Freikorps na USP?

Por Demian Alves Ribeiro

Depois de ler na edição eletrônica do jornal O Estado de São Paulo que a “USP terá ‘pelotão universitário’ com policiais alunos”, fico incrédulo com esta medida de inspiração – sem nenhum exagero – fascista. A USP decidiu por formação de milícias? Ou seja, após o incêndio do parlamento, um passo além do bedéu, temos agora a nossa freikorps. Fico pensando em como funcionará essa milícia uspiana em caso de greve, especialmente em locais como a FEA?

Como ela, milícia da USP, funcionará melhor do que a guarda? Como isso resolveria uma reação a assalto? Pelo que militará a nossa milícia? Militarão pela
manutenção da ordem e de um ambiente asséptico, além de se formar pedagogicamente os futuros alunos dedos-duros do ME, e quando a coisa apertar a quem a milícia estudantil da USP irá chamar? Ora, a mesma polícia que tira a identificação para bater à vontade e, às vezes, brinca de explodir caixa-eletrônico.

Cada vez mais me convenço que a USP não é mais uma universidade, exceto se
jogarmos na lata do lixo o conceito de universal. Leia mais. Transcrevi trechos

Publicado por

Talis Andrade

Jornalista, professor universitário, poeta (13 livros publicados)

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