Pelo rabo vive a praxe. O famoso tomar no…

por Paula Cardoso

Hospitalizado após introduzir vinho pelo ânus, um universitário do Tennessee, nos EUA, relançou a discussão sobre os excessos das repúblicas e o perigo da moda do butt chugging.

Inanimado e com indícios de sodomização. Como em tantas outras festas universitárias encerradas por um coro de sirenes – de carros patrulha e de ambulâncias –, também no campus do Tennessee todos os sinais de excessos apontavam para os suspeitos do costume: sexo e drogas.

Mas, para surpresa geral da nação norte-americana, o culpado pela hospitalização do estudante Alexander P. Broughton chama-se butt chugging. Sem rodeios: a prática de introduzir bebidas alcoólicas pelo ânus com a ajuda de um tubo.

Conferência de imprensa para afastar rumores gays

Ponto de partida para animados fóruns de discussão online, o pressuposto também enche páginas da imprensa norte-americana, pontuadas há várias semanas com ecos da polémica de Tennessee. Por exemplo, noticiava o The Washington Post, «os exaustivos interrogatórios policiais indicaram que os membros da república recorreram a tubos de borracha que, uma vez introduzidos nos seus rectos, serviram de via para a passagem de álcool para o organismo».

Resultado: apesar de Alexander Broughton ter sido o único hospitalizado – com 0,4% de álcool no sangue – as autoridades garantem que encontraram mais do que uma mão-cheia de estudantes inconscientes, lado a lado com tubos e garrafões de vinho.

Cenas de morte e acção de cinema

Foi o suficiente para fazer soar um alerta nacional de saúde, centrado nos perigos associados ao butt chugging. «A abundância de veias e vasos capilares na zona rectal faz com que o organismo absorva o álcool mais rapidamente, acelerando a sensação de embriaguez e aumentando o risco de morte».