenciada otra vez.

Por todos es conocida la palabra represión. Ésta va en directa asociación con lo que puede ser un chorro de agua, gases o un palo en la cabeza. Sin embargo, la realidad de ésta es aún más cruda y no es un hecho esporádico, es un método de control de masas aplicado sistemáticamente por los gobiernos para acallar y criminalizar a las personas que se manifiestan en las calles. La represión incluye desde golpes, torturas, llegando en muchos casos incluso a asesinatos.

“Decían ‘hay que humillarlo a este weón, hay que pegarle’. Después me taparon la cara con una polera, mientras estaba esposado y me mojaron la cara para que no pudiera respirar. Cuando empezaba a toser me soltaban, para que pudiera respirar… Me pegaban en el piso mientras me dejaban acostado (…)”. Este uno de los tantos testimonios consignados en el informe de la Comisión Ética Contra La Tortura que sistematiza una gran cantidad de vivencias de personas que sufrieron maltratos por parte de Carabineros durante el 2011.

LICENCIA PARA ASESINAR

Alrededor de las once de la noche del día 25 de agosto, en medio del paro convocado por la Central Unitaria de  Trabajadores (CUT), Manuel Gutiérrez (16) y su hermano Gerson iban en dirección a una pasarela para presenciar los enfrentamientos entre manifestantes y Carabineros, cerca de la población Jaime Eyzaguirre de la comuna de Macul. “A 300 metros de llegar se escuchan tres disparos y cuando suena el tercer disparo ‘Manolito’ cae al suelo”, así relata Gerson el momento cuando Miguel Millacura hace uso de su arma de servicio, dándole en el tórax a su hermano, quien horas más tarde fallece en la posta 4 de Ñuñoa.

Se va a cumplir un año desde el hecho y actualmente Miguel Millacura se encuentra en libertad esperando la sentencia de la fiscalía militar, la cual cerró el sumario del caso. La causa fue tipificada bajo el delito de “violencia innecesaria con resultado de muerte”, en ningún caso homicidio como sería catalogada bajo la justicia civil. Es por esto que desde noviembre de 2011 se formó el Comité por La Justicia para Manuel Gutiérrez, el cual agrupa a distintas organizaciones, y que busca que el caso termine con una resolución justa para que se condene de manera efectiva al autor del crimen. Miguel Fonseca, miembro activo de la agrupación, señala que su apuesta “es que a través de la movilización se puedan ir generando condiciones para que se posibilite la no impunidad”.

Dentro de las acciones que ha realizado el comité, se hizo una campaña de firmas a los vecinos para cambiarle el nombre a una plaza de la población Jaime Eyzaguirre, bautizándola como Plaza Manuel Gutiérrez.

El caso de Manuel es uno de los tantos asesinatos que han ocurrido en democracia. Hoy son más de 60 y en su mayoría han quedado impunes. Dentro de éstos se encuentra atías Catrileo, Claudia López, Alex Lemún, Johny Cariqueo y una larga lista que incluye la muerte de militantes de organizaciones de izquierda -en diversas situaciones- hasta mapuche, trabajadores y estudiantes sin militancia que nada tenían que ver con movimientos políticos. La mayoría de ellos ocurrieron durante  los gobiernos de la Concertación.

FIN A LA JUSTICIA MILITAR 

Si hay algo que es transversal a todos los asesinatos cometidos en democracia por parte de Carabineros, es que los procesos judiciales de los involucrados no los realiza la justicia civil, sino que la fiscalía militar. Esto hace que sus penas sean muy bajas y muchas veces queden libres los autores de los homicidios. “Nosotros evaluamos que actualmente la represión a la protesta social que ejerce Carabineros tiene un cheque en blanco, un espaldarazo, que está dado porque posteriormente son juzgados por sus pares”, sentencia Fonseca.

Es por esto que el siguiente paso para hacer frente a la situación, por parte del comité, es la creación de una Agrupación de Víctimas de la Represión Policial. Esto no sólo va en la línea de juntar los casos que han terminado con muertes, sino también casos de cualquier índole que involucren el uso de la violencia por parte de Carabineros. “Se es víctima cuando se ha sido torturado en procesos de detención, cuando se sufren vejámenes”, añade el miembro del Comité.

