Brasil não tem Camila Vallejo. Tem Camila Valadão

Camila Vallejo, um mito internacional
Camila Vallejo, um mito internacional

Camila Vallejo revolucionou o Chile, promovendo uma greve de oito meses, com o apoio dos estudantes, professores e pais de alunos, pelo ensino público grátis. Conseguiu o primeiro mandato de deputada federal, e os chilenos sonham elegê-la presidente.

A greve de Camila Vallejo apagou de vez a legenda do medo criada pelo ditador Pinochet. Será que Camila Valadão conseguirá mudar o Espírito Santo, um estado com seu meio-ambiente ameaçado pelo Porto de Açu, pouso de naves dos traficantes de cocaína, invadido pelos milicianos e bicheiros do Rio de Janeiro e repleto de corruptos no executivo, no legislativo e no judiciário?

Camila Valadão, do PSOL, concorre pela 1ª vez em uma eleição e é a mais jovem a tentar o cargo de governador em 2014

 

por Aretha Martins

O que você faz aos 29 anos? Busca um bom emprego, deixa a casa dos pais, pensa em casar? Camila Valadão se encaixa em parte desse perfil, mas tenta um pouco mais. A 28 dias de completar 30 anos, idade mínima estabelecida pela Constituição para um governador, a representante do PSOL é a candidata mais jovem ao governo estadual nas eleições deste ano, concorrendo ao cargo no Espírito Santo.

Camila, que se descreve como da oposição, é assistente social e mestre em política social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e disputa o seu primeiro pleito. Desde o começo do ano, quando deixou a casa da mãe, Rita de Cássia, no município da Serra, mora sozinha na capital Vitória para cuidar da campanha. “Facilita para a candidatura, para cumprir a agenda. Mas minha mãe vem sempre para ajudar, principalmente com as coisas da casa”, disse a candidata em entrevista ao iG.

Militante desde os 17 anos – começou no PT e migrou para o PSOL em 2005 –, Camila afirma que a primeira reação ao saber que seu nome era cotado para disputar o governo do Estado foi um susto. “Eu fiquei muito aflita e muito desesperada. Eu pensava: ‘Não tem como, não tenho preparação ou qualificação para isso’”, relembrou Camila, escolhida pelo partido depois de meses de debates por se encaixar no perfil de alguém com potencial para dialogar com a juventude e várias classes sociais.

“Até a homologação, eu acordava todos os dias pensando: ‘É isso mesmo? Sou candidata mesmo? É real?’. Agora eu já assimilei a tarefa e tenho vivido tudo em torno dela. Já tenho tocado a agenda da candidatura na íntegra. O medo já passou”, afirmou.

Para ela, a candidatura é mais um trabalho, e a pouca idade em relação aos concorrentes – Casagrande, candidato à reeleição, tem 53 anos e Paulo Hartung, que já foi governador do Espírito Santo, tem 57 – não é um problema. Camila afirma que, apesar de ela e seu partido saberem que governar um Estado é uma grande responsabilidade, não é uma tarefa absurda pela premissa de que quem governa não governa só. “Certamente o nosso governo não seria o da Camila e seus 30 anos de idade, mas das ideias que a gente está se propondo a defender”, comentou.

Estréia na disputa

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social

Antes de 2014, a candidata era concorrente apenas nos sonhos do pai, Sérgio Valadão. “Eu falava que ia ser presidente quando eu era criança, e meu pai apoiava. Lembro bem que na, eleição anterior, quando Dilma já aparecia com chance, meu pai dizia: ‘Ela não vai ser eleita porque a primeira presidente mulher do Brasil será você’. Ele continuou com a ideia, eu que a abandonei assim que cresci. Eu sempre quis ser professora”, conta.

Apesar de ter desistido da ideia de ser presidente, a jovem cresceu rodeada por políticos. Seus pais ajudaram a fundar o PT na cidade de Serra, por exemplo. Ela relembra ter crescido no meio das atividades, de plenárias, em comícios, em visitas a assentamentos do MST. Entretanto, a primeira possibilidade de uma candidatura veio em 2010. O PSOL cogitou que ela concorresse à Prefeitura de Vitória naquele ano, mas o final do mestrado e a dissertação a impediram de seguir com a ideia.

Camila Valadão é professora e já trabalhou como assistente social
Agora, a primeira candidatura de Camila é logo para o cargo de governador. “Até o momento, a receptividade em torno da campanha tem sido muito positiva. Acho que as pessoas têm se surpreendido. Ousadia é a palavra que a gente tem escutado de muita gente e inclusive usamos isso até no slogan da campanha”, explicou. Será que começar pelo governo pode significar ambição para os eleitores? “Até o momento eu não tenho percebido isso, não. Vamos ver mais para frente”, respondeu.

O episódio que ela conta como desconfortável foi no dia da homologação da campanha, quando relata ter recebido um tratamento diferenciado em relação aos outros candidatos. “O governador, o Casagrande, me cumprimentou com um beijo na testa. Eu fiquei incomodadíssima com isso. Os outros ele cumprimentou com aperto de mão. Eu achei um ato machista e uma tentativa de inferiorização. Quem você beija na testa? Um amigo ou um filho. Eles podem ter essa percepção por eu ser uma jovem, mas posso assegurar que essa jovem vai dar muito trabalho”, desafiou a candidata. Segundo ela, os debates serão uma boa oportunidade para a população ver como “estamos bem preparados”.

Já algumas reações ela encara com bom humor. Solteira, Camila Valadão é alvo de pretendentes. “Já recebi muitos pedidos de casamento pelo Facebook. Acham que estou participando das eleições para casar, mas não é.”

Apesar da rotina intensa com a campanha e do desafio de tentar ser a governadora mais nova do Brasil – Ciro Gomes assumiu o comando do Ceará em 1990, aos 32 anos –, a candidata do PSOL não deixa de lado as atividades corriqueiras e que lhe dão prazer. “Adoro sair, ouvir música e gosto muito de ler. Gosto de MBP, rock, forró… Gosto muito de leitura que tenha a ver com tema de política, mas também literatura em geral”, resumiu.

Camila

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ENTREVISTA EXCLUSIVA A CAMILA VALLEJO: “Yo conozco mucha gente de edad que tiene un ímpetu y una juventud extraordinaria. Y hay jóvenes a los que no los motiva nada, que no quieren cambiar las cosas. Lo que creo es que esto no es una cuestión etaria”

“El aporte de los movimientos estudiantiles tiene que ver con romper la barrera de lo posible”

 

Camila coroada
La reconocida exponente de la levantada juvenil de 2011 y actual diputada chilena apenas tiene 26 años, pero lleva en su mochila años de militancia por la educación, una reciente experiencia como madre y una licenciatura en Geografía. Icono político de la juventud en el nuevo siglo, habla desde Santiago sobre política, educación, maternidad y transformaciones, de las sociales y las internas.

 

 

Daily digital collage

 

 

por Juan Manuel Daza
Desde Santiago, Chile
Tenés sólo 26 años y, en muy poco tiempo, hiciste un montón de cosas. Ahora, sos madre primeriza y flamante diputada. ¿Cómo son estos momentos en los que te deben pasar cosas nuevas todos los días? ¿Cómo te sentís?

–Es un constante descubrimiento. Efectivamente, tengo 26 y en muy pocos años –yo diría que desde 2011– me han pasado muchas cosas. Y cosas que no están dentro de la normalidad que vive un joven de 26 años. Me tocó ser parte de la dirigencia del movimiento estudiantil más importante en la historia reciente de Chile. Después, me tocó sacar la tesis de la licenciatura en Geografía en medio de ese proceso de movilización. También me tocó afrontar una campaña electoral y ser madre. Y eso, efectivamente, complicó mi vida cotidiana.

Hoy en día, Camila Vallejo tiene una hija de ocho meses que se llama Adela y, además, es diputada nacional por la comuna de La Florida, en la Región Metropolitana de Santiago. A sus 23 años alcanzó fama internacional como una de las principales líderes del movimiento estudiantil chileno. Su lucha y la de sus congéneres: desmercantilizar y recuperar una educación pública, gratuita y de calidad para el país trasandino. Ese año fue uno de movilizaciones de las que se hizo eco todo el mundo. Y ella presidió la Federación de Estudiantes de Chile (FECH).

Como miembro del Partido Comunista, su aguda inteligencia, su elocuencia y capacidad de oratoria y, probablemente también, su indiscutible belleza, la elevaron como icono al frente de una generación que comenzó a manifestarse masivamente en contra del profundo proceso de neoliberalización que Chile vive hace más de 40 años. Aquí, la salud y la educación son derechos de los que la gente puede gozar más en calidad de consumidor que de ciudadano.

Habiendo vivido años intensos y por ser una radical catalizadora del movimiento social, ahora a Camila le toca ocupar una de las cuatro bancas que el Partido Comunista consiguió en el Congreso de la mano de la Nueva Mayoría: la alianza multipartidaria con la que la socialista Michelle Bachelet logró obtener su segunda chance como presidenta de la República de Chile. La actual presidenta se hizo eco de las demandas estudiantiles y presentó un proyecto basado en tres ejes programáticos fundamentales: la reforma tributaria, educacional y constitucional.

De esta manera y no sin escepticismo, en Chile, finalmente, parece que podrían comenzar a darse grandes transformaciones. Así también, la vida de Camila no para de cambiar.

camilia brasil

 

¿Cómo hacés para poder con todo lo que se te presenta? ¿Prima la racionalidad o el instinto?

–Creo que siempre son un conjunto de factores. No es un solo elemento el determinante en este tipo de decisiones. Hay un porcentaje de racionalidad, un porcentaje de la formación política que uno tiene, pero también de instinto y del entorno en el que uno se desarrolla. Tus amigos, tu familia, tus compañeros: los que uno ve en su vida diaria te van ayudando a tomar ese tipo de decisiones. Finalmente, es una decisión personal. Pero el conjunto de factores confabula para que uno diga: “Ya, voy a seguir este camino”. La racionalidad ocupa un porcentaje importante, porque efectivamente uno dice: “Salimos a la calle luchando por una transformación profunda en la educación. Eso nos llevó a pensar una transformación muchísimo mayor de la sociedad. ¿Cómo sigo contribuyendo a esa lucha?”.

Y a partir de eso, surgirán otras preguntas, otras dudas.

–Sí, ahí uno se pregunta: “¿Donde, quizá, yo puedo jugar un rol más preponderante, que contribuya más al desarrollo de esa lucha? ¿Me mantengo sólo en la calle?”. Yo dije: “No, no va a servir sólo manteniéndome en la calle. La calle es un elemento importante pero yo ya voy a salir de la universidad. Voy a dejar de ser dirigente estudiantil por una cuestión natural, obvia, y después: ¿Quiero contribuir solamente desde mi ejercicio profesional o puedo también contribuir, bajo la experiencia que he adquirido, desde otro lado?”. Y ahí decidí seguir dando esta pelea y creer que desde el Congreso se puede ayudar. Nos faltaron representantes en el Congreso en el momento en que estuvimos peleando en las calles y los echamos de menos. No teníamos las mayorías para poder impulsar más fuertemente los cambios simplemente haciendo presión desde las calles.

¿Qué cualidad creés que tenés que posibilita que hayas logrado todas estas cosas en tan solo cuatro años?

–Cualidad no sé. La verdad es que me tocó vivirlo y fui afrontándolo nomás en el camino. Creo que cualquier joven de mi edad podría afrontarlo si se lo toma en serio. Lo que pasa es que no está dentro de las metas de los jóvenes de hoy en día. Generalmente, lo que el joven universitario quiere es poder sacar la carrera pronto, titularse y entrar a trabajar para poder pagar las deudas que adquirió con la universidad. A muy pocos se les mete en la cabeza la idea de entrar a la política más formal, militar en un partido o menos ser padres o madres a esta edad.

¿Por qué?

–Porque las condiciones son muy adversas. Primero está el desprestigio de la política en general. Y ser parte de ella, se ve como una pérdida de tiempo. Se ha instalado popularmente que la política es sucia. Y además, ser padre a temprana edad también es una complicación en esta sociedad neoliberal. Te impide ejercer o tener éxito profesionalmente, porque todo está pensado individualmente. En general, los jóvenes están pensando en sí mismos, en cómo pueden desarrollarse como profesionales, en cómo pueden surgir. Entonces, esta idea de meterse en la política como una idea de renunciar a ciertas cosas personales y adscribir a un proyecto colectivo es algo que es raro. Y lo mismo con la familia. Ya tener familia joven y renunciar a las cosas personales también es complicado.

¿Y a qué renunciaste? Porque parece que no hubieras renunciado a nada.

–Claro, no he renunciado. Sí, es verdad, jajá. Yo creo que me he negado a renunciar a esas cosas que son como parte de la normalidad, del curso natural de una mujer. Creo que lo adquirí incluso más tempranamente. Pero es inevitable tener que renunciar a espacios más privados, más personales. Desde 2011 que ya, para mí, caminar por las calles no era lo mismo que antes. La gente me reconocía. Estuve apareciendo en muchos medios, no sólo nacionales sino también internacionales. Esa responsabilidad de ir a charlas, encuentros, reuniones, entrevistas, implica una exposición y una demanda muy grandes. Y también está el juicio constante de la gente. Siempre estás expuesto a esas críticas.

Hablando de las críticas, muchos jóvenes estudiantes universitarios de entre 22 y 24 años tienen la sensación de que te has “vendido”. Sin embargo, en jóvenes ya egresados no está tanto esa impresión. En esta línea, ¿qué pasa con la representación del movimiento estudiantil hoy? ¿Pensás que hay un buen liderazgo? ¿Hay conexión entre la representación que ustedes hacen en el Congreso con las federaciones de estudiantes?

–No sé si nosotros hoy día somos los llamados a representar al movimiento estudiantil. Ellos eligen cada año sus propios representantes. Ellos tienen que representar el sentir del momento de esas generaciones que van cambiando. Sabes que todos los años ingresan nuevos estudiantes, salen otros y la política allí es muy dinámica. Ahora, hay algo que en general no ha cambiado mucho en el movimiento. Históricamente, en la última década el movimiento estudiantil también representa esa desconfianza en general de la juventud hacia la política institucional. El ser diputado de la república ya implica una suerte de lejanía con el mundo social porque así se ha hecho la política durante muchas décadas en este país. Después de la dictadura, yo creo que uno de los errores más graves que cometió la Concertación (N. de la R.: la alianza de partidos que gobernó desde 1990 hasta 2010) fue alejar el ejercicio de la política y el ejercicio propio de la democracia representativa de lo que era la realidad del mundo social.

¿Cuáles son las consecuencias de eso?

–Hay desconfianza aprehendida hacia la política formal. Y cuando uno ingresa a ese espacio, culturalmente, se ve como que estás manchado por la política. Entonces, tú traicionas al movimiento social cuando pasas a ser candidato, a ser diputado o a estar en el gobierno. Eso ya es ser parte del sistema, un sistema que ha mantenido y profundizado el neoliberalismo en Chile. Por lo tanto, los sectores más críticos de la juventud lo ven así, y más cuando uno, además, decide ser parte de un acuerdo programático amplio como aquel del que nosotros somos parte con Carol Kariola (N. de la R.: otra ex representante estudiantil y actual diputada del PC). Y ser parte de ese acuerdo programático con los otros partidos de la Nueva Mayoría, que estuvieron durante 20 años gobernando este país sin cambiar las cosas, evidentemente genera desconfianza. Por eso, esa crítica que se ha puesto de que “se dio vuelta la chaqueta”, que “hoy en día no está defendiendo lo que defendía en las calles” y que también ha sido muy cultivada, desde mi punto de vista, por la derecha. A través de las redes sociales dicen que los dirigentes estudiantiles se vendieron, se pasaron a la otra vereda o que dejaron de ser consecuentes con sus principios. Yo creo que eso es algo que hay que combatir y que lo estamos haciendo.

¿Por qué creés que las marchas de este año no han sido tan convocantes como en el pasado?

–Efectivamente, han disminuido. No sé si me corresponde a mí juzgar al movimiento estudiantil actual. Pero creo que al movimiento social en general le falta entender que el suyo es un rol político muy importante en este momento y que no basta simplemente con salir a marchar en base a la crítica. Tienen que ser capaces de, en este momento político que es histórico –porque no sé si se va a repetir la oportunidad de hacer una reforma estructural del sistema educacional– poder poner las propuestas sobre la mesa y pasar un poco más a la ofensiva en ese plano. Es decir, no se puede transformar solamente en un movimiento que reacciona ante las iniciativas del gobierno. Tiene que ir más allá, porque finalmente el movimiento es protagónico en este cambio. Fue el movimiento estudiantil el que puso el tema sobre la mesa. No fueron ni Bachelet ni el actual ministro de Educación. Fue el movimiento social el que dijo: “Hay que cambiar la educación, hay que recuperar la educación pública, hay que desmercantilizarla”. Por lo tanto, que hoy en día se esté hablando de eso es porque fueron ellos. Hay que creerse un poco el cuento y decir: “Nosotros instalamos esto y somos los que tenemos que ser parte. Por lo tanto, no podemos llegar y criticar, sino decir: esto es lo que hay que hacer, éstas son nuestras propuestas y en este camino hay que avanzar”.

¿Y en qué grado eso está funcionando?

–Eso es un poco lo que le falta al movimiento. Por lo tanto, como la gente no ve eso, se siente poco convocada a salir a la calle a estar “en contra de”. Porque, además, los medios pasan a meterte en el mismo saco que a la derecha y los sectores conservadores que también están criticando fuertemente la reforma de la educación. Entonces, como todos critican, nadie quiere reforma. Y esto no es así. El movimiento social quiere una reforma, pero “en este sentido y bajo estas propuestas”. Y eso es lo que no se está viendo. Por eso, creo que se pierde la capacidad de convocar transversalmente a amplios sectores y no simplemente quedar en la convocatoria de los sectores estudiantiles más activos o más politizados.

Pensando en el vertiginoso recorrido que hiciste en estos años, ¿qué fue lo más importante que aprendiste?

–Lo que me ha tomado más tiempo de reflexiones fue el movimiento estudiantil de 2011. Y creo que ahora también lo veo a propósito de la existencia del movimiento de 2014. Aunque parezca muy cliché, aprendí que la transversalidad, la unidad y la creatividad de un movimiento social son claves para poder avanzar o instalar temáticas sociales. Cuando el movimiento ha perdido alguna de las tres, se debilita. Lo otro es que la política es muy compleja. Son tensiones y contradicciones constantes. A veces es muy simple y, de repente, se complejiza demasiado. Y vive en esa tensión. La política tiene tantas aristas y variables, y nada es negro y blanco, absolutamente nada. Todo tiene muchos matices. Y saber leer esos matices y trabajarlos para poder avanzar y moverte es súper complejo.

¿Y qué cambió cuando comenzaste a ver eso desde dentro de la política nacional, no sólo del movimiento estudiantil?

–Cuando éramos representantes del movimiento estudiantil nos metíamos en el Congreso, en las comisiones de educación, oíamos en la sala cuando sesionaban y veíamos al conjunto de diputados y diputadas como una sola cosa uniforme. Estar dentro te cambia la perspectiva y ves todos los matices que hay: qué historia está detrás de cada diputado o diputada, cuáles son sus opiniones, cuándo no son posiciones rígidas. Te das cuenta de que hay más gente a la cual sumar que la que veías antes. Y el arte de convencerlos dentro del Congreso para poder generar mayoría y correlación de fuerzas para avanzar en lo que estás planteando es una cuestión que antes no manejábamos.

También hay posiciones muy rígidas, ¿no?

–Hay posiciones que sí son muy rígidas y hay algunas que son sumamente conquistables. Y hay algunas que tú sabes que son cuestiones ideológicas y otras que son regidas por los intereses económicos. Ahí uno también tiene que saber diferenciar, porque hay gente que defiende el lucro en materia de educación y lo hace porque tiene intereses creados en ese negocio. O gente que lo defiende porque cree que es bueno.

Hablás de diputados con intereses creados, ¿no?

–Diputados, obviamente, o actores externos que inciden también en las discusiones. Porque en esta materia no está solamente el movimiento estudiantil. Ahora, a propósito de que se está empezando a avanzar en cambios que, desde mi punto de vista, son bastante radicales, se están asomando los grupos de interés, los sostenedores de los colegios, la Iglesia, los medios de comunicación. Se están uniendo y se articulan para confrontar esta reforma e impedir que curse. Entonces, ahí uno se da cuenta. Algunos lo defienden desde la perspectiva ideológica y otros lo defienden abiertamente desde la perspectiva económica. Aunque no lo digan, sus argumentos van en esa dirección.

¿Cuáles son tus desafíos de aquí a cuatro años más, cuando cumplas 30?

–De aquí a cuatro años voy a haber cumplido un período como diputada. No sé si voy a ir a la reelección o no. El escenario más realista es que vaya a la reelección o que esté en otra responsabilidad política. Pero es como un escenario lógico, como consecuencia lógica de lo que estoy haciendo. No es que me he dado el espacio como para proyectar un escenario para mí y mi familia. Pero pensar en uno alejado de la política, sería como muy poco realista.

camila e lula

¿Te gustaría ser presidenta?

–No.

¿No? ¿Por qué?

–Primero porque no lo veo como posibilidad. Siempre me han preguntado o me lo han dicho por ahí en la calle. Es una broma para mí. “¿Usted va a ser la próxima presidenta de Chile?”, me dicen algunos. Pero yo encuentro que es una locura. Primero que me empiecen a decir eso ahora, que estoy en una cuestión totalmente… soy diputada, tengo 26 años, ¡déjenme hacer mi trabajo! Y porque creo que me cuesta ponerme en escenario. Y no me gusta que me fuercen tampoco.

Pero sabés que hay gente que lo piensa o que lo desea, quizá.

–Sí, pero hay gente que piensa en muchas otras cosas. Hay gente que quería que yo siguiera en la calle hasta el fin de los tiempos. Y otra gente que me quería ver en el Senado. Otra gente que me quería ver fuera de Chile, también. Un porcentaje importante de la derecha de este país me quiere ver fuera de Chile. Yo no creo que sea oportuno pensar en eso. Me cuesta. Claro, por ahí me dicen: “Tú tampoco querías ser diputada y ahora lo eres”. Y tampoco quería ser presidente de la FECH y lo fui. Jamás lo quise, me aterraba la idea. Otros dirán: “Si dice ahora que no, el día de mañana va a ser presidenta”. Pues, ¿para qué me fuerzan a decir sí o no?

camila candidata a deputado PCC

Junto a vos, son cuatro los diputados jóvenes que, habiendo sido representantes estudiantiles, ingresaron al Congreso en las últimas elecciones: Karol Cariola (PC), Giorgio Jackson (Nueva Acción Universitaria) y Gabriel Boric (Izquierda Autónoma). ¿Qué valor fundamental pensás que esta cuota de juventud aporta?

–Como decía Allende, hay jóvenes viejos y viejos jóvenes. Uno no puede adjudicar a la juventud simplemente las ideas o la energía propia de los jóvenes. Yo conozco mucha gente de edad que tiene un ímpetu y una juventud extraordinaria. Y hay jóvenes a los que no los motiva nada, que no quieren cambiar las cosas. Lo que creo es que esto no es una cuestión etaria. Sin embargo, obviamente, lo que quizás siempre puede caracterizar a los que fuimos dirigentes estudiantiles, que tenemos una historia dentro del movimiento social, tiene que ver con esto de siempre seguir rompiendo la barrera de lo posible. No podemos caer en hacer cuestiones bajo la medida de lo posible. Tenemos que ir más allá: tenemos que impulsar las transformaciones. (In Página 12, Argentina)

 

 

 

 

 

DE LA CALLE AL CONGRESO. Líderes estudiantiles chilenos buscan ser diputados

[No Brasil, os líderes estudantis são presos. E fichados, pela polícia, como membros de facções criminosas. O Brasil é mais pinochetista que o Chile]

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A poco más de un mes de convertirse en madre primeriza, Camila Vallejo cierra su campaña a diputada por la populosa comuna de La Florida, donde ella creció.

Sube al escenario sonriente, con jeans y su cabello a medio recoger, pero ahora no le habla sólo a estudiantes. Padres, niños y ancianos se congregaron para escuchar a una de las mayores figuras del movimiento estudiantil que en 2011 sacó a miles de personas a las calles, en reclamo de una educación pública, gratuita y de calidad.

En la tarima, Camila, de 25 años y egresada recién de Geografía, llama a todos a votar el domingo y afirma que éste es el “inicio de una nueva primavera, de un nuevo ciclo político en Chile” con la misma convicción con la que llamó a derribar el sistema educativo heredado de la dictadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Vallejo, que saltó a la fama tras presidir la poderosa Federación de Estudiantes de la Universidad de Chile, postula por el Partido Comunista, que para esta elección se unió al pacto Nueva Mayoría, la coalición de la exmandataria socialista Michelle Bachelet, favorita para ganar la elección presidencial del domingo, que se realiza junto con la parlamentaria.

Su apoyo a Bachelet es visto por algunos como una traición. En enero de 2012, afirmó que “jamás estaría dispuesta a hacer campaña por Bachelet ni llamar a los jóvenes a votar por ella”.

Pero ahora la respalda con fuerza. En sus carteles aparece apoyada en su hombro, bajo el lema “juntos vamos al Congreso”.

“Es una decisión política que asumimos para poder hacer viable y materializables las demandas de la calle en un futuro gobierno, en un futuro parlamento”, explica Vallejo en una entrevista con la AFP.

El Partido Comunista, relegado por años de la primera línea de la política chilena, resolvió tempranamente apoyar a Bachelet, a cambio de asegurar el respaldo a sus candidatos al Parlamento, entre ellos Vallejo, que tiene casi asegurada su elección.

Un camino distinto

El expresidente de la federación de Estudiantes de la Universidad Católica Giorgio Jackson optó por un camino distinto. Formó un movimiento político, Revolución Democrática, y decidió postularse como independiente por la comuna de Santiago, al no lograr un acuerdo con Nueva Mayoría para definir los candidatos de la comuna en primarias.

Pero por expresa petición de Bachelet, el pacto no inscribió competidores en esa comuna, apoyando a Jackson, que a sus 26 años y recién titulado como Ingeniero Civil, tiene también casi asegurada su elección

“No quiero ser un espectador, sino un actor. Y ser un actor es también asumir responsabilidades y poder aprovechar esa responsabilidad”, dice Jackson a la AFP, tras reunirse con un grupo de amas de casa y jubiladas en un club social de Santiago, a la mitad de su campaña.

El movimiento que lo apoya, integrado por jóvenes profesionales desconfiados de los partidos políticos tradicionales, resolvió no apoyar a Bachelet aunque en una eventual segunda vuelta Jackson ha señalado que apoyaría a la exmandataria, que ha comprometido una profunda reforma educacional.

De las calles al Congreso

En 2011, Giorgio y Camila lideraron más de 40 multitudinarias marchas por Santiago, haciendo tambalear el gobierno del derechista Sebastián Piñera. Camila deslumbró al mundo por su belleza, la convicción y serenidad para plantear la necesidad de cambios radicales.

Giorgio, por su parte, fue alabado por su templanza pero también por el manejo de cifras y elementos técnicos. Otros dirigentes estudiantiles de esa época, como la comunista Karol Cariola, y los independientes de izquierda Gabriel Boric y Francisco Figueroa postulan también al congreso.

¿Qué aprendieron de la calle?

“Aprendí a desconfiar. Aprendí a organizarme, aprendí a presionar y también aprendí a comunicar algunas cosas. Y a escuchar mucho, eso es lo que uno más hace”, dice Jackson a la AFP.

Ahora, desde el Congreso, ambos buscan ser la voz de los estudiantes pero también de otros movimientos sociales que irrumpieron a la par de los estudiantes.

“La educación fue mi leitmotiv para poder ingresar al parlamento, es mi razón, pero ya avanzando en el tema educacional, yo creo que también hay otros temas, el tema de las pensiones, el tema de la salud, que viven la misma crisis que la educación y también los temas medioambientales”, dice Camila, que debió hacer un alto en el acto para amamantar a su pequeña hija, Adela.

(República, Uy)

Chile. “Facção criminosa estudantil” contra privatização do ensino

Para os velhos coronéis da PM, na USP existe uma “facção criminosa”. O governador Alckmin trava um heróico combate. Rodas de estudantes são expulsos da universidade, e presos no campus e nas ruas. Veja link USP. Quando os estudantes são tratados como se fossem bandidos, sinal de que persiste a ditadura de 64.

O mesmo acontece na Espanha de Franco. No Chile de Pinochet. Apresento “a facção criminosa dos estudantes do Chile”, que luta contra a positivista “ordem e progresso” desde os tempos de Pinochet. Um direitista advertia: “Nas marchas estudantis eles usam meninas bonitas para atrair o povo. Parecem xucretes”. Na aparência física, não vou negar, lembram as adolescentes de Xuxa, douradas princesas que nem a Branca de Neve, que seguiam à moda Barbie, a boneca da ditadura brasileira. Joffre Dumazedier, meu professor no Ciespal, dizia que as chilenas são as mulheres mais bonitas da América do Sul.

O Brasil era feliz e nem sabia do que acontecia nas favelas e senzalas e porões do DOI-Codi.

CUANDO EL LUCRO ESTÁ EN EL REGLAMENTO

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Año 2013 y el movimiento estudiantil sufre los embates de haber tenido su máximo auge hace dos años. Lejos de ser negativo, las organizaciones que han conformado la movilización han buscado y encontrado formas de agruparse en torno a ejes comunes y objetivos claros. Es así como las universidades privadas han logrado organizarse dentro de este nuevo panorama, aunque con ciertos obstáculos. Originalmente publicada en el número 59 de la RBP.

por Ricardo Pérez, Francisco Solís y Ángel Martin

Daniela López, ex presidenta FEUCEN
Daniela López, ex presidenta FEUCEN

Cuando ya se cumplen dos años de las históricas movilizaciones de 2011, los estudiantes de las universidades privadas se encuentran mejor articulados que nunca. No obstante, aún deben sortear algunas dificultades como el rechazo rotundo de ciertas instituciones a que los alumnos discutan, o puedan organizarse en centros de estudiantes. También hay que considerar la firma de un contrato de matrícula, en donde se acepta un reglamento que remite al estudiante solamente a su pupitre. Así, se convierte lo más rápido posible en capital humano para la injusta sociedad que queremos cambiar.

El Movimiento de Estudiantes de Educación Superior Privada, MESUP, nació en el contexto del movimiento estudiantil durante 2011. Está conformado por distintas formas organizativas del estudiantado (asambleas, coordinadoras, federaciones, estudiantes de base), y se plantea como objetivo principal el “levantamiento político-organizacional de los estudiantes de educación superior privada”.

Camila Vallejo, ex presidenta da Fech
Camila Vallejo, ex presidenta da Fech

Utilizando las virtudes de las redes sociales, y descubriendo a Facebook como una de las tantas formas de hacer entrevistas, pillamos a Manuel Erazo, estudiante de la Universidad ARCIS y vocero del Mesup. Manuel nos ayudó a entender mejor la situación de los compañeros con respecto a sus posibilidades de organización.

“Por acreditación no se les debe prohibir a los estudiantes tener federaciones o centros de estudiantes, ya que ésta es una de las condiciones para que la universidad sea acreditada. Pero en la U. de las Américas, por ejemplo, se les prohíbe a sus alumnos organizarse”, explica.

Indignado, Manuel nos manda el link de los estatutos internos de la U. Andrés Bello, casa de estudios que hoy cuenta con el mayor número de estudiantes matriculados. En su artículo 7 indica las infracciones graves: “repartir panfletos o dar a conocer públicamente información no oficial que dañe la imagen de la Universidad. Incitar, promover o participar en la suspensión arbitraria de las actividades académicas, o en paros estudiantiles”. Y las gravísimas: “participar o inducir a la toma de alguna dependencia de la Universidad, en cualquiera de sus campus”.

Las sanciones van desde amonestaciones hasta la expulsión de la institución. “Esto ocurre también en el DuocUC, el INACAP y en el Instituto Profesional de Chile”, denuncia Manuel.

La labor ha sido compleja, pero de todas formas los estudiantes del Mesup han encontrado la forma de seguir sumando compañeros a partir de la solidaridad y el apoyo mutuo. “Nuestro aporte como Mesup se basa en ayudar a sus alumnos, asesorarlos en cómo pueden levantar sus organizaciones, sin correr riesgo de suspensión. También nosotros vamos a aquellas universidades para entregar panfletos, dado que si lo hacen sus propios estudiantes quedan automáticamente sancionados”.

Desde la organización, en este momento apuntan a las instituciones y a los decretos que les niegan la libre asociación. Asimismo, apelan a una democratización interna que les permita trabajar junto a sus académicos y funcionarios.

chile educ indignados

El negocio millonario que los estudiantes de la U. Central supieron cuestionar

Mientras a comienzos de 2011, en las universidades pertenecientes al CONFECH, los estudiantes discutían cuáles eran las mejores formas de movilización para hacer del conflicto por la educación, un tema de debate público; los estudiantes de la U. Central vivían las contradicciones del mercado de manera mucho más explícita. Se trataba de la compra de su casa de estudios, en 35 mil millones de pesos, por parte de la sociedad de inversiones Norte Sur, estrechamente ligada a la Democracia Cristiana.

“Esto generaría un negocio redondo, y a la vez se lucraría con el esfuerzo de nuestras familias que se endeudan continuamente. La clase política actual y el empresariado nuevamente se saldrían con la suya, si no fuera por la organización estudiantil y el empoderamiento al derecho a ser estudiante” señala Daniela López, presidenta de la Federación de Estudiantes (Feucen) entre 2011 y 2012. La suspensión de la venta sería a la larga una de las pocas victorias del movimiento el 2011.

“Si bien ha existido una autocrítica al cómo participamos como universidad en el movimiento estudiantil, y qué pasó con los estudiantes luego de siete meses entre paros y tomas, debemos tener la sabiduría de entender que nada ha acabado. Todavía debemos cuestionarnos muchas prácticas existentes al interior de nuestra universidad. Seremos vitales para el proceso de constitución y organización de nuevos actores políticos en las luchas sociales” afirma.

Hoy, los compañeros de la Universidad Central se encuentran en pleno proceso de elección de su federación. El fortalecimiento de la organización estudiantil se ve reflejado en la madurez de un proceso democrático, que se propone como tarea constituir un actor en el mundo de las privadas que concibe un modelo de educación distinto. “Porque creemos en una sociedad de derechos, en donde las relaciones humanas no están mediadas por el dinero” señala Daniela.

Entre la crisis y la indiferencia: El caso SEK

En lo más alto de Peñalolén, donde sólo se llega en un bus de acercamiento y los árboles reinan sobre los edificios, se encuentra el campus Parque Arrieta de la Universidad Internacional SEK. En el lugar, declarado Monumento Histórico Nacional, se imparten las carreras de Arqueología, Historia del Arte y Conservación.

“Es todo súper raro, nunca hemos tenido estatutos que permitan la organización estudiantil” afirma Amparo Barros, estudiante de Conservación y Restauración, y actual presidenta del centro de alumnos de su carrera. Los estudiantes no cuentan con ninguna base jurídica para organizarse, por lo que la realización de elecciones es muy difusa. “Para las elecciones votó como un cuarto de la carrera, fue súper poco serio y eso nos hace poco representativos”, agrega. Además, la reglamentación de la universidad, a pesar de permitir que los estudiantes tengan representantes, no les confiere voz ni voto.

Lo anterior es preocupante, particularmente ahora que el rector de dicha universidad, Alejandro Ormeño, será formalizado por posible soborno en la entrega de la acreditación. En caso de que la situación llegue a un extremo, los estudiantes no tienen ningún estamento para defenderse. Sin embargo, Barros advierte que “la gente que viene acá sólo se interesa por ir a clases. Citamos a asambleas y llegan diez personas, nadie se preocupa de lo que pueda pasar”.

¿Y qué van a hacer si pasa lo peor, si cierran la universidad? La estudiante mira preocupada. “No podemos hacer nada, no tenemos una estructura que nos represente, que nos defienda”. Como universidad, tampoco cuentan con una federación, y los consejos en los que participan representantes de las carreras, no son periódicos ni constructivos. Según Barros “nos juntamos, conversamos, pero nunca llegamos a ninguna conclusión”. ¿Y qué haría ella? Concluye certera: “Yo me iría a Buenos Aires”.

Existe, sin duda, una curiosa paradoja. Mientras algunos estudiantes se enfrentan a sus rectores e instituciones por su derecho a la organización, hay muchos otros que simplemente se enajenan del conflicto, aun siendo una de las partes más afectadas.(Revista Bello Público)

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educ chile 17 nov

Brava Camila Vallejo na arena

Tenho visto fotos de Camila Vallejo comandando marchas e passeatas. Concedendo entrevistas. Presidindo reuniões do movimento estudantil no Chile e outros países. Uma Camila sempre linda e carismática. Um mito da juventude dos quatro quantos deste velho mundo que sonha transformar.

De repente encontro uma Camila adolescente. Longe da política. Uma jovem que dança.

Mas a imprensa vendida aos gringos não perdoa. Talvez porque não baila ao som de uma música estadunidense. Prefere uma música latina. Veja como a imprensa de Pinochet descreve esse momento alegre, humano, participativo com pessoas de todas as idades.

Tem mais: esse lide (primeiro parágrafo) de uma entrevista de Camila desvirtua sua mensagem:

“Dispuesta a postular al Congreso en las próximas elecciones parlamentarias, con la mejor de sus sonrisas y su arito en la nariz, pero siempre y cuando exista una mayoría “dispuesta a hacer un cambio”, se mostró la vicepresidenta de la Fech, Camila Vallejo al ser entrevistada por la cadena CNN”.

Otra razón para meterse a la arena política, según Vallejo, es “sacar a muchos sinvergüenzas de este modelo que han hecho enriquecer a unos pocos, y acá la juventud tiene un rol clave”. Confira.

Ora, ora, desde que estudava o secundário, Camila fazia política.

Espero que na arena, nos enfrentamentos com o terrorismo estatal, com o terrorismo policial, com o terrorismo da imprensa, tenha aprendido a lidar com as feras e os palhaços.

Chile: Camila Vallejo califica de “autoritario” al gobierno y lo emplaza a dar soluciones al conflicto estudiantil

Camila Vallejo entregó una carta al alcalde de Santiago, Pablo Zalaquett, en que lo emplaza a hacerse cargo de los desalojos en los liceos y de la violencia que generada.
En la ocasión señaló que el gobierno está actuando de forma autoritaria ya que no respeta los acuerdos democráticos de los estudiantes y agregó que probablemente se sigan viendo escenas de violencia, ya que no se han entregado soluciones a las demandas estudiantiles.

Violencia