El objetivo de la agrupación sería acabar con la justicia militar, visibilizando los casos para que no se tomen como hechos aislados, destacando que todos son derivados a una misma institucionalidad que no condena los actos de violencia por parte de Carabineros, sino que entrega fallos que permiten seguir aplicando procedimientos que violan los derechos humanos. “Nosotros tenemos la esperanza, hasta que se dicte el veredicto, de que Millacura pague, vemos que tenemos todo en contra nuestra, pero la esperanza es lo último que se pierde”, dice Gerson.

Así continúan las luchas por la justicia de aquellos que cayeron en tiempos pasados y son recordados cada vez que se les invoca como símbolos en las marchas.  Aunque, como dice su hermano, “Manuel no era un compañero”, sin quererlo, se convirtió en uno de los rostros por los cuales se levantaran banderas en contra de un sistema que oprime a inocentes, y deja libres a asesinos.

Os trotes universitários e a liberdade do corpo

Os estudantes hoje nos quatros cantos do mundo civilizado
Os estudantes hoje nos quatro cantos do mundo civilizado

Os estudantes universitários brasileiros apenas pensam naquilo…

Os trotes sempre foram para protestos sociais e políticos. Viraram uma parada sadomasoquista.  Os veteranos realizam as mais diferentes práticas de assédio moral e de assédio sexual & outras desumanas violências. Na Universidade Federal de Juiz de Fora, em abril último, uma caloura, de menor, terminou currada. Isso no campus, onde estão sendo construídos prédios à Delta, inclusive um hospital super, super faturado. Na Funec, em Santa Fé do Sul, em São Paulo, outra aluna teve que abandonar a faculdade, pelas queimaduras que lhe marcaram o corpo e a alma. Veja vídeo 

Não é de estranhar que os estudantes realizem as mesmas sessões de tortura dos porões da ditadura militar, práticas que as polícias dos governadores e os guardas municipais dos prefeitos realizam diariamente contra o povo. Idem a justiça nos despejos contra os sem terra e os sem teto. Aconteceu com a justiça de São Paulo no massacre nazista do Pinheirinho, em São José dos Campos. Acontece com a justiça dos novos e modernos prédios com rachaduras do Rio de Janeiro, na desapropriação de 400 fazendas doadas pelo governador Sérgio Cabral para a construção, com dinheiro & outras facilidades públicas, da  Eikelândia, um complexo portuário industrial, que vai destruir matas, bosques, verdes vales, lagoas, praias, e poluir o ar, rios e mares. É um projeto que desmoraliza a Rio+20. Contra a economia verde e a economia azul, defendidas pela Cúpula dos Povos por Justiça Social, conferência mundial que também será realizada no Rio, neste mês de junho.

Passeata estudantil pela permanência da polícia no campus da USP
Passeata estudantil pela permanência da polícia no campus da USP
Estudante indignado brasileiro
Estudante indignado brasileiro
Polícia não precisa de infiltrados nos movimentos estudantis
Polícia não precisa de infiltrados nos movimentos estudantis

 “E o teu futuro espelha essa grandeza…” Os trotes universários retratam um Brasil (d0) real. Nosso comportamento, nossos costumes 

Trote inspirado no educativo programa BBBrazil
Trote inspirado no educativo programa BBBrazil
Trote que lembra os heróis de Bial
Trote que lembra os heróis de Bial
Trote que lembra os programas do Faustão, o grande educador das massas
Trote que lembra os programas do Faustão, o grande educador das massas

OS TROTES TAMBÉM REPETEM AS CENAS DOS PORÕES DA DITADURA.  São realizados por anormais. E explicam porque os estudantes não estão engajados na campanha de punição para os sequestradores e torturadores do regime militar. A tortura do afogamento era assim. Realizada com água doce ou salgada. Os universitários usam cachaça

 

OUTRO TIPO DE TORTURA: QUEIMAR O CORPO DO PRESO. Com fios condutores de eletricidade, chama de isqueiro, de cigarro, com ácido e outras substâncias. Duas fotos de trote

Fi-lo porque qui-lo, defendeu um torturador estudantil. Outra frase repetida: O corpo é meu, faço com ele o que quero. Certamente que sim. Depois da faculdade, o corpo pode ser sujeitado a todo tipo de trabalho. “Que ser livre é fácil. Difícil é viver em liberdade”, ensina Gide. Aprenda (vídeo)

Aprende a cantar. Defende a Cultura brasileira. Diz não ao Rock in Rio, que mata o samba, o frevo, a música popular brasileira